• renegadoomgames RenegaDoom Games
    2022-08-07 12:12:15 -0300 Thumb picture

    Você conhece o 'Resident Evil fofinho'? Heaven Dust - #2 - PC

    Você acorda e se vê em uma mansão, onde funcionava o centro de pesquisa secreto e agora é um labirinto repleto de zumbis horríveis e armadilhas mortais. Você terá que escapar superando seus medos, coletando itens, resolvendo quebra-cabeças inovadores e revelando a verdade cruel. #heavendust#residentclone#steam#survivalhorrorgaming#residentevil#gamepass#playstation#nintendoswitch

    Broadcasted live on Twitch -- Watch live at https://www.twitch.tv/renegadoomgames

    Heaven Dust

    Platform: PC
    4 Players
    2 Check-ins

    2
  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-08-06 18:12:58 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: DOOM 3

    Zerado dia 06/08/22

    Dando uma olhada aqui nos jogos do Switch para decidir o que jogar em que ordem dos poucos que faltam para completamente esvaziar o console e o desbloquear e DOOM 3 estava entre os mais longos, mas bateu uma baita vontade de jogá-lo, felizmente. Isso levando em conta que sempre tive curiosidade em conhecer esse título que tem a fama de ser "diferentão" dos demais, só que ao mesmo tempo que eu tinha essa curiosidade, eu tinha um pouco de medo de iniciá-lo pois a opinião dos jogadores não soa tão favorável além de que aparentemente seria algo mais voltado pro gênero de Horror, o que poderia indicar que ele seria mais lento.

    O próprio howlongtobeat.com indicava 11 horas. Puts, os anteriores duravam 7 e eu sempre os achei um pouco longos demais (acabou durando apenas 8 horas para mim)!

    Para ser sincero eu já tinha dado uma olhadinha no começo da aventura umas duas vezes para ver como eram os visuais totalmente 3D, se rodava bem no Switch e para ver se seus diferenciais me conquistariam a ponto de me deixarem mais animados para o jogar de verdade no futuro. Os resultados foram positivos, mas eu devo ter jogado realmente uns 3 minutos cada vez. Até pouco tempo a ideia também era jogar um jogo da franquia Doom por ano pois eles me cansam, não vou mentir e mesmo tendo o adorado, eu joguei o 64 em 2022 e bem recentemente.

    Só que não tive escapatória: eu realmente quero desbloquear o Switch logo! Me esperam Metroid Dread, Xenoblade 3, Link's Awakening, Legends: Arceus, Kirby and the Forgotten Land e mais um monte de outros, incluindo multiplataformas e indies. Enquanto isso eu estou jogando os Knights and Bikes e Warlocks 2 da vida.

    Iniciando o D3, reparei em algumas coisas. Primeiro que o jogo é bonito, bem bonito. Quer dizer, eu tenho a consciência de que é um jogo originalmente de 2004/2005, para PC e o primeiro Xbox e isso é importante para se preparar para seus controles, mecânicas e como a cultura dos video games eram na época, mas os visuais são muito bons e combinam muito bem com a tela portátil do Switch, que recebeu uma versão modernizada da BFG Edition (2012, geração Xbox 360).

    A segunda coisa que reparei é que o jogo não tem opção de ligar legendas. Super bizarro! O legal disso é que a experiência fica mais imersiva, mas muitos jogadores definitivamente dependem delas, mesmo em inglês, para acompanhar os acontecimentos do enredo. Fora isso, há momentos em que você tem que abrir o inventário, ouvir arquivos de áudio e os entender para, por exemplo, descobrir o código de abertura de portas.

    Por último, os menus, displays, HUD do jogo são bem pequenos e menos apelativos como um jogo mais "pop" seria. Enfim, a sensação é que D3 é bem adulto e sério e fez me sentir como se tivesse assistindo arquivos militares nesse início.

    Esse início trata do seu personagem chegando à base de Marte, conversando com as pessoas, indo de lugar X à Y. Ele te põe realmente na pele do Doom Slayer, que aqui por algum motivo não usa capacete. Isso me fez pensar se esse jogo teve um papel grande em tudo quanto é FPS desde então, tipo esses Halo que tem cutscenes interativas com pessoas olhando para a câmera e conversando direto com o jogador e a história se desenvolvendo assim, de forma mais cinemática e, mais uma vez, imersiva. Quer dizer, a ideia principal deve ter vindo de algum Half-Life da vida, mas mesmo assim.

    Uma curiosidade é que quase todo mundo é careca.

    A primeira fase é um saco, ao meu ver. Você vai se sala em sala, corredor em corredor, passa por scanners, para para ouvir alguém falar com você. Abre porta automática atrás de porta automática e, cara, o lugar parece gigantesco! Quando você chega ao final, pedem para você voltar tudo.

    Mas é aqui que começa a problemática que gera o enredo de D3: quando a base de repente é atacada por monstros. Você volta já usando as suas primeiras armas, a pistola e a shotgun (a pior arma do jogo disparado).

    Os primeiros inimigos são zumbis dos trabalhadores do local. De início achei estranho mas lembrei que nos jogos originalmente tinham esses humanos que atiravam em você e tudo. Logo começam a aparecer também aqueles que jogam bolas de fogo, Imps.

    Foi aí que eu percebi que eu estava levando D3 como um jogo diferente demais do que ele realmente é. E mais tarde eu teria a certeza de que o jogo é uma modernização da série clássica e que foi na verdade muito bem traduzida para os até então estilos modernos.

    Você anda, explora, coleta armas. munição, cartões que abrem portas, mete a bala nos monstros e por aí vai.

    Algumas diferenças incluem:

    -D3 é um título mais escuro e inclusive há um botão para ligar a lanterna. Não que você fique no completo breu sem usá-la mas há sim momentos que você pode ficar desnorteado e o meu maior medo era mesmo não ver um inimigo ou um item necessário para progredir nas fases;

    -É um jogo muito mais linear que os anteriores. Raros foram os momentos que fiquei perdido ou andando como barata tonta (e isso é ótimo).

    -É também o jogo mais fácil da série até então. Você toma pouco dano no nível Normal, há muita cura e munição e dificilmente os inimigos realmente representam perigo;

    -O lance de ser um jogo de terror não é bem verdade. Eu achei o foco do jogo bem mais pro lado da ação mesmo e me senti jogando um Doom "half-lifeado". Para ser sincero, a atmosfera do primeiro HL costuma me deixar mais apreensivo do que a de D3. Isso mudou um pouco quando joguei com o fone conectado e pude ficar mais imerso e ouvir uns sons mais medonhos. Dá para ver que muito foi reutilizado no jogo de 2016 adicionado à ação desenfreada dos clássicos.

    Outra coisa que foi substituída foi a trilha sonora, que agora ao invés do Heavy Metal temos uma trilha mais atmosférica, silenciosa senão pelos gritos infernais e barulhos de metal aqui e ali. Mas na verdade a OST dos antigos nunca me convenceu (e olho que adoro Heavy Metal).

    Além da volta de quase tudo quanto é monstro, eles mantiveram também a jogabilidade das armas. Digo isso pois os jogos clássicos só demandavam que você mantivesse os inimigos à sua frente para os acertar e, embora aqui tenha mira, as armas não tem quase nenhum recuo a cada tiro. Você pode manter o gatilho ativado e esperar que o inimigo seja destruído. Isso é um pouco estranho depois de você se acostumar com FPS mais modernos e a necessidade de manter o dedo da mira constantemente a reposicionando em cima do alvo.

    Morrer é algo bem incomum, mas chegou a acontecer comigo algumas vezes por vacilo ou confiança demais aliada a preguiça de voltar para um terminal de vida de algumas salas atrás. Nesse jogo se você morre, você volta para o último save sendo que por vezes o jogo faz isso automaticamente porém recomendo fazer os seus próprios mais frequentemente conforme você avança. Houveram momentos que morri por conta de um barril que explodiu ao meu lado ou pedaço do chão que desabou e lá se foram muitos minutos perdidos. Eu odeio jogo que você tem que ficar salvando toda hora e não me acostumo mais a fazer isso!

    Algo bacana de D3 é a continuidade entre os estágios. Eu sempre achei que os clássicos pecavam muito nisso e parecia que as fases eram super independentes e simplesmente criadas uma após a outra. Mas aqui o enredo segue o seu progresso e você sente aquela sensação de progresso ao contrário de ir de 0 a 100 a cada estágio.

    E falando em estágios, eles são em sua maioria relativamente pequenos aqui, mas podem demorar mais do que parecem por um motivo: a enorme quantidade de inimigos! Não tem como se sentir sozinho nesse jogo visto que muitas vezes você entra numa sala e surgem muitos deles, você os mata e logo aparecem mais (e mais). O jogo ainda gosta de fazer com que alguns deles apareçam propositalmente atrás de você.

    Você passa tempo tempo atirando em monstros que chega a cansar. Cansar mesmo! E depois que você elimina a todos, desce uma escada, pega uma chave e sobe a escada, mais criaturas são sumonadas. Fica até bem previsível para ser sincero.

    Resumindo: DOOM 3 é um jogo melhor do que eu imaginava! A adaptação da clássica série para a cena 3D e mais cinematográfica de 2004 é muito boa e mantem muito mais da essência do que as pessoas o dão crédito. Todos os inimigos estão de volta, assim como o grande arsenal de armas, a ação, exploração por cura, munição e chaves, chefes, embora tudo seja de teor mais linear e fácil, mas sem perder a graça. E graças a deus que D3 não foi mais um bocado de mapas e alguns novos inimigos como o 2 foi em relação ao 1.

    De bom: belos visuais. Boa atmosfera. Adorei os efeitos de sombra causados pelas luzes. Me senti mais em Marte do que nunca na série! Final poderia ser melhor, mas foi legal. Grande variação de inimigos e armas. Envelheceu bem.

    De ruim: odeio que a lanterna fique se apagando. Odeio a necessidade de fazer saves manuais volta e meia. Achei que o jogo poderia ter menos inimigos e que exagera um pouco nisso. Faltaram ao menos as legendas e porque não o idioma Pt-BR?

