• 2021-07-28 13:16:58 -0300 Thumb picture

    Perolas Exclusivas #4 - Playstation (Parte 2)

    Medium 3874004 featured image

    Julho terminando e chegamos a última quarta-feira do mês, e a mais um episódio do Pérolas Exclusivas. O quarto episódio da série traz a segunda parte dos exclusivos do Playstation.

    1 - LocoRoco

    Na época do Playstation Portable, duas franquias ficaram conhecidas no portátil: Patapon e LocoRoco. Esse último surgiu em 2006 para PSP, e foi produzido pela Japan Studios, um dos estúdios internos da Sony. 

    LocoRoco se passa em um mundo colorido e feliz, onde moram os LocoRocos, criaturas coloridas e saltitantes e os MuiMui, que são os habitantes deste mundo. Mas a paz é perturbada com a chegada dos Moja Troops, criaturas que espalham caos por onde passam, e cabe aos LocoRocos derrota-los.

    Embora os LocoRocos sejam os protagonistas do jogo, você na verdade controla "o planeta", usando os botões L e R para inclinar a fase, fazendo os LocoRocos rolarem, e usando os botões juntos para faze-los pular. Eles também são capazes de crescer de tamanho ao comer uma frutinha especial. Assim, eles podem se dividir em vários para entrar em lugares pequenos, ou para cantar uma música para algumas criaturas do planeta, já que o destaque da franquia são suas músicas viciantes e divertidas.

    LocoRoco teve uma continuação em 2008, também para PSP,  uma versão mobile feita em Java, além de uma remasterizarão dos jogos do PSP para o Playstation 4 em 2017. Em Playstation All-Stars Battle Royale (2012), a fase Franzea (LocoRoco/Metal Gear Rising) traz um dos mundos da franquia, sendo invadido por um robô de Metal Gear Rising, travando até uma batalha com um LocoRoco.

    2 - Fat Princess

    Em uma terra digna de um conto de fadas, dois reinos travam batalhas intermináveis para resgatar suas princesas, isso até resolverem botar bolo na história. Lançado em 2009 para PSP (como Fat Princess: Fistiful Of Cake) e Playstation 3 (via Playstation Network), Fat Princess é um jogo estilo MOBA onde você deve resgatar a princesa que foi sequestrada pelo inimigo.

    O grande diferencial é que o jogador dever trazer bolo para a princesa do reino rival (que está mantida presa no castelo do jogador), para que ela ganhe uns "quilinhos", ao ponto de tornar difícil para os soldados a carregarem. E cada soldado possui uma habilidade diferente, como os de ataque em curta distância (guerreiro), longa distância (arqueiro) e de suporte (padre).

    Fat Princess foi lançado depois no Best Of Playstation Network Vol. 1, uma coletânea com 4 jogos da PSN, junto com Tokyo Jungle, When Vikings Attack! e Sound Shapes. Além desse, a série ganhou um jogo mobile chamado Fat Princess: Piece Of Cake, e o seu mais recente jogo foi Fat Princess Adventures, lançado em 2015 para Playstation 4. Sem falar que a Fat Princess foi personagem jogável em Playstation All-Stars Battle Royale (2012).

    3 - Sound Shapes

    Publicado pela Santa Monica (Fat Princess, God Of War), e lançado em 2012 para Playstation 3, Playstation 4 e Playstation Vita, Sound Shapes é um jogo que mistura plataforma 2D com elementos musicais.

    Cada fase do jogo possui um padrão de formas e cores, além da sua música. Conforme você vai coletando símbolos, as partes da música começam a tocar, criando uma música para a fase. Além das do próprio jogo, Sound Shapes ganhou pacotes com músicas de artistas reais, como as do DJ Deadmau5 e do cantor indie Beck.

    Assim como Fat Princess, Sound Shapes foi incluído na coletânea Best Of Playstation Network Vol. 1, um compilado com os melhores jogo da PSN.

    4 - PlayStation Vita Pets

    Com o sucesso da série Nintendogs do Nintendo DS, muitos estúdios correram para fazer seus próprios "jogos de bichinhos", e a Sony também queria entrar nessa. Assim, em Junho de 2014, foi lançado PlayStation Vita Pets (ou PS Vita Pets), que como o nome entrega, foi lançado para Playstation Vita.

    No jogo, assim como Nintendogs, você deve adotar um "doguinho", cuidar dele, levar ele para passear e brincar com ele, tudo isso com o uso das mecânicas do PS Vita, como a tela de toque. Além disso, os cachorros podem responder aos seus comandos de voz, já que eles podem falar.

