• 2022-07-10 20:53:12 -0300 Thumb picture

    Yu-Gi-Oh!

    Ano - 2000

    Número de episódios - 224

    Disponível em streamings - Sim (Netflix, mas só as duas primeiras temporadas)

    Disponível dublado - Sim

    Disponível legendado em ptbr - Sim (download aqui: https://yugioh-extremo.net/dm)

    Sinopse: Yugi Mutou é um jovem introvertido de baixa estatura, que foi presenteado com um enigmático quebra cabeça de origem egípcia pelo seu avô. Fazendo um pedido para conseguir amigos, Yugi consegue montar o estranho objeto, cujo nome era Enigma do Milênio, porém ele não esperava que, a partir dali, um espírito destemido e poderoso fosse tomar conta do seu corpo em momentos de perigo, fazendo-o se transformar em um verdadeiro "Rei dos Jogos" e que isso atrairia várias forças além da sua compreensão.

    _____________________________________________________________________________________

    É hora do duelo! Dando início aos posts sobre a franquia, comecemos pelo começo (ao menos o começo pra maioria das pessoas, já que o Yugioh Zero veio antes)! Yugioh é um dos desenhos japas que mais fizeram sucesso por aqui, lembro como se fosse ontem de uma onda de misticismo, ação, monstros gigantescos e jogo de cartas invadindo as manhãs da Globo, advinda de cartinhas dos mais diversos tamanhos sendo vendidas em todo o lugar, além de programas televisivos e pais religiosos surtados com as capirotagens egípcias que Yugi e cia faziam, o que gerou muita audiência para apresentadores sensacionalistas com o nome de grandes felinos, ahuahauhaua

    Yugioh é uma série que se originou de um mangá criado pelo recém falecido Kazuki Takahashi, uma história focada em um protagonista que jogava vários tipos de jogos (como pode-se ver no Yugioh Zero, o yugioh do kaiba verde), porém o jogo de cartas acabou se popularizando e com isso chamaram o estúdio Gallop pra fazer uma série focada apenas nele, de modo a fazer uma propaganda do novo produto... E o resultado foi avassalador, tanto que hoje o TCG de Yugioh é o maior do mundo em número de cartas facilmente.

    Quanto à história, Yugi, o protagonista, já começa no primeiro episódio com o Enigma do Milênio e podendo se transformar em sua versão badass mais alta e com cara de mau (e, tal como se fosse Sailor Moon, ninguém percebe que ele muda de aparência quando vai duelar), e logo no segundo episódio temos o vilão carismático as hell Maxilillian Pegasus roubando a alma do avô do protagonista, instigando ele a participar do campeonato de duelos na sua ilha particular, o Reino dos Duelistas.

    A partir daí Yugi e seus amigos ficam lidando com os antigos jogos das trevas, onde pessoas que perdem o duelo de cartas têm a alma enviada para o inferno. Sim, para o inferno, aquilo de "reino das sombras" que escutamos quando vimos os episódios dublados é uma das censuras que a série sofreu por aqui (e existem várias, especialmente de artwork das cartas), fico imaginando se tivessem passado tudo sem o filtro da extinta 4Kids (que já foi tarde) como seria a reação dos religiosos malucos na época...

    O anime possui 3 arcos principais: o Reino dos Duelistas é a primeira (e mais famosa), seguida da Batalha da Cidade (onde aparecem as 3 cartas dos deuses egípcios) e o das Memórias do Faraó (onde mostra o passado do espírito que habita o enigma do milênio do Yugi), com cada um deles contando com um vilão excelente: Pegasus, Marik e, o melhor deles: Bakura. Também tem outros 3 arcos que a série de TV inventou para tampar buraco (os famosos fillers): o do Noah, o do Lacre de Orichalcos e o do torneio de duelo que o Kaiba fez, e todos são beem descartáveis, dando pra pular eles de boa, caso se interesse em ver a série.

    Nos primeiros arcos as regras do TCG ainda estavam engatinhando, por isso os duelos são uma bagunça dos infernos (os caras inventam efeitos malucos e tudo o mais), porém ainda dá pra divertir com a ambientação bem única, vilões memoráveis, monstros com desing duca e protagonistas legais, então vale a pena dar uma conferida, se você não se importar com o pacing meio lento da série, e com o fato dela ser apenas sobre jogos de cartas, afinal foi criada especificamente para fazer propaganda de um (e serviu de estopim para vários outros animes de TCG, como Cardfight Vanguard e o recente Wixoss).

    Só tome cuidado com as versões dubladas, devido à censura pesada da 4kids (apesar do cast de dubladores ser excelente, como a voz do Marik feita pelo saudoso José Parisi Jr), que não mudou apenas nomes e atributos físicos das moças como também alterou momentos da narrativa e até a trilha sonora! Fico pensando em por que não redublam essa série igual estão fazendo com One Piece atualmente, afinal público Yugioh tem de sobra. Enfim, fica a indicação da Velha para a primeira (na verdade, segunda) temporada de Yugioh, mas e quanto às outras? Como se saíram? Vemos isso num próximo post, por hora, até mais!

    Lista com todas as indicações do Arco aqui!

    Yu-Gi-Oh! Power of Chaos - Yugi the Destiny

    Platform: PC
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      santz · about 1 month ago · 2 pontos

      Yu-Gi-Oh é um anime que funcionou muito bem na época, que vendia as cartinhas na banca e tals, mas hoje em dia, acho que nem as versões modernas desce (não vi as outras versões, fora a clássica TV Globinho).

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      ersatzgott · about 1 month ago · 2 pontos

      One Piece tem licenciador sério pro ocidente, a Funimation. Yu-Gi-Oh! ainda tá preso na 4Kids 2.0, a 4K Media. E, bem, quando os EUA tentaram dublar uncut, fizeram somente 12 episódios (com 9 sendo lançados em DVD), pois o Shunsuke Kazama, o péssimo ator de voz do Yugi que não deveria ter substituído a Megumi Ogata, entrou com processo pra ganhar mais $$ em cima do uso da voz dele no áudio original incluído no DVD

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  • 2022-07-07 21:39:05 -0300 Thumb picture

    Notícias da Velha #6 - Morre Kazuki Takahashi

    Hoje, no dia 07 de Julho de 2022, morre aos 60 anos o autor de Yu-Gi-Oh, Kazuki Takahashi. O corpo dele foi encontrado boiando a 300 metros da costa da cidade de Nago, da prefeitura de Okinawa, usando um traje de mergulho. Definitivamente foi uma grande perda, ainda mais por ter sido o autor de uma das séries de animação japonesa mais famosas do globo, além de ter sido o estopim para o maior TCG do mundo.

