• 2022-07-16 23:51:30 -0300 Thumb picture

    Diazepam da Velha #6 - Yu-Gi-Oh GX

    E continuando com os posts sobre as temporadas animadas de Yu-Gi-Oh, chegamos à segunda delas, e a última que passou na TV  aberta: Yu-Gi-Oh GX que, como podem bem ver, não está nos posts comuns de indicações da persona e sim naqueles que falam sobre obras medíocres, que podem servir muito bem para tirar um cochilo depois do almoço, do tão monótonas que são. 

    Mas afinal, o que há de errado com essa segunda temporada da série? Bem, ela se passa alguns anos após o término da primeira, após as aventuras de Yugi e cia chegarem ao fim. Kaiba acabou criando uma academia para ensinar às novas gerações como duelar (por que, se antes eles aprendiam essa merda sozinhos, você está pensando? Simples: pra ganhar dinheiro, hauhaua), dividindo os dormitórios dos alunos conforme os 3 deuses egípcios: Obelisco Azul para os melhores, Rá Amarelo para os medianos e Slifer (Ossiris, no original) Vermelho para a ralé, os piores dos piores. 

    E assim a trama começa, com o protagonista, Jaden Yuki (Judai Yuki, no original japa) topando com o Yugi no caminho para o exame de admissão na Academia, e com isso ele acaba ganhando a carta do Winged Kuriboh (um Kuriboh com asas), um monstro que consegue se comunicar com o seu duelista. Porém, o encontro só fez Jaden chegar ainda mais atrasado no seu duelo, e ele acaba tendo que duelar com um dos professores do lugar, um cara arrogante chamado Crowler (Chronos, no original), que usa um baralho bem roubado de Ancient Gear Golem contra ele. 

    Mas o protagonista estraçalha o professor com seu deck de Elemental Hero, focado em fusões (essa temporada é bem focada nisso, aliás) e, com isso, seria de se esperar que Jaden fosse catapultado para o melhor dormitório, certo? Mas não, ele vai parar no pior, no Slifer Vermelho, e a trama a partir daí começa com a pegada episódica, mostrando os diferentes personagens da Academia, o dia-a-dia do Jaden e seus colegas de quarto, praticamente um slice of life de escolinha, só que com duelos...

    E obviamente que isso é muito chato, e por mais que no decorrer dos episódios comecem a surgir ameaças globais e tudo o mais, tal como as velhas capirotagens da série, a tensão praticamente não existe na trama, ainda mais se compararmos com a temporada anterior, onde toda hora tinha um maluco querendo roubar a alma de alguém, as trevas dominando o mundo, almas queimando no inferno, mães religiosas arrancando os cabelos, esse tipo de coisa. Yugioh GX é tão boring que até a minha sobrinha, de 9 anos, que estava vendo a série ano passado, não conseguiu assistir nem a primeira temporada, que está disponível de graça no Youtube até.

    Mas se ele é tão chato assim, por que não está nos posts do limbo da persona, a Bengalada da Velha? Simples: é porque, por ser uma animação de um TCG, os duelos contam muito e eles estão longe de serem ruins. O protagonista é quem duela a maioria das vezes, mas o Jaden (ou Judai, se você assistir no original japonês) é um ótimo personagem, sendo bem carismático e um duelista de mão cheia (aliás ele é um dos únicos protagonistas da série animada que não duela com a ajuda de algum espírito super sábio, ou que usa alguma roubalheira no meio dos embates), e também temos outros personagens muito bons, como o Chazz Princeton (Manjoume Jun, no original), um cara maluco que anda com um crocodilo de nome Shirley nas costas, entre outras coisas que se espera de uma temporada de Yugioh.

    Aqui também tivemos uma aproximação maior do anime com o TCG (ainda estava longe de ser ao menos parecido, mas já estava melhor do que a primeira temporada, que era uma bagunça só), isso sem contar que aqui também mostra a popularização das invocações especiais (Fusões, principalmente), que foram começando a ficar mais fáceis de serem feitas, com coisas como Power Bond, Cyber Stein, Miracle Fusion, entre outras coisas. Aliás, essa é a temporada onde se passa um dos melhores jogos de videogame da série, o Yugioh GX Tag Force, disponível tanto pra PS2 quanto pra PSP.

    Então, se vale a pena ver Yugioh GX? Bem, são 180 episódios, divididos em 4 temporadas (com a última sendo bem menor do que as outras 3), e como existe coisa bem melhor pra se ver na franquia (como o arco anterior por exemplo), a Velha se mantêm neutra, como é de praxe dos posts do Diazepan, afinal são todos obras medíocres mesmo. 

    Só que, tal como foi dito com a primeira temporada, tome cuidado com as versões dubladas, já que elas sofreram censura pesada da 4Kids (e nosso amigo Yugioh Extremo tem todos os episódios legendadinhos também: https://yugioh-extremo.net/gx). Enfim, por hoje é só, até o próximo post!

    Lista com todos os soníferos comentados aqui!

    Yu-Gi-Oh! GX Tag Force

    Platform: PSP
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      vante · 22 days ago · 3 pontos

      Eu gostava quando era mais novo, hoje em dia não sei se iria gostar

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      santz · 21 days ago · 3 pontos

      Eu odiava pegar aquele monte de cartas de Elemental Hero. Só no desenho mesmo para um deck desses dá certo. Não para usar nada sem ter que sacrificar cartas específicas.

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      oferreira · 22 days ago · 2 pontos

      Caraca, eu odiava a abertura desse anime, agora voltou a grudar a música na minha cabeça kibeleza

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  • 2022-07-10 20:53:12 -0300 Thumb picture

    Yu-Gi-Oh!

    Ano - 2000

    Número de episódios - 224

    Disponível em streamings - Sim (Netflix, mas só as duas primeiras temporadas)

    Disponível dublado - Sim

    Disponível legendado em ptbr - Sim (download aqui: https://yugioh-extremo.net/dm)

    Sinopse: Yugi Mutou é um jovem introvertido de baixa estatura, que foi presenteado com um enigmático quebra cabeça de origem egípcia pelo seu avô. Fazendo um pedido para conseguir amigos, Yugi consegue montar o estranho objeto, cujo nome era Enigma do Milênio, porém ele não esperava que, a partir dali, um espírito destemido e poderoso fosse tomar conta do seu corpo em momentos de perigo, fazendo-o se transformar em um verdadeiro "Rei dos Jogos" e que isso atrairia várias forças além da sua compreensão.