    Ainda em 2014, o PS Vita Pets ganhou um spin-off para mobile chamado Playstation Vita Pets: Puppy Parlour, lançado para Android e iOS.

    5 - Counter Spy

    De todas as IPs do Playstation, Counter Spy pode ser considerada a mais desconhecida das demais.

    Lançado em Agosto de 2014 para Playstation 3, Playstation 4 e Playstation Vita, e depois para dispositivos móveis no mês seguinte, Counter Spy é um jogo de plataforma 2.5D, com elementos de stealth, ambientado na Guerra Fria. O jogador controla um espião, que deve se infiltrar nas bases dos inimigos para evitar uma guerra nuclear.

    Counter Spy foi um dos jogos da linha Playstation Mobile, uma divisão do Playstation para jogos mobile, juntamente com Fat Princess: Piece Of Cake, Playstation All-Stars Island, Knack Quest, dentre outros.

    4
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-07-26 18:37:51 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Silent Hill

    Zerado dia 26/07/21

    Outra pendência gigantesca terminada: Silent Hill! Quando lembrei de adicioná-lo à lista umas duas semanas atrás, eu resolvi jogar logo, até porque estava até com saudades de jogar algo do gênero, que se duvidar a última vez que joguei foi Resident Evil - Code: Veronica há vários anos atrás. Atualmente a minha lista está assim: apago um jogo do arquivo e adiciono outro. Raramente porque resolvo começar algo novo, mas mais porque tenho lembrado de jogos não terminados da infância ou de algum outro momento da vida.

    Bom, eu nunca tive um PS1, mas meu primo tinha e eu ia para a casa dele todo santo dia. Embora eu não achasse que nenhum jogo chegasse ao nível de Mario 3 ou Mario World, eu me divertia. Lembro de jogar muito Mega Man X4, Tony Hawk's Pro Skater 4, de odiar jogos de luta (porque eu sempre perdia), etc.

    Volta e meia arriscávamos jogos de terror, e foi assim que terminamos Resident Evil 2 e 3 com o passar de anos. Eu tinha muito medo daqueles jogos! Uma vez jogamos esse tal de Silent Hill, mas não conseguimos terminar e deixamos de lado. Mas eu nunca esqueci de algumas coisas dele: o jogo era medonho, a parte da escola a noite e o maldito puzzle do piano, que nos travou e impossibilitou de ir além.

    E puts, eu que jogo tantos jogos por ano, chegava a me envergonhar de nunca ter terminado um Silent Hill sequer. Até procurei na internet e vi que ele teria umas 7 horinhas de duração. "Ótimo, vou terminar tranquilo", eu pensei!

    Iniciando a aventura, eu imaginava que  provavelmente estava perto do final da campanha quando travamos no famoso puzzle do piano. Ah, tá!

    Enfim, depois de ver a abertura bem cinematográfica em CG, dei início à campanha. Achei curioso como haviam diferentes níveis de dificuldade, mas, como sempre, mantive no médio. Vi que nas opções era possível configurar umas coisas úteis também.

    Já no jogo, controlamos Harry Mason, que acorda sozinho na cidade de Silent Hill após um acidente de carro, agora em busca de sua pequena filha Cheryl. A cidade em si é bem esquisita, vazia e coberta em neblina.

    Os visuais de SH envelheceram bem, na minha opinião. Tudo bem que havia toda uma limitação na época pros gráficos, mas é tudo bem feitinho e o estilo do visual acrescenta muito à experiência, sendo que o restante fica muito por conta de sua imaginação.

    O início também é útil para ir se acostumando aos "controles de tanque". Curiosamente eu estava jogando naturalmente por um bom tempo até perceber isso. Considerando que o jogo muda muito os ângulos de visão, não teria outro jeito de dar certo.

    Ao chegar na primeira área do jogo, uma lanchonete, conhecemos o primeiro humano, a Cybill, que também diz não ter visto ninguém a muito tempo. Assim conseguimos os primeiros itens de ataque, cura, uma lanterna pros lugares escuros do futuro e um rádio, que soa um monte  de interferência sempre que houver um inimigo próximo. Como muitas vezes a câmera fica virada para você quando abre uma porta, isso é muito útil.

    Com as primeiras pistas, começa a exploração por Silent Hill, vazia e cheia de neve. As primeiras localidades requerem chaves e mais exploração por toda a cidade através das pistas para saber onde ir e o que fazer. A trilha sonora é silenciosa e a solidão é de matar.

