• anduzerandu Anderson Alves
    2022-03-27 20:58:54 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Journey to Silius

    Zerado dia 27/03/22

    Ei! Quem lembra de mim? Duas semanas sem postar nada e nem parece! Como a vida adulta VOA, meus caros! Grande parte da culpa é o grande número de responsabilidades: trabalho demais, estudando programação, ukulele e até violão agora, perrengues com o carro, eventuais jogatinas de Apex Legends algumas noites com os amigos, distribuindo amores para os meus gatos e, claro, jogando os meus jogos multiplayer quando posso. Ufa! É bastante coisa, mas anda até organizado, um tempo para cada coisa. O lado ruim é que a hora passa e eu mal percebo, normalmente. Agora mesmo mal dá para acreditar que já fazem 24h que eu estava me preparando para dormir!

    Sobre a pouca frequência dos posts aqui, é mais por conta de eu estar jogando uns trecos longos. Tem um RPG grande que tenho arrastado à meses (quase sempre menciono isso aqui nos meus posts nesse tempo) e estou próximo do final. Junto a ele, outras coisas que demandam ainda mais tempo, mas que devem mesmo ser jogadas lentamente. Bom, pelo menos eu estou progredindo bem.

    Olhando aqui a minha lista, fico sempre pensando se o perrengue com esses jogos está próximo do fim quando terminar esses atuais, mas tem coisas complicadas de diversas formas. Exemplos disso são os jogos Watch Dogs e Final Fantasy XIII-2, jogos que avancei muito há cerca de 8 anos atrás num Xbox 360 desbloqueado e atualmente nem tenho os jogos, o save e ainda tenho pouca vontade de os jogar, entre outros.

    Apesar de ter uns 14 jogos nessa lista, ainda começo e termino uns jogos aqui e ali por fora. Seria isso um erro? Ao mesmo tempo que procrastino as maiores pendências e atraso a lista, ao menos estou jogando algo que me dá vontade sem perder o ânimo, apesar do custo de bagunçar ainda mais as coisas.

    E foi assim que comecei Journey to Silius do NES no Nintendo Switch Online! Esse jogo estava destacado no app oficial como algo de interesse, mas eu realmente nem sabia do que se tratava além do fato de que muita gente estava falando bem quando foi lançado por lá. Curioso. O NES sempre me traz umas surpresas bacanas.

    Diferentemente do SNES em que a Nintendo parece ter grande dificuldade de lançar jogos licenciados de grandes desenvolvedoras, o NES parece ter te tudo o que importa, ainda mais levando em consideração que é uma biblioteca bem mais fraca, ao meu ver (fica devendo só em Konami e Capcom).

    Essa semana um canal que sigo do Youtube jogou em live esse jogo e eu sem querer acessei o vídeo (pois não goto de spoilers de jogos que planejo jogar no futuro) e, cara! Journey to Silius (JtS) é um sidescroller platformer run 'n' gun!

    Na verdade eu já tinha visto o jogo em algum lugar, mas não me lembrava disso e podia jurar que o safado era um RPG junto com os Startropics e Crystalis da vida. Assisti um pouco, achei maneiro e fácil e resolvi jogar em breve. Agorinha fiquei sem nada para fazer e lembrei dele. Descobri que durava apenas uma horinha! Aaaah, bora jogar!

    Bom, JtS é basicamente um Mega Man, apesar de possuir uma abertura meio séria e belas artes desde a sua capa. É meio que bem aquele tipo de coisa da época mesmo: americanos traziam jogos japoneses pro ocidente e os vendiam como algo mais "cool" e "macho", mas os jogos me si continuavam sendo a mesmíssima coisa, carregados de humor e cultura anime.

    Enfim, nota-se de início que é um jogo relativamente colorido e animado. Legal!

    As limitações do NES limitam também os controles: um botão para pular e outro para atirar. O Start abre o menu onde você pode trocar de arma (novas armas são desbloqueadas conforme você passa das fases). Nesse menu, use o Select para alternar entre as armas. Apertar Select durante o jogo o pausa.

    E aí é isso: você corre atirando no que vir. Há uma boa diversidade de robôs para serem destruídos e para aprender seus padrões de ataque. É bem Mega Man mesmo, mas sem a escolha de estágios.

    No final da fase, depois de pular muitos buracos, destruir robôs, coletar itens que regeneram a munição das armas secundárias e, com muita sorte, alguma regeneração de vida, há um chefe à espera. Destrua esse chefe e você terá que enfrentar o verdadeiro chefe, numa tela exclusiva para ele, de fundo preto e... é bem estilo Mega Man.

    Vença uma fase e você ganha uma nova arma, como uma que atira laser ou que lança mísseis teleguiados. Uma pena que o jogo nem te avise das novas aquisições e as vezes eu até me esquecia de usar ouras armas, mas fica o conselho: use-as nos chefes.

    E a boa notícia é que, mesmo se você falhar e perder todas as vidas, você só volta para o início do estágio. Bem melhor que um Game Over!

    Resumindo: Journey to Silius é um jogo simples, mas bem legal para passar o tempo. A internet acusa que a sua duração é de uma hora apenas, mas isso porque você vai morrer umas vezes até conseguir terminar suas quatro fases. Jogando com um pouco de cuidado ou só o conhecendo, acredito que possa ser bem menos!

    De bom: simples e funcional, preto no branco, corra, atire e destrua os robôs e os chefes. Trilha sonora muito boa. Visuais agradáveis e bem animados. Gosto das cutscenes. Boa variedade de armas que podem ajudar em diversas situações. Jogo piedoso e curto e que dá para terminar sem sair puxando os cabelos da cabeça.

    De ruim: tem muitos desafios e armadilhas injustas/sem noção, como quando você desce uma plataforma para o único lugar possível e cai em cima de um inimigo. O enredo contado no início não chegou a lugar nenhum!

    No geral, jogo muito bacana  eu provavelmente o teria jogado inúmeras vezes na infância. Atualmente, não vejo nenhum motivo para um replay futuro. Não diria que é um jogo obrigatório da plataforma, mas é sim um jogo bem bom. O famoso Hidden Gem. Recomendo!

    Journey to Silius

    Platform: NES
    93 Players
    6 Check-ins

    11
  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-02-09 21:05:54 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Double Dragon

    Zerado dia 08/02/22

    Eu sempre fui atrasado com video games, ou pelo menos até me tornar um adulto e ter meu própria dinheiro e alguma liberdade, mas eu nunca liguei. Na verdade, na maior parte do tempo eu não tinha a menor noção de que consoles mais avançados já haviam sido lançados e quando sabia, também sabia que o meu dinheiro não dava para os comprar.

    Um bom exemplo disso é que o SNES foi lançado no início dos anos 90 (eu nasci em 1990), mas passei grande parte da minha infância jogando o NES do meu primo, mais especificamente Super Mario Bros. 3. Zerávamos passando por todas as fases durante um dia todo, as vezes diminuíamos esse tempo usando os warps. As vezes jogávamos de 2 jogadores (que se alternavam nesse jogo ao invés de simultaneamente na tela) mas eu era tão ruim que muitas vezes preferia só assistir mesmo.

    Por muito tempo, video game para mim era Super Mario Bros. 3. Não existia mais nada. Não importava mais nada. Lembro que uma vez esse meu primo emprestou o NES dele e pegou outro video game por um tempo (acho que era um Mega Drive) com California Games. Eu odieeeeei. De início tinha achado interessante, mas aqueles jogos não eram nada funcionais.

    De volta com o NES, depois de tanto SMB3, era claro que daríamos uma boa enjoada de jogar video game. Como o SNES já estava no mercado há um bom tempo e o NES não era tão popular nem mesmo na sua época por onde vivíamos, achar outros cartuchos era uma tarefa árdua, ainda mais para duas crianças de 6 anos. Uma vez demos a sorte de um vizinho emprestar o jogo Ninja Crusaders que amamos!

    Lembrando dessas coisas hoje em dia eu percebo o quanto eu perdi do NES. Passei os últimos anos jogando e descobrindo coisas para se jogar e sempre tem uma coisinha aqui e ali. O serviço do Nintendo Switch Online tem ajudado bastante com isso pois a facilidade de acessar esses títulos e a tela grande e portátil do console fazem milagres! Acabo me interessando bem mais do que abrir algum emulador no PSP, por exemplo.

