• 2021-09-23 22:41:51 -0300 Thumb picture

    Neo Ranga

    Ano - 1998

    Número de episódios - 48

    Disponível em Netflix - Não

    Disponível em Prime Video - Não

    Disponível em Crunchyroll - Não

    Dublagem em PTBR - Não

    Sinopse: As irmãs Shimabara, Yuuhi, Ushio e Minami, viviam suas vidas normalmente na cidade de Tóquio até que foram convidadas a ir em uma ilha chamada Barou no meio do oceano pacífico, um pequeno reino onde seu irmão mais velho teria virado rei (ao se casar com a princesa do local). Porém, com o desaparecimento do mesmo, pela tradição as três acabaram se tornando regentes do lugar, além de terem ganhado o poder de ativar e controlar o poderoso Ranga, uma criatura enorme que dizem ser um deus. 

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    Neo Ranga é um daqueles animes obscurões do final da década de 90 e é possivelmente um dos maiores casos de propaganda enganosa já vistos em uma animação da época. Se você olhar a imagem de capa do post, se ver as duas openings da série ou mesmo se pesquisar o nome do desenho no google imagens vai se deparar com 3 donas bonitas seminuas (no caso, as 3 irmãs que protagonizam a história) usando trajes esvoaçantes e com desenhos tribais sinistros no corpo (às vezes até portando umas armas gigantes), algo que obviamente chama a atenção (tanto que existem muitos fanarts de outros personagens nesse mesmo estilo). Porém, as três não usam essas roupas (e essas tatuagens) em nenhum momento durante os 48 episódios do show!

    Entretanto, mesmo com essa propaganda enganosa, o anime ainda consegue entregar algo satisfatório, por isso ele está aqui, nos posts normais da persona. A história é sobre 3 irmãs, Ushio, Yuuhi e Minami, que acabam virando donas de um mecha (meio kaiju) tribal enorme feito de coral chamado Neo Ranga, isso porque o irmão mais velho das 3 sumiu no mundo (deixando a mais velha, Minami, tendo que trabalhar feito uma doida pra criar as duas irmãs mais novas), deixando o cargo de rei da ilha da Barou para elas e, consequentemente, a tutela daquela criatura enorme que os nativos do lugar diziam ser um deus.

    Daí elas obviamente recusaram serem regentes de uma ilha na puta que pariu, mas o mecha/kaiju/deus Ranga seguiu as 3 até Tóquio, fazendo um estrago desgraçado e causando vários conflitos culturais (com os moradores de perto da casa delas tendo que se acostumar a ter um mecha enorme perto deles) e políticos (já que chama a atenção de alguns figurões do governo que possuíam planos escusos de dominar o país inteiro), tendo de cara uma pegada bem diferente dos animes do tipo.

    As 3 protagonistas conseguem controlar Ranga (e quando o fazem, o mesmo fica com os olhos com a mesma cor que os daquela que o está comandando), mas cada uma delas possuem personalidades e objetivos distintos, e isso dá uma dinâmica diferente pros episódios. 

    A irmã mais velha, Minami, quer usá-lo pra conseguir dinheiro (já que ela precisa de muita grana pra sustentar a família), a do meio, Ushio, quer usá-lo pra salvar a todo mundo (com ela sendo a que mais aparece na série, sendo a ligação shounem com o público) e a mais nova, Yuuhi, querendo usar o bicho para destruir tudo, ahuahua

    Com o passar dos episódios os problemas vão aumentando, e começam a aparecer outros bichos gigantes, e o final da série tem um tom de mistério que caiu muito bem. O maior problema do show fica por conta do pacing, que é meio lento (tendo muitos episódios de cotidiano), mesmo com o número curto de capítulos (afinal, apesar de serem 48, cada episódio possui 10 minutos, mais ou menos).

    A animação é satisfatória, e o character design, como pode-se perceber pelas imagens, é puro ouro dos anos 90. Porém o destaque da série não fica por conta de sua beleza (ou do seu mecha/deus/kaiju) e sim pela mais nova das 3 protagonistas, Yuuhi Shimabara, que é bem manipuladora e desinibida, roubando a cena sempre que ela aparece!

    Por fim, fica a dica da Velha para Neo Ranga, um anime bem diferentão que, apesar dos seus problemas, vale a pena conferir, com a nossa idosa assinando embaixo!

    Link para uma planilha com todos as indicações do Arco aqui XD

    9
  • 2021-09-17 21:13:22 -0300 Thumb picture

    Bengalada da Velha #19 - Chuunibyou demo Koi ga Shitai!

    E cá estamos nós novamente, com outra Bengalada da Velha, os posts da persona que se aventuram pelo lado decrépito e abissal das animações japonesas, e após o observatório com garotas que viram esperma, continuamos indo mais a fundo no lado podre dos japanese cartoons, dessa vez com uma das obras mais lamentáveis já oriundas dos fundilhos nipônicos: Chuunibyou demo Koi ga Shitai!

    Essa é mais uma das desgraças trazidas para o mundo através do Kyoto Animation, o Kyoanus, o estúdio japa que decidiu focar todos os seus enormes valores de produção fazendo moeshit pra otakada ver com uma mão só. Chuunibyou é um termo coloquial japonês, utilizado de forma pejorativa para definir a atitude de certos infantes, que quando estão indo para a adolescência começam a agir de forma como se estivessem em um mundo de fantasia.

     Quem foi moleque nos anos 90 deve ter tentado, ao menos uma vez, fazer os movimentos do Meteoro de Pégaso do Seiya, o Reigan do Yusuke, o Kamehameha do Goku... Chuunibyou é um termo usado para esse tipo de atitude, mas não com crianças (afinal isso é comum na infância), e sim com adolescentes (por isso o termo significa "síndrome da sétima série", ou algo do tipo) que passam a agir de forma fantasiosa no seu dia-a-dia, de forma a tentarem se destacar ou por acharem legal mesmo.