    _____________________________________________________________________________________

    É hora do duelo! Dando início aos posts sobre a franquia, comecemos pelo começo (ao menos o começo pra maioria das pessoas, já que o Yugioh Zero veio antes)! Yugioh é um dos desenhos japas que mais fizeram sucesso por aqui, lembro como se fosse ontem de uma onda de misticismo, ação, monstros gigantescos e jogo de cartas invadindo as manhãs da Globo, advinda de cartinhas dos mais diversos tamanhos sendo vendidas em todo o lugar, além de programas televisivos e pais religiosos surtados com as capirotagens egípcias que Yugi e cia faziam, o que gerou muita audiência para apresentadores sensacionalistas com o nome de grandes felinos, ahuahauhaua

    Yugioh é uma série que se originou de um mangá criado pelo recém falecido Kazuki Takahashi, uma história focada em um protagonista que jogava vários tipos de jogos (como pode-se ver no Yugioh Zero, o yugioh do kaiba verde), porém o jogo de cartas acabou se popularizando e com isso chamaram o estúdio Gallop pra fazer uma série focada apenas nele, de modo a fazer uma propaganda do novo produto... E o resultado foi avassalador, tanto que hoje o TCG de Yugioh é o maior do mundo em número de cartas facilmente.

    Quanto à história, Yugi, o protagonista, já começa no primeiro episódio com o Enigma do Milênio e podendo se transformar em sua versão badass mais alta e com cara de mau (e, tal como se fosse Sailor Moon, ninguém percebe que ele muda de aparência quando vai duelar), e logo no segundo episódio temos o vilão carismático as hell Maxilillian Pegasus roubando a alma do avô do protagonista, instigando ele a participar do campeonato de duelos na sua ilha particular, o Reino dos Duelistas.

    A partir daí Yugi e seus amigos ficam lidando com os antigos jogos das trevas, onde pessoas que perdem o duelo de cartas têm a alma enviada para o inferno. Sim, para o inferno, aquilo de "reino das sombras" que escutamos quando vimos os episódios dublados é uma das censuras que a série sofreu por aqui (e existem várias, especialmente de artwork das cartas), fico imaginando se tivessem passado tudo sem o filtro da extinta 4Kids (que já foi tarde) como seria a reação dos religiosos malucos na época...

    O anime possui 3 arcos principais: o Reino dos Duelistas é a primeira (e mais famosa), seguida da Batalha da Cidade (onde aparecem as 3 cartas dos deuses egípcios) e o das Memórias do Faraó (onde mostra o passado do espírito que habita o enigma do milênio do Yugi), com cada um deles contando com um vilão excelente: Pegasus, Marik e, o melhor deles: Bakura. Também tem outros 3 arcos que a série de TV inventou para tampar buraco (os famosos fillers): o do Noah, o do Lacre de Orichalcos e o do torneio de duelo que o Kaiba fez, e todos são beem descartáveis, dando pra pular eles de boa, caso se interesse em ver a série.

    Nos primeiros arcos as regras do TCG ainda estavam engatinhando, por isso os duelos são uma bagunça dos infernos (os caras inventam efeitos malucos e tudo o mais), porém ainda dá pra divertir com a ambientação bem única, vilões memoráveis, monstros com desing duca e protagonistas legais, então vale a pena dar uma conferida, se você não se importar com o pacing meio lento da série, e com o fato dela ser apenas sobre jogos de cartas, afinal foi criada especificamente para fazer propaganda de um (e serviu de estopim para vários outros animes de TCG, como Cardfight Vanguard e o recente Wixoss).

    Só tome cuidado com as versões dubladas, devido à censura pesada da 4kids (apesar do cast de dubladores ser excelente, como a voz do Marik feita pelo saudoso José Parisi Jr), que não mudou apenas nomes e atributos físicos das moças como também alterou momentos da narrativa e até a trilha sonora! Fico pensando em por que não redublam essa série igual estão fazendo com One Piece atualmente, afinal público Yugioh tem de sobra. Enfim, fica a indicação da Velha para a primeira (na verdade, segunda) temporada de Yugioh, mas e quanto às outras? Como se saíram? Vemos isso num próximo post, por hora, até mais!

    Lista com todas as indicações do Arco aqui!

    Yu-Gi-Oh! Power of Chaos - Yugi the Destiny

    Platform: PC
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      santz · 28 days ago · 2 pontos

      Yu-Gi-Oh é um anime que funcionou muito bem na época, que vendia as cartinhas na banca e tals, mas hoje em dia, acho que nem as versões modernas desce (não vi as outras versões, fora a clássica TV Globinho).

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      ersatzgott · 28 days ago · 2 pontos

      One Piece tem licenciador sério pro ocidente, a Funimation. Yu-Gi-Oh! ainda tá preso na 4Kids 2.0, a 4K Media. E, bem, quando os EUA tentaram dublar uncut, fizeram somente 12 episódios (com 9 sendo lançados em DVD), pois o Shunsuke Kazama, o péssimo ator de voz do Yugi que não deveria ter substituído a Megumi Ogata, entrou com processo pra ganhar mais $$ em cima do uso da voz dele no áudio original incluído no DVD

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  • 2022-07-07 21:39:05 -0300 Thumb picture

    Notícias da Velha #6 - Morre Kazuki Takahashi

    Hoje, no dia 07 de Julho de 2022, morre aos 60 anos o autor de Yu-Gi-Oh, Kazuki Takahashi. O corpo dele foi encontrado boiando a 300 metros da costa da cidade de Nago, da prefeitura de Okinawa, usando um traje de mergulho. Definitivamente foi uma grande perda, ainda mais por ter sido o autor de uma das séries de animação japonesa mais famosas do globo, além de ter sido o estopim para o maior TCG do mundo.

    Também tiveram várias artes de cartas assinadas por ele mesmo, como essa da Dark Magician Girl, ou Maga Negra, como ficou conhecida por aqui

    Por mais que ele só tenha criado mesmo a primeira série do anime, que foi animada tanto pela Toei, no icônico anime do Kaiba Verde, como pelo Gallop (que é a versão que todo mundo conhece), enquanto as outras ficaram à cargo de outras pessoas, sem o Kazuki Takahashi nada disso existiria e não teríamos o jogo de cartas, os inúmeros jogos de videogame da série e vários outros produtos relacionados à marca. 

    Ficam aqui as condolências da Velha para a família do cara e para os fãs, e para homenagear o legado do cara irei fazer aqui na persona posts detalhados relacionados à todas as temporadas da animação, exceto o Yugioh Rush Duel (já que esse eu não tive saco pra ver, ahuahua). Já tivemos 3 posts sobre a série, não deixe de dar uma conferida neles, se ainda não viu!

    Yugioh Zero (ou Yugioh do Kaiba Verde: http://alvanista.com/o_arco_da_velha/posts/3897164...

    Visão geral da franquia parte 1: https://alvanista.com/o_arco_da_velha/posts/390709...

    Visão geral da franquia parte 2: https://alvanista.com/o_arco_da_velha/posts/390898...