    Uma série que sempre tive meio que vergonha de conhecer pouquíssimo é Double Dragon. Quer dizer, todo mundo sabia do que se tratava DD, mas bizarramente eu não conhecia a grande maioria dos jogos. Como eu conhecia então? Só deus sabe. Sei que eu via muito uma versão de luta nas locadoras e cheguei a terminar um crossover com Battletoads lá para 2009.

    Depois de tanto ver o AVGN falar desses jogos, eu tinha que jogar (fora que eu estava atrás de uma experiência mais breve)!

    Comecei o jogo e na tela inicial haviam diversas opções de jogo, mas todas meio breve. A primeira delas é o modo single player do clássico briga de rua. Há então três tipos de modos multiplayer: um deles inclui os dois jogadores na tela para fazer a campanha em co-op. O segundo é um modo competitivo em que os jogadores alternam suas próprias campanhas. Por último, um modo de luta bem precário.

    Por ser dos mesmos desenvolvedores, é perceptível as semelhanças com a série Kunio-kun, e isso não me agradou muito: aquele combate simples e de muito perto.

    Pois é, os caras aparecem, você se aproxima e aperta os dois botões que o NES tinha, um para soco e outro para chute, tenta fazer uma espécie de combo e reza para o cara não começar a te bater do nada.

    Nessa minha primeira jogatina eu morri na terceira fase. É tudo meio aleatório: as vezes você está batendo no cara mas ele simplesmente resolve que agora é a hora dele te bater. As vezes você mal toma dano dos golpes, as vezes você perde várias barrinhas de uma só vez. É uma loucura!

    Depois de perder umas duas ou três vidas, tomei um Game Over que me mandou de volta a tela título e isso me desanimou DEMAIS. Cheguei a ir procurar na internet por cheats para ver se encontrava algo como vidas infinitas ou selecionar fase, mas não tem! Chega a ser curioso..

    No dia seguinte resolvi dar outra chance, mas jogando com mais cuidado e, se precisasse, usaria o recurso de rebobinar.

    Dessa vez fui bem longe. Na verdade, foi dessa vez que eu terminei a campanha. O segredo é ter paciência e ao invés de ir em linha reta, horizontalmente, em direção aos oponentes, subir ou descer e fazer com que eles chegam ao seu nível, onde um soco ou chute já os aguarda.

    Na verdade, DD pode se tornar bem mais fácil conforme você o entende e avança pelas fases. O jogo tem um sistema de "level up" em que você ganha pontos conforme golpeia os caras e passa de nível ao alcançar determinada pontuação (são no máximo 7 níveis). A cada nível alcançado, você agrega uma nova habilidade ao seu personagem. Que habilidade é essa? Descubra! 

    O fato é que os inimigos ficaram mais resistentes, mas eu fiquei bem mais forte e estava derrotando a maioria com apenas um combo de alguma habilidade, como um agarrão que você bate na cabeça do cara umas vezes e ele já é derrotado, mesmo os mais difíceis.

    Outra dica é tomar cuidado com as armas desses capangas, bater neles e pegá-las para você e as usar enquanto puder. Infelizmente essas armas desaparecem da sua mão e chão quando você limpa uma tela, mas elas causam um bom dano, derrubam os bandidos e ainda mantem a sua distância!

    Por fim, é bom saber que o jogo regenera toda a sua vida conforme você alcança diferentes partes de uma fase, então cuide bem de cada barrinha que tiver, mesmo que seja apenas uma!

    Resumindo: Double Dragon foi um jogo muito importante para o gênero, mas que não envelheceu tão bem como os grandes de SNES e Mega Drive. É quase que um protótipo do que esses jogos se tornariam. É um jogo que exige cuidado, paciência e alguma estratégia para se manter vivo e que pode chegar a ser frustrante quando vemos aquela tela de Game Over, mas tenho certeza que teria me divertido bastante na época se tivesse a oportunidade de o jogar. No final das contas foi bem mais tranquilo do que eu imaginava e o último chefe é um grande desafio (e um dos poucos motivos para eu ainda ter rebobinado).

    De bom: controles simples. Os personagens evoluem. O desafio é até justo e piedoso quando você pega o jeito. Poucas fases. Diferentes modos.

    De ruim: cruel com principiantes. As novas habilidades não são explicadas. Sem menu de opções. O início é tedioso e repetitivo (o jogo fica melhor conforme avançamos).

    No geral, a experiência foi ok e valeu a pena (mais do que a do River City Ransom, na minha opinião). Jogo simples e curto e que pode se beneficiar de funções do emulador oficial da Nintendo. Já até engatei o segundo em sequência e estou gostando bem mais e devo terminar em breve, mas não sei até vou com a série. Jogo ok, mas bom para a época.

    Double Dragon

    Platform: NES
    881 Players
    16 Check-ins

    17
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-12-20 01:04:15 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Sin & Punishment: Successor to the Earth

    Zerado dia 19/12/21

    Sin & Punishment, eu tinha me esquecido desse jogo! Quando falamos de jogos de N64, não tenho muita coisa para jogar já que curto muito a plataforma e durante anos da minha vida fui ocasionalmente terminando muitos títulos de sua limitada biblioteca. Muitos dos que faltaram foi inclusive graças ao Rare Replay lá em 2017: os dois Banjos, Conker, Perfect Dark etc. O que sobra? Mischief Makers, Space Station Silicon Valley, Body Harvest, talvez uns Blast Corps e outras coisinhas. Ah, como eu queria um emulador de 64 100% funcional no meus video games portáteis!

    No caso do S&P eu até tinha me esquecido que a série existia, até porque esse jogo não veio para o ocidente originalmente e a sequência no Wii não me agradou muito. Poxa, poderia ter jogado isso há bastante tempo no Virtual Console do meu antigo Wii U!

    O que me salvou dessa vez foi o emulador oficial do Nintendo Switch Online e um amigo que assinou o Expansion Pack só pela DLC do Animal Crossing. Sou contra a assinatura de valor abismal desse serviço e do nível que a própria Nintendo chegou , mas acho curioso que esses amigos tenham esse serviço e praticamente ignorem a chance que tem de jogar grandiosos clássicos como Ocarina of Time enquanto adquirem e jogam  contemporâneos como Hob ou Jenny LeClue.

    Estava mexendo no serviço na casa desse amigo e vendo o que tinha disponível no Mega Drive e N64 e vi esse Sin & Punishment. Vi que sua duração era de apenas 2 horas e resolvi aproveitar!

    No menu principal tem vários menus de modos extras e opções. Vi que a dificuldade por padrão é Easy. Que estranho! A única outra era Normal. Não costumo mexer nisso e mudar o padrão, mas deixei Normal.

    S&P é uma espécie de shmup on-rails. Meio que como um Star Fox, mas ao invés de controlar uma nave, você controla um garoto correndo, atirando, indo para esquerda e direita, rolando e pulando!

    Amigos, a primeira dica que dou é: joguem isso no sistema original e seu controle ou emulem, mas não joguem essa versão do Nintendo Switch Online! Os comandos são horríveis e não há opção de customizar no emulador. Que bizarro!

    Para quem não sabe, o controle de N64 tinha dois botões principais no lado direito, A e B, mais 4 botões secundários, os C. Esses C (cima, baixo, direita e esquerda) variavam de uso de jogo para jogo. Em alguns você usava para comandos menos urgentes, como abrir um mapa ou circular entre itens enquanto em outros eles funcionavam como um segundo direcional/d-pad.

    Em emuladores é normal assimilar esses botões para o analógico direito e é muito fácil de se acostumar que cada direção corresponde a um dos C.

    Já aqui no Nintendo Switch Online parece que a disposição dos botões varia de jogo para jogo. Os botões do Pro Controller Y e B correspondem aos botões B e A do N64, respectivamente. Faz sentido pois seguem o posicionamento desses botões no antigo console. Mas e os botões X e A do Pro Controller? Aí é que está. Esses botões correspondem a dois dos quatro C: o X sendo o C< e o A sendo Cv, pois no 64 são os dois botões mais próximos do A e B e talvez os mais comumente usados por conta disso. Mas e os outros dois C?

