• diogo_paixao Diogo Louzada Paixão
    2021-10-23 12:51:14 -0200 Thumb picture

    129° Platina!

    Fazendo orgulho ao @igor_park (eu achei que a outra do Vita também ia me dar a Tartaruga, mas não deu =( ).

    Peguei essa semana pra tirar o atraso de 2 platinas paradas no Vita, Tales of Hearts R e o Dungeon Punks.

    Como fui no hospital, usar o Vita lá me estimulou a isso hahaha agora que vou voltar ao trabalho presencial, existe a grande chance de eu voltar a jogar alguns joguinhos do Vita que tenho ainda na fila (em sua maioria RPG's).

    @platinadores

    Dungeon Punks

    Platform: Playstation Vita
    21 Players
    4 Check-ins

    7
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      igor_park · about 2 hours ago · 1 ponto

      Tentei jogar isso aí e não curti

  • diogo_paixao Diogo Louzada Paixão
    2021-10-21 09:49:29 -0200 Thumb picture

    128° Platina!

    Esses dias tive que acompanhar minha mãe no hospital. E meu grande companheiro de quando eu acompanhava minha mãe no tratamento dela voltou, o Vita hahaha acho que muito por causa do Tales of Arise me animei em finalmente terminar de fazer as coisas bônus que faltavam nesse aqui.

    Tales of Hearts R é bem bacaninha, dos Tales que eu joguei talvez seja o mais fraco ou no nível do Graces F (só joguei o Xillia, Graces F, Hearts R e o Arise).

    @platinadores

    Tales of Hearts R

    Platform: Playstation Vita
    181 Players
    60 Check-ins

    15
    • Micro picture
      santosmurilo · 2 days ago · 2 pontos

      Esse jogo é bem legalzinho. Eu joguei ele no Vita até perto do final. Foi meu primeiro Tales of e eu gostei mt. Não lembro pq droppei...

      2 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-08-16 23:04:48 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Chasm

    Zerado dia 16/08/21

    -Versão de Playstation Vita NÃO encontrada no Alvanista-

    Há uns anos atrás o Ps Vita já estava "morto", sem lançamentos interessantes (ou talvez qualquer lançamento) e uma fanbase decepcionada. Nessa época eu já tinha o meu e ainda estava jogando e conhecendo tudo o que ele tinha em seu catálogo, mesmo sem existir seu desbloqueio ainda.

    Lembro que já participava de um grupo ou outro dedicado ao portátil da Sony no Facebook e o pessoal começou a postar bastante sobre um jogo que sairia depois de tanto tempo, esse tal de Chasm. Muita gente surpresa que haveria um título novo naquela altura de sua vida útil, e esse jogo parecia ser muito bom.

    Eu, como sempre, não vi nada sobre Chasm, mas nunca esqueci dele principalmente pelo fato de que todos falavam muito bem assim que o mesmo foi lançado. Eu tinha certeza que o jogaria um dia.

    Tempos depois o jogo foi oferecido aos assinantes da PS Plus, o que me chamou atenção. Agora, além do alarde que Chasm havia causado em seu lançamento, eu tinha amigos falando bem dele e o recomendando.

    Pulando mais uns aninhos e o jogo foi lançado para Nintendo Switch. É, ficou bem claro que esse jogo era relevante e as críticas tão positivas aparentemente faziam sentido. Baixei aqui no meu PS Vita.

    Resolvi começar a aventura pelo mesmo motivo que tenho jogado outras coisas no Vita: liberar espaço. Tenho uma pendência gigante na minha jornada de jogador, mas que bizarramente pesa bastante na memória do portátil. Joguei o Dragon Quest Builders e não liberou espaço o bastante (faltou bem pouco). Fechei Iconoclasts e aí foi, mas sem o update da última versão e o Vita me obriga a baixá-lo. Precisando de cerca de 900mb só para a atualização, olhei os jogos instalados e fui no que mais me agradava/era curto o bastante.

    O spoiler maior é que, mesmo tendo terminado Chasm, ainda faltou muito espaço já que ele pesa apenas incríveis 63mb. Resultado: desinstalei uns 2 ou 3 jogos para conseguir baixar o tal update.

    Mas o que diabos é Chasm? Cara, é um jogo sensacional!

    Lembrava levemente do visual, mas ao iniciar a campanha me surpreendi com seus gráficos e animações que misturam o estilo retrô com o moderno, e de uma forma bem original e uma paleta de cores muito bonita, e isso vindo de alguém que acabou de terminar Iconoclasts e citou esse ponto como o mais alto do jogo!

    Me surpreendi ainda pelo fato de Chasm ser completamente traduzido para o português brasileiro. Que legal!

    A história começa num castelo onde um rei te convoca para uma missão e enquanto você vaga por lá, já vai pegando o jeito da movimentação, pulos e até ataques. Em seguida vamos para uma cidade desolada em que uma mina é a fonte de toda a maldade e sumiço da população.

    Na mina você encontrará diversos tipos de inimigos, salas, baús e ganhará seus primeiros níveis ao juntar experiência derrotando monstros. Aí ficou bem claro que Chasm é um Castlevania. Quer dizer, você pode chamar de metroidvania e estaria certo, mas esse jogo pega MUITOS elementos das melhores época do clássico da Konami: Symphony of the Night/GBA/DS. Já adianto que se você curte esses jogos, você TEM que jogar isso daqui.

    Digamos que Chasm está para esses Castlevanias como Cursed Castilla está para Ghouls 'n' Ghosts. Uma grande homenagem de altíssima qualidade. Lindo, funcional, divertido, interessante. Eu fiquei vidrado!

    Durante a minha exploração na caverna encontrei itens, armaduras, armas e até as primeiras pessoas. O jogo não deixa muita coisa clara e você aprende jogando, mas estava achando meu personagem muito fraco mesmo com todos os níveis que ganhei e o fato é que de vez em quando você deve voltar à cidade, comprar armadura, talvez uma espada e poções de cura.

    Sabe o que isso me lembra? Muita coisa, mas com destaque para o primeiro Diablo em que você tem uma cidade com NPCs importantes e negociações e uma masmorra que você deve descer.

    Apesar do level design ser meio repetitivo e pouco inspirado, já que os cenários são sempre meio que parecidos em cada área o tempo todo e a parte de plataforma geralmente não varia muito, o jogo é muito gostoso de jogar!

    Estava achando uns inimigos muito resistentes no início, mas daqui a pouco um deles, que levava 4 hits para morrer começa a tomar apenas 2, depois 1. Isso é muito legal até porque não é um jogo muito fácil nas primeiras horinhas e você acaba jogando com bastante cuidado, administrando seus itens de cura e tal. Depois, assim como Dark Souls (mas bem mais fácil), você se transforma quase num deus, pelo menos na primeira área.

    Essa coisa de área funciona como mapas diferentes, desbloqueados conforme você avança. Por exemplo, depois de explorar bem a mina, você chegará em um Boss principal em algum momento e ao derrotá-lo, conseguirá acesso à uma passagem para outra área, ainda mais profunda e um novo mapa, as Catacumbas nesse caso.

    Porém se você acha que basta sair correndo, está enganado.

    Primeiro que o mapa é gerado aleatoriamente a cada novo save, apesar de ainda conter as mesmas áreas e elementos (tipo Diablo 2). Segundo que os mapas são recheados de itens que ou te fortalecem bastante ou serão importantes em futuras áreas ou puzzles.

    Sem saber exatamente par aonde eu estou indo ou o que encontrarei, eu acabo explorando todas as salas e deixando mapa completinho a medida do possível, até porque todas as áreas tem lugares inacessíveis à primeira vista, e alguns até que você só poderá ir bem próximo ao final do jogo.

    Enfim, aproveite cada sala, aprenda e derrote os novos tipos de inimigos e preste atenção à detalhes no background que possam ser úteis em quebra-cabeças, o que não acontece com muita frequência.

    Chasm é inteligente poder deixar você fazer marcações no mapa e por abrir portais que servem como pontos de teletransporte entre eles, agilizando muito explorações futuras quando tivermos mais habilidades ou mesmo para dar uma rápida visita à cidade, interagir com NPCs que te deram sidequests, comprar itens ou salvar o jogo (pois pontos de salvamento são raros).

