• anduzerandu Anderson Alves
    2021-05-02 18:07:55 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Yoku's Island Express

    Zerado dia 01/05/21

    Olha a capa desse jogo, que bonita! Esse é um daqueles que eu via na loja do console e ficava curioso, mas ao mesmo tempo era só mais um indie (que eu inclusive confundia com Yonder: The Cloud Catcher Chronicles por algum motivo). Tempos depois via sempre bastante gente falando bem de Yoku's Island Express e alguns chegando ao ponto de adorá-lo! "Uma mistura de pinball com metroidvania". 

    Pera aí! Como assim?

    Revisitando o jogo na eshop do Nintendo Switch eu reparei que na capa tem "bumpers" de pinball, aquelas coisinhas que acionamos para jogar a bola pra cima. 

    A ideia era absurda, mas acabei adicionando o jogo à wishlist.

    Para quem me segue, já sabe: esperei entrar em promoção e um dia desses ficou baratíssimo! Tive que comprar! Depois ficou um tempo no console e resolvi experimentar para ver de qual era. Na verdade, eu já havia iniciado YIE uma vez e tinha adorado a cinemática de abertura e a arte, que muito me lembra o visual de Rayman Legends.

    A aventura se inicia com o personagem navegando em alto mar em direção à uma ilha, onde se passa todo o jogo, para fazer entregas, como um bom carteiro que ele é.

    Agora no controle, você controla esse personagem, uma espécie de besouro rola-bosta andando por aí empurrando a bolinha. Por um tempo YIE é um sidescroller, embora você só possa andar mesmo.

    Logo você conhecerá outros personagens e a aventura toma um tom de Alice no País das Maravilhas, um pouco viajado e psicodélico, mas nada de muito diferente do que os jogos e cultura pop em geral tem apresentado à algum tempo.

    Rapidamente também o título mostra a sua mecânica principal de gameplay: seu lado pinball. O mapa tem um bocado de bumpers em diferentes formatos e cores. Todos os amarelos que você vir pelo mapa sempre serão ativados com o gatilho direito, enquanto os azuis são acionados com o gatilho esquerdo. Qualquer um dos botões para bumpers de ambas as cores.

    Em determinadas partes, em sua exploração, você vai entrar em salas que se enquadram à tela como em jogo de pinball mesmo, para você focar em todos os elementos e não num personagem central.

    Essa telas de "mesa" de pinball são a parte mais bacana e o desafio real de YIE pois geralmente seu objetivo é coletar frutas, acionar botões, cumprir tarefas dentro de um tempo limite ou simplesmente acertar a bola num ponto que representa a saída e continuação para o próximo mapa e fase da campanha.

    Sendo assim, o jogo se resume a andar por aí, ativar bumpers para alcançar lugares mais altos ou poder interagir com NPCs fora de alcance e essas "mesas" de pinball que geralmente estão dispostas entre as áreas, ligando-as, ou mesmo são missões obrigatórias para obter elementos necessários para a campanha.

    Sobre as frutas, elas estão por toda parte. Você pode acertar a bola num ponto específico do mapa e consegui-las ou ao acertar um ponto específico de uma mesa diversas vezes ou fazer a bola andar por um caminho diversas vezes. Por muito tempo elas são bem importantes pois é com elas que você destranca bumpers que te levam para lugares específicos e um sistema de transporte que agiliza muito a até então lenta caminhada de um ponto do mapa à outro. Ou seja, é o dinheiro.

    Logo no início de YIE, um personagem pediu para entregar algo para três personagens importantes e os marcou no mapa. Esse é o objetivo geral de toda a aventura. Faça isso e o jogo acaba.

    Porém, como você vai alcançar esses personagens fica ao seu critério, pois o mapa é grandinho em comparação com a sua movimentação e as rotas você que deve explorar e descobrir! Tentei focar no mais próximo e deixar o mais distante por último, mas não foi bem o que aconteceu e eu fiquei na dúvida se havia uma linearidade para alcançar esse povo ou se eu que fiz assim por fazer.

    A dúvida se deu pelo fato de que nesse jogo você coleta habilidades, desde aumento de capacidade de inventário até poder se balançar por certas flores como o Homem Aranha ou mergulhar pelas águas, conforme você cumpre mini missões ao explorar e ajudar NPCs para poder prosseguir com o jogo.

    Além disso, a última área que visitei terminou com um super chefe que acabou sendo mesmo o final do jogo.