    E então adentramos no anime em si, onde o protagonista, Yuuta, está indo para o Ensino Médio, e morre de vergonha de lembrar que passou o fundamental inteiro agindo feito um idiota, pensando que era um deus do submundo ou algo do tipo. Daí ele chega na nova escola, tentando enterrar seu passado, encontra uma dona, Shinka Nibutani, que passou pelo mesmo problema... E então que surge uma guria lesada com um tapa olho (com uma lente de contato no olho tampado) que age como se tivesse poderes mágicos chamada de Rikka Takanashi.

    Essa guria mora no andar de cima do protagonista e tem uma amiga loira irritante como o inferno (que fala "desu" em cada maldita palavra que sai da sua boca), Sanae Dekomori, e juntas elas ficam brincando de faz-de-conta em tudo quanto é lugar, e pra deixar a coisa ainda mais lamentável, o estúdio ANIMOU os delírios mentais das duas, mostrando inúmeras cenas com altos valores de produção no decorrer dos episódios! 

    Porém, a história se desenvolve e lá pro final da primeira temporada (não reclame de spoiler, estou te fazendo um favor pra não ter que perder tempo com esse pedaço de lixo imundo) o protagonista cria vergonha na cara e dá uma dura nas duas, dizendo para elas agirem feito gente e pararem com essa porra. E isso realmente acontece, mas daí a trama fala que a protagonista ficava fazendo essas maluquices porque perdeu o pai e agia como se estivesse em um mundo de fantasia como uma forma de escapar da realidade... E aí, chamam um psicólogo pra ela? ERRADO! A trama vem com a mensagem que é normal ser quem você é e ambas gurias voltam a agir feito indivíduos com lobotomia total do cérebro!

    Você pode estar pensando que a mensagem de "seja quem você é" é boa, e o anime merece algum crédito por ter tratado desse tipo de tema. Até mereceria, se a coisa toda tivesse sido tratada com alguma seriedade desde o começo. Como já mencionei anteriormente nos "casos estranhos dos animes modernos", o moe arruina qualquer história séria por exigir que seus personagens e seu mundo no geral seja todo colorido e fofinho, e é justamente o que isso acontece aqui, com todo e qualquer rabo de saia da desgraça do show sendo suuuuuuuuuuuuuuuper cute e adorável, mandando pra casa do caralho todo e qualquer tema sério que o enredo tenha sonhado em tratar, tal como algum tipo de temática anti-escapismo que tenha surgido em algum dos episódios.

    Na segunda temporada a coisa piora ainda mais, pois além das duas donas continuarem agindo feito retardadas mentais gritando e pulando no meio da rua (com todo mundo agindo como se não tivesse nada de anormal no comportamento de ambas, afinal isso é um anime moe e o mundo é tão fofinho e adorável quanto seus personagens) e do relacionamento entre Yuuta e a Rikka não avançar em nada, surge outra guria, que também não tem cérebro, e pra piorar que gosta do protagonista, transformando a merda toda em um harem ainda por cima!

    Após todo esse relato dantesco, fica a Bengalada da Velha para Chuunibyou demo Koi ga Shitai, um anime que prega que agir como um completo lunático falando coisas incompreensíveis enquanto pula e berra no meio da rua é algo normal e que bom senso e maturidade não devem atrapalhar sua imaginação que ultrapassa as barreiras da sociabilidade. E para terminar, deixo abaixo opções muito melhores para se assistir que essa porcaria:

    Aura: Maryuuinkouga Saigo no Tatakai - Um filme que usa exatamente a mesma premissa do bengalado, com um protagonista que quer esquecer seu passado vergonhoso (onde ele se fantasiava de Sephiroth) chega em uma nova escola onde existe uma dona que age como se fosse uma maga (juntamente com um grupinho de colegas que agem da mesma forma). Porém a execução é totalmente diferente, com a dona sofrendo bullying pesado e com o final de tudo sendo muito bom!

    Welcome to NHK - Melhor anime com temática anti-escapismo, que fala sobre um nerd antisocial que se trancou no apartamento logo após seu primeiro dia de faculdade

    Watamote - Outro anime com temática anti-escapista, com protagonista fujoshi que acha que sua vida no ensino médio será tão maravilhosa quanto parece ser nos eroges que ela joga...

    Denpa Teki na Kanojo - Anime de 2 episódios, que mostra um protagonista que é seguido por uma dona estranha por todos os lados, com a mesma dizendo que são interligados por vidas passadas. Parece baboseira, mas é tudo muito bom, pena ser tão curto...

    Madoka Magika - É sério que tu quer ver moe mesmo? Bem, veja esse cara então, já que apesar de ser uma obra medíocre, é muito superior ao bengalado...

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    Bem, por hoje é só. Não fiquem berrando e falando sozinhos no meio da rua e até a próxima!

    Link para uma planilha com todos as indicações do Arco aqui XD

    Lista da vergonha com os agraciados com a Bengalada da Velha aqui!

    10
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      santz · 7 days ago · 3 pontos

      Essa bengalada teve o efeito contrário. Deu vontade de assistir XD

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      oferreira · 6 days ago · 2 pontos

      Eu tô sentindo a vontade de ver por gostar de personagens chuunibyou huehuehue bom que tem outras opções

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  • 2021-09-15 22:49:37 -0300 Thumb picture

    The Animatrix

    Ano - 2003

    Número de episódios - 09

    Disponível em Netflix - Não

    Disponível em Crunchyroll - Não

    Disponível em Prime Video - Não

    Dublagem PTBR - Sim

    Sinopse: Animatrix é uma série curta, de 9 OVAs, cada um contando uma história do mundo de Matrix, o icônico filme de 1999 estrelado por Keanu Reeves.

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    Em 1999 saía o primeiro filme da trilogia Matrix (e convenhamos, o único bom filme da série), e sua temática filosófica misturada com ação fez a cabeça de muita gente explodir!

