• 2021-06-21 19:11:16 -0300 Thumb picture

    Megami Paradise

    Ano - 1995

    Número de episódios - 02

    Disponível em Netflix - Não

    Disponível em Amazon Video - Não

    Disponível em Crunchyroll - Não

    Sinopse: Mamamega, a deusa mãe e governante está se aposentando e trata logo de escolher sua sucessora. Porém, para que esta consiga cumprir seu papel de usar a Astrostar para purificar o mal do mundo, seriam necessárias guerreiras habilidosas para protegê-la de eventuais perigos e nesse cenário surge Lilith, uma jovem invocadora que foi incumbida da missão de encontrar pessoas habilidosas para essa função, antes que forças malignas surjam no horizonte e façam todo aquele paraíso das deusas ruir.

    ______________________________________________________________________________

    Megami Paradise é um RPG de PC Engine de 1994 que ficou limitado ao território japonês e, tal como muitos jogos daquela época, acabou ganhando uma série animada, composta de alguns OVAs, para servir como propaganda. A trama é bem simples, se passando em uma espécie de paraíso, formado apenas por mulheres onde uma deusa, chamada de Mamamega, tem a tarefa de purificar uma joia chamada Astrostar, para que o mundo fique purificado do mal absoluto.

    A protagonista, Lilith, fica responsável por recrutar as sacerdotisas que servirão de defesa para a nova deusa, e vai atrás das donas que considera mais aptas para o cargo: a exímia espadachim Juliana e a música/arqueira Stashia, além de aparecer uma guria maga chamada Rurubell que queria ser escolhida, apesar de ser jovem demais pra uma função tão importante.

    Claro que algo de ruim acontece nesse meio tempo e umas donas do lado negro da força, que estão fora do paraíso em uma zona obscura, surgem no lugar com algum objetivo em mente, e então o anime segue com essa dicotomia bem simples de bem e mal, paraíso e inferno, esse tipo de coisa. 

    As personagens no geral são bem básicas, com a melhorzinha sendo a Rurubell mesmo (que parece ser ligada no 220), porém o grande destaque da obra fica para seu ponto mais chamativo à primeira vista: seu estonteante character design. É bem difícil não olhar para qualquer print desse anime e não achar tudo muito bonito de se ver, com a animação não ficando muito atrás. Detalhe que o show tem alguns mamilos e closes estratégicos acontecendo aqui e ali, mas nada realmente pesado, de fato.

    No geral, fica a indicação da Velha para Megami Paradise, um anime curto, com o enredo simples, mas lindo de cair o cu da bunda, e certamente que a nossa idosa, que também já foi um pitel na sua juventude, assinando embaixo!

    Link para uma planilha com todos as indicações do Arco aqui XD

    Megami Tengoku: Megami Paradise

    Platform: TurboGrafx-16
    3 Players

    16
  • 2021-06-15 21:41:00 -0300 Thumb picture

    Visão geral da Velha: Franquia Pokémon

    E aqui estamos, com mais uma Visão Geral da Velha! E hoje trago pra vocês uma franquia muito, mas muito conhecida, onde possivelmente até mesmo o Seu Zé que cata latinhas na rua ou a Sá Maria que fica na janela o dia inteiro fofocando da vizinhança sabe do que se trata: Pokémon. Esses monstros de bolso foram uma febre absurda no final dos anos 90, a ponto de muitas pessoas (eu inclusive) sequer imaginarem que tudo se originou em jogos preto e branco oriundos de um portátil com a tela escura da criadora do Super Mario.

    Quem foi criança nos anos 90 certamente lembra bem dessa abertura...

    Contudo, apesar de ser uma franquia extremamente bem conhecida e repleta de jogos, brinquedos, doushinjis, camisetas, e a tralha que for, sua participação na indústria de animação japonesa não é tão variada assim, porém vale a pena tecer alguns comentários sobre ela (no caso suas entradas mais importantes, deixando de lado os trocentos filmes da mesma que saem todo o ano, por exemplo), sucedidos de um veredicto da nossa idosa. Enfim, chega de papo e vamos ao que interessa!

    1 - Pokémon (1997)

    Assim que os jogos Pokémon - Red/Blue saíram para o Game Boy, tal como era corriqueiro de ser feito com vários games da época, trataram logo de criar uma série de TV, para servir como propaganda e tudo o mais. Entretanto, como todos nós sabemos (a menos que tenha vivido em uma pedra nos últimos  24 anos), a animação explodiu de sucesso. E os motivos não foram poucos, afinal ela trazia um setting único, um mundo onde um menino saía de sua casa para capturar várias criaturas mágicas distintas, isso acompanhado de mais 2 amigos e tendo o sonho de ser o maior Mestre Pokémon do mundo todo. Uma jornada que certamente qualquer criança sonharia!

    Usando do humor característico dos anos 90 (com caretas, tombos e afins), acompanhado de valores de produção razoáveis (com cenas de batalha entre os bichos bem feitas e tudo o mais), o anime de Pokémon tomou rapidamente o gosto do público, sendo até mesmo o principal responsável pela repopularização dos animes na TV aberta aqui no Brasil (com a Record, a Band e principalmente a Globo investindo pesado em animações japas pra se passar nos programas infantis), isso além de derivar uma caralhada de clones, como Digimon (que apesar de ter a origem anterior aos jogos de Game Boy, teve sua animação criada por motivos óbvios), Bucky, Monster Rancher, Flint the Time Detective, Konjiki no Gash Bell, entre muitos, muuuitos outros.

                                                         Prepare-se pra encrenca... 

    Portanto, o anime de Pokémon começou muito bem sim, e conseguia passar de maneira excepcional o clima dos jogos pra tela da TV, mesmo que tomasse muitas liberdades criativas com relação a eles (como Pikachu dar choque em um Onix, por exemplo). Contudo, eles não souberam quando parar e o show se mantêm até os dias de hoje, com mais de 1000 episódios e ainda utilizando a mesma fucking fórmula do protagonista chamado Ash Ketshun que sai no mundo com seu Pikachu querendo ser um Mestre Pokémon, mas que continua tendo 10 anos de idade e ainda perdendo campeonatos importantes, com o menor desenvolvimento de narrativa sendo total e completamente inexistentes!