    Também tiveram várias artes de cartas assinadas por ele mesmo, como essa da Dark Magician Girl, ou Maga Negra, como ficou conhecida por aqui

    Por mais que ele só tenha criado mesmo a primeira série do anime, que foi animada tanto pela Toei, no icônico anime do Kaiba Verde, como pelo Gallop (que é a versão que todo mundo conhece), enquanto as outras ficaram à cargo de outras pessoas, sem o Kazuki Takahashi nada disso existiria e não teríamos o jogo de cartas, os inúmeros jogos de videogame da série e vários outros produtos relacionados à marca. 

    Ficam aqui as condolências da Velha para a família do cara e para os fãs, e para homenagear o legado do cara irei fazer aqui na persona posts detalhados relacionados à todas as temporadas da animação, exceto o Yugioh Rush Duel (já que esse eu não tive saco pra ver, ahuahua). Já tivemos 3 posts sobre a série, não deixe de dar uma conferida neles, se ainda não viu!

    Yugioh Zero (ou Yugioh do Kaiba Verde: http://alvanista.com/o_arco_da_velha/posts/3897164...

    Visão geral da franquia parte 1: https://alvanista.com/o_arco_da_velha/posts/390709...

    Visão geral da franquia parte 2: https://alvanista.com/o_arco_da_velha/posts/390898...

    Yu-Gi-Oh! 5D's Tag Force 5

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      carlospenajr · about 1 month ago · 0 pontos

      É maldade, mas será que ele agora tá no reino das trevas? XD

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  • rotcivsette Victor
    2022-07-07 18:47:40 -0300 Thumb picture

    RIP Kazuki Takahashi

    Esse é um dos artistas que eu mais admirava. O amor dele pelos jogos em geral, principalmente pelo RPG de mesa, sempre foi uma enorme inspiração para mim.

    E eu já transformei essa admiração em arte também em homenagem à sua visão e trabalho:

    Sua subversão onde as sombras são os heróis e os vilões são a luz sempre foi algo que me identifiquei muito mais e me fez gostar mais ainda do seu trabalho.

    Além disso tudo, pra mim a sua trajetória em si é muito inspiradora, com vários fracassos em sua vida (inclusive com o próprio Yu-Gi-Oh!), encontrando um sucesso repentino no arco do jogo de cartas "Magic and Wizards" e correndo atrás de desenvolver isso no grande "Duel Monsters" de hoje para alcançar o tão almejado sucesso.

    E se tem uma coisa que o legado dele deixou foi uma vontade de insistir e continuar melhorando.

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      seufi · about 1 month ago · 2 pontos

      Nunca curti muito yugioh... mas que o legado dele é inegável, isso é!

  • 2022-04-11 21:55:16 -0300 Thumb picture

    Visão geral da Velha: Franquia Yu-Gi-Oh! (parte 2)

    Medium 3908983 featured image

    Bem vindos a mais um post do arco da velha! Desta vez trazendo a segunda parte da franquia Yu-Gi-Oh, mostrando as temporadas restantes da série, tal como alguns filmes e extras que foram lançados até os dias de hoje (e para quem não viu a primeira parte, segue o link AQUI). Como todos sabemos, Yu-Gi-Oh é uma série de anime criada especificamente para fazer merchandising para um jogo de cartas, portanto ela é uma propaganda animada, basicamente, tal como a série Pokémon é... Mas será que, no fim das contas, ela vai se sair bem? Vamos descobrir!

    05 - Yu-Gi-Oh: Pirâmide de Luz (2004)

    Bem, era pra eu ter falado desse filme no post anterior, mas o limite de imagens acabou não deixando, huahua. Esse é o primeiro longa da série a passar nos cinemas, tal como a primeira animação da franquia a mostrar o design original das cartas como elas são no mundo real (além de não censurar os símbolos religiosos e termos relacionados a morte) e ele conta uma história sobre um artefato, a Pirâmide de Luz, que foi criada para selar o deus dos mortos, Anubis, que planeja reviver e se vingar de nosso amigo faraó, que habita o corpo do Yugi. Vejo muita agente na net descendo a lenha nesse filme apenas por ele ser filler (já que a história não existe no mangá original), mas não consigo entender, pois ele tem exatamente tudo que esperamos de algo da série: duelos emocionantes, frases de efeito, capirotagens...  É um prato cheio pra qualquer fã da primeira temporada (que não tenha neura com o irmão do Saga de Gêmeos), com certeza!

    06 - Yu-Gi-Oh: Vínculos além do Tempo (2010)

    Só não falo que o Pirâmide de Luz é o extra mais legal da série porque esse cara existe, sendo uma história que acontece entre o último arco do Yu-Gi-Oh 5Ds, e mostra um cara maluco voltando no passado para destruir o jogo de Monstros de Duelo, e então os 3 protagonistas primordiais da série, Yugi, Jaden e Yusei se unem pra impedir o cara! Sim, é um fanservicezão dos 3 primeiros arcos, mas é muito legal ver os 3 melhores protagonistas da série duelando juntos, isso sem contar que a história aqui é canônica dentro da história de Yu-Gi-Oh 5Ds, com o vilão tendo ligação com o que acontece no final de lá, então vale muito a pena conferir!