    Um mundo onde a humanidade está confinada dentro de uma realidade virtual enquanto servem de baterias para um exército de máquinas é deveras interessante e possui um potencial absurdo, então para aproveitar melhor isso os gringos trataram de lançar em conjunto com os japoneses 9 OVAs animados pelo Madhouse e o Estúdio 4º C, aproveitando do boom que os animes estavam tendo no mundo (com o canal Animax vindo pra cá mais ou menos nessa época).

    Cada episódio tem mais ou menos 10 minutos, e falam de histórias diferentes dentro do mundo de Matrix, muitas delas mostrando personagens clássicos dos longas, como o Neo e a Trinity. 

    O Voo de Ossíris é o único dos 9 episódios que é feito em computação gráfica

    Os episódios são dirigidos e animados por equipes diferentes, devido a isso a animação muda bastante de um capítulo para outro, o que pode parecer estranho à primeira vista, mas como eles tratam de temas distintos (com exceção dos episódios 3 e 4, que são sequências diretas, e devido a isso mantêm o mesmo estilo), isso dá até um clima diferente para cada um.

    Dentre os 9 episódios, alguns realmente se destacam perante os outros (como "O Segundo Renascer" e "Coração de Soldado"), mas no geral é uma série bem interessante de se ver. 

    Detalhe que, como ela trata de histórias dentro do universo de Matrix, é imprescindível que o espectador tenha, ao menos, visto o primeiro filme da trilogia, para conseguir compreender tudo que está passando na tela.

    Enfim, fica a dica da Velha para Animatrix, uma muito bem-vinda expansão do estonteante universo de Matrix, com a nossa idosa certamente assinando e carimbando embaixo!

    Link para uma planilha com todos as indicações do Arco aqui XD

    The Matrix: Path of Neo

    Platform: Playstation 2
    1028 Players
    8 Check-ins

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      volstag · 10 days ago · 2 pontos

      Inclusive é nessa coletânea que o Neo salva um carinha, que depois aparece no segundo ou terceiro filme, então é interessante assistir o primeiro, depois essa coleção, e aí fechar com o 2 e 3.

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      tiagotrigger · 10 days ago · 2 pontos

      Nossa, tinha 9 episódios, eu lembro de uns 4 ou 5 só. Devo ter perdido algum, esse do CG eu nem lembro.

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      gabriel_23 · 10 days ago · 2 pontos

      Assim que o filme novo estiver mais perto de ser lançado vejo esse junto com a trilogia. Lembrando que Animatrix ta disponível no HBO MAX

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  • 2021-09-14 11:06:11 -0300 Thumb picture
    6
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      vante · 12 days ago · 2 pontos

      KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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  • 2021-09-09 20:02:55 -0300 Thumb picture

    Artworks aleatórios da Velha #7

    Ok, esses não foram lá muito aleatórios, foi só Ah Megami Sama, mas tá valendo, ahuahauha

    17
  • 2021-09-08 22:07:40 -0300 Thumb picture

    Ah! My Goddess

    Ano - 1993

    Número de episódios - 56 (+5 OVAs e 1 filme)

    Disponível em Netflix - Não

    Disponível em Crunchyroll - Não

    Disponível em Prime Video - Não

    Sinopse: Keiichi Morisato é um estudante da faculdade sem a menor sorte com o sexo oposto, e num certo dia, ao telefonar para pedir comida, acaba ligando sem querer para a Central de Ajuda das Deusas no céu, e com isso uma representante, Belldandy, aparece para o rapaz, dizendo que poderia realizar qualquer desejo dele, desde que fosse apenas um. Após Keiichi dizer de forma jocosa que adoraria que alguém como ela ficasse com ele pra sempre, sua fala é entendida como um desejo e então aquela deusa passa a viver com ele, mas que tipo de implicações podem haver com uma deidade morando com um humano?

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    Quem é mais das antigas deve se lembrar das revistas de anime que vieram aos montes para o Brasil no final da década de 90/começo dos anos 2000, onde vínhamos sinopses e imagens de várias obras diferentes (e muitas vezes até mesmo resumos de todos os episódios) e entre estas me lembro muito bem de Ah My Goddess, trazendo de cara uma personagem muito bonita, com um belo design e nome bem peculiar: Belldandy.

    Na história, Belldandy é uma deusa que trabalha em uma Central de Ajuda no céu onde ela e outras deidades são incumbidas de realizar o desejo de algum pobre diabo que consiga entrar em contato, e desta vez o escolhido havia sido um zé roela chamado Keiichi (que acaba ligando pro lugar ao acaso quando estava querendo pedir um rango) que, ao dar de cara com aquela dona bonita saindo de um espelho e falando todo aquele lance de deusas e o escambau, pensou se tratar de algum trote de seus colegas de faculdade, daí acabou dizendo que gostaria de ter uma garota como ela para sempre... 

    O sistema interpretou aquilo como um desejo e com isso Belldandy passa a morar com o Keiichi, com a história a partir daí mostrando a relação de ambos. Com o tempo também começam a surgir outras deusas, que passam a morar sob o mesmo teto que ambos, como a Urd e a Skuld (ambas irmãs mais velha e nova de Belldandy, respectivamente), fazendo da série toda um harém cujo mangá perdurou  por 26 fucking anos!!!!

    Mas bem, se isso é só mais um harem, por que diabos está sendo indicado aqui? Muito simples: tal como Ranma 1/2 (outro harem famoso da mesma época), Ah My Goddess não se sustenta apenas no casal principal e seu relacionamento que não vai a lugar algum como também no seu panteão de personagens secundários motherfucker carismáticos, tal como no seu lore interessante e peculiar, isso somado com cenas de ação, drama, comédia e tudo o mais. Aqui ocorre exatamente a mesma coisa, com todo a mitologia que o autor, Kosuke Fujishima (o cara por detrás de Sakura Wars e muitos personagens da franquia Tales of) criou do mundo das deusas (que mistura conceitos de mitologia nórdica, misticismo e tecnologia) sendo fascinante, como cada deidade possuindo um anjo que representa sua personalidade (e que age como se fosse uma das Personas da série de RPGs da Atlus).