    Além disso há inimigos aqui e ali: cães e morcegos-humanos aparecem para fazer barulho, fazer o seu rádio soar e tirar do seu HP. Esses monstros não são necessariamente assustadores perto de toda a ambientação, mas há sempre o medo de morrer e perder progresso (apesar que nesse jogo há a opção de continuar de "checkpoints" quando falhamos ao invés de apenas ter que carregar um save).

    Após avançar e me achar o inteligente, o jogo estava fluído e muito gostoso. Definitivamente eu tinha envelhecido para poder encarar jogos do tipo. "Jogos de terror não me afetam mais", eu pensei.

    Isso até finalmente conseguir abrir caminho à primeira "dungeon" do jogo, a escola. Lembra quando falei que achava que essa parte da escola e o seu puzzle do piano poderiam ser próximos do final da campanha? Hahaha, mal sabia eu! Menos de duas horas foi o tempo que levei para chegar nessa parte.

    Mas enfim, quando você consegue acesso à escola é que o jogo fica mais bizarro do que nunca. O céu esbranquiçado dá lugar à noite, visão ainda mais limitada, mais monstros e ambientes esquisitos. Para fechar, o ambiente da escola a noite é muuuuuito bizarro e claustrofóbico! Eu estava jogando nervoso, meus amigos! E juntando uns problemas pessoais na família e que meu outro jogo era Doom 2, tudo estava muito deprê ou maligno.

    Há ainda um vai e volta gigante. O jogo te obriga a fazer os caminhos mais longos pela escola até chegar do outro lado e conseguir destrancar uma porta, que agora serve de atalho, para assim poder acessar o próximo andar grandão.

    O jogo é cruel no lance do terror com essa fórmula de ter que explorar muitas e muitas salas em corredores escuros e muito parecidos, progressão lenta e puzzles que dependem de itens e dicas que podem estar em qualquer lugar. Tem salas que você só vai voltar no final da dungeon! Bacana não ter aquela sensação de linearidade, mas durante o jogo você só quer terminar aquilo o quanto antes e sair dali!

    Logo me foram apresentados novos inimigos, cosia comum conforme você avança no jogo, inclusive uma coisa que meus amigos e eu nunca esquecemos: fantasmas de bebês aqui e ali. O gritinho sempre dá uma agonia, assim como vários outros sons de SH. Engraçado que quase não há jump scares durante a aventura, e isso não impediu o jogo de ser mil vezes mais medonho que qualquer coisa.

    Depois de um tempo, a exploração foi ficando mais tranquila. Matei os inimigos todos, que felizmente não dão respawn, e as peças foram se encaixando. Há uns puzzles bizarros, como esse do piano ou um de colocar uma bolinha de brinquedo num espaço de uma calha quase imperceptível, mas o jogo estava andando.

    Quando eu achava que o jogo não poderia ficar mais medonho, eu abri uma porta que me levou para uma escola quase idêntica, mas meio que de um mundo paralelo ainda pior.

    O ambiente escuro de uma escola antiga deu lugar à um mapa igual, mas todo trabalhado nas plaquetas de metal, cercas e afins sujos de vermelho, algo como um grande abatedouro ou um local das piores torturas imagináveis. Escuro e fechado,  a claustrofobia bateu mais forte do que nunca, e toda a coisa ensanguentada estava me dando, mais uma vez, uma baita agonia.

    Cara, eles conseguiram fazer o verdadeiro jogo de terror psicológico, uma sensação que não tinha desde que jogava Resident Evil na infância, mas esse mesmo Resident Evil hoje é dia é quase uma piada pra mim, super hollywoodiano e com zumbis bestas, enquanto SH parece mais adulto do que nunca, quase que como um jogo proibido e altamente não recomendável para pessoas de psicológico fraco.

    Conforme o enredo avançava, mas eu ficava curioso. O que diabos estava acontecendo? O interessante também é que não há algo estilo sci-fi acontecendo, mas sim algo dos nossos piores pesadelos, algo mental, algo que nem o protagonista entende quando ele começa a ir e vir, sem intenção, de uma realidade para outra, inclusive conhecendo pessoas que estão presas do outro lado. Bizarro? Medonho? Sinistro? Diabólico?

    Depois da primeira "dungeon" o jogo aliviou um pouco de volta à realidade, claridade nas ruas, apresentação de novos personagens e avanço geral. Eu mesmo comecei a fica bem menos abalado com o jogo. Estava pegando o jeito, cheio de curas e armas e super confiante.

