• anduzerandu Anderson Alves
    2020-12-19 03:22:01 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Dragon Quest Heroes: Rocket Slime 3

    Zerado dia 19/12/20

    Eu amo Dragon Quest desde que dei uma chance para a série no DS, bem atrasado, lá em 2010 e começando pelo DQ IV. Desde então fui jogando periodicamente outros títulos tanto da série principal (só não joguei o X, o MMO) quanto spin-offs (como um tático de DSi e um de motion control do Wii).

    Lembro que na época eu buscava muito sobre jogos de DS pela internet atrás de jogos bons ou hidden gems da plataforma para por no meu cartão R4, e foi assim que descobri um jogo relativamente famoso: Dragon Quest Heroes: Rocket Slime.

    Cara, que jogo bom! Ao invés das clássicas batalhas de turno, esse spin-off focava em um Slime como protagonista, coletando itens por diversos mapas e batalhas de tanque de guerra. Eu não sabia na época, mas esse DQ era na verdade a continuação de uma série secundária que começou no GBA, mas que nunca veio pro ocidente.

    Quando pesquisei sobre primeiro jogo no GBA, descobri ainda que existia um terceiro título, lançado para o Nintendo 3DS e que há cerca de um ano atrás finalmente ganhou uma tradução feita por fãs. Que alegria os fãs sempre traduzindo jogos que tanto quero no DS e 3DS!

    Baixei e deixei no console um tempo até que chegou a hora de liberar um pouco de espaço no cartão de memória do portátil. Olhei tudo o que tenho disponível (e é muita coisa) mas apenas Dragon Quest Heroes: Rocket Slime 3 - Pirate & Platywag (nome dado por fãs à Slime Mori Mori Dragon Quest 3: Daikaizoku to Shippo Dan, mas que chamarei apenas de MoriMori3) se encaixava no combo tranquilo de jogar + não muito longo + ocupava um espaço considerável, regras que jogos como Codename S.T.E.A.M, Fire Emblem: Fates e Witch & Hero 3, por exemplo, não se adequavam, respectivamente.

    Ah, e convenhamos: eu amo DQ! Sei que já disse isso, mas com certeza daria para jogar isso casualmente e eu PRECISAVA reviver o mundo daquele spin-off. Até fui atrás do original de GBA mas realmente não existe tradução.

    MoriMori3 é sem dúvida um jogo simples e com um enredo simples em que esferas mágicas foram roubadas de seu reino por dois vilões e você deve os caçar e trazê-las de volta.

    O jogo conta, basicamente, com dois estilos de jogabilidade: na terra e nas água, por navio. O início é mais focado em andar por aí e essa parte terrestre, por sua vez se divide em andar pela cidade, conversar com NPCs, comprar equipamentos pro navio e explorar masmorras.

    As masmorras são parte importante da aventura pois é por lá que você encontra diversos monstros recorrentes na série e usa a sua habilidade de se esticar e se lançar para jogá-los para o ar e apanhá-los antes que caiam no chão. Tendo agarrado os inimigos (e itens), você pode jogá-los nos carrinhos que passam por diversos trilhos em cada fase para enviá-los ao seu inventário.

    No final de cada masmorra há ainda um chefe grandão e 3D (inclusive com grande apelo aos efeitos 3D do portátil) pronto para ser derrotado em ferozes batalhas!

    Já a outra parte, marítima se resume a controlar o navio pelo mapa 3D do mundo, indo de cidade a cidade, descobrindo novos biomas e coletando itens largados pelos mares. Mas além da exploração, é no navio que acontecem as batalhas marítimas, que usam os itens coletados pelas masmorras como munição e os monstros podem ser recrutados como aliados para ajudar nas guerras, além de que partes compradas depois de serem aprendidas ao terminar embates pelas águas podem ser equipadas para melhorar seu veículo.

    Essas batalhas acontecem frequentemente conforme você cruza pelos mares depois das primeiras horas iniciais apenas na terra. Elas são muito importantes para a aquisição de novas melhorias e dinheiro. Mas há também um bocado de batalhas navais obrigatórias da campanha e que irão por a teste a resistência e poder de fogo da sua equipe. No final mesmo tem uma que joga o nível de dificuldade nas alturas e que quase me fez gastar mais umas horas em busca de mais melhorias e sidequests.

    As batalhas navais são provavelmente o ponto alto do jogo e que reúne todo o resultado de seus esforços e os põe a teste. Funciona assim: ao navegar pelos mares, as vezes navios te avistam e vão com tudo em sua direção. Você pode também iniciar batalhas contra navios distraídos ou contra aqueles que só ficam velejando em um padrão (geralmente indo e voltando na entrada de algum lugar importante).

    Ao se tocarem, a batalha se inicia em uma nova tela com ambos lado a lado.

