vinicios_santana

Ilustrador. https://www.instagram.com/vinicios.ink/ Quadrinista. http://alvanista.com/tag/hq-hunter

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  • vinicios_santana Vinicios Santana
    2022-10-01 12:31:30 -0300 Thumb picture
    vinicios_santana checked-in to:
    Post by vinicios_santana: <p>#img#[843326]</p><p>Shin Nekketsu Kouha Kunio-ku
    Shin Nekketsu Kouha: Kunio Tachi no Banka

    Platform: SNES
    32 Players
    3 Check-ins

    Shin Nekketsu Kouha Kunio-kun: Kunio-tachi no Banka é o segundo jogo de Beat n' up da série Kunio lançado para o SNES.

    A história tenta ser algo quase Shakespeariano, uma dupla atropela alguém importante, Kunio e Riki levam a culpa, são presos, na cadeira conseguem o respeito dos companheiros de cela na base da porrada, que sensibilizados com sua história, os ajudam a escapar da prisão para limparem seus nomes.

    E assim começa nossa aventura.

    Houve algumas mudanças em comparação ao seu anterior, a primeira coisa que notamos é o visual mais cartunesco, meio que uma fusão entre o SD e o realista, no começo estranhei essas mão gigantes em corpos com proporções mais reais, mas logo acostumei e passei até a gostar.

    Outra mudança foi a exclusão total de elementos de RPG, o que eu acho que foi um erro.

    Agora é possível jogar com 4 personagens diferentes, Kunio, Riki e suas respectivas namoradas, Misako e Kyōko, alternando entre os personagens ao apertar SELECT, dando ao jogador opções de combate e barras de vida extras, mas é importante não deixar que seu personagem morra, se apenas um chegar a perder toda a barra de HP, é game over.

    Outra mudança bem vinda é o sistema de combos, o mais robusto da série até aqui, incluindo defesa e ataques especiais diversos, e o mais importante, a volta do chute para trás, ausente desde o primeiro jogo da série.

    O jogo continua bem difícil, mesmo tendo 4 barras de HP os inimigos tiram mais dano e demoram muito mais para morrer, em algumas partes, 2 inimigos de cenário derrotavam uma barra e meia minha. Felizmente agora há continues infinitos e um sistema de passwords.

    Se os inimigos de cenário são assim, imagina os chefes, eles são verdadeiras esponjas de dano, recebem combos atrás de combos e seguem firmes, levamos 4 golpes dos chefes e morremos. perdendo todo o progresso.

    Uma coisa que sinto falta é de os bosses terem barra de HP ou pelo menos algum elemento visual que mostre que ele está quase sendo derrotado.

    Falando em dificuldade, há as famosas fases da moto, antes de jogar via muita crítica à elas, e realmente, parece que estamos dirigindo num pista de gelo. Derrotar os inimigos nem é o problema, o pior mesmo é bater nas paredes e ter de começar todo o circuito. É chato, frustrante e repetitivo, mas não impossível e ao terminar, o desejo é de nunca mais jogar uma fase dessas de novo, o problema é que existem outras duas depois hahaha.

    As missões seguem o padrão beat n' up, vá até um lugar, derrote um capanga para depois descobrir que o verdadeiro culpado está em outro lugar.

    Em determinado momento, descobrimos que o culpado pelo atropelamento era um irmão de kunio, que se fez passar por ele.

    Aqui vira casos de família.

    Kunio alega ser filho único, o suposto irmão, Ken, fora adotado pelo rei do crime Sabu ( boss final do primeiro jogo de Nes/Arcade) que queria vingança.

    Sabu está tão vidrado em sua vingança que atira nas garotas, gerando certo drama, será que elas morreram? As garotas são levadas para o hospital e seguimos para a fase final, dessa vez apenas com kunio e Riki.

    Fiquei surpreso como o caminho até lá foi relativamente fácil, cheguei até a pensar que tinha recebido uma espécie de bônus de vingança hahaha, mas ao chegar nos capangas com facas, foi que comecei a morrer de novo.

    Depois de passar por mais algumas salas, há o confronto entre os irmãos, e eu não estava preparado para a surra que tomei.

    Ken é o clássico chefe doppelganger, ele têm as mesmas habilidades e as usa aparentemente sem nenhuma restrição, o que é muito injusto hahha

    Depois de morrer bastante, usar save states igual água e quase deixar essa luta pra outro dia, do nada venci.

    Por curiosidade, fui ver no youtube algum proplayer jogando e o cara destruiu o Ken, acertando todos os golpes especiais num timer perfeito.

    Depressões à parte, seguimos para o boss final Sabu.

    Ele fica decepcionado com Ken, joga umas verdades na cara dele, de que só o adotou para se vingar de kunio e deixa o garoto morrer agonizando.

    Como ato de desespero, Sabu liga o sistema de autodestruição da sua mansão (Waaaaaaat???) e começamos a batalha final em meio às chamas.

    E falar que de todo o jogo, a batalha contra Sabu foi a mais fácil de todas, sua arma continua matando com um hit, porém agora ela é melhor telegrafada, as vezes que morri foram por falta de atenção minha.

    Depois de espancar esse infeliz, fugimos ao melhor estilo Castlevania.

    Agora com o nome limpo, descobrimos que as garotas sobreviveram e fim.

    Nem Shakespeare pensaria em tantos plots twists hahahaha.

    Shin Nekketsu Kouha Kunio-kun: Kunio-tachi no Banka foi uma grata surpresa, apesar de esperar um jogo nos moldes de River City, já que ele carrega a essência de seu visual, me frustrei um pouco com a ausência de elementos de RPG, porém o sistema de combos compensa. O jogo é curto, mas acaba parecendo maior pela demora em derrotar os inimigos, e nem sei quantos continues usei hahahaha mas foram muitos.

    Pretendo jogar o River City Girls no futuro, esperando apenas alguma promoção na PSN, eu poderia comprar na steam, mas meu notebook não é lá muito bom.

    Terei um descanso da série por enquanto....

    23
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      flaviohideki · about 22 hours ago · 2 pontos

      Poxa, adorava essa série no Nes. Eu tinha o River City Ramsom em japonês e joguei muito na infância. Desconhecia essa versão do SNES. Parece legal. Jogava muito Super Dodge Ball e outro de futebol dessa série do Kunio.

      3 replies
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      jcelove · about 22 hours ago · 2 pontos

      Ah vai dar uma pausa na maratina? Pensei que ia pro remake do gba em seguida.