    Conforme você joga, o personagem se desenvolve muito bem. Eu fui de muito sofrimento e até Game Overs (que cruelmente te retornam ao último save, assim como nos Castlevanias) até um personagem fortíssimo que mal me importava em tomar dano graças aos meus muitos pontos de vida e, principalmente, às minhas armaduras. Masterizei bem os padrões dos inimigos e estava jogando bem rápido.

    Depois de conhecer as primeiras áreas e derrotar seus chefes e sub-chefes, Chasm começa a te fazer voltar às áreas anteriores, o que é bem legal agora que você é mais forte e ágil. Explorei bem as áreas novamente, indo onde não poderia ir antes e agora dava. Assim libertei mais alguns cidadãos de suas prisões e a cidade foi ficando cheia. Agora poderia comprar poções com um, comida com outro, armas e armaduras com esse, materiais para confecção de equipamentos com aquele etc.

    Agora você está indo de um teletransporte para outro como louco, conseguindo coisas boas ou nem tanto, itens de quests, completando seu bestiário e deixando tudo cada vez mais limpo na sua lista de afazeres pessoal.

    Uma coisa meio cruel é que o mapa só mostra, de pontos de interesse, portas que não foram acessadas e salas com itens não coletados (as vezes porque você não viu ou não tinha uma habilidade ou item para o alcançar). Mas em certos casos você pegou um item-chave em uma área e deve usá-lo num lugar anterior, mas não sabe onde é. 

    Felizmente geralmente são lugares fáceis de lembrar, como uma sala depois do boss e antes de ir para a próxima área, mas as vezes são lugares bem aleatoriamente posicionados e, ao checar o mapa, parecem salas comuns. Uma vez ou outra tive que recorrer à ajuda da internet para esse tipo de coisa, com destaque à sala que dá acesso ao final do jogo: uma sala comum num mapa da metade do jogo. Mas fora isso é tudo bem tranquilo, tanto que demorei pouco mais que 6 horas para fechar a aventura.

    Gosto muito também que Chasm, assim como Castlevania, disponibiliza uma grande gama de armas e equipamentos. As armas mesmo contam diversos tipos de ataques e velocidades. Uma pena que o personagem não mude a roupa basicona dele com os equipamentos...

    Resumindo: Chasm é uma incrível homenagem à época áurea de Castlevania em sua época metroidvania. Um jogo feito com muito carinho e cuidado e que não dá pra reclamar. Muito divertido e viciante sem parecer amador em momento nenhum. Se for comparar com outros indies do tipo, como Timespinner, isso aqui é uma verdadeira obra-prima. Excelente!

    De bom: visuais bonitos. Trilha sonora bem feita. Exploração divertida. Muita variedade de inimigos, armas e equipamentos no geral. Sidequests interessantes. Troféus justos e que aumentam bem a sua vida útil. Batalhas contra chefes divertidas. Várias áreas. Opção de marcar pontos de interesse no mapa. Mecânica de teletransporte agiliza muito o que você for fazer no jogo. Dificuldade muito boa. Gosto da sensação de evolução, não só do personagem, mas do jogo no geral, como a cidade, por exemplo.

    De ruim: o jogo de vez em nunca dá uma travadinha na imagem (mas a ação ainda acontece), como se você estivesse fazendo stream dele pro seu Vita (pode ser um problema exclusivo dessa versão). Alguns puzzles exigem atenção ao cenário e são meio esquisitos. Em alguns momentos eu não faço ideia do que fazer e parece que tudo foi explorado, sei que isso é comum no gênero mas aqui parece mais estranho do que nunca.

    No geral, essa foi uma baita de uma experiência boa e eu super recomendo para quem curte o gênero, de verdade. Corre pra jogar agora! Como eu passei tanto tempo sem conhecer Chasm? Uma ótima experiência depois do desastre que foi Iconoclasts pra mim. Jogaço! Super recomendo!

    Chasm

    Platform: Playstation 4
    14 Players
    12 Check-ins

    14
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-08-14 23:41:24 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Iconoclasts

    Zerado dia 14/08/21

    Aaaah, Iconoclasts! Eu conheci esse jogo há bastante tempo no PS4 de um amigo. Acho que foi um jogo dado no plano PS Plus ou coisa do tipo e que logo me deixou interessado por sua arte. Lembro que cheguei a abrir o jogo e jogar o início na época e ter curtido demais a jogabilidade metroidvania com os visuais pixelados estilo GBA (ou DS, pra ser mais exato).

    Meu amigo tinha o jogo e ainda não tinha jogado, nem sabia do que se tratava, mas se interessou e uns dias depois me mandou uma mensagem dizendo que tinha terminado o jogo e que não tinha curtido muito. Poxa, sério? O jogo era tão legal!

    Mais um bom tempo para a frente e desbloqueei meu PS Vita e fiquei feliz ao ver que poderia jogar Iconoclasts! Caraca, esse era daqueles que eu nem sabia que tinha no console! Baixei e o dito cujo ficou parado no portátil por um século, até agora precisar liberar mais espaço no cartão de memória.

    Jogando agora de verdade IC, como é bom ver aquele visual na tela do Vita! E a portabilidade? Quase me levou de volta à época áurea do GBA, uma delícia!

    A jogabilidade é simples até então: pula, atira, se agacha para passar por partes estreitas, desce de plataformas, nada muito diferentes. Mais tarde fui apresentado à minha chave inglesa, um item que você, uma mecânica, usa para atacar e interagir com botões que abrem portas e tal, recorrente em toda a campanha.

    Outra coisa muito bacana de se ver é o primeiro chefe (assim como todos os outros): gigantes, robóticos e bem animados. Não dá para ver pixels estourados, mas dá pra saber que é das melhores pixel arts feitas recentemente. E a ação nessas lutas? Lembra muito Gunstar Heroes!

    A exploração metroidvania também estava muito gostosa.

    Mas posso falar uma coisa séria? Essa é a melhor parte do jogo: o início. Puts, IC, na minha opinião, começa tão bem que é difícil engolir o quanto ele vai ladeira abaixo. Eu duvidei por muito tempo do gosto daquele amigo que diz que não gostou, mas agora eu entendo completamente.

    As coisas vão bem por um bom tempo, no primeiro e segundo mapas.

    O fator metroidvania é bem simples. Não há coisas supersecretas de se encontrar e os puzzles quase sempre são bem óbvios. Você não se perde e é tranquilo explorar todas as possibilidades, inclusive porque dificilmente você encontra caminhos alternativos ou que requerem habilidades que você ainda não possui. Fora isso, cada mapa age como uma fase mais independente, meio que como é em Metroid Fusion, mas muito menor e mais linear e simples.

    Depois dessas partes, floresta e deserto, o jogo começa a entrar cada vez mais numa coisa de diálogos que infelizmente só me davam sono. Cada balão de fala é um parágrafo e são vários deles a cada "cutscene", cheios de um enredo desinteressante e MUITO drama.

    Fui desbloqueando melhorias para a personagem, como a habilidade de soltar um ataque grandão ao segurar o botão, depois uma arma de soltar bombas e assim por diante. Mas uma coisa chatinha do jogo é que a sua arma meio que superaquece, então quando você ataca com seu raio normal, ok, mas ao segurar o botão e soltar, a arma superaquece na hora e você tem que esperar uma barrinha se esgotar. No caso da bomba cada ataque tem um intervalo entre ele e o próximo e as vezes você fica na mão esperando sua arma poder ser usada.

    Eu sempre imagino jogos como Metroid, Mega Man e Contra. Imagine se esses jogos tivessem essa mecânica. Sei lá, fora o uso em alguns puzzles, eu achei que isso só enche o saco mesmo.

    Sobre as melhorias, são coisas assim que você desbloqueia, coisas necessárias para terminar a campanha e bem poucas, mas há também umas partes eletrônicas que você encontra em baús que muitas vezes estão atrás de puzzles. Essas peças podem ser usadas para desbloquear habilidades passivas e isso é bem legal: cada habilidade dessas necessita de uma combinação peças específicas, então com as que você tem, você pode optar por desbloquear uma, outra ou guardar para outra.

    Infelizmente a personagem só equipa três habilidades passivas por vez e são coisas como correr mais rápido, nadar por mais tempo ou evitar tomar um de dano. Achei meh e praticamente nem lembrava de mudar isso aí.

    IC estava assim: você terminava uma fase, matava um chefe e era jogado para a próxima, mas cada vez com mais diálogos. Muitos diálogos. Minutos apertando X, até pulando uns aqui e ali. Chegou um ponto que eu comecei a achar que a parte de plataforma e tal eram uma desculpa para alguém colocar um enredo que tinha escrito num jogo. Sim, a história ganha um foco gigantesco conforme você avança.