    Mas a pior parte disso tudo nem é o anime estar durando todo esse tempo usando a mesma fucking fórmula e personagens e sim ainda ter candango velho e barbado vendo esse pedaço de lixo e ficando puto de raiva quando Ash perde algum campeonato, como se isso fosse novidade! E sim, é óbvio que o público-alvo desse  show infinito são os infantes, mas não é porque que algo é feito para crianças que precisa ser produzido com o orifício excretor do sistema digestório, não mostrando sequer um único character development em sua infinidade de capítulos, com um fedelho que continua insistindo no seu pífio objetivo de ser um mestre, acompanhado de seu Pikachu... E que continua falhando em todos os sentidos.

    02 - Pokemon Crystal: Raikou Ikazuchi no Densetsu (2001)

    Raikou: A Lenda do Trovão (que já apareceu aqui no Arco anteriormente) foi um especial lançado no Japão em 2001, e colocado fatiado em pedaços aqui, no ocidente, como parte de um spin off do anime principal (chamado de Pokemon Chronicles) e nele, apesar de possivelmente se passar no mesmo universo de Ash e seu fracasso que dura eras, finalmente temos  personagens diferentes, um pouco mais velhos, o que dá um ar de renovação que a franquia de anime precisava HÁ ANOS! É algo bem curtinho, com 1 hora, mais ou menos, contudo vale bem a pena assistir e ver um pouco do potencial desperdiçado das animações dos monstros de bolso...

    03 - Pokémon: Origins (2013)

    E falando em potencial, esse é outro especial de Pokémon, só que desta vez um pouco mais fiel aos jogos originais, mostrando batalhas mais bem feitas, um character design diferente e, principalmente, nem sinal de Ash Ketshun, o fracasso ambulante! Nele temos Red, saindo de Pallet com seu Charmander, indo de ginásio em ginásio para conseguir virar um Mestre, isso enquanto impede a Equipe Rocket  e seu líder, Giovanni. A fórmula, à primeira vista, é a mesma do anime original, contudo a execução é totalmente diferente e o resultado, mesmo para quem não jogou os jogos antigos, é muito bom! Pena que, tal como o Raikou: A Lenda do Trovão, ser tão curto...

    04 - Pokémon Generations (2016)

    Falando em algo curto, esses foram 18 especiais minúsculos, de alguns minutos cada, contando pedaços da trama dos jogos de videogame. A animação é muito boa e, apesar de ser obviamente mais focado aos jogadores dos títulos para os portáteis da Nintendo, teria sido muito legal se essa série tivesse tido mais atenção, não precisando ter os 1000 e tantos episódios do anime original, mas ao menos uma série curta, de uns 12, pra poder mostrar melhor o potencial que essa franquia tem a oferecer...

    Bem, é isso, infelizmente. Como foi anteriormente dito, a franquia pode ser enorme e bem famosa, contudo lhe falta variedade e, principalmente, qualidade. Os títulos interessantes da mesma são uma extrema minoria, com a maior parte de seus assets  sendo gastos com um anime de quinta categoria, feito apenas para alienar crianças japonesas, lobotomizar jovens ocidentais (que ainda teimam em insistir nesse peso morto) e, principalmente, fazer propaganda de sua marca, que hoje vale milhões e qualquer, repetindo, qualquer pedaço de merda com "Pokémon no nome" vende pra caralho e, ao contrário de certa empresa da maçã, nem ao menos uma certa qualidade e esmero pode ser visto na maioria dos seus produtos...

    E após dito isso, resta alguma dúvida do veredicto? SELO SUICUNE DA DESGRAÇA COM CERTEZA! Tirando a primeira temporada do anime (até Ash perder sua primeira liga) e os especiais anteriormente comentados, o anime de Pokémon não vale absolutamente nada e mesmo qualquer um dos já bengalados aqui no Arco (ok, tirando K-ON, esse é fim de carreira total) vão corroer menos seus neurônios do que esse pedaço de estrume de vaca... Correção, estrume de Miltank...

    ______________________________________________________________________________

    Bem, por hoje é só! Até o próximo post!

    Lista com as franquias já analisadas aqui ;)

    Lista com as indicações do Arco da Velha aqui XD

    Pokémon Ruby

    Platform: Gameboy Advance
    108 Players
    5 Check-ins

    27
    • Micro picture
      santz · 8 days ago · 3 pontos

      Sempre achei o anime de Pokémon terrível, mesmo na época. Chato, feio, repetitivo e sem graça. Digimon é muito mais foda.

      16 replies
    • Micro picture
      onai_onai · 8 days ago · 2 pontos

      Dia desses minha filha estava assistindo as versões mais novas e realmente a qualidade é bem inferior e os pokemons mais novos são bem esquisitos e em sua grande maioria sem graça. Já a primeira temporada até hoje acho divertida. Por sinal acho Digimon bem mais legal!

      3 replies
    • Micro picture
      vante · 8 days ago · 2 pontos

      Eu acho que o anime tinha um potencial gigantesco na primeira parte, na verdade até a saga de Johto eu achava maravilhoso, só que ao invés de acabar dar lugar a outro protagonista ou algo assim, eles resolveram insistir no Ash com 10 anos por mais de 20, e fazer a história virar um loop infinito. Teria sido tão melhor se ele tivesse encerrado o arco do Ash em Johto e dar lugar pra outros protagonistas como acontece nos jogos e no mangá, no mínimo o Ash não seria um meme de cara que nunca vence uma liga e reseta a personalidade a cada arco.

      7 replies
  • 2021-06-11 23:42:27 -0300 Thumb picture

    1 ano do Arco da Velha!

    Há mais ou menos 1 ano, aqui nessa singela, aconchegante (e um tanto instável às vezes) rede social azul eu tive a ideia de fazer uma persona para falar um pouco mais sobre animações japonesas das antigas, isso devido a um devaneio que tive de madrugada após maratonar a reta final de Full Moon wo Sagashite (uma das maiores surpresas que tive com desenhos japoneses nos últimos anos), indo terminar de vê-lo lá pras 3 da madruga e tendo que ir trabalhar no dia seguinte às 6:00.

    Se foi algum delírio que tive enquanto tentava dormir pra poder ir trabalhar sem parecer um zumbi (o que acabou acontecendo) não sei, mas a persona @o_arco_da_velha surgiu aí, e por mais que eu já soubesse muito bem sobre a receptividade que a galera aqui da rede sempre me deu (seja nas minhas reviews nem um pouco populares, nas minhas participações do @grindingcast ou mesmo quando eu postava meus rabiscos, e até mesmo histórias em quadrinhos ), sequer imaginava que tanta gente se interessaria pela ideia, daria vidas, comentaria e até mesmo compartilharia as postagens!