    No geral eu curti bastante. Acho que fora o 2016, esse seria o único Doom que jogaria novamente. Não é uma experiência perfeita, mas acho que ele merece mais crédito pelo que é e como adaptou a franquia para uma diferente geração. Agora falta só o Eternal para fechar a série! Sobre D3, jogo maneiro!

    DOOM 3

    Platform: Nintendo Switch
    7 Players
    1 Check-in

    10
    • Micro picture
      mastershadow · 1 day ago · 3 pontos

      Esse jogo tinha graficos tao a frente do seu tempo...que até parece atual hoje em dia, é um jogão que me deu alto sustos, ele segue a Linha do DOOM 64, é mais terror do que ação.

      1 reply
    • Micro picture
      lgd · 1 day ago · 2 pontos

      Parabéns. Este aí acabei abandonando depois de ficar preso em uma batalha contra 2 demônios que saem de um portal...

      5 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-07-29 23:17:24 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: UnderMine

    Zerado dia 29/07/22

    Tinha dito na minha postagem de término da campanha do Blasphemous que junto a ele comprei UnderMine pelo valor de R$0 graças a um Gift Card que o PayPal me deu há um tempo atrás junto às promoções da eshop do Nintendo Switch. Cara, que compra feliz! Quando adquiri esses jogos que tanto me interessavam, até senti que o console estava mais vivo pois passei muito tempo adquirindo jogos minúsculos e questionáveis. Me deu até vontade de jogar de verdade!

    Eu conheci UnderMine há um tempo num streaming que um youtuber que sigo fez. Ele costuma jogar títulos grandes como Kirby and the Forgotten Land ou Elden Ring assim que saem, mas também enfia uns indies interessantes assim pela semana. Geralmente não ligo muito para jogos que nunca ouvi falar e mal presto atenção à TV, mas muitos deles acabam se popularizando muito depois ou ao menos despertam muito da minha curiosidade! E a felicidade de vê-lo sendo lançado no Switch?

    Bem, UM me interessou por diversos motivos, incluindo seus visuais e jogabilidade, embora nada seja exatamente original. Gosto bastante de roguelikes mas esse daqui parecia um dos casos raros não só do gênero como dos video games atuais em que a experiência era muito cativante e bem feita. Quase como algo criado pela própria Nintendo ou ao menos um daqueles indies que você sabe que precisa jogar.

    E para quem saiu de experiências recentes com jogos como Blazing Beaks e Genetic Disaster, qualquer coisa que se aproxime de Enter the Gungeon ou Binding of Isaac merece a minha atenção. Nem mesmo Wizard of Legend ou Mana Spark, ambos que gostei, preencheram esse vazio deixado pelos grandes.

    Também estava esperando em UM uma experiência mais fácil e casual, e foi esse mesmo o gosto que senti quando joguei um pouco.

    Nessa promoção eu recomendei o desconhecido jogo para todos os amigos que achei que gostariam dele no Switch e vi que alguns compraram mesmo. Poxa, vinte reais é barato demais, ainda mais para quem paga 300 em qualquer Age of Calamity por aí.

    Deixei UM  para depois pois queria terminar os duvidosos do mesmo gênero antes enquanto estava animado. Essa é uma lógica que acaba seguindo subconscientemente: se um jogo é bom, ele pode esperar o tempo que for que eu não perderei o interesse. Se eu deixo passar a vontade de jogar esses menores, só deus sabe quando voltarei...

    Enfim, voltei há uns dois ou três dias para o jogo sem lembrar quase nada. Há um hub principal com lojas e preparo para a sua run, como os roguelikes costumam ter. O jogo é mesmo uma delicinha visualmente, jogabilidade e em seus sons. Dá gosto de jogar!

    Eu sinto que ele tem bastante de Zelda: A Link to the Past e seria uma ótima escolha para quem quiser misturar essas fórmulas. A temática puxa mais pro lado do Terraria e isso também é um ponto positivo.

    UM tem várias peculiaridades, entretanto, como as formas de atacar: aqui você usa uma picareta para bater de perto com o botão Y da mesma forma que o Link usa a Master Sword no grande clássico de SNES e também é possível jogar essa picareta como um bumerangue usando o botão R. Ou seja, temos um ataque de curta distância e outro de longa.

    Também é comum ter um comando de rolagem em jogos desse tipo, mas aqui nós temos um de pulo que podemos suar para evitar buracos, armadilhas e os próprios ataques inimigos. Bem curioso.

    Para quem tinha achado que seria moleza terminar o jogo, eu penei um bocado. A aventura conta com 5 áreas distintas sendo que cada uma tem 4 andares criados aleatoriamente mais um chefe no final desse último, totalizando 20 níveis.

    Durante a sua missão você passa por salas com diversos tipos de inimigos, sendo que a maioria é exclusiva daquela área, fora alguns tipos de desafios que podem ou não ser recorrentes da aventura inteira. Como é de se esperar, é importante conhecer e aprender a lidar com os mais diversos tipos de monstros: morcegos, magos, grandalhões, aranhas etc. A maioria das salas requer que você derrote a todas para poder abrir a porta e continuar explorando o andar.

    Os andares ainda podem conter outros elementos, em sua maioria benéficos, que compensam a exploração completa mesmo quando você dá a sorte de achar cedo a escada para o próximo nível da mina.

    A sala que eu considerava obrigatória era a do mercador pois ele vende, entre umas coisas legais, as não tão frequentas fontes de cura, como poções e carnes. Tudo isso pode ser comprado com o ouro que você consegue batendo em pontos dourados da mina e os recolhendo.

    Há também salas com upgrades, maldições que também concedem um benefício, salas com NPCs desbloqueáveis para o hub, salas de baús e/ou puzzle etc.

    Você vai perceber que o acesso à esses lugares podem estar bloqueados por cadeados ou mesmo por detrás de paredes falsas (brilhantes) e isso quer dizer que você precisará usar bombas ou chaves para ganhar acesso àquelas localidades. Sempre vale a pena questionar se vale a pena gastar um desses recursos com determinada sala pois eles não são tão comuns (tive runs que carregava 10 chaves, por sorte, e tive runs que não achei uma sequer).

    Bombas fazem papel importante na campanha e podem ser usadas em combate também, além de terem variações com habilidades.

    Esse jogo tem um sistema de progressão muito bacana que agiliza muito as coisas. Por exemplo. a primeira área é a mina comum e seus quatro andares. Você chega no final da área (qualquer uma delas) e terá a opção de enfrentar o chefe em sua sala ou simplesmente o ignorar e continuar descendo.

    Continuar descendo soa como sendo algo mais fácil, até porque os chefes são meio tensos enquanto você não os conhecer ou não tiver bons equipamentos e ainda focar em fazer mais loot nas próximas áreas. Outra vantagem gigante é que o jogo passa a permitir que você inicie as runs no início das áreas alcançadas e com habilidades aleatórias. Lá você ainda vai ganhar mais dinheiro.

    Porém saiba que o acesso ao último chefe só se dá quando você derrotar e obtiver os medalhões dos 5 chefes do jogo (não precisa ser numa única run). O mais bacana é que você pode focar numa área até derrotar o chefe. Derrotou? mesmos e você morrer em seguida, na próxima runa poderá iniciar daquele lugar e nunca mais nem voltar ao que você já terminou. Bacana demais!

    Outra parte super importante é juntar dinheiro e evitar gastar com muita cura, itens e habilidades. Isso porque você perde uma grande quantia ao morrer e poderá usar o que sobrar para adquirir habilidades passivas permanentes como:

    -Maior ataque a curta distância;

    -Maior ataque a longa distância;

    -Maior alcance do seu "bumerangue";

    -Perder menos ouro ao morrer etc etc etc.

    Todas as habilidades tem muitos níveis e não consegui maximizar nenhuma (nem sei qual o nível máximo). 

    Lá no hub há muitas coisas para se desbloquear, incluindo a disponibilidade de novas habilidades nas runs, pets, itens de cura que curam mais e melhorias nas lojas. É MUITA coisa.

    No final das contas, como os 5 medalhões, o último boss fica disponível para ser acessado a qualquer momento no hub, sem precisar entrar na mina. E que batalha bacana!

    Resumindo: UnderMine pode não ter se tornado meu roguelike favorito, mas com certeza está entre os melhores. Cada run é única e muito divertida e o jogo é muito inteligente na forma como trata o progresso, podendo te mandar direto à última área alcançada ao invés de refazer tudo do zero brigando contra fracotes. Apesar de algumas facilidades assim, o desafio continua lá e de forma muito justa. Diria ainda que não recomendaria para jogadores casuais e apenas para quem curte um bom desafio.

    De bom: lindos visuais, animações, sons. Jogabilidade certinha. Nível de dificuldade muito bom. Muito conteúdo e mesmo terminando ainda tenho muita coisa para desbloquear e conhecer. Habilidades divertidas e que fazem a diferença. Possibilidade de pular áreas já terminadas e que você provavelmente já cansou de explorar. Último boss muito legal. Upgrades permanentes ajudam bem. Gosto como os chefes ficam fáceis depois que você os entende.

    De ruim: nesse jogo aparecem criaturinhas para roubar seu ouro quando você quebra as paredes e ele cai no chão e se você não for rápido, pode ficar sem boa parte. Eu achei isso chato e meio inútil. Achei o design dos protagonistas masculinos meio estranhos. Várias coisas não são bem explicadas para que servem. Problemas na tradução Pt-BR, mas ao menos tem a linguagem e todos podem curtir o jogo.

    No geral, me diverti demais nas minhas 12 horas e meia. Tanto que terminei a aventura e iniciei outra run, mas não posso ficar enrolando o glorioso dia de desbloquear o Switch (ainda vai demorar um pouco), fora que já tenho outros jogos sendo jogados simultaneamente. Jogão! 

    UnderMine

    Platform: Nintendo Switch
    2 Players

    10
  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-07-26 17:08:19 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Into the Breach

    Zerado dia 26/07/22

    E lá se vai mais um jogo de Switch! Parece que o desbloqueio vem mais rápido do que eu imaginava (ainda faltam uns 20+ jogos) e o terminado da vez foi Into the Breach, um jogo tático que fez muito alarde quando foi lançado na plataforma da Nintendo. Eu nunca havia ouvido falar nele até então, mas fiquei curioso.