    Apesar da premissa bacana, esse jogo passa longe da perfeição que alguns tentaram pregar, infelizmente (e rezo que a ideia seja melhor trabalhada numa eventual sequência).

    O primeiro ponto é mais besta: é um jogo que exige paciência, demais. Algumas mesas de pinball requerem uma mega precisão para conseguir coletar itens ou mesmo atingir a saída. Algumas vezes eu tinha que parar e pensar como chegar lá, outras vezes eu tinha que usar o máximo das minhas habilidades e timing. Fora isso, as vezes a bola fica quicando demais ao invés de cair nos bumpers ou fica caindo apenas no bumper errado e você depende do acaso para uma hroa chegar ao outro (se que pinball é isso, mas aqui pareceu bem pior, ainda mais em comparação com outros video games de pinball). Paciência também é exigida em partes que você deve subir e subir, jogando a bola mais e mais alto, usando vários bumpers e timing para acertar ligações para as próximas áreas. As vezes é tranquilo, as vezes demora um pouco acertar e a bola cai uns andares para "mesas" mais baixas.

    As vezes a bola cai de volta pro início e lá vai você repetir vários segmentos de pinball só para ver se agora acerta aquele buraquinho (ou se ela cai novamente por descuido).

    Agora a pior parte é a exploração/movimentação. A bola tem uma certa física (sendo meio difícil rolar em subidas e desce muito rápido em descidas, por exemplo) e o inseto tem uma certa dificuldade de a empurrar. Tem um monte de terra na sua frente, será que ele consegue subir? Será que não?

    Agora, olhe só, é um jogo que pouco ajuda em onde ir e como chegar aos destinos, então fica tudo por sua conta, ok. Mas em algumas partes você vai chegar em obstáculos e não saber se tem que fazer algo ou voltar depois (geralmente a segunda opção), então você resolve ir para outro lugar só para descobrir que também não é lá.

    Será que é algo óbvio? Será que tem a ver com aquela sidequest lá do início do mapa que não fiz? Bom, isso rola muito no gênero metroidvania, mas aqui esses "e se?" custam caro pois ir de um lugar ao outro leva uma eternidade! O jogo dificulta para subir e para descer, sempre cheio de caminhos mirabolantes e você terá que refazer aquelas mesmas mesas de pinball mil vezes, indo ou voltando.

    Daí vem aquela pergunta novamente: Será que há uma ordem de ir de encontro aos NPCs principais ou posso ficar aqui já que estou perto de um?"

    O mapa, que você curte, começa a ficar um saco. Indo e vindo nos mesmos lugares e desafios, Vendo as mesmas paisagens, tudo verde. Ter que fazer um caminho chato para cima só para tirar uma dúvida ou matar uma curiosidade. Cair, subir, cair, subir. Agora consegui! Ah, mas não tinha nada lá...

    Depois de um tempo você vai desbloqueando uma linda que te transporta rapidamente em cada área, e todas convergem num só lugar também. Legal, mas você terá que descobrir a área dessas linhas e pagar um pouco caro para desbloquear cada uma.

    Enfim, legal que tenham pensado nisso, mas é um sacrilégio para ter algo tão básico. Na verdade bastaria ter pontos de interesse no mapa para você teletransportar quando quisesse e isso deixaria tudo tão melhor!

    Resumindo: Yoku's Island Express é um perfeito exemplo de um jogo que ou é 8 ou é 80. Ou eu me divertia, ou achava super monótono. A ideia de juntar dois gêneros completamente diferentes, metroidvania e pinball bizarramente dá certo, mas a execução aqui não é das melhores e eu quase que gostaria que o jogo fosse completamente focado no pinball mesmo.

    De bom: visual muito bonito. No final, com atalhos e rotas mais rápidas, o jogo fica bem mais interessante. Muitos coletáveis. Chefes legais. Jogo curto (5 horas). Muito legal quando você tem mais habilidades e liberdade de fazer as sidequests e exploração. Bastante recompensador ao fazer boas jogadas e combos, fora que é uma delícia pegar muitas frutas assim!

    De ruim: o lado metroidvania de exploração é muitas vezes chato e frustrante graças a movimentação do personagem fora das "mesas" de pinball (sidescroller). Muita cosia vaga e que sobra pra você ficar andando sem rumo, pois as possibilidades parecem quase infinitas de aquisição de itens obrigatórios e onde achá-los. Não tem o idioma português, sendo que a língua é importante no jogo. Partes arrastadas e frustrantes de subidas e você constantemente voltando ao início. Achei que YIE acabou abruptamente sua campanha.