               Página de performance da página, com relação ao último mês

    Atualmente, mesmo não tendo mais as postagens diárias que eu fazia no começo  (ficando a média de 2/3 posts por semana) o Arco continua crescendo, sendo muito comum algum seguidor novo aparecer, e por mais que, destes 278 seguidores, nem 1/10 sejam realmente ativos, fico muito feliz com tanta gente demonstrando interesse nos meus singelos posts, sejam nas indicações comuns da persona (que já estão em 173), das bengaladas (que totalizam 15 no momento), das postagens de artwork e de trilha sonora, das listas, nas visões gerais de franquias e, recentemente, dos casos estranhos dos animes modernos.

    Por isso, decidi fazer esse post, não para comemorar alguma coisa e sim pra agradecer a você, que é seguidor da nossa idosa, e espero nesse próximo ano de vida dessa singela persona que eu possa trazer posts ainda melhores e variados, espalhando ainda mais a palavra sobre as  inexpugnáveis animações nipônicas do arco da velha... E eventualmente algum gato pingado mais recente que não te faça querer pular de um barranco ;)!

    40
    • Micro picture
      onai_onai · 12 days ago · 2 pontos

      Uma persona muito útil por sinal porque em meados de 2000 desanimei legal em ver animes com tanta porcaria sendo feita e me dava uma baita preguiça procurar os realmente bons. E esse negócio de dormir tarde pra acordar cedo só me lembra uma galera do meu antigo trabalho que jogava jogos de estratégia até tarde. Claro que eu estava entre os zumbis. Hehe...

      3 replies
    • Micro picture
      raiden · 12 days ago · 2 pontos

      Nessa persona já vi coisa do arco da velha.... 😁

      1 reply
    • Micro picture
      wcleyton · 12 days ago · 2 pontos

      Salve veia, dá uma pesquisada por mezzo forte depois, anime estilo anos 90 daquele jeito...

      3 replies
  • 2021-06-10 20:10:03 -0300 Thumb picture

    Os casos estranhos dos animes modernos #3

    Medium 3869224 featured image

    E estamos de volta, com mais casos estranhos dos animes modernos! Hoje trarei mais algumas coisas bem zoadas que pude observar nessa nova leva de desenhos japas que empesteiam nossas telas nos últimos anos... Enfim, chega de papo e vamos ao que interessa!

    Link para a parte #1

    Link para a parte #2

    07 - Continuações tardiamente desnecessárias

    Devido à inocuidade de boa parte dos roteiristas japas ativos atualmente, está sendo muito comum o revival de séries antigas, mesmo as que já acabaram há décadas, apenas para aproveitar o fandom fixo que a mesma possui, como forma de ganhar alguns trocados de maneira barata e fácil (novamente, isso também está se repetindo no cinema). O exemplo mais recente que temos é com Inuyasha, cuja primeira temporada terminou em 2004, indo ganhar o resto de sua trama animado só lá pra 2009, e  em 2020 inventaram de fazer uma sequel de nome Hanyou no Yashahime, trazendo... Os filhos dos protagonistas...

    Além dele também temos o lamentável Dragon Ball Super (que traz transformações nem um pouco criativas e um Goku nutella,  fazendo a série GT não ter tanto gosto de merda assim), Sakura Card Captors Clear Card (esse já levou até bengalada aqui), Fullmetal Panic,  Code Geass, Aria, Saint Seiya Omega entre outros e os problemas que afetam essas sequels retardatárias são bem parecidos com àqueles dos reboots (já comentados na primeira parte desses artigos), ou seja: o mal de trazer algo de outra época para os tempos atuais, e com isso afetando personagens, character design, narrativa, tudo apenas para atrair uma nova fatia de público, que dificilmente se interessariam pelo material, se ele fosse feito nos moldes originais... Ou mesmo se tivessem deixado a porra da série terminar em paz do jeito que deveria...

    Pior que vejo muitos fãs defendendo esse tipo de coisa, como se apenas o fato da obra de sua estima ter voltado já ser o suficiente para deixá-lo feliz, independente de toda a deturpação que ela possivelmente irá sofrer para se adaptar à indústria pútrida de animação japonesa atual. Seria muito bem vindo se, ao invés de fazerem esse tipo de porcaria, deixassem essas obras antigas mais acessíveis, ou mesmo animar coisas boas que nunca tiveram chance de sair dos quadrinhos, como Pluto do Naoki Urasawa ou mesmo Eden: It's an Endless World... Mas obviamente que sempre irão escolher o caminho mais fácil... E mais lucrativo também.

    08 - A banalização do fanservice

    Por mais que muitos pensem que fanservice é apenas quando envolve mulheres mostrando seios e nádegas na tela, isso engloba uma infinidade de coisas. Fanservice, como o próprio nome diz, é "serviço ao fã", ou seja: qualquer coisa que é adicionada no show apenas para agradar o público, conseguindo assim captar a atenção da audiência de maneira mais fácil. 

    Isso significa que fanservice não tem utilidade alguma na narrativa, porém tal como um show se utilizar dele não é um sinônimo de qualidade também não é um atestado de porcaria. Muitas séries antigas o utilizam de uma maneira mais controlada, e com isso as animações acabavam ganhando um tempero a mais para quem estava assistindo, algo que acontece bem em coisas como MoldiverAngel CopGunbusterArmitage IIIJojo's Bizarre Adventure, ZegapainGolden Boy e por aí vai. 

    Porém, nos tempos atuais o fanservice deixou de ser apenas um tempero eventual para o show e se tornou foco principal de muita coisa, com muita obra se sustentando apenas nisso! Duvida? Abaixo alguns (apenas alguns) dos principais fanservices utilizados nos desenhos japas atuais:

    Peitos e bundas (esse dispensa maiores explicações, disparado o fanservice mais comum)

    Pantsu shot (calcinha das personagens aparecendo)

    Moe (personagens extremamente fofinhos e bonitinhos, com tudo o mais colorido e pueril possível)

    Gore (violência explícita)

    Gar (caras marombados)

    Mechas (os clássicos robôs gigantes)

    Yuribait (insinuações sexuais entre duas mulheres)

    Yaoibait (insinuações sexuais entre dois homens)

    Referências à outras obras (normalmente videogames, outros animes e filmes)

    Sakuga (animações com altos valores de produção)

    Otaku pandering (referências à otakus, como personagens com action figures de donas seminuas, gostos sexuais questionáveis e coisas do tipo)