    O difícil do ItB é que ele era meio carinho para um jogo indie (ainda é) e para algo que nem sabia se ia gostar, fica difícil sair investindo assim. Vale lembrar que o gênero tactics é possivelmente o que menos gosto (embora tenha esperança que foram experiências ruins no passado distante e espero mudar isso um dia). Passei parte da minha adolescência experimentando Final Fantasy Tactics e afins e mais tarde alguns outros do gênero no DS mas nunca ia longe pois ou eram muito punitivos ou simplesmente sem estratégia nenhuma (ainda sinto muito disso com Fire Emblem). Alguns dos títulos mais modernos que me fizeram gostar bem mais foram Mario & Rabbids: Kingdom Battle e um certo interesse nos Shadowrun e XCOM.

    Demorou mas finalmente adquiri a minha cópia digital de Into the Breach. Nem foi tão barato como a maioria dos jogos que costumo comprar no Switch, mas acho que ficou na média de 15 ou 20 reais. Pronto, agora era só esperar a vontade de o jogar, de me envolver com um tactics. Eu sabia que as partidas eram mais dinâmicas e acreditava que fosse algo mais fácil, mas mesmo assim não arrisquei tão cedo.

    Como os jogos do console estão acabando e não vou ter para onde fugir com alguns jogos mesmo, ItB pareceu ser uma boa ideia no momento pois ele estava na pasta "5+ horas" que organizei graças às informações do howlongtobeat.com. Poxa, 5 horas dá para terminar em 1 ou 2 dias e levando em conta que o site costuma levar a média de jogadores comuns, como eu, e não tempos de speedrun ou viciados, dava para saber que nesse tempo você sai da completa ignorância e vai até o final.

    Começando a campanha, eu estava um pouco perdido com alguns menus que parecem ser de customização e montagem do seu time, mas tentei não ligar muito para isso e focar nos simples tutoriais.

    De cara o que mais me agradou foram os visuais, muito parecidos com algo vindo do GBA, tanto no pixel art quanto as cores e animações. Esse jogo é um colírio para os olhos, seja você um jogador mais jovem ou que viveu aquela época bacana do início dos anos 2000 e toda a sua cultura.

    O próximo passo é escolher um "continente". Você vai perceber que são 4, mas apenas um está desbloqueado então vai lá no da temática clássica de natureza e verde.

    Dentro desse continente inicial você deve seleciona ruma área para jogar sendo que as verdes são aquelas já pacificadas e as vermelhas são aquelas infectadas pelas criaturas alienígenas.

    Já nas batalhas, bom, elas são uma delíííícia, cara! Primeiro que o campo de batalha é minúsculo: 8x8 quadradinhos. Segundo que você só tem 3 tropas! Os inimigos também são bem poucos e costumam ir se multiplicando, coisa que você deve fazer de tudo para evitar tanto bloqueando as suas entradas no campo quanto matando os já presentes para manter os números sempre baixos.

    Apesar da pouca quantidade de tropas, Into the Breach é MEGA estratégico e cada posicionamento, ataque e habilidade faz toda a diferença. Um exemplo disso é que nesse time inicial há um robô que dá um soco no oponente e o lança para uma casa atrás e fazendo isso você pode evitar que um golpe chegue a você no próximo time ou lançá-lo direto na água/lava ou ainda o colocar na rota de ataque de um outro monstro, fazendo com que eles se batam!

    Uma das mecânicas mais bacanas desse jogo é saber as intenções do inimigo e tentar minimizar ao máximo que eles consigam fazer aquilo, de acordo com as suas estratégias.

    Isso é muito importante pois há diversas formas de perder o jogo, além de que há bônus para terminar as curtas fases dentro de algumas condições. Para mim o mais difícil era defender os prédios dos cenários e cada um deles destruído subtrai um espaço de uma barra que causa Game Over ao se esvaziar.

    Mas como eu disse, os inimigos deixam uma mira na tela demonstrando as suas intenções de ataque e você deve tomar uma ação sobre isso, como empurrá-lo para uma posição que este golpe não acerte pontos importantes, ataque os próprios aliados dele ou até ficar no meio da reta para tomar o dano ao invés de deixar que construções sejam derrubadas.

    Claro que dependendo das circunstâncias é possível que a situação fique fora de controle e você não consiga evitar que todo o mal aconteça e por isso é possível manter sempre o controle dos monstros ao invés de deixá-los por todo o mapa fazendo o que quiserem e sempre pensar afrente. Alguns monstros também são complicados de derrotar visto que, assim como as suas unidades, existem tipos e especialidades para diferentes personagens.

    Um dos que eu mais odiava era um inseto que lançava uma bomba que explodia nas quatro posições adjacentes (podendo inclusive ferrar com diversos prédios) se você não a atacasse uma vez. Muitas vezes eu tinha que escolher entre a bomba e o inseto, escolhia a bomba e no próximo turno ele lançava outra.

    É importante saber que todas as fases são bem curtas sendo poucos rounds, todos com pouco HP e muitas limitações de movimentação, embora a estratégia envolvida seja muito bem pensada sempre.

    Até pegar o jeito do jogo eu fracassei umas boas vezes. Eu boiei na jogabilidade, embora deveras simples, boiei nas terminologias, objetivos e até esqueci coisas importantes que o tutorial ensinou, mas como é tudo muito breve e viciante, eu insisti e insisti até conseguir terminar o primeiro continente: termine 4 estágios a sua escolha e você jogará uma fase de chefe.

    Com o continente terminado é possível gastar as estrelas adquiridas de acordo com o seu desempenho e comprar melhorias que, juntas à outros upgrades adquiridos, dão maiores vantagens às unidades, como maior HP, movimentação, dano, habilidades ativas ou passivas.

    No segundo continente eu joguei bem. Haviam mecânicas de cenário bacanas e eu estava acostumado. Cheguei na fase do chefe com facilidade e perdi por vacilo no último ataque do último turno do último monstro. Ô tristeza!

    Ao dar Game Over você perde praticamente tudo. Perde os níveis conquistados pelas unidades, as habilidades conquistas e equipadas, as melhorias e até meio que o seu progresso pois agora, ao iniciar uma nova campanha, ambos os continentes estarão disponíveis, mas você ainda precisará fazer ambos em qualquer ordem.

    Mas alguns feitos do time geram moedas que são suadas para desbloquear novos times com máquinas bem diferentes e estratégias bem diferentes. Você vai perceber que há muita influência de todo tipo de cultura pop nesses sprites e inclusive uma das minhas unidades quando terminei o jogo era praticamente o próprio Metal gear REX!

    Fiz diversas runs desde então e desbloqueei vários times e só venci quando misturei unidades de diferentes trios, coisa que só descobri bem depois, na pura sorte. Juntei três bacanas lá e foi tiro e queda e ItB ainda permite ir direto ao estágio final depois de terminar dois continentes dos quatro, coisa que acabei por fazer depois de tanto perder no terceiro (quanto mais você se fortalece e termina fases, mais difícil o final fica).

    Resumindo: Into the Breach é mesmo o que todo mundo fala e um jogo excelente de estratégia. Diferente desses Fire Emblems aí que você fica andando com os personagens por cenários gigantes e batendo de qualquer jeito, aqui a simplicidade deixa escancarado que cada ação é importante e combar as suas habilidades e ataques com elementos das fases e os próprios inimigos é muito satisfatório. Um jogo direto ao ponto e que perder não significa nada pois mesmo recomeçando do zero, é incrivelmente divertido e rápido. Inclusive, terminar a aventura em si não é lá muito recompensador mas sim aproveitá-la a cada fase.

    De bom: lindos visuais de pixel e animação. Boa trilha sonora. Muita variedade com o fato dos estágios serem sempre diferentes, a grande quantidade de unidades, fases, missões opcionais, desbloqueáveis. Vários níveis de dificuldade (inclusive o Easy é bem interessante). Jogo direto ao ponto e estratégico de verdade, sem enrolação. Boa curva de dificuldade e faz até com que o pior jogador do gênero, eu, compreenda e se divirta bastante! Jogar isso no modo portátil é definitivamente a melhor experiência!

    De ruim: fica um pouco cansativo depois de tanto perder fazer alguns tipos de missões. Achei alguns menus, como o de upgrade, meio bagunçados. Nem toda habilidade parece fazer diferença e eu até esquecia de usar as ativas inclusive pelo fato de passarmos tanto tempo sem elas. Achei que a dificuldade sobe demais para quem quiser ver todas as fases numa única campanha. Sem modo multiplayer, sério?

    No geral, mesmo sem sem o meu tipo de jogo, eu tenho que dizer que ItB é sensacional! Já recomendei para vários amigos que curtem o gênero e jogaria novamente casualmente, inclusive indo ou voltando do trabalho. Jogão!

    Into the Breach

    Platform: Nintendo Switch
    18 Players
    2 Check-ins

    12
    • Micro picture
      lgd · 13 days ago · 2 pontos

      Este é bacana, peguei ele free na Epic e levei um bom tempo para finalizar ele.

    • Micro picture
      santz · 12 days ago · 2 pontos

      Joguinho de xadrez. Eu só consegui zerar depois que diminui a dificuldade.

  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-07-24 14:50:53 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Super Mario Party

    Zerado dia 23/07/22

    Quando a Nintendo anunciou Super Mario Party, lá nos primórdios do Nintendo Switch, qualquer pessoal que curtisse a série ou jogos multiplayer simplesmente perdeu a cabeça! Quer dizer, acho que todos ainda tínhamos aquele direito a dúvida após jogos de qualidade inferior/duvidosa há vários gerações em tudo que envolvesse as festas do bigodudo, mais notavelmente nos anteriores de 3DS e Wii U, mas parecia demais que eles tinham finalmente nos ouvido e acertado o dedo.

    Será que tudo estaria retornando às origens? Eu, e muita gente, ainda adoro os originais de N64 mas a Nintendo parece evitar a fórmula antiga pelas partidas super longas e de espírito competitivo ao ponto de te fazer querer dar um soco na cara dos amigos. Bem, comprei o jogo físico no Switch pouco depois do que foi lançado.

    O problema é que sem funções online até então e pelo fato de todo mundo tê-lo comprado, o meu jogo ficou inútil. Ia jogar com os amigos em suas casas, mas todos já o tinham! Enfim, acabei passando Super Mario Party para frente quando precisei de dinheiro ou o troquei em algum outro jogo.