    Para usar os outros C (e também aqueles já assimilados), você deve deve segurar o gatilho direito, ZR. Enquanto fizer isso, os quatro botões ABXY se transformam momentaneamente no quatro Cs. Pensa no nó que dá na cabeça! Você pode se acostumar a rapidamente usar dois dos C apertando X e A ou ficar doido alternando sempre ou só as vezes segurando ZR.

    Nesse jogo você controla a mira com o analógico esquerdo enquanto o direito não faz nada. Os botões Y e A do Pro Controller movem o personagem para direita ou esquerda e o botão R pula e o ZR atira! Sério, olhe pro seu controle e tente imaginar a bagunça que é focar em tantos comandos com botões de cima do controle. Pior que isso só jogando mesmo.

    Bom, a primeira experiência foi terrível. Chegou um momento que não conseguia prosseguir pois fazer várias ações ao mesmo tempo com esse comandos é um inferno. Meu cérebro não consegui assimilar nada e tinha hora que eu não andava pros lado ou não atirava ou apertava o botão errado de pulo.

    Nesse jogo você move a mira constantemente enquanto atira para fazer pontos e ganhar vidas. Os inimigos atiram ou atacam por baixo e você tem que sair do meio ou pular. Em alguns casos pular para os lados. Em outros casos largar o botão de tiro e o apertar para atacar com sua espada em inimigos corpo-a-corpo. Não é muito simples.

    Mesmo dominando de certa forma, acabei com todos os Continues e ganhei meu Game Over, que me joga diretamente de volta à tela título. Cruel. Há um menu de escolha de fases, mas só serve de treinamento pois se você morrer, você volta tudo sem segunda chance.

    Pior que o jogo é legalzinho. Bem anime anos 80. Meio Evangelion. Em japonês, mas dublado em inglês. Bem Arcade também, com fases curtas, mortes rápidas e pontuações.

    Pensei em emular aqui em casa, mas meio que me esqueci do jogo e, como venho dizendo, estou muito ocupado e focado em outras coisas. E instalar um emulador só pra jogar um único jogo? Deixei para a próxima quando lembrei do lance do nível padrão ser Easy.

    Voltei lá ontem e hoje de manhã joguei pela falta do que fazer. Não mexi em nada! Só dei o Start.

    O jogo fica beeem mais tranquilo. Os inimigos não são tão esponjas de dano e há mais Continues. Levei as primeiras fases numa boa, mesmo com mortes aqui e ali. Me pareceu justo.

    Tenho que dizer que gosto bastante da estética e da trilha sonora, apesar do jogo ser meio limitado e viajado.

    Gosto também como há diferentes abordagens a inimigos em cada fase. Alguns chefes requerem que você faça isso enquanto outros requerem outra coisa e outro tipo de gameplay. É até surpreendente como um jogo tão simples de gameplay consiga bolar diferentes estratégias de combate e defesa. Bacana.

    Além disso, houveram fases com temáticas diferentes, embora sempre tenham robôs e artigos militares no meio, mas de uma forma legal que mistura o que já mencionei com algo meio Mega Man Legends (visualmente). Joguei com outros personagens também, embora a jogabilidade seja praticamente igual. Toda essa velocidade e variedade limitada me lembrou um jogo meio desconhecido: Cannon Spike.

    De repente a minha jornada acabou. Que rápido! Ainda perdi vários Continues e tive minha dificuldade ao ponto de fazer pontos de save aqui e ali com medo de perder meu progresso, mas não foi necessário pois ganhei muito dele. O final é meio curioso e, mais uma vez, bem coisa de anime do estilo. Tá valendo.

    Resumindo: Sin & Punishment: Successor to the Earth é divertido e bem curtinho. Um passatempo curioso se jogado no modo padrão, Easy. No Normal eu não fui muito longe, principalmente porque jogar nos controles do Nintendo Switch seja uma bizarrice só. Curti bem mais toda a cultura por trás dele do que da sua sequência do Wii.

    De bom: jogabilidade de poucos botões mas que exigem alguma estratégia do jogador. Sensação de jogos de fliperama bem legal. Estética bacana que muitos jogos daquela época tinham. Trilha sonora muito boa. Dublagem em inglês salvou parte da minha experiência, visto que o jogo ficou só no Japão na época.

    De ruim: os controles ficaram horrivelmente adaptados para o Switch e não há opção de customizar (até essa data, pelo menos, não tem). Textos apenas em japonês. Modo Normal super difícil em comparação ao Easy (talvez por conta da jogabilidade, que não testei no console original).

    No geral, curti demais a coisa toda e os exageros que jogos da época tinham. Para quem curte shooters on-rails é bem bacana, mesmo ainda preferindo, e muito, Star Fox. Gostaria de ver mais motivos para um replay. Fiquei feliz em tirar mais um jogo da lista do N64, e um daqueles que deveria ter jogado a muito tempo. Bacaninha!

    Sin and Punishment: Successor to the Earth

    Platform: N64
    163 Players
    6 Check-ins

    7
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-06-01 01:16:03 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Magical Drop 2

    Zerado dia 30/05/21

    Será que eu já conhecia esse jogo até antes de ontem? O nome me soa muito familiar mas eu o abri aleatoriamente ao verificar os jogos recém adicionados ao plano do Nintendo Switch Online na minha falta do que fazer. Cheguei até a verificar sem o primeiro estaria disponível para os assinantes desse plano, mas não havia nada!

    Será que algum canal que sigo jogou? Será que li alguma notícia de que esse jogo seria lançado como Virtual Console nas plataformas atuais (o que de fato aconteceu, mas provavelmente a versão de Arcade, julgando que exista uma).

    Para quem não tem um Switch ou não assina o plano online, a plataforma conta com um aplicativo que, ao abrir, mostra uma tela com diversas capas de títulos de SNES (há outro também de NES) que dá acesso àqueles jogos lá disponíveis e a possibilidade de jogar online com um amigo!

    O problema desse programa para assinantes é que as adições de jogos acontecem esporadicamente, sendo que antes eram mensais. Fora que sempre são poucos títulos e a maioria trata-se de coisas desconhecidas e nada populares. O fãs pedem Earthbound há muito tempo, por exemplo, mas ganhamos jogos de companhias menores, como Jaleco, Natsume e Data East, que nesse caso foi a que possibilitou a vinda de Magical Drop 2 para o console, mesmo tendo uma versão monetizada na loja.

    Por outro lado, várias companhias maiores inviabilizam, imagino eu, a vida de outros clássicos e preferem lançar suas próprias coletâneas na eshop, como é o caso de todos os Castlevanias de NES e SNES da Konami, vendidos digitalmente.

    Adicione também a lista os jogos da Square, Enix, Capcom e por aí vai...

    Acostumado com a avalanche de jogos desconhecidos, resolvi encarar esse tal de Magical Drop 2 e de cara eu já curti bastante! Os visuais são lindos, coloridos e bem animados. Daqueles jogos que envelheceram perfeitamente bem!

    O gameplay me lembra muito o meu adorado Bust-a-Move/Puzzle Bobble, mas com suas devidas diferenças. Isso me faz lembrar de como aquela geração contava com uma boa variedade de gêneros nas plataformas e a busca por alguma originalidade. Quantos jogos de puzzles assim existiam? Duelos por tempo contra o CPU ou amigos, estratégias rápidas e mecânicas sem igual.

    Tetris, Columns, Yoshi's Cookie, Wario's Woods, Puyo Puyo e muitos outros. Definitivamente são tipos de jogos que não fazem a cabeça da molecada hoje em dia e raramente vemos algum investimento no gênero. resta jogar pra sempre as versões originais antigas!

    Como funciona MD2?

    Você escolhe um personagem que tem diferentes habilidades (mais interessante assim que você entender o jogo). Na partida, você move o seu personagem da esquerda para a direita e vice-versa e onde a sua mira, sempre vertical, estiver, você tem duas opções: pegar esferas ou jogar as esferas já coletadas.

    Imagine no caso da imagem acima, a mira está numa bolinha verde. Podemos a coletar com o botão B, removendo-a da coluna. Agora eu posso mover a personagem para cima de outra bola verde e a coletar também, e assim por diante. Quando eu estiver satisfeito, basta jogar todas essas esferas contra outra da mesma cor para pontuar e remover todas elas do jogo.