    O cast secundário também não fica atrás, tendo personagens muito bons, como a Peorth (uma terceira deusa que aparece no decorrer da série, que tenta mostrar pro Keiichi outro tipo de desejo que ele possa ter), Lind (uma valquíria, deusa responsável por conter ameaças perigosas ao céu, cujo anjo possui apenas uma asa), e principalmente a Urd, irmã mais velha da Belldandy, que tem descendência demoníaca (já que seu pai, o Deus da história, se engraçou com Hild, a governante do inferno) e protagoniza vários dos melhores momentos do show, sendo disparada o maior destaque da obra nesse sentido. 

    Porém, mesmo com as outras deusas, a protagonista Belldandy acaba ganhando os holofortes, sendo toda perfeita (afinal ela é bonita, tem o corpo escultural, sabe cantar, cozinhar, tem a personalidade amável, é um dos seres mais poderosos da série, entre várias outras coisas) e tendo seu já mencionado design extremamente chamativo e único (algo muito, MAS MUITO difícil de se conseguir).

    Porém, tanto ela quanto toda a série (seja o anime ou o mangá) acabou sendo afetado por seu insosso protagonista: Keiichi Morisato, que fica enrolando a pobre Belldandy com aquelas frescuras japas de pegar na mão e ficar dando selinho, mesmo com várias outras personagens (especialmente Urd e Peorth) dando apoio pro cara e o encorajando a ir pros finalmente com a coitada que, por ser uma deusa toda perfeita, não vê problema na falta de atitude do seu amado. E como uma história problemática  pode ser salva tendo um bom protagonista, uma boa história também pode ser arruinada tendo um ruim, e por mais que Ah My Goddess tenha seus pontos fortes, MUITO do seu real potencial foi perdido com esse casal tubo que não vai pra lugar algum, infelizmente.

    O anime se divide em 5 OVAs lançados no começo dos anos 90 (com a animação lindona da época) seguidos de um filme (que saiu no começo dos anos 2000 e que, mesmo sendo filler, consegue fazer algo incrível com o lore da série) e posteriormente duas temporadas para a TV (que saíram em 2005, pegando o embalo do boom dos harens instituído por Love Hina), que adaptam boa parte do mangá que, até hoje não foi totalmente animado. Isso devido à demora do autor de terminar a série, o que, somado ao pífio protagonista, fez com que o público começasse a perder o interesse pela mesma, a ponto de hoje ela não ter sequer uma fração da fama que tinha outrora...

    A arte do Kousuke Fujishima estava em seu auge e, mesmo que ela tenha decaído com o passar dos anos, toda a série ainda é um colírio para os olhos, com os personagens sendo todos muito bem detalhados, sem contar o fato de não ter aquela mania estúpida da câmera ficar a cada segundo focando nos atributos físicos das personagens (ao contrário de outros harens ruins, como o já bengalado High School of the Dead), tornando tudo bem agradável de assistir. 

    Enfim, fica a recomendação de Ah! My Goddess, um anime retrô que, mesmo com seus problemas (e seu protagonista lesado) consegue passar bem o potencial que as obras de antigamente tinham, conseguindo manter o interesse do espectador  com um lore incrível e personagens muito bons e únicos. E é claro que a Velha não poderia deixar de aprovar e assinar embaixo!

    Link para uma planilha com todos as indicações do Arco aqui XD

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      luchta · 17 days ago · 2 pontos

      Me lembro das recomendações desse anime, principalmente nas revistas de anime das bancas, mas nunca cheguei a ver, apesar da vontade. Nem sei se ele foi dublado, você poderia acrescentar essa info no começo dos posts da página.

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      the_muriel · 17 days ago · 2 pontos

      Ah! My Ara Aras

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      supernova · 17 days ago · 2 pontos

      Sempre via muitas artes deste anime em muito sites e revistas ,mas nunca li nada a respeito achava que era ums pegada mais evangelion sei la kk , ( toda vez que voce posta algo quando da comento a mesma coisa estes animes de 1988 a 2000 sao um colorio aos olhos) queria muito que esta arte voltasse com força.

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  • 2021-09-03 19:05:32 -0300 Thumb picture

    Os casos estranhos dos animes modernos #5

    Medium 3880762 featured image

    Bom dia, boa tarde, boa noite, caros alvanistianos, eis que chegamos com mais um dos casos estranhos dos cartoons nipônicos modernos! Para quem não conhece, o título é auto-explicativo, já que nesses posts trago problemas recorrentes nos desenhos japas da atualidade, além de dar uma explicação bem simples pra cada um deles. Para quem estiver interessado nas outras partes, seguem os links:

    Parte 1

    Parte 2

    Parte 3

    Parte 4

    Mas enfim, chega de enrolação e vamos ao que interessa!

    10 - Self insert here

    OK, protagonistas bunda mole em desenhos japoneses sempre existiram e acho difícil sumirem um dia (assim como ricos malvadões que vivem no Leblon nas novelas da Globo), porém recentemente, juntamente com a modinha estúpida dos isekais de videogame, começaram a se popularizar um certo tipo de personagem principal: um cara sem personalidade, com design preguiçoso, mas que é extremamente poderoso e que atrai todo e qualquer rabo de saia do show. O exemplo mais comum é o lamentável Kirito de Sword Art Online, mas também temos Tatsuya Shiba de Mahouka e por aí vai, com essas coisas indo parar até nos jogos japas, como o Rean Schwarzer de Trails in the Cold Steel...

    Bem, como o mercado de animes (e consequentemente o de jogos, já que estão intimamente ligados) está dominado por otakus (sejam nos meios de produção ou no público-alvo), esse tipo de personagem torna-se um appeal muito importante para os espectadores, já que eles podem se imaginar na pele do dito cujo e se sentirem fodões repletos de cocotas cheias de amor pra dar(mesmo que não possuam nenhum tipo de atrativo).

