• anduzerandu Anderson Alves
    2021-06-01 01:16:03 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Magical Drop 2

    Zerado dia 30/05/21

    Será que eu já conhecia esse jogo até antes de ontem? O nome me soa muito familiar mas eu o abri aleatoriamente ao verificar os jogos recém adicionados ao plano do Nintendo Switch Online na minha falta do que fazer. Cheguei até a verificar sem o primeiro estaria disponível para os assinantes desse plano, mas não havia nada!

    Será que algum canal que sigo jogou? Será que li alguma notícia de que esse jogo seria lançado como Virtual Console nas plataformas atuais (o que de fato aconteceu, mas provavelmente a versão de Arcade, julgando que exista uma).

    Para quem não tem um Switch ou não assina o plano online, a plataforma conta com um aplicativo que, ao abrir, mostra uma tela com diversas capas de títulos de SNES (há outro também de NES) que dá acesso àqueles jogos lá disponíveis e a possibilidade de jogar online com um amigo!

    O problema desse programa para assinantes é que as adições de jogos acontecem esporadicamente, sendo que antes eram mensais. Fora que sempre são poucos títulos e a maioria trata-se de coisas desconhecidas e nada populares. O fãs pedem Earthbound há muito tempo, por exemplo, mas ganhamos jogos de companhias menores, como Jaleco, Natsume e Data East, que nesse caso foi a que possibilitou a vinda de Magical Drop 2 para o console, mesmo tendo uma versão monetizada na loja.

    Por outro lado, várias companhias maiores inviabilizam, imagino eu, a vida de outros clássicos e preferem lançar suas próprias coletâneas na eshop, como é o caso de todos os Castlevanias de NES e SNES da Konami, vendidos digitalmente.

    Adicione também a lista os jogos da Square, Enix, Capcom e por aí vai...

    Acostumado com a avalanche de jogos desconhecidos, resolvi encarar esse tal de Magical Drop 2 e de cara eu já curti bastante! Os visuais são lindos, coloridos e bem animados. Daqueles jogos que envelheceram perfeitamente bem!

    O gameplay me lembra muito o meu adorado Bust-a-Move/Puzzle Bobble, mas com suas devidas diferenças. Isso me faz lembrar de como aquela geração contava com uma boa variedade de gêneros nas plataformas e a busca por alguma originalidade. Quantos jogos de puzzles assim existiam? Duelos por tempo contra o CPU ou amigos, estratégias rápidas e mecânicas sem igual.

    Tetris, Columns, Yoshi's Cookie, Wario's Woods, Puyo Puyo e muitos outros. Definitivamente são tipos de jogos que não fazem a cabeça da molecada hoje em dia e raramente vemos algum investimento no gênero. resta jogar pra sempre as versões originais antigas!

    Como funciona MD2?

    Você escolhe um personagem que tem diferentes habilidades (mais interessante assim que você entender o jogo). Na partida, você move o seu personagem da esquerda para a direita e vice-versa e onde a sua mira, sempre vertical, estiver, você tem duas opções: pegar esferas ou jogar as esferas já coletadas.

    Imagine no caso da imagem acima, a mira está numa bolinha verde. Podemos a coletar com o botão B, removendo-a da coluna. Agora eu posso mover a personagem para cima de outra bola verde e a coletar também, e assim por diante. Quando eu estiver satisfeito, basta jogar todas essas esferas contra outra da mesma cor para pontuar e remover todas elas do jogo.

    Mas atenção! Se você coletar uma esfera verde, não poderá coletar uma de outra cor ao mesmo tempo! Mas caso se arrependa de uma ação de coleta, basta jogar a(s) esfera(s) de volta no jogo, o que inclusive pode ser usado simplesmente para liberar o caminho para fazer combos com esferas que estejam abaixo de uma específica.

    Ao jogar uma esfera contra outras da mesma cor, é possível eliminar colunas e/ou linhas, fazendo com que as esferas mais baixas subam e preencham o espaço que ficou vazio, inclusive possibilitando combos caso as cores que se choquem sejam iguais.

    Enquanto a ação acontece, a imagem do seu personagem é animada e há até algumas vozes complementando a música que é super divertida.

    Há bastante tensão, sobretudo em níveis mais avançados em relação aos fatores que podem decidir a partida:

    1) combos grandes fazem a tela do seu inimigo ganhar mais bolas e descer mais e mais, Se a bolinha mais baixa tocar na parte inferior da tela, aquele jogador perde.

    2) há um número decrescente entre as duas áreas de jogo. Esse número diminui conforme você faz combos e com base na quantidade de bolas eliminadas. Um combo com três esferas apenas, diminui três números. Um combo com 10, diminui dez números.

    O modo campanha tem 5 níveis de dificuldade e durou cerca de 20 minuto no normal, incluindo algumas derrotas/retries. mas há modos adicionais, como um de quebra-cabeças, um infinito e o próprio multiplayer.

    Resumindo: Magical Drop 2 é um jogo muito divertido e bem feito. Esse é um daqueles que a campanha serve apenas como desculpa/tutorial para iniciantes. Tenho certeza que a graça maior está no modo Versus para dois jogadores e é por isso que o jogo sempre será cotado em encontros com os amigos e meu Switch!

    De bom: jogo bonito e de mecânicas muito divertidas. Tudo funciona muito bem e garante a diversão para todas as idades. Controles simples. Modos extras para quem quiser ir além ou se desafiar. Personagens com diferentes habilidades.

    De ruim: campanha besta e muito curta.

    No geral, me diverti demais com esse jogo. Super viciante! Recomendo demais, inclusive quando você precisar de um jogo para dois e PVP. Jogão!