      Esse eu conheci tempos atras mas nem cheguei a testar, e nao fazia ideia que ja podia jogar com as meninas. Achei que era invençao da wayforward no river city girls

      1 reply
  • vinicios_santana Vinicios Santana
    2022-09-26 14:55:49 -0300 Thumb picture
    vinicios_santana checked-in to:
    Post by vinicios_santana: <p>#img#[842731]</p><p>Ao terminar o primeiro jogo
    Nekketsu Kouha Kunio Kun: Bangai Rantou Hen

    Platform: Gameboy
    34 Players
    1 Check-in

    Ao terminar o primeiro jogo de SNES, decidi pegar um jogo menor antes de partir para o próximo de SNES.

    Pesquisando mais sobre jogos da série Kunio, descobri a versão de Gameboy.

    Graficamente abraçaram o estilo caricato e SD do Downtown Nekketsu Story (River City), que eu particularmente gosto, fugindo um pouco do padrão realista apresentado no Nekketsu Kouha Kunio-kun de Nes/Arcade e do Shodai Nekketsu Kouha Kunio-kun de SNES.

    A história é bem simples, mais uma vez o amigo de Kunio, Hiroshi leva uma surra e temos de ir nos vingar.

    O gameplay também é igualmente simples, um botão de soco, outro de chute, que ao serem apertados juntos, executam um ataque especial, senti falta de um botão de pulo, que poderia substituir o de chute, que convenhamos, mal usei.

    Também foram retirados todos os elementos de RPG, sendo apenas um Beat n' up simples, vá da esquerda para a direita enchendo de porrada todos que aparecerem em seu caminho.

    Dito isso, um elemento desse jogo se torna totalmente inútil, ele possui um pequeno mapa que mostra onde você está ao passar as fases, semelhante ao usado no Castlevania 1 de Nes.

    É até engraçado, pois sempre reclamo da falta de mapas nos jogos mais complexos e no mais simples da série, há um mapa hahahaha

    A dificuldade assusta na primeira jogada, alguns golpes de qualquer inimigo são suficientes para perder uma vida, se agravando nos bosses, porém é muito gostoso quando você reconhece o padrão, ainda que simples dos inimigos, inimigos esses que são bem variados, sejam os simples, aqueles com bastões, correntes ou facas, cada um apresentando suas peculiaridades.

    Já os chefes, caso você seja encurralado, vai ficar sem tempo de reação e perderá uma preciosa vida. Sendo a melhor estratégia contra todos os chefes, encurralar ele num canto e ir atacando sem piedade, se parar para respirar ou errar um golpe, vai ser difícil pegar o chefe novamente, já que a hitbox é meio estranha.

    Seguindo jogando assim, o jogo apresenta um desafio na medida certa entre o divertido e o desafiador. Mas tudo isso vai embora para um inferno de tensão na última fase.

    Até então, todas as fases eram divididas em sessões, tendo o HP recuperado ao terminar certos eventos.

    Porém aqui toda a fase é jogada com o mesmo HP e se não bastasse ela está repleta dos inimigos mais perigosos, além de um boss rush.

    Ao chegar na sala do boss final, sua vida continua a mesma.

    Isso não seria um problema caso existissem itens de cura ou até continues, finitos ou infinitos. Porém, todo o jogo deve ser passado com apenas 3 vidas.

    Ao perder elas, game over. E como eu sou um true gamer fake, abusei do save state na última fase, não estava afim de me estressar.

    A luta em si é muito boa, o chefe têm movimentos muito dinâmicos, o problema maior é chegar aqui com meia vida :(

    Após derrotá-lo, Kunio e Riki o obrigam a se desculpar com Hiroshi que ficou hospitalizado depois da surra que levou.

    Os Sprites SD são muito carismáticos hahaha

    Uma curiosidade sobre Nekketsu Koha Kunio-kun: Bangai Ranto Hen, é que ao ser portado para os Estados Unidos, ele se chamaria Renegades, o que faz sentido, já que é a sequência direta do Nekketsu Kouha Kunio-kun de Nes/Arcade, que recebeu o nome de Renegade, porém o nome já estava manchado com vários jogos ruins que levaram esse nome e outras adaptações.

    E o jogo veio para as américas como Double Dragon 2, mudando os Sprites dos inimigos e personagens, além de mudar a estética dos cenários.

    Joguei o jogo numa tarde antes de ir trabalhar e foi bem divertido pegar um jogo mais simples e direto, sem me preocupar de subir níveis ou me perder nas ruas da cidade.

    Bom, mas chega de descanso, tem mais porrada pela frente. 

    12
  • vinicios_santana Vinicios Santana
    2022-09-26 03:48:12 -0300 Thumb picture
    vinicios_santana checked-in to:
    Post by vinicios_santana: <p>#img#[842697]</p><p>Shodai Nekketsu Kouha Kunio-
    Shodai Nekketsu Kouha Kunio-Kun

    Platform: SNES
    20 Players
    1 Check-in

    Shodai Nekketsu Kouha Kunio-kun é o primeiro título da franquia Kunio para o Famicom, infelizmente nunca lançado oficialmente fora do Japão.
    Inicialmente já é possível notar que abraçaram um estilo realista, mais perto das origens da franquia.
    Eu particularmente gosto das versões SD, mas é admirável o esmero visto na pixel art desse jogo.
    A história começa com os alunos da escola Nekketsu indo de trem de Tóquio para Osaka, lá teria algo relacionado com a escola, mas o grupo acaba dentro de uma briga de gangues, tendo de escolher um lado, o que pode acarretar diferentes eventos na história.

    Mais uma vez Hiroshi é espancado, há traições, romances e garotas sequestradas.
    Tentei resumir a história porque ela realmente é complexa e vai adicionando vários elementos novos ao longo do jogo.

    Shodai Nekketsu Kouha Kunio-kun usa elementos de RPG assim como Downtown Nekketsu Monogatari (River City) elevando a exploração e imersão ainda mais.
    Porém pecando em alguns pontos que aqui são omitidos, mas eram presentes no jogo de Nes, como por exemplo, colocar o preço dos itens das lojas.
    Isso faz falta, pois você nunca sabe realmente quantos produtos pode adquirir com seu cartão pré-pago que pegou de um transeunte hahaha.
    E falando neles, além dos membros de gangues, todo e qualquer cidadão de bem pode cismar com a sua cara e te encher de porrada.

    E você vai apanhar bastante, principalmente no começo, até adquirir alguns leveis e liberar novos golpes, além de habilidades especiais, como gritar ameaças e recuperar seu HP, o que vai deixar o gameplay mais fluído.