    Mas atenção! Se você coletar uma esfera verde, não poderá coletar uma de outra cor ao mesmo tempo! Mas caso se arrependa de uma ação de coleta, basta jogar a(s) esfera(s) de volta no jogo, o que inclusive pode ser usado simplesmente para liberar o caminho para fazer combos com esferas que estejam abaixo de uma específica.

    Ao jogar uma esfera contra outras da mesma cor, é possível eliminar colunas e/ou linhas, fazendo com que as esferas mais baixas subam e preencham o espaço que ficou vazio, inclusive possibilitando combos caso as cores que se choquem sejam iguais.

    Enquanto a ação acontece, a imagem do seu personagem é animada e há até algumas vozes complementando a música que é super divertida.

    Há bastante tensão, sobretudo em níveis mais avançados em relação aos fatores que podem decidir a partida:

    1) combos grandes fazem a tela do seu inimigo ganhar mais bolas e descer mais e mais, Se a bolinha mais baixa tocar na parte inferior da tela, aquele jogador perde.

    2) há um número decrescente entre as duas áreas de jogo. Esse número diminui conforme você faz combos e com base na quantidade de bolas eliminadas. Um combo com três esferas apenas, diminui três números. Um combo com 10, diminui dez números.

    O modo campanha tem 5 níveis de dificuldade e durou cerca de 20 minuto no normal, incluindo algumas derrotas/retries. mas há modos adicionais, como um de quebra-cabeças, um infinito e o próprio multiplayer.

    Resumindo: Magical Drop 2 é um jogo muito divertido e bem feito. Esse é um daqueles que a campanha serve apenas como desculpa/tutorial para iniciantes. Tenho certeza que a graça maior está no modo Versus para dois jogadores e é por isso que o jogo sempre será cotado em encontros com os amigos e meu Switch!

    De bom: jogo bonito e de mecânicas muito divertidas. Tudo funciona muito bem e garante a diversão para todas as idades. Controles simples. Modos extras para quem quiser ir além ou se desafiar. Personagens com diferentes habilidades.

    De ruim: campanha besta e muito curta.

    No geral, me diverti demais com esse jogo. Super viciante! Recomendo demais, inclusive quando você precisar de um jogo para dois e PVP. Jogão!

    Magical Drop 2

    Platform: SNES
    31 Players
    3 Check-ins

    14
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-03-06 18:23:26 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: S.C.A.T.: Special Cybernetic Attack Team

    Zerado dia 06/03/21

    Eu lembro que lá pra 2014 um jogo de NES estava sendo lançado pro Virtual Console de Wii U: S.C.A.T. Quando eu vi esse nome, eu não pude acreditar que existia um jogo que se chamava assim! Para quem não sabe, o termo "Scat" em inglês, basicamente, se refere a fezes! Não é possível que isso tenha sido ao acaso, hahaha!

    Nunca me esqueci desse nome em um jogo e mais tarde fui ouvindo mais falar sobre ele, que aparentemente era um jogo relevante no console, meio parecido com Contra, só que misturado ao gênero shmup. Acho que faz poucos anos que realmente fui me aprofundando em video games em geral, como no Youtube, então não é de se espantar que tivesse alguma curiosidade com S.C.A.T.

    A vez dele veio, finalmente, com a sua disponibilidade no serviço online de Nintendo Switch. Joguei um pouco e gostei muito!

    Então, o jogo é mesmo um shoot'em up mas que você controla soldados ao invés de naves ou outras máquinas. Numa época em que personagens fortões como Rambo eram grandes, é fácil imaginar que a fórmula daria certo.

    Outra coisa interessante é que o jogo foi feito por uma empresa originalmente japonesa e que ganhou diferentes nomes em cada região. Final Mission, nome ocidental, se tornou S.C.A.T.: Special Cybernetic Attack Team por aqui, acompanhado de uma capa medonha metida a mais adulta e sério, coisa típica da época e que acontece até hoje em dia de vez em quando. Ainda é surpreendente que mantiveram a opção de jogar com uma mulher na tela de seleção de personagens, visto que os sprites ingame são apenas de cores diferentes, ao invés de colocarem outra face e deixar ainda mais próximo de Contra.

    Seja S.C.A.T., seja Final Mission, infelizmente eu não tive o prazer de jogar a aventura na infância e agora, após terminar, sinto que teria adorado (na minha época era bem difícil achar qualquer coisa de NES visto que o SNES já era o videogame do momento há um bom tempo). Ao contrário de Gradius, por exemplo, isso daqui teria me feito muito feliz!

    Pois bem, na tela inicial há a opção de jogar de 1 ou 2 jogadores. Quase me arrependo de não ter deixado pra jogar com alguém (e teria sido mais fácil, acredito), mas eu estava muito animado pra jogar.

    1 player, escolhi um personagem qualquer (cheguei a jogar com ambos) e lá fui eu. A primeira fase tem um cenário de cidade a noite bem legal. Você move o personagem livremente pelo ar como se fosse uma nave e usa os dois botões do NES para as ações:

    -B atira. Se tiro inicial é meio lento mas quebra o galho bem. Pelas fases há três variantes encontrados ao destruir cápsulas, sendo um deles um laser rápido e forte que cria uma linha na tela muito bacana, uma bomba que atira lentamente e a explosão causa bastante dano, fora que fica causando dano até terminar a animação e um ataque de onda, parecido com um dos raios da Samus de Super Metroid que é meio que um intermediário de velocidade e dano, além de ter um bom tamanho;

    -o A aciona os "drones ao seu redor. Esses drones ficam te circulando de forma a ficarem completamente apontados pra frente, depois se movimentando a ficar completamente atrás de você. O botão A para os drones na posição que eles estiverem, e os faz andar novamente se apertado novamente. Isso é muito importante caso você queira que esse ataque suporte te ajude na frente, atire atrás enquanto você estiver ocupado na frente, atire diagonalmente para acertar inimigos no teto ou chão ou ainda para cima e baixo, ótimo em partes de movimento vertical.

    Uma coisa bacana desse jogo é que você tem pontos de vida. 6 deles, se não me engano. E como o jogo não é extremamente difícil, dá pra jogar numa boa, apesar das fases serem meio longas (são apenas 5 delas) e haverem muitos inimigos as vezes.

    Perdeu todos os pontos de vida? Game Over! Mas não de volta ao início da aventura e sim de volta ao início do estágio. Isso vai te fazer vibrar para matar os chefes, que não são muito fáceis e prosseguir ao próximo nível antes de perder aquele restinho de vida. Passou pra próxima? Vale a pena até um suicídio para regenerar seu HP! Ou melhor, uma exploração até onde der pra quando você voltar, já saber o estágio de cor.

    No início da minha jogatina, apanhei muito na primeira fase até que me acostumei e o restante do jogo foi mais tranquilo, apesar de que o final foi meio difícil, mas tá valendo pois além de ser o final de um jogo curto, há continues infinitos!

    Além das diferentes armas, há ainda outros itens a serem coletados de cápsulas, um deles sendo o R, que associei a Regeneração pois é justamente o que ele faz: regenera seu HP em alguns pontos. O raro item é sinal de que você chegou no chefe.

    Há ainda outra forma de regenerar vida, que é com pontos, então destrua o máximo possível dos oponentes! O ruim é que você só ganha um ponto a cada muitos pontos, mas as vezes auxilia bastante.

    Outro item é o S, que eu não faço ideia do que seja, mas acredito ser Score, pontuação. Se for isso mesmo, é uma forma de te ajudar a ficar mais perto de ganhar HP, mas o jogo não tem a pontuação na tela e não pude comprovar.

    Depois de pouco tempo de jogo (1 hora, talvez), eu alcancei seu final. Foi suado, mas nem tanto. Nada irritante ou tenso como Dininho Adventures. Fluiu muito bem.

    O último chefe mesmo foi moleza, diferente do estágio anterior. Eu já estava passando dos níveis na primeira ou segunda tentativa, pro meu agrado. Não vou mentir que no finalzão, antes do chefe final, cheguei a usar o recurso de rebobinar umas poucas vezes (até esqueço que esse recurso existe) pois o estágio estava bem longo e eu comecei a ficar impaciente, principalmente jogando longo trechos sem HP nenhum, mas não foi o bastante para me sentir trapaceando.

