2021-03-15 00:46:07 -0300 2021-03-15 00:46:07 -0300
mbomnis Tiago Prado Oliveira checked-in to:
Post by mbomnis: <p>Uff, terminei. Que jogo longo. 57 horas e 36 min
SpellForce III

Platform: PC
4 Players
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Uff, terminei. Que jogo longo. 57 horas e 36 minutos (e 23 segundos).

Acho que um total de 3 horas deve ter sido com o jogo pausado.

Eu tinha reclamado da dificuldade esdrúxula do modo estratégia quando tava fazendo a missão dos orcs, mas mais pra frente eu consegui fazer todas as missões do modo RTS na última dificuldade, sem precisar baixá-la como precisei naquela missão.

Os dois grandes problemas da missão dos orcs foram:

1. Você começa bem no centro do mapa, e pode ser atacado por 3 direções diferentes.

2. Você não tem acesso a todas as tropas básicas, como tinha na primeira missão dos humanos ou dos elfos. Então, o exército é bem bostinha porque não tinha nenhuma unidade de longo alcance e nenhuma cavalaria.

Juntando isso com as clássicas 'trapaças' que a IA recebe em jogo de estratégia, a situação ficou ruim a ponto de eu não conseguir me mexer, porque estava sendo constantemente atacado por pelo menos 30 tropas em cada grupo.

Mais pra frente, nas missões finais, eu descobri que a IA tinha uma outra trapaça que eu não havia percebido antes. Então, no total a IA na última dificuldade tem essas seguintes trapaças:

Custo zero pra todas as tropas e estruturas

Produção de tropas muito mais rápida do que o permitido

E pra completar, mas não menos importante:

"População" ilimitada

Jogos no estilo de Warcraft tem aquele clássico limite de população pra você não poder fazer um spam absurdo de unidades. Nesse caso, o limite é definido pelo número de territórios ("setores", no termo do jogo) que você controla, porque a estrutura central de cada setor aumenta o seu limite de população.

Mesmo com todo o mapa controlado e deixando a IA apenas com seu setor principal, as tropas inimigas continuavam vindo sempre no mesmo tamanho. E na última missão, essas tropas continham pelo menos 50 tropas cada, e sempre eram acompanhadas por 1 ou 2 heróis.

Inclusive, um desses heróis conseguia ressuscitar as tropas mortas, então já dá pra imaginar o sofrimento que foi conseguir vencer isso na base do atrito...

... mas eu consegui, porque montei uma equipe extremamente quebrada. Meu personagem principal era focado em Black Magic e invocava zumbis e um monstro gigantesco chamado Devourer, além de ter 2 magias que aplicavam praticamente todos os debuffs do jogo. Das minhas duas magias de ataque, uma dava dano extra se o alvo estava com um debuff específico, e a outra causava um dano adicional em área muito alto, se o alvo estivesse com outro debuff específico.

Os outros três personagens foram o anão Isgrimm treinado pra ser tanque, a elfa Yria treinada pra ser curandeira e um outro personagem (spoilers!) treinado pra matar alvos fortes (com muita vida e/ou muita resistência), com uma arma de duas mãos que ignorava armadura e um dano base altíssimo também, mas batia devagar. Ele também era excelente pra derrubar estruturas porque uma das habilidades passivas fazia com que o dano dele fosse "siege damage", que ignora as defesas das estruturas.

Com esses heróis eu conseguia empurrar um lado do mapa, enquanto o outro lado (nas outras missões, o jogo foi generoso suficiente pra me colocar em um dos cantos) eu conseguia segurar com tropas normais. Então, na base do empurra-empurra, eu conseguia dominar o mapa. Quanto mais setores eu dominava, mais tropas eu podia criar, então eu eventualmente conseguia empurrar o outro lado, onde os heróis não estavam.

O último chefe foi fácil porque, ao contrário do que é comum em RPGs, ele não era imune a todos os debuffs. Então as duas magias do meu personagem principal, que davam "praticamente todos os debuffs do jogo", ainda funcionaram bem contra ele. Os debuffs principais de lentidão e redução das resistências eram as únicas coisas que eu precisava, porque na última dificuldade os inimigos ganham uns bônus generosos em todas as resistências.

E por algum motivo, os ataques básicos do cajado que meu personagem principal usava interrompiam as magias que o último chefe tentava usar... ignorando o fato de que ele tinha uma passiva de imunidade contra interrupções.

Eu adorei o jogo. Ele é cheio de esquisitices e bugs pequenos (geralmente chamam isso de jank), partes da história são meio idiotas, mas acho que isso faz sentido porque são representações de como as pessoas no mundo real podem ser idiotas, teimosas, preconceituosas, supersticiosas e por aí vai. Mas ainda assim, é MUITA personagem imbecil num jogo só. Chega a dar raiva.

Enfim, as expansões estão instaladas e já vou começar a primeira durante o dia.

8
  • Micro picture
    tiagotrigger · 2 months ago · 1 ponto

    Chegou a tentar a missão dos Orcs depois? No meu caso eu sempre apanho muito em jogos de estratégia no começo, mas depois quando vou aprendendo e montando melhor as estratégias fica mais tranquilo, não completamente fácil, mas tenho reações melhores que ajudam muito.

    3 replies
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