    Logo o terror deu lugar à um jogo mais de ação (pra mim), inclusive graças aos próximos cenários, mais claros e fáceis (apesar de dungeons sem mapa que são super confusas). No final das contas eu devorei quase metade do jogo só hoje. O jogo continuou bizarro, mas mais tranquilo e mais e mais interessante. Minha aventura durou 6 horas e meia e 45 saves, mas pareceu muito mais pois muita coisa acontece num curto período de tempo.

    Resumindo: Silent Hill é sensacional e passou completamente no teste do tempo, a ponto de eu duvidar que exista um jogo de terror mais sinistro em sua temática, complementada pelos visuais que acredito que, no caso de um remake, poderiam arruinar a experiência. Diferentemente de outros jogos do gênero da época e depois que parecem bestas e artificiais, isso daqui é muito convincente!

    De bom: ambientação nota mil. Visuais complementam a experiência de uma forma medonha, principalmente no escuro com a sua lanterna (joguei no PSP, que geralmente dá uma melhoradinha no serrilhado etc). Dificuldade justa. Enredo muito interessante, embora no final eu tenha mantido várias dúvidas, que talvez sejam sanadas nos próximos jogos. Sonoplastia fenomenal. A opção de Continue faz com que você fique menos doido de salvar a todo momento (salvar é importante se você for desligar o console). Cidade bem detalhada. Terror que o visual dos jogos atuais não consegue replicar.

    De ruim: a câmera as vezes não mostra a sua frente ou dificulta demais isso. Alguns elementos são usados com frequência, inclusive a volta a certos lugares por motivo de reciclagem num jogo já relativamente curto. Controles de tanque podem não agradar aos jogadores mais modernos.

    No geral, curti demais apesar de que nas primeiras horas eu arrastei por pura agonia graças aos efeitos psicológicos de SH, mas acabei engrenando depois. Esse é O VERDADEIRO jogo de terror, e eu recomendo para quem quer ter uma experiência verdadeira com o gênero. Feliz por ter jogado algo da franquia até o final e já ansioso pelos próximos no futuro. Jogão!

    Silent Hill

    Platform: Playstation
    6687 Players
    177 Check-ins

    32
    • Micro picture
      jcelove · 6 days ago · 3 pontos

      Boa! Nunca é tarde pra classicos assim. RE é brincadeira de criança em termos de ambientação se comparado a SH, a história é realmente sinistra, adulta e assustadora e a escola é de longe a pior parte do jogo tento o unico chefe que realmente é perigoso tbm ja que mata com 1 hit e no hard demora pacas pra morrer.

      N ps1 não tinha franquia que chegasse perto em termos de terror, só no PS2 com Siren e Fatal Frame que rolaram coisas parecidas.

      Tbm acho que ele resiste demais ao teste do tempo, continua um jogão.

      A camera é ruim mas se apertar os L e R no menu d eopções aparece um menu secreto que permite mudar algumas coisas inclusive ter a opção de camera no ombro com triângulo, que ajuda muito a se localizar.

      4 replies
    • Micro picture
      darleysantos676 · 6 days ago · 3 pontos

      Ei, já pensou em transforma esse check-in em crítica? (...) Tô brincando!!! Cara, senti até um quentinho no coração ao ler esse texto, quantas lembranças não me vêm à mente!!! É simplesmente um dos jogos da minha vida! Pra mim, a melhor saga de jogos do gênero de terror/horror! Joguei em 2001 ainda, e quanta coisa também lembro associada a esse jogo. É um universo único! Esse jogo e a trilogia clássica de Resident Evil me envolveram bastante naquela época. Sou fã incondicional dessa franquia, que hoje está abandonada, infelizmente... Quase sempre salvo os textos seus usando a função de republicar, são muito bons, conseguem quase sempre traduzir muito bem o feeling dos jogos.

      5 replies
    • Micro picture
      santz · 6 days ago · 3 pontos

      Esse é um também que zerei recentemente. Consultava direto um detonado assim que topava com um puzzle.

      2 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-07-06 21:57:14 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Mega Man Xtreme 2

    Zerado dia 06/07/21

    Recentemente tenho postado menos no Alvanista por um único motivo: inventei de começar um jogo e o mesmo tem me dado muito trabalho. Para mudar um pouco os ares e não desistir dos video games, resolvi dá um tempo nele e jogar algo mais casual. O problema é que eu tenho uma lista de umas 15 prioridades na área de trabalho do meu PC e eu deveria alternar para um deles, mas resolvi ir de algo que poderia jogar num portátil.