    Imagino, mais uma vez, que esse jogo seja bem mais legal com duas pessoas.

    Resumindo: S.C.A.T.: Special Cybernetic Attack Team é um jogo muito legal, e uma das gratas ótimas adições do serviço de NES do Nintendo Switch Online, inclusive sendo um daqueles jogos que envelheceram muito bem, junto ao Vice Project Doom  e Shadow of the Ninja, dos que eu joguei. Recomendável para quem curte shmups, Contra e jogos antigos multiplayer. Tá sem jogo pra jogar com seu amigo no Switch, dá uma conferida nesse aqui!

    De bom: visual e estilo legais (tem até vozes no início). Jogabilidade simples e boa curva de aprendizado. Vidas infinitas com checkpoints no início de cada fase. Possibilidade de curtir sozinho ou com um amigo. fases diferentes e com chefes diferentes.

    De ruim: pegar mais de um dos mesmo tiro não muda nada, aparentemente. A pouca disponibilidade de cura pode fazer você refazer as fases várias vezes e isso pode frustrar um pouco alguns. Alguns cenários são graficamente confusos ou piscam com muita ação e fica difícil ver ataques inimigos iminentes.

    No geral, curti bastante a experiência e com certeza o adicionaria numa lista de jogos para se ter na plataforma. Recomendo!

    S.C.A.T.: Special Cybernetic Attack Team

    Platform: NES
    62 Players
    2 Check-ins

    19
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-12-20 12:31:01 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Joe & Mac 2: Lost in the Tropics

    Zerado dia 19/12/20

    Não sou muito fã da série Joe & Mac, mesmo tendo jogado um bom bocado do primeiro jogo na infância/pré-adolescência. Acho que o conceito simplesmente não funciona comigo e a experiência não traz nada de muito diferente, fora que a gente vai ficando mais velho e crítico e acaba demandando cada vez mais dos padrões de qualidade de jogos de cada gênero com base em outras experiências.

    Já no Switch, a Nintendo adicionou o segundo jogo da franquia ao sistema de velharias do console. Como não sei muito sobre esses jogos, acho curioso o porquê de terem adicionado justamente Joe & Mac 2 e não o primeiro. Fez mais sucesso? Problemas de licenciamento?

    O fato é que eu terminei (com muito sofrimento) o seu antecessor há poucos anos e acabei colocando os seguintes na lista de prováveis zeramentos futuros, e assim o jogo ficou aguardando um momento oportuno.

    Visitando amigos e sem ter muita opção de algo bacana para jogar enquanto um deles terminava de preparar o almoço (não queríamos jogar coisas como Smash Bros. Ultimate e deixá-lo de fora), fui explorar os jogos do Nintendo Switch Online e resolvi abrir o J&M2 para ver no que daria. Acabou que fomos jogando e logo estávamos tão avançados em pouco tempo que seguimos até o final. Que jogo curto!

    Abrindo o jogo pela primeira vez, o menu inicial tem a opção de jogar sozinho, dois jogadores e "Super Co-op". A diferença entre o multiplayer normal e a versão "super" eu não sei dizer, então fomos na regular mesmo (o jogo infelizmente não descreve os menus, como de praxe na época).

    Havia ainda a opção "Password" para garantir que o jogo fosse mais tranquilo ainda e sem a necessidade de terminar em uma única sentada e "Options", que até onde lembro servia apenas para configurar os controles.

    Já na aventura, o jogo se abre contando sua história e segue com um aldeão nos mandando em busca do grande vilão. Agora na vila, nós podíamos ir e vir a vontade e entrar nas casas.

    Por algum motivo eu já imaginava que o jogo tinha ganhado um aspecto de maior exploração das fases e ir e vir pelo mundo ao invés de fases posicionadas uma atrás da outra de forma linear, e é bem por aí mesmo.

    Saindo da vila, por exemplo, a gente se encontrou num estágio cheio de plataformas e níveis, quase que como num jogo do Sonic de Mega Drive. Eu não sabia para onde estávamos indo, mas seguimos jogando e procurando por itens que volta e meia eram obrigatórios, como chaves para abrir portas que pareciam bloquear nosso progresso.

    Sobre a jogabilidade, você pode pular e atacar com o seu tacape, coletar itens de cura do chão e escalar cordas. Nada muito inovador, mas a simplicidade tem seu charme.

    Apesar da simplicidade, não é um jogo fácil. Muitos inimigos ganham muitos frames de invencibilidade ao serem atacados e enganam terem morrido, baixando a sua guarda. Outros entram na tela de forma brusca e arrancam um pouco do seu HP. Além disso, itens e cura as vezes são abundantes, mas outras vezes são bem raros. O pior disso é que eu não descobri nenhuma forma de ganhar vidas e elas são limitadas. Perca todas e lá se vai um dos seus Continues, que também são limitados. Felizmente não chegamos a descobrir o que aconteceria se perdêssemos todos, mas não vou mentir que chegamos a usar a função de rewind/rebobinar do Nintendo Switch Online para agilizar um pouco sobretudo em partes que pareciam mais injustas.

    A experiência foi quase que completamente tranquila por toda a sua duração, mas os problemas vieram no final, onde tínhamos que enfrentar todos os chefes do jogo novamente, seguido da batalha final com duas formas. A primeira forma do último chefe foi disparado o maior desafio de toda a campanha e perder um continue significava ter que fazer o "Boss Rush" novamente e rezar para chegar lá com bom HP (acabamos refazendo uma vez pois chegamos lá muito fracos na primeira tentativa.

    Depois de tantas idas e vindas e não ter a menor noção se estávamos progredindo ainda no primeiro cenário, finalmente conseguimos sair da fase e chegamos no "overworld", que lembra muito a forma como andamos em RPGs clássicos, como nos Final Fantasy ou Chrono Trigger.

    Essa é a melhor parte desse jogo: poder ir onde quiser e acessar as fases na ordem que desejar. Talvez em no sentido que a dificuldade vai aumentando como nós fizemos. Ou seria melhor começar pela mais difícil enquanto ainda temos tantas chances de passar? Ah, eu estou afim de jogar essa fase em específico ou talvez até re-jogá-la. Muito bacana!

    Além das fases no mapa, há ainda uma cidade em que você pode comprar cura para os personagens, conversar e usar de mecânicas estranhas disponíveis por lá e até fazer umas coisas que não entendi bem.

    O importante é que cada estágio tem um chefe no final e ao derrotá-lo você ganha um dos cristais necessários para acessar o chefe final!

    Resumindo: Joe & Mac 2: Lost in the Tropics é um bom jogo. Apesar de nada sensacional, sobretudo jogando hoje em dia, é uma experiência funcional e uma boa opção multiplayer para dois jogadores. Gosto das formas como o jogo inova a série em relação ao seu antecessor, te dando liberdade, fases com montarias e sprites mais bonitos. Não é o jogo mais fácil do mundo, mas definitivamente muito menos frustrante que o primeiro jogo.

    De bom: visuais legais. Sistema de upgrade de armas ao coletá-los nas fases. Chefes ok. Sistema de Password para facilitar a nossa vida. Jogo tranquilo de terminar, sem ser muito punitivo nem muito fácil. Gosto de todo o lance metido a RPG e exploração.

    De ruim: hit detection é um problema, principalmente quando o assunto é dos ataques dos inimigos (o último chefe mesmo te dá uns socos que acertam de muito longe). Não achamos uma forma de ganhar vidas. Inimigos se repetem em todos os estágios.

    No geral, curti o que joguei no pouco tempo de sua duração. Sinto que J&M2 poderia ter sido uma boa escolha com qualquer amigo num momento de ócio. Vale a pena dar uma conferida!

    Joe & Mac 2: Lost in the Tropics

    Platform: SNES
    734 Players
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    14
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-12-09 02:31:29 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: River City Ransom

    Zerado dia 08/12/19

    Ah, o que seria de mim sem esse serviço de NES do Switch Online? Quer dizer, muita gente fala mal (inclusive eu mesmo), mas graças a esse serviço e o do SNES, tenho jogado jogos como River City Ransom com mais vontade. Sei lá, a emulação é muito boa, jogar na tela e com a portabilidade do Switch é mais um plus, fora que ainda é possível jogar online. Há vários jogos que não estão disponíveis que eu preferiria aqui do que num PSP da vida, mas enquanto isso vou jogando aqueles que me interessam.