    A partir daí, seu navio disponibilizará aleatoriamente de tempos em tempos os itens que você equipou como arsenal. Seu dever é usar seu ataque para jogá-los ao ar e pegá-los na queda, coletando-os, e assim os jogando em um dos dois canhões disponíveis. Um deles é considerado como ataque de longa distância (atira o objeto para cima, que por sua vez cai em arco) e ataque de curta distância (atira em linha reta).

    Cada objeto tem status diferentes e isso deve ser levado em conta, fora que alguns tem efeitos específicos. 

    Imagine que eu atire um barril em arco e meu oponente o mesmo. Ambos se chocam no ar e quebram. Agora se eu lançasse, em vez no barril, um escudo, ele quebraria o barril inimigo e continuaria voando em direção ao navio inimigo.

    É importante equipar bem seu navio de acordo com a sua estratégia, sendo que é possível escolher que o jogo o faça automaticamente focando em ataque, defesa ou um misto dos dois com base nos seus melhores itens. Lembre-se: você só terá o número de cada item que for coletado pelo jogo, então se só pegar um barril, só poderá equipar um deles. Se tiver 30, poderá até preencher todos os slots com barris, caso queira.

    Verifique sempre os atributos de cada item de seu arsenal, como a velocidade para chegar ao inimigo e o dano causado. Quanto mais pra frente na campanha, mais HP os navios tem e mais defasados itens antigos ficam. Se atente a renovar seu arsenal sempre que terminar as masmorras e adquirir boas quantidade de itens. O mesmo vale para novas partes de navio.

    Ao baixar o HP do inimigo para zero, automaticamente uma corda será amarrada entre os dois e você poderá andar por ela até ele. Antes era possível chegar aos inimigos e atrapalhá-los com seus planos de ataque e lançamentos de itens, mas agora uma sala está aberta, onde o "coração" do inimigo se encontra. Basta acertá-lo com um hit e a batalha estará vencida! Mas a regra também vale para o seu navio. Defenda-o e tente equipar itens que curam a você também!

    Alguns navios inimigos ainda exigem que você passe por vários desafios para chegar ao seu coração, como pular espinhos, desviar de bolas de fogo, quebrar paredes de vidro e corredores sem saída (além de inimigos de atacando a pé).

    Resumindo: Dragon Quest Heroes: Rocket Slime 3 - Pirate & Playwag nunca foi oficialmente trazido para o ocidente e eu só pude jogar graças ao trabalho dos fãs (algumas partes requerem o entendimento da língua para não ficar perdidão pelo mundo), mas ao mesmo tempo não é um jogo que faça a diferença. Eu me diverti? Sim. Muito? Acho que não. Na verdade foi uma experiência bem linear e repetitiva (apesar de não ter sido cansativa). O jogo é ok, tem seus defeitos e fica muito atrás de seu antecessor no DS, que era muito mais criativo, bonito e interessante. Sinto que esse jogo é meio que para quem curtiu aquele e gostaria de mais, mas suas diferenças não caíram tão bem assim.

    De bom: mudaram a temática de tanques para navios, o que diferencia bem os jogos ao invés de apenas repetir o que o outro fez. As ilhas tem temáticas diferentes, incluindo monstros e itens exclusivos. Os chefes são legais. Efeito 3D bacana. Tem um bom fator replay graças ao extenso conteúdo opcional e com muitas sidequests e melhorias a serem desbloqueadas, além de modo multiplayer local e online, mas tudo isso em pleno 2020 (ou desde que a tradução saiu) meio que perdeu o timing. Gosto de como o jogo exige que você administre as batalhas nas duas telas em batalhas navais.

    De ruim: repetitivo. Muito fácil (apenas a batalha final que deu muito trabalho e gastou umas horas da minha vida, até porquê eram três fases longas e perder significava voltar ao início delas). Trilha sonora muito limitada a poucas faixas. Não senti que o jogo foi muito estratégico na campanha, bastava jogar tudo o que aparecia nos canhões, mas isso deve mudar um pouco num PvP (mas quem ainda jogaria isso com alguém?). Os visuais 3D quase todos são muito tediosos, mas vamos dar uma colher de chá por ser um jogo de 2011 (ano de lançamento do 3DS).

    No geral, valeu a pena experimentar a continuação de um jogo que tanto curto, mas me decepcionei um bocado com o que fizeram com a série. Ruim? Não! Mas fraco e bem desnecessário senão para os fãs mais assíduos da série Dragon Quest. Mais uma vez: recomendo o jogo de DS, daí então talvez dê uma olhada nesse e pense se vale as 12+ horas que gastei na campanha. Passável.

    Slime MoriMori Dragon Quest 3: Taikaizoku to Shippo Dan

    Platform: Nintendo 3DS
    18 Players

    20

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