    Esse é o ponto alto do jogo e também o seu calcanhar de Aquiles. A progressão é ótima, derrote grupos de inimigos e randow battles, receba XP e adquirira novas habilidades.
    Porém, o combate, como de costume na série, é bastante difícil, morrendo, você volta para o hotel e tem de percorrer todo o caminho até onde morreu, para chegar lá, levar 2 socos, e morrer de novo.
    Os inimigos poderiam ser um pouco mais frágeis, pelo menos nas duas primeiras estações.

    Você pode comprar itens nas máquinas de comida e bebida, além de receber alguns como recompensa de batalhas, porém, boa sorte para descobrir o que eles fazem, pois é preciso que o use para saber o efeito, então se não recorrer a um guia, vai ter que testar item por item, arma por arma até ter o melhor resultado.

    No manual sei que há pequenas descrições dos itens.

    A exploração se da através de estações de metrô que levam de um bairro para outro, e como não existe mapa dentro do jogo, é muito fácil se perder.
    Provavelmente o manual original possuía algum tipo de mapa, o que era comum em jogos de Nes, mas no SNES já era possível colocar mapas dentro dos jogos, vide Super Metroid.
    O vai e vem é constante e repleto de confrontos, e se você ainda estiver fraco, ou se simplesmente bobear numa esquiva, vai ter de voltar tooooodo o caminho.
    Confesso que estava ficando irritado por estar perdido e mais de uma vez recorri ao youtube simplesmente para saber onde eu estava.
    Depois da segunda metade do jogo, recebemos uma Bike, que eu pensei que era uma bicicleta hahahaha.
    Ai somos livres para viajar entre as regiões.

    No decorrer da trama, você vai se afeiçoando aos membros do grupo, que um a um veem te ajudar em certos pontos da história. Sei que a intenção é boa, mas muitas vezes eles que me matam pois o FRINDLY FIRE É LIGADO, já não bastasse o jogo ser dificílimo.
    Muitas vezes morri pois peguei meu amigo no combo e o inimigo aproveitou e deu uma voadora em nós dois.
    Ou o contrário, estava batendo no inimigo e recebo uma voadora do meu amigo.

    Há uma série de plot twists que resultam numa boss fight onde eu sou apenas um observador, os líderes das gangues rivais se enfrentam e o irmão da garota que está afim do Kunio destrói seu rival na pancada.
    Antes mesmo de podermos comemorar, ele leva um tiro, ao andar um pouco, descobrimos que o tiro veio de um dos meus amigos da escola Nekketsu, Yoshihiro, que estava trabalhando como agente duplo.
    Sigo para o confronto final.
    A batalha é difícil, porém divertida demais de jogar. Assim como o boss final do Nekketsu Kouha Kunio-kun, Yoshihiro possui uma arma que mata com um hit, porém a mobilidade nesse jogo é melhor, sendo possível prever quando o tiro será dado.
    Ao derrotá-lo resgatamos a irmã do líder de gangue que levou um tiro, temos um momento romântico, que logo é cortado, já que Kunio não aparenta querer se envolver com a garota.

    Jogar Shodai Nekketsu Kouha Kunio-kun foi um misto de frustração, desanimo e empolgação com lutas fodas, espero que o próximo do Famicom resolva alguns desses problemas.
    Mas voou descansar um pouco, jogar algo mais simples e direto, onde minha preocupação seja apenas socar a cara de alguém.

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      manoelnsn · 6 days ago · 2 pontos

      E eu jurava que essa série era só socar a cara de alguém mesmo, hauhaua

      1 reply
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      kalini · 6 days ago · 2 pontos

      curto bastante essa estetica bancho das personagens

      1 reply
  • vinicios_santana Vinicios Santana
    2022-09-18 17:56:10 -0300 Thumb picture
    vinicios_santana checked-in to:
    Post by vinicios_santana: <p>#img#[841740]</p><p>Recentemente me deparo com o
    Nekketsu Kouha Kunio-Kun

    Platform: NES
    12 Players
    1 Check-in

    Recentemente me deparo com o trailer do relançamento de River City Girls Zero. E aquele jogo não me era estranho.

    Lembrei dele da época que estava jogando os jogos do Kunio Kun

    O nome original é Shin Nekketsu Kouha - Kunio-tachi no Banka e nunca tinha saído do Japão, até agora.

    Ver esse trailer me trouxe de volta a necessidade da briga de rua hahaha.

    Liguei minha TV box e lá estava o primeiro jogo da série Kunio Kun, Nekketsu Kouga - Kunio kun, no ocidente chamado de Renegade. Logo mais falo das diferenças entre as versões.

    A história é bem simples, mas foge do cliche de dama em perigo, dessa vez focando em amizade.

    "Hiroshi é um estudante do ensino médio que sempre sofreu bullying.

    Kunio é um cara apaixonado que não suporta valentões, e ele e Hiroshi rapidamente se tornam bons amigos.

    Mas um dia, Hiroshi é sequestrado, e assim começa a aventura de Kunio para salvar seu amigo..."

    Kunio deve enfrentar gangues de delinquentes juvenis. 

    Cada gangue possui suas peculiaridades e ao derrota-la você pode desafiar seu líder, os banchos (líder de delinquentes)

    Apesar de ser um dos primeiro jogos de beat 'n up, as fases são fechadas, divididas em pequenos cenários cheios de membros da gangue, que ao serem derrotados, liberam o caminho para a área do líder.

    É um esquema de progressão simples e interessante.

    A jogabilidade apresenta conceitos interessantes, se você está olhando para a direita, o botão mais a direita do controle (A) será soco e o da esquerda (B) será chute para trás, se você virar para a esquerda, a ordem inverte. E se pressionar na direção do oponente, caso ele esteja fraco, é possível agarrar ele e dar uns socos ou arremessá-lo nos outros inimigos, dependendo de qual botão apertar.

    No começo isso da um nó na cabeça, mas com o tempo você acaba se habituando, ou vai morrer muito no processo, pois a IA desse jogo é cruel, ela sempre irá tentar te cercar e se isso acontecer, é morte certa.

    Nos chefes é mais difícil usar esse esquema, sendo mais eficiente usar socos e voadoras, pressionando A e B juntos, porém quase sempre você será pego em balões devastadores.

    Dito isso, vale apontar que a dificuldade é insana, proveniente da herança dos arcades, visto que a versão de Nes é um port.

    O jogo possui 3 vidas e sem continues e com tempo de 2 minutos para concluir a fase.

    No meu primeiro game over pensei seriamente em migrar pra versão de arcade, que pelo menos teria fichas infinitas hahaha. Mas eu tenho tendência a gostar de jogos de Nes e acabei recorrendo ao save state entre as fases.