    River City Ransom (RCR) é um clássico beat'em up (briga de rua) da famosa série japonesa Kunio-kun. E essa é uma daquelas séries que tem um milhão de jogos e que é praticamente impossível fechar todos pela enorme quantidade.

    Conheci esses jogos, que tomavam o lugar de Double Dragon no Japão, graças à um amigo (devo ter falado sobre isso quando zerei outros Kunio-kun de 3DS). O cara é fanático e tal e tentou empurrar pra gente os jogos.

    Eu, assim como a maioria, sempre torceu o nariz pra simplória e repetitiva série. Você anda pelas ruas de pequenas cidades japonesas, briga como aqueles delinquentes (como o Yusuke e Kuwabara em Yu Yu Hakusho) e é isso o tempo todo.

    Com as limitações do controle de NES, você só tem três comandos básicos: socar com um, chutar com o outro e pular ao apertar os dois juntos. É ainda possível pegar inimigos caídos e itens ao tentar atacá-los e correr ao apertar duas vezes pra esquerda ou direita.

    O grande lance do jogo está no seu lado mais RPG. Você pode ir e vir pelas diferentes partes do mapa, brigar a vontade contra os inimigos que reaparecem quando você volta à uma área (mesmo que tiver acabado de sair de lá), e ganha experiência e dinheiro para fortalecer seu personagem.

    Há um pequeno e simples enredo, que basicamente te guia pra onde ir em seguida. Geralmente a estória envolve você procurando um certo alguém, mas para encontrá-lo, precisará de pistas que uma outra pessoa de alguma gangue tem. Vá até o território daquela gangue, quebre todo mundo na porrada e o chefe aparecerá. Quebre ele na porrada também e ele te dirá para ir até algum lugar e lá você repete tudo novamente, mas numa versão mais difícil.

    O jogo em si não necessita de idioma pois os mapas limitam bastante onde procurar e a base de tudo mesmo é a briga, mas eu daria dois conselhos a quem jogar RCR: prepare o seu personagem, o que quer dizer que as vezes é melhor lutar e juntar uma grana e comprar técnicas nas lojas e comida para recuperar a sua vida, tanto instantaneamente quanto aquelas que você pode usar enquanto estiver brigando por aí, e enfrente todos os caras de cada tela, principalmente se você não entender a linguagem do jogo, pois muitas vezes eu só passava correndo, cansado da repetitividade, e isso impede que o chefe apareça nas áreas que de fato tenham um chefe, e sem derrotar o chefe, você não ativa eventos que permitam seu progresso.

    Você não vai querer ficar como eu, procurando feito bobo.

    Houve uma vez ou outra, como bem no final, que eu não conseguia descobrir pra onde ir pois o final dos caminhos levava à uma escola fechada. Depois de uma boa explorada, recorri à internet, onde pessoas com o mesmo problema eram respondidas com: você tem que derrotar os três chefes da gangue tal. Não lembrava de um deles, então voltei lá no começo mas o cara não aparecia (os chefes também dão respawn com a desculpa de que querem uma revanche). Daí descobri que precisava enfrentar um chefe aleatório numa rua pra ele me mandar ir ver esse cara, que finalmente apareceu e desencadeou os eventos para eu seguir na campanha.

    A aventura é bem curta, sobretudo depois que você sabe o que fazer, mas no final ficou meio tensa graças à chefes muito resistentes versus eu, relativamente frágil. É nessas horas que vale a pena voltar nos pacíficos comércios das cidades e investir em comidas que dão melhorias provisórias e itens que melhoram seus ataques.

    É engraçado como um jogo tão simples tenha me parecido tão complexo nas primeiras vezes que o joguei há uns meses atrás.

    Resumindo: River City Ransom é um joguinho de briga de rua legal, mas que exige um pouco de paciência tanto para aprender suas mecânicas, quanto para ficar batendo da mesma forma a todo momento. Além disso, ele requer um certo investimento no personagem, como lutar continuamente, coletar dinheiro, ir comer quando a vida estiver baixa (e aprender sobre os itens e tal, pois nada tem descrição). Calculo que gastei umas 3 horas no jogo na primeira vez, mas acabei jogando mais uma usando um password que descobri e te deixa no nível máximo e, principalmente por saber aonde ir, levei uns 20 minutos pra fechar o jogo.

    De bom: visual simples e carismático, que inclusive ele insistem em usar mesmo depois de tentarem versões mais sérias. Temática bacana. Possível de ser jogado por 2 pessoas, que deve ser bem melhor. Passwords podem facilitar a vida de quem só quer experimentar a série casualmente. Grande variedade de armas, apesar que eu detestei usar a maioria pois eram muito lentas e abriam a minha guarda.

    De ruim: muito repetitivo pela variedade quase inexistente de golpes e inimigos iguais, o que ainda gerou uma infinidade de títulos na série. Você só sabe se está ou não preparado ao sair na rua lutando com os caras, e muitas vezes descobri que a resposta era não, morrendo e perdendo metade do seu dinheiro. Nunca curti muito o lance de ter que comer em restaurantes para se curar e a falta de itens de cura durante a jogatina (antes de um chefe, por exemplo, e com pouca vida, você sabe que vai morrer e só está perdendo tempo.

    No geral, o jogo é legal, mas a série ainda não me conquistou justamente pelas lutas serem tão simples e sem emoção, e isso tanto nesse de NES quanto no de 3DS e num de PC. Eu acho que a cosia mais interessante relacionada à série seria River City Girls, que foi desenvolvido por outra empresa. Esse é o tipo de jogo que vale a pena conhecer, mas não terminar. Passável.

    River City Ransom

    Platform: NES
    184 Players
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    28
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      jcelove · almost 3 years ago · 2 pontos

      Grande classico! Detalhe q muita gente, eu incluso nunca terminaram por causa desse lance da escola fechada. Todos cansava de ficar rodando sem saber o q fazer pra avançar e largava o jogo.hehe
      Mas a pegada mais rpg de entrar em loja e restaurante pea upar stats era muito bacana, praticamente o yakuza de sua epoca XD

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      xch_choram · almost 3 years ago · 2 pontos

      Eu tambem empaquei nessa escola kkk

      2 replies
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      vinicios_santana · almost 3 years ago · 2 pontos

      Eu também travei nessa escola fechada, voltei e não achei ninguém, :/

  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-10-19 15:18:57 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Brawl Brothers

    Zerado dia 19/10/19

    Brawl Brothers se tornou uma pequena pendência (nem tinha colocado na lista de urgências) a partir do momento que os jogos de SNES foram lançados pro Switch e eu dei uma experimentada por não conhecer o título. Mais tarde, acabei jogando algumas fases com um amigo na minha casa e não chegamos longe.

    Pesquisando sobre o jogo na internet descobri que essa versão americana vem mais difícil por padrão. Basicamente, se você for no menu Options do jogo, perceberá que ele está configurado na dificuldade Hard, com poucas vidas e Continues, com a opção de bater no amigo ativada e o modo Angry Mode, uma das marcas registradas do jogo, desativada.

    Num segundo dia, tentamos novamente, mas com tudo configurado desde o início e chegamos bem perto do final. Infelizmente eu não havia aumentado o número de Continues e meu amigo não é tão bom assim e acabou com os poucos disponíveis rapidamente.

    Ele já não tava curtindo muito o jogo, então não insisti, até porque Brawl Brothers é bem sem graça mesmo, principalmente se você já conhece beat'em upa maiores.

    Acabei jogando sozinho depois e logo cheguei bem longe, mas perdi no último chefe! Cara, a dificuldade fica bem tensa perto do final e acabei jogando uma quarta vez, mas no Easy. E foi bem fácil até a última ou duas últimas fases. O último chefe mesmo foi um pé no saco ainda assim. No final das contas, Easy talvez seja o nível certo, ao menos pra jogar sozinho. Pra dois jogadores, talvez o normal mesmo.

    Se você manja do gênero de briga de rua, sabe como funcionam esses jogos: você anda, surgem capangas na tela, quebre todo mundo na porrada e siga até aparecerem mais inimigos e assim por diante.