    Magical Drop 2

    Platform: SNES
    27 Players
    3 Check-ins

    13
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-03-06 18:23:26 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: S.C.A.T.: Special Cybernetic Attack Team

    Zerado dia 06/03/21

    Eu lembro que lá pra 2014 um jogo de NES estava sendo lançado pro Virtual Console de Wii U: S.C.A.T. Quando eu vi esse nome, eu não pude acreditar que existia um jogo que se chamava assim! Para quem não sabe, o termo "Scat" em inglês, basicamente, se refere a fezes! Não é possível que isso tenha sido ao acaso, hahaha!

    Nunca me esqueci desse nome em um jogo e mais tarde fui ouvindo mais falar sobre ele, que aparentemente era um jogo relevante no console, meio parecido com Contra, só que misturado ao gênero shmup. Acho que faz poucos anos que realmente fui me aprofundando em video games em geral, como no Youtube, então não é de se espantar que tivesse alguma curiosidade com S.C.A.T.

    A vez dele veio, finalmente, com a sua disponibilidade no serviço online de Nintendo Switch. Joguei um pouco e gostei muito!

    Então, o jogo é mesmo um shoot'em up mas que você controla soldados ao invés de naves ou outras máquinas. Numa época em que personagens fortões como Rambo eram grandes, é fácil imaginar que a fórmula daria certo.

    Outra coisa interessante é que o jogo foi feito por uma empresa originalmente japonesa e que ganhou diferentes nomes em cada região. Final Mission, nome ocidental, se tornou S.C.A.T.: Special Cybernetic Attack Team por aqui, acompanhado de uma capa medonha metida a mais adulta e sério, coisa típica da época e que acontece até hoje em dia de vez em quando. Ainda é surpreendente que mantiveram a opção de jogar com uma mulher na tela de seleção de personagens, visto que os sprites ingame são apenas de cores diferentes, ao invés de colocarem outra face e deixar ainda mais próximo de Contra.

    Seja S.C.A.T., seja Final Mission, infelizmente eu não tive o prazer de jogar a aventura na infância e agora, após terminar, sinto que teria adorado (na minha época era bem difícil achar qualquer coisa de NES visto que o SNES já era o videogame do momento há um bom tempo). Ao contrário de Gradius, por exemplo, isso daqui teria me feito muito feliz!

    Pois bem, na tela inicial há a opção de jogar de 1 ou 2 jogadores. Quase me arrependo de não ter deixado pra jogar com alguém (e teria sido mais fácil, acredito), mas eu estava muito animado pra jogar.

    1 player, escolhi um personagem qualquer (cheguei a jogar com ambos) e lá fui eu. A primeira fase tem um cenário de cidade a noite bem legal. Você move o personagem livremente pelo ar como se fosse uma nave e usa os dois botões do NES para as ações:

    -B atira. Se tiro inicial é meio lento mas quebra o galho bem. Pelas fases há três variantes encontrados ao destruir cápsulas, sendo um deles um laser rápido e forte que cria uma linha na tela muito bacana, uma bomba que atira lentamente e a explosão causa bastante dano, fora que fica causando dano até terminar a animação e um ataque de onda, parecido com um dos raios da Samus de Super Metroid que é meio que um intermediário de velocidade e dano, além de ter um bom tamanho;

    -o A aciona os "drones ao seu redor. Esses drones ficam te circulando de forma a ficarem completamente apontados pra frente, depois se movimentando a ficar completamente atrás de você. O botão A para os drones na posição que eles estiverem, e os faz andar novamente se apertado novamente. Isso é muito importante caso você queira que esse ataque suporte te ajude na frente, atire atrás enquanto você estiver ocupado na frente, atire diagonalmente para acertar inimigos no teto ou chão ou ainda para cima e baixo, ótimo em partes de movimento vertical.

    Uma coisa bacana desse jogo é que você tem pontos de vida. 6 deles, se não me engano. E como o jogo não é extremamente difícil, dá pra jogar numa boa, apesar das fases serem meio longas (são apenas 5 delas) e haverem muitos inimigos as vezes.

    Perdeu todos os pontos de vida? Game Over! Mas não de volta ao início da aventura e sim de volta ao início do estágio. Isso vai te fazer vibrar para matar os chefes, que não são muito fáceis e prosseguir ao próximo nível antes de perder aquele restinho de vida. Passou pra próxima? Vale a pena até um suicídio para regenerar seu HP! Ou melhor, uma exploração até onde der pra quando você voltar, já saber o estágio de cor.

    No início da minha jogatina, apanhei muito na primeira fase até que me acostumei e o restante do jogo foi mais tranquilo, apesar de que o final foi meio difícil, mas tá valendo pois além de ser o final de um jogo curto, há continues infinitos!

    Além das diferentes armas, há ainda outros itens a serem coletados de cápsulas, um deles sendo o R, que associei a Regeneração pois é justamente o que ele faz: regenera seu HP em alguns pontos. O raro item é sinal de que você chegou no chefe.

    Há ainda outra forma de regenerar vida, que é com pontos, então destrua o máximo possível dos oponentes! O ruim é que você só ganha um ponto a cada muitos pontos, mas as vezes auxilia bastante.

    Outro item é o S, que eu não faço ideia do que seja, mas acredito ser Score, pontuação. Se for isso mesmo, é uma forma de te ajudar a ficar mais perto de ganhar HP, mas o jogo não tem a pontuação na tela e não pude comprovar.

    Depois de pouco tempo de jogo (1 hora, talvez), eu alcancei seu final. Foi suado, mas nem tanto. Nada irritante ou tenso como Dininho Adventures. Fluiu muito bem.