    A coisa louca é cheguei a sentir falta dele, sobretudo com grupos de jogo mais casuais ou que não possuíam o console em seu meio e, para a minha sorte, uma página de um vendedor que sigo no Facebook um dia simplesmente postou o código de resgate dele na Eshop para o primeiro que ativasse! Corri para pegar o Switch e tentei sem esperança e consegui! Inclusive em outra ocasião ele fez parecido com o jogo Carrion na mesma plataforma, mas faltando um caractere de letra e eu, me achando o esperto, resolvi tentar todo o alfabeto de trás para frente, o que levou muito tempo falhando e alguém o conseguiu digitando a letra "D"! Noooo!

    As minhas experiências com SMP já são muitas. Alguns anos o jogando casualmente aqui e ali, mas como nem tem tanto conteúdo assim, deu pra ver de tudo algumas vezes.

    As primeiras jogatinas com os amigos eram as mais entusiasmadas. Todo mundo querendo jogar a fundo e descobrindo novos tabuleiros e minigames com aqueles lindos visuais. A Nintendo ainda acertava muito nos primeiros tempos do Switch e parecia uma volta triunfal de tantas séries. O console estava "on fire" e até difícil de acompanhar pois tudo parecia um tiro certo!

    Como eu demorei pagar adquirir minha primeira cópia (aquela física), só o experimentei de verdade alguns dias depois de seu lançamento. Enquanto isso os amigos tinha o comprado e degustado pelo que parecia ter sido 24 horas por dia, todos os dias.

    Eu sempre menciono coisas desse tipo por aqui e esse é um bom exemplo de porque odeio não conhecer um jogo pela primeira vez em conjunto quando ele se trata de um multiplayer. Os caras não só jogavam bastante nesse período de lançamento como ainda acompanhavam cada post de portais relacionados ao Switch e seus lançamentos que incluíam primeiras impressões, reviews, spoilers, gameplays. Os caras estavam praticamente se tornando entusiastas em Super Mario Party.

    O resultado é que eu era humilhado nas partidas enquanto aprendia a jogá-lo. O pessoal sabia exatamente como jogar todos os minigames, onde se posicionar, tinham estratégias bem determinadas e eu não tinha nada! Frustrante, mas ainda vi o potencial do jogo e como seria o jogar com outras pessoas, fora que eu poderia insistir nele até ficar à altura dos viciados.

    Apesar dos apesares, SMP era mesmo no estilo dos antigos com seu tabuleiro, rolando dados, caindo em espaços que somam ou subtraem do personagem ou causam algum evento no mapa, personagens independentes ao invés de juntos num carrinho (que época horrível aquela), uso de itens e corrida para alcançar a estrela antes dos outros afinal quem obter mais delas, vence.

    Mas há outros fatores que estragam demais a experiência e tudo pode ser resolvido em uma reformulação mais simples e casual da franquia, como se fosse algo mais pensado para uma geração com menos tempos disponível e que se importa menos em vencer ou perder.

    Em primeira lugar, tudo é muito barato e não há a opção de editar configurações desse tipo (apenas o número de turnos). Um exemplo disso é que estrelas custam apenas 10 moedas e dificilmente você não terá essa quantia até chegar nelas. Você ainda vai sair comprando itens, pagando por eventos e nunca se preocupando com esses valores.

    Outro grande problema é o tamanho dos poucos tabuleiros (apenas 4): são minúsculos! É muito fácil visualizar tudo na tela e enjoar do jogo assim pois numa única jogatina com o menor número de turnos possíveis (10) você já vai ter visto de tudo por lá, e não há muito.

    Esse lance dos pequenos tabuleiros piora ainda mais conforme o jogo anda e os jogadores ficam mais dispersos pois assim que alguém comprar uma estrela, a seguinte vai aparecer bem perto de outro alguém (ou da pessoa que acabou de comprar mesmo). Isso sempre foi uma possibilidade na série clássica que ao menos parecia tentar evitar que isso acontecesse, mas agora parece ser algo inevitável! Muito frustrante!

    Agora imagine que uma estrela nova apareceu o mais distante possível de um jogador. A tela mostra o número de casas para chegar até lá (tipo "14 até a estrela"). Você pode usar um item que aumenta seu número na rolada do dado e ainda pode ganhar mais bônus se tiver um companheiro, adquirido ao cair em certas espaços. O personagem que você escolhe ainda tem a opção de rolar um dado comum (1-6) ou um especial dele e se juntar essas coisas, você mal dependerá de qualquer sorte para andar aquelas 14 casas...

    Ao meu ver, SMP ainda brilha em seus minigames, que costumam ser muito divertidos e bem bolados (com poucas exceções no grande montante). Assim que você cansar dos 4 tabuleiros, eu acredito que a graça do jogo possa se manter no modo de apenas minigames.

    Nesse jogo esses minigames são jogados com um único joycon e esse é o único tipo de controle que pode ser usado em Super Mario Party. Obviamente o console já vem com dois deles mas para jogar com o máximo de jogadores você vai precisar ou adquiri um novo par ou depender de alguém que também tenha um Switch.

    Acho que pode ser normal que muitas pessoas tenham apenas o par que vem na caixa e um Pro Controller para jogar sozinho e infelizmente esse controle ficará de lado na jogatina. Mas faz um pouco de sentido também o foco no uso de um singular joycon visto que o foco é sempre na simplicidade do gameplay e minigames que usam controles de movimento enquanto tentam simular o sentimento de segurar o cabo de uma frigideira, uma raquete ou mirar armas.

    Outros modos ajudam a agregar interesse e replay nesse jogo, como um cooperativo que devemos descer um rio remando o mais rápido possível, coletando relógios para ganhar tempo e jogando minigames em que devemos agir em conjunto. Gostei um bocado desse também.

    Há outro que é focado em dançar e mistura um pouco Just Dance com um pouquinho do que jogamos em WarioWare: Smooth Moves e minigames no estilo Mario Party. Esse modo vai demandar de espaço e que joguemos em pé e rendeu boas experiências apesar de também ser algo breve, pois além das gargalhadas ainda foi o único que as crianças da família (de cerca de 5 anos de idade) conseguiram meio que jogar.

    Os motivos para insistir no jogo até existem e exigirão que você experimente tudo o que ele tem a oferecer ao máximo, incluindo todos os seus modos. Não chega a ser nada muito complicado nem cansativo e duvido que alguém volte ao jogo depois dos 100%. Diria que é uma ideia melhor para jogar se você realmente ama o jogo. Fora isso, a Nintendo lançou um modo online bem limitado alguns anos depois.  

    Resumindo: Super Mario Party é melhor do que muitos de seus antecessores e um bom jogo com potencial maior desperdiçado. Se pudéssemos editar algumas preferências paras as partidas e o deixar mais próximo dos nossos gostos ou da trilogia de N64, seria facilmente um dos meus prediletos do Switch! Dá para se divertir um bocado mas acho que o título tenha sido esquecido não apenas pelos criadores quanto também pelos fãs, sobretudo depois da sequência Superstars que deve ser muito superior.

    De bom: belos visuais. Ótimo uso do HD Rumble. Jogabilidade simples, embora não muito indicado para crianças muito pequenas. Ótimos minigames originais e que usam bem das funções do Switch. Diversos modos, incluindo online e usando múltiplos consoles.

    De ruim: apenas 4 tabuleiros e todos são minúsculos. Você pode jogar super bem e humilhar nos minigames mas o fator sorte aqui é muito zoado e pode beneficiar apenas um jogador, assim como há prêmios de estrelas gratuitas no fim das partidas que podem simplesmente fazer aquela pessoa que nem sequer prestou atenção no jogo vencer. Sério, o fator "injustiça" aqui é sem precedentes. Jogável exclusivamente com joycons. 

    No geral, esse jogo é uma experiência bem agridoce e, como eu disse, há um potencial muito maior que um update poderia corrigir, mas a própria Nintendo pareceu esquecer dele e mesmo quando resolveu do nada o atualizar apenas adicionou coisas meio sem sal e nem sequer os desejados tabuleiros adicionais vieram, complicado. Recomendo mesmo ficar de olho no Mario Party Superstars atualmente. Sobre SMP, passável.

    Super Mario Party

    Platform: Nintendo Switch
    172 Players
    7 Check-ins

    9
  • luchta Ewerton Ribeiro
    2022-07-23 22:55:35 -0300 Thumb picture
    Post by luchta: <p><a href="https://www.facebook.com/KaioPardal/pho

    Bayonetta 3 vai ter um modo em que censura as cenas de nudez do jogo (na real já é censurado, não aparece nada explicito, mas vai aparecer menos pele). Olha que porcaria. Aí vem aquele pessoal chato que fala: "Aim bi, mas é só uma opção extra, você ainda vai poder jogar sem censura, para de reclamar, ui, ui".  A gente cai na aquela velha discussão chata, que veio a tona a um tempo atrás com gente pedindo modo fácil nos jogos soulslike. Tipo, você ainda vai poder jogar na dificuldade padrão, então qual o problema? Você ainda vai poder jogar sem censura, então qual o problema? Bem, basicamente na minha visão são três:

    1 - A produtora gasta tempo e dinheiro para agradar um público que não é o alvo dos seus jogos e nem vai compra-los. Ou se vai, é pouco. No fim isso não compensa. Essa pressão vem de jornalistas idiotas e um minoria chata e que não consome o produto. E nem preciso falar que é algo que desagrada os fãs mais dedicados a franquia.

    2 - Aquela não é a experiência original, e que foi pensada pelos desenvolvedores, muitas vezes eles fazem modificações por imposição de engravatados, que novamente acham que isso vai gerar mais vendas. Sendo assim os produtores tem que mudar o conceito original do jogo, o que consequentemente não vai entregar a experiência real e total que o jogo se propõe.

    3 - Essas produtoras de jogos não deveriam ceder a pressão dessa geração de jogadores frescos do cacete.