    07 - Yu-Gi-Oh Zexal (2011)

    Zexal é a primeira temporada da série que passou a ser separada do primeiro arco, já que não se passa no mesmo universo que esta. Os duelos aqui são feitos com óculos de realidade aumentada (tipo pokémon go, Google Glass, essas porras) e o protagonista, Yuma, não sabe duelar. Sim, ele é um merda e só começa a ficar bom nisso quando um espírito do Mundo Astral (um local que está em outra realidade) chamado Astral (duuuh) surge e começa a vencer por ele. A trama gira em torno dos Numbers, um tipo de cartas XYZ (os novos tipos de invocação introduzidos aqui, as cartas pretas) os quais possuem um mistério em volta delas e que deixam todo mundo despirocado ao usá-las, o que deixa a história interessante de acompanhar, porém os duelos, os personagens e tudo o mais são horríveis! 

    Não digo que são o pior da série porque tem coisa mais dantesca pra frente, porém é um downgrade enorme dos outros arcos com certeza, e não recomendaria ninguém arriscar ver esse negócio... A não ser pelo Vector, um dos melhores vilões da franquia inteira, que brilha muito quando dá as caras por aqui!

    08 - Yu-Gi-Oh! Arc V (2014)

    Arc V é disparado o arco mais ousado de toda a série. Isso porque já vem com um cast enorme de bons personagens (com muitos usando decks usáveis no metagame até), duelos espetaculares, uma história envolvendo dimensões diferentes (cada uma englobando uma invocação diferente, e vários cammeos das outras 3 temporadas, exceto a primeira), personagens femininas que duelam (e vencem, o que é raro na série), um bom character design, cenas hilárias de comédia, capirotagem e também um novo tipo de invocação, Pendulum (com os duelos não mostrando apenas essa invocação, como também TODAS as outras já introduzidas antes)! 

    Bem, esse parece ser o melhor arco da série, correto? ERRADO, pois além de ter o PIOR protagonista da franquia inteira (o Yuya aqui é um chorão com development zero e atitude de um rodapé quebrado, sendo pior que o Yuma do Zexal, que nem sabia duelar) o final da história é HORRÍVEL! Os  últimos episódios são o verdadeiro rascunho da barca do inferno, os caras literalmente enfiaram no cu o que poderia ter sido o melhor arco da franquia! Mas ainda vale a pena conferir, pois os pontos positivos são maiores que os negativos...

    09 - Yu-Gi-Oh! Darkside of Dimensions (2016)

    Esse aqui foi um filme que decidiram fazer continuando os eventos da primeira temporada, mostrando o que aconteceu com Yugi e cia depois do último episódio lá. Isso certamente deixou os fãs pirados na época, ainda mais tendo o dedo do próprio autor, o Kazuki Takahashi, na coisa toda! Porém o filme é um pedaço de bosta! Eles resetam desenvolvimento de alguns personagens, usam e abusam de monstros de CGI barata e ainda por cima, ao invés de me focarem no cast principal, me adicionam um personagem novo, o Bisca (de biscate, só pode), contam todo um background pra ele, e essa desgraça ocupa praticamente o tempo de tela da merda do filme inteiro! Se puder, faça o possível e fique longe desse treco - o final do primeiro arco já foi legal o suficiente sozinho mesmo...

    10 - Yu-Gi-Oh! VRAINS (2017)

    Aqui nessa temporada os duelos foram para a realidade virtual e, como boa propaganda que é essa série, eles trataram de inserir os speed duels aqui, para fazer alusão ao novo produto deles na época, o jogo mobile Yu-Gi-Oh Duel Links. A trama fala sobre um grupo de crianças que foi usada para experimentos com duelos, e com isso ficaram traumatizadas, com o protagonista, Yusaku (cujo avatar chama Playmaker) sendo um desses infantes, e com isso busca vingança do grupo que estava por trás desses experimentos, os Cavaleiros de Hanoi. Como estes estavam atrás de uma inteligência artificial com live arbítrio chamada Ignis, ele acabou acoplando ela no seu disco de duelo e a chamou de Ai e, com isso a série se desenvolve, mostrando o que havia por detrás de tudo que o protagonista passou e quais consequências isso teria pro mundo virtual inteiro. Também mostram um novo tipo de invocação, as Link, tal como um tipo novo de monstro, os Cyberse.

    Sim, de todas as premissas, VRAINS tem certamente a mais séria de todas. Claro que, com o advento do mundo virtual, a capirotagem da série se foi, e o cast aqui também é bem fraquinho e bem aquém do que vimos no Arc-V, por exemplo. Porém a série tem a melhor narrativa de todas, já que seus 3 arcos se interligam perfeitamente bem, seus personagens possuem um bom desenvolvimento e o vilão do último arco é o cara mais carismático da série inteira! Sério, ele deixa Maximilian Pegasus, do Reino dos Duelistas, no chinelo! O final do arco também é espetacular, portanto essa é disparada uma das melhores temporadas, além de ser uma das mais curtas, tendo "apenas" 120 episódios (contra 140/200 das outras).

    11 - Yu-Gi-Oh! Sevens (2020)

    Após Yu-Gi-Oh VRAINS, por algum motivo, decidiram trocar de estúdio para fazer uma nova temporada  para introduzirem o seu novo TCG, o Rush Duel, já que as crianças japonesas estavam achando Yugioh complexo demais, então deram uma puta simplificada no jogo e fizeram esse arco para fazer propaganda disso, trazendo um character design genérico e moe até doer a raiz dos dentes. A história fala do protagonista Yuuga, que achava o TCG normal muito difícil e hackeia a sede de quem programa o jogo em seu mundo para introduzir seu rush duel, e isso chama a atenção de outros pamonhas, como o Tatsuhisa e a queridinha do público, a roqueirinha Romin...

    Infelizmente não posso dizer para os senhores se esse arco é ou não o pior da série, pois não consegui terminar de assistir. Custei a ver 5 capítulos, e dropei com todas as minhas forças, e dificilmente volto a tentar ver novamente (recentemente ele fechou com uns 90 capítulos, mais ou menos) e, sinceramente, aconselho a todos fazerem o mesmo. Sei que a série sempre foi uma propaganda gigante, mas ela tinha a sua identidade e, esse cara aqui, já não tem mais nada disso e é basicamente um desenho infantil mesmo...

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    E assim terminamos essa Visão Geral da Velha! E qual é o veredicto da nossa idosa para a franquia Yu-Gi-Oh?