    O maior problema disso tudo é que, assim como um bom protagonista consegue salvar uma história ruim, um protagonista ruim pode levar pro buraco uma história minimamente interessante, o que acaba levando as narrativas das quais esses "self insert males" participam ainda piores do que já são, ao contrário dos famosos underdogs (que são aqueles personagens que começam uns bostas e vão melhorando, como no caso do Naruto e derivados) e os já comentados beta males, que devido a sua natureza menos limitada, ainda podem ter algum tipo de diiferencial, apesar dos pesares...

    11 - Imediatismo exacerbado

    Hunter x Hunter, um dos trabalhos mais famosos do Yoshiro Togashi, ganhou uma versão animada no final da década de 90, mas como esta não abordou toda a história do material original (no caso, o mangá), trataram de fazer uma nova animação, em 2011, desta vez com o ritmo mais acelerado, tratando o primeiro arco da história (o exame Hunter) com bem menos episódios que a versão anterior...

    Contudo, por mais que isso possa parecer uma coisa boa na teoria, na prática o buraco é bem mais embaixo, já que devido à pressa do estúdio de chegar logo nos arcos mais populares da obra (em especial o Quimera Ants) acabaram rushando algumas partes da trama, em especial o encontro de Gon, o protagonista, com um certo viajante chamado Kaito no começo da história, que lhe motiva a seguir sua aventura... E qual o problema disso? É que esse personagem retorna com um papel imprescindível em um arco posterior (o já mencionado Quimera Ants) e como a nova adaptação não mostra sua introdução lá atrás os eventos que o envolvem não ganham a importância alguma, chegando a ponto de sequer fazerem muito sentido!

    Porém o caso de Hunter x Hunter não é o único. Várias animações modernas sofrem do mesmo problema, de acelerar os eventos a ponto de deixá-los desimportantes, muito devido àquele lance de "ser 100% fiel ao mangá", sendo que o ritmo da leitura de uma história em quadrinhos vai ser OBVIAMENTE mais rápido do que o de um episódio de 20 minutos, portanto é mais do que necessário adaptar o pacing dos acontecimentos, algo que dificilmente acontece. A versão atual de Fly O Pequeno Guerreiro é um ótimo exemplo, tal como Sailor Moon Crystal e o já bengalado Demon Slayer (onde o protagonista tira técnicas do meio do cu de uma hora pra outra, sem ao menos a trama mostrar como e por que o dito cujo aprendeu aquilo). Até mesmo Fullmetal Alchemist Brotherhood (que é um bom anime) sofre com isso em certa parte!

    Esse imediatismo que as animações japas modernas tendem a ter (o que coincidentemente acontece com seriados americanos também, como em 24 horas: o legado) acabam sendo do agrado de muita gente, que se traumatizaram após toneladas e toneladas de episódios fillers horríveis dos Naruto e Bleach da vida e, isso somado ao pouco tempo livre que a vida moderna disponibiliza para muitos, acaba fazendo com que até defendam esse tipo de prática.

    Porém, assim como um prato feito com esmero por um bom cozinheiro (tendo demorado o tempo necessário para ser feito e consumido) é infinitamente superior do que algum enlatado ou salgado de buteco de consumo rápido, uma obra que disponha do tempo correto e necessário para construir sua trama e seus personagens (dando a estes a devida importância) é deveras melhor do que um anime de pacing acelerado, que chega rápido nos momentos decisivos, mas que quando esses surgem na tela o impacto que deveriam ter é tão ínfimo quanto a sua curta duração.

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    Bem, por hoje é só! Desculpem o atraso nos posts dessa semana e, até a próxima!

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      santz · 21 days ago · 3 pontos

      Desculpe, mas o ritmo acelerados dos animes atuais é maravilhoso. Um dos motivos que passei a assistir mais animes do que seriados é justamente a questão da história andar muito mais rápido. E é justamente uma das coisas que me desanimam de curtir um anime antigo. É muito lento, muito mesmo. Ainda que a obra possa ser boa, eu não tenho mais esse tempo sobrando para ficar vendo esses trecos longos demais.

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      tiagotrigger · 22 days ago · 2 pontos

      Dois pontos bons. Esse do imediatismo é triste demais, se usarem o mangá como um storyboard de fato seria excelente, ai só faltaria trazer a movimentação, jogo de câmera, música e efeitos sonoros que no mangá não tem. Mas, por algum motivo eles ainda resolvem tirar coisas que acontecem no mangá sem necessidade. Acho que seria melhor terminar o episódio em uma parte mais calma do que forçar a terminar num cliffhanger.

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      noyluiz · 22 days ago · 2 pontos

      Acho que o protagonista "self insert" é mal necessário pra agradar o publico Jovem-Adulto (isso também não é mau do Japão em si, olha a saga Crepúsculo como bom exemplo aqui do ocidente)

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  • 2021-08-27 19:59:10 -0300 Thumb picture

    Bengalada da Velha #18 - Gokukoku no Brynhildr

    E aqui estamos, com mais uma Bengalada da Velha! Após a história decadente de uma estúpida moleca alien robótica, vamos adentrar ainda mais no fundo do poço, trazendo outro anime feito pelo criador do já anteriormente bengalado Elfen Lied. E se você já achava Elfen Lied uma porcaria (ou se, por algum motivo, gostou desse negócio), saiba que esse cara aqui deixa tudo muito pior, trata-se do deplorável, esquecível e ridículo Gokukoku no Brynhildr!

    A história dessa desgraça começa com o protagonista, Ryouta, olhando estrelas com sua amiguinha de infância (e óbvio crush), Kuroneko, com a mesma dizendo que ETs existem e ambos acabam se acidentando um dia quando ela o estava levando para ver um. Com isso a moleca aparentemente morre e ele cresce como uma pessoa solitária cujo objetivo passa a ser provar a existência de aliens para que a mesma possa descansar em paz ou alguma merda do tipo...

    E aí um certo dia, quando Ryouta vai pra escola, uma nova aluna aparece, uma dona igualzinha à sua antiga amiga de infância com o nome estupidamente parecido, Neko Kuroha, porém a história insiste que elas não são a mesma pessoa (só porque a aluna transferida não tinha 3 míseras pintinhas debaixo da axila) para tentar forçar algum tipo de mistério. Mas a pior parte não é essa e sim o fato de, na verdade, ela ser uma bruxa!