    O último chefe mesmo foi moleza, diferente do estágio anterior. Eu já estava passando dos níveis na primeira ou segunda tentativa, pro meu agrado. Não vou mentir que no finalzão, antes do chefe final, cheguei a usar o recurso de rebobinar umas poucas vezes (até esqueço que esse recurso existe) pois o estágio estava bem longo e eu comecei a ficar impaciente, principalmente jogando longo trechos sem HP nenhum, mas não foi o bastante para me sentir trapaceando.

    Imagino, mais uma vez, que esse jogo seja bem mais legal com duas pessoas.

    Resumindo: S.C.A.T.: Special Cybernetic Attack Team é um jogo muito legal, e uma das gratas ótimas adições do serviço de NES do Nintendo Switch Online, inclusive sendo um daqueles jogos que envelheceram muito bem, junto ao Vice Project Doom  e Shadow of the Ninja, dos que eu joguei. Recomendável para quem curte shmups, Contra e jogos antigos multiplayer. Tá sem jogo pra jogar com seu amigo no Switch, dá uma conferida nesse aqui!

    De bom: visual e estilo legais (tem até vozes no início). Jogabilidade simples e boa curva de aprendizado. Vidas infinitas com checkpoints no início de cada fase. Possibilidade de curtir sozinho ou com um amigo. fases diferentes e com chefes diferentes.

    De ruim: pegar mais de um dos mesmo tiro não muda nada, aparentemente. A pouca disponibilidade de cura pode fazer você refazer as fases várias vezes e isso pode frustrar um pouco alguns. Alguns cenários são graficamente confusos ou piscam com muita ação e fica difícil ver ataques inimigos iminentes.

    No geral, curti bastante a experiência e com certeza o adicionaria numa lista de jogos para se ter na plataforma. Recomendo!

    S.C.A.T.: Special Cybernetic Attack Team

    Platform: NES
    60 Players
    2 Check-ins

    19
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-12-20 12:31:01 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Joe & Mac 2: Lost in the Tropics

    Zerado dia 19/12/20

    Não sou muito fã da série Joe & Mac, mesmo tendo jogado um bom bocado do primeiro jogo na infância/pré-adolescência. Acho que o conceito simplesmente não funciona comigo e a experiência não traz nada de muito diferente, fora que a gente vai ficando mais velho e crítico e acaba demandando cada vez mais dos padrões de qualidade de jogos de cada gênero com base em outras experiências.

    Já no Switch, a Nintendo adicionou o segundo jogo da franquia ao sistema de velharias do console. Como não sei muito sobre esses jogos, acho curioso o porquê de terem adicionado justamente Joe & Mac 2 e não o primeiro. Fez mais sucesso? Problemas de licenciamento?

    O fato é que eu terminei (com muito sofrimento) o seu antecessor há poucos anos e acabei colocando os seguintes na lista de prováveis zeramentos futuros, e assim o jogo ficou aguardando um momento oportuno.

    Visitando amigos e sem ter muita opção de algo bacana para jogar enquanto um deles terminava de preparar o almoço (não queríamos jogar coisas como Smash Bros. Ultimate e deixá-lo de fora), fui explorar os jogos do Nintendo Switch Online e resolvi abrir o J&M2 para ver no que daria. Acabou que fomos jogando e logo estávamos tão avançados em pouco tempo que seguimos até o final. Que jogo curto!

    Abrindo o jogo pela primeira vez, o menu inicial tem a opção de jogar sozinho, dois jogadores e "Super Co-op". A diferença entre o multiplayer normal e a versão "super" eu não sei dizer, então fomos na regular mesmo (o jogo infelizmente não descreve os menus, como de praxe na época).

    Havia ainda a opção "Password" para garantir que o jogo fosse mais tranquilo ainda e sem a necessidade de terminar em uma única sentada e "Options", que até onde lembro servia apenas para configurar os controles.

    Já na aventura, o jogo se abre contando sua história e segue com um aldeão nos mandando em busca do grande vilão. Agora na vila, nós podíamos ir e vir a vontade e entrar nas casas.

    Por algum motivo eu já imaginava que o jogo tinha ganhado um aspecto de maior exploração das fases e ir e vir pelo mundo ao invés de fases posicionadas uma atrás da outra de forma linear, e é bem por aí mesmo.

    Saindo da vila, por exemplo, a gente se encontrou num estágio cheio de plataformas e níveis, quase que como num jogo do Sonic de Mega Drive. Eu não sabia para onde estávamos indo, mas seguimos jogando e procurando por itens que volta e meia eram obrigatórios, como chaves para abrir portas que pareciam bloquear nosso progresso.

    Sobre a jogabilidade, você pode pular e atacar com o seu tacape, coletar itens de cura do chão e escalar cordas. Nada muito inovador, mas a simplicidade tem seu charme.

    Apesar da simplicidade, não é um jogo fácil. Muitos inimigos ganham muitos frames de invencibilidade ao serem atacados e enganam terem morrido, baixando a sua guarda. Outros entram na tela de forma brusca e arrancam um pouco do seu HP. Além disso, itens e cura as vezes são abundantes, mas outras vezes são bem raros. O pior disso é que eu não descobri nenhuma forma de ganhar vidas e elas são limitadas. Perca todas e lá se vai um dos seus Continues, que também são limitados. Felizmente não chegamos a descobrir o que aconteceria se perdêssemos todos, mas não vou mentir que chegamos a usar a função de rewind/rebobinar do Nintendo Switch Online para agilizar um pouco sobretudo em partes que pareciam mais injustas.