    É O SELO RAIKOU, DO MEIO TERMO! É certo que a franquia tem um pacing bem grande, temporadas bem piores do que as outras (com a última até totalmente diferente do resto, sendo focada em um público beeem distinto), porém ela se sai mais bem do que mal, e dos seus 8 arcos, 5 valem a pena assistir tranquilamente! Enfim, por hoje é isso, e até a próxima!

    Yu-Gi-Oh! 5D's Tag Force 5

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      kalini · 4 months ago · 2 pontos

      So pelo traço do sevens ja da pra saber que nao vem boa coisa dele. Sem falar que as novas cartas vindas junto com o sevens tem uma moldura nada a ver e parece algo tirado de vanguard ou jogo gacha.

      Mas o que ocorre de tao ruim nos ultimos episodios do Arc-V? Queria muito saber, se nao for incomodo.

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  • 2022-03-28 20:36:02 -0300 Thumb picture

    Visão geral da Velha: Franquia Yu-Gi-Oh! (parte 1)

    Medium 3907095 featured image

    E aqui estamos nós novamente, com mais um post do arco da velha! Peço desculpas pela demora nos posts aqui da persona, pois a nossa idosa, nos últimos meses, estava em uma jornada repleta de propaganda, personagens com cabelos que desafiam a física, apostas valendo almas, entre outras coisas que fazem parte dessa imensa franquia, não apenas de séries de animação, como também de um jogo de cartas próprio: Yu-Gi-Oh! 

    Yu-Gi-Oh foi uma verdadeira febre aqui no Brasil. Lembro perfeitamente daquela época, por volta de 2002/2003, onde esse desenho bizarro de um cara com cabelo bisonho, pirâmide oculta no pescoço e doses cavalares de egito antigo e ocultismo começou a passar na icônica TV Globinho, deixando todo mundo doido, sejam os infantes na expectativa para novos episódios ou os pais (e no meu caso, irmão) doidos com as referências religiosas pesadas que a animação fazia! 

    O que poucos sabem é que a série Yu-Gi-Oh não se resumiu apenas àquela temporada que passou na TV aberta, com o Yugi, Kaiba, Mago Negro, Dragão Branco, Deuses Egípcios e afins, pois também tiveram outras 5 temporadas, cada uma trazendo ambientações diferentes, personagens distintos e mecânicas novas pro jogo de cartas e, ao contrário do que muitos pensam, tem muita coisa legal em cada uma delas, mesmo que, no fim das contas, sejam apenas propagandas enormes pra vender cartinhas, né...

    Então, como normalmente acontece nesses posts sobre franquias, farei um resumo breve sobre cada uma das temporadas, e as melhores ganharão posts específicos mais pra frente, na persona. Porém, como são muitas, irei dividir essa visão geral da velha em duas partes, tratando nessa, as 3 primeiras séries e que, coincidentemente, possuem os melhores protagonistas!

    01 - Yu-Gi-Oh! (1998)

    Essa foi a primeira temporada do anime que foi adaptada para a TV, e que já até foi comentada aqui no arco. Sendo produzida pela Toei Animation e tendo apenas 27 episódios (e mais 1 OVA, bem bonito por sinal) ela conta o começo da história de Yugi Mutou, que consegue montar o Enigma do Milênio, o que faz com que uma entidade tome o seu corpo em momentos de necessidade, fazendo-o aumentar de tamanho, engrossar a voz e ganhar conhecimento em todo e qualquer tipo de jogo, além de uma enorme confiança. Yu-Gi-Oh Zero (como ele é chamado pelos fãs) é uma temporada bem legal, e coincidentemente é o único arco de toda a série que não é focado no TCG e nem em vender cartas, o que dá uma dinâmica única pra ele, se comparado com os demais.

    02 - Yu-Gi-Oh! Duel Monsters (2000)

    Esse é o Yu-Gi-Oh que todo mundo conhece, sendo a primeira temporada criada pelo Estúdio Gallop e tendo como foco o jogo de cartas (que havia se popularizado no mangá) e que estava 100% renovado, agora feito pela Konami. Nele a trama continua dos eventos do Yu-Gi-Oh Zero mas, como o estúdio mudou (e o Zero tem um Yugi bem mais sombrio), decidiram retconizar a coisa toda, e toda a narartiva é contada do zero, com as amizades do Yugi (e seu enigma do milênio) já formadas no primeiro episódio, que por sinal já mostra como os duelos aqui serão insanos e animais, com os Dragões Brancos de Olhos Azuis, o Mago Negro e, claro, o icônico Exodia!

    Essa é a maior temporada de toda a série, tendo um total de 224 episódios, mas mesmo que tenha o pacing bem lento, os piores duelos da franquia (afinal o jogo de cartas estava se formando ainda), vários arcos filler ruins e outras coisinhas, eu ainda a considero como a melhor temporada de toda a série, já que foi nela que as bases foram formadas, e é aqui que temos a melhor ambientação (egito, capirotagens, tecnologia, tudo misturado), um bom cast de protagonistas e 3 dos melhores vilões: Pegasus, Marik e Bakura. Desde que o espectador se mantenha nos 3 arcos principais, Reino dos Duelistas, Batalha da Cidade e Memórias do Faraó (e veja legendado, ou ao menos uma versão sem as censuras grotescas da 4Kids), com certeza é diversão garantida!

    03 - Yu-Gi-Oh!: Duel Monsters GX  (2004)

    Esse aqui chegou a passar na Globo, sendo um dos últimos desenhos japas da TV Globinho até. Yu-Gi-Oh GX é uma sequência direta da temporada anterior, se passando vários anos após seu término, e sendo focada em Jaden (Judai, na versão original), que entra na Academia de Duelos (uma instituição feita por Kaiba para ensinar os jovens a duelar e ainda ganhar dinheiro com isso) após dar uma surra em um dos professores no seu teste admissional, usando seu icônico baralho de Heróis Elementais!