    Bruxa é o nome dado a garotas que foram usadas como experimentos por uma organização de cientistas malvadões, e que com isso adquiriram poderes fantásticos dos mais diversos tipos (como previsão do futuro, telecinésia, manipulação da matéria, viagem no tempo, assobiar e chupar cana, esse tipo de coisa maluca). 

    Porém, como é do autor de Elfen Lied que estamos falando, isso não veio sem um ponto negativo, que seria o fato delas terem um bagulho metálico nas suas nucas, e nele tem um alien morfético dentro, e quando as mesmas usam suas habilidades incessantemente, não tomam certas pílulas depois de algum tempo, ou se porventura tiverem algum botão do bagulho metálico pressionado, as mesmas morrem, derretendo e virando uma gosma branca que parece esperma, ahauahuahua

    Daí mais garotas vão entrando pro harem, quero dizer, clube de astronomia de nosso betamalístico protagonista, cada uma sendo uma dessas bruxas que viram esperma e como ele tem uma memória fotográfica, consegue ajudá-las com alguma coisa, além de dar-lhes abrigo (afinal todas são fugidas da organização de capitalistas malvadões/evil adults/torturadores de garotinhas que as criaram). 

    Além da amiga de infância desmemoriada  também surge uma guria que cura geral a la Stand de Jojo, uma dona peituda lesada, uma lolita que fala através de um teclado (praticamente um Stephen Hawking waifu) e também a melhor personagem do desenho (ou deveria dizer, a única coisa decente do desenho?), a Kazumi Schlierenzauer que sabe que vai morrer e por isso só fala de sacanagem e vive tentando transar com o Ryouta, já que quer saber o que é bom na vida antes de virar esperma... Mas claro que, com um haremlead sem pinto, já se imagina o destino da coitada...

    Com o passar dos episódios algumas ameaças vão surgindo, como outras donas com o bagulho de metal e que viram sêmen indo atrás delas, uma organização religiosa que quer matá-las, os capitalistas malvadões e mais um monte de bullshit, que só deixam a trama cada vez pior. O final ainda não aborda todo o material do mangá, tal como Elfen Lied, o que talvez tenha sido por uma boa causa, afinal não tivemos mais dessa desgraça sendo animada para o mundo...

    Em resumo, isso é Gokukoku no Brynhildr, um anime com donas bonitinhas sendo usadas como experimentos e derretendo mais que o T-1000 em O Exterminador do Futuro 2, com um protagonista sem pinto e seu harem em um grupinho estapafúrdio de astronomia, palco de piadinhas com peitos e tudo o mais que já cansamos de ver na decrépita situação moderna da animação japonesa, onde autores de obras ruins de antigamente conseguem fazer coisas AINDA PIORES na atualidade. E por fim, deixo abaixo opções bem melhores pra assistir do que essa porra de desenho... 

    Elfen Lied - Não, você não leu errado. Mesmo ele sendo uma droga, consegue ser melhor do que o bengalado, tendo ao menos uma ambientação diferenciada para a época, além de uma boa animação e uma opening do caralho.

    Hagure Yuusha no Aesthetica - Harem com um protagonista Alpha Male, que não é um bunda mole que perdeu o pinto em algum lugar...

    Madoka Magika - Mesmo sendo um anime medíocre, é anos luz melhor que o bengalado da vez, também tratando de garotinhas bonitinhas sofrendo, mas fazendo isso com um bom diferencial dentro do seu gênero, o mahou shoujo.

    Angel Cop - Também temos humanos modificados geneticamente por capitalistas malvadões aqui, mas são caras fodões com poderes psíquicos, isso sem contar a ambientação foda e os personagens bem memoráveis.

    Blue Gender - Anime com a arte bonita, um final sólido, violência, ambientação pós apocalíptica e também com uma dona que gosta de um tchaca tchaca no butchaca, afinal pode morrer a qualquer hora mesmo...

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    Bem, por hoje é só, até o próximo post!

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    Lista da vergonha com os agraciados com a Bengalada da Velha aqui!

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      onai_onai · 29 days ago · 3 pontos

      Só pelas expressões dos personagens já dá pra julgar que é mesmo uma porcaria! Haha...

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      camneto · 29 days ago · 3 pontos

      eu assisti esse na época e é tao estranho que eu simplesmente esqueci da existencia disso

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      kalasjunior · 29 days ago · 2 pontos

      É foda kkkkkkkkkkk

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  • 2021-08-25 20:11:33 -0300 Thumb picture

    Diazepam da Velha #5 - Kimi Ga Nozomu Eien

    E a Velha continua com sua receita de soníferos, desta vez com um anime bem genérico, muito genérico mesmo, mas que acabou causando um certo burburinho (a ponto de a uns anos atrás vários blogs fizerem correntes de reviews dele) devido a um certo tema polêmico, que não é polêmico porra nenhuma, dentro da sua narrativa: Kimi Ga Nozomu Eien, ou kiminozo (criminoso?) para alguns.

    Tal como aconteceu com Clannad e Fate, o anime foi baseado em um jogo pornô do mesmo nome, e a história é protagonizada por um protagonista bunda mole chamado de Takayuki, que estava indo em sua escolinha com sininho com som de deus padrão de desenho japonês e gamou numa menininha genérica de lacinhos na cabeça e fala mole de nome Haruka.

    Tudo ia às mil maravilhas, com ambos começando a namorar e tudo o mais, até que a guria sofre um acidente de carro e fica em coma. Takayuki então fica desolado e depressivo (afinal a dona só se acidentou porque ia se encontrar com ele), e nesse ponto surge uma mina de cabelo azul que era amiga do casal, Mitsuki, se declara para ele e cura sua depressão com o velho chá de pomba.