    Putz cara, você colocar um modo fácil, ainda tem o argumento da acessibilidade, mas me fala, qual a necessidade de tirar a sexualidade da Bayonetta que sempre foi sua marca registrada? E nem me fala que é para streammers transmitirem o jogo sem problemas, que isso nem cola, até por que as produtoras japonesas em sua maioria nem gostam disso, e barram esse tipo de coisa por lá. É apenas para agradar os fru frus de plantão, que se doem ao ver mulheres bonitas e sexys em jogos. E as produtoras de jogos estarem tentando agradar esse tipo de gente, e um jogo que obviamente não foi feito para eles é um tiro no pé. Militância chata se ignora, jamais se agrada, ainda mais se isso for desagradar os fãs da franquia, como ocorreu em uns jogos de luta por aí... Por isso eu replico as palavras da página A Taverna no Fim do Multiverso:

    "Por mais que seja melhor eles terem colocado essa opção ao invés de ter censurado o jogo, continua sendo ridículo terem dado ouvidos ao bando de frescolinha do Twitter que sequer vai jogar o jogo. Entendam uma coisa: Bayonetta é um jogo JAPONÊS com forte inspiração na demografia SHONEN e no gênero ECCHI, esse é o público-alvo do jogo, e sem falar que materiais culturais do Japão SEMPRE tiveram conteúdo desse tipo e muita gente gosta, então querer tirar isso é simplesmente ser um babaca autoritário.

    Você não gosta de ecchi, acha o conteúdo "vergonha alheia" e o caralho a quatro? Simples, então não joga. Tem uma infinidade de jogos aí pra você, pare de perder o seu tempo investindo em uma coisa que você sequer gosta e procure algo que você prefira ao invés de querer impor um falso moralismo idiota pra cima das pessoas."

    P.S.: Ouvi boatos que eles fizeram isso para o jogo poder entrar na China, o que pode ser, mas não faz sentido, muitos jogos e animes são lançados nessas terras e apenas censurados por lá mesmo. Mas isso aqui é global, no fim das contas o motivo principal, pode se ruma junção de todos os fatores ditos na postagem. De qualquer forma é censura, coisa que obviamente nunca é boa.

    Bayonetta 3

    Platform: Nintendo Switch
    16 Players

    8
    • Micro picture
      ersatzgott · 15 days ago · 1 ponto

      Tempo e dinheiro porque não vão trocar a textura do modelo? lol
      Até onde eu sei, a única diferença é que a roupa dela não vai sumir, pra se jogar na sala numa boa sem algum sacana vir te chamar de punheteiro

      2 replies
    • Micro picture
      _gustavo · 15 days ago · 1 ponto

      O jogo é bancado pela Nintendo, é uma IP da Nintendo, estranho mesmo foi não terem feito isso antes já no 2, com ou sem , continua sendo a melhor série de hack n' slash, espero que rode bem no Yuzu / Ryujinx

      2 replies
    • Micro picture
      tiagotrigger · 14 days ago · 1 ponto

      A produtora tentar agradar o público e perder tempo com isso sempre existiu e sempre vai existir. E eles não fazem isso por serem bonzinhos, fazem é pensando em vender mais, qualquer coisa que fizer vender mais e não manchar o nome da empresa eles topam.
      Mas, sobre o ponto da acessibilidade nos "Souls" eu acho a comparação fraca pois nos souls vai afetar diretamente o jogo inteiro, como a pessoa joga, level design etc. Balancear as dificuldades é algo difícil e é algo que os devs não querem fazer. No caso do Bayonetta, pelo que entendi, não vai mudar nada em como você joga. Vai ser exatamente o mesmo jogo, mas com skins diferentes. Acho que até o trabalho de câmeras não vai mudar, deve ser só skin e talvez nem animações mudem. Por isso acho algo legal, dá a opção pra quem quer diferente e nem altera nada no jogo em si a não ser cosméticos (se for igual pensei o tempo de desenvolvimento gasto será irrisório).

  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-07-22 14:01:12 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Knights and Bikes

    Zerado dia 22/07/22

    Sempre de olho nos jogos bons/relevantes que saem pro Switch por um ótimo preço ou bug em alguma região da loja virtual da Nintendo, vi algumas pessoas recomendando esse daqui, Knights and Bikes, pela bagatela de 4 reais. Vi uns vídeos rapidamente e achei interessante o bastante para o adquirir (apesar do nome esquisito, haha).

    Mais tarde, antes de o conhecer, descobri que se trata de um jogo relacionado à Double Fine e Tim Schafer, nomes de peso para quem conhece títulos como Grim Fandango e muitos outros clássicos indie. Conseguiram a minha curiosidade na hora! Eu ainda quero jogar tudo relacionado à esses nomes!

    Mais tarde ainda descobri que o estúdio por trás de KaB é oriundo de outro que fez jogos pra Sony no passado, desde Little Big Planet a Tearaway (por isso o visual das meninas eram tão parecidos com os do jogo do PS Vita).

    Mais pra frente alguém me disse que esse jogo era para dois jogadores e e até fazia sentido por ter duas protagonistas jogáveis. Cheguei ainda a abri-lo algumas vezes por não acreditar que seria EXCLUSIVAMENTE para dois mas as opções eram (até onde eu li):

    -"Local: and a local friend..."

    -"Online: Team up with a friend online."

    Cara, que decepção isso! E o howlongtobeat dizia que a aventura duraria umas 7 ou 8 horas. Fiz até minhas campanhas para ver se alguém animava de pagar o preço (uns 12 reais na última promoção recente) e terminar comigo, mas eu também não me via obrigando ninguém a jogar por tanto tempo e ainda mais algo que eu mesmo nem conhecia.

    Local também era complicado. Não parecia ser o tipo de jogo de ninguém. Cheguei a jogar a introdução à campanha na frente de um ou outro (até porque é bem legal e toca uma música bacana) mas ninguém pareceu ligar. Ouch!

    Eu mesmo desanimei com todos os casos. Para algo que parecia meio louco e conceitual, jogar 8 horas de uma vez não parecia divertido nem para mim e depender de muitas sessões com certeza ia desanimar a gente (inclusive porque as jogatinas locais diminuíram bastante pós-COVID). Que situação!

    Cogitei deletar KaB mas dei uma última chance. Abri o jogo, escolho local sem a menor esperança, depois a tela de seleção de personagem e aquela mensagem GIGANTE falando pro Player 2 apertar A e entrar na sessão. Mas percebi uma coisa pequena no canto inferior da tela" aperte + para iniciar". Opa, dava para jogar sozinho!

    Finalmente iniciei Knights and Bikes! De cara os visuais são bem bonitos e o jogo faz questão de dar um zoom volta e meia nos personagens, mostrando ainda mais o quão legais são os gráficos e as cores deles. Os cenários em si parecem uma mistura de papelão com giz de cera ou sei lá. É legal!

    Já o gameplay se assemelha um pouco com aquele dos Paper Mario quando estamos andando pelo mundo e isso porque os personagens, objetos e construções são 2D mas a liberdade de movimentação é 3D. Apesar disso, as batalhas são todas feitas no "overworld" mesmo, sem necessitar de uma transição para elas como no próprio Paper Mario ou RPGs em geral. Nesse quesito KaB é mais como um beat'em up.

    Logo de início você percebe que a aventura é carregada de histórias. Na verdade esse é o foco de KaB: seu enredo, assim como toda sua atmosfera levemente melancólica, levemente viajada e quase uma mistura de um desenho desses bem "lombrados" atuais com pitadas de Tim Burton. Sei lá, eu não estranharia que o jogo fosse baseado num desenho que passa na TV Cultura logo após Castelo Rá-Tim-Bum.

    E esse enredo é bem o tipo de coisa que sai da cabeça de crianças que parecem tentar sair de uma realidade infeliz buscando brincar com a imaginação diante de situações complicadas. Knights and Bikes mistura muito isso mesmo, acontecimentos corriqueiros de uma infância pobre e até perdas familiares com a infância e suas "ignorâncias".

    A forma como a campanha é continuada parece sempre meio... Aleatório? Apesar do mundo contar com diversas áreas, que inclusive podem demorar a serem alcançadas pela distância, o certo é mesmo seguir a rota que o jogo traça. As vezes é marcado um trajeto no mapa como um GPS, as vezes você tem que seguir seu amigo Honkers, um ganso, as vezes fica meio vago e você tem que explorar e experimentar.

    Durante as idas e vindas nessas áreas você completa puzzles simples, muitas vezes dependente de trabalho em dupla (e felizmente a IA da minha parceira é inteligente ao ponto de até resolver os enigmas antes mesmo de eu parar para analisar).

    Além disso há todo tipo de NPC estranho, cenários com temáticas diferentes, coletáveis opcionais/segredos e várias partes com minigames de duelo entre as duas protagonistas que simplesmente não tem a menor graça jogando contra a CPU. Na verdade, esse jogo deve ser mais bacana em duas pessoas mesmo.

    Com pouco tempo de jogo eu desbloqueei a primeira habilidade de uma das personagens, lançar frisbees com a Nessa (a morena). Esse item serve para atacar a qualquer coisa, como alvos nos cenários a inimigos. Houve ainda a aquisição da habilidade da Demelza (a ruiva) de chutar, podendo inclusive chutas poças d'água para molhar as coisas. Ambas as habilidades podem ser carregadas para um golpes mais fortes (e as vezes necessários).

    Ao passar da campanha você desbloqueia algumas outras habilidades para usar em combate e nos mapas e é sempre algo inesperado e bacana. Nessa parte me lembrou o clássico Mario & Luigi: Superstar Saga.

    Apesar disso tudo, KaB simplesmente não clicou comigo. O enredo é muito viajado, cheio de monstros e coisas que parecem ter saído da Nickelodeon, o gameplay é muito tedioso, lento e sem graça pela simplicidade e parece que você nunca está evoluindo. As partes que deveriam quebrar essa progressão tão devagar e silenciosa (senão pelos barulhos da protagonista fazendo barulho de motor com a boca e o ganso e seus "honks" constantes) acabam sendo muito breves.

    Dentro da primeira hora eu comecei a perder o interesse no jogo, que até então era apenas pelos seus visuais. Mas pensando bem, até sua paleta de cores é meio desinteressante. Parece que o foco é sempre no presente como algo que acontece e elas reagem, ficam com raiva ou com medo ou fazem umas caras ou piadas, mas para onde o jogo estava caminhando? Eu continuava indo de uma parte do mapa para outra, fazendo puzzles e batalhas sem sal por bastante tempo e logo sem seguida aparecia de volta no início de tudo, onde no dia seguinte seguiríamos para outro mapa e repetiria tudo.