    A experiência foi quase que completamente tranquila por toda a sua duração, mas os problemas vieram no final, onde tínhamos que enfrentar todos os chefes do jogo novamente, seguido da batalha final com duas formas. A primeira forma do último chefe foi disparado o maior desafio de toda a campanha e perder um continue significava ter que fazer o "Boss Rush" novamente e rezar para chegar lá com bom HP (acabamos refazendo uma vez pois chegamos lá muito fracos na primeira tentativa.

    Depois de tantas idas e vindas e não ter a menor noção se estávamos progredindo ainda no primeiro cenário, finalmente conseguimos sair da fase e chegamos no "overworld", que lembra muito a forma como andamos em RPGs clássicos, como nos Final Fantasy ou Chrono Trigger.

    Essa é a melhor parte desse jogo: poder ir onde quiser e acessar as fases na ordem que desejar. Talvez em no sentido que a dificuldade vai aumentando como nós fizemos. Ou seria melhor começar pela mais difícil enquanto ainda temos tantas chances de passar? Ah, eu estou afim de jogar essa fase em específico ou talvez até re-jogá-la. Muito bacana!

    Além das fases no mapa, há ainda uma cidade em que você pode comprar cura para os personagens, conversar e usar de mecânicas estranhas disponíveis por lá e até fazer umas coisas que não entendi bem.

    O importante é que cada estágio tem um chefe no final e ao derrotá-lo você ganha um dos cristais necessários para acessar o chefe final!

    Resumindo: Joe & Mac 2: Lost in the Tropics é um bom jogo. Apesar de nada sensacional, sobretudo jogando hoje em dia, é uma experiência funcional e uma boa opção multiplayer para dois jogadores. Gosto das formas como o jogo inova a série em relação ao seu antecessor, te dando liberdade, fases com montarias e sprites mais bonitos. Não é o jogo mais fácil do mundo, mas definitivamente muito menos frustrante que o primeiro jogo.

    De bom: visuais legais. Sistema de upgrade de armas ao coletá-los nas fases. Chefes ok. Sistema de Password para facilitar a nossa vida. Jogo tranquilo de terminar, sem ser muito punitivo nem muito fácil. Gosto de todo o lance metido a RPG e exploração.

    De ruim: hit detection é um problema, principalmente quando o assunto é dos ataques dos inimigos (o último chefe mesmo te dá uns socos que acertam de muito longe). Não achamos uma forma de ganhar vidas. Inimigos se repetem em todos os estágios.

    No geral, curti o que joguei no pouco tempo de sua duração. Sinto que J&M2 poderia ter sido uma boa escolha com qualquer amigo num momento de ócio. Vale a pena dar uma conferida!

    Joe & Mac 2: Lost in the Tropics

    Platform: SNES
    727 Players
    5 Check-ins

    14
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-12-09 02:31:29 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: River City Ransom

    Zerado dia 08/12/19

    Ah, o que seria de mim sem esse serviço de NES do Switch Online? Quer dizer, muita gente fala mal (inclusive eu mesmo), mas graças a esse serviço e o do SNES, tenho jogado jogos como River City Ransom com mais vontade. Sei lá, a emulação é muito boa, jogar na tela e com a portabilidade do Switch é mais um plus, fora que ainda é possível jogar online. Há vários jogos que não estão disponíveis que eu preferiria aqui do que num PSP da vida, mas enquanto isso vou jogando aqueles que me interessam.

    River City Ransom (RCR) é um clássico beat'em up (briga de rua) da famosa série japonesa Kunio-kun. E essa é uma daquelas séries que tem um milhão de jogos e que é praticamente impossível fechar todos pela enorme quantidade.

    Conheci esses jogos, que tomavam o lugar de Double Dragon no Japão, graças à um amigo (devo ter falado sobre isso quando zerei outros Kunio-kun de 3DS). O cara é fanático e tal e tentou empurrar pra gente os jogos.

    Eu, assim como a maioria, sempre torceu o nariz pra simplória e repetitiva série. Você anda pelas ruas de pequenas cidades japonesas, briga como aqueles delinquentes (como o Yusuke e Kuwabara em Yu Yu Hakusho) e é isso o tempo todo.

    Com as limitações do controle de NES, você só tem três comandos básicos: socar com um, chutar com o outro e pular ao apertar os dois juntos. É ainda possível pegar inimigos caídos e itens ao tentar atacá-los e correr ao apertar duas vezes pra esquerda ou direita.

    O grande lance do jogo está no seu lado mais RPG. Você pode ir e vir pelas diferentes partes do mapa, brigar a vontade contra os inimigos que reaparecem quando você volta à uma área (mesmo que tiver acabado de sair de lá), e ganha experiência e dinheiro para fortalecer seu personagem.

    Há um pequeno e simples enredo, que basicamente te guia pra onde ir em seguida. Geralmente a estória envolve você procurando um certo alguém, mas para encontrá-lo, precisará de pistas que uma outra pessoa de alguma gangue tem. Vá até o território daquela gangue, quebre todo mundo na porrada e o chefe aparecerá. Quebre ele na porrada também e ele te dirá para ir até algum lugar e lá você repete tudo novamente, mas numa versão mais difícil.

    O jogo em si não necessita de idioma pois os mapas limitam bastante onde procurar e a base de tudo mesmo é a briga, mas eu daria dois conselhos a quem jogar RCR: prepare o seu personagem, o que quer dizer que as vezes é melhor lutar e juntar uma grana e comprar técnicas nas lojas e comida para recuperar a sua vida, tanto instantaneamente quanto aquelas que você pode usar enquanto estiver brigando por aí, e enfrente todos os caras de cada tela, principalmente se você não entender a linguagem do jogo, pois muitas vezes eu só passava correndo, cansado da repetitividade, e isso impede que o chefe apareça nas áreas que de fato tenham um chefe, e sem derrotar o chefe, você não ativa eventos que permitam seu progresso.