    Foi aí que, olhando os meus emuladores no PSP, eu resolvi jogar Mega Man Xtreme 2! Cara, eu gosto bastante de Mega Man e faz um tempo que joguei um deles. Aliás, qual terá sido? Parece que estou esquecendo de algum jogo...

    Talvez tenha sido o próprio Mega Man Xtreme, deixa eu ver aq...2016? MAS O QUÊ? Lembro de ter iniciado esse jogo como se fosse há um ano atrás! Que coisa bizarra!

    Bom, Xtreme 2 segue muito a ideia do que foi o seu antecessor, também no Game Boy Color. Os visuais são mais limitados, mas há bastante liberdade envolvida na concepção desses jogos, que meio que misturam muitos elementos de toda a série X até onde havia sido lançada.

    No caso do Xtreme 2, há estágios, inimigos e chefes desde o Mega Man X original ate o X4! Curiosamente já existia o X5 na época de seu lançamento e, na verdade, estava bem próximo do lançamento do X6 no Playstation.

    Devo dizer que, embora eu tenha terminado a série inteira até o X7, o meu conhecimento dos jogos do Mega Man se confundem muito na minha cabeça. Não importa o quanto eu jogue o X2 e X3, eles não entram na minha mente e eu nunca sei o que é de onde. Eu esqueço mesmo esses jogos!

    Começando a aventura, há a opção de jogar a campanha do X ou do Zero, protagonistas clássicos da série. Eu sempre preferi o estilo de jogo do azulão, então fui com ele mesmo (fora que é ele que vem a mente quando falamos num jogo de Mega Man).

    Há bastante cutscene estática nesse início (e mais um pouco durante todo o resto do jogo) e elas são bem legais e bonitas. Adoraria vê-las no hardware original e me lembram como eu adorava ver esse tipo de visual na época. Que saudades! Nunca escondo o quanto eu amava esse portátil. Emulando não é a mesma coisa, mas quebra um baita de um galho.

    Logo pude escolher fases. Diferentemente dos clássicos jogos da série, só haviam 4 chefes para serem escolhidos. Imaginei que poderiam aparecer mais 4 depois ou que o hardware pudesse limitar isso, então nem e importei muito.

    Apesar de aparecem 8 aí em cima, são apenas 4. Depois descobri que metade são da campanha do X e a outra do Zero.

    Fui em qualquer fase mesmo e elas são, como mencionado, uma mistura de vários estágios dos jogos principais, mas geralmente são meio que adaptações das originais, em versões menores. Como joguei muito o primeiro Mega Man X, me senti relativamente familiarizado com as fases do Launch Octopus e Flame Mammoth, inclusive em relação aos segredos como aumento de vida permanente. Alguns desses locais ainda continham uma das partes da armadura branca especial, que foi bem fácil de completar, mesmo nas fases que praticamente desconhecia.

    Se houveram mini-chefes eu mal lembro pois rapidamente chegava ao final dos curtos estágios, onde os chefes aguardavam. Derrote-os e ganhe seu poder, que tem vantagem contra algum dos outros.

    Uma coisa que me incomodava um bocado era o posicionamento dos botões, um para pulo e outro para atirar, problema clássico do portátil que felizmente consegui contornar no emulador: B pula e A atira, mas o B fica na esquerda e o A na direita. As limitações vão além, se você lembrar do SNES ou PSX e para dar o dash você deve pressionar duas vezes seguidas em uma direção. Há ainda a opção de trocar de armadura sem abrir o menu apertando select, mas caso você passe pela desejada, o jeito é apertar o botão mais umas vezes até chegar ao ponto desejado. AH, é mais fácil apertar start e selecionar direto.

    Durante as fases você ainda coleta uns trecos que eu achava que serviam apenas para recuperar vida, mas na verdade também agem como dinheiro e podem ser trocados por upgrades na tela de seleção de fases em um dos menus que meio que ignorei (Part). Esses upgrades incluem diversas melhorias de ataque e defesa para um, para o outro ou para ambos. Pena que só descobri isso no final!

    Termine um estágio, mais um, mais outro e logo você vai abrir a fase final, tipo aquelas do Sigma. A história se aprofunda, desafios conhecidos voltam e logo você vai fechar o jogo. O último chefe é super fácil, inclusive mais fácil que outros chefes das fases anteriores. Mesmo morrendo bastante, percebi que o contador não marcava nem uma horinha ainda já bem no final.