    As gangues são bem variadas, tenho delinquentes estudantis, motoqueiros e até garotas colegiais. Descer a porrada nos grupos de inimigos é bastante satisfatório e desafiador, sendo preciso usar os ataques no momento certo.

    Como dito, o jogo é difícil, mas nada me preparou para a última fase, ela é um labirinto disfarçado de boss rush, atrás de cada porta um novo desafio, ok, entendo esse apelo, mas o problema é que há portas que te levam pro começo da fase e PIOR, para o começo da fase anterior. Mas tudo bem, você vai perder alguns minutos memorizando ou fazendo um mapinha da fase e logo chegará ao chefe final.

    Aqui outra frustração, o líder mafioso dos delinquentes tem HIT KO, num beat n' up isso é extremamente apelativo.

    Muitas vezes no meio dos combos, o chefe da um passo pra trás e acerta um tiro na minha testa, matando instantaneamente.

    Até entendo essa mentalidade na versão de arcade, é muita fdputagem? É! Mas era um modo de arrancar dinheiro do povo, agora isso na verão caseira é de fritar os nervos.

    Depois de penar para derrotar esse fdp hahahah, resgatamos Hiroshi que estava em lágrimas.

    Hiroshi, você não imagina o ódio que eu estava hahaha

    A versão americana, recebeu o nome de Renegade e semelhante ao que foi feito em River City, trocou toda referência estudantil para gangues de rua, tendo o visual dos sprites modificados, baseado no filme The Warriors, usando inclusive o coletinho.

    E parando para pensar, Renegade poderia muito bem ser um jogo do próprio The Warriors, brigas de gangues distintas, cada uma com suas peculiaridades, cruzando a cidade até retornarem para casa.

    Jogar Nekketsu Kouga foi uma experiência divertida, com algumas partes extremamente frustrantes, outras de puro divertimento ao enfrentar hordas de marginais . 

    Foi interessante ver os primórdios desse gênero de briga de rua que tanto gosto.

    Agora é limpar o sangue das mãos e partir para a próxima briga.

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      mateusfv · 14 days ago · 2 pontos

      Não conhecia esse jogo do Kunio, é estranho ver ele em proporções normais, já que estou acostumado com o visual chibi do River City kk

      3 replies
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      jcelove · 14 days ago · 2 pontos

      Esse eu nunca joguei, so o river city do nes mesmo, mas é bacana ver os personagens em proporçoes normais. O sd de braço curtinho tem charme mas nao é muito funcional.
      Parabens pela perseveramça, nem com save state eu encarava, partiria pro jogo do snes ao menos, q tbm é insano mas tem visual melhor.

      3 replies
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      manoelnsn · 14 days ago · 2 pontos

      Essa arte da thumbnail já me dá vontade de jogar, ahauhaua

      Quanto à série, eu nunca fui atrás porque não sou muito fã de beat and up, porém fiquei sabendo que tem alguns jogos que têm elementos de RPG

      2 replies
  • vinicios_santana Vinicios Santana
    2022-09-12 15:16:25 -0300 Thumb picture

    MultiVersus da loucura velhinho.

    Sabe quando você não tem a mínima vontade de fazer nada pois tudo que faz tem zero retorno? Ando assim com praticamente tudo, textos, desenhos, publicações.

    Recentemente me peguei lendo alguns posts antigos meus e fiquei surpreso com a qualidade deles, me diverti com a leitura como se fosse um texto lido pela primeira vez.

    Esse sentimento acendeu uma chama, a vontade de falar sobre algo, escrever novamente.

    Terminei alguns jogos desde meu último relato, alguns marcaram profundamente minha vida, outros sequer lembro que joguei.

    E hoje falarei de MultiVersus.

    Os que me acompanham aqui na rede já sabem que Smash Bros é um de meus jogos favoritos.

    Me reunir com mais 3 amigos e passarmos a tarde nos digladiando em arenas com personagens cativantes e combate sólido. Esses são os ingredientes de sucesso do Smash.

    Ao longo dos anos vários jogos do estilo surgiram, mas sempre faltava algo na receita.

    Na maioria das vezes se apoiando apenas nos personagens famosos, com um gameplay raso e monótono.

    Sabendo disso, quando anunciaram Multiversus, logo pensei que seria mais um desses fracassos. Não dei a mínima, tanto que sequer vi o trailer na época.

    Semanas após seu lançamento, numa tarde de ócio extremo, resolvi baixar o jogo, afinal, estava de graça e se fosse ruim era só desinstalar. 

    Ao realizar os primeiros tutoriais já percebi que havia algo distinto no jogo.

    Comecei a jogar e aquela sensação de maravilhamento, de descoberta, que tive lá em 2005, jogando Smash 64 num emulador com os amigos, essa sensação maravilhosa, retornou.

    O jogo é muito focado no jogo em equipe 2 x 2, inclusive tendo mecânicas próprias para ajudar seu amigo, mas também é possível jogar 1x1 e todos contra todos com 4 jogadores.

    E, assim como Smash Bros me apresentou franquias da Nintendo, Multiversus fez com que eu tivesse um maior apresso por personagens de desenhos animados que eu não curtia muito, como o Finn do Hora de Aventura,  que se tornou o meu main no jogo.

    É impossível falar de Multiversus e não citar o meme vivo, Salsicha instinto superior, que curiosamente, é um ótimo personagem.

    Lembram que nem o trailer eu quis ver na época? Pois se eu tivesse visto, talvez teria me empolgado desde o começo, já que a apresentação é incrível.

    Ah, vale destacar o trabalho incrível na dublagem, que usa os dubladores originais dos personagens ( na maioria dos casos), deixando o jogo mega divertido e imersivo.

    Naquela primeira semana, minha empolgação era perceptível e comecei a falar do jogo para os amigos da época do Smash. 

    Dois deles, possuem Nintendo Switch e não deram atenção para a "cópia mal feita".

    Porém, um terceiro amigo, também viúva do Smash, foi contaminado por minha animação, baixou o jogo e eventualmente jogamos online por horas em combates épicos ou em surras memoráveis, já que o ambiente online é imprevisível.

    Jogar online enquanto conversamos por  chamada do Discord, nas condições atuais, é o substituto daquelas tardes descompromissadas. 

    MultiVersus não é perfeito, poderia citar aqui vários problemas quanto ao progresso no jogo ou battle pass e gemas caríssimas,  mas o jogo é grátis, então reclamar da monetização é meio hipocrisia.

    Todos os personagens podem ser adquiridos com moedas do jogo, já itens cosméticos usam gemas adquiridas por dinheiro real, uma grande diferença do modelo apresentado no Smash Bros Ultimate ou Street Fighter V.

    rumores de vários personagens queridos do universo Warner que talvez venham para o jogo, alguns estão se confirmando, bom, estou ansioso pelo Scorpion rs.