    Aqui os duelos já estão melhores do que eram antes, respeitando mais as regras do TCG (que já estavam consolidadas), mostrando novos arquétipos de monstros, além de ter um enorme foco em fusões. Jaden também é um protagonista extremamente carismático e existem vários outros personagens legais também... O problema desse arco, que o torna deveras inferior ao anterior é que ele é, em sua maior parte, episódico, com cada capítulo não tendo continuidade com o outro e, por mais que existam as problemáticas e tudo o mais, elas não possuem o peso e tensão de outrora, seja pelos vilões merda ou por não termos ninguém, além do Jaden, pra segurar as pontas (enquanto no original Joey e Kaiba também duelavam bastante). Se ainda vale a pena assistir? Até que sim, mas 180 episódios com essa dinâmica podem ser bem cansativos e tudo o mais...

    04 - Yu-Gi-Oh! 5D's (2008)

    Essa também é uma continuação direta da temporada anterior, porém se passa séculos depois, com tudo acontecendo em um futuro distópico cyberpunk, onde os ricos moram na área nobre de New Domino City e a pobrada mora em Satellite, e acabam sendo subjugados pelos mais privilegiados. O protagonista, Yusei, vive nesse lugar e seu amigo, Jack Atlas, roubou sua melhor carta, o Stardust Dragon, e sua D-Whell (motos onde as pessoas podem duelar aqui) e acabou virando Rei dos Duelos. Após construir outra moto com sucata, Yusei pode partir para conseguir sua carta de volta, porém acaba sendo envolvido em coisas além da sua compreensão, como dragões lendários (daí o nome 5Ds, Five Dragons), caras encapirotados com a esclera do olho negra, malucos advindos do futuro, tudo o que se pode imaginar que uma temporada de Yu-Gi-Oh precisa ter!

    Essa é, disparada, a segunda melhor temporada de toda a série. Isso porque sua ambientação cyberpunk é show, os duelos de motoca, por mais que pareçam estúpidos à primeira vista, são animais, o cast de personagens principais é incrivelmente carismático (eu diria até que supera o original nesse sentido, tendo até mesmo a Aki, a melhor personagem feminina de toda a série), Yusei é um excelente protagonista (sendo bem estoico, a la Kenshiro/Jotaro), as mecânicas novas de Syncro são muito bem apresentadas, a dinâmica dos duelos está muito melhor do que no GX... Claro que existem alguns problemas, como o pacing, que continua lento igual os outros arcos (tendo 154 episódios agora), alguns plot twists mal usados, entre outras coisas, porém é uma temporada que é facilmente recomendável para qualquer um!

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    Enfim, ainda faltam outras 3 temporadas, alguns filmes e um último arco, que não existe, mas que falarei deles no próximo post. Espero que tenham gostado e digam aí embaixo: sabiam que tinham outras séries de Yugioh? Chegou a ver alguma? Teve algum parente que pirava com o ataque de magia negra? Por hoje é isso mesmo e até mais!

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      kalini · 5 months ago · 2 pontos

      Eu vi DM, GX e 5Ds, minhas opinioes sao parecidas com a sua, mas ate hoje nao consigo engulir essa de duelos em motocicletas, acho muito estranho e nada a ver, embora de forma alguma estrague a historia do 5Ds.

      E mal posso esperar pra ver voce falado do famigerado Piramide de Luz.

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      bobramber · 5 months ago · 2 pontos

      Só assisti ao que passou na globo, e não conseguia engolir a história do "coração das cartas", basicamente usar a fé para vir a carta que precisava e ganhar a partida.

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  • 2022-03-19 16:12:48 -0300 Thumb picture

    Regras básicas - Afinal, como se joga essa bodega?

    Medium 3905932 featured image

    E cá estamos, com mais um post do nosso Santuário do Kaiba Verde, um antro para aprender sobre o maior TCG da atualidade: Yu-Gi-Oh! E hoje, começaremos a explorar mais sobre as regras do jogo de cartas, e que também valem para os jogos eletrônicos (ao menos para a maioria deles), porém, antes de adentrarmos em coisas como handtraps, chains, combos e afins, por que não começar do básico? 

    Yu-Gi-Oh é um jogo jogado por duas pessoas que se enfrentam em duelos jogados em turnos revezados (e quem começará o duelo primeiro é definido antes do duelo, normalmente usando algo como cara e coroa ou pedra-papel-tesoura), cujo objetivo é o de zerar os pontos de vida do adversário, que são em 8000 (esqueça as regras do anime, de começar com 2000 ou 4000 pontos), e o vencedor da partida é definido através de uma melhor de 3. Detalhe que  maioria esmagadora dos jogos eletrônicos da série tendem a não colocar a opção de partida (match), com o jogador vitorioso sendo definido com um único duelo mesmo, como acontece com os jogos da série Tag Force, por exemplo.

    Em seguida, ambos os jogadores precisarão usar suas cartas e dispô-las no campo de duelo (ou gamemat/playmat), com elas sendo de 3 tipos: Monstros, Cartas Mágicas e Cartas Armadilhas.

    Essa é uma carta básica de Monstro, possuindo pontos de ataque/ATK, pontos de defesa/DEF, um atributo (no canto superior direito, que pode ser Luz, Trevas, Terra, Água, Fogo, Vento ou Divino), um nível (representado por esferas com estrelas, dispostas logo acima da imagem do monstro), um tipo (que pode ser Dragão, Guerreiro, Mago, e por aí vai) e um campo de descrição. Como existem inúmeras variações das cartas de monstro, posteriormente farei um post separado sobre cada uma delas, mas, por hora, as cartas de Monstro são a forma principal de ataque em Yu-Gi-Oh, e com elas o jogador não só pode destruir os pontos de vida do adversário como também defender os seus.

    Essa é uma carta mágica básica e elas são outro aspecto importante do TCG de Yu-Gi-Oh, já que com elas o jogador poderá criar mais estratégias com seus monstros para conseguir vencer a partida. Elas não possuem pontos de ataque e defesa, e sua única função é usar o seu efeito, descrito na sua caixa de texto, e ela pode ser tanto usada imediatamente (colocada virada para cima no campo) quanto deixá-la virada para baixo (para usá-la posteriormente). Existem 6 tipos diferentes de cartas mágicas, e, tal como foi com os monstros, também vale a pena ter um post apenas explicando sobre elas, ainda mais que cada uma possui um ícone diferente que a define (com o mesmo ficando logo acima da arte da mesma), o que altera totalmente o seu uso.