    Fleshed out/Fleshismo (esquema usado para dar destaque ou ênfase à algum personagem ou ação, com o intuito de fazer esse personagem ou elemento da obra se destacar sobre os demais elementos, gerando no telespectador um ardor de atração por aquilo - algo muito utilizado em shounens, com ataques com golpes com letras garrafais na tela)

    My Feels (drama barato colocado na narrativa com o único intuito de fazer o espectador chorar)

    Toda essa saturação do fanservice nos animes atuais me lembra perfeitamente o episódio "Jogando no Ventilador (It Hits the Fan)" de South Park onde, após um programa de TV dizer a palavra "merda" em plena rede nacional, todo mundo começa a falá-la indiscriminadamente (com até um contador aparecendo no canto inferior esquerdo da tela), o que acaba causando um desastre absurdo. O mesmo ocorre com o fanservice, que não apenas banaliza elementos que deveriam ser usados de forma esporádica para dar um Q a mais para o show sendo usados à exaustão, levando a seriedade da narrativa pra casa do caralho e distanciando cada vez mais pessoas das animações japonesas, que ao verem um "High School of Dead" ou mesmo um "Re Zero" nos programas de streamming os levam a pensar que tudo quanto é anime é daquele jeito e feito para aquele tipo de público... Muito triste...

    ______________________________________________________________________________

    Bem, por hoje é só. Até os próximos posts!

    21
    • Micro picture
      wiegraf_folles_ · 13 days ago · 2 pontos

      Yashahime é ruim D:?

      1 reply
    • Micro picture
      emphighwind · 13 days ago · 2 pontos

      sakuga como fanservice é estranho, pois se uma pessoa escolhe ver uma animação, especialmente pra adaptação é por que quer ver tal coisa bem animada.

      6 replies
    • Micro picture
      onai_onai · 13 days ago · 2 pontos

      Pois é, pra mim tudo tem que ter começo, meio e fim. E quanto ao termo Moe, detesto ver crianças sorridentes e meninas bonitinhas em jogos de guerra. Por isso não tenho tanto interesse na série Fire Emblem, apesar de gostar de jogos de estratégia.

      4 replies
  • 2021-06-07 22:07:41 -0300 Thumb picture

    Code-E

    Ano - 2007

    Número de episódios - 24

    Disponível em Netflix - Não

    Disponível em Amazon Video - Não

    Disponível em Crunchyroll - Não

    Sinopse: O mundo está tomado por tecnologias cada vez mais avançadas e com isso a sociedade fica cada vez mais dependente de meios eletrônicos para sobreviver. Nesse cenário mulheres com estranhas habilidades de emanar ondas eletromagnéticas, chamadas de "TYPE-E", começam a surgir e uma delas, chamada de Chinami Ebihara, vive mudando de cidade com sua família, pois em cada lugar que passa faz um estrago maior do que o outro, tendo em vista que seu poder se descontrola baseado em suas emoções. Porém, nessa sua nova escola, a garota passa a conhecer certas pessoas que certamente iriam mudar de vez o seu futuro.

    ______________________________________________________________________________

    Code-E  basicamente fala sobre uma sociedade bem dependente da tecnologia (não muito diferente da nossa atualmente) onde algumas mulheres estão despertando uma estranha habilidade de emanar ondas eletromagnéticas, algo que pode se descontrolar dependendo do estado emocional das mesmas, causando desastres incomensuráveis. A protagonista, uma dona de óculos chamada Chinami Ebihara, tem esse poder e com isso vive tendo que mudar de cidade com sua família (para que ninguém descubra nada), e pra piorar ela é extremamente tímida, sendo uma verdadeira bomba relógio ambulante, ahuahua

    Na sua escola nova ela conhece um candango chamado Koutarou Kannagi, que tem um clube de ciências cheio de tranqueiras e que eventualmente acaba descobrindo sua habilidade, e se oferece para ajudá-la a entender como ela funciona. Daí o anime segue mostrando mais sobre os poderes da Chinami, além da adição de alguns personagens (sejam colegas de escola random ou gente interessada no seu poder de alguma maneira), isso em 12 episódios, com um ritmo meio lento que poderia transformar o show em mais um anime de escolinha com algum tipo de poder mágico random surgido da puta que pariu...

    Porém na segunda temporada, chamada de Mission-E, a coisa melhora pra caralho e finalmente temos o melhor uso para esse poder eletromagnético possível: quebrar a cara dos outros usando roupas hightech, yeah! Também acontece um time skip, com os personagens, antes estudantes, agora mais velhos, todos fazendo parte de uma organização, a OZ, cujo objetivo é proteger as TYPE-E (o nome usado para designar as mulheres com essas habilidades) da Fundação (que quer usar as donas para objetivos escusos).

    Nesse segundo arco da série, totalizando os 24 episódios da mesma, também aparece a melhor personagem do anime, a Maori Kimizuka, uma dona introvertida (mas sem ser uma kuudere clone da Rei Ayanami de Evangelion) que tem um poder absurdos, além de ser bem badass tem um baita development na trama.

    A animação ficou a cargo do Estúdio Deen, por isso ela é bem simples, mas ela funciona, especialmente na segunda temporada onde a trama finalmente engrena de vez e temos a Maori chutando traseiros à rodo. Infelizmente a série, apesar de ter um desfecho razoável, tinha bastante pano pra manga ainda, mas devido ao fato de em 2008 o apocalipse criativo na indústria de animação nipônica estar à espreita não tivemos mais episódios, e na conjectura atual (com o moe empesteando tudo, praticamente), acho difícil sair mais alguma coisa do anime... E talvez, seja melhor assim mesmo.

    No mais, fica a indicação da Velha pra Code-E, um anime que pode ter o início meio lento, mas que vale muito a pena ver até o final e conferir o rumo que os personagens e a trama alcançam, e certamente que a nossa idosa assina embaixo!

    Link para uma planilha com todos as indicações do Arco aqui XD

    10
  • 2021-06-04 00:38:15 -0300 Thumb picture

    Os casos estranhos dos animes modernos #2

    Medium 3868405 featured image

    E aqui estamos, pra mais um artigo sobre os estranhos casos dos animes modernos! Para quem não sabe, essa é uma série de posts que comecei aqui no Arco, contando um pouco sobre algumas coisas que mais me incomodam na animação japonesa da modernidade. Enfim, chega de papo e vamos ao que interessa!

    Link para a parte #1

    04 - As inúteis escolinhas de aprendizado duvidoso

    Esses aqui acho que todo mundo conhece: os maçantes, clichês e ignóbeis animes de escolinha. Personagens que vestem seus uniformezinhos, pegam suas marmitas, saem correndo portão afora (normalmente atrasados), se encontram com algum coleguinha no caminho, comentam sobre seus estúpidos clubinhos escolares e chegam na sala de aula, onde sempre tem algum zé roela sentado perto da janela olhando o horizonte...