    Você não vai querer ficar como eu, procurando feito bobo.

    Houve uma vez ou outra, como bem no final, que eu não conseguia descobrir pra onde ir pois o final dos caminhos levava à uma escola fechada. Depois de uma boa explorada, recorri à internet, onde pessoas com o mesmo problema eram respondidas com: você tem que derrotar os três chefes da gangue tal. Não lembrava de um deles, então voltei lá no começo mas o cara não aparecia (os chefes também dão respawn com a desculpa de que querem uma revanche). Daí descobri que precisava enfrentar um chefe aleatório numa rua pra ele me mandar ir ver esse cara, que finalmente apareceu e desencadeou os eventos para eu seguir na campanha.

    A aventura é bem curta, sobretudo depois que você sabe o que fazer, mas no final ficou meio tensa graças à chefes muito resistentes versus eu, relativamente frágil. É nessas horas que vale a pena voltar nos pacíficos comércios das cidades e investir em comidas que dão melhorias provisórias e itens que melhoram seus ataques.

    É engraçado como um jogo tão simples tenha me parecido tão complexo nas primeiras vezes que o joguei há uns meses atrás.

    Resumindo: River City Ransom é um joguinho de briga de rua legal, mas que exige um pouco de paciência tanto para aprender suas mecânicas, quanto para ficar batendo da mesma forma a todo momento. Além disso, ele requer um certo investimento no personagem, como lutar continuamente, coletar dinheiro, ir comer quando a vida estiver baixa (e aprender sobre os itens e tal, pois nada tem descrição). Calculo que gastei umas 3 horas no jogo na primeira vez, mas acabei jogando mais uma usando um password que descobri e te deixa no nível máximo e, principalmente por saber aonde ir, levei uns 20 minutos pra fechar o jogo.

    De bom: visual simples e carismático, que inclusive ele insistem em usar mesmo depois de tentarem versões mais sérias. Temática bacana. Possível de ser jogado por 2 pessoas, que deve ser bem melhor. Passwords podem facilitar a vida de quem só quer experimentar a série casualmente. Grande variedade de armas, apesar que eu detestei usar a maioria pois eram muito lentas e abriam a minha guarda.

    De ruim: muito repetitivo pela variedade quase inexistente de golpes e inimigos iguais, o que ainda gerou uma infinidade de títulos na série. Você só sabe se está ou não preparado ao sair na rua lutando com os caras, e muitas vezes descobri que a resposta era não, morrendo e perdendo metade do seu dinheiro. Nunca curti muito o lance de ter que comer em restaurantes para se curar e a falta de itens de cura durante a jogatina (antes de um chefe, por exemplo, e com pouca vida, você sabe que vai morrer e só está perdendo tempo.

    No geral, o jogo é legal, mas a série ainda não me conquistou justamente pelas lutas serem tão simples e sem emoção, e isso tanto nesse de NES quanto no de 3DS e num de PC. Eu acho que a cosia mais interessante relacionada à série seria River City Girls, que foi desenvolvido por outra empresa. Esse é o tipo de jogo que vale a pena conhecer, mas não terminar. Passável.

    River City Ransom

    Platform: NES
    173 Players
    6 Check-ins

    28
    • Micro picture
      jcelove · over 1 year ago · 2 pontos

      Grande classico! Detalhe q muita gente, eu incluso nunca terminaram por causa desse lance da escola fechada. Todos cansava de ficar rodando sem saber o q fazer pra avançar e largava o jogo.hehe
      Mas a pegada mais rpg de entrar em loja e restaurante pea upar stats era muito bacana, praticamente o yakuza de sua epoca XD

      1 reply
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      xch_choram · over 1 year ago · 2 pontos

      Eu tambem empaquei nessa escola kkk

      2 replies
    • Micro picture
      vinicios_santana · over 1 year ago · 2 pontos

      Eu também travei nessa escola fechada, voltei e não achei ninguém, :/

  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-10-19 15:18:57 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Brawl Brothers

    Zerado dia 19/10/19

    Brawl Brothers se tornou uma pequena pendência (nem tinha colocado na lista de urgências) a partir do momento que os jogos de SNES foram lançados pro Switch e eu dei uma experimentada por não conhecer o título. Mais tarde, acabei jogando algumas fases com um amigo na minha casa e não chegamos longe.

    Pesquisando sobre o jogo na internet descobri que essa versão americana vem mais difícil por padrão. Basicamente, se você for no menu Options do jogo, perceberá que ele está configurado na dificuldade Hard, com poucas vidas e Continues, com a opção de bater no amigo ativada e o modo Angry Mode, uma das marcas registradas do jogo, desativada.

    Num segundo dia, tentamos novamente, mas com tudo configurado desde o início e chegamos bem perto do final. Infelizmente eu não havia aumentado o número de Continues e meu amigo não é tão bom assim e acabou com os poucos disponíveis rapidamente.

    Ele já não tava curtindo muito o jogo, então não insisti, até porque Brawl Brothers é bem sem graça mesmo, principalmente se você já conhece beat'em upa maiores.

    Acabei jogando sozinho depois e logo cheguei bem longe, mas perdi no último chefe! Cara, a dificuldade fica bem tensa perto do final e acabei jogando uma quarta vez, mas no Easy. E foi bem fácil até a última ou duas últimas fases. O último chefe mesmo foi um pé no saco ainda assim. No final das contas, Easy talvez seja o nível certo, ao menos pra jogar sozinho. Pra dois jogadores, talvez o normal mesmo.