    BB é bem estilo Final Fight, e pra dizer a verdade, muitas coisas são bem copiadas mesmo, inclusive também de outro jogo da Capcom: Street Fighter II. Você vai perceber que os protagonistas tem traços e até animações muito similares aos de personagens famosos desses universos.

    A jogabilidade é bem simples, como deve ser: andar, um botão pra socar e um pra pular. Você pode tentar diferentes combinações pra diferentes resultados, como pular batendo ou correr e depois atacar. Há ainda um botão de ataque especial, daqueles que te livram de situações onde os inimigos o cercam, mas que tiram do seu HP para serem executados, acertem alguém ou não.

    Você pode se mover livremente pelo cenário e usar coisas do chão, mas vou te dizer: continue na repetitividade do ataque padrão com os caras. Ata e fique apertando Y na frente deles. É isso.

    Um dos muitos problemas de BB está na dificuldade em acertar golpes. O inimigos está num plano levemente abaixo, o que parece ser o bastante, mas seus golpes não acertam. Maaaas, prós inimigos é o bastante pra te atacar. What da phuc?

    Ainda sobre problemas de combate, as vezes você tá batendo no cara e ele simplesmente resolve começar a te bater ou mesmo dar um agarrão. Do nada! Assim como as vezes você vai encostar pra agarrar o cara e ele que te agarra. É como se cada vez que você fosse dar um agarrão, o jogo jogasse uma moeda pra decidir quem leva a melhor.

    As animações desse ataque, inclusive, levam um século e as vezes parece que o personagem bugou. É MUITO esquisito!

    No modo Normal de dificuldade você vai perceber que os inimigos demoram demais pra morrer e o jogo fica cansativo super rápido. Qualquer magricela da segunda fase vai te segurar naquela parte por tempo demais até finalmente morrer, e sem contar que geralmente são grupos de 3 ou 4 maloqueiros.

    O fator frustrante vem de vez com o fato de que os inimigos caem demais! Você dá dois socos e o cara já cai. Espera ele levantar, dá mais dois socos e o cara deitou novamente!

    Felizmente é possível bater em gente caída e até usar dessas quedas pra fazer com que os caras caiam em buracos e outras armadilhas do cenário. Mas vale a pena lembrar que isso também se aplica aos jogadores!

    Pra ajudar a segurar essa barra, entra o modo Angry que é ativado quando você toma muita porrada e deixa seu personagem brilhando, invencível, mais rápido e forte.

    Falando em cenário, é tudo bem genérico: ruas da cidade, esgoto, depósito e tal, mas não dá pra cobrar muito do gênero nesse quesito, ainda mais de um jogo de 1993 que nem tenta ser original.

    Algumas fases contém obstáculos como buracos e chão elétrico que vão comer umas boas vidas suas, mas felizmente também servem para matar uns capangas.

    O pior mesmo fica por conta de estágios com portas, tipo os esgotos, que funcionam como um labirinto e você deve seguir uma sequência exata de portas para conseguir sair. O estágio é longo e cheio de possibilidade, foram que os inimigos dão respawn sempre que você voltar à alguma parte que já tinha ido previamente, o que significa que você vai ter que bater mais e mais ainda para poder andar e chegar à/tentar outras portas.

    Outro cenário tem um elevador que você controla se sobe ou desce e visita vários andares e que parece que incluíram só pra ter uma mecânica diferente na fase, porque não tem o menor motivo pra estar lá.

    Resumindo: Brawl Brothers é um beat'em up super genérico da tal da Jaleco, desenvolvedora que eu já venho odiando desde outros jogos do SNES Online do Switch, fora os clássicos Karnaaj de GBA e outras pérolas de outras plataformas. Eu só consigo imaginar que esses jogos estejam no Switch porque a Capcom não liberou Final Fight ou algo do tipo.

    De bom: mais uma opção multiplayer pro console. Dá pra matar o tempo e os visuais são relativamente nostálgicos. Tem modo de luta Versus como extra. Opções para facilitar um pouco o jogo.

    De ruim: hit detection podre. Gráficos completamente copiados de outras franquias. Algumas fases se estendem demais. Dificuldade alta. Carisma zero. Mesmo com "friendly fire" desligado, armas ainda acertam seus amigos. Gráficos confusos e você nunca percebe que ali era um buraco. Repetitivo. Chefes sem graça. Pouca variedade de inimigos. Até a tela título do jogo é podre.

    No geral, provavelmente a pior experiência que tive com o gênero e mais uma bola fora da Jaleco, que é praticamente uma LJN no SNES. Recomendo passar bem longe.

    Brawl Brothers

    Platform: SNES
    120 Players
    7 Check-ins

    22
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      sandrotoon · almost 3 years ago · 2 pontos

      Tentei jogar mas não achava a saída do esgoto de jeito nenhum, fiz o truque de jogar a versão japonesa mas o jogo é muito ruim e irritante

      1 reply
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      jcelove · almost 3 years ago · 2 pontos

      Puxa man, que sufoco hein? Mas garanto que tem beat em up muito pior no snes

      Se nao me engano esse e rival turf sao versoes bagunçadas da serie rushing beat. Acho q jao cheguei a jogar essa versao mas terceiro jogo eu achava sensacional pelo esquema de ter personagens secretos recrutaveis e czminhos diferentes nas fases mas ficou so no Super famicom

    • Micro picture
      andre_andricopoulos · almost 3 years ago · 2 pontos

      Olha o M.BISON ali.
      ...
      Mano...jogo super divertido.

  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-10-01 18:01:49 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Kirby's Dream Course

    Zerado dia 29/09/19

    Cara, como é difícil acompanhar o Kirby! Sempre sai ao menos um jogo dele pra alguma plataforma, incluindo spin-offs (as vezes 2 ou 3 jogos por ano) e a menos que eu jogue um atrás do outro e sempre que um novo sair, acabo sempre ficando devendo uns 5 jogos pra fechar a lista de pendências.

    Kirby's Dream Course é um jogo que eu estava  ignorando há muito tempo. Na verdade, eu nem sabia que o mesmo existia até uns 6 anos atrás, pois pra mim o SNES era apenas Dream Land 3 e Super Star. Fiquei curioso ao ver DC no antigo Club Nintendo e até o adquiri, mas a experiência não foi muito boa, bem diferente de qualquer outro Kirby, e eu o deixei de lado.

    Eras depois eu fui percebendo como DC parecia ser relevante. O jogo estava sempre sendo trazido a tona em diversas plataformas pela Nintendo e eu, depois de um bocado de tempo e ver uns streamers que acompanho passando de umas fases, decidi que o jogo voltaria à minha lista de pendências, onde aparentemente não deveria ter saído.

    O motivo de eu ter achado DC esquisito é porque ele é basicamente um jogo de sinuca! Kirby vira uma bola e você deve acertá-lo na posição certa e com a intensidade correta para que ele encoste nos inimigos ou saia quicando nas paredes para alcançar algum lugar.

    Há inimigos no chão, inimigos voando, acima de rampas, pareces etc.

    Uma coisa bem curiosa é que basta encostar nos monstros para os derrotar e o último que sobrar no mapa se transformará num buraco, onde a bola deve cair para terminar a fase.

    O lance do último inimigo é super importante, pois há uma ordem lógica e estratégica para derrotá-los e, mais importante, as "tacadas" são limitadas.

    Você começa com 4 tacadas e cada inimigo derrotado te fornece uma frutinha vermelha, que conta como uma tacada extra. Se Kirby se movimentar por aí sem derrotar ninguém ou sem chegar ao buraco dentro do número de frutas disponíveis, ele morre e você perde um Continue (mas ao menos você volta de exatamente onde morreu).

    Somando-se os Continues disponíveis, você conta com apenas 12 tacadas. Para ganhar mais um Continue (vida), você deve passar de fase com apenas uma tacada, o que aparenta ser possível em todos os estágios (alguns eu levei até 10 tacadas).

    O maior problema é que cada um dos 8 mundos contém 8 estágios (para um total de 64 fases no jogo) é o número de Continues e tacadas serve para um mundo inteiro, ou seja, você tem as 12 tacadas (+ aquelas extras de derrotar os monstros) para fechar um mundo. Dê Game Over e terá que reiniciar aquele mundo desde sua primeira fase. Sério, isso é tenso.