    Como já foi comentado aqui no Arco inúmeras vezes, o cenário escolar é um ambiente MUUUITO conveniente para um autor. Isso porque nele o mesmo poderá fazer com uma enorme facilidade a apresentação de novos personagens e a interação entre eles (afinal são um bando de candango preso dentro do mesmo prédio durante horas seguidas), isso sem contar que é muito fácil para o espectador se identificar com aquela ambientação, já que existem altíssimas chances que o mesmo ou esteja em uma ou já tenha estado em uma escola, sendo portanto uma alternativa extremamente simples e barata de setting para os ignóbeis e preguiçosos roteiristas da atualidade...

    Claro que não vou dizer que antigamente não haviam animes de escolinha. Aqui no Arco mesmo eu já indiquei alguns (como School RumbleMahou Tsukai TaiB Gata H Kei), porém eles eram em um número muito menor, isso quando não usavam o setting escolar apenas como plano de fundo (como Sailor MoonZegapain, por exemplo), enquanto atualmente, em toda maldita temporada, sempre surgem mais e mais deles, se multiplicando feito bituca de cigarro no meio da rua, sempre trazendo personagens descartáveis, roteiros pueris, character designs sofríveis e aquele sininho de intervalo que te dá uma baita saudade da cadeia!

    05 - Os decrépitos isekais de videogame

    Em 2012, cumprindo a profecia Maia do fim dos tempos, uma certa animação japonesa de qualidade mais do que questionável surgia no horizonte, trazendo um cenário onde o protagonista ficava preso em um MMORPG de realidade virtual. Esse era Sword Art Online e mesmo que qualquer pessoa com o mínimo de bom senso percebesse após poucos episódios a porcaria que o anime era, ele ficou extremamente popular. E com isso vários clones começaram a surgir, e após pouco tempo os lamentáveis isekais de videogame começaram a brotar aos montes, feito gado de político na internet!

    Para quem não sabe, isekai é o termo que usam para designar uma história onde os personagens principais são transportados para um mundo diferente do deles, algo que era extremamente comum nos anos 90, com coisas como El Hazard, Inuyasha, Guerreiras Mágicas de RayearthThe Vision of Escaflowne, porém com cada um trazendo seu próprio mundo fantástico e setting único... 

    Entretanto, suas contrapartes atuais estão longe de fazer algo do tipo, e só se contentam em copiar a decadente fórmula de SAO, trazendo comumente um protagonista bunda mole sem graça nenhuma (quanto mais pamonha, melhor, já que os espectadores poderão se identificar ainda mais com ele) que vai parar em um lugar todo colorido e mágico onde fica rodeado por várias lindas (e estúpidas) garotinhas moe...  Recentemente teve até um reboot do clássico filme dos anos 90, Jumanji, que usou exatamente essa mesma premissa, enfiando no cu o clima exótico do original e trazendo um monte de personagem clichê em uma aventura onde sequer é possível morrer... E, devido ao sucesso do longa,  pelo visto até os ocidentais caíram nesse besteirol...

    06 - Banalização de tragédias e eventos

    É muito comum ver nos animes e mangás eventos que perdem qualquer
    importância e valor devido à algum tipo de enfoque exterior. Um caso
    clássico é as famosas mortes do Kuririn em Dragon Ball Z. Lembram de
    quando ele morreu na saga de Freeza e foi o maior auê por causa disso, o Goku até se emputeceu pela primeira vez na vida e virou Super Saiyajin? Foi realmente algo bem dramático, mas... O que aconteceu depois? Revivem o cara e tudo fica numa boa como se NADA TIVESSE ACONTECIDO! Não há traumas, medo, sequelas, nada! O dito cujo praticamente nem se importa mais com isso, a ponto de morrer varias vezes durante a série e seu drama de morrer se tornar algo BANAL e COTIDIANO! Porém, esse nem é o pior exemplo da coisa, afinal é um shounen, uma obra feita para adolescentes japas consumirem como se fossem HQs de super herói dos anos 60 e 70...

    Existem casos bem piores, em que um evento ou tragédia acaba seriamente prejudicado, fazendo com que uma obra fique abaixo do padrão por ter seu desenvolvimento arruinado. Vemos por exemplo Clannad, onde Nagisa morre, mas após um  certo tempo é revivida com um desejo conveniente e que remove toda a importância do desenvolvimento dramático da aceitação de Ushio pelo seu pai, que a via como tendo culpa pela morte dela. A história era um pedaço de bosta até essa infeliz morrer, e quando finalmente a coisa começa a melhorar... Ela volta e empurram o velho happy ending goela abaixo do espectador!

    Puella Magi Madoka Magika é outro exemplo onde isso foi muito usado, já que no final do anime a protagonista, após ganhar uma incomensurável energia das suas contrapartes mortas de outras linhas do tempo (parecido com aquele filme do Jet Li, O Confronto), reseta toda a realidade de dor e sofrimento que as mahou shoujo viveram, e em seguida no filme Rebbelion, Homura (a melhor amiga da protagonista, com um interesse amoroso por ela mais descarado que o da Tomoyo de Sakura Card Captors), reseta tudo de novo com os seus poderes adquiridos em cima da hora, arruinando ainda mais todo o desenvolvimento trágico que a trama mostrava até então...

    E os animes ainda mais recentes então? Usam isso PRA CARALHO! O hypado Kimi no Na Wa, por exemplo, é uma historinha meia boca de um casalzinho que troca de corpos e que usa e abusa de time resets, a ponto de evitarem até mesmo que uma cidade fosse destruída pela trolha de um cometa, apenas para que o casalzinho principal terminasse junto... E que o público não percebesse que tinha acabado de perder quase 2 horas da sua vida... E que não tentasse se matar logo em seguida.

    ______________________________________________________________________________

    Bem, por hoje é isso. Até o próximo post!

    26
    • Micro picture
      igor_park · 20 days ago · 3 pontos

      Kkkkk quanto ódio por Your Name kkkk.
      Madoka Magica é mediano.
      E Isekai é problema mesmo, nunca tive coragem de ver um.