    Se você manja do gênero de briga de rua, sabe como funcionam esses jogos: você anda, surgem capangas na tela, quebre todo mundo na porrada e siga até aparecerem mais inimigos e assim por diante.

    BB é bem estilo Final Fight, e pra dizer a verdade, muitas coisas são bem copiadas mesmo, inclusive também de outro jogo da Capcom: Street Fighter II. Você vai perceber que os protagonistas tem traços e até animações muito similares aos de personagens famosos desses universos.

    A jogabilidade é bem simples, como deve ser: andar, um botão pra socar e um pra pular. Você pode tentar diferentes combinações pra diferentes resultados, como pular batendo ou correr e depois atacar. Há ainda um botão de ataque especial, daqueles que te livram de situações onde os inimigos o cercam, mas que tiram do seu HP para serem executados, acertem alguém ou não.

    Você pode se mover livremente pelo cenário e usar coisas do chão, mas vou te dizer: continue na repetitividade do ataque padrão com os caras. Ata e fique apertando Y na frente deles. É isso.

    Um dos muitos problemas de BB está na dificuldade em acertar golpes. O inimigos está num plano levemente abaixo, o que parece ser o bastante, mas seus golpes não acertam. Maaaas, prós inimigos é o bastante pra te atacar. What da phuc?

    Ainda sobre problemas de combate, as vezes você tá batendo no cara e ele simplesmente resolve começar a te bater ou mesmo dar um agarrão. Do nada! Assim como as vezes você vai encostar pra agarrar o cara e ele que te agarra. É como se cada vez que você fosse dar um agarrão, o jogo jogasse uma moeda pra decidir quem leva a melhor.

    As animações desse ataque, inclusive, levam um século e as vezes parece que o personagem bugou. É MUITO esquisito!

    No modo Normal de dificuldade você vai perceber que os inimigos demoram demais pra morrer e o jogo fica cansativo super rápido. Qualquer magricela da segunda fase vai te segurar naquela parte por tempo demais até finalmente morrer, e sem contar que geralmente são grupos de 3 ou 4 maloqueiros.

    O fator frustrante vem de vez com o fato de que os inimigos caem demais! Você dá dois socos e o cara já cai. Espera ele levantar, dá mais dois socos e o cara deitou novamente!

    Felizmente é possível bater em gente caída e até usar dessas quedas pra fazer com que os caras caiam em buracos e outras armadilhas do cenário. Mas vale a pena lembrar que isso também se aplica aos jogadores!

    Pra ajudar a segurar essa barra, entra o modo Angry que é ativado quando você toma muita porrada e deixa seu personagem brilhando, invencível, mais rápido e forte.

    Falando em cenário, é tudo bem genérico: ruas da cidade, esgoto, depósito e tal, mas não dá pra cobrar muito do gênero nesse quesito, ainda mais de um jogo de 1993 que nem tenta ser original.

    Algumas fases contém obstáculos como buracos e chão elétrico que vão comer umas boas vidas suas, mas felizmente também servem para matar uns capangas.

    O pior mesmo fica por conta de estágios com portas, tipo os esgotos, que funcionam como um labirinto e você deve seguir uma sequência exata de portas para conseguir sair. O estágio é longo e cheio de possibilidade, foram que os inimigos dão respawn sempre que você voltar à alguma parte que já tinha ido previamente, o que significa que você vai ter que bater mais e mais ainda para poder andar e chegar à/tentar outras portas.

    Outro cenário tem um elevador que você controla se sobe ou desce e visita vários andares e que parece que incluíram só pra ter uma mecânica diferente na fase, porque não tem o menor motivo pra estar lá.

    Resumindo: Brawl Brothers é um beat'em up super genérico da tal da Jaleco, desenvolvedora que eu já venho odiando desde outros jogos do SNES Online do Switch, fora os clássicos Karnaaj de GBA e outras pérolas de outras plataformas. Eu só consigo imaginar que esses jogos estejam no Switch porque a Capcom não liberou Final Fight ou algo do tipo.

    De bom: mais uma opção multiplayer pro console. Dá pra matar o tempo e os visuais são relativamente nostálgicos. Tem modo de luta Versus como extra. Opções para facilitar um pouco o jogo.

    De ruim: hit detection podre. Gráficos completamente copiados de outras franquias. Algumas fases se estendem demais. Dificuldade alta. Carisma zero. Mesmo com "friendly fire" desligado, armas ainda acertam seus amigos. Gráficos confusos e você nunca percebe que ali era um buraco. Repetitivo. Chefes sem graça. Pouca variedade de inimigos. Até a tela título do jogo é podre.

    No geral, provavelmente a pior experiência que tive com o gênero e mais uma bola fora da Jaleco, que é praticamente uma LJN no SNES. Recomendo passar bem longe.

    Brawl Brothers

    Platform: SNES
    115 Players
    7 Check-ins

    22
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      sandrotoon · almost 2 years ago · 2 pontos

      Tentei jogar mas não achava a saída do esgoto de jeito nenhum, fiz o truque de jogar a versão japonesa mas o jogo é muito ruim e irritante

      1 reply
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      jcelove · almost 2 years ago · 2 pontos

      Puxa man, que sufoco hein? Mas garanto que tem beat em up muito pior no snes

      Se nao me engano esse e rival turf sao versoes bagunçadas da serie rushing beat. Acho q jao cheguei a jogar essa versao mas terceiro jogo eu achava sensacional pelo esquema de ter personagens secretos recrutaveis e czminhos diferentes nas fases mas ficou so no Super famicom

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      andre_andricopoulos · almost 2 years ago · 2 pontos

      Olha o M.BISON ali.
      ...
      Mano...jogo super divertido.