    No geral, eu até curti bastante o jogo e ele quase entrou para uma nova lista de jogos preferidos, mas infelizmente as expectativas não foram completamente correspondidas. Ainda assim recomendo bastante a experiência, sobretudo se você curte pinball! Bacana!

    Yoku's Island Express

    Platform: Nintendo Switch
    14 Players

    13
    • Micro picture
      msvalle · 12 days ago · 2 pontos

      Esse estava na minha lista para jogar com os filhotes, mas já vi que não vai dar por várias questões que você apontou.

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-04-29 19:26:21 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Cat Quest

    Zerado dia 28/04/21

    Quem acompanha o Switch há algum tempo já deve ter visto Cat Quest por aí algumas vezes, ainda mais por estar frequentemente em promoção. Sempre vi gente interessada pelo jogo ou recomendando a ponto de eu mesmo ficar curioso, mas não o comprei por muito tempo, até ficar numa promoção quase dada. Foi a hora de arriscar!

    Agora que vi que era um jogo de Android, aparentemente, acredito que foi mais do que justo fazer isso.

    Com o jogo no console, ele ainda ficou de molho bastante tempo até bater aquela vontade de jogar de verdade, até porque imaginei que fosse algo casual, e não errei nesse ponto. Mas não é que o joguinho é legal mesmo?

    CQ é um action RPG/hack 'n' slash que lembra um pouco Zelda, mas apenas a parte overworld dos primeiros jogos mesmo, apesar de não haverem obstáculos pelo mapa aberto. Você vai onde quiser, e tudo é bem parecido, pra ser sincero, mas quanto mais longe você vai, mas fortes são os inimigos, fora que não tem motivo pra fazer isso, até porque as quests costumam estar próximas e o seu avanço pelo mapa vai sendo feito por essas missões naturalmente.

    Aqui controlamos um gatinho num mundo completamente tematizado por felinos (com exceção dos inimigos) e até os nomes das localidades, mostrados no chão do mapa, são trocadilhos.

    Basicamente o que você faz é andar e atacar com a sua espada.

    Inimigos derrotados derrubam esferas de experiência e ouro.

    As esferas aumentam o seu nível conforme você as junta e alcança o final da barrinha azul na tela. Com níveis maiores, sua vida fica maior, seus ataques mais fortes e sua defesa mais resistente. Apesar da notável diferença de poder contra os inimigos que já foram chatos, a maior vantagem na minha opinião é poder aceitar missões novas, que requerem níveis mínimos, e assim poder evoluir mais ainda e achar mais equipamentos.

    O ouro pode ser usado para adquirir equipamentos aleatórios em lojas ou comprar e evoluir magias, quando você encontrar seus vendedores.

    Sobre as missões, bem, o jogo tem uma missão principal sempre marcada na tela por uma seta, mas a dificuldade vai aumentando e acaba que a maior parte do que eles chamam de sidequests se torna mandatória.

    Essas missões, aceitas em painéis específicos em cidades, requerem um nível mínimo e nos recompensam com bastante ouro e experiência, além de tudo o que você ganha durante todo o processo matando vários inimigos e encontrando baús. Há ainda maior exploração e familiarização com o mapa, embora ele não seja muito atrativo de qualquer forma.

    A pior parte dessas sidequests é que são muitas, genéricas quase sempre e repetitivas. Alguém pede para matar uns monstros, seguir um rastro, limpar uma caverna de todas as ameaças ou coletar alguma coisa, que muitas vezes acaba sendo uma cilada. O bom é que você não precisa ler o enredo dessas baboseiras e sair fazendo várias seguidas para ficar forte.

    Já as magias são parte importante do jogo, embora não seja obrigatório usá-las. Você começa com uma invocação de um círculo de fogo que queima os oponentes que o tocarem e causam dano por algum tempo. Essa magia é legal e tal, além de barata para fazer upgrade, mas acabei experimentando outras (são 7 no total que você vai desbloqueando em determinadas partes do mundo) e elas foram muito mais úteis!