    Fica óbvio que há um outro lado da história pelos olhos do outro protagonista, e é aí que você pode reiniciar o jogo com o seu save mesmo, mas com o personagem oposto, que no meu caso foi o Zero. Para a minha surpresa as fases e chefes foram diferentes e a minha experiência com a campanha anterior acabou não servindo tanto assim, mas foi BEM legal isso. Terminei rapidinho mesmo odiando jogar com o Vermelhão, matei o último chefe oposto e acabou. Ué, nada de Sigma?

    Percebi que abriu um modo Xtreme e cheguei a iniciá-lo, mas era a mesma coisa. Julguei que fosse um modo mais difícil e desinstalei o jogo. Agora descobri que nesse modo extreme você joga contra os oito chefes ao invés de metade deles e tem o Sigma no final. Isso não deveria ser o jogo básico? Enfim, fiquei meio bolado de não ter jogado esse chefe final verdadeiro, mas puts, que coisa esquisita isso de me fazer jogar mil e uma vezes. Vi no Youtube e fiquei satisfeito.

    Resumindo: Mega Man Xtreme 2 é um jogo muito legal e super aconselhável para quem curte a série X. Apesar de não ser um jogo completamente original, mas uma junção de vários clássicos, eu acredito que seja uma versão muito interessante, ainda mais se considerarmos que é um jogo de GBC, que eu definitivamente adoraria ter tido na época! Garanto que teriam sido muitos playthroughs e um Andu muito viciado.

    De bom: visuais muito bacanas. Muito fanservice. Comandos bem adaptados. Bastante conteúdo. Com certeza uma experiência Mega Man e até uma forma curiosa de imaginar como seria a série X no NES. Gosto como te faz jogar duas campanhas diferentes com personagens e habilidades diferentes.

    De ruim: limitação de comandos do GBC. Comandos nem sempre responsivos e hitboxes complicados deixam alguns desafios meio frustrantes, sobretudo num jogo com vidas tão limitadas. Achei alguns desafios injustos, como coisas que vem sem anúncio e te matam instantaneamente. A necessidade de jogar múltiplas campanhas pra ver o final verdadeiro é muito chata.

    No geral, me diverti muito pelo pouco que durou e me ajudou muito a passar o tempo hoje em espera no hospital. Eu prefiro muito mais a série nesse estilo em portáteis do que a famosa Mega Man Zero do GBA. Ainda gostei mais dele do que do Maverick Hunter e Powered Up. Muito legal!

    Mega Man Xtreme 2

    Platform: Gameboy Color
    371 Players
    11 Check-ins

    15
  • makalongplays Maka Longplays
    2021-07-01 21:01:54 -0300 Thumb picture

    Longplay "Sonic Rivals"

    Ano de Lançamento: 2006

    Série: Sonic the Hedgehog

    Desenvolvedor: Backbone Entertainment, Sega Studio USA

    Distribuidora: SEGA

    Plataforma: PlayStation Portable (PSP)

    Gênero: Ação, Corrida

    Sonic Rivals

    Platform: PSP
    399 Players
    8 Check-ins

    4
  • 2021-06-30 14:59:29 -0300 Thumb picture

    Pérolas Exclusivas #3 - Playstation (Parte 1)

    Medium 3867686 featured image

    Chegamos a mais uma última quarta-feira do mês, e a mais um episódio do Pérolas Exclusivas. Hoje, passamos para os exclusivos do Playstation, que são muitos.

    1 - MediEvil

    O enredo de MedEvil passaria fácil como uma história épica de um cavaleiro, se não fosse pelo fato de que esse tal "cavaleiro" morreu com uma flechada no olho, em seu primeiro avanço em uma batalha. Lançado em 1998 para Playstation, o jogo segue a jornada de Sir Daniel de Fortesque, que desperta de seu túmulo para impedir o plano do feiticeiro Zarok de conquistar o Reino de Gallowmere.

    O estilo cartunesco de MediEvil teve como uma suas principais inspirações a animação O Estranho Mundo de Jack (Nightmare Before Christmas), de Tim Burton, além da sua trilha ser bem parecida com as músicas do filme. MediEvil ganhou uma continuação em 2000, ainda para Playstation, uma versão remasterizada chamada MediEvil: Ressurection, lançado em 2005 para Playstation Portátil, e um remake em 2018 para Playstation 4.