    Essa é uma carta armadilha básica. Elas são a mesma coisa que as mágicas, com a diferença que ela precisa ser colocada em campo (virada para baixo) e o jogador precisa esperar ao menos 1 turno para ativá-la para ativá-la, o que fazem elas serem mais lentas de serem usadas, mas não menos devastadoras, com muitas possuindo efeitos poderosos que compensem isso. Tal como as suas contrapartes verdes, as armadilhas também possuem tipos diferentes, que serão melhor detalhados em um post separado.

    E, falando em campo, este é o campo de duelo, ou gamemat/playmat, onde o jogador terá que dispor suas cartas para conseguir jogar Yu-Gi-Oh (também é possível jogar sem ter campo nenhum, desde que as posições das zonas sejam respeitadas). No geral ele não teve muitas mudanças, se comparado à sua aparência quando o TCG começou a fazer sucesso por aqui, mas vejamos abaixo a função de cada um dos seus espaçamentos, de acordo com os números da imagem acima:

    1 - Essas 5 áreas são as Zonas de Monstros (ou Monster Card Zone), onde o jogador pode colocar suas cartas desse tipo em modo de ataque com a a carta na vertical e com a face virada pra cima, ou em modo de defesa, na horizontal e com a face virada pra baixo (detalhe que um monstro que já esteja no campo virado para cima em modo de ataque pode ser colocado em modo de defesa, no caso colocando sua carta na horizontal, mas ainda virada pra cima). Monstros, normalmente, podem ser invocados 1 única vez por turno  e, dependendo do seu nível, outros monstros precisarão ser sacrificados para que eles sejam invocados (o que é chamado de Invocação por Tributo): se o nível do mesmo for 5 ou 6, 1 monstro precisará ser sacrificado, e se o nível for de 7 a 12 (que é o nível máximo) 2 monstros precisarão ser sacrificados para que o mesmo possa entrar em campo. Também existem as invocações especiais, onde o jogador pode invocar quantos monstros quiser por turno, mas elas serão melhor detalhadas posteriormente também.

    2 - Essas 5 áreas são as Zonas de Mágicas e Armadilhas (Spell & Trap Zone). Em seu turno o jogador poderá usar quantas cartas mágicas e armadilhas quiser (lembrando que as armadilhas precisam ser colocadas em campo viradas para baixo primeiro e só poderão ser ativadas no turno seguinte). Essas duas áreas em ambas extremidades, com desenhos de setas, também podem ser usadas como zonas pêndulo (o que será melhor explicado quando Monstros Pêndulo forem tratados em seu respectivo post).

    3 - Essa é a zona de Cartas Mágicas de Campo (Field Card Zone), um tipo específico de carta mágica cujo efeito afeta o campo inteiro do jogador - ou até mesmo o do oponente ao mesmo tempo. Cada jogador só pode controlar 1 carta do tipo por vez e, se uma for ativada quando outra já estiver em campo, esta é destruída.

    4 - Esse é o Cemitério (Graveyard, ou simplesmente GY), onde as cartas mágicas e armadilhas usadas, tal como monstros destruídos são colocados. Ambos jogadores podem observar o cemitério do seu oponente a qualquer hora.

    5 - Essa é a zona do Deck Extra (Extra Deck Zone), antigamente chamada de Zona do Deck de Fusão/Fusion Deck Zone, onde certos tipos de cartas de Monstro, que podem ser invocadas especialmente, precisam ficar colocadas. Cada jogador pode ter, no máximo, 15 cartas no seu Deck Extra e ele não é obrigatório de se ter em uma partida.

    6 - Essa é a zona do Deck (Deck Zone), onde o jogador precisará colocar o seu baralho, contendo as suas cartas. Cada Deck deverá ter, no mínimo, 40 cartas (e no máximo 60) e a cada turno o jogador precisará sacar 1 carta do seu deck - e se ele começar seu turno  e suas cartas tiverem acabado, ele perderá automaticamente o duelo.

    7 - Essas são as Zonas de Monstros Extra (Extra Monster Zone), onde Monstros invocados do Deck Extra poderão ser colocados (existe um tipo específico de monstro que deverá ser colocado nessa zona, mas isso será comentado em outro post) e normalmente cada duelista tem direito a usar 1 desses espaços.

    Também existem duas partes importantes em um duelo que não ficam no campo principal: as cartas banidas (que são removidas do jogo através de algum efeito, não estando nem no cemitério) e o deck de suporte, o Side Deck, que pode conter, no máximo 15 cartas que podem ser adicionadas no Deck principal entre os duelos de uma partida (que, lembrando, é sempre uma melhor de 3).

    Tendo isso em mente, o duelo finalmente se inicia e cada jogador deverá sacar até ter 5 cartas nas mãos. Todo duelo é dividido em várias fases distintas, onde certas ações poderão (ou precisarão) ser feitas.

    Fase de Saque (ou Draw Phase) - O jogador deverá sacar 1 carta do seu Deck (e se o deck do mesmo não tiver mais cartas, ele perderá automaticamente). Detalhe que o jogador que começar a jogar primeiro não terá fase de saque em seu primeiro turno.

    Fase de Espera (ou Standby Phase) - Nessa fase alguns efeitos de cartas poderão (ou deverão) ser ativados.

    Fase Principal 1 (ou Main Phase 1) - Aqui o jogador poderá invocar Monstros, usar cartas mágicas ou ativar/colocar cartas armadilhas. 

    Fase de Batalha (ou Battle Phase) - Nessa fase os monstros finalmente poderão conduzir ataques (e ela será pulada caso seja o primeiro turno do duelo) e caso o ataque do monstro atacante for maior do que o do atacado, e se esse estiver em modo de ataque, a diferença entre ambos é subtraída dos pontos de vida do duelista-alvo, e seu monstro será enviado ao cemitério. Se o monstro destruído estiver em modo de defesa, o dono do mesmo não leva dano, mas se o atacante atacar um monstro em modo de defesa com a defesa maior que seu ataque, a diferença irá ser subtraída dos pontos de vida do duelista que atacou. Cada monstro poderá realizar 1 ataque por Battle Phase  e, caso o adversário não tenha monstros em seu campo, o jogador poderá atacar seus pontos de vida diretamente. 