    MultiVersus reacendeu uma chama que tinha se apagado quando vendi meu Wii-U e paramos de jogar Samash Bros , mesmo os amigos tendo o Switch, a vida foi nos levando por caminhos distintos.

    E hoje fico feliz de ter revivido, nem que por um pouco dessa emoção.

    MultiVersus

    Platform: Playstation 4
    20 Players
    9 Check-ins

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      jcelove · 20 days ago · 2 pontos

      Vida de artista no Brazyl nao é facil meu amigo, atualmente a vida de qse ningjem é facil nesse pais mas vamos levando e dando margem as inspiraçoes. Eu nao ou muito chegado ao gameplay de smash mas adoro a mistureba de personagens. Bom ver q o multiversus ta agradando, o potencial é gigantesco ja que a warner é dona de meio mundo e ips.

      Vi que o Morty saiu agora, umdia jogo.

      2 replies
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      mateusfv · 20 days ago · 2 pontos

      O multiversus parece bacana, uma hora ainda quero testar, imagino que ainda deve estar longe de smash ultimate, igual todos os outros, mas ele realmente parece melhor que as outras cópias que fizeram nos últimos anos.

      5 replies
  • thecriticgames Matheus Pontes
    2022-07-14 09:45:12 -0300 Thumb picture
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    Novas aquisições.

    Comprei e recentemente produtos de dois de nossos colegas do Alva, uma HQ Histórias Curtas do Vini de um de nossos ilustradores da rede o @vinicios_santana e a versão física do livro O Homem que Chora Repolhos que eu já li digitalmente e gosto bastante do @volstag

    Ambos os livros estão disponíveis na loja Uiclap, da pra pegar ambos em um frente que nem eu fiz

    https://loja.uiclap.com/titulo/ua6475/

    https://loja.uiclap.com/autor/vinicios-santana-de-...

    Mas o destaque vai pro lançamento do primeiro que é basicamente uma antologia de histórias curtas e variadas com artes de capa de diferentes ilustradores como o @manoelnsn aqui da rede e uma amiga minha da minha cidade.

    Street Fighter II Turbo

    Platform: SNES
    7208 Players
    35 Check-ins

    23
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      manoelnsn · 3 months ago · 4 pontos

      Essa eu acompanhei a produção de perto, ficou muito foda o trabalho do vinicios

      2 replies
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      vinicios_santana · 3 months ago · 4 pontos

      Feliz que tenha gostado cara. Pessoal aqui do Alva sempre apoiando.

      1 reply
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      lgd · 3 months ago · 3 pontos

      O Homem que Chora Repolhos é uma leitura muito gostosa

      3 replies
  • vinicios_santana Vinicios Santana
    2022-06-13 21:10:21 -0300 Thumb picture

    Histórias curtas do Vini

    E ai pessoal! Tudo joia?

    Andei beeem sumido daqui né, uma séries de fatores me afastaram daqui nos últimos meses.

    Mudei meu horário lá na firma, agora não tenho mais tempo de dar aquela espiadinha aqui.

    Estive meio desanimado da vida como um todo.

    E o último e mais importante motivo, resolvi terminar um projeto antigo meu.

    Lembram daquelas postagens das Histórias em 4 páginas?

    Pois é, finalmente arregacei as mangas e o concluí.

    Foi um projeto legal, reuni histórias curtas que fiz entre 2016 e 2022, e reuni amigos ilustradores para fazerem as capas.

    A minha edição acaba de chegar e estou todo orgulhoso.

    Bom, diferente da Hunter, essa não foi por financiamento coletivo, em vez disso optei por uma editora que imprime a livre demanda, a pessoa faz o pedido, eles imprimem e mandam, tendo isso em mente, a entrega pode demorar na faixa de 15 dias.

    Deixo abaixo o link da loja, para aqueles que tiverem curiosidade em acompanhar minhas histórias. 

    Forte abraço pessoal.

    https://loja.uiclap.com/titulo/ua18750/

    E caso queira também adquirir meu primeiro quadrinho, Hunter, o link para a mesma loja está abaixo. Aproveite e faça uma compra só.

    https://loja.uiclap.com/titulo/ua2155/

    Street Fighter II Turbo

    Platform: SNES
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      manoelnsn · 4 months ago · 2 pontos

      Ficou duca demais, cara! Assim que eu der uma controlada nas minhas contas, eu peço a minha!

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      jcelove · 4 months ago · 2 pontos

      Pô que bacana Vini! Não imaginei que ja tivesse pronto. O Meu Hunter peguei na Uniclap, vou ver se consigo no fim do mês pedir lá.

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      mateusfv · 4 months ago · 2 pontos

      É foda as vezes a gente desanima da vida mesmo, só não refletindo muito sobre ele pra se manter são, muito bacana Vini, assim que puder patrocino uma dessa pra mim, e coloco junto com as minhas duas Hunter aqui XD

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  • vinicios_santana Vinicios Santana
    2022-03-31 18:46:45 -0300 Thumb picture

    Adoro Street Fighter, mas eu sou ruim.

    Jogo Street Fighter desde a época do snes e suas 485 versões, e desde então, venho jogando todas as versões. Até a inusitada versão pirata do Fighter Street do nes. Que é ótima levando em consideração  que é para nes.

    Lembro que no meu primeiro trabalho, também foi a época que fora lançado o Street Fighter 4.

    Na época eu não tinha o video game da geração, tão pouco um PC robusto.

    E minha meta no trabalho, depois da frustração do PS one, foi de comprar um PC para jogar o SF4.

    Enquanto eu não conseguia jogá-lo, jogava o estranho, Street Fighter EX, que era 3D e me dava a vibe de estar jogando o novo.

    Com muito custo a dona da loja de peças de computador, abriu um crediário para minha mãe e eu consegui comprar em suaves prestações que eram quase metade do meu salário. 

    A falta que fazia cartões de crédito antigamente.

    Enfim, finalmente eu poderia jogar o tão esperado SF 4.

    Joguei bastante, sabia os comandos, aprendi os counters e me considerava bom, ate ir jogar on line e quebrar um teclado de raiva ao enfrentar profissionais que só usavam combos indefensáveis.

    Com o tempo o computador foi ficando capenga, até parar de funcionar e SF saiu da minha vida até o lançamento do 5.

    Fiquei muito frustrado com a baixa seleção de personagens e o absurdo dos valores em DLC.

    Além dos visuais questionáveis da maioria dos personagens.

    Há pouco mais de um ano, adquiri um PS4 e com ele Street Fighter V, e ainda sim, ele ficou parado.