    Antes de seu remake em 2018, MediEvil esteve presente em Playstation All-Stars Battle Royale. Sir Daniel era personagem jogável, e a fase Graveyard (MediEvil/The Unfinished Swam) é baseada na primeira fase do primeiro jogo.

    2 - Wipeout

    Pegando carona do F-Zero da Nintendo, o Playstation queria um jogo de corrida de naves futuristas para chamar de seu, e assim nasceu Wipeout. A série de corrida nasceu em 1995, com o primeiro jogo sendo lançado para Playstation, onde teve mais 2 jogos para o console, Wipeout 2097/XL (1996), que também foi lançado para Sega Saturn, e Wipeout 3 (1999), e ainda o Wipeout 64 (1998), o único jogo da franquia lançado exclusivamente para o console concorrente, o Nintendo 64.

    A franquia continuou nos consoles seguintes da Sony, com Wipeout Fusion (2002) para Playstation 2, Wipeout Pure (2005) e Pulse (2007) para Playstation Portátil, Wipeout HD (2008) para Playstation 3, Wipeout 2048 (2012) para o Playstation Vita, e finalmente, o Wipeout Omega Collection, lançado em 2017 para Playstation 4.

    Antes destes dois últimos jogos, a franquia Wipeout apareceu em Playstation All-Stars Battle Royale (2012), na fase Fearless, onde o ambiente tribal de Heavenly Sword é destruído pelo frenético mundo futurista de Wipeout.

    3 - Hot Shots Golf/Everybody's Golf

    Nascido como Everybody's Golf no Japão, a série Hot Shots Golf surgiu em 1997 para Playstation. A franquia trazia um clima cartunesco e cômico para o golfe, um esporte tido como tedioso. 

    Assim como Wipeout, quase todos os consoles da Sony (com a exceção do Playstation 5) possui ao menos um jogo da franquia Hot Shots Golf/Everybody's Golf. Ao todo, foram 7 títulos lançados de 1997 até 2017, além de 4 spin-offs, como os de tênis e os que foram lançados para portáteis como Playstation Portátil e Playstation Vita.

    Em 2017, o nome Hot Shots Golf deixou de ser usado no ocidente, com o lançamento de Everbody's Golf para o território norte-americano. E em 2019, foi lançado Everybody's Golf VR para Playstation VR, sendo o primeiro e único jogo da série com essa experiência.

    Em 2012, a franquia Hot Shots Golf fez sua aparição no jogo Playstation All-Stars Battle Royale, transformando a Sandover Village, de Jak & Daxter, em um campo de golfe.

    4 - Buzz!

    Pegando a onda dos game shows, como "Who Wants To Be A Millionaire?", a série de jogos Buzz! faziam uma paródia deste gênero televisivo. Apresentado por um apresentador carismático, Buzz! trazia uma série de perguntas, dividido em diversos temas: Música, Cinema, Celebridade, entre outros.

    O primeiro jogo da série foi lançado em 2005 para Playstation 2, e vinha com um controle especial, acessório que esteve presente na franquia até 2010, com Buzz! Quiz Player de Playstation 3. Além disso, a série teve uma spin-off chamada Buzz! Junior, focada no público infantil, e tiveram jogos da franquia para o PSP, como o Buzz! Master Quiz (2008).

    Sua última menção/aparição foi em Playstation All-Stars Battle Royale (2012), na fase Dreamscape, onde o cenário de Little Big Planet vira um palco com a presença do apresentador Buzz.

    5 - Starhawk

    Um dos títulos mais desconhecidos do estúdio Santa Monica (God Of War). Lançado em 2012 para Playstation 3, Starhawk é um sucessor espiritual de Warhawk (2007).

    O jogo se passa em um futuro distante, onde a humanidade está colonizando outros planetas, ao mesmo tempo que ela inicia uma nova "corrida do ouro", onde o ouro neste caso é Energia Rift. Nisso, surgem os Rifters, mineradores de Energia Rift, e os Outcasts, mutantes que eram Rifters depois de ficarem muito expostos ao minério.

    Emmet Graves, um desses Rifters, perdeu seu irmão em um ataque de Outcasts ao campo de mineração do qual eram donos. Emmet, mesmo ter sido exposto a Energia Rift, conseguiu manter sua forma humana graças a um aparato que retarda os efeitos do minério em seu corpo.

    Starhawk jogo possui um sistema chamado de "Build and Battle", onde o jogador pode construir estruturas como bunkers durante uma batalha, criando um elemento de estratégia, além do uso de mechas. O jogo ainda possuía um modo cooperativo semelhante ao Mordo Horda, da franquia Gears Of War.