    Para ser sincero, uma delas eu achei excelente: a de congelar. O inimigo fica em câmera lenta uns bons segundos e dá tempo de bater muito nele nesse tempo, sem quase se preocupar em tomar dano (incluindo chefes). Como bater recupera a sua mana, você pode bater um pouco, usar a magia mais uma vez só para garantir e voltar a bater. E fazer isso indefinidamente!

    Outras magias boas são a de raio, que causa bastante dano em uma boa área e a de ficar gigante, que aumenta o seu ataque. Há uma de cura bem legal também.

    Já os equipamentos podem ser comprados de forma aleatória na loja, o que eu quase não fiz pois investia nas magias ou simplesmente explorando o jogo e suas cavernas. Esses equipamentos incluem: armas, capacetes e roupas.

    Cat Quest conta com uma boa quantidade de sets diferentes, cada um focado em atributos diferentes, alguns melhores que outros. Você ainda pode misturar peças diferentes, o que é bem comum assim que você conseguir algo que melhore seus atributos e já que usar um set completo aparentemente NÃO resulta em bônus adicionais.

    O bacana desse jogo é que você encontra várias vezes os mesmos itens e ao invés de ter duplicatas no inventário, eles adicionam melhorias ao que você já tem. Cada item tem um nível, como o seu personagem, e é assim que ele sobe. Eu ficava rezando para achar mais dos mesmos que eu usava e tanto gostava!

    Resumindo: Cat Quest é um jogo simples, legal e até viciante. Apesar de você basicamente fazer a mesma coisa o tempo todo, é interessante ver seu personagem se fortalecer e ter mais liberdade tanto de atacar inimigos quando explorar o mapa, em parte graças também às habilidades de andar sobre a água e, mais tarde, voar. Eles conseguiram dosar bem o progresso do gameplay e acaba que a aventura não cai na repetitividade, um ótimo passatempo!

    De bom: visuais coloridos legais que beiram o limites dos jogos de celular. Gameplay simples. Sistemas de equipamento e customização bacana. Enredo legalzinho. Batalhas mais difíceis, como as contra os chefes são bem legais. Bastante coisa que prolonga o replay, incluindo desafios extras para níveis maiores (terminei no 55, mas cheguei a ver cavernas nível 99 e 200). Inclui New Game+ e Mew Game, onde você pode adicionar configurações para dificultar a experiência (como não poder equipar o personagem, me lembra Dragon Quest XI nesse quesito).

    De ruim: missões genéricas e você só fica seguindo seta e fazendo batalhas iguais muitas vezes. Cenário sempre igual, com poucas exceções. Pouca variedade de inimigos e batalhas.

    No geral, eu curti CQ e o recomendo num preço bom. Já fiquei bem curioso pelo segundo, que corri para adicionar na lista de desejos, mas mesmo o comprando, devo esperar uma chance de jogar multiplayer. Valeu a pena!

    Cat Quest

    Platform: Nintendo Switch
    16 Players
    2 Check-ins

    14
    • Micro picture
      bobramber · 15 days ago · 2 pontos

      Legal mesmo esse esquema de equipamentos repetidos adicionarem melhorias.

    • Micro picture
      topogigio999 · 15 days ago · 2 pontos

      Esse jogo é muito bom, tenho que pegar o segundo, que dizem ser melhor ainda.

  • luchta Ewerton Ribeiro
    2021-04-29 12:11:53 -0300 Thumb picture

    Battle Axe foi lançado!

    Acabou de ser lançado o jogo Battle Axe na Steam (e outras plataformas), o jogo é basicamente um jogo de porradaria, lembrando muito Dungeons & Dragons: Chronicles of Mystara, já que além do visual de fantasia medieval, possui elementos de RPG. São três personagens para escolher e multiplayer local para dois jogadores.

    Eu curti demais o que vi, mas ainda acho cinquenta paus meio salgado (deve ser mais caro nos consoles), mas com essa pixel art lindíssima (feita pelo famoso Henk Nieborg) e a arte de capa feita por um dos meus artistas favoritos GENZOMAN (fez as artes de Double Dragon Neon), é um grande motivo para comprar o jogo.

    "Battle Axe é jogo no estilo "pé na porta e soco na cara" com visuais incríveis criados pelo artista de pixel renomado Henk Nieborg, fiéis à mecânica do jogo, e música da lendária compositora de VGM Manami Matsumae — os fãs de jogos retrô vão amar!"