    Bom, pelo menos os chefes ainda valiam muito a pena.

    Depois a parte metroidvania começou a ficar chatinha. Os personagens conversavam demais e falavam para onde ir e as vezes eu perdia o fio da meada. Mas a verdade é que agora eu tinha que começar a voltar para mapas anteriores só para falar com alguém e poder continuar. Muitas vezes eu andava pelos mapas o mais rápido que conseguia para não dar em nada e ficava parado pensando em qual seria a próxima localidade. Aaaah que preguiçaaaaaa desse jogo.

    Quando finalmente encontrava, lá vinha mais e mais texto na tela. Cara, me deixa jogaaaaarrrrrr!

    O jogo foi passando, a história foi ficando cada vez mais dramática e eu não senti que a protagonista cresceu. Eu continuava fazendo as mesmas coisas com as mesmas habilidades ativas: pulando, atirando em inimigos que mal representam alguma ameaça, quebrando pedras com meus golpes carregados, jogando bombas eletrocutadas para conduzir eletricidade, segurando e jogando caixas. Toda hora a mesma coisa. Até os puzzles são parecidos.

    E a trilha sonora, que praticamente não existe? Que chatice!

    Depois houve uma fase numa torre que envolvia muitos caminhos, puzzles, segredinhos e elevadores. Eu passei dois dias só nessa fase e não foi porque era difícil, mas porque IC chegou à um ponto que eu não aguentava mais de tédio. Tédio mesmo! Eu não estava mais me divertindo e 20 minutos de jogo pareciam 2 horas.

    Cadê as minhas alterações no gameplay? Cadê eu me fortalecendo? Cadê as fases interessantes? Comecei a pular os diálogos sem ler (calma que piora). Apesar da experiência até então somar 4 ou 5 horas, se eu ficasse preso eu já olhava num walkthrough qual o meu próximo destino, coisa que raramente faço em jogos, mas eu realmente não aguentava mais ter que andar cegamente por mapas anteriores.

    Apesar da protagonista meio que ter continuado na mesma, apenas contra inimigos mais chatos, o jogo ficou até melhorzinho, com mais chefes e os últimos suspiros do gênero metroidvania nele.

    Por outro lado, se metade do jogo agora era de batalhas contra chefes, a outra metade eram cutscenes longas cheias de diálogos. Foi aí que eu comecei a PULAR AS CUTSCENES.

    Cara, IC começou a entrar numa viagem muito chata e dramática. Uma mistura daquelas viagens Nier/Kingdom Hearts e seus dramas. O jogo saiu de um metroidvania de alta qualidade para uma aventura infanto-juvenil de uma forma devastadora. Cada vez mais desinteressante, linear e carregada de textos, bem diferente do que ele fora no início em seus primeiros mapas.

    No final tem uma parte dramática com um personagem que você está carregando enquanto foge de um lugar à beira do colapso. Depois tem uma porta e não dá para os dois passarem. Procurei e procurei como salvar os dois, mas não tem como! Você deixa o cara lá e ninguém fala nada antes de você pegar a cápsula de resgate. Nem um "tchau" ou "desculpe-me". Só larga e vai embora, hahaha. Que coisa bizarra!

    Resumindo: Iconoclasts dá um show em visual e animação de uma forma que poucos indies conseguem, mas peca em quase todo o resto. O jogo peca na jogabilidade com mecânicas e comandos incertos e aleatórios que resultam em frustração, peca na quantidade de gameplay contra a grande quantidade de texto na tela e peca em progressão, se tornando muito tedioso. Definitivamente uma grande decepção, mas que faz muito sentido em relação as opiniões do meu amigo e internet afora. Um grande exemplo de como estética importa mais do que o jogo em si para muitos.

    De bom: arte linda. Animações incríveis, tanto dos personagens mais simples quanto os chefes grandalhões. Sistema de desbloqueio de habilidades passivas muito bacana, sendo que você compra o que quiser de acordo com os materiais encontrados. Batalhas de chefes bacanas.

    De ruim: quantidade grande demais de balões de fala e do famoso "downtime". Muito dramático muitas vezes. Como metroidvania é chato e como qualquer outra coisa mal dá certo. A personagem principal praticamente não evolui. Level design fraquíssimo. Em várias áreas errar resulta em muito dano até poder ter a chance de uma nova tentativa e muitas cagadas devem ser resolvidas saindo da tela e voltando.

    No geral, não gostei do jogo, que é muito diferente do que apresenta no início, quase como se tivesse mudado de diretor no meio de sua produção. Não recomendo para nenhum público.

    The Iconoclasts

    Platform: Playstation Vita
    11 Players
    15 Check-ins

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      seufi · 2 months ago · 1 ponto

      Respeito. Eu considerei um plataforma bem competente, comandos bem responsivos e dificuldade na medida certa. Só fui me inteirar melhor da história na minha segunda jogada, quando tentei terminar o jogo sem morrer. Aí na difículdade do jogo ficou interessante. No geral, concordo que o jogo alterna mal e em horas ruins ações e diálogos. A história também é confusa, ou peloenos assim achei qd pulei a maioria das cenas. Mas ainda considero um jogo de plataforma competente.

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-08-10 21:41:43 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Dragon Quest Builders

    Zerado dia 10/08/21

    Noooossa, até que enfim! Eu venho jogando Dragon Quest Builders há umas semaninhas, daí junta ainda com coisas da vida e uns dias de Far Cry 6 e a jogatina foi super longa! Nem acreditei que faziam 2 semanas desde o meu último jogo terminado ontem!

    Cara, eu amo Dragon Quest desde que zerei a trilogia de Zenithia no DS lá para 2009 ou 2010, além do IX. Lembro que iniciei a série morrendo de medo de ter envelhecido mal ou de ser um RPG muito oldschool, mas os jogos me surpreenderam demais e hoje em dia, com toda a série principal terminada (ignorando o X) e mais uns spin-offs, posso dizer categoricamente que essa é uma das minhas franquias prediletas, não apenas de RPGs, mas dos video games.

    O lance é que Builders é um spin-offs de ação com construção ao estilo de Minecraft. Não sabia o que esperar dele.

    A minha experiência com os jogos não enumerados da série sempre foi legal, mas em alguns casos eu fiquei com um gostinho agridoce na boca.

    No próprio DS eu não curti tanto Monsters: Joker, mas amei Monsters: Joker 2 e Rocket Slime. No DSi eu desgostei de Wars. Já no Wii eu curti Swords. No 3DS eu achei Rocket Slime 2 fraco.

    Por muito tempo eu não tive interesse algum em Builders, até porque torci o nariz para Minecraft por muitos anos. E o mais bizarro é que muitos conhecidos estavam jogando esse DQ e constantemente recomendando e comentando o quão viciados estavam. Ok, um século depois eu torci o braço.

    DQB ficou mais um tempão no meu PS Vita, sendo o primeiro jogo que baixei nele quando o desbloqueei há alguns anos, aguardando sua chance de ser jogado. Eu não fazia ideia de como ele era e lembro que me animei bastante quando o iniciei uma vez e vi sua abertura, mas procurando no howlongtobeat.com descobri que sua duração era de cerca de 55 horas! Meu deus!

    Infelizmente cheguei à um ponto que meu Vita ficou cheio e eu quero baixar um jogo, então comecei a liberar espaço, mas tudo o que eu tenho baixado tem campanhas longas. Foi ele mesmo.

    Reassisti a abertura e ela é mesmo muito legal.

    Já no jogo eu percebi que além de ser uma espécie de Minecraft em terceira pessoa, o jogo tem também bastante de Zelda, o que é demais! Outra coisa é que apenas os blocos que constituem os cenários, mundo ou construções, seguem o estilo cúbico, enquanto todos os personagens, amigos ou inimigos, pedras, plantas, itens e muito mais são normais e padronizados no estilo da série, apenas mais chibi.

    A aventura começa com você posicionando uma bandeira no que será futuramente a sua cidade, assim como NPCs chegando e se mudando para a localidade. Esses personagens te darão as primeiras missões dentro do contexto do que está acontecendo: um mal assola o mundo e escurece os céus e, diante da destruição, você deve ajudar a levantar uma cidade caída.