    Joguei algumas vezes contra a CPU e ai outra frustração, no modo normal, o desafio é praticamente nulo, sinto que não evoluo como jogador, no modo hard não venço um round sequer.

    A resposta mais óbvia seria, treine, be good, hahaha.

    E vou seguir jogando, tendo calos nos dedos e levando socos e hadoukens na cara.

    Me estendi demais nesse texto, só queria compartilhar a imagem da evolução do jogo e já que falei tanto, vou deixar um spoiler, uma página de mais um projeto a caminho,  aquele das Histórias em 4 páginas finalmente está na reta final. Aguardem.

    Street Fighter V

    Platform: Playstation 4
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      jcelove · 6 months ago · 3 pontos

      Po agora q vi a arte. Conte nos mais

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      jcelove · 6 months ago · 2 pontos

      Hehe bem vindo ao clube. Acho que gostar mas jogar mal fighting maes é o caso de 95% da galera aqui.
      Chama o @le que eleajuda a melhorar suas tecnicas (apanhando muito, claro, mas ao menos nao vai ser um desconhecido.hehe)

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      manoelnsn · 6 months ago · 2 pontos

      Bem vindo ao clube ², eu também adoro jogos de luta, mas sou uma merda neles, ahuahauhua. Se SF5 fosse crossplay a gente marcava um X1, iam ser 2 perebas, ahuahauhauahuahuahauahuahauhaua

      No meu caso eu sou bitch de KOF mesmo, comprei o XV aqui, no lançamento ainda, mas zerei umas 3 vezes só, e depois parei. Felizmente tá vindo DLCs interessantes aí, então devem me manter interessado por mais algumas horinhas XD

      E essa arte tá show, como sempre, velho!

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  • 2022-03-19 16:12:48 -0300 Thumb picture
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    Regras básicas - Afinal, como se joga essa bodega?

    Medium 3905932 featured image

    E cá estamos, com mais um post do nosso Santuário do Kaiba Verde, um antro para aprender sobre o maior TCG da atualidade: Yu-Gi-Oh! E hoje, começaremos a explorar mais sobre as regras do jogo de cartas, e que também valem para os jogos eletrônicos (ao menos para a maioria deles), porém, antes de adentrarmos em coisas como handtraps, chains, combos e afins, por que não começar do básico? 

    Yu-Gi-Oh é um jogo jogado por duas pessoas que se enfrentam em duelos jogados em turnos revezados (e quem começará o duelo primeiro é definido antes do duelo, normalmente usando algo como cara e coroa ou pedra-papel-tesoura), cujo objetivo é o de zerar os pontos de vida do adversário, que são em 8000 (esqueça as regras do anime, de começar com 2000 ou 4000 pontos), e o vencedor da partida é definido através de uma melhor de 3. Detalhe que  maioria esmagadora dos jogos eletrônicos da série tendem a não colocar a opção de partida (match), com o jogador vitorioso sendo definido com um único duelo mesmo, como acontece com os jogos da série Tag Force, por exemplo.

    Em seguida, ambos os jogadores precisarão usar suas cartas e dispô-las no campo de duelo (ou gamemat/playmat), com elas sendo de 3 tipos: Monstros, Cartas Mágicas e Cartas Armadilhas.

    Essa é uma carta básica de Monstro, possuindo pontos de ataque/ATK, pontos de defesa/DEF, um atributo (no canto superior direito, que pode ser Luz, Trevas, Terra, Água, Fogo, Vento ou Divino), um nível (representado por esferas com estrelas, dispostas logo acima da imagem do monstro), um tipo (que pode ser Dragão, Guerreiro, Mago, e por aí vai) e um campo de descrição. Como existem inúmeras variações das cartas de monstro, posteriormente farei um post separado sobre cada uma delas, mas, por hora, as cartas de Monstro são a forma principal de ataque em Yu-Gi-Oh, e com elas o jogador não só pode destruir os pontos de vida do adversário como também defender os seus.

    Essa é uma carta mágica básica e elas são outro aspecto importante do TCG de Yu-Gi-Oh, já que com elas o jogador poderá criar mais estratégias com seus monstros para conseguir vencer a partida. Elas não possuem pontos de ataque e defesa, e sua única função é usar o seu efeito, descrito na sua caixa de texto, e ela pode ser tanto usada imediatamente (colocada virada para cima no campo) quanto deixá-la virada para baixo (para usá-la posteriormente). Existem 6 tipos diferentes de cartas mágicas, e, tal como foi com os monstros, também vale a pena ter um post apenas explicando sobre elas, ainda mais que cada uma possui um ícone diferente que a define (com o mesmo ficando logo acima da arte da mesma), o que altera totalmente o seu uso.

    Essa é uma carta armadilha básica. Elas são a mesma coisa que as mágicas, com a diferença que ela precisa ser colocada em campo (virada para baixo) e o jogador precisa esperar ao menos 1 turno para ativá-la para ativá-la, o que fazem elas serem mais lentas de serem usadas, mas não menos devastadoras, com muitas possuindo efeitos poderosos que compensem isso. Tal como as suas contrapartes verdes, as armadilhas também possuem tipos diferentes, que serão melhor detalhados em um post separado.

    E, falando em campo, este é o campo de duelo, ou gamemat/playmat, onde o jogador terá que dispor suas cartas para conseguir jogar Yu-Gi-Oh (também é possível jogar sem ter campo nenhum, desde que as posições das zonas sejam respeitadas). No geral ele não teve muitas mudanças, se comparado à sua aparência quando o TCG começou a fazer sucesso por aqui, mas vejamos abaixo a função de cada um dos seus espaçamentos, de acordo com os números da imagem acima:

    1 - Essas 5 áreas são as Zonas de Monstros (ou Monster Card Zone), onde o jogador pode colocar suas cartas desse tipo em modo de ataque com a a carta na vertical e com a face virada pra cima, ou em modo de defesa, na horizontal e com a face virada pra baixo (detalhe que um monstro que já esteja no campo virado para cima em modo de ataque pode ser colocado em modo de defesa, no caso colocando sua carta na horizontal, mas ainda virada pra cima). Monstros, normalmente, podem ser invocados 1 única vez por turno  e, dependendo do seu nível, outros monstros precisarão ser sacrificados para que eles sejam invocados (o que é chamado de Invocação por Tributo): se o nível do mesmo for 5 ou 6, 1 monstro precisará ser sacrificado, e se o nível for de 7 a 12 (que é o nível máximo) 2 monstros precisarão ser sacrificados para que o mesmo possa entrar em campo. Também existem as invocações especiais, onde o jogador pode invocar quantos monstros quiser por turno, mas elas serão melhor detalhadas posteriormente também.