      1 reply
    • Micro picture
      santz · 20 days ago · 2 pontos

      Vamos ponto por ponto. De fato, os animes de escolinha explodiram atualmente e são a grande sensação do momento, assim como os animes de mecha eram nos anos 80 e 90. Eu, particularmente, prefiro animes de escolinha, me identifico mais e as tramas são legais. Mechas parecem sempre tão genérico. Tem muito anime bom de escolinha, só não é o seu estilo de narrativa.
      Isekai de videogame, esse você tem total razão. Tudo genérico, chato. Já devo ter assistido uns 7 e nenhum deles me pegou.
      Banalização de tragédia, isso sempre foi uma coisa de anime, ponto. Seja antigo ou novo, sempre tem obra que ressuscita o cara ou deixa ele morto, aí vai de cada autor.

      8 replies
    • Micro picture
      tiagotrigger · 20 days ago · 2 pontos

      Vixe, estou salvo pela maioria então, hehe. Desses ai só vi o Kimi no na wa, que eu nem lembrava o nome, mas não achei ruim nem bom. Achei mediano e o final arrastado em que eu só pensava "acaba logo por favor", kkkk.

      E sobre as mortes concordo com você, as mortes tem ZERO de impacto nas pessoas, kkkk. No máximo tem impacto imediato e esquece depois de alguns episódios (revivendo ou não). E não estou dizendo só em Dragon Ball (que gosto do meme das mortes, principalmente do Yamcha, mas a maioria dos personagens morreu 3 vezes, não só o coitado do Kuririn, kkkk). A grande maioria dos animes/mangás que vi as mortes não tem muito significado ou impacto. Pensando rápido aqui o único que lembro que faz isso muito bem é Fullmetal Alchemist.

      1 reply
  • 2021-05-31 21:25:16 -0300 Thumb picture

    Os casos estranhos dos animes modernos

    Medium 3867931 featured image

    Agora em Junho o Arco da Velha irá completar 1 ano de vida, e nesse meio tempo muitos posts passaram por aqui, todos tendo como objetivo principal divulgar as animações japonesas de antigamente, não de forma a resgatar a nostalgia das pessoas (ainda mais que boa parte do que indiquei aqui passou longe da TV aberta) e sim para mostrar que, muito do que é criticado nos animes atualmente (como fanservice aloprado, personagens femininas inócuas, protagonistas bunda mole e character design genérico) não existiam nessa época.  Sem contar que muita, mas MUITA coisa legal e interessante acabou ficando injustamente obscurecida com o passar dos anos, ainda mais com nossos digníssimos serviços de streamming, que como se pode ver nas indicações normais aqui da página, raramente disponibilizam algo mais retrô e dão prioridade para os trambolhos modernos, que consequentemente acabam ganhando a atenção do público devido à sua enorme acessibilidade, deixando cada vez mais obras de qualidade sendo renegadas ao esquecimento...

                                          Eu, vendo o catálogo de animes do Netflix...

    Pensando nisso, irei começar aqui no Arco uma série de artigos, mostrando um pouco mais (e de forma mais detalhada) de alguns dos principais problemas das animações japonesas modernas, elementos que não existiam (ou se existiam, eram em menor demasia) nas obras japas de antigamente. Também deixo os créditos desse tema ao @docrow, ainda mais que muito do que será escrito aqui foi escrito por ele nos arautos do extinto Orkut. No mais, chega de papo e vamos ao que interessa!

    1 - Easy Mindfuck

    Esse aqui é beeem comum atualmente, especialmente em obras de terror ou sobrevivência. Uma pessoa, em alguns segundos, simplesmente perde a razão e fica totalmente surtada a ponto de fazer coisas que nunca faria a alguns instantes atrás. Claro que isso não acontece no mundo real, o máximo que pode ocorrer é a síndrome de burnout, onde a pessoa se estressa tanto com o dia-a-dia que pode queimar no golpe legal, algo que podemos ver muito bem no clássico "Um dia de Fúria", filme de 1993 onde o personagem do Michael Douglas, depois de perder o emprego e a família, sai quebrando tudo, extravasando todo seu stress onde quer que vá.

    Mas mesmo assim o cara não fez nada que o fizesse parecer um lunático, ele estava simplesmente puto da vida! Nos animes antigos isso também acontecia de uma forma mais verossímil, como no caso clássico do Tetsuo de Akira, que teve um mindfuck devido a um uso de drogas e a descoberta de seus poderes telecinéticos, ao contrário do que vemos em muita coisa moderna por aí, onde qualquer coisinha deixa o personagem biruta como se sua sanidade mental sumisse na velocidade da luz... Outro exemplo bem famoso é o da HQ "A Piada Mortal" onde, mesmo após tudo que o Coringa fez o Comissário Gordon passar, o mesmo não endoidou como era esperado pelo vilão.

    02 - Meninas lesadas com Q.I. de 50

    Ah, esse é de lascar. O pobre protagonista, normalmente um rapaz introvertido que está levando seu cotidiano numa boa, é interrompido por alguma menina que surge do nada, que começa a falar com ele como se fosse alguém íntimo, com aquela vozinha irritante parecendo um neném que acabou de ingerir gás hélio. Na vida real e mesmo na ficção isso é algo ridículo de acontecer, já que cada pessoa possui um senso de cautela no relacionamento com os outros, e na psicologia existem várias barreiras psíquicas que cada um possui ao seu redor e, para alguém se aproximar, o indivíduo precisa dar PERMISSÃO PARA ISSO! Estabelecer uma comunicação proxêmica não é tão simples assim como esses animes atuais com essas donas lesadas fazem parecer. Um bom exemplo de como isso funciona pode-se ver nos campos AT mostrados em Evangelion que, como uma obra que usa referências de psicologia à rodo, representa isso muito bem...

    Esse tipo de comportamento estúpido dessas molecas moe é chamado na psicologia de histronismo, e claramente que pessoas comuns já veriam na cara que elas têm algum problema na cabeça. Nem falo nada da Chitanda Eru de Hyouka, essa tem sérias doenças mentais, com certeza...


    03 - Reboots feitos com o traseiro

    Essa aqui é bem comum no cinema também, onde os autores atuais, absortos de criatividade e com a necessidade de ganhar trocados de maneira mais eficiente, tratam de refazer uma obra antiga... Porém, ao invés de melhorarem a mesma, pioram! Retrabalhar uma história feita 10, 20 ou até mesmo 30 anos atrás nos dias atuais para esses caras não se resume apenas a reanimar tudo com a tecnologia atual, como também adaptar toda a trama para o contexto social, político e cultural atual e com isso existem altíssimas chances do resultado final ser grotesco!