    E assim ocorre um time skip na história, onde se passam alguns anos e tanto o Takayuki quanto a Mitsuki estão mais velhos, morando juntos e trabalhando em lugares separados (o protagonista está num restaurante onde tem uma moleca loira irritante como o inferno, aliás). Porém, Haruka, que estava em coma até então, desperta, e uma médica totalmente incompetente diz que é melhor pra guria que todo mundo ainda finja que não se passou tempo algum (isso sem levar em consideração o fato de todo mundo estar fisicamente mais velho, aliás), e com isso o protagonista precisa fingir que ainda tá namorando com ela... E pior: ele próprio começa a ficar confuso entre ambas donas!

                              Alguém prenda essa médica irresponsável do cacete!

    E daí temos a principal problemática do show, que seria qual a escolha certa para o protagonista: seu amor de adolescência que ficou em coma durante anos e voltou ou a dona que lhe curou da depressão e ficou do seu lado durante todo esse tempo? O que é claro uma problemática furada, já que a resposta é óbvia: é claro que é a dona de cabelo azul, a Mitsuki (afinal anos de relacionamento não se comparam a uma paixão rápida de escolinha), porém muitos espectadores ficaram fulos com ela, como se a mesma tivesse maquinado tudo aquilo, esperando a amiga ficar em coma para dar em cima do namorado da mesma, entrando dentro do polêmico tema da traição... 

    Mas não existe traição alguma aí. A Haruka tinha se acidentado, entrado em coma, poderia ficar o resto da vida assim, a Mitsuki só fez a fila andar (e o protagonista poderia ter recusado sua investida, aliás). E sem contar que se a médica incompetente não tivesse inventado essa idiotice de fingir que não tinham se passado anos do ocorrido, tudo seria resolvido rapidamente e Haruka também ia seguir sua vida e até logo possível problemática do show. Mas como queriam enrolar tudo em 14 episódios, inventaram esse besteirol, e teve muita gente que caiu na época...

    E o que tem de ponto positivo nessa desgraça para ele não estar na bengalada junto com Clannad e cia? A dona de cabelo azul, Mitsuki que abandona tudo na sua vida, largando o seu promissor futuro para virar uma dona de casa para um zé roela que não dá o menor valor na coitada, e que ainda por cima cogita a possibilidade de trocá-la por uma namoradinha de escola que saiu da jogada há anos. Ela é realmente uma personagem bem interessante, possui um bom development e um bom drama na história e certamente merecia estar em um anime melhor... 

    Enfim, esse é Kimi Ga Nozomu Eien, o criminoso, o anime polêmico sem polêmica, um básico e estúpido anime de escolinha com uma arte genérica e um roteiro risível, que só se salva por uma única personagem, que usa chás de pomba super efetivos, sofre o caralho e ainda tem dedo podre pra homem. Obviamente que não é muito aconselhável perder tempo com esse desenho japa, mas se ainda quiser arriscar, não deixe de conferir essas opções muito melhores antes:

    School Days - Quer realmente uma trama polêmica, com romance, traições e um final memorável? Esse é seu show.

    Byousoku 5cm - Melhor filme do Makoto Shinkai, que mostra um casal adolescente tendo que lidar com a separação

    Kotonoha no Niwa - Outro filme do Shinkai, mostrando o comeeço de um romance entre um aluno e uma professora

    Yosuga no Sora - Gostou do chá de pomba da Mitsuki? Esse tem isso, polêmicas e muito mais...

    Itazura na Kiss - Um dos, senão o melhor, anime de romance. Tem development, tem o relacionamento do casal principal sendo mostrado pós casamento e o até mesmo um final bem definido!

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    Kimi ga Nozomu Eien

    Platform: Dreamcast
    2 Players

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      santz · about 1 month ago · 2 pontos

      Pelo que você explicou no enredo, não entendi onde está a parte polêmica.

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      onai_onai · about 1 month ago · 2 pontos

      Na primeira imagem parece a Sakura Card Captors adolescente e a Leona mais jovem. Hehe...

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  • 2021-08-18 20:04:05 -0300 Thumb picture

    Diazepam da Velha #4 - Puella Magi Madoka Magica

    E estamos de volta, com a sua dose sonífera da persona, o Diazepam da Velha! E a nossa obra escolhida de hoje é um desenho japa bem famoso, possivelmente um dos mais famosos da última década (estando até disponível no Netflix) e considerado por muitos como um clássico da atualidade. Mas que, como veremos aqui, tem realmente um grande potencial, mas acabou sendo só mais um exemplo de obra mais atual que acabou engasgando no próprio cuspe: Puella Magi Madoka Magica, ou simplesmente Madoka.

    Madoka é um anime de 2011 e se trata de um mahou shoujo, obras focadas em garotas jovens que usam poderes mágicos para se transformar e salvar o dia. É um estilo de anime bem famoso, e se popularizou com Sailor Moon nos anos 90, e por mais que muitos títulos criativos tenham saído usando essa temática (alguns dos quais falarei melhor no final do post), a fórmula base para essas histórias acabou sendo usada à exaustão com o passar dos anos (muito culpa do próprio estúdio que produziu Sailor Moon, Toei Animation, parecido com o Sunrise que saturou o gênero mecha) e terminou por se defasar rapidamente.

    E é nesse cenário que Madoka mostra seu principal atrativo, pois ele desconstrói essa fórmula, trazendo uma trama onde as garotas mágicas estão presas em um ciclo eterno de sofrimento (alguns spoilers à seguir) usando suas almas como combustível para conseguirem manter suas roupinhas coloridas e poderes fantásticos, e o próprio mascotinho padrão desse tipo de obra, as trata apenas como pilhas de energia (spoilers terminam aqui). Com isso as personagens lutam entre si, morrem e sofrem um monte de consequências de suas escolhas, dando realmente um ar de renovação num gênero que estava tão saturado na época! A qualidade de animação também é excelente, a trilha sonora é soberba, seu cast possui alguns personagens muito promissores e até mesmo memoráveis...