    2 - Essas 5 áreas são as Zonas de Mágicas e Armadilhas (Spell & Trap Zone). Em seu turno o jogador poderá usar quantas cartas mágicas e armadilhas quiser (lembrando que as armadilhas precisam ser colocadas em campo viradas para baixo primeiro e só poderão ser ativadas no turno seguinte). Essas duas áreas em ambas extremidades, com desenhos de setas, também podem ser usadas como zonas pêndulo (o que será melhor explicado quando Monstros Pêndulo forem tratados em seu respectivo post).

    3 - Essa é a zona de Cartas Mágicas de Campo (Field Card Zone), um tipo específico de carta mágica cujo efeito afeta o campo inteiro do jogador - ou até mesmo o do oponente ao mesmo tempo. Cada jogador só pode controlar 1 carta do tipo por vez e, se uma for ativada quando outra já estiver em campo, esta é destruída.

    4 - Esse é o Cemitério (Graveyard, ou simplesmente GY), onde as cartas mágicas e armadilhas usadas, tal como monstros destruídos são colocados. Ambos jogadores podem observar o cemitério do seu oponente a qualquer hora.

    5 - Essa é a zona do Deck Extra (Extra Deck Zone), antigamente chamada de Zona do Deck de Fusão/Fusion Deck Zone, onde certos tipos de cartas de Monstro, que podem ser invocadas especialmente, precisam ficar colocadas. Cada jogador pode ter, no máximo, 15 cartas no seu Deck Extra e ele não é obrigatório de se ter em uma partida.

    6 - Essa é a zona do Deck (Deck Zone), onde o jogador precisará colocar o seu baralho, contendo as suas cartas. Cada Deck deverá ter, no mínimo, 40 cartas (e no máximo 60) e a cada turno o jogador precisará sacar 1 carta do seu deck - e se ele começar seu turno  e suas cartas tiverem acabado, ele perderá automaticamente o duelo.

    7 - Essas são as Zonas de Monstros Extra (Extra Monster Zone), onde Monstros invocados do Deck Extra poderão ser colocados (existe um tipo específico de monstro que deverá ser colocado nessa zona, mas isso será comentado em outro post) e normalmente cada duelista tem direito a usar 1 desses espaços.

    Também existem duas partes importantes em um duelo que não ficam no campo principal: as cartas banidas (que são removidas do jogo através de algum efeito, não estando nem no cemitério) e o deck de suporte, o Side Deck, que pode conter, no máximo 15 cartas que podem ser adicionadas no Deck principal entre os duelos de uma partida (que, lembrando, é sempre uma melhor de 3).

    Tendo isso em mente, o duelo finalmente se inicia e cada jogador deverá sacar até ter 5 cartas nas mãos. Todo duelo é dividido em várias fases distintas, onde certas ações poderão (ou precisarão) ser feitas.

    Fase de Saque (ou Draw Phase) - O jogador deverá sacar 1 carta do seu Deck (e se o deck do mesmo não tiver mais cartas, ele perderá automaticamente). Detalhe que o jogador que começar a jogar primeiro não terá fase de saque em seu primeiro turno.

    Fase de Espera (ou Standby Phase) - Nessa fase alguns efeitos de cartas poderão (ou deverão) ser ativados.

    Fase Principal 1 (ou Main Phase 1) - Aqui o jogador poderá invocar Monstros, usar cartas mágicas ou ativar/colocar cartas armadilhas. 

    Fase de Batalha (ou Battle Phase) - Nessa fase os monstros finalmente poderão conduzir ataques (e ela será pulada caso seja o primeiro turno do duelo) e caso o ataque do monstro atacante for maior do que o do atacado, e se esse estiver em modo de ataque, a diferença entre ambos é subtraída dos pontos de vida do duelista-alvo, e seu monstro será enviado ao cemitério. Se o monstro destruído estiver em modo de defesa, o dono do mesmo não leva dano, mas se o atacante atacar um monstro em modo de defesa com a defesa maior que seu ataque, a diferença irá ser subtraída dos pontos de vida do duelista que atacou. Cada monstro poderá realizar 1 ataque por Battle Phase  e, caso o adversário não tenha monstros em seu campo, o jogador poderá atacar seus pontos de vida diretamente. 

    Fase Principal 2 (ou Main Phase 2) - É a mesma coisa da fase principal 1, mas acontece após a fase de batalha, e  o jogador poderá fazer suas jogadas finais.

    Fase Final (ou End Phase) - Aqui o turno do jogador termina e o seu adversário terá sua vez de jogar, começando assim sua Draw Phase e refazendo todas as fases, em um ciclo infinito até os pontos de vida de alguém acabar, terminando o duelo. Também é possível chegar na Fase Final logo após a Fase de Espera (caso o jogador queira literalmente, passar o seu turno) e a opção de desistência poderá ser feita a qualquer momento.

    Enfim, isso é o básico do básico do jogo: como cada duelo funciona, como as cartas ficam dispostas no campo, os tipos de cartas e a forma que cada uma delas é ativada. À priori pode parecer algo confuso, mas é bem simples, e com os jogos eletrônicos, como tudo acontece automaticamente, é bem mais tranquilo de entender cada uma das fases e afins. 

    Nos próximos posts irei esmiuçar os diferentes tipos de cartas de monstro, que são normalmente a parte que mais confunde novos jogadores, que ficaram anos sem jogar e retornaram recentemente. No mais, até o próximo post!

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      augus · 7 months ago · 2 pontos

      Como alguém que voltou a jogar ygo 2 anos atrás e teve que aprender uma infinidade de coisa nova, eu fico esperando os próximos posts.
      As coisas vão ficar bem interessantes quando você for falar de chain, ordem de respostas e tudo mais.

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  • 2022-03-13 00:21:21 -0300 Thumb picture
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    Afinal, o que diabos é Yu-Gi-Oh?

    Medium 3905088 featured image

    Yu-gi-oh, originalmente, foi um mangá feito por Kazuki Takahashi, e publicado na Weekly Shōnen Jump a partir do ano de 1996, uma história protagonizada pelo garoto de cabelo peculiar e olhos avantajados, de nome Yugi Mutou, que conseguira completar um quebra-cabeças egípcio milenar, e com isso despertado uma entidade, que dominava seu corpo e o fazia se tornar o "Rei dos jogos". Certamente que essa premissa é bem conhecida dos felizardos que passaram a infância regrada à TV Globinho porém, antes da série chegar àquele ponto, do Gilberto Barros começar a fazer sensacionalismo em cima dela, das mães ultrareligiosas arrancarem os cabelos e dos infantes ficarem batendo cartas nas calçadas do Brasil afora, Yu-gi-oh teve um início bem diferente...