    Fase Principal 2 (ou Main Phase 2) - É a mesma coisa da fase principal 1, mas acontece após a fase de batalha, e  o jogador poderá fazer suas jogadas finais.

    Fase Final (ou End Phase) - Aqui o turno do jogador termina e o seu adversário terá sua vez de jogar, começando assim sua Draw Phase e refazendo todas as fases, em um ciclo infinito até os pontos de vida de alguém acabar, terminando o duelo. Também é possível chegar na Fase Final logo após a Fase de Espera (caso o jogador queira literalmente, passar o seu turno) e a opção de desistência poderá ser feita a qualquer momento.

    Enfim, isso é o básico do básico do jogo: como cada duelo funciona, como as cartas ficam dispostas no campo, os tipos de cartas e a forma que cada uma delas é ativada. À priori pode parecer algo confuso, mas é bem simples, e com os jogos eletrônicos, como tudo acontece automaticamente, é bem mais tranquilo de entender cada uma das fases e afins. 

    Nos próximos posts irei esmiuçar os diferentes tipos de cartas de monstro, que são normalmente a parte que mais confunde novos jogadores, que ficaram anos sem jogar e retornaram recentemente. No mais, até o próximo post!

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      augus · 5 months ago · 2 pontos

      Como alguém que voltou a jogar ygo 2 anos atrás e teve que aprender uma infinidade de coisa nova, eu fico esperando os próximos posts.
      As coisas vão ficar bem interessantes quando você for falar de chain, ordem de respostas e tudo mais.

      1 reply
  • 2022-03-13 00:21:21 -0300 Thumb picture

    Afinal, o que diabos é Yu-Gi-Oh?

    Medium 3905088 featured image

    Yu-gi-oh, originalmente, foi um mangá feito por Kazuki Takahashi, e publicado na Weekly Shōnen Jump a partir do ano de 1996, uma história protagonizada pelo garoto de cabelo peculiar e olhos avantajados, de nome Yugi Mutou, que conseguira completar um quebra-cabeças egípcio milenar, e com isso despertado uma entidade, que dominava seu corpo e o fazia se tornar o "Rei dos jogos". Certamente que essa premissa é bem conhecida dos felizardos que passaram a infância regrada à TV Globinho porém, antes da série chegar àquele ponto, do Gilberto Barros começar a fazer sensacionalismo em cima dela, das mães ultrareligiosas arrancarem os cabelos e dos infantes ficarem batendo cartas nas calçadas do Brasil afora, Yu-gi-oh teve um início bem diferente...

    Primeira versão animada de Yu-Gi-Oh, feita pelo Toei Animation. Mais detalhes sobre ela podem ser vistos aqui

    Originalmente, o protagonista jogava vários tipos de jogos diferentes, como jogos de cartas, de tabuleiro, jogos de azar, RPGs de mesa... Sua alcunha de "Rei dos jogos" não era apenas enfeite, pois o espírito do Enigma do Milênio (que era o nome da pirâmide invertida que o personagem principal usava em seu pescoço) se saía bem em qualquer tipo imaginável de jogatina! Porém, um dos jogos mostrados na série (tanto no mangá quanto na primeira versão animada, lançada em 1998) acabou se destacando entre os demais: um jogo de cartas, onde se usavam monstros para batalhar com seus adversários.

    Assim surgira o primeiro TCG (trading card game) da série que, devido ao aumento de popularidade, acabou sendo publicado pela Bandai. Contudo, o jogo tinha regras bem estranhas, poucas cartas (com um total de 118 cartas, que foram sendo lançadas aos poucos), além de ser esteticamente feio.

    E, com isso, o mesmo acabou sendo cancelado, o anime da Toei Animation terminou com apenas 1 temporada e o estúdio Gallop (responsável por animar Rurouni Kenshin, o Samurai X) ficou responsável por fazer um novo arco para a série, só que desta vez 100% focado em um renovado TCG.

    E assim surgiu o TCG de Yugioh, como o conhecemos hoje. A animação, agora feita pelo Gallop, começou adaptando o arco do "Reino dos Duelistas" que, coincidentemente, era focado nos duelos com as cartas de monstros e, com isso, o público foi a loucura! A Konami, agora ficara responsável pelo lançamento das cartas, que começaram a surgir no Japão ainda em 1999. Aqui no ocidente, o jogo só começou a surgir por volta de 2002, mas não sem algumas adaptações, como nomes trocados e artes censuradas.

    O estilo das cartas visto na versão dublada da série (atualmente disponível no Netflix nos seus dois primeiros arcos) também era mais simplificada, o que pode ter confundido a cabeça de muita gente quando viu as cartas físicas pela primeira vez...

    E, como todo jogo que se preze, um novo conjunto de regras, foi criado, porém como a primeira temporada do Gallop (que foi a que passou por aqui) não as seguia, isso confundiu bastante a cabeça dos espectadores, que muitas vezes jogavam entre os amigos usando as maluquices que o desenho mostrava (como efeitos que não existem, quebras de lógica, entre outras coisas). Isso foi mudando com o passar das temporadas (na segunda, da Batalha da Cidade, as regras do TCG já estavam em vigor - ao menos em partes) e, após a primeira série (que conta a história do Yugi Mutou) terminar, outras foram sendo feitas, cada uma acrescentando novas mecânicas para o jogo, como novos tipos de invocação.

    Yu-gi-oh Arc-V, uma das últimas temporadas a serem lançadas da série, focada em uma mecânica que fez muita gente torcer o nariz na época...

    E, com isso, o sistema de regras e a quantidade de cartas foram aumentando consideravelmente, e hoje em dia a coisa está bem mais complexa do que  era lá, no começo dos anos 2000. E quando recentemente, foi lançado o jogo gratuito da série para consoles atuais, o Yu-gi-oh Master Duel, o choque de realidade foi ainda maior para muitos, que ficavam literalmente perdidos enquanto o adversário limpava o chão com eles, sem que pudessem sequer fazer alguma coisa!