    A arte, no geral, reflete o meio em que foi criada. Pintores como Leonardo da Vinci ou compositores como Mozart criaram suas obras dessa forma devido à todo o movimento artístico em que eles viviam, se eles tivessem nascido no século XXI dificilmente teriam feito uma Monalisa ou a Serenade No.13 "Eine Kleine Nachtmusik", por exemplo. Com isso uma boa maneira de respeitar a obra antiga nesse cenário é mantendo suas características, por mais dicotômicas que sejam com a nossa realidade atual... Mas e quem disse que os idealizadores dessa renca de reboots atuais pensam na qualidade de seus produtos?

    Além de coisas como anacronismo tecnológico (como Sailor Moon Crystal, que inseriu smarthpones, internet e notebooks para a trama, mas sem repensar em como isso afetaria o resto do plot), a diferença artística nesse tipo de reboot atual também tende a ser tremenda. Atualmente os animes estão dominados pelo moe, e com isso o character design de obras que sofrem desse mal acaba se adaptando a esse novo público, com um bom exemplo sendo o Boogiebop Phantom de 2019, uma trama do ano 2000 extremamente filosófica e complexa com uma ambientação sombria e séria que ao ser rebootada foi arruinada por inserir personagens fofinhos e coloridos, argh!

    ______________________________________________________________________________

    Bem, obviamente que existem mais problemas comuns dos animes modernos, mas devido ao limite de imagens do alva, deixarei para citar mais outro dia. Enfim, espero que tenham gostado e até a próxima!

    30
    • Micro picture
      santz · 23 days ago · 3 pontos

      Esse lance de pessoas chegarem do nada conversando com outras não é nada fora do comum. Já aconteceu comigo várias e várias vezes e já vi acontecer também. A pessoa, quando quer conversar com a outra, vai lá e conversa, não precisa de permissão pra isso.

      6 replies
    • Micro picture
      noyluiz · 23 days ago · 2 pontos

      No primeiro caso, acho que Gyo é um bom exemplo (o protagonista faz decisões lógicas e não parece forçado).
      No segundo caso, ai fica difícil de dar um exemplo que não tem nada sobrenatural no plot (mas um bom exemplo que faz piada com isso é Usami-san wa Kamawaretai! Muito bom mangá btw).

      2 replies
    • Micro picture
      zim · 23 days ago · 2 pontos

      Estou acompanhando 2 animes nessa temporada, e um deles possui 2 dessas tropes modernas que você mencionou kkkk o anime em questão se chama Eighty Six (86), é um mecha war drama cheio de desgraça e mortes, porém apresenta um character design moe e uma abordagem teen pouco crível que não transmite impacto e impossibilita levar a sério a estória. Não é um reboot, porém seus problemas de adaptação se assemelham bastante aos que você citou sobre reboots mal feitos. E o "Easy Mindfuck" ocorreu no último episódio quando uma das personagens mais mentalmente equilibradas perdeu as estribeiras e começou a agir feito uma maníaca do nada kkkkk

      4 replies
  • 2021-05-26 20:03:10 -0300 Thumb picture

    Kouryuu no Mimi: Mina no Shou

    Ano - 1995

    Número de episódios - 02

    Disponível em Netflix - Não

    Disponível em Amazon Prime Video - Não

    Disponível em Crunchyroll - Não

    Sinopse: Existe uma família na qual o líder herda um poder conhecido como "Orelha do Dragão de Ouro", o Clã Natsume. Esse poder deixa seu portador manipular seu próprio destino das mais diversas maneiras possíveis, além de fazer com que qualquer mulher se apaixone por ele. O atual e 45° líder do clã é o jovem Kiroemon Natsume que, por um acaso (ou por obra do próprio destino) acaba se apaixonando pela bela Kanako Shijo, um membro da família rival, uma relaçaõ que, obviamente, não será bem vista por nenhum dos lados.

    ______________________________________________________________________________

    Esse anime de nome enorme, Kouryuu no Mimi: Mina no Shou, é baseado em um mangá do autor Inoue Noriyoshi, e conta a história de um cara chamado Kiroemon (não, ele não é um digimon, huahua) e seu incrível poder passado pelos patriarcas de sua família, permitindo ao seu portador controlar seu próprio destino (parecido com a Domino da Marvel), algo que ele pode acessar simplesmente retirando seu brinco dourado da orelha esquerda.

    Além disso, Kiroemon também pode fazer com que qualquer mulher se apaixone por ele, algo que fez com que durante gerações o clã Mina se tornasse o principal rival da família do protagonista, já que todos os membros deste são mulheres, todas lindas e treinadas na arte da sedução, podendo manipular governos e destruir países, um clã de Femme Fatalles que vê em um cara que não pode cair em suas técnicas voluptuosas (e pior: ainda pode fazer elas gamarem nele) como seu principal empecilho em um possível domínio global.

    Nesse cenário, o protagonista acaba se apaixonando por uma dona que conheceu na igreja, Kanako, um membro dos Mina, que estava prestes a casar com o filho de um político influente. Obviamente que os aliados do clã Natsume acham isso uma cilada, mas Kiroemon tá se fodendo com isso e o anime segue nesse embate, de um Alpha Male contra um exército de Femme Fatalles, além dessa pitada de romance no meio. 

    O destaque do anime? Eu diria que fica para a guarda-costas de Kiroemon (se é que ele precisa de uma), a loira Gordon, que é bem badass e tudo o mais, mas o protagonista também é interessante, ainda mais que normalmente tem uma cara meio de palerma, mas após tirar seu brinco fica com o cabelo pra cima, meio Super Saiyajin, e fica todo fodão, desviando de balas e podendo até mesmo fase raios acertarem seus adversários (ou no caso, manipular o destino para que o raio caia onde quiser). 

    A animação é muito boa, o character design é lindo de morrer e também tem algumas cenas de nudez e insinuação sexual, mas nada nível hentai, claro. No fim, fica a dica da Velha para Kouryuu no Mimi: Mina no Shou, um anime curto com um setting bem interessante, e certamente que nossa idosa assina embaixo!

    Link para uma planilha com todos as indicações do Arco aqui XD

    Kouryuu no Mimi

    Platform: SNES
    5 Players

    14
    • Micro picture
      onai_onai · 28 days ago · 2 pontos

      A fila de animes legais pra assistir só cresce. Hehe...