    As primeiras missões ensinam muito do básico e sobre caça de monstros para conseguir determinados materiais, mineração de carvão, madeira e até os primeiros cômodos para fazer a sua cidade. Aprendi ainda a criar os primeiros itens de combate e cura.

    Para criar um cômodo válido ele deve ter 4 paredes de 2 blocos de altura (se você segurar o botão de construção ele põe um bloco no chão e outro em cima em seguida, depois basta andar pro lado para por mais dois e assim por diante). É necessário ainda uma porta e uma fonte de luz, como uma tocha. Pronto, um cômodo!

    Num cômodo você pode por uma cama e dormir para se curar e avançar o dia até a próxima manhã, mais clara e livre de alguns inimigos chatos que assolam a noite.

    Logo os seus vizinhos te darão missões de construção de cômodos específicos e projetos que podem ser usados no chão e devem ser cobertos como num exemplo, usando determinado número de coisas e itens específicos, sendo que alguns as vezes ainda devem ser criados na sua mesa de construção com os ingredientes necessários antes de serem posicionados. Sendo assim a dica é sempre coletar itens conforme você explora ou faz missões pois nunca se sabe quando será necessário e coisas como pedra, galhos e carvão sempre serão usados com o passar do jogo e não existe nada pior do que faltar algo tão básico e ter que ir procurar. O mesmo vale para a criação de cura.

    Conforme você avança, o personagem começa a aprender novas receitas só de coletar ingredientes e sua rotina a cada dia gira em torno de fazer missões, coletar itens, tentar criar versões melhores de armas, armaduras e itens de coleta, tentar terminar aquele projeto que alguém te deu, voltar pra casa para dormir e voltar a explorar durante o dia, conseguir comida pois faminto você perde HP, "farmar" tais ingredientes, criar mobília de decoração para a sua cidade e ganhar pontos com isso (sua cidade tem um nível que aumenta conforme ela cresce e é enfeitada e as vezes o jogo só continua se você subir um nível).

    Algumas quests te mandam matar monstros especiais e algumas são de invasões de inimigos na sua cidade. PROTEJA-A! Você não vai querer que os safados destruam as coisas que você construiu, mesmo que tudo fique no chão para ser coletado e ser posicionado novamente.

    Depois de muito tempo, você vai ter decorado o mapa de tanto ir e vir. Não que seja muito grande, mas você vai explorar bastante e quando achar que o jogo está no papo, PORTAIS!

    Pois é, os portais expandem a campanha te enviando para outras ilhas de mesmo tamanho nas proximidades, onde a campanha dará continuidade, novos ingredientes serão achados e novas melhorias e itens, além de obviamente subir o desafio. E isso aconteceu três vezes: uma parte na ilha principal, depois um portal azul, um vermelho e um verde e muita ida e vinda entre essas localidades, principalmente à inicial para pegar e entregar as quests, além de dormir e usar as bancadas de criação de itens.

    Eu me viciei no jogo e levei uns 3 dias nessa campanha. Foi bem legal! Mas ao terminar a história, um portal diferente se abriu e uma mensagem apareceu falando que se eu desse continuidade, perderia tudo o que tinha conquistado. E foi aí que começou a segunda campanha, num local diferente, com personagens diferentes e um problema diferente para ser enfrentado.

    Enquanto na primeira campanha eu tinha que levantar um cidade caída, aqui eu tinha que criar uma espécie de hospital e trazer os enfermos para serem curados de diferentes doenças, o que foi bem legal, apesar de que o segundo mapa era menos verde e mais feio e roxo, envenenado.

    E lá se foram mais horas e horas, aprendendo receitas e como fazer coisas que eu já conhecia do capítulo anterior mas com diferentes ingredientes. Depois portal azul, umas horas, vermelho, mais horas e finalmente verde, seguido do chefe daquela campanha.

    Depois de conhecer muitas coisas novas, inimigos, equipamentos, ingredientes, receitas e o enredo se desenvolver até o final, eu terminei aquela campanha e deixei uma cidade maravilhosa para trás. Infelizmente o jogo não avisa em momento nenhum o tempo de jogo ou de cada campanha e só dá estatísticas do tipo "dias gastos", o que não me importa muito.

    Foi aí que começou a terceira campanha e depois a quarta, cada uma com um mapa, depois outro no portal azul, outro no vermelho e outro no verde. Tudo isso para te impedir de conseguir coisas cedo demais em cada campanha, mas funciona bem, apesar de ficar meio previsível depois.

    Não vou mentir que o jogo estava se alongando demais com todo esse negócio de começo, meio e fim a cada campanha ao invés de apenas uma coisa contínua. Claro que no jogo isso tudo faz sentido e tudo se junto para fazer o final, mas me cansou bastante e no final das contas quase me sinto como se tivesse jogado o mesmo jogo 4 vezes seguidas.

    Houve uma evolução bacana dentro de cada campanha e de uma pra outra, mas parecia que poderia ter sido um bocado mais curta toda a história, ou talvez com uma campanha a menos. Lembro que joguei a terceira, onde realmente comecei a morrer e ter dificuldades numa maratona louca e fiz ela quase que completamente num único dia!

    Bom, pelo menos a quarta campanha foi um pouco diferente e trouxe inovação na fórmula, me deixando mais livre e apenas me dizendo que deveria matar uma galera, que acabou sendo bem forte e eu tive que me equipar, passo a passo até chegar num nível aceitável e conseguir terminar o desafio.

    Depois de finalmente terminar a campanha, e só deus sabe em quantas horas, eu só pude lamentar a falta de um modo cooperativo nesse jogo e seu online limitado a compartilhamento de mapas e ideias. Bom, ao menos tem um modo tipo "criativo" como no Minecraft, onde você faz o que quiser, mas sem amigos assim eu não animo mais.

    Resumindo: Dragon Quest Builders é um jogo sensacional e, na minha opinião, melhora e muito a ideia central do Minecraft e junto o lado bacaníssimo de craft com ingredientes e exploração com a ação e enredo dignos da série ou de um Zelda. Apesar de ficar devendo no quesito imersão quando em comparação com o gigante da Mojang, é um jogo muito acessível, lógico e cheio de melhorias de "qualidade de vida". Enredo e liberdade são as palavras-chave aqui.

    De bom: visuais muito agradáveis, mesmo na versão de Vita, que eu esperava bem menos. Campanha bacana e enredo legais, com personagens interessantes e muita liberdade. Chefes legais. Mapas interessantes de serem explorados, divididos em biomas e pontos de interesse, além de não serem gigantescos ou infinitos. Boa dificuldade.

    De ruim: campanha um pouco extensa demais. Sem modo multiplayer. Alguns raros itens eu tive que pesquisar como conseguir, pois mesmo o jogo sempre te ajudando com isso, houveram partes em que eu não tive ajuda nenhuma. Combate ruim que te obriga a se aproximar demais dos inimigos para os acertar, mas um pixel a mais e você encosta neles e toma dano.

    No geral, eu curti demais DQB e recomendo a todo mundo que curta jogos de ação assim com um herói e uma espada, e ainda com a adição das mecânicas de crafting e exploração por itens que são bem legais. Recomendo ainda as versões HD no PC ou consoles, claro, mas ter esse jogo em sua biblioteca é um grande diferencial do Vita em relação ao 3DS, sem dúvidas. Jogão, e eu amaria jogar isso com vários amigos. Curioso pelo 2, famoso por melhorar ainda mais a fórmula!

    Dragon Quest Builders

    Platform: Playstation Vita
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      hyuga · 2 months ago · 2 pontos

      tenho vontade de jogar ele, mas junto com disgaea e yakuza é impossível achar esse jogo barato

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      volstag · 2 months ago · 2 pontos

      Eu joguei no PS3 a uns bons anos atrás, mas quando cheguei no ultimo Boss não conseguia vencer de jeito nenhum, não tinha recursos ou aqueles negócios que ressuscitam, e pra voltar pra minha cidadezinha tava complicado, acabei deixando de lado, no final formatei meu PS3 e perdi essa maravilha de jogo.
      A pouco tempo comprei ele finalmente pro PS4, pra poder rejogar e dessa vez sim finalizar, adoro ele.
      Uma sugestão de jogo, em 2D na mesma pegada, mas menos RPG e mais exploração, é o Terraria, se nunca jogou, dê uma chance, vale a pena.