    Então, para esclarecer melhor as mecânicas desse trading card game (tanto do jogo físico quanto das suas contrapartes eletrônicas), o Santuário do Kaiba Verde (nome homenageando a versão lendária do usuário dos Dragões Brancos de olhos Azuis) foi aberto! Obviamente que são muitos, muitos detalhes que regem o atual TCG (e sua contraparte nipônica, o OCG, onde as cartas saem primeiro e as listas de proibição são deveras distintas), então, de modo a deixar tudo bem simples de entender, começaremos os posts da persona aos poucos, indo desde as regras básicas, passando pelos tipos de cartas (e suas ramificações), arquétipos, estratégias, e por aí vai. 

    Como mencionei no post de abertura, não sou um exímio jogador de Yugioh, mas acredito que, com o pouco que eu sei, eu já possa esclarecer as dúvidas de muita gente, além de fazer mais pessoas se sentirem interessadas por este, que é maior TCG já feito na história. Enfim, fiquem ligados nos próximos posts, porque o jogo, já começou! 

    Yu-Gi-Oh! Master Duel

    Platform: PC
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      emphighwind · 5 months ago · 3 pontos

      Basicamente o jogo que o Takahashi fez no começo do mangá era pra ser um Magic bootleg e os 2000 pontos de vida era pra espelhar os 20 pontos do Magic, na época TCGs não eram algo no Japão e Magic tinha uma grande barreira de idioma lá, quando tava no reino dos duelista já teve influências de outro TCG popular no Japão da época que foi o Monster Collection.

      A Konami lançou alguns jogos da franquia de Gameboy e PS1 que fizeram sucesso, conseguiram uns contratos com a Shueisha e lançaram o OCG junto com o filme da Toei, as "expert rules" que são a base das regras que a gente conhece só vieram 4 meses depois, o primeiro do ano do OCG é bem conturbado com powercreep atrás de powercreep e brigas reais em meio de torneio. o anime da Gallop coincide com a Konami fazendo a limpa na casa do OCG e fazendo um "soft reboot" com reprints e a primeira grande lista de limitados e semi limitados.

      Quando Takahashi começou Battle City no mangá enquanto estava durante este ano conturbado do OCG(2 meses depois torneio em que rolou brigas) e provavelmente foi influenciado pelo contrato da Shueisha com a Konami, quanto até um dos primeiros antagonistas do arco usava deck de exodia que é o maior problema do OCG na época e motivo das brigas no torneio.

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      emphighwind · 5 months ago · 3 pontos

      Ah e o layout das cartas nas versões do anime que vieram pra cá são diferentes por conta de uma lei que impedia que produtos reais seja mostrados em animações ou algo do tipo.

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      kalini · 5 months ago · 2 pontos

      Uma coisa bizarra dessa edição de cartas da Bandai é que tinha uma versão do Blue-Eyes Ultimate Dragon que era formado por quatro cartas diferentes, cada uma ilustrando uma parte do bicho que nem exodia, mas você tinha que juntar pra invocar.

      1 reply
  • manoelnsn Manoel Nogueira
    2021-10-24 12:36:17 -0200 Thumb picture

    [OFF] Ara ara tober - Dia #23 e #24

    Ontem acabei esquecendo de postar o desafio do ara ara tober, então deixei pra postar em dobro hoje... Na verdade não postei porque achei que o rabisco, com o tema "na CPI", ficou bem chinfrim, então achei que nem valeria a pena mostrar só ele... Mas daí fiquei bem satisfeito com o tema de hoje, "Egito", então animei de novo, e cá estão ambos:

    Começando com o de hoje, no qual eu pensei na primeira coisa que veio na minha cabeça quando o tema é antigo Egito: Yugioh! E como o @vinicios_santana disse que faria a Maga Negra, me lembrei de uma das primeiras waifus da minha adolescência, que eu desenhei à exaustão e que até imprimi a carta e colei por cima de outra: A Magician's Valkyria, ou Valquíria do Mago (que o Yugi usa no filme Pirâmide de Luz):

    Imagem maior: https://postimg.cc/4mrXRLyL

    Ela é bem parecida com a Maga Negra, com a diferença que a roupa é bem mais detalhada e que ela é canhota (ambas também possuem efeitos e cor do cabelo diferentes). E por fim, o rabisco de ontem, com o tema CPI:

    Imagem maior: https://postimg.cc/9w9CDZNt

    Faltam 7 agora, e amanhã é dia de pegar carona na cauda de um cometa!

    Marcando a galera dos desenhos: @the_muriel, @vinicios_santana, @volstag , @ralfrisi , @douglascruz19 , @mateusfv , e quem quiser ser marcado/desmarcado nos próximos posts, pode me avisar!

    Yu-Gi-Oh! World Championship Tournament 2004

    Platform: Gameboy Advance
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      vinicios_santana · 10 months ago · 2 pontos

      O tema de hoje foi a maior picaretagem nossa, hahah Egito= Yugioh, bora então fazer cartas sem referências egípcias hahahaha.
      Gostei bastante de toda a composição Da Valquíria sendo invocada, o campo, a carta, resumindo, do caramba.
      A CPI, cara, pode crê, não é sempre que sai como queremos, o importante é não desistir.

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      volstag · 10 months ago · 2 pontos

      Sensacional!

      1 reply
  • barboza012 Daniel Barboza
    2021-02-22 21:19:18 -0300 Thumb picture

    Gameplay - Canal Nostalgia Gamer

    Início da série de gameplay do jogo,mostrando no detalhe todos os recursos e habilidades para conseguir ganhar os duelos mais difíceis com um deck contendo somente cartas de fusão e rituais.

    Yu-Gi-Oh! Forbidden Memories

    Platform: Playstation
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  • bmaisinfo BRUNO MARCELINO
    2021-01-17 21:32:38 -0200 Thumb picture

    Gameplay Yugioh Forbidden Memories Ps1

    Gameplay Yugioh Forbidden Memories Playstation 1.

    Jogaço da época que ainda é atual na minha opinião.

    Quem puder inscreva no meu canal.

    Yu-Gi-Oh! Forbidden Memories

    Platform: Playstation
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