    Página do jogo na Steam: https://store.steampowered.com/app/1167300

    13
  • 2021-04-28 14:27:59 -0300 Thumb picture
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-04-26 23:35:02 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: SUPERHOT

    Zerado dia 24/04/2021

    Esse é um daqueles jogos que eu devo ser a última pessoa a jogar: SUPERHOT! Que jogo famoso! Sempre tive curiosidade em jogar, mas na minha concepção parecia algo de outro mundo por muito tempo (agora vejo que poderia tê-lo jogado há muito mais tempo). Poxa, o jogo está no Switch!

    Eu sabia que se tratava de uma experiência de tiro, mas eu não entendia bem a proposta dele até jogar. Seria SUPERHOT um jogo de verdade ou só um passatempo?

    O danado apareceu baratíssimo no Switch (uns R$10) e eu não pude deixar passar. Minha chance de jogá-lo!

    SH é um daqueles jogos que você tem que matar todos os capangas da tela, como um Hotline Miami 3D. Uma das maiores diferenças dele é que a ação só acontece quando você se movimenta, te dando bastante tempo para pensar e desviar dos projéteis inimigos.

    Se movimentar conta não apenas para andar, mas também virar a câmera, toda a ação de coletar uma arma ou recarregá-la e outras ações do tipo.

    Ao avistar um inimigo, pode pode ir em sua direção até que ele atire, evitar a bala, chegar perto, dar um soco, pegar sua arma no ar e atirar em sua cabeça, por exemplo. Depois disso você pode olhar ao redor, perceber que havia uma bala vindo em sua direção, desviar, jogar a sua arma no cara, pegar uma katana do chão e cortá-lo antes que ele recupere sua pistola.

    Ao terminar de matar todos os caras que aparecerem, a fase termina e um replay se passa em tempo real, o que é super legal: ver você atirando, pegando armas do ar, se esquivado e matando geral. Que coisa mais linda!

    Com o passar dos estágios, o esperado: dificuldade maior, estratégias diferentes para abordar inimigos e mais e mais fracassos, que felizmente são amenizados graças aos loadings rápidos de SH.

    Novas fases também trazem diferentes itens nos cenários para serem usados como armas, além das próprias armas de fogo. A pistola acaba ficando fraca perto da escopeta e suas muitas balas na tela, mas cuidado com a metralhadora! Quando você acha que desviou, mais balas virão! E ao utilizá-la, muitos tiros seguidos saem com um único aperto do gatilho, resultando em mais movimentação no jogo e mais ações dos inimigos.

    O jogo surpreende ainda com diferentes cenários nas fases e uma imersão bacana em cada um deles, mesmo num jogo em que tudo é branco com um pouco de vermelho e preto aqui e ali e inimigos que parecem ser de vidro.

    Curti também um habilidade de trocar de corpo e seus usos mais pra frente na aventura.

    Por trás de toda a matança, um enredo bem legal que se inicia graças a uma pessoa que te apresenta esse jogo disponível nos arquivos da rede da empresa, uma forma de passar o tempo.

    O problema se dá quando você, o jogador, começa a ficar muito viciado no jogo e não conseguir parar de jogá-lo e a realidade se mistura com o mundo virtual, que por sua vez começa a ameaçar o jogador a deixar SUPERHOT de lado e não voltar mais.

    "Não é um jogo" é uma daquelas frases que deixam a coisa toda bem curiosa. O tom pesado começa a tomar conta do enredo e a viagem é garantida. O personagem quer saber mais e jogar mais, mas ao mesmo tempo começa a ser afetado do virtual pro real como no anime Sword Art Online.

    O nível da jogatina continua a subir, mas as fases ainda são rápidas e até tranquilas, mas logo foi o lance da história que me deixou curioso em continuar. As conversas num sistema que mais parece a interface do MS-DOS e mistérios para todo lado.

    De repente o real e o virtual se confundem completamente e o que você achava ser uma coisa é a outra e SH parece querer te fazer pensar e te sentir como estivesse mesmo dentro da narrativa. A todo momento é uma aventura em primeira pessoa, inclusive nas partes de uso do computador, que você deve "teclar" com o dedos no controle ao invés de apenas assistir ou confirmar para a próxima mensagem. Que louco!

    Na curta campanha, logo ficou meio repetitivo, mas bem menos que um Hotline Miami. A dificuldade do que julguei ser a última fase ficou bem tensa, e SH acabou de verdade. Uma duração mais do que perfeita, além de ter conteúdo extras nos desafios desbloqueados após finalizar o jogo!