  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-10-01 18:01:49 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Kirby's Dream Course

    Zerado dia 29/09/19

    Cara, como é difícil acompanhar o Kirby! Sempre sai ao menos um jogo dele pra alguma plataforma, incluindo spin-offs (as vezes 2 ou 3 jogos por ano) e a menos que eu jogue um atrás do outro e sempre que um novo sair, acabo sempre ficando devendo uns 5 jogos pra fechar a lista de pendências.

    Kirby's Dream Course é um jogo que eu estava  ignorando há muito tempo. Na verdade, eu nem sabia que o mesmo existia até uns 6 anos atrás, pois pra mim o SNES era apenas Dream Land 3 e Super Star. Fiquei curioso ao ver DC no antigo Club Nintendo e até o adquiri, mas a experiência não foi muito boa, bem diferente de qualquer outro Kirby, e eu o deixei de lado.

    Eras depois eu fui percebendo como DC parecia ser relevante. O jogo estava sempre sendo trazido a tona em diversas plataformas pela Nintendo e eu, depois de um bocado de tempo e ver uns streamers que acompanho passando de umas fases, decidi que o jogo voltaria à minha lista de pendências, onde aparentemente não deveria ter saído.

    O motivo de eu ter achado DC esquisito é porque ele é basicamente um jogo de sinuca! Kirby vira uma bola e você deve acertá-lo na posição certa e com a intensidade correta para que ele encoste nos inimigos ou saia quicando nas paredes para alcançar algum lugar.

    Há inimigos no chão, inimigos voando, acima de rampas, pareces etc.

    Uma coisa bem curiosa é que basta encostar nos monstros para os derrotar e o último que sobrar no mapa se transformará num buraco, onde a bola deve cair para terminar a fase.

    O lance do último inimigo é super importante, pois há uma ordem lógica e estratégica para derrotá-los e, mais importante, as "tacadas" são limitadas.

    Você começa com 4 tacadas e cada inimigo derrotado te fornece uma frutinha vermelha, que conta como uma tacada extra. Se Kirby se movimentar por aí sem derrotar ninguém ou sem chegar ao buraco dentro do número de frutas disponíveis, ele morre e você perde um Continue (mas ao menos você volta de exatamente onde morreu).

    Somando-se os Continues disponíveis, você conta com apenas 12 tacadas. Para ganhar mais um Continue (vida), você deve passar de fase com apenas uma tacada, o que aparenta ser possível em todos os estágios (alguns eu levei até 10 tacadas).

    O maior problema é que cada um dos 8 mundos contém 8 estágios (para um total de 64 fases no jogo) é o número de Continues e tacadas serve para um mundo inteiro, ou seja, você tem as 12 tacadas (+ aquelas extras de derrotar os monstros) para fechar um mundo. Dê Game Over e terá que reiniciar aquele mundo desde sua primeira fase. Sério, isso é tenso.

    É bem óbvio como esse é um jogo daquela época por sua dificuldade. Ele não quer que você se mantenha progredindo sem parar. Não! Ele quer que você experimente os cenários 3D e a física do jogo, assim como diferentes tipos de tacadas para poder terminar cada fase com o menos número de tacadas possível.

    Se não fosse o recurso de Savestate, tenho certeza que teria jogado por muuuuitas horas, e com certeza levaria uns anos na infância para conseguir terminá-lo. DC é impiedoso! Aprender os comandos na raça também não facilitou.

    O lado Kirby do jogo se manifesta, além de todos os personagens e elementos visuais desse universo, na mecânica de roubar as habilidades dos oponentes. Basta Kirby encostar em qualquer inimigo com poderes para derrotá-lo e ganhar sua habilidade, que poderá ser usada ao seu benefício no estágio. Alguns dos poderes incluem:

    -Guarda-chuva: permite que você plane ao cair de lugares altos e alcance maiores distâncias;

    -Espinho: permite que você pare de rolar por conta de uma tacada ou rampa e fique exatamente onde apertar o botão;

    -Gelo: congela lagos e permite que você passe deslizando por cima deles;

    -Pneu: acelera em grande velocidade, permitindo que sua tacada te leve bem mais longe;

    -Disco voador: permite que você voe e mantenha aquela altitude e ainda pouse exatamente onde se e quando apertar o botão.

    Conforme as fases vão passando, a necessidade de saber usar os poderes disponibilizados e entender as físicas do jogo (como saber a intensidade de uma tacada para fazer Kirby subir determinada rampa ou fazer ele cair no buraco de uma determinada distância) vai ficando cada vez mais necessária.

    Muitas vocês você sabe o que tem que fazer, mas não sabe exatamente como executar os comandos perfeitamente. E infelizmente DC não perdoa muito bem comandos errados e milímetros é uma tacada levemente mais forte ou fraca pode determinar tudo.

    Resumindo: Kirby's Dream Course é sim um jogo interessante, mas que peca um pouco pela sua dificuldade e como pode ser bem difícil terminá-lo sem usar savestates. Quantos mais você joga, mais você aprender a gostar da experiência e como jogar, mas o jogo também fica cada vez mais tenso e requer mais e mais estratégia e entendimento de suas complexas mecânicas.

    De bom: visual bonito e agradável, assim como suas músicas. Controles simples, apesar das muitas possibilidades e variações. Jogabilidade bacana, de um jeito que eu gostaria de uma sequência mais atualizada e com progresso mais tranquilo, deixando a dificuldade para quem quisesse terminar os estágios com menos tacadas e rankings. Contém modo 2-player.