    A última menção/aparição de Starhawk foi em Playstation All-Stars Battle Royale, onde Emmet Graves foi personagem DLC, junto com Kat de Gravity Rush, e a fase Fearless (Heavenly Sword/WipeOut).

    4
  • makalongplays Maka Longplays
    2021-05-16 23:27:50 -0300 Thumb picture

    Longplay "Naruto: Ultimate Ninja Heroes"

    Ano de Lançamento: 2007

    Série: Naruto: Ultimate Ninja

    Desenvolvedor: CyberConnect2

    Distribuidora: Namco Bandai

    Plataforma: Playstation Portable (PSP)

    Gênero: Luta, Ação

    Naruto: Ultimate Ninja Heroes

    Platform: PSP
    198 Players
    2 Check-ins

    7
  • 2021-05-06 15:44:29 -0300 Thumb picture

    Traga seu PSP de volta dos mortos com o Despertar Del Cementerio 9.00

    O desenvolvedor balika011 lançou uma atualização para Despertar Del Cementerio, a popular ferramenta de desbrickar do PSP. Esta nova versão, baseada no código-fonte DDC7 e alguma engenharia reversa pesada de DDC8, traz compatibilidade para as infames placas-mãe TA88v3, bem como a primeira geração do PSP 3000 (03g). Isso segue os lançamentos impressionantes de um novo tipo de bateria Pandora (Baryon Sweeper) que suporta os modelos de PSP historicamente conhecidos difíceis de mexer.

    É emocionante ver avanços como este para um console que teve sua a produção interrompida anos atrás, graças à dedicação de um punhado de hackers.

    Despertar Del Cementerio (DDC) é basicamente uma ferramenta e um utilitário de desbrick para instalar um firmware oficial ou um firmware personalizado no seu PSP. Usado em conjunto com uma bateria Pandora ou Baryon Sweeper, ele permite que você traga um PSP brickado de volta dos mortos e/ou instale um custom firmware permanente nele.

    Mais informações

    29
    • Micro picture
      game_zone · 3 months ago · 1 ponto

      famosos desbliks que foda !!

    • Micro picture
      topogigio999 · 3 months ago · 1 ponto

      Nem sabia que existia essa possibilidade de desbrick... pensei ser o fim da jornada.

      1 reply
  • 2021-04-09 16:51:21 -0300 Thumb picture
    Post by lluskaogameepapo: <p>#retrogaming#GTALCS#PSP</p><p>7º Episódio da Sér

    #retrogaming#GTALCS#PSP

    7º Episódio da Série de GTA Liberty City Stories.

    Mais uma 🎮#gampleyzinha pessoal! Deixa aquele Like👍🏼e comente algo #dahora 🤜🏼🤛🏼

    FaceBook: https://www.facebook.com/lluskaogamepapo

    Instagram: @lluskaogameepapo 

    Twitter: @lluskaa_

    Grand Theft Auto: Liberty City Stories

    Platform: PSP
    597 Players
    40 Check-ins

    1
  • 2021-04-09 16:47:57 -0300 Thumb picture
    Post by lluskaogameepapo: <p>#retrogaming#burnoutlegends#pspgames</p><p>1º Ep

    #retrogaming#burnoutlegends#pspgames

    1º Episódio de Burnout Legends do PSP.

    Mais uma 🎮gampleyzinha pessoal! Deixa aquele Like👍🏼e comente algo dahora 🤜🏼🤛🏼

    FaceBook: https://www.facebook.com/lluskaogamepapo

    Instagram: @lluskaogameepapo 

    Twitter: @lluskaa_

    Burnout Legends

    Platform: PSP
    240 Players
    12 Check-ins

    1
  • 2021-04-09 16:44:28 -0300 Thumb picture
    Post by lluskaogameepapo: <p>#retrogaming#GTALCS#PSP</p><p>6º Episódio da Sér

    #retrogaming#GTALCS#PSP

    6º Episódio da Série de GTA Liberty City Stories.

    Mais uma 🎮#gampleyzinha pessoal! Deixa aquele Like👍🏼e comente algo #dahora 🤜🏼🤛🏼

    FaceBook: https://www.facebook.com/lluskaogamepapo

    Instagram: @lluskaogameepapo 

    Twitter: @lluskaa_

    Grand Theft Auto: Liberty City Stories

    Platform: PSP
    597 Players
    40 Check-ins

    1

Load more updates

Keep reading &rarr; Collapse &larr;
Loading...