    Porém, se ele é uma obra com um feito tão grande, porque ele não está em um post padrão da persona e sim aqui no Diazepam, feito para obras medíocres? Isso é porque ele comete deslizes feios, que não só arruínam o que poderia ter sido um novo patamar para as obras atuais como também atrapalham muitos dos seus próprios pontos positivos. E os defeitos que levaram Madoka à downhill podem ser divididos em 3 pontos principais:

    1 - Character Design: Acho que já dá pra perceber logo de cara que o design de Madoka é motherfucker moe, e como já foi dito várias vezes aqui na persona, esse tipo de artwork arruína a seriedade de uma narrativa e com essa trama, que trata de temas bem sombrios, isso funciona como uma mistura de água e óleo. Claro que a aparência bonitinha faz o espectador não esperar o desenvolvimento dark que a trama toma (fazendo o mesmo se impressionar mais com coisas que acontecem na história, como certa cena do episódio 3), porém abrir mão de passar um clima mais condizente na sua animação apenas em prol de um shock value maior certamente foi uma escolha bem infeliz da obra.

    2 - Protagonista ruim: mesmo que a série gire em torno da mesma (e leve o seu nome), a protagonista Madoka é uma personagem terrível para um papel de tamanha importância. Basicamente, nos 12 episódios do anime, ela se mantêm como um peso morto em 99% do tempo, não fazendo absolutamente nada e quando finalmente o faz ocasiona em uma cagada de proporções transcedentais (literalmente), que causa inclusive a problemática do filme, Rebellion (se continua a série de TV), atrapalhando a trama AINDA MAIS! Assim como um bom protagonista pode salvar uma história de ser um fiasco (como Hagure no YuushaB Gata H Kei ou Skip Beat fizeram), o contrário também acontece e nossa amiga de cabelos rosados e cabeça avantajada estraga tudo onde passa, infelizmente.

    3 - Time Resets - Esse é disparado o pior dos problemas do show. Como foi dito no começo, Madoka é uma história que desconstrói o clima normalmente feliz e positivista dos mahou shoujo, e aí eu pergunto para você, caro leitor: como você vai construir uma tragédia com seus personagens se a sua história reseta eventos inteiros, arruinando tudo no processo? Infelizmente a série faz isso não apenas uma, mas duas vezes, com principalmente duas personagens Sayaka e Mami, sendo drasticamente afetadas e tendo seu development (e importância na narrativa) jogados no lixo.

    E para agravar ainda mais a situação do show, mesmo com uma série de TV e um longa metragem, a trama ainda não terminou. Eu sei que já indiquei animes incompletos aqui no Arco, mas estes ou não tinham a menor chance de ter um término ou  tiveram ao menos um desfecho, mas no caso de Madoka ele terminou com um foreshadowing e neste ano, 10 anos depois do lançamento da série, finalmente anunciaram uma continuação, que vai saber lá pra que rumo vai mandar a história. E como o cara por detrás da série, Gen Urobochi, já fez bastante porcaria, e atualmente estamos lotados de continuações tardiamente desnecessárias, não podemos esperar boa coisa vindo por aí...

    Também temos o legado dantesco de Madoka que, ao invés de ter trazido um ar de renovação para os mahou shoujo, trouxe consigo um monte de clones, todos ruins, que não captaram onde a série acertou a priori, e apenas encheram os charts anuais com mahou shoujos edgy estúpidos, com direito a ursinhos de pelúcia estuprando garotinhas (é sério), além de um spin off bem meh. Claro que a obra não tem culpa de roteiristas fracassados que tentaram copiá-la posteriormente (senão Final Fantasy VII estaria fodido), porém, mesmo sem isso o show, que tinha um potencial gigantesco, acabou cometendo vários erros e ao invés de impressionar a nossa idosa com uma possível inovação simplesmente a fez dormir, mesmo com uma garrafa de café e um energético à tiracolo. 

    E se você, leitor, se interessou de alguma maneira (ou porventura já chegou a assistir) por Madoka, veja por sua própria conta e risco, mas não deixe de conferir algumas opções bem melhores do que o dito cujo:

    Sailor Moon - O mahou shoujo mais famoso, e um dos animes retrô mais icônicos  e, mesmo que outros tenham usado e abusado da fórmula que ele inaugurou, um rei nunca perde a sua majestade.

    Princess Tutu - Outro mahou shoujo bem inusitado, protagonizado por uma pata que vira humana e posteriormente se tranforma para salvar seu amado, isso enquanto dança balé ao som de Tchaikovsky, entre outros compositores clássicos.

    Full Moon O Sagashite - Mahou shoujo bem diferente, onde a protagonista não se transforma para salvar o mundo e sim para cumprir seu sonho, antes que o tumor na sua garganta consuma a sua voz.

    Guerreiras Mágicas de Rayearth - Esse passou por aqui, no SBT. 3 donas são mandadas pro mundo de Cephiro onde precisam salvar a princesa Esmeralda do sacerdote Zagatto... Entre outras coisinhas

    Sakura Card Captors - Esse é bem famoso e passou na Globo no auge da TV Globinho. A protagonista precisa recuperar 52 cartas mágicas que ela mesma soltou, isso com a ajuda do guardião Kerberos e sua amiga (que adora filmá-la usando vestimentas diferenciadas), Tomoyo

    Dai Mahou Touge - Para quem quer mahou shoujo curto e maluco, uma comédia de uma protagonista que aparenta ser fofinha e boazinha, mas que é uma lutadora de vale tudo bem cruel cuja família domina sua terra natal feito ditadores

    Shamanic Princess - Mahou shoujo curto dos anos 90, extremamente bem animado e com um clima bem dark e exótico

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    Puella Magi Madoka Magica Portable

    Platform: PSP
    38 Players
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      igor_park · about 1 month ago · 2 pontos

      Não gostei desae anime

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      vante · about 1 month ago · 2 pontos

      Esse é um que todo mundo fala bem, mas que todo mundo fala que virou anime modinha nas continuações e isso lascou a obra

      2 replies
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      ygorvieira · about 1 month ago · 2 pontos

      Não dava nada por esse e é uma das coisas mais legais que já assisti

      1 reply

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