    De ruim: desnecessariamente difícil é desinteressante para os padrões de hoje em dia, chegando a ser quase mal-feito. Física meio esquisita as vezes, como as mil vezes que a bola parece que vai cair no buraco mas decide não alcançá-lo ou passar direto. Difícil entender os mapas sem poder visualizá-los por completo e não achei opção de navegar com a câmera. Chefe final incrivelmente decepcionante. Fases muito parecidas, mesmo de um mundo pro outro.

    No geral, o jogo é maneiro e vale a pena dar uma conferida em suas mecânicas e tal, e seria legal um Dream Course 2 atualizado e tal, mas não achei que tenha valido a pena terminá-lo. Jogue umas fases e tire suas conclusões, mas acredito que talvez assistir pelo YouTube possa ser uma opção bem mais interessante.

    Kirby's Dream Course

    Platform: SNES
    368 Players
    5 Check-ins

    22
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      santz · almost 2 years ago · 2 pontos

      Eu desconhecia a existência desse Kirby 3D Blast. Vou uma procurada, apesar da alta dificuldade descrita.

      3 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-04-20 13:49:59 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Gradius

    Zerado dia 19/04/19

    Esperando amigos em casa para um dia de jogatinas, liguei o Switch e pra passar o tempo, fui dar uma olhada nos jogos de NES do serviço online do console. Tinham uns 9 que pretendo jogar e fechar, mas a escolha foi Gradius, um shoot'em up. O bom desse tipo de jogo é que não há muito comprometimento: até se eu não gostar, posso largar pra voltar depois sem achar que vou esquecer mecânicas, comandos ou enredo.

    E o jogo é simplório! Você o inicia, aperta start na tela inicial e já está voando com uma...nave? Ou...jato? Avião? Err...meio estranho, mas é isso aí, um pouco diferente do modelo que eu espero controlar nesses jogos super futuristas, mas nada ruim.

    É basicamente a coisa da grande maioria dos títulos do gênero: mova a nave para longe dos projéteis inimigos ou para mirar seus tiros neles, aprenda a melhor abordagem contra cada inimigo, cuidado para não bater nos cenários ou cair nas surpresinhas que aparecem repentinamente na tela (as vezes por trás de você) etc.

    O lance é que Gradius é BEM difícil e mesmo com savestates regulares (e não constantes), eu ainda gastei umas boas horas para conseguir me acostumar com suas mecânicas e finalmente terminá-lo.

    Qualquer hit te destrói. Tenso, mas comum nesse tipo de jogo. Mas em Gradius, você volta para o último "checkpoint", ou o início da "fase". Ainda assim, as vidas não são infinitas e logo você vai estar morrendo até dizer CHEGA no primeiro ou segundo estágio, só pra dar Game Over e ter que recomeçar a aventura.

    É sério. A dificuldade é bem alta mesmo em fases mais simples e a campanha é relativamente longa. Chegar na metade dela, não é uma tarefa nada fácil!

    Cheguei a pesquisar uns códigos do jogo e até achei um de continuar o jogo quando dá Game Over, mas não consegui fazer funcionar.

    Mas nem tudo age contra você! Inimigos laranjados ou destruir grupos inteiros de determinadas naves faz com que apareça um coletável na tela e ao adquiri-lo, a primeira barrinha das seis, na parte de baixo da tela ficará em destaque: Speed. Aperte B e a barrinha some, mas você aumenta a velocidade de controle da sua nave!

    Se achar desnecessário, continue coletando os upgrades para destacar a segunda barra, depois a terceira e assim por diante. Agora você tem mais tiros, ou tiros diferentes, ou drones que te ajudam e assim por diante. Alguns desses upgrades você só pode fazer poucas vezes, outros, como a velocidade da nave, eu não consegui chegar ao limite, pois depois de tanto a melhorar, achei que ficou rápida até demais, sobretudo para conseguir desviar de muitos inimigos em partes apertadas sem se matar.

    Lembre-se que esse é um jogo difícil e a morte reseta todos os seus upgrades. As vezes é melhor investir nos primeiros e mais rápidos de conseguir para conseguir avançar do que ficar guardando com uma nave fraca e não chegar a lugar nenhum!

    Resumindo: Gradius é um jogo ok, não chega a ser o pior do gênero no NES e nem sequer a ser ruim, mas a dificuldade bastante elevada, cenários repetitivos junto com as vidas limitadíssimas e demais penalidades deixam o jogo meio sem sentido para ser jogado hoje em dia, com tantas opções melhores em diversas plataformas.

    De bom: sistema de upgrades bem legal, em que você foca no que quer melhorar durante a jogatina. Controles simples.

    De ruim: visual e músicas sem carisma. Dificuldade exageradamente alta e poucas chances de continuar sua campanha. O jogo exige muita tentativa e erro, além de paciência. Ao invés de ser dividido em estágios diferentes, ele é uma única e longa fase. Chefes e demais inimigos repetitivos e constantemente reciclados.

    No geral, Gradius pode ter sido um jogo importante no passado, mas hoje em dia realmente não faz muito sentido. Mas pensando bem, existe algo bom do gênero para NES? Completamente passável mas pretendo jogar as sequências um dia.

    Gradius

    Platform: NES
    415 Players
    8 Check-ins

    13
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      volstag · over 2 years ago · 2 pontos

      Cara, recomendo a coletânea japonesa que tem os Gradius de arcade, tem 3 jogos, o terceiro é tipo o 2 com upgrades, todos bem difíceis e bem mais bonitos que as versões de NES.

  • vaojogar Vão Jogar!
    2017-06-01 23:31:57 -0300 Thumb picture

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