      2 replies
  • diogogi Diogo Rodrigues dos Santos
    2021-06-21 20:57:21 -0300 Thumb picture
    Post by diogogi: <p>Numa saga imensa para conseguir um Persona 4 Gol

    Numa saga imensa para conseguir um Persona 4 Golden que não custe Golden de verdade T_T

    Shin Megami Tensei: Persona 4 Golden

    Platform: Playstation Vita
    851 Players
    515 Check-ins

    3
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      hanzy · 4 months ago · 2 pontos

      Deve estar bem difícil de achar atualmente, mas boa sorte na busca

  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-06-17 00:30:28 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Oddworld: Abe's Oddysee - New 'n' Tasty

    Zerado dia 16/06/21

    Caraca, que pendência mítica!

    Eu conheci o original Oddworld: Abe's Oddysee quando eu era moleque, pré-adolescente na casa de um primo mais velho que tinha um PC, algo bem avançado pra época. Era engraçado pensar que aquela pessoa, um policial militar, jogava algumas coisas no seu desktop. Lembro que ele era completamente viciado em Age of Empires e que conheci o jogo através dele, assim como foi com o Abe's Oddysee.

    Esses jogos eram bem diferentes das minhas experiências com videogame, que se limitavam ao NES e SNES. Eram jogos sérios, escuros e difíceis de avançar. Algo como jogos de adulto. Mas ao mesmo tempo tinha algo que me deixava bem curioso e até imersivo sobre assistir ele jogar aquilo. Sem igual!

    Aquele dia a noite me marcou bastante. Eu nunca esqueci daqueles jogos nem da cara do Abe, o protagonista do Oddworld

    Mais tarde o veria com alguma frequência em revistas de jogos e mídias relacionadas. Com os anos descobri que era um personagem conhecido daquela época (na verdade antes daquela época, pois foi bastante tempo já depois do lançamento do jogo). Hoje em dia percebo que houve uma época muito interessante de jogos de PC, que infelizmente não fiz tanta parte quanto gostaria pois mesmo jogando quando ia dormir na casa de primos que tinham um computador, focávamos em poucos jogos, mas tenho lembranças incríveis dos então já antigos Win95 e Win98 (a maioria dessas experiências devem ser lá dos anos 2000, 2000 e pouco, quando eu tinha 10 anos e mesmo o NES, primeiro console que joguei, já era bem antigo quando experimentei pela primeira vez).

    Os anos passaram e há mais de 10 anos atrás eu lembrei de Abe's Oddysee. Descobri sem nome de alguma forma, instalei no meu primeiro computador e resolvi jogar, mas infelizmente não fui tão longe. O jogo era confuso e tinha uma lógica bem estranha. Talvez tivesse envelhecido mal e eu não fosse seu público. Acabei deixando de lado.

    Agora com essas minhas loucuras de terminar jogos que considero relevantes (e mais uns que achei interessantes/baratos), é incrível como esse Oddworld passou batido por tanto tempo! Quer dizer, eu só lembrei dessa pendência ancestral há pouco, mesmo acompanhando os relançamentos da franquia e seus remakes por meio de notícias. Priorizei Abe's Oddysee graças a sua versão New 'n' Tasty, lançada para diversas plataformas, incluindo o PS Vita.

    Já tinha visto alguém falar mal dele, mas eu quis arriscar pois não queria jogar no PC e nem ter a mesma experiência zoada. Liberei um espaço fechando os últimos jogos que postei e corri para baixá-lo.

    A primeira coisa que tenho que dizer é que o remake é muito fiel ao original, ao meu ver, só um pouco mais modernizado. Quer dizer, de alguma forma tudo era como eu de alguma forma ainda lembrava. Até assisti no Youtube as partes que já tinha jogado mas no original para fazer a comparação e achei que fizeram um belo de um trabalho!

    Em segundo lugar, os visuais limitados do Vita deixaram o jogo ainda mais próximos do original. Vim uns vídeos do jogo rodando em plataformas HD e não curti os gráficos cheio de light bloom e outros efeitos. Sabe aqueles jogos ou vídeos cheios de efeitos de neon? É por aí. Nada a ver com a proposta do jogo e bem exagerado! Mas o Vita obviamente fica devendo em outros departamentos por conta de suas limitações e as minhas reclamações ficam por conta dos controles um pouco desconfortáveis e problemas de performance, como lags e afins que não só quebram a imersão como dificultam o timing de algumas ações em partes que demandam maior velocidade entre mil e uma coisas acontecendo na tela.

    Abrindo Oddworld pela primeira vez, olhei as opções mas não vi nada muito interessante de mexer. Algo interessante é a disponibilidade do idioma Pt-BR que traduz todos os textos, incluindo legendas, comandos e até painéis e afins nos cenários. Muito legal!

    Apesar de me lembrar muito das salas e desafios, tem algo que não havia entendido em nenhuma das vezes anteriores que o joguei: o jogo é linear! Quer dizer, eu estava esperando um adventure complexo, escuro e de quebrar a cabeça, mas acaba que são puzzles simples e bacanas em salas seguidas de mais salas.

    Outra coisa legal é o tom da aventura, algo bem típico da época mesmo. Há um clima de planeta alienígena mas de uma forma super bem-humorada. Algo como a cultura Star Wars da época do Episódio I. Quem viveu essa época vai se sentir em casa de uma forma ou outra!

    A parte que eu estava travado era ainda no primeiro capítulo, reconheci na hora! Meio que escapando de uma "prisão" cheia de guardas, minas terrestres e lasers. O esquema é que o jogo meio que não ensina muito bem suas mecânicas e você que tem que aprender, mas os comandos são poucos.

    Os comandos desse sidescroller contam com coisas desde os básicos andar, correr e pular, rolar, se pendurar em plataformas para subir ou descer e interagir com objetos como botões e computadores até algumas ações mais complexas de interação.

    Essas ações incluem vozes de comando com cada direção do d-pad e mais quatro segurando triângulo e apertando esses mesmos botões do d-pad. Você pode chamar NPCs do cenário e dar-lhes ordens simples com o intuito de levá-los à uma saída (inclusive o zeramento do jogo depende de quantos dos 299 você salvar). Há também como lançar objetos como pedras para distrair inimigos, bombas para explodir minas ou os próprios monstrengos ou quebrar certos obstáculos.

    A ação mais bacana do Abe é a de controlar os outros com os seus "poderes Jedi". Alguns inimigos são controláveis e tudo o que você precisa é de um tempo se concentrando ao segurar L e R e nenhum bloqueador de pensamentos na tela. Com um soldado em controle você pode movê-lo, atirar nos outros, se jogar em minas ou simplesmente se explodir. Muito útil e legal.

    Depois de avançar por umas salas, salvar um bocado de colegas e até fazer algumas conquistas da Playstation, eu alcancei um lugar que dá a impressão que o jogo te dá mesmo a liberdade de ir onde quiser, mas não é bem assim. Essa sala está lá só pra encher o saco e você não vai usá-la até o final da aventura. E o jogo até dá alguma liberdade de ir e vir em cada capítulo, mas geralmente não há motivo para isso senão salvar companheiros que tenham ficado para trás.

    Se não ficou ninguém ou você não tiver interesse, basta seguir para a próxima tela.

    Uma coisa que você deve saber é que em Abe's Oddysee você morre bastante, geralmente experimentando como lidar com algumas situações, as vezes fazendo tudo na correria sem paciência, mas nada chega a ser complexo e, pra ser sincero, os puzzles do jogo se repetem de formas similares com bastante frequência, então você acaba fazendo muita coisa da mesma forma. Os controles são surpreendentemente funcionais também, o que deixa toda a questão de testes com cada tela bem mais interessante.

    Quando o jogo está ficando cansativo, ele troca de mapa, muda os objetivos e adiciona bastante história, geralmente contada por cinemáticas muito legais.

    Se o jogo estava bom no mapa inicial, os seguintes, de floresta e desértico, acabaram me surpreendendo e me deixado super viciados no jogo. Foram 7 horas muito rápidas em dois dias.

    Eu estava amando a ambientação, os personagens, a jogabilidade, o humor e a saudade de jogos assim, mais originais. Sério, eu jurava que ia arrastar esse jogo, mas eu o adorei e entendo perfeitamente o porquê de ele ter ficado tão popular! Devorei mesmo!

    No final o enredo se fecha bem (fiz o final ruim e vi o bom no Youtube, pois nem sabia que teria isso). Inclusive os momentos finais da jogatina são bem legais. Tudo isso foi mais do que o bastante para me deixar mega curioso em jogar outros da mesma franquia!