    Não tem graça explorar e nada para fazer senão seguir a história. Tentar se apegar às personagens e seus sentimentos enquanto faz ações superficiais no meio dos acontecimentos. Habilidades novas? Ajudam a dar continuidade nos próximos puzzles da aventura, mas não parecem somar em nada na experiência.

    Eu comecei a arrastar o jogo pra caramba e tinha dia que não jogava nem 10 minutos. Mas ontem encontrei forças e joguei quase metade da campanha já com o intuito de me livrar e cumprir com a missão de limpar completamente o backlog do Switch.

    Resumindo: Knights and Bikes é um jogo um pouco diferente do habitual. Seu foco aqui são os personagens e seu enredo que trata até de problemas humanos que não costumamos falar tão abertamente, o que é legal. Mas não consegui parar de me perguntar quem seria o público ideal para a campanha. Além disso, o gameplay deixa muito a desejar pela simplicidade e lentidão e fica um pouco difícil se envolver numa aventura assim.

    De bom: gosto dos visuais (mas não exatamente da direção artística). Jogo simples que qualquer um consegue jogar. Dá para terminar rápido. Para até dois jogadores local ou online. FInal curioso.

    De ruim: sem idioma Pt-BR. Jogabilidade muito sem graça. Não há nenhuma recompensa em continuar jogando senão o desenrolar da história. Apesar do final ser interessante, tudo o que vem antes é muito viajado e só faz sentido quando a aventura termina. Encontrei alguns bugs sobretudo em relação a câmera sem saber o que fazer com as personagens separadas. Há partes confusas e esquisitas de navegar e tudo piora quando elementos do "foreground" surgem na frente da sua visão. Achei a aventura meio arrastada, mas pode ser porque eu a arrastei. Dinheiro só serve para customizar a bicicleta e é só estética, basicamente. Jogo super silencioso e apenas com sons irritantes e repetitivos dos seus companheiros.

    No geral, o Switch marcou "pelo menos 5 horas" de jogo mas me pareceu bem mais. Não curti mesmo o jogo, infelizmente. Me perguntei se teria gostado mais com um amigo localmente e a resposta foi um "talvez" pessimista. Eu realmente acho que para gostar de KaB você precisa da seguinte fórmula: espírito jogo indie + um amigo casual (se você também for, melhor ainda) + gostar de saborear títulos pela temática e conceito lentamente. No mais, uma baita decepção.

    Knights and Bikes

    Platform: Nintendo Switch
    5 Players

    7
  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-07-12 16:31:42 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Furi

    Zerado dia 12/07/22

    Caraca, eu estou uma máquina de terminar jogos esse ano! Mas juro que não é a minha intenção, só estava mesmo querendo terminar minhas pendências mais urgentes e finalizar tudo que tenho no Switch para poder desbloquear, mas acho que estou dando sorte com a duração desses zerados. Muita coisa dá pra fechar num único dia em uma sessão ou duas. Fui ver ontem e estava com uns 68 títulos terminados, uma loucura sendo que iniciamos agora o segundo semestre do ano! Normalmente meu alvo é 100 finalizações por ano mas dificilmente bato a meta, sendo que as vezes chego perto. Há uns 3 anos atrás 68 foi mais ou menos o que zerei nos 365 dias, bizarro!

    Eu iniciei Furi aleatoriamente ontem e dando continuidade na limpeza do Switch, que ainda deve ter uns 20 jogos.

    Eu conhecia esse jogo há um tempo mas apenas por nome e algumas imagens promocionais na PS Store do PS4 e tive a oportunidade de o comprar bem barato no Switch (não me lembro quanto foi mas custou no máximo 12 reais). Desde então ficou lá esquecido.

    Um amigo mencionou aleatoriamente um dia que Furi se tratava de um jogo "boss rush" em que você só enfrenta chefe atrás de chefe. Eu não sabia disso e fiquei com muita vontade de jogar finalmente. Na verdade esperava que fosse algo como um desses Ninja Gaidens da vida e que fosse bem difícil.

    Por outro lado fiquei meio temeroso de, por ser apenas chefes, ser mesmo bem difícil justamente para valorizar cada inimigo e alongar o tempo de campanha. Fora que parece ser regra que todo título mais "edgy", ninja e com espadas se trate de algo que demanda muito do jogador, sei lá.

    Mas, puts, será que ainda compensa ter medo da dificuldade de algum jogo na minha experiência? Ainda mais um jogo que dependa unicamente das minhas habilidades depois de eu ter terminado tanta cosia complicada nesse ponto da vida?

    Cheguei a iniciar Furi há umas semanas atrás só para passar o tempo e foi bem surpreendente! Primeiro que o estilo e visual do jogo remetem bastante à jogos do Suda51, sobretudo os No More Heroes, e Afro Samurai. Pensando bem, NMH tinha mesmo muito foco nas batalhas contra os chefes. A surpresa é que Furi passa longe da sanguinolência dos jogos da Grasshopper sendo que indie costumam ter muita liberdade, ainda mais num jogo desse tipo.

    A segunda surpresa é que o protagonista é um homem! Sei lá, tinha colocado na cabeça que era uma mulher e a capa do jogo meio que esconde a sua face e foca muito no cabelão e tal.

    A primeira experiência foi meio estranha. Ignorei um bocado das cinemáticas por não estar jogando a sério e apenas dando uma conferida no gameplay e dificuldade, mas Furi é diferente do que eu esperava.

    O jogo tem uma grande quantidade de comandos à primeira visto, sendo que alguns desses comandos eu até me esquecia de usar. Você se move correndo, desfere golpes com a sua katana (botão Y) a curta distância e atira com um revólver (movendo o analógico direito) de longe.

    Há um botão para se esquivar (B), outro para dar o importante parry (A), um botão para golpe carregado com a espada (acho que ZL) e um para tiro carregado da pistola (ZR). Eu mal usei os dois.

    Há ainda partes na luta que o combate fica meio que corpo-a-corpo, impossibilitando o uso da pistola e limitando em muito a arena, focando em parrys e tal. Nesse caso ainda é possível usar o analógico direito para carregar o próximo golpe da sua katana.

    A primeira luta é bem agridoce pois você nota que o jogo é bacana e tem potencial, mas é uma mistura de tutorial com luta séria e são tantos comandos para usar e formas diferentes de reagir de acordo com o que o seu oponente fizer. Haja costume e reflexo!

    Eu consegui terminar essa primeira luta mesmo não jogando como deveria e achei que ela demorou pacas. A verdade é que todos os confrontos de Furi são relativamente demorados e divididos em seções.

    Esse primeiro chefe mesmo tem algumas "formas", as vezes focando em te atacar de perto e exigindo parry, as vezes exigindo que você esquive até poder atacar corretamente. Tem até seções bullet hell que exigirão precisão e domínio do controles e mecânicas (a esquiva mesmo tem um certo delay entre o pressionar do botão e a ativação).

    Após a vitória, larguei o jogo e só voltei ontem. Agora queria aprender a jogar mesmo e faria de tudo para me acostumar ao que parecia tantos comandos!

    Pois bem, fiz um pouco melhor. O jogo é assim mesmo. A batalha é mesmo longuinha e é normal tomar dano aqui e ali, as vezes até demais. Aqueles comandos, como tiro carregado, exigem maior janela de abertura dos chefes e muitas vezes eles até esquivam e apesar de causarem um bom dano, exigem um certo tempo de carregamento e os tiros normais conseguem tirar a mesma quantidade de HP com pouco esforço.

    Após vencer novamente o primeiro chefe e refrescar a memória sobre o enredo, daqueles vagos e misteriosos, você sai andando por aí.

    Essa parte de andar entre os chefes do jogo é linear e mais contemplativa. Você segue os óbvios caminhos por um minuto ou dois enquanto o jogo fica trocando a posição da câmera de forma cinematográfica e seu parceiro, um cara vestido num chapéu de coelho que me lembra o Ravio do Zelda: A Link Between Worlds, conta o enredo das cosias que estão acontecendo e sobre o próximo chefe que você enfrentará. É bem legal!

    O segundo chefe foi bem mais tranquilo. Matei numa boa! O terceiro era um monge num cenário bem diferente. Aliás, cada chefe é meio que encontrado numa "dimensão" diferente, com temática diferente. Esse terceiro chefe foi bem tenso e possivelmente o que mais me deu trabalho na campanha.

    Uma coisa bacana desse jogo é que você tem uma barra de HP e mais três quadrados abaixo representando suas vidas. Quando você acaba com uma barra de HP do inimigo e passa para sua próxima fase, seu HP se regenera completamente e você ganha uma vida (de no máximo 3). Se você perde todo o seu HP, você volta à luta com uma vida a menos (e o chefe regenera todo o HP daquela seção). Ou seja, é sempre possível dar a volta por cima completamente.

    Depois de morrer várias vezes eu descobri o que acontece quando se perde todas as vidas: você reinicia a batalha do início! Mas é tranquilo pois Furi é viciante demais e quando você pega o jeito, as batalhas podem ser bem rápidas, na verdade. É muito comum perder a batalha e todas as vidas na penúltima "forma" do chefe e voltar à ela rapidamente pois o que veio antes você já se acostumou. Tudo isso só para morrer todas as suas vidas novamente naquela penúltima seção, haha.

    Mas é isso, é aprender os movimentos do inimigos e como melhor lidar com as aberturas. Resolvi então jogar na internet quantos chefes seriam. 12? 15? Nada! Apenas 9!

    Matei o terceiro e os seguintes foram de boa. É muito legal ver o quão únicos os chefes são. Alguns focados num tema e estilo de combate, outros em estratégias bem diferentes.

    O meu maior nemesis foi um cara bem no final que era basicamente igual ao meu personagem. O cara exigia parry o tempo todo e bom timing e arregaçava a minha vida a cada corte. Eu mal causava dano no cara nem passava da sua primeira fase. Quando finalmente passei fiquei achando uma das batalhas mais fáceis do jogo! 