    Yu-Gi-Oh! 5D's Tag Force 5

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      carlospenajr · about 1 month ago · 0 pontos

      É maldade, mas será que ele agora tá no reino das trevas? XD

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  • 2022-07-04 22:35:49 -0300 Thumb picture

    Comparativo: Dai no Daibouken clássico X Dai no Daibouken remake

    Medium 3922746 featured image

    E aqui estamos nós, com mais um post do arco da velha sobre comparações entre versões diferentes da mesma obra! E hoje trago para os senhores um anime que ganhou remake a uns anos atrás e que certamente fez parte da infância de muita gente: Dai no Daibouken ou, como conhecemos por aqui no Brasil, Fly o Pequeno Guerreiro!

    Quem não esperava a semana inteira pra ouvir essa música no Sábado Animado no SBT?

    Para quem porventura não sabe, Fly/Dai no Daibouken é uma série de TV baseada na famosa série de RPG Dragon Quest da Square Enix, usando magias, monstros e vários outros elementos dos jogos para criar uma narrativa própria, e como resultado tivemos um dos animes baseados em videogame mais bem sucedidos até hoje, prova que muita gente por aí conhece Fly e nem sabe que Dragon Quest existe, e até se espanta com a música introdutória dos jogos sendo a mesma do anime que viu quando criança. 

    Porém, a primeira versão animada, de 1991, acabou não adaptando todo o material original, e acabou sendo cancelada com os seus 46 episódios. Os fãs ficaram anos órfãos de alguma novidade da série, até que em 2020 anunciaram um remake, que está em exibição ainda hoje, atualmente tendo seus 80 e poucos episódios. Mas será que essa versão mais atual é realmente melhor e a espera de quase 30 anos valeu a pena? Ou, tal como foi com o recente remake de Shaman King, o clássico incompleto ainda é a melhor opção?

    Bem, de acessibilidade, o remake com certeza ganha de lavada, já que ele está disponível via HBO Max e Crunchyroll, enquanto o clássico é até fácil de encontrar pra baixar dublado, mas legendado é bem complicado. Porém, iremos nos concentrar em 5 aspectos de ambas as obras para, no final, chegarmos a uma conclusão de qual será a melhor opção para se assistir:

    1 - História: como a trama do anime é contada, seus personagens, seu ritmo, sua conclusão

    2 - Personagens: como o cast de cada uma das versões se comporta

    3 - Character design: como ambas versões foram desenhadas

    4 - Animação: qual estúdio animou, se o resultado ficou bom, se as cenas de luta são dinâmicas e tudo o mais

    5 - Trilha sonora: como a OST ficou em cada uma das versões

    Dito isso, vamos ao que interessa!

    1 - História

    A história de Dai no Daibouken/Fly o Pequeno Guerreiro é bem simples: o protagonista (cujo nome original é Dai) foi criado por monstros pacíficos em uma ilha isolada. Porém, num certo dia, o rei do mal que havia sido derrotado anos atrás, Hadlar, surge novamente, e desta vez com muito mais poder (trazendo à tiracolo alguém mais poderoso que ele, o rei das trevas Vearn) e com isso o jovem, acompanhado de seus amigos Popp e Maam e seguindo os ensinamentos do seu Mestre Avan, sai pelo mundo em uma jornada para salvar o mundo, essas coisas de Dragon Quest. No meio do caminho ele vai adquirindo mais aliados e vai aprendendo mais sobre seu passado, o estranho símbolo de dragão que surge na sua testa no meio de algumas lutas, entre outras coisas.

    A história de ambas versões é a mesma, o que muda mesmo é o pacing e até onde cada uma vai. O clássico tem um pacing bem melhor no começo, mostrando tudo com bastante detalhes e tudo o mais, enquanto o remake (como é típico dos remakes atuais) rusha muuuito o começo da história, só indo ficar num ritmo normal lá pro arco do Baran (que coincidentemente foi onde o clássico parou) por volta do episódio 20. Porém, essa nova versão já está com quase o dobro de episódios da anterior, 84 até a data dessa postagem, e aborda muito mais da trama do que a primeira versão e, ao contrário do Shaman King, vale a pena ver o resto da história aqui. Então, nesse primeiro quesito, Clássico 0 x Remake 1.

    2 - Personagens

    O cast de ambas as versões também é o mesmo, todos personagens bem padrão para um battle shounen dos anos 90, com o Fly/Dai sendo o protagonista ingênuo e poderoso, o Popp sendo o mago covarde e tarado, a Maam sendo a menina com grandes atributos físicos que só serve pra fanservice, além de outros como o garoto edgy Hyunckel e por aí vai. E, como o remake tem mais tempo de tela e mostra mais dos personagens, passando o development de muitos deles e tudo o mais, ele acaba levando a melhor aqui também, e com isso temos Clássico 0 x Remake 2.

    3 - Character design

    Olhando à primeira vista, percebe-se que o design do remake está bem mais polido e limpo, enquanto o do clássico ainda tinha aquela pegada dos anos 80 com rostos mais simplificados, portanto o remake também leva a melhor aqui, certo? Errado!

    Concordo que o traço do remake está melhor, porém ele está lotado de censuras! Símbolos religiosos (como a roupa dessa Priest que aparece no primeiro episódio) foram removidos, tal como a vestimenta de certos personagens e as cenas com algum tipo de ecchi. Esse último dá pra relevar (afinal, fanservice não tem valor técnico em uma obra, e as cenas de safadeza ainda estão lá, só ficaram mais sutis), agora a mudança de elementos estéticos da obra não dá (ou mesmo a remoção de algumas piadas, como uma em que o Popp fala sobre Puff Puff), então o clássico leva a melhor aqui, e assim ficamos com Clássico 1 x Remake 2.

    4 - Animação

    Ambas versões foram animadas pelo Toei Animation, um estúdio que até tem bons valores de produção, mas que costuma ser bem preguiçoso em boa parte do tempo. Porém, como pode-se ver nessa cena, o remake está um pouco mais dinâmico nas cenas de ação, apesar de usar de CGI em alguns pontos, como no primeiro episódio (quando os monstros da ilha do Fly estão juntos num único lugar) . E como o clássico usava muito de imagens estáticas também, a versão mais moderna acaba levando essa, e assim ficamos com Clássico 1 x Remake 3.

    5 - Trilha sonora

    O anime clássico tinha exatamente a mesma trilha sonora dos jogos de Dragon Quest, sejam os temas de batalha ou das cidades e tudo o mais. Koichi Sugiyama compôs temas incríveis e eles encaixavam como uma luva na série. Porém, com o remake, a Toei teve alguns problemas com direitos autorais, e com isso não pode usar os temas clássicos da série da Square Enix, e teve de optar por várias músicas bem genéricas para sua OST, o que é uma pena. 