    Resumindo: Oddworld: Abe's Oddysee - New 'n' Tasty é um jogão, sobretudo para quem conhece e gosta da cultura daquela época, mesmo falando dessa versão que é um remake. Os reajustes feitos nessa versão ficaram bons e o jogo envelheceu muito bem em seu conceito e jogabilidade. Eu estava esperando algo do tipo "Another World/Out of this World" mas encontrei um jogo carismático, bem feitinho, amigável e divertido. 7 horas muito bem gastas!

    De bom: todo o carisma dos personagens. Boa jogabilidade, imersivo, um remake fiel. Controles responsivos e mecânicas divertidas. Muitos coletáveis, segredos etc. Contém diferentes níveis de dificuldade, opção de jogar co-op e a linguagem Pt-BR. Mais casual do que eu esperava. Muitos checkpoints e a facilidade de salvar ou carregar a sua posição com o apertar de um botão!

    De ruim: algumas instabilidades com frames nessa versão portátil. As vezes meio repetitivo.

    No geral, foi legal demais! Infelizmente não é o tipo de jogo pra todo mundo, mas eu recomendaria uma jogatina pra quem ao menos já viu essas caras estampadas em alguma revista! Massa demais!

    Oddworld: New 'n' Tasty!

    Platform: Playstation Vita
    24 Players
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      gennosuke6 · 4 months ago · 2 pontos

      Abe's é sempre uma boa escolha. Curto bastante!

  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-06-14 21:53:02 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Metagal

    Zerado dia 14/06/21

    Metagal é um daqueles jogos que você conhece ao vê-lo em tantas lojas de tantas plataformas. O nome, a arte, a logo, tudo entra na sua cabeça e logo você começa a achar que seria uma boa dar uma conferida nas screenshots etc. Pra piorar, eu vivia confundindo esse clone de Mega Man com outro clone de Mega Man chamado 20XX, um título mais popular no mundo dos jogos. Eu sabia que tinha um clone de Mega Man com uma protagonista feminina pra jogar.

    Eu cheguei perto de comprar esse jogo algumas vezes por entrar em promoções fantásticas e preços bem baixos no Nintendo Switch, mas felizmente descobri que o mesmo estava disponível para o PS Vita, onde posso baixar de graça graças ao desbloqueio, fora que o tamanho e peso do portátil da Sony apelam bem melhor ao fator 'portabilidade'.

    Baixei rapidinho, deixei no console por um século e resolvi jogar agora só por ser bem curto segundo o howlongtobeat.com e porque todos os jogos baixados no meu Vita ocupam uma tela, com exceção de um. Então eu PRECISAVA terminar qualquer coisa só para organizar tudo ao alcance dos meus olhos, haha.

    Como já mencionado, Metagal é um clone de Mega Man ou uma homenagem bem óbvia. Sua jogabilidade, cenários e inimigos remetem bastante ao clássico da Capcom em sua era no NES: você não carrega o tiro, não desliza no chão, não escala as paredes e nem tem aquele visual mais "edgy" da série X. Tudo tem um visual mais inocente, embora o jogo em si seja relativamente desafiador (mas pouco).

    Sua quantidade de estágios/conteúdo e a forma como o jogo se desenvolve ainda lembram bastante os Mega Mans de Game Boy e o mais recente Mighty Gunvolt. Bem legal!

    As homenagens aos jogos antigos vão bem além e são facilmente reconhecíveis para quem manja daqueles títulos. Há uma fase que é muito parecida com o estágio inicial de Mega Man X e há uma batalha contra um chefe que é idêntica a luta contra o robozinho verde da fase do Sting Chameleon.

    Os visuais ingame são até agradáveis, mesmo GRITANDO ser indie, sobretudo em relação aos sprites dos personagens. A fonte dos diálogos é meio estranha, acredito que seja um problema exclusivo do Vita.

    Mas o que estraga com os visuais de vez pra mim são os visuais dos personagens durante as cenas da história, com .jpegs de qualidade duvidosa e designs muito amadores. As vezes dá pra ignorar, mas as vezes eu gostaria que essas cenas não existissem. E nem vou mencionar o leve apelo sexual das personagens, que são em sua maioria femininas, que parecem crianças com silicone e roupas apertadas, cabeças grandes e corpos menores. Bem estranho.

    A imersão e gosto pela coisa toda ainda foram afetados por problemas de performance: loadings demorados, menus e determinadas partes com travadas ou lag. Eu tinha a impressão que o jogo congelaria e eu teria que o reiniciar, mas logo voltava ao normal.

    Mais uma vez, acredito que sejam problemas do port pro Vita.

    Após toda a apresentação dos personagens e enredo, pude escolher entre 4 cenários, mas vi que haviam mais, inacessíveis, abaixo na lista.

    Cada opção mostra o cenário, com seu bioma exclusivo, e o chefe e nome. Eu só fui em ordem mesmo.

    Finalmente jogando, é tudo relativamente familiar. Em relação a Mega Man as diferenças ficam por conta de um dash, que pode ser executado apertando duas vezes seguidas para um lado ou outro ou simplesmente apertando triângulo que permite que você alcance lugares mais distantes; e um botão exclusivo para um ataque especial, que é o equivalente a segurar o ataque normal do Mega Man e que causa bastante dano.

    O legal aqui é que esse golpe se regenera sozinho e você não tem que segurar botão nenhum e pode ficar usando o ataque básico com quadrado até que a barrinha esteja cheia novamente e usar o golpe mais forte com círculo. O ruim é que você não pode usar esse golpe com tanta frequência assim, mesmo que a barra se regenere bem rápido.

    As fases seguem toda a lógica de um Mega Man MESMO. Até os padrões de movimento dos inimigos e seus ataques não são originais, mas tá valendo. Jesus, até os itens que eles derrubam ao serem destruídos, como cura são copiados, haha.

    Enquanto isso você pula sobre buracos, plataformas que se movem (tem uma fase com uma seção muito parecida com várias partes do primeiro Mega Man, outra que é igual ao início do estágio do Storm Eagle), plataformas com temporizador que desaparecem depois de um tempo que você ficar em cima, seções na água etc. É uma grande mistureba, ainda mais nas fases finais, do vilão principal.

    Duas reclamações que tenho com Metagal é que o level design nem sempre é bom. Você pula numa plataforma que vais e mover, mas nunca se sabe pra onde e muitas vezes te levam para um caminho inesperado e esse erro te custa a vida. Tentativa e erro é algo recorrente aqui. Além disso, tudo é muito pequeno e certas coisas não chamam a atenção o bastante e o destaque disso vai para os espinhos, que te matam automaticamente ao encostar neles. Eu NUNCA via os espinhos no chão, parede ou teto e me matei mil e uma vezes. Eles são muito pequenos e se confundem muito fácil com o cenário!

    Mas esse jogo também conta com elementos que facilitam ainda mais uma experiência que já é tranquila. O destaque vai para os dois seguintes:

    -Checkpoints. De vez em quando você encontrará com eles e nunca mais vai ter que jogar aquela seção novamente! Adicione isso ao fato de o jogo ter vidas infinitas e terminar a aventura será uma garantia. Um checkpoint bem bacana é o que tem entre as duas portas que antecedem o chefe em todas as fases.

    -Engrenagens. Há um item que você colhe aleatoriamente derrotando inimigos ou pelo cenário em forma de uma engrenagem dourada. Quando você morre, pode optar por continuar o jogo desde o último checkpoint ou desde o início da última sala ao custo de uma engrenagem. Essas engrenagens ainda podem ser equipadas como uma armadura e serem suadas para curar uma porção do seu HP. É muito mordomia, ainda mais porque elas são bem comuns!

    Todas as fases tem um chefe na metade, geralmente um grandão e diferente, e mais um no final, que são as robôs como você, mas especializadas em elementos próprios (estilo Robot Masters). As lutas são como nos Mega Man clássicos também, com o inimigo andando na sua direção, pulando e atacando. Acho bem chato e robótico, mas é isso aí. Derrote as fáceis inimigas e você obterá os seus poderes.

    Uma coisa bem legal desses poderes é que eles podem ser usados como ataque e como meio de locomoção pelas fases. Por exemplo, há um poder que você dá um dash de fogo que pode ser usado após o seu dash normal para alcançar lugares ainda mais distantes. Há um poder de mina terrestre que se você pisar, será jogando para o alto e há um poder que você troca de lugar com um inimigo que acertar. 