    Primeira versão animada de Yu-Gi-Oh, feita pelo Toei Animation. Mais detalhes sobre ela podem ser vistos aqui

    Originalmente, o protagonista jogava vários tipos de jogos diferentes, como jogos de cartas, de tabuleiro, jogos de azar, RPGs de mesa... Sua alcunha de "Rei dos jogos" não era apenas enfeite, pois o espírito do Enigma do Milênio (que era o nome da pirâmide invertida que o personagem principal usava em seu pescoço) se saía bem em qualquer tipo imaginável de jogatina! Porém, um dos jogos mostrados na série (tanto no mangá quanto na primeira versão animada, lançada em 1998) acabou se destacando entre os demais: um jogo de cartas, onde se usavam monstros para batalhar com seus adversários.

    Assim surgira o primeiro TCG (trading card game) da série que, devido ao aumento de popularidade, acabou sendo publicado pela Bandai. Contudo, o jogo tinha regras bem estranhas, poucas cartas (com um total de 118 cartas, que foram sendo lançadas aos poucos), além de ser esteticamente feio.

    E, com isso, o mesmo acabou sendo cancelado, o anime da Toei Animation terminou com apenas 1 temporada e o estúdio Gallop (responsável por animar Rurouni Kenshin, o Samurai X) ficou responsável por fazer um novo arco para a série, só que desta vez 100% focado em um renovado TCG.

    E assim surgiu o TCG de Yugioh, como o conhecemos hoje. A animação, agora feita pelo Gallop, começou adaptando o arco do "Reino dos Duelistas" que, coincidentemente, era focado nos duelos com as cartas de monstros e, com isso, o público foi a loucura! A Konami, agora ficara responsável pelo lançamento das cartas, que começaram a surgir no Japão ainda em 1999. Aqui no ocidente, o jogo só começou a surgir por volta de 2002, mas não sem algumas adaptações, como nomes trocados e artes censuradas.

    O estilo das cartas visto na versão dublada da série (atualmente disponível no Netflix nos seus dois primeiros arcos) também era mais simplificada, o que pode ter confundido a cabeça de muita gente quando viu as cartas físicas pela primeira vez...

    E, como todo jogo que se preze, um novo conjunto de regras, foi criado, porém como a primeira temporada do Gallop (que foi a que passou por aqui) não as seguia, isso confundiu bastante a cabeça dos espectadores, que muitas vezes jogavam entre os amigos usando as maluquices que o desenho mostrava (como efeitos que não existem, quebras de lógica, entre outras coisas). Isso foi mudando com o passar das temporadas (na segunda, da Batalha da Cidade, as regras do TCG já estavam em vigor - ao menos em partes) e, após a primeira série (que conta a história do Yugi Mutou) terminar, outras foram sendo feitas, cada uma acrescentando novas mecânicas para o jogo, como novos tipos de invocação.

    Yu-gi-oh Arc-V, uma das últimas temporadas a serem lançadas da série, focada em uma mecânica que fez muita gente torcer o nariz na época...

    E, com isso, o sistema de regras e a quantidade de cartas foram aumentando consideravelmente, e hoje em dia a coisa está bem mais complexa do que  era lá, no começo dos anos 2000. E quando recentemente, foi lançado o jogo gratuito da série para consoles atuais, o Yu-gi-oh Master Duel, o choque de realidade foi ainda maior para muitos, que ficavam literalmente perdidos enquanto o adversário limpava o chão com eles, sem que pudessem sequer fazer alguma coisa!

    Então, para esclarecer melhor as mecânicas desse trading card game (tanto do jogo físico quanto das suas contrapartes eletrônicas), o Santuário do Kaiba Verde (nome homenageando a versão lendária do usuário dos Dragões Brancos de olhos Azuis) foi aberto! Obviamente que são muitos, muitos detalhes que regem o atual TCG (e sua contraparte nipônica, o OCG, onde as cartas saem primeiro e as listas de proibição são deveras distintas), então, de modo a deixar tudo bem simples de entender, começaremos os posts da persona aos poucos, indo desde as regras básicas, passando pelos tipos de cartas (e suas ramificações), arquétipos, estratégias, e por aí vai. 

    Como mencionei no post de abertura, não sou um exímio jogador de Yugioh, mas acredito que, com o pouco que eu sei, eu já possa esclarecer as dúvidas de muita gente, além de fazer mais pessoas se sentirem interessadas por este, que é maior TCG já feito na história. Enfim, fiquem ligados nos próximos posts, porque o jogo, já começou! 

    Yu-Gi-Oh! Master Duel

    Platform: PC
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      emphighwind · 7 months ago · 3 pontos

      Basicamente o jogo que o Takahashi fez no começo do mangá era pra ser um Magic bootleg e os 2000 pontos de vida era pra espelhar os 20 pontos do Magic, na época TCGs não eram algo no Japão e Magic tinha uma grande barreira de idioma lá, quando tava no reino dos duelista já teve influências de outro TCG popular no Japão da época que foi o Monster Collection.

      A Konami lançou alguns jogos da franquia de Gameboy e PS1 que fizeram sucesso, conseguiram uns contratos com a Shueisha e lançaram o OCG junto com o filme da Toei, as "expert rules" que são a base das regras que a gente conhece só vieram 4 meses depois, o primeiro do ano do OCG é bem conturbado com powercreep atrás de powercreep e brigas reais em meio de torneio. o anime da Gallop coincide com a Konami fazendo a limpa na casa do OCG e fazendo um "soft reboot" com reprints e a primeira grande lista de limitados e semi limitados.

      Quando Takahashi começou Battle City no mangá enquanto estava durante este ano conturbado do OCG(2 meses depois torneio em que rolou brigas) e provavelmente foi influenciado pelo contrato da Shueisha com a Konami, quanto até um dos primeiros antagonistas do arco usava deck de exodia que é o maior problema do OCG na época e motivo das brigas no torneio.

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      emphighwind · 7 months ago · 3 pontos

      Ah e o layout das cartas nas versões do anime que vieram pra cá são diferentes por conta de uma lei que impedia que produtos reais seja mostrados em animações ou algo do tipo.

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      kalini · 7 months ago · 2 pontos

      Uma coisa bizarra dessa edição de cartas da Bandai é que tinha uma versão do Blue-Eyes Ultimate Dragon que era formado por quatro cartas diferentes, cada uma ilustrando uma parte do bicho que nem exodia, mas você tinha que juntar pra invocar.

      1 reply
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