    Resumindo: Furi é um jogo muito divertido e que vai te fazer aprender a jogar bem para eliminar os difíceis oponentes de forma rápida e estilosa! Para ser sincero não chega a ser muito difícil não e você ainda pode optar por jogar no Easy, mas só recomendaria para quem for completamente casual e tiver comprado o jogo na ignorância. Sério, vale o esforço! A minha campanha durou 3 horas e 51 minutos (a internet mencionou 5 horas). Sinceramente um dos meus prediletos do ano e é uma pena que sua DLC seja paga. Fico me perguntando se o jogo se inspirou de certa forma em No More Heroes e se o Suda51 se espelhou em Furi para fazer aquela bomba do Travis Strikes Again!

    De bom: artstyle muito bacana. Trilha sonora ótima. Bom gameplay e botões responsivos (só tive dificuldade com o parry pois aparentemente eu apertava cedo demais o botão, acostumado a Super Smash Bros. Chefes únicos das mais diversas formas. Ambientação sempre legal. Nível de desafio e duração da campanha no ponto perfeito! Mais níveis de dificuldade e modos após terminá-lo. A DLC acrescenta habilidades passivas, aparentemente. Textos em Pt-BR  e embora não tenha áudio em português, tem japonês!

    De ruim: no Switch houveram alguns mínimos problemas de performance aqui e ali. Achei que algumas animações ficaram devendo (fiquei apertando para a direita e esquerda rapidamente para você ver que o personagem simplesmente teletransporta de uma posição à outra). Acho que a esquiva poderia ser instantânea ao meu apertar do botão, que já exige reflexo o bastante.

    No geral, gostei bastante do jogo e sua proposta, que foi muito bem executada! Muito bonito e estiloso, além de superar todas as minhas expectativas. Recomendo demais!

    Furi

    Platform: Nintendo Switch
    15 Players

    11
  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-07-11 13:43:57 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Flashback

    Zerado dia 11/07/22

    Flashback é um daqueles jogos que passou despercebido por mim a vida toda e só o conheci no Nintendo Switch, provavelmente. Vendo o banner acima, imagens na eshop e o próprio nome do título eu achei que se tratava de um daqueles jogos que prestam homenagens aos antigos clássicos e tenta simular aquela época. Mas não! FB é mesmo antigão!

    E vendo ele por aí com frequência eu fui despertando a vontade de jogá-lo. Talvez fosse uma aventura bacana e tranquila. Lembro que cheguei a ver a mídia física dele na Big Boy Games de Águas Claras/DF e fiquei me coçando de curiosidade. Era algo tão relevante assim?

    Alguns meses depois uma boa surpresa: FB apareceu por 4 reais na loja virtual da Nintendo. Comprei na hora!

    Há uns meses atrás resolvi dar uma conferida e acabei jogando um tempo mas infelizmente o jogo era estranho. Tinha visuais meio sem graça e um estilo da década de 90 que me parece aqueles vídeos do Jurassic Park de Genesis e outros consoles do AVGN. Larguei e voltaria depois.

    O tempo voou e os meus jogos de Switch estão se esgotando antes do desbloqueio. A jogatina de Flashback era iminente e vendo os jogos que tenho no console, achei que poderia ser uma boa peitar esse logo de uma vez porque parecia ser o último grande desafio ou jogo mais chato. Queria me livrar!

    Recentemente joguei o indie Tardy e achei que a experiência poderia ser parecida, mas voltando a FB ele não é um point 'n' click, mas sim uma espécie de adventure 2D/platformer e estaria mais para Out of this World/Another World.

    Quando abri o jogo fiz questão de mexer nas opções. Há bastante escolhas de filtros e afins, como:

    -Filtro que simular TV CRT que é bem legal e nostálgico, além de muito convincente;

    -Opção de preencher os espaços vazios nos cantos da tela visto que FB é um jogo originalmente em 4:3. O legal que ao invés de esticar a imagem ele meio que põe uma segunda tela bem embaçada por detrás e fica de um jeito que não te distrai;

    -Anti-aliasing, que basicamente é a opção de deixar o jogo menos pixelado e serrilhado e deixá-lo mais suave. Normalmente não faço isso com jogos nesse estilo visual, mas aqui ficou ótimo!

    Iniciando a campanha ainda me deram opções de dificuldade com a descrição de que eu teria limites de "rebobinar" o jogo conforme cada uma delas e o Easy possibilitaria o uso infinito da função. Sendo assim escolhi o Easy imaginando que eu evitaria usar a "trapaça" mas gostaria de a ter sempre que possível (infelizmente depois descobri que aparentemente tem menos inimigos nessa dificuldade).

    Bom, eu tinha tudo para terminar o jogo que me deu uma canseira na primeira vez.

    O início tem tutoriais de comandos, coisa que não sei se a versão original continha. Você aprende a andar, correr, pular, coletar itens etc etc etc. Parece tudo simples mas recomendo prestar atenção nesses comandos pois são a maior dificuldade da aventura e nem tão óbvios. Eu mesmo apanhei muito em descobrir como me agarrar e descer de um lugar alto (segure A e aperta para baixo na ponta do lugar) e estava sempre pulando/caindo de qualquer jeito até que realmente precisei.

    Saber os comandos também me ajudou muito a pular diagonalmente estando parado, como quando você quer simplesmente pular um buraco. Eu estava sempre correndo para pular mas nem sempre isso funciona da mesma forma.

    O primeiro estágio, da selva, é mais "metroidvania" e requer exploração, backtracking, coletar item aqui, uma chave ali, ir e voltar e ir e voltar. Mas funciona e é legalzinho. A temática em si não me agradava como o futuro cyberpunk que eu esperava, mas joguei numa boa.

    Já o segundo estágio me intimidou um bocado! Trata-se de uma cidade em que você está numa espécie de prédio com alguns andares, mecanismos para interagir, NPCs e... Um ponto de taxi. Esse ponto de taxi possibilita que você navegue para outros pontos e prédios e logo a sensação é de que há muitas possibilidades e pouca lógica de progressão. Fiquei uns dois dias sem jogar FB por pura preguiça de explorar tudo, falar com todos e depois de todo o vai e vem da bem mais limitada primeira fase.

    Quando voltei, me surpreendi em perceber que na verdade é uma fase muito mais fácil! Há vários lugares para ir mas é bem fácil criar um mapa mental e logo você terá missões que te indicam exatamente onde ir e o que fazer. Faça uma por uma e é isso!

    Nesse mapa houveram alguns novos inimigos também e alguns deles, policiais, são duros na queda. A jogabilidade de equipar arma e atirar é meio estranha e lenta, mas você pega o jeito.

    Foi aqui que a função de rebobinar começou a ser usada de verdade e é bem interessante e não me fez sentir necessariamente roubando. Isso porque você só pode rebobinar quando morre

    Imagine que um inimigo atire em você e o personagem morra. Aparece na tela a opção de voltar no tempo até um ponto desejado dos últimos 30 segundos ou coisa assim. Você pode inclusive voltar na parte do combate que causou a sua morte e tentar novamente sendo que o personagem fica piscando e invencível por uns 2 segundos. Moleza, mas um jeito melhor de envelhecer bem FB sem tirar todo os eu desafio.

    Esse segundo estágio ainda apresenta os pontos de save, ótimos para dar um tempo na jogatina visto que não tem como salvar quando e onde desejar, e os terminei que recarregam o seu escudo: insira o item lá e ele o enche até 4 cargas, que representam 4 pontos de dano que você pode levar antes de ficar vulnerável ao dano mortal.

    A terceira fase me animou ainda mais que a segunda e se trata de uma espécie de coliseu em que seu objetivo é basicamente matar a todos e subir os andares, que por sua vez são cada vez menores.

    É aqui que eu realmente comecei a entender Flashback. Esse jogo não é daqueles que te fazem explorar e experimentar com itens e o cenário por horas. Não é um Another World, não é um Abe's Odyssey, muito menos o Tardy, mas sim algo diferente e completamente linear, rápido. Quer dizer, a primeira fase deixa um gosto de algo complicado, a segunda de ser algo maçante, mas é tudo tranquilo e parece ficar cada vez mais conforme você avança. Logo somem até os tipos de cenários que tem lugares com absolutamente nada/ambientação e tudo vira corredor, focado no combate e com as funções dessa versão modernizada, FB fica bem interessante. Sem se preocupar em morrer e voltar pro último ponto de save (imagino que isso seja a verdadeira desgraça de jogar a versão original).

    A quarta e quinta fases são ridiculamente fáceis. A primeira é bem vazia, sem muita exploração e bem direta. Até o combate é menos comum. Eu estava muito feliz de o jogo estar caminhando tão rápido sem as dificuldades que Another World me fez passar na época e que eu esperava aqui.

    Já a segunda é minúscula! Jesus! Eu ia terminar a aventura muito rapidamente!

    Enquanto isso o enredo vai se desenrolando pelos raros diálogos e elementos nos cenários e pelas comuns e bacanas cinemáticas entre os estágios. Eu comecei a boiar na simples história e terminei a campanha sem chegar a conclusão nenhuma. Uma coisa curiosa também é que em alguns trechos parece faltar cinemáticas pois as transições são bem bruscas.

    A fase final é incrivelmente fácil, mesmo durando mais do que as outras e mais uma vez é linear e focada em combate. O backtracking está aqui, mas de forma bem óbvia e simples. Cheguei a ver duas vezes algo na internet mas porque eram sem noção mesmo: uma vez eu tinha que atirar numa porta para ela abrir (???) e outra vez foi um elevador escondido que ficava camuflado no cenário, que eu achei bem bizarro também.

    Resumindo: Flashback começou sendo para mim algo que parecia datado e cansativo, mas logo mostrou sua verdadeira natureza, simples e linear e cada vez mais fácil. Não posso negar que tive vantagens com essa versão atualizada, como rebobinar depois da morte e alguns frames de invencibilidade em seguida, mas achei que essas coisas só deram uma modernizada num sistema frustrante de voltar aos distantes pontos de save e a aventura continuou sendo desafiadora de uma maneira justa (e é assim que recomendo o jogar).

    De bom: trilha sonora fantástica. Cinemáticas e visuais interessantes. Enredo ok. Jogo muito mais simples do que fez parecer no início e em comparação à outros similares. Curta campanha. Vários filtros disponíveis.

    De ruim: jogabilidade estranha e que leva um tempinho para pegar o jeito (ainda assim sofri um pouco até o final com comandos mais rápidos). Menus e inventário estranhos, assim como a lerdeza de selecionar e usar o que desejar. Alguns inimigos parecem prever seus movimentos. Houveram momentos, sobretudo no final, que a lógica do jogo foi muito secreta e eu tive que descobrir na internet que deveria fazer alguma ação específica em determinado local.

    No geral, valeu a pena conhecer o grande clássico e foi bem tranquilo, grazadeus. Não era a coisa maçante que eu esperava, mas também não teve a estética tão maneira que eu também esperava. Não jogaria novamente (como não jogaria nada do gênero duas vezes), mas acabei gostando mais do que eu esperava inicialmente. Vou ficar de olho no remake da geração PS3. Jogo bacana!

    Flashback

    Platform: Nintendo Switch
    7 Players

    24
    • Micro picture
      jcelove · 28 days ago · 2 pontos

      u tenho que pegar pra terminar um dia. Sempre desistia no vai e vem da cidade.hehe

      4 replies
    • Micro picture
      luis_carlosblj · 28 days ago · 2 pontos

      Comecei a amar esse jogo a partir da segunda fase, lembro que finalizei em uma noite de domingo, joguei quando criança, achava o combate bem difícil na época kkk

      1 reply
    • Micro picture
      bobramber · 28 days ago · 2 pontos

      Rapaz, primeira vez que vejo alguém finalizando. Parabéns.
      As poucas vezes que joguei me lembrava Prince of Persia, acho que devido a movimentação nas plataformas.

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-07-07 09:09:26 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Warlocks 2: God Slayers

    Zerado dia 07/07/22

    Mais um daqueles jogos que dificilmente alguém conhece. Eu mesmo nunca tinha ouvido falar em Warlocks: God Layers 2 até uns meses atrás quando a No Gravity Games, publisher de jogos indies, fez um giveaway de vários jogos surpresas no final de 2021.

    Para fazer parte da campanha era bem simples: que tivesse qualquer jogo deles comprado na sua conta, o que é bem provável que você já tivesse se acompanhasse títulos baratos como eu, baixe o jogo do dia de forma gratuita e não pule nenhum dia para manter o combo!

    Eu tinha perdido um giveaway desses no ano anterior e algumas coisas boas, mas dessa vez estava decidido a não vacilar! Sem contar que todos estávamos na esperança de conseguir o tal do Wallachia: Reign of Dracula no final da campanha, já que era prometido um jogo bacana.

    Os primeiros jogos eram fracos e eu até terminei um ou outro, como Golden Force, Star Horizon recentemente e o tosquíssimo Creepy Tales. Se você achava que não poderia piorar, bom... Piorou, e muito! Eu baixava rapidamente o pequeno jogo do dia que fosse, jogava um pouco, constatava a qualidade de jogo de celular barato e já deletava.

    Alguns exemplos desses experiências bizarras incluem Connection Haunted e reHaunted, Make War, Graviter, Kickerinho World e Picklock, caso alguém conheça alguma coisa.

    Não vou mentir que alguns poucos eram até legais e serviam como bom passatempo, sendo mais Arcade, sem um final ou campanha. Por isso acabei deletando também, mas salvei uns outros poucos para jogar depois e ver se valia a pena, como Exorder, StrikeForce Kitty e Alder's Blood (o jogo final). Mais tarde ainda optei em desistir de quase todos eles porque não deviam valer a pena mesmo, mas ficaram uns dois, inclusive o God Slayers.

    Pelo o que eu tinha visto esse God Slayers tinha potencial: visual pixelado ok, algum humor e multiplayer para até 4 pessoas. Deixei para jogar quando reunisse o pessoal.

    Enquanto isso fui pesquisar sobre o primeiro Warlocks, que não foi dado na promoção, e aparentemente de trata de um título de PC parecido com sua sequência e até legal. Vi o pessoa entusiasmado na seção de comentários.

    Bem, no último fim de semana meus amigos se reuniram e durante um momento resolvemos dar uma chance para o jogo. É, foi ok, mas logo ficou meio monótono e quando morremos eu mesmo fechei o jogo pois estávamos jogando por jogar e até tendo alguns problemas com a câmera e visuais piscando, entre outros bugs. Mas eu também senti que a experiência Solo poderia ser melhor e até divertida. Jogaria depois.

    Agora jogando sozinho, pude aproveitar um pouco melhor sem depender dos outros para avançar na campanha.

    Iniciando o save, é curioso que os personagens criados são independentes das aventuras. Ou seja, eu posso jogar com o meu personagem evoluído em qualquer aventura. E assim o fiz, escolhi a personagem que estava usando para já manter algum avanço que tinha feito.

    Mas na primeira vez que criamos um personagem nos é dada a escolha entre 6 classes de combate e eu só vi as três que nós usamos, mas nem compensa detalhar muito cada uma delas pois basicamente a jogabilidade é a mesma e as magias sempre são projéteis que atacam de longe. Um amigo usou um garoto que atirava bolas de fogo rápido, mas com menor alcance enquanto eu atirava flores mais lentamente e com muito mais alcance.

    God Slayers conta com um hub principal, uma espécie de bar, onde acessamos os mapas e suas missões. No final das contas são 3 planetas (floresta/tribal, cidade pós apocalíptica/futurística e deserto), cada um com áreas diferentes e com um chefe ao final de cada.

    A temática do jogo mistura muito vários tipos de cultura, meio que como o Shadowrun mistura fantasia e cyberpunk, só que aqui não convence muito e eu até cheguei a achar estranho e confuso. A minha personagem mesmo era uma bruxa que parecia cosplayer e seu ícone a mostra tirando uma selfie mostrando a língua na frente do espelho.

    É uma mistureba danada e eu achei estranho porque por muito tempo eu imaginei que só existisse o primeiro planeta, da mata, e o bar como hub.

    A jogabilidade e exploração lembra um pouco, visualmente, a dos metroidvanias. Depois de escolher um planeta e uma área, você é transportado para uma fase sidescroller e por várias vezes meu objetivo era encontrar algo ou alguém.

    Encontrar o seu objetivo é simples visto que rapidamente você anda por todos os cantos e há bastante linearidade. Mesmos em querer você vai chegar nos lugares importantes em poucos minutos. O que atrasa são os inimigos, mas a maioria morre fácil e você passa grande parte do tempo vendo os mesmos sprites (deve ter uns 3 ou 4 tipos de monstro) e jogando as mesmas magias. ZzzzZzzzZzz...

    Matando a galera você consegue pontos de XP, itens e dinheiro, mas nada parece valer a pena: experiência de verdade se ganha mais fazendo missões principais e paralelas, itens costumam ser ruins e os de cura são fracos e o dinheiro serve para comprar coisas no bar, mas lá quase tudo é ruim e super caro também. Super bizarro.

    As missões são sempre a mesma coisa: achar alguma quantidade de algum item pelo mapa, destruir algumas torres ou encontrar alguém. Muitas vezes você já até tem o que é necessário antes mesmo de aceitar a missão e basta entregar.

    Seja como for, o combate é frequente seja como missão ou como parte da exploração. É aqui que os personagens mostrarão do que são capazes e onde você usará as builds que você preferiu usar ao ganhar níveis e distribuir os pontos nas habilidades.

    As lutas são no maior estilo Castlevania/Metroid e os inimigos costumam atirar de longe, como você. Eu odiei o combate pois todas as magias são assimiladas aos botões de cima do controle: L, R, ZL e ZR. Imagine ficar apertando L para cada ataque básico! É um pesadelo! Conforme fui desbloqueando novas habilidades percebi que desperdicei pontos pois só era possível usar 4 delas, mas há bastante upgrades para cada um delas. Ah, eu nem me lembrava mesmo de ficar usando todos os botões visto que eu os confundia, algumas habilidades eram bem mais fracas e algumas eu demorei para desbloquear.

    Além de tudo isso, os inimigos as vezes tiram muita vida sua do nada e logo você morreu sem nem perceber.

    Conforme o enredo avançou, mais rápido eu pulava as caixas de textos. Nada é interessante! Mas uma coisa evoluiu, que foi justamente o desafio sobretudo quando alcançamos o chefe daquele mundo. Finalmente um inimigo diferente!

    As batalhas contra os grandalhões são mais demoradas e demandam alguma estratégia, fora que costumam tem os visuais mais bacanas, disparado!

    Infelizmente a recompensa é sempre muito sem graça senão estar mais perto de finalizar o jogo.  

    Resumindo: Warlocks 2: God Slayers é uma boa ideia porém mal executada. Gosto de como tentaram juntar a jogabilidade sidescroller/plataforma com elementos de RPG e até twin-stick shooter, além dos visuais, mas nada deu muito certo e o resultado é um título genérico, que é muito fácil ou frustrante, e muito repetitivo.

    De bom: alguns visuais são bacanas. Mundos com temáticas diferentes. Sistema de árvore de habilidade, equipamentos por raridade e level up. Jogo para até 4 pessoas localmente. 6 classes de personagens. Sistema de troféus ingame.

    De ruim: repetitivo. Sistema de combate irritante sendo que o foco fica em 4 habilidades usando os botões do topo do controle enquanto você usa itens com as direções do d-pad, pula com B e ativa a mira automática com Y (e essa mira prefere focar num cara de dois andares acima do prédio que não tem nem como atingir do que o cara que está a 1 pixel na sua frente). Multiplayer apenas local e cheio de bugs como elementos piscando. Tive bugs que me fizeram ter que fechar o jogo. Mesmo em diferentes planetas os objetivos e comportamentos dos inimigos são sempre muito parecidos, como se fossem apenas skins diferentes para os mesmo 4 monstros.

    No geral, é um jogo bem sem graça e felizmente foi de graça, mas mesmo assim não o recomendaria. Tenho certeza que existem centenas de opções melhores em qualquer plataforma (talvez no PC se houver modo multiplayer com câmeras independentes vingue melhor, mas não deixa de ser uma experiência chata). Fraquíssimo!

    Warlocks 2: God Slayers

    Platform: Nintendo Switch
    2 Players

    5

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