      1 reply
  • 2021-05-24 19:37:16 -0300 Thumb picture

    Angel Links

    Ano - 1999

    Número de episódios - 13

    Disponível em Netflix - Não

    Disponível em Amazon Prime Video - Não

    Disponível em Crunchyroll - Não

    Sinopse: O sistema Oracion é uma área rica em minerais localizada na fronteira do espaço. Devido a isso, uma grande quantidade de naves cargueiras passam por ela todos os dias, o que consequentemente atraiu a atenção de piratas espaciais, e como a polícia do local não estava dando conta da situação, vários grupos privados especializados na defesa começaram a surgir. Entre eles um se destacou, o Link's Group, que oferecia proteção de graça para àquelas pequenas companhias menos afortunadas, e liderando esse grupo estava a jovem Meifon Li, uma garota carismática, habilidosa e com um passado um tanto misterioso...

    ______________________________________________________________________________

    Angel Links é um spin off de outro anime, um space western (faroeste espacial, igual Cowboy BebopTrigun) de nome Outlaw Star e apesar de ser menor e  menos chamativo do que ele à primeira vista (afinal só tem 13 episódios contra os 26 de Outlaw Star, além deste ser um space western e Angel Links parecer ser só um anime sci fi genérico com uma dona peituda na capa), consegue se sair bem melhor que seu antecessor, e por isso merece seu pequeno espaço, aqui no Arco!

    A trama é focada em Meifon Li, uma dona bonitona meio chinesa que acabou herdando uma empresa cheia da grana de seu falecido avô, o Link's Group, que antes de ir pra terra dos pés juntos deixou como último desejo que eles abrissem uma companhia de segurança espacial, e que não cobrasse nada dos seus contratantes. 

    E assim Meifon juntou um time bem variado (formado até mesmo por uma loira estrategista e um dragão antropomórfico overpower pra cacete) e colocou na espaçonave principal da companhia, a Angel Links (Links por causa do nome do grupo, e Angel porque quando a arma principal da aeronave é acionada a explosão deixa uma espécie de auréola no espaço). 

    A história então mostra os casos da companhia, em um clima semi episódico na maior parte do tempo, porém nesse meio tempo vai mostrando um pouco mais do passado da protagonista, que é resistente e forte demais para alguém da sua idade, tendo até mesmo uma lápide perto do túmulo do seu falecido avô com seu nome. Também aparece um figurão de cabelo comprido chamado Leon Lao, que desperta um interesse em Meifon... Seria tudo relacionado? Só vendo mesmo pra ver... Mas deixo uma dica: o final de tudo é excelente!

    A animação da série é muito boa, e o destaque não podia ser para outro senão a protagonista, Meifon Li. Não por sua comissão de frente avantajada ou sua vestimenta um tanto reveladora (afinal, desenhos japas estão cheios de donas assim), e sim por seu design meio chinês bem exótico (ainda mais por japas terem uma certa treta com os chinas) e por suas atitudes, já que ela comanda a empresa, comanda a espaçonave, sai em combate junto com o homem dragão porradeiro, desce o cacete e ainda tem um gato que vira uma espada toda estilosa. Preciso falar mais?

    Por fim, fica a indicação desse dia 24 para Angel Links, um anime curto, com aquele clima anos 90 que a gente gosta e com uma boa protagonista e claramente que a Velha, que em suas épocas de juventude já usou roupas bem mais curtas que as da Meifon, assina e carimba embaixo!

    Link para uma planilha com todos as indicações do Arco aqui XD

    15
  • 2021-05-20 07:36:53 -0300 Thumb picture

    A morte de Kentaro Miura.. .

    Hoje cedo recebemos a notícia que o autor de Berserk, o Kentaro Miura, faleceu aos seus 50 e poucos anos. Todos que acompanham o Arco há algum tempo sabem muito bem o que eu penso do rumo que a história do Espadachim Negro tomou, onde a trama sofreu um retcom nojento, estragando personagens importantes e adicionando um monte de candango ignóbil, como uma bruxinha colorida e um fedelho genérico... 

    E com a morte do autor, que há anos estava escrevendo o mangá a passo de tartaruga (dando tempo do mesmo jogar seu idolmaster) a trama ficará eternamente sem conclusão. Se ele deixou suas ideias escritas em algum lugar ou se algum outro irá finalizar a obra, não dá para dizer no momento, mas uma coisa é certa: a morte de Miura nos faz pensar e refletir sobre nossa própria finitude... Afinal, qual legado deixaremos quando partirmos desse mundo? O que acontecerá com nossas obras, nossos feitos e com àqueles que dependem de nós de alguma maneira?

    Enfim, por mais que eu tenha asco do rumo que uma das histórias mais bem feitas já feitas pelos japoneses tomou nas mãos dele (e das adaptações em CG asquerosas que saíram nos últimos anos) , isso não muda o fato que Kentaro Miura deu a luz a Guts, Griffth, Casca e tantos outros personagens que nos encantaram e cativaram durante todos esses anos, deixando sua marca cravada na história da animação japonesa, na sua esplendorosa Era de Ouro e que seus familiares tenham a força de um espadachim com uma montante nas costas e um braço mecânico nesse período tão difícil.

    Berserk

    Platform: Playstation 2
    266 Players
    9 Check-ins

    35
    • Micro picture
      jcelove · about 1 month ago · 3 pontos

      Eu ja acho que a trama ficou ainda melhor quando ele formou a party e e a dinamica com a Caska e a Berserk Armor, gosto muito de toda galera ali.

      Muito triste, morreu jovem, e pensar que a fanbase sempre brincava com os hiatos dizendo que o medo era que ele morresse antes de terminar a séire U_U

      8 replies
    • Micro picture
      bmark · about 1 month ago · 2 pontos

      Soube da morte do Kentaro Miura hoje de manhã atraves de um grupo de animigos pessoais do qual participo no WhatsApp e fui procurar por informações para confirmar. Ironicamente me lembrou a morte de kaoru Kurimoto , autora de Guin Saga que influenciou Miura a criar Berserk que ocorreu em 2009.

      Sobre Berserk vi alguns episódios do anime de 2016 no Loading e comprei o guia oficial que foi publicado pela Panini a pouco tempo atras.

      3 replies
    • Micro picture
      thiagobrugnolo · about 1 month ago · 2 pontos

      Porra Miura, não! Extremamente triste e chocado com a noticia, Berserk é um dos meus mangás preferidos, uma das melhores histórias e ambientações de uma obra do gênero. Tinha virado até piada nos fóruns de discussão de Berserk o medo do Miura morrer e não terminar a obra e no fim foi o que ocorreu....infelizmente nunca veremos o desfecho do destino de Guts.

      2 replies

Load more updates

Keep reading → Collapse ←
Loading...