    E com isso, nosso resultado final fica com Clássico 2 x Remake 3, com essa nova versão de Fly/Dai no Daibouken sendo a melhor escolha para se conhecer a série e sim, a espera de quase 30 anos valeu a pena. Eu ainda estou acompanhando os episódios, e acredito que não tarde muito para abordarem todo o mangá, portanto quem quiser esperar terminar para depois conferir tudo, pode ser uma boa. O clássico de 1991 também é legal de assistir (e não é difícil de achar ele na net), bem que eu gostaria que o remake tivesse pegado os pontos fortes dele também... Ou que tivéssemos um RPG estilo Dragon Quest com os personagens da série...

    Enfim, por hoje é isso, espero que tenham gostado do post e até a próxima!

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      kalini · about 1 month ago · 3 pontos

      Ainda ta pra nascer um remake que supere o original. Por mais que certos remakes melhorem algo, o original sempre parece ter mais alma e personalidade.

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      tiagotrigger · about 1 month ago · 3 pontos

      É acho que esse dai vou ver primeiro que shaman king. Pena que tiraram as músicas.

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      jcelove · about 1 month ago · 2 pontos

      Rapaz eu nem sabia que tava na hbo. Vi pntem ppr acaso. Assisti os 2 primeiros eps e achei bem topper. Dessa vez vai!

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  • 2022-06-30 23:57:08 -0300 Thumb picture

    Bastard!! Heavy Metal, Dark Fantasy

    Ano - 2022

    Número de Episódios - 13 (até o momento)

    Disponível em streamings - Sim (Netflix)

    Disponível  dublado - Sim

    Disponível legendado em ptbr - Sim

    Sinopse: Sinopse: Em um mundo pós apocalíptico onde fantasia medieval se mistura com heavy metal, a única forma de salvar a humanidade de criaturas malignas seria com a ajuda de um mal ainda pior. Assim, o poderoso mago Dark Schneider, que havia sido selado anos antes no corpo de um garoto, retorna ao mundo dos vivos! Seria isso a salvação que todos esperavam ou o estopim de um terror ainda maior?

    ______________________________________________________________________________

    Em uma geração dominada por remakes, qualquer mínimo anúncio, por menor que seja, sempre me deixa com a pulga atrás da orelha. Claro que, às vezes sai algo legal, mas quase sempre o resultado é desastroso, sejam os filmes CGI de Berserk ou mesmo o grotesco Sailor Moon Crystal e quando anunciaram um remake de Bastard (uma série de OVAs baseada em um battle shounen dos anos 80, que já apareceu aqui no arco) eu já fiquei esperando o pior... E pra piorar o estúdio que ficou a cargo da adaptação, LIDEN FILMS, fez um monte de porcaria (como Killing Bites, Merdaformars, entre outras pérolas), então tudo poderia dar errado aqui...

    Porém após alguns trailers e essa opening sensacional, já fiquei com algumas pequenas esperanças de que, talvez, a coisa toda não saísse um desastre. E felizmente não saiu e hoje, dia 30, tivemos o merecido revival de uma das séries de battle shounen mais insanas já feitas até hoje, que mistura referências à heavy metal, batalhas alucinantes, magia, moças com pouca roupa e um protagonista badass que faria o Alucard de Hellsing mijar no seu estiloso sobretudo vermelho: Dark Schneider!

    A história é bem simples: após a humanidade fazer merda até falar chega a deusa das trevas, Anthrasax, apareceu pra foder com tudo, porém após um feroz embate contra um dragão de luz ela finalmente foi derrotada. 400 anos depois um novo grupo está tentando reviver a maligna deidade, e apenas um poderoso mago há muito tempo selado poderia impedir que isso acontecesse. 

    E é aí que entra o protagonista, Dark Schneider, que estava selado em um garotinho inocente, o Lucian, e apenas o beijo de uma virgem poderia quebrar o selo e trazê-lo de volta. E esse é o papel da Yoko, que ficou cuidando do infante como uma irmã todo esse tempo, e quando o mago despertou ele não era mais a entidade maléfica que tentou destruir o mundo uma vez no passado: os seus anos vividos selados o afetaram e com isso ele pode lutar pela justiça e ser um bom protagonista de battle shounen!

    Sim, Bastard é cheio de violência, ecchi pesado e o protagonista aparece pelado toda hora, mas ele é um shounen como Hokuto no Ken, Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball, porém como os tempos foram mudando e algumas leis sobre violência passaram a vigorar no Japão, ele acabou tendo seu mangá mudado para a demografia seinen, e com isso esse remake, que está disponível no Netflix, tem classificação 18 anos.

    Porém não pense que verá algo sério e pesado como Berserk, pois Bastard é bem basicão mesmo, cheio de galhofa e tudo o mais, só que ele tem um verniz, digamos... Diferenciado, por isso nunca havia ganhado uma série animada... Ao menos até agora.

    Esse remake, ao menos até o momento desse post, conta com 13 episódios, e eles abordam quase a mesma coisa da história do que os OVAs dos anos 90, porém com mais detalhes e bem menos censura nas cenas ecchi. Existe muito pouco uso de cenas em computação gráfica também, e por mais que o character design tenha dado uma simplificada, ele está muito bom , tal como a trilha sonora e também a dublagem brasileira. 

    Afinal, como o anime recebeu classificação +18, eles tacaram logo uma dublagem cheia de palavrões e expressões hilárias dignas de South Park, que certamente vão deixar a série mais divertida do que ela é, isso sem falar da narração épica do Gilberto Baroli (nosso eterno Saga de Gêmeos), além de outras escolhas acertivas de dubladores!

    Portanto, se você gosta de animes retrô (se está seguindo a persona tem altas chances de gostar), não aguenta mais esse monte de protagonista mela saco atual, curte metal, battle shounens dos anos 80/90, dark fantasy e não se incomoda com uns ecchis aqui e ali , faça como a Velha e não deixe de conferir esse novo Bastard, que não só apenas é uma boa opção para se conferir em meio ao problemático arsenal de animações nipônicas nas plataformas de streamming mais populares como também é um bom sinal de que, talvez tenhamos mais séries antigas que só ganharam alguns OVAs ganhando finalmente o destaque que merecem. 

    Lista com todas as indicações do Arco aqui!

    Bastard!

    Platform: SNES
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      bobramber · about 1 month ago · 2 pontos

      Chique!!! Tive que pesquisar o que era ecchi, mas nada que dois cliques não resolvesse, haha.
      Sangue, nudez e galhofa... Onde é que eu assino?