    Tudo muito útil e de uso obrigatório nas fases do chefe final, onde inclusive descobri que esses poderes tem esses efeitos, pois mesmo nos Mega Man eu acabo preferindo usar apenas a arma principal mesmo (para economizar as outras e porque geralmente elas são meio esquisitas).

    No final, um estágio mais desafiador, sério e longo, dividido em partes. Nada original. Tive inclusive que enfrentar novamente os chefes principais!

    Voltei em uma fase antes de ir pro finalzão e percebi que graças as novas habilidades eu pude alcançar áreas antes inacessíveis (que fiquei tentando alcançar na primeira vez) e com isso consegui uns itens opcionais especiais, como um que regenerava meu poder especial mais rápido. Legal!

    Já o chefe final , dividido em duas lutas, foi disparado o maior desafio de combate de Metagal, embora não tenha me dado muita dor de cabeça (venci na segunda tentativa, pois aprendi bem fácil o padrão). Na verdade eu acreditava que ainda teria outra fase, mas logo os créditos subiram. Devo mencionar ainda que essa foi uma das platinas mais fáceis que já vi num Playstation.

    Após terminar a aventura, pude jogar começar novos saves e jogar com as chefes das fases, inclusive enfrentando a protagonista em sua fase.

    Resumindo: Metagal é um clone ok de Mega Man, ótimo para quem está viúvo ainda da série clássica da Capcom, mesmo ela tendo um milhão de jogos. Por ser um jogo de 1 hora e meia, eu recomendaria tanto para quem quer jogar algo do tipo e não for tão exigente quanto para quem quer começar a conhecer esse tipo de jogo mas não tem muita confiança, pois esse é o "Mega Man" mais fácil que existe. Por outro lado esse lado indie gritante e sua alta simplicidade as vezes são meio sem graça. Falta um pouco daquele profissionalismo e cuidado com detalhes.

    De bom: visuais coloridos e design pixelado bacaninhas. Jogabilidade simples. Nível de desafio tranquilo. Diversidade entre os estágios. Muitas conquistas facílimas.

    De ruim: falta polimento. Loadings longos. Pequenas travadas aqui e ali. Alguns desafios são meio sem noção e mal pensados. Artstyle bem feio. Indie gritante, clássico dos jogos da Ratalaika Games. Faltou mais originalidade.

    No geral, pelo tempo gasto e vários desafios ok, valeu a pena sim ter jogado Metagal. Existem jogos melhores, como os que o originaram e provavelmente esse 20XX etc, mas por ter sido de graça, a experiência são deixou nenhum gosto ruim na boca. Poderia ser melhor? Sim! mas é um jogo indie pequeno. No final das contas só não sou muito fã de jogos que copiam os outros, mas encarei mais como uma homenagem. Joguinho ok!

    METAGAL

    Platform: Playstation Vita
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  • luchta Ewerton Ribeiro
    2021-03-22 20:40:19 -0300 Thumb picture

    PS Store Fora do PS3 e PS Vita?

    É, parece que finalmente as lojas digitais do PS3 e PS VITA vão fechar, o que já era esperado, infelizmente. O ruim desses consoles da geração PS3 e Xbox 360 para frente, é que eles tem "data de validade", ou seja, você compra o vídeo game sabendo que um dia ele será descontinuado e quem comprou ou "ganhou" por meio da Plus as mídias digitais não poderá baixar mais, em outras palavras, perdeu o seu dinheiro. Pior que tem jogos que só podem ser comprados nas lojas online, pois não tem mídia física.

    E falando nela, nem adianta o povinho fã de mídia física, ficar se gabando que vai continuar jogando de boas. Primeiro que você não vai poder mais baixar updates, DLCs ou mesmo corrigir BUGs por meio de patchs, e alguns jogos mesmo físicos só funcionam com atualização. E segundo que não vai mais poder jogar online, e alguns jogos como CoD o destaque principal é o multiplayer. E claro tem o caso das mídias físicas subirem muito de preço agora. Por essas e outras eu prefiro jogar no PC, posso comprar e baixar jogos antigos na Steam a hora que eu quiser, e muitos deles tem servidores multiplayer ativos até hoje. Essa é a vantagem de não se ter gerações!

    Minecraft: Playstation Vita Edition

    Platform: Playstation Vita
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      sweet_lorelei · 7 months ago · 2 pontos

      wtf??? tem isso? como podem fechar uma loja? teoricamente se vc comprar um jogo ele é seu tipo pra sempre era pra ser pelo menos,a unica midia fisica que eu tenho é uma fita do mario all star do snes todo o resto são da steam ou da epic ou de algum site alternativo

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      molinsky · 7 months ago · 1 ponto

      Por isso priorizei a Steam de 2015 pra cá: pensei exatamente no problema de gerações.

      Em relação à mídia física, por mais bugado que o jogo estiver, ainda é o jogo que foi liberado para o gold, então tem seu valor mesmo.

      Mas mais ainda, deixa bem claro que não tem outra solução para esses consoles no futuro: jailbreak. Sem isso, possuem muito pouco valor.

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      seufi · 7 months ago · 1 ponto

      A mídia física sempre vai poder funcionar, mesmo sem baixar patches. Inclusive, em toda mídia física há a opção de jogar direto sem baixar nada, mesmo quando patches estão disponíveis. Pessoal da mídia física que tá certo. Claro, se você comprou uma mídia física de No Mans' Sky, por exemplo, isso é um grande problema. E se você gosta de multiplayer tb... Mas pra quem gosta de rpg, ou todos os outros, negócio é a mídia física...

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-02-06 15:04:54 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Final Fantasy IX

    Zerado dia 06/02/21

    Olha aí o RPG que eu vinha jogando: Final Fantasy IX! Enrolei um bocado para terminar, principalmente por estar ocupado ultimamente, mas a vontade de voltar para esse jogo sempre esteve comigo, infelizmente muitas vezes vencida pelo sono e afins.

    No final das contas eu estava chegando tarde em casa, as vezes abria o jogo para upar uns personagens e desligava. As vezes pensava: "Caraca, não joguei ontem a noite nem hoje de manhã" ou "Tem uns dois dias que não jogo". 

    Por outro lado estava devorando o jogo e muito entretido com seu enredo quando tinha tempo. Mal dava para acreditar que as horas dos meus saves estavam aumentando tão rapidamente. Meu último RPG acho que foi Golden Sun e tinha curtido, mas esse FF mostra o poder da Square da época. Se comparar com o meu RPG anterior ao GS, Octopath Traveler, você vê como as coisas mudaram, e não exatamente para melhor.

    A minha história com FF vem desde lá pra 2009, com meu DS. Joguei FF III e IV nele e adorei esse último. Logo em seguida comprei um PSP e joguei muito Dissidia. Amava aquele jogo!

    Claro que dos personagens dali, eu não conhecia muitos: os relacionado ao FF IV eram destaque pra mim. Conhecia também o Cloud e Sephiroth pois sempre foram personagens famosos por aqui (mesmo que ninguém tivesse necessariamente jogado FF VII). Conhecia ainda o Squall (FF VIII) de revistas e do Kingdom Hearts e o Zidane (FF IX).

    No caso do Zidane eu conhecia o personagem, mas estava conhecendo seu nome só então. Lembro que meu primo e eu comprávamos muitas revistas de anime e jogos na pré-adolescência (2001 e por aí) e tirávamos os pôsteres e colocávamos nas paredes de um quarto da casa dele. Era lotado! Um desses pôsteres era do Zidane, em CG e na chuva (infelizmente não encontrei a arte). Eu sempre olhava para esse pôster e isso me marcou de alguma forma. Nunca esqueci dele!

    Lá pra 2010, na faculdade, um amigo disse que estava jogando toda a série em ordem até o final. Eu curti a ideia e acabei tentando fazer o mesmo. Nessa época eu não tinha muito essa coisa de finalizar jogos e conhecer as plataformas a fundo, era um pouco mais casual, mas ou já tinha jogado ou estava jogando os FF X e XII na casa de um amigo por vários fins de semana. Mas eu queria muito os personagens jogáveis do Dissidia e uma série tão popular como Final Fantasy.

    Cheguei a pesquisar na internet qual seria o melhor FF e me surpreendi com a maioria dos votos de tudo quanto era fórum sendo FF IX. Mas o quê? Eu acreditava que era mais fácil ser o VII visto que os personagens eram tão populares, ou talvez algum jogo mais recente.