    Resumindo: SUPERHOT é um jogo de ação intensa e uma experiência bem curta para quem só for terminar a campanha, porém mega divertido! Acredito que a execução da proposta tenha sido certinha!

    De bom: jogo simples e divertido. Campanha curta (tenho considerado vantagem) e não chega a enjoar, mesmo fazendo coisas bem parecidas o jogo todo. Poderes legais, assim como os replays. Enredo instigante. Desafios extras prolongam a vida da aventura. SUPER HOT SUPER HOT SUPER HOT.

    De ruim: os inimigos são meio lerdos e parece ter bastante vantagem para o jogador, o que me fez questionar se a ideia de parar o tempo fazia mesmo alguma diferença em determinados momentos. Logo o jogo fica com pouca variedade. Hitbox meio zoado e eu era atingido por projéteis que tinha certeza que passariam direto.

    No geral, eu comendo bastante o jogo para quem curte tiro e muito estilo numa campanha rápida. Fiquei curioso pela versão VR. Acredito que SH tenha cumprido com as expectativas muito bem. Recomendo!

    SUPERHOT

    Platform: Nintendo Switch
    5 Players

    18
    • Micro picture
      msvalle · 18 days ago · 2 pontos

      Deve ter sido o penúltimo, pois ainda não joguei ha ha ha

      2 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-04-26 22:12:50 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Good Job!

    Zerado dia 24/04/2021

    Eu cheio de coisas para jogar e a Nintendo libera esse jogo de graça por uma semana. Tive que dar prioridade pois estava curioso para jogar Good Job! desde que o mesmo fora revelado num desses vídeos especiais tipo Directs.

    Entrei na eshop japonesa e baixei o dito-cujo, pois o teste era só pra lá. Felizmente havia a opção de jogar em inglês, diferentemente do que foi quando liberaram o Fire Emblem Warriors.

    Depois do curto download, fui dar uma olhada no jogo e achei ok. Em seguida, com tantas ocupações e jogatinas de multiplayers online com os amigos, quando me dei conta, faltavam apenas 3 dias de teste! Tive que correr, mas nem tanto, pois a campanha é minúscula!

    Pra quem conhece os trailers e demais vídeos que deixaram o jogo meio popular, já sabem o que esperar dessa experiência. Você é funcionário de uma empresa e deve cumprir objetivos, divididos em fases distintas, da forma como preferir. Vale tudo, desde que a missão seja concluída.

    O fator "zoação" me lembra um bocado de jogos como Human Fall Flat ou até Gang Beasts. Mas a verdade é que tem muito de Untitled Goose Game e What The Golf. Se esse tipo de experiência te apetece, vale a pena jogar Good Job!

    A primeira fase, no andar mais baixo (cada andar é o equivalente a um mundo de outros jogos, e tem apenas 4 estágios) te põe numa posição estilo estagiário e se resume a instalar um projetor.

    Você pode simplesmente agarrar o projetor e empurrá-lo até o local, embora tenham alguns obstáculos aqui ou ali pra encher o saco. Outra forma de fazer isso é puxar um fio da tomada e conectá-lo à uma máquina de xerox, criando um fio que pode ser usado para lançar o projetor, destruindo tudo a sua frente!

    Cada fase tenta trazer objetivos diferentes e únicos, com exceção de algumas delas que são como variantes mais difíceis de outros objetivos passados.

    As vezes você vai ter que carregar caixas coloridas para os locais determinados a cada uma delas. As vezes é algo simples, mas chato e que vai ou te fazer quebrar a cabeça um pouquinho ou se frustrar por simplesmente não ser interessante, apenas chato mesmo. Há fases completamente casuais e mais focadas na diversão, como uma que envolve limpar toda a tinta do chão.

    Infelizmente não me diverti 100% do tempo em Good Job!, e na verdade deve ter sido na menor parte do tempo, pois certos objetivos simplesmente são muito sem graça!

    Um exemplo de chatisse é justamente o que eu mencionei das caixas. Em algumas fases você tem 4 ou 5 cores diferentes de caixas e deve levá-las para os pontos de suas cores. Algumas basta você carregar e por lá, outras são compridas e envolvem maior jogo de cintura passando por portas, corredores, prateleiras sem as deixar travadas, o que pode ser cansativo de resolver. Outras requerem serem movidas por empilhadeiras e tal. Você faz isso e acabou a fase. Um grande alívio de passar de algo tão... tedioso. Diversão zero.