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      mrmamoxi · about 1 month ago · 2 pontos

      Assisti de ontem pra hoje, esse quando criança eu confundia com Berserk mas sinceramente os dois são bem parecidos, o vilão lá até parece o Berserk lá kkkk

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  • 2022-06-20 21:02:19 -0300 Thumb picture

    Comparativo: Shaman King clássico X Shaman King remake

    Medium 3919137 featured image

    E bem vindos a mais um post aqui, do Arco da Velha! Recentemente andam acontecendo vários e inúmeros remakes de animes antigas, então acaba ficando difícil para alguém que quer se aventurar na obra escolher qual das versões é a melhor para se ver ou não afinal, por mais que a versão mais nova/mais fiel ao material original seja sempre a mais indicada pela galera internet afora, existe o sério risco da adaptação ter sido feita com o traseiro... Ou da obra original ser ruim mesmo.

    Pensando nisso decidi trazer esse tipo de post aqui pra persona: comparando duas versões animadas da mesma obra, começando com um anime que certamente fez parte de infância de muita gente, e que ano passado, 20 anos depois, ganhou um remake: Shaman King.

    Será que a versão clássica, que passou na Globo, é a melhor? Ou seria o remake recente fiel ao mangá? Ambas as versões estão disponíveis dubladas em streamings populares (o clássico no Prime Video e o remake no Netflix) e, para dissertarmos sobre ambas, decidi fazer o comparativo seguindo alguns pequenos tópicos:

    1 - História: como a trama do anime é contada, seus personagens, seu ritmo, sua conclusão

    2 - Personagens: como o cast de cada uma das versões se comporta

    3 - Character design: como ambas versões foram desenhadas

    4 - Animação: qual estúdio animou, se o resultado ficou bom, se as cenas de luta são dinâmicas e tudo o mais

    5 - Trilha sonora: como a OST ficou em cada uma das versões

    Não irei me estender muito em cada um dos pontos, de modo a não tornar a leitura cansativa e não extravasar o limite de 10 imagens por post do alvanista, hauhaua. Enfim, chega de papo e vamos ao que importa!

    1 - História 

    A história de ambas as versões é praticamente a mesma: Yoh, o protagonista, é um shaman (alguém que pode incorporar espíritos) e juntamente com seu espírito guia, o Amidamaru, começa a resolver alguns pepinos com outros shamans iguais a ele e em certo ponto descobre que precisaria se unir a outros parceiros e encarar o vilão imbatível Hao. A versão de 2001 tem 64 episódios e não terminou toda a história do mangá, enquanto a mais recente de 2021 tem 52 e conta a história completa, portanto o remake acaba levando vantagem aqui, certo? Bem, na verdade não.

    Primeiro de tudo é que o começo do remake é extremamente rushado. Tudo acontece de forma bem rápida e devido a isso certas situações e personagens acabam não tendo o impacto que deveriam. Isso é bem comum nos remakes de animes antigos recentes, possivelmente os animadores fazem isso de forma a atrair o público da obra antiga, chegando logo na parte inédita, mas com isso espectadores novos podem não gostar tanto da obra assim e abandoná-la logo no início. Outro problema é que o anime clássico acaba justamente na parte onde a história estava em alta, e depois disso a trama vai ribanceira abaixo, a ponto de que o mangá teve que ser cancelado na época devido às maluquices que o autor fez na trama dele (e o final alternativo da versão de 2001 é menos vergonhoso que o do remake, é sério). Portanto, em história o clássico acaba se saindo melhor, então Clássico 1 x Remake 0.

    2 - Personagens

    O cast, tal como a história, das duas versões, é praticamente o mesmo também. No clássico tivemos alguns personagens extras, como o Lily Five (um grupo de 5 donas shamans que ficavam atazanando os protagonistas a la equipe Rocket), isso além de outros personagens menores, mas no remake focaram mais no background do cast, mostrando o passado do protagonista com sua noiva, a Anna, tal como o da melhor personagem da série, a Iron Maiden Jeanne. No geral o elenco da história é bem fraquinho e os personagens secundários acabam sendo melhores que os principais (como a já mencionada Jeanne, a Jun Tao e seu Bruce Lee zumbi e o médico Fausto VIII), e mesmo o vilão principal é bem melhor no clássico (onde é só um psicopata maluco), porém, devido a mostrar mais detalhes da vida de certos personagens, o remake se sai melhor nesse quesito, então Clássico 1 x Remake 1.

    3 - Character Design

    A versão clássica tem um character design mais simplista, quase um cartoon, com os personagens bem magricelas e tudo o mais, enquanto o remake deixou todos eles mais coloridos, chamativos e esteticamente bonitos (ele retirou algumas censuras também, como o cinto de castidade da Jeanne, mas fez outras, como retirar os lábios do personagem Chocolove). Porém, como Shaman King é uma história sobre um maluco imortal e overpower querendo destruir o mundo usando um capetão enorme, ser colorido não é necessariamente uma coisa boa e, tirando a Anna (a noiva do Yoh), todos os outros personagens ficaram piores no remake, ficando mais genéricos, enquanto no clássico, por serem caricatos, ficavam com um estilo mais único, portanto nessa a versão de 2001 se sai melhor, com  Clássico 2 x Remake 1.

    4 - Animação

    Apesar do character design do clássico ser melhor, a animação não dá pra dizer o mesmo. O estúdio que animou ele, Xebec, tem muito mais experiência em animação do que o Bridge que fez o remake, porém os valores de produção lá foram beeeem fraquinhos e isso é perceptível no decorrer da série. O remake também não se sai um Demon Slayer da vida nesse sentido, mas é bem mais fluído de fato, o que pode-se ver por esse vídeo que eu deixei aí em cima. Portanto aqui o anime de 2021 vence, com  Clássico 2 x Remake 2.

    5 - Trilha Sonora

    Rapaz, uma das coisas que fez o primeiro Shaman King ser memorável pra gente que viu ele na época foi sua abertura espetacular: Oversoul. Mesmo a versão dublada dela é muito boa, me lembro que o desenho só passava no sábado na tv aberta e eu ficava cantarolando essa desgraça a semana inteira, ahauhaua

    Quando o remake foi anunciado, os fãs no geral imploraram pra que esse tema, Oversoul, se mantivesse na opening e o que me fazem? Tocam ele uma única vez na caralha do remake inteiro e mantêm uma música xoxa de abertura. Mas não é só por esse tema que o clássico atropela a versão de 2021 nesse quesito (apesar que uma música dessas já seria o suficiente), pois a OST no geral era muito melhor, como o tema dos XLaws  e mesmo a segunda opening, que era muito boa também (não tanto quanto Oversoul, mas ainda bem melhor que o tema do remake).

    Portanto, no final ficamos com Clássico 3 x Remake 2, portanto o Shaman King de 2001 acaba sendo a melhor versão, no fim das contas. O começo dele é mais detalhado, a arte é melhor, a trilha sonora é show (ELE VAI VENCEEEEER) e, por mais que ele termine incompleto, tu não vai perder muita coisa com o resto da história mesmo. E nada impede que assista o remake depois também... E que muito provavelmente acabe chegando à mesma conclusão que o post, ahuahua

    Enfim, é isso, espero que tenham gostado do post. Mas digam aí, qual versão de Shaman King gostaram mais? E gostariam de ver mais alguma comparação de clássico x remake aqui na persona? Por hoje é só, um abraço da Velha e até mais!

    Shaman King: Power of Spirit

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      zefie · about 2 months ago · 2 pontos

      Pra mim o CD do remake ficou bem melhor, mas o remake é uma desgraça absoluta no pacing ao ponto de não dar para considerar ele melhor nem se ele tivesse mais pontos em mil categorias de avaliação diferentes.
      Ainda tem a questão que o remake joga de lado um monte de personagem (Ryuu, Fausto etc) para dar mais background só para personagens sem graça. Dos 5 guerreiros, teve um pouco mais de background só o Horohoro e o Chocolove, mas o Ren e o Lyserg continuam a mesma coisa. Dos X-Laws focaram MUITO no Marco, que é um cara insuportável em quase o anime inteiro, e deixaram de lado praticamente todos os outros.
      Esse remake parece ter sido feito só para o Yoh, Haoh, Anna e Marco, o resto sai na mão por um pouco de tempo de tela. Sem falar nas piadas que quebram completamente o clima do anime (Haoh princesa, por exemplo) ahuahuauhuahuah.

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      tiagotrigger · about 2 months ago · 2 pontos

      Deixar o post na lista aqui pra ler mais tarde pois fiquei curioso (só vi uns 10 episódios do clássico e nada do novo).

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      mateusfv · about 2 months ago · 2 pontos

      Esse eu não vi passando na TV, bem que na época que ele passava eu nem sabia escrever, então não dá pra esperar muito XD

      Recentemente acho que é a JBC que tá lançando o mangá de volta/pela primeira vez, ai achei que era algo novo até quando vi na livraria, só um tempo atrás que fui descobrir que era antigo.

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  • 2022-06-17 18:55:26 -0300 Thumb picture

    Notícias da Velha #2

    E esse é o nosso segundo post, de notícias com a Velha! Desculpem a demora para postar recentemente, eu estava fazendo um post sobreo remake e a versão clássica de Shaman King (após assistir as duas em sequência), mas acabou que fiquei focado demais em desenhar essa semana, e agora saíram duas notícias interessantes as quais achei que valeria a pena trazer aqui pra vocês, na persona!

    Primeiro uma que eu recebi via email pelo My Anime List hoje: o Crunchyroll anunciou um remake de Trigun, o clássico space western dos anos 90, para o ano que vem, 2023. Rapaz, eu sei que estamos em uma era de remakes, reboots e afins, mas tinham animes antigos bem mais necessitados de uma repaginada do que Trigun, que se saiu muito bem, obrigado. 

    Mas feito o anúncio, só nos resta esperar pra ver o que vai sair, porém o fato dele não ser animado pelo Madhouse como outrora e sim por um estúdio chamado Orange (que fez só coisa moderna, como aquele troço furry de CGI, Beastars ) é preocupante... 

    E por último, um trailer do remake de Bastard! saiu e oh boy, parece que a série está toda aí, com sacanagem, muita violência, muita macumbaria e metal!

    Porém, meus amigos, é uma animação do Netflix, ou seja: os trailers podem ser bem enganadores. Quem não se lembra da animação de He-man, mostrando cenas de ação com o protagonista de sempre e quando o bagulho começou puxaram o tapete do cara para mostrar um spin off da Teela? 

    Portanto só nos resta esperar até o dia 30 e ver o que esse remake irá nos mostrar... Mas qualquer outra novidade irei postando aqui, além das primeiras impressões, assim que os episódios saírem no Netflix...

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      carlospenajr · about 2 months ago · 2 pontos

      Manoooooooooooo, espero que a qualidade do anime do Bastard esteja a pé com esse trailer (que eu não tinha visto), pq ta seguindo bem o esquema do manga XD
      Deu até um calafrio vendo essa porra.
      Pena que não da pra ouvir direito a dublagem do Conde Di'amon, to curioso pra ver como ficou, mas do resto dos personagens ficou boa, o dublador do DS é o mesmo do Jean do Ataque aos titans e no geral ta fazendo um trabalho legal ai.

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      kalini · about 2 months ago · 2 pontos

      felizmente nao é da netoflox, ela so distribui, tal como foi com o stone ocean.

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      victorlemes · about 2 months ago · 2 pontos

      Remake de Trigun? Para quê, mano, já é uma obra prima

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  • 2022-06-01 23:00:10 -0300 Thumb picture

    Arquétipos com a Velha #4 - Beta Males

    Medium 3916667 featured image

    Bem-vindos a mais um post do Arco da Velha! E, continuando com a nossa série de posts sobre arquétipos comuns usados em animações japonesas (e também muito comuns em mídias japas no geral, como jogos e afins), desta vez trago um extremamente comum (recentemente ainda mais, com a onda obscena de isekais de videogame que temos atualmente) e 100% masculino: os beta males ou, como gosto de chamar, de personagens bunda mole!

    Kirito de Sword Art Online: se o seu isekai de videogame preferido tem um betamale de protagonista, culpe esse puto aí

    Mas afinal, o que seria um beta male? É literalmente o contrário de alpha male (ou macho alfa), um personagem masculino que, ao invés de ser um homem forte, destemido, confiante, proativo, é alguém retraído, fraco, e que dificilmente toma alguma atitude quanto ao sexo oposto. Mas não pensem que qualquer cara que não seja um Kenshiro ou um Dark Schneider da vida (ambos alpha males por excelência) se encaixa automaticamente como um beta male pois, tal como vimos nos outros arquétipos dessa série, os escritores tendem a exagerar nos aspectos em comum desse tipo de personagem, a ponto que toda personalidade deste passe a ser definida como tal. Portanto alguém mais recatado como um Light Yagami de Death Note não se encaixa aqui, por exemplo.

    Tatsuya Shiba de Mahouka: basicamente um Lelouch de Code Geass sem ter a inteligência e o carisma do mesmo

    Beta males em desenhos japoneses, no geral, tendem a ter o carisma de um cascalho, terem a aparência genérica (tendo normalmente cabelos em tons monocromáticos) e quase sempre estarem cercados de garotas cheias de amor pra dar, e mesmo que tenham alguma de qual gostem mais (e sempre costumam ter), eles enrolam até a puta que pariu para se declararem (isso se o fazem). Devido a isso em quase todo anime harem os haremleads tendem a ser betamales também, isso por um motivo estritamente comercial, já que os espectadores (ou jogadores, se caso foi um jogo) podem se imaginar como sendo o cara (já que provavelmente serão pessoas sem personalidade, genéricas e com dificuldade de se expressar com o sexo oposto também, os ditos otakus japoneses). 

    Shinji Ikari, possivelmente o beta male mais famoso... E um dos melhores personagens do arquétipo também

    Betamales são um arquétipo que sempre existiu nas histórias japonesas, desde animes mais antigos como Maison Ikkoku (com seu protagonista, Yuusaku, boring como o inferno), porém após mais ou menos 2012, esse tipo de personagem começou a piorar vertiginosamente. OK, antes tínhamos coisas bem ruins, como o Rito Yuuki de To Love Ru, porém também tínhamos bons personagens com esse arquétipo, como o Keitaro Urashima de Love Hina ou mesmo o Shinji Ikari de Neon Genesis Evangelion, enquanto hoje em dia é bem raro achar um exemplar que tenha feito algo de relevante em sua respectiva história, além de ser salvo pelo roteiro a cada 5 segundos e de esbanjar sua falta de carisma onde quer que passa (Kirito de Sword art Online, Ichika de Infinite Stratos, Kazuya Aoi de Freezing e Tatsuya Shiba de Mahouka são terríveis exemplos), além de, claro, fazer toda e qualquer mulher em um raio de 5km cair de amores por ele por nenhum motivo em especial.

    Kosuda, de B Gata H Kei, também é um betamale, mas tem um bom desenvolvimento na história... Mais devido à Yamada mesmo, hauahua

    Nos jogos também temos vários exemplos desse arquétipo, com a série Trails por exemplo, tendo 2 deles: Lloyd Bannings (protagonista dos jogos de Crossbell Trails from Zero e Trails to Azure) e Rean Schwarzer (dos jogos de Erebonia, Trails of Cold Steel) e coincidentemente ambos também seguem o padrão das duas "gerações" de beta males, com o Lloyd (de 2010) sendo um líder nato e um detetive formado, enquanto o Rean (de 2013) é só um zé roela que acaba sendo salvo pelo roteiro e ganhando todo e qualquer tipo de power up imaginável (sendo até mesmo descendente de alguém importante).

    Keitaro de Love Hina - o anime não mostra ele desenvolvendo todo seu potencial, infelizmente

    Bem, se você já viu algo mais do que 5 desenhos japas diferentes provavelmente já se deparou com algum dos representantes desse arquétipo, mas me digam abaixo: tem algum betamale que se lembram e que tenham gostado? Ou acha que todos esses zé roelas deveriam ir para a casa do caralho junto com os outros arquétipos já mencionados aqui? Enfim, espero que tenham gostado do post e até a próxima!

    Love Hina: Ai wa Kotoba no Chuu ni

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      noyluiz · 2 months ago · 2 pontos

      Qualquer protagonista de anime harém entrar no arquétipo (fora os Zé isekai ai)

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      santz · 2 months ago · 2 pontos

      Putz, mais um arquétipo que detesto nos animes. Mano, como tem personagem bosta com essa personalidade.

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  • 2022-05-27 22:57:43 -0300 Thumb picture

    Onde baixar animes antigos?

    Medium 3915796 featured image

    Aqui, no arco da velha, sempre procuro trazer alguma animação japa mais antiga e/ou obscura, que seja interessante e que mostre o potencial absurdo que os japas têm de fazer obras incríveis quando querem. Porém, todavia, entretanto, a maioria esmagadora dessas obras não estão disponíveis nos serviços atuais de streamming, mesmo no Crunchyroll, algo especializado em animes (ou pelo menos que se diz como tal).

    Pensando nisso, pensei em trazer aqui no arco alguns sites, locais onde se pode baixar animes mais antigos, já que a opção de assistir online em sites de terceiros nem sempre é algo agradável, devido a absurda opção de propagandas e bloqueadores de adblock que esses locais costumam ter. Dito isso, trarei nesse post de hoje os sites que costumo usar, e que normalmente encontro muita coisa boa:

    Malkav Animes

    Link: https://malkavanimes.fansubs.com.br

    Esse é disparado o melhor site pra baixar coisa antiga na net brasileira. O Malkav é um cara da época o Orkut ainda, que tinha uma comunidade onde ia postando, por conta própria, obras mais antigas que o povo ia pedindo nos tópicos, e ele continua fazendo o mesmo até hoje, com muito anime ele legendando sozinho até. Infelizmente o site dele tem muito link do MEGA, e esse puto costuma enfiar arquivos no rabo fácil, porém ele está sempre renovando os arquivos, tem até uma área onde dá pra reportar links quebrados e tudo o mais. Com certeza um baita acervo!

    Anbient

    Link: https://www.anbient.com/

    Esse também tem muita coisa recente, e não costuma postar em uma qualidade muito boa, porém ele também tem um acervo gigantesco, com muita coisa no Zippyshare, um uploader dos bons que não tem limite de download gratuito como o MEGA, então pode ser a salvaçaõ na hora de achar aquele OVA triássico maroto que não se encontra em lugar nenhum. Aliás, bons tempos quando o site tinha área de comentários e eu, e mais uma galera, ficávamos descendo a lenha nos desenhos e deixando a otakada fula da vida, HAUHAUAHUAHUA

    Anime no Sekai

    Link: https://packs.ansktracker.net/

    Quem é de assistir desenho japa na moda antiga (baixando os episódios pra depois ver) já deve ter visto esse fansub em muito episódio por aí. Esses caras legendam muita coisa nova também, porém eles tem um acervo retrô absurdo, e o melhor de tudo: com links que não quebram nem na base da porrada! Porém, os episódios aqui só podem ser conseguidos via IRC, uma espécie de whatsapp da época do Cabral, e tu precisa baixar um programinha, o mIRC, além de seguir um pequeno tutorial (esse: https://packs.ansktracker.net/?Modo=tuto&bot=Tutor... )

    pra poder baixar os arquivos numa boa. É um bagulho bem arcaico, mas funciona que é uma beleza!

    Animes Totais

    Link: https://www.animestotais.xyz

    Apesar de ter um monte de personagem moe na página inicial, esse site também tem bastante coisa antiga no acervo, tendo muitos links que ainda funcionam perfeitamente. Ele também vive postando coisa moderna, então pra quem curte as animações recentes japas, vai fundo!

    Yu-Gi-Oh! Extremo

    Link: https://yugioh-extremo.net

    Esse, como o próprio nome diz, só serve pra baixar um anime: Yu-Gi-Oh. Ele é um site bem antigo, ainda das minhas épocas de lanhouse (quando tinham episódio em RMVB ainda) e tem todas as temporadas, com uma qualidade boa, e com links totalmente funcionais. Pra quem curtir a série é um prato cheio, e pra quem quiser curtir, o clássico (e o zero, o do kaiba verde, também), o 5Ds e o VRAINS são altamente recomendáveis.

    Esses são os sites que costumo mais usar, ou que usei mais recentemente. Nos futuros posts trarei mais opções pra baixar coisa antiga, e quem quiser algum anime curto, eu posso disponibilizar também, nem se seja seedando um torrentão maroto. Mas e aí? Tinha algum site que conhecia? Usa algum outro? Não sabe o que é baixar anime porque vê tudo em streaming? Bom dia/boa tarde/boa noite a todos vocês e até a próxima!

    Link para todas as indicações da Velha AQUI

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      lukenakama · 2 months ago · 3 pontos

      Anbient era bom só que percebi o quanto a qualidade era inferior, então geralmente partia pras fansubs que acho que fazem um bom trabalho, isso é, quando não tinha o anime na crunchyroll pois prefiro streaming por conveniência.
      Mas se vocês estão acostumados com torrents, Shakaw reúne uma biblioteca gigante e de novo, se você já sabe como trackers funcionam, vale muito a pena, porém acho que eles não liberam sem convite.

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      mateusfv · 2 months ago · 2 pontos

      Eu costumo usar o AnimeNSK, e o Anbient, realmente esse último a qualidade não é tão boa, mas se não for ver em uma tela gigante, n fica ruim.

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      onai_onai · 2 months ago · 2 pontos

      Boa! Eu havia achado um que dava pra baixar via torrent, com uma qualidade bem legal, porém me esqueci de salvar em favoritos. Vacilei. Hehe...

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  • 2022-05-23 22:34:16 -0300 Thumb picture

    Arquétipos com a Velha #3 - Yanderes

    Medium 3915098 featured image

    E cá estamos nós, com mais um post de Arquétipos com a Velha! Me desculpem a demora pra postar algo semana passada, aquele frio do cão acabou fazendo com que a nossa idosa fosse dormir cedo e com isso não tivemos posts além da indicação de Soul Eater... Mas enfim, chega de papo porque hoje temos mais um arquétipo das obras japonesas, um bem menos comum do que os dois últimos que vimos (tsundere e kuudere, no caso) : yandere!

    Yuno Gasai de Mirai Nikki é uma das representantes mais famosas desse arquétipo, com certeza

    Yanderes são literalmente o contrário dos tsunderes: enquanto um finge de durão (falando baka baka baka e fazendo cu doce) mas no fundo é uma seda, o outro finge de coitado, tem fala mole e personalidade super agradável, mas é um psicopata maluco por dentro! Resumindo: é um personagem que se finge de bonzinho quando lá no fundo é o completo oposto, o que se pode ser visto no significado do nome, que vem de Yanderu, que significa "estar mentalmente doente".

    Patti/Penny de Gashbell/Zatchbell também é outro bom exemplo, um dos mais hilários até, sendo bem vista no último episódio dublado da série (o último que passou na Globo até)

    E, tal como os dois últimos arquétipos citados por aqui, eles também são comumente vistos em personagens femininas, quase sempre se aproximando do protagonista como se fossem alguém agradável, mas que acabam fazendo o mesmo entrar em algum tipo de relacionamento abusivo, ou mesmo em uma fantasia psicótica, onde pessoas podem ser esfaqueadas e saírem andando de barco segurando cabeças por aí, ahuahaua

    Yukaku, de Jojo's Bizarre Adventure, é um dos exemplos mais antigos de yanderes, com muitos dizendo que ela foi a Asuka Langley do arquétipo, por assim dizer

    No geral, esse é um arquétipo formado por personagens bem instáveis e devido a isso tem boas chances de sair um resultado legal daí, com vários exemplos onde uma única yandere salva o cast da droga da obra inteira, seja um jogo de graça com uma dona com o nome da dentuça do coelho do Maurício de Souza ou o terrível Date a Live, um harem genérico pra porra, que só vale a pena ser visto por causa da icônica Kurumi Tokisaki e seus poderes de pararem o tempo.

    E exemplos bons não faltam. Tem um anime inteiro, Denpa Teki na Kanojo, que tem poucos episódios e fala basicamente sobre yanderes psicóticas malucas. Em boa parte dos casos também o fato de personagem X ser um yandere é usado de plot twist (como num dos casos do primeiro Danganronpa), o que também pode surpreender, dependendo da situação. Temos até mesmo jogos com essa temática, como o Yandere Simulator!

    Tharja de Fire Emblem Awakening, essa aí acabou virando uma das personagens mais famosas de toda a franquia até

    Enfim, esses foram os yanderes. Essas, nesse caso, já que os exemplos citados acima foram praticamente mulheres, com os homens desse arquétipo acabam sendo normalmente vilões, como o Rolo de Code Geass. 

    Mas e aí, gosta desse tipo de personagem? Tem algum que se encaixa nesse arquétipo que você curta em especial? Não deixe de comentar pra gente e até a próxima!

    Yandere Simulator

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      santz · 3 months ago · 3 pontos

      Esse arquétipo eu também gosto, apesar de as obras sempre exagerar um bocado quando a personalidade delas floresce.

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      bonbon_prince · 3 months ago · 2 pontos

      A Yukako é um bom exemplo de um dos primeiros exemplos de Yandere, mas se formos escolher uma "Asuka" tem um exemplo mais antigo ainda! Que se trata de Shinobu Mariko do mangá Oniisama e... (Ou Dear Brother) Esse mangá foi um dos percursores dos yuris modernos, já que nos anos 70 obras que seriam o protótipo dos BLs e Yuris modernos eram publicados em revistas shoujo, como exemplo a Saudosa Margaret Magazine 👀 e a Mariko é o exemplo perfeito de uma Yandere: No início ela se mostra amigável mas, logo afasta a Nanako (a protagonista) de suas amigas, nutre um amor/obsessão doentio por ela e ao ser rejeitada ela ameaça matar a Nanako e a si mesma

      https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQ9IYv9gAcAZqVIu6XWMl0LxzgrscoJ2mRK7A&usqp=CAU

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      mateusfv · 3 months ago · 2 pontos

      Um exemplo que eu consigo pensar, mas é no espectro americano de quadrinhos, é a Harley Quinn, como não é personagem de mídia japa nunca tinha pensado nessa maneira, mas acho que ela encaixa nesse arquétipo.

      Muitas vezes ele é representada assim, já que em muita mídia fora dos quadrinhos ela costuma estar com o Coringa ainda (nas HQs faz alguns anos já que ela se separou dele e é personagem independente).

      Aproveitando o post, e ainda mais que ele menciona JoJo, recomenda algum site pra baixar animes no geral, mas especificamente dessa vez JoJo, quando vi ele foi pelo Crunchyroll, pq de alguma maneira tinha bugado, e mesmo com a minha assinatura cancelada a anos, tava dando pra ver como se eu estivesse pagando ainda XD

      Estou pensando em rever ele, mas dessa vez não estou afim de pagar o Crunchyroll, e muito menos a Netflix pra ver kk

      6 replies

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