    É bem óbvio como esse é um jogo daquela época por sua dificuldade. Ele não quer que você se mantenha progredindo sem parar. Não! Ele quer que você experimente os cenários 3D e a física do jogo, assim como diferentes tipos de tacadas para poder terminar cada fase com o menos número de tacadas possível.

    Se não fosse o recurso de Savestate, tenho certeza que teria jogado por muuuuitas horas, e com certeza levaria uns anos na infância para conseguir terminá-lo. DC é impiedoso! Aprender os comandos na raça também não facilitou.

    O lado Kirby do jogo se manifesta, além de todos os personagens e elementos visuais desse universo, na mecânica de roubar as habilidades dos oponentes. Basta Kirby encostar em qualquer inimigo com poderes para derrotá-lo e ganhar sua habilidade, que poderá ser usada ao seu benefício no estágio. Alguns dos poderes incluem:

    -Guarda-chuva: permite que você plane ao cair de lugares altos e alcance maiores distâncias;

    -Espinho: permite que você pare de rolar por conta de uma tacada ou rampa e fique exatamente onde apertar o botão;

    -Gelo: congela lagos e permite que você passe deslizando por cima deles;

    -Pneu: acelera em grande velocidade, permitindo que sua tacada te leve bem mais longe;

    -Disco voador: permite que você voe e mantenha aquela altitude e ainda pouse exatamente onde se e quando apertar o botão.

    Conforme as fases vão passando, a necessidade de saber usar os poderes disponibilizados e entender as físicas do jogo (como saber a intensidade de uma tacada para fazer Kirby subir determinada rampa ou fazer ele cair no buraco de uma determinada distância) vai ficando cada vez mais necessária.

    Muitas vocês você sabe o que tem que fazer, mas não sabe exatamente como executar os comandos perfeitamente. E infelizmente DC não perdoa muito bem comandos errados e milímetros é uma tacada levemente mais forte ou fraca pode determinar tudo.

    Resumindo: Kirby's Dream Course é sim um jogo interessante, mas que peca um pouco pela sua dificuldade e como pode ser bem difícil terminá-lo sem usar savestates. Quantos mais você joga, mais você aprender a gostar da experiência e como jogar, mas o jogo também fica cada vez mais tenso e requer mais e mais estratégia e entendimento de suas complexas mecânicas.

    De bom: visual bonito e agradável, assim como suas músicas. Controles simples, apesar das muitas possibilidades e variações. Jogabilidade bacana, de um jeito que eu gostaria de uma sequência mais atualizada e com progresso mais tranquilo, deixando a dificuldade para quem quisesse terminar os estágios com menos tacadas e rankings. Contém modo 2-player.

    De ruim: desnecessariamente difícil é desinteressante para os padrões de hoje em dia, chegando a ser quase mal-feito. Física meio esquisita as vezes, como as mil vezes que a bola parece que vai cair no buraco mas decide não alcançá-lo ou passar direto. Difícil entender os mapas sem poder visualizá-los por completo e não achei opção de navegar com a câmera. Chefe final incrivelmente decepcionante. Fases muito parecidas, mesmo de um mundo pro outro.

    No geral, o jogo é maneiro e vale a pena dar uma conferida em suas mecânicas e tal, e seria legal um Dream Course 2 atualizado e tal, mas não achei que tenha valido a pena terminá-lo. Jogue umas fases e tire suas conclusões, mas acredito que talvez assistir pelo YouTube possa ser uma opção bem mais interessante.

    Kirby's Dream Course

    Platform: SNES
    380 Players
    5 Check-ins

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      santz · about 3 years ago · 2 pontos

      Eu desconhecia a existência desse Kirby 3D Blast. Vou uma procurada, apesar da alta dificuldade descrita.

      3 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-04-20 13:49:59 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Gradius

    Zerado dia 19/04/19

    Esperando amigos em casa para um dia de jogatinas, liguei o Switch e pra passar o tempo, fui dar uma olhada nos jogos de NES do serviço online do console. Tinham uns 9 que pretendo jogar e fechar, mas a escolha foi Gradius, um shoot'em up. O bom desse tipo de jogo é que não há muito comprometimento: até se eu não gostar, posso largar pra voltar depois sem achar que vou esquecer mecânicas, comandos ou enredo.

    E o jogo é simplório! Você o inicia, aperta start na tela inicial e já está voando com uma...nave? Ou...jato? Avião? Err...meio estranho, mas é isso aí, um pouco diferente do modelo que eu espero controlar nesses jogos super futuristas, mas nada ruim.

    É basicamente a coisa da grande maioria dos títulos do gênero: mova a nave para longe dos projéteis inimigos ou para mirar seus tiros neles, aprenda a melhor abordagem contra cada inimigo, cuidado para não bater nos cenários ou cair nas surpresinhas que aparecem repentinamente na tela (as vezes por trás de você) etc.

    O lance é que Gradius é BEM difícil e mesmo com savestates regulares (e não constantes), eu ainda gastei umas boas horas para conseguir me acostumar com suas mecânicas e finalmente terminá-lo.

    Qualquer hit te destrói. Tenso, mas comum nesse tipo de jogo. Mas em Gradius, você volta para o último "checkpoint", ou o início da "fase". Ainda assim, as vidas não são infinitas e logo você vai estar morrendo até dizer CHEGA no primeiro ou segundo estágio, só pra dar Game Over e ter que recomeçar a aventura.

    É sério. A dificuldade é bem alta mesmo em fases mais simples e a campanha é relativamente longa. Chegar na metade dela, não é uma tarefa nada fácil!

    Cheguei a pesquisar uns códigos do jogo e até achei um de continuar o jogo quando dá Game Over, mas não consegui fazer funcionar.

    Mas nem tudo age contra você! Inimigos laranjados ou destruir grupos inteiros de determinadas naves faz com que apareça um coletável na tela e ao adquiri-lo, a primeira barrinha das seis, na parte de baixo da tela ficará em destaque: Speed. Aperte B e a barrinha some, mas você aumenta a velocidade de controle da sua nave!

    Se achar desnecessário, continue coletando os upgrades para destacar a segunda barra, depois a terceira e assim por diante. Agora você tem mais tiros, ou tiros diferentes, ou drones que te ajudam e assim por diante. Alguns desses upgrades você só pode fazer poucas vezes, outros, como a velocidade da nave, eu não consegui chegar ao limite, pois depois de tanto a melhorar, achei que ficou rápida até demais, sobretudo para conseguir desviar de muitos inimigos em partes apertadas sem se matar.

    Lembre-se que esse é um jogo difícil e a morte reseta todos os seus upgrades. As vezes é melhor investir nos primeiros e mais rápidos de conseguir para conseguir avançar do que ficar guardando com uma nave fraca e não chegar a lugar nenhum!

    Resumindo: Gradius é um jogo ok, não chega a ser o pior do gênero no NES e nem sequer a ser ruim, mas a dificuldade bastante elevada, cenários repetitivos junto com as vidas limitadíssimas e demais penalidades deixam o jogo meio sem sentido para ser jogado hoje em dia, com tantas opções melhores em diversas plataformas.

    De bom: sistema de upgrades bem legal, em que você foca no que quer melhorar durante a jogatina. Controles simples.

    De ruim: visual e músicas sem carisma. Dificuldade exageradamente alta e poucas chances de continuar sua campanha. O jogo exige muita tentativa e erro, além de paciência. Ao invés de ser dividido em estágios diferentes, ele é uma única e longa fase. Chefes e demais inimigos repetitivos e constantemente reciclados.

    No geral, Gradius pode ter sido um jogo importante no passado, mas hoje em dia realmente não faz muito sentido. Mas pensando bem, existe algo bom do gênero para NES? Completamente passável mas pretendo jogar as sequências um dia.

    Gradius

    Platform: NES
    429 Players
    8 Check-ins

    13
    • Micro picture
      volstag · over 3 years ago · 2 pontos

      Cara, recomendo a coletânea japonesa que tem os Gradius de arcade, tem 3 jogos, o terceiro é tipo o 2 com upgrades, todos bem difíceis e bem mais bonitos que as versões de NES.

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