    Comecei então a minha saga com o primeiro FF, versão de GBA. A maratona, que durou cerca de 6 ou 7 anos, não seguiu exatamente uma ordem. Como disse, já tinha terminado o III e IV, joguei o I e II, depois provavelmente o X, seguido pelo V, VI (um a cada muitos meses), XII, VI, XIII, VII. O 7 deve ter sido em 2014, o VIII eu postei aqui, acho que em 2017 e finalmente o IX, 4 anos depois.

    Uma coisa bem curiosa sobre a série é como os jogos são diferentes uns dos outros. A variedade é bem grande e a chance de você curtir poucos deles ou apenas um ou outra é grande, diferentemente de um Dragon Quest da vida, em que há uma certa "continuidade" e apenas evolução das mecânicas de jogo.

    E falando sobre isso, eu mesmo não jogaria novamente vários deles, principalmente o III, o que menos gostei. Também não sou muito fã dos sistema de profissões do V. Nem dos personagens e mesmice do II. Não curti a falta de originalidade e mecânicas do VIII. Não joguei quase nada do XI e XIV, por falta de interesse em MMOs. O sistema de batalha do XII é muito diferente da série. O XIII é super linear, como todos sabemos e o XV eu tenho, mas agora estou sem o PS4.

    Em resumo, meus prediletos são o IV (DS), VI, VII e IX!

    Eu finalmente entendi o porquê do IX ser tão adorado e entendo muito bem que disser que ele é o melhor, mas também entendo quem disser que prefere outros. Pra mim o melhor 2D fica sendo o VI e o melhor 3D fica sendo o IX.

    Mas voltando um pouco no tempo, só estava faltando esse IX para fechar a coleção (ao menos dos clássicos) e todo o hype em cima dele estava me comendo por dentro. O jogo entrou em promoção no Nintendo Switch e ficou por uns 50 reais, uma versão remasterizada e que eu poderia jogar na telona do console em qualquer lugar. Por outro lado, eu tinha o jogo no Vita.

    O problema é que meu Vita estava cheio, inclusive por causa desse FF e eu tenho um jogo na lista de urgências que não posso instalar por falta de espaço. Eu tinha duas escolhas: pagar o preço no Switch, deletar no Vita e baixar o outro jogo ou simplesmente adiantar logo e terminar o jogo, cortando fila e tendo jogado outros RPGs tão recentemente.

    Não estava planejado, mas acabou sendo isso, comecei FF IX!

    A aventura se abre lindamente com boas apresentações dos personagens e CGs. Que jogo lindo! A tela inicial diz que o jogo é de 2000. Soa tão recente! Mas pensa só: onde você estava em 2000? Só de lembrar do pôster, eu sinto que era uma criancinha, e deveria ser mesmo. Em 2000 eu tinha 10 anos e estava na quarta série. Julgando o tempo da revista e tal, eu deveria ter uns 11 ou 12 anos na época do pôster.

    Curiosamente, na época do lançamento do jogo já existia o PS2!

    Enfim, jogando pra valer, é um jogo que começa bem linear, assim como FF VII. Os cenários são pré-renderizados e muito bonitos e a temática deixou todo o estilo "edgy" e japonês para voltar ao estilo europeu medieval.

    Os personagens são muito vívidos e bem animados, e o enredo é excelente, inclusive em como o estopim para começar a história se dá e como os personagens jogáveis se encontram e se juntam. Há ainda uma direção de arte incrível com diversos ângulos de câmera com base em onde você estiver na cidade. A sensação é de estar jogando algo feito em parceria com filmes da Disney. Não é de se estranhar, com base nesse jogo, em como esse universo e o do Mickey se encaixariam tão bem.

    Cada personagem, de um total de 8, tem sua classe pré-definida, bem ao estilo de FF IV. O Zidane quase sempre vai estar incluso no grupo de forma obrigatória. Esse personagem é relativamente diferente de outros protagonistas da série, sendo mais engraçado, determinado, cometendo erros e até dando em cima das garotas. É mais ou menos como personagens de anime mesmo. O bacana é que o Zidane não usa magias e tem dois propósitos nas batalhas, bater bastante e roubar, como um bom ladrão que ele é.

    FF IX é um jogo fácil, assim como os demais FF de PS1, então dá pra deixar tranquilamente que o protagonista fique tentando roubar os itens raros dos chefes enquanto os demais se encarregam de causar dano e curar.

    Como você só pode usar 4 personagens por vez em batalha, teoricamente você deve trocá-los de vez em quando para nivelar bem ou mesmo para melhores estratégias de acordo com os chefes, mas não precisei fazer isso. Ainda assim gastei 40 e poucas horas para zerar (umas 7 acima do indicado pelo howlongtobeat.com), muitas delas upando skills dos personagens, coisa que é fácil de fazer, mas são muitas e a maioria nem usei. Teve uma hora que até me fiz parar pois estava duvidando que o jogo pudesse ficar difícil demais no fim (fora o medo de ficar overpowered).

    O jogo tem duas mecânicas bacanas que são:

    -Trance. Conforme você toma dano, uma barra se enche abaixo da sua vida e ao completá-las, o personagem entra no Trance, inclusive mudando um pouco a sua aparência. Durante essa fase, o personagem fica mais forte e poderá usar habilidades únicas. O Zidane mesmo pode usar um bocado de especiais que causam dano pesado. Já a Vivi, Black Mage, pode usar suas magias duas vezes por ativação;

    -Habilidades de equipamentos. Nesse jogo os equipamentos são habilidades quando equipados. Se você os trocar, as habilidades também serão trocadas. Porém há a possibilidade de usar os equipamentos diversas vezes em batalha para aprender essas habilidade e poder usá-las mesmo estando usando outros itens. Isso vai te fazer ficar lutando no mato até que os personagens aprendam o maior número de habilidades possível, inclusive ganhando vários níveis durante o processo.

    É importante notar que existem habilidades ativas e passivas. As ativas são mantidas pelo personagem, como a Vivi que aprende Fire, Fira, Firaga. Já as passivas devem ser equipadas, mas há um limite de AP a ser considerados, o que fará com que você planeje suas prioridades. Essas habilidades incluem coisas como ganhar mais experiência me batalha, mais dinheiro, fica imune a determinado status, ter mais HP ou MP, cortar o uso de MP pela metade e muito mais!

    Resumindo: Final Fantasy IX é sensacional! O jogo envelheceu incrivelmente e deve ser melhor ainda na versão remasterizadas para quem joga em telas maiores. Acredito que se alguém quisesse começar a série, essa seria a minha recomendação, até por ser uma experiência tranquila, mas sem deixar de ser Final Fantasy, fora suas mecânicas e personagens interessantes. Um grande salto do que foi a bomba do VIII.

    De bom: jogo positivamente cinematográfico e muito ambicioso, a ponto de requerer 4 CDs! Personagens incríveis. Enredo que me prendeu o tempo quase todo. Experiência mais tranquila do que a série já foi e menos punitiva (pra falar a verdade a única dificuldade em fechar os FF de PS1 é a batalha da Ultimecia, na minha opinião). Mecânicas que são divertidas de verdade. Inimigos com números menos de HP, o que quer dizer que as batalhas são mais curtas.

    De ruim: taxa de encontro de inimigos meio alta e irritante as vezes. As batalhas demoram muito para iniciar, inclusive com a câmera mostrando o cenário e afins (possivelmente o jogo carregando). Impossível pular cenas, o que é chato quando você morre e já assistiu aquilo ou durante as longas cenas de ataque dos summons. Senti que haviam muitas habilidades para ser aprendidas, mas o jogo, ao menos na campanha principal, não me deu muito motivo para ser estratégico, nem mesmo no chefe final.

    No geral, eu amei o jogo e não está só entre os meus prediletos da série, mas também do console e entre todos os jogos. Vi inclusive que ele está entre os melhores jogos no ranking do Alvanista, merecidamente. Gostaria apenas que a Square tivesse expandido um pouco o universo do IX como ela fez com outros, inclusive o VII no Advent Children. Agora resta sonhar com um remake no futuro, e que não mude muito como o VII Remake fez. Enquanto isso vou rejogar casualmente o Theatrhythm Final Fantasy: Curtain Call não só para celebrar o feito de terminar esses jogos, mas para relembrar músicas e momentos desse IX. Sensacional!

    Final Fantasy IX

    Platform: Playstation
    5793 Players
    156 Check-ins

    17

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