    Por outro lado outros estágios são muito criativos e originais, que aparecem para dar aquela impulsionada na jogatina e impedir que eu largasse o jogo.

    Ao terminar uma fase, a próxima abre. Termine as três fases básicas e um desafio de promoção será desbloqueado (geralmente missões mais trabalhadas) e ao fazê-lo, será promovido e poderá avançar para o próximo "mundo", com temática diferente.

    Na minha opinião o jogo peca ainda em outros quesitos, como os controles.

    É tudo simples e, além de andar, você usa um botão de interação, inclusive segurar objetos ou os largar e mais um de pulo. O pulo nesse jogo não serve para absolutamente nada, é incrível. É um salto minúsculo e idiota. Você não consegue subir em cima de nada, não consegue evitar bagunças no chão. Que horrível.

    Pra ser sincero, se o pulo fosse útil e me desse maior liberdade, Good Job! seria bem melhor! E digo isso porque é muito comum ficar preso no meio de mil e um itens caídos e não poder fazer absolutamente nada senão pegar um por um e tirar do seu caminho!

    Junte isso ao fato de tudo ficar preso nas bagunças e você passa grande parte da jogatina tentando se soltar ou soltar coisas presas para dar continuidade à uma tarefa tão simples. 

    Houve um momento que eu deveria pegar um contêiner grande com uma empilhadeira e posicioná-lo entre duas pilastras para fazer uma ponte para um cara. Qualquer livro no chão bloqueava a passagem da empilhadeira. Depois de muito tentar, desisti e fui tirar as coisinhas de lá. Na hora de por o contêiner, ele caiu e ficou na vertical. Passei um século tentando fazer ele tombar, mas a área era pequena demais. Depois ele finalmente caiu, mas virado para um lado que não faria ponte. Depois ficou preso com a pilastra e os "garfos" da empilhadeira passavam por dentro e não conseguiam levantá-lo. Muito frustrante essas percas de tempo aqui, e não são poucas. Odiar a física é algo bem comum e todos os objetos parecem querer te sacanear as vezes.

    Acho que uma coisa que pode deixar esse jogo bem mais legal é jogar em co-op, que aqui é apenas local, mas dá até pra cada um jogo com um joycon (máximo de dois jogadores).

    Graças a demora ou por não ter quebrado muito o cenário (o que eu acho que deveria ser justamente o contrário), você é ainda avaliado e pode optar em rejogar os cenários para conseguir notas melhores.

    Resumindo: Good Job! é um jogo legal, mas muito frustrante por ter muitos fatores que desaceleram demais a jogatina. As vezes você fica indo de um lado ao outro do cenário buscando uma forma de resolver um problema mas fica se travando em objetos bestas pelo cenário, caindo de escadas graças a perspectiva esquisita e tendo que andar novamente algumas partes e coisas que simplesmente não respondem aos seus comandos certinho. Alguns estágios são bem divertidos, mas eu diria que não vale a pena jogar só por eles. Por outro lado, é uma experiência tão breve que no máximo você perderá algum tempo da sua vida.

    De bom: estilo artístico bacana, inclusive as cores. Humor bacana. Diferentes formas de resolver missões (embora ainda tenha achado bem limitado e mecânicas bem repetitivas). Descobri diferentes usos para certos objetos mesmo depois de usá-lo por bastante tempo. Algumas fases são sensacionais. Inclui modo multiplayer para dois jogares. Chapéus e roupas para serem encontradas, coletadas e colecionadas.

    De ruim: controles nem sempre responsivos graças as físicas do jogo. Algumas missões são um saco e sem criatividade nenhuma, e outras parecidas aparecem volta e meia. É ruim como algumas coisas são afetadas pela física e parecem ficar invalidadas e dá até vontade de reiniciar os estágios, mas acabava insistindo por diversos minutos só para recuperar um item que caiu de forma ruim ou num lugar meio inacessível. Bugs aqui e ali. Senti MUITA falta de poder visualizar o mapa completo, navegar pela tela com o analógico direito ou mesmo rotacionar o campo de visão pois no meio da bagunça as vezes é ruim ver certos objetos, e muitas vezes você vai ter que andar e memorizar cenário só para saber onde fica o destino de um objeto ou onde alguém está ou calcular a melhor rota. Pulo inútil poderia ter sido algo muito melhor no jogo. Faltou um modo online.

    No geral, é um jogo ok, divertidinho, mas que eu esperava muito mais, mas eu disse o mesmo de Untitled Goose Game, então talvez seja para aquele público mesmo. Sinceramente, achei completamente passável, sobretudo se for para jogar sozinho. Fiquei meio decepcionado em como uma ótima ideia não foi completamente bem aproveitada e como esse título pode não ser divertido grande parte do tempo.

    Good Job!

    Platform: Nintendo Switch
    4 Players
    1 Check-in

    11
  • luchta Ewerton Ribeiro
    2021-04-23 20:10:13 -0300 Thumb picture
    Post by luchta: <p>Na versão de<strong> Nintendo Switch</strong> de

    Na versão de Nintendo Switch de Forward To The Sky temos a protagonista adulta:

    Na moral, só vi hoje que tinha saído uma versão de Nintendo Switch desse jogo. E claro que essa versão tem visuais melhores e mais novidades que a versão PC. Eu não gosto dessas desenvolvedoras japonesas que lançam uma versão do jogo, e depois de um tempo lançam uma versão melhor para outro console e "esquecem" de atualizar a versão de PC. Como foi nesse caso. Espero que como foi com Croixleur Sigma, depois de um tempo eles lancem essa nova versão para o PC.

    Forward To The Sky

    Platform: Nintendo Switch
    Players

    5
  • 2021-04-23 13:02:56 -0300 Thumb picture
  • 2021-04-21 12:33:10 -0300 Thumb picture

    KURAE! The Great Ace Attorney Chronicles será lançado em 27 de Julho!

    A Capcom anunciou oficialmente que The Great Ace Attorney Chronicles será lançado em 27 de julho no Ocidente para PS4, Switch e PC via Steam!

    Esta coleção contém The Great Ace Attorney: Adventures e The Great Ace Attorney 2: Resolve, ambos lançados pela primeira vez fora do Japão e são spin-offs da série Ace Attorney (estrelada por Phoenix Wright). Situado na virada do século 20 no Japão e na Inglaterra, Chronicles apresenta um elenco robusto de personagens peculiares e incomuns, com toneladas de drama, comédia e mistério. Prepare-se para desvendar alguns dos casos jurídicos mais extravagantes do mundo dos tribunais fictícios.

    Retroceda até a virada do século 20 e prepare-se para The Great Ace Attorney. Apresentando Ryunosuke Naruhodo, ancestral de Phoenix Wright, e um advogado de defesa promissor que estuda em uma academia jurídica. Muito parecido com os jogos anteriores, Ryunosuke também investigará casos criminais com seus camaradas, como seu assistente jurídico Susato Mikotoba e o detetive excessivamente ansioso Herlock Sholmes.

    Mantendo a jogabilidade clássica de investigações e julgamentos, novos recursos foram adicionados à mistura, incorporando mais variedade às investigações e batalhas judiciais. Por exemplo, a jogabilidade Dance of Deduction faz você trabalhar junto com Herlock Sholmes, identificando contradições nas deduções lógicas excessivamente ansiosas (e geralmente incorretas) do detetive para descobrir novos fatos sobre o caso.

    O Summation Examination é um novo recurso que ocorre durante os julgamentos no tribunal. Analise os argumentos dos jurados e corrija as discrepâncias em seu pensamento com argumentos e evidências persuasivas, ao mesmo tempo que prova a inocência do seu cliente.

    Algo novo na série Ace Attorney é o recurso opcional “Story Mode”. Você pode ativar e desativar esse modo durante o jogo, o que permite observar o desenrolar da história conforme o jogo avança automaticamente pelas fases de investigação e tribunal.

    Screenshots

    Fonte: Capcom Unity PSX Brasil

    The Great Ace Attorney

    Platform: Nintendo 3DS
    86 Players
    5 Check-ins

    15
    • Micro picture
      jcelove · 23 days ago · 2 pontos

      Nao tinha mais esperança de jogar esses, otima noticia.

      2 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-04-14 23:52:10 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Valentina

    Zerado dia 14/04/21

    Cara, que fase de jogos que não me apetecem. Tenho jogado umas coisas que não fazem meus gostos ou me decepcionaram, mas esse Valentina é o fundo do poço, daqueles jogos pra se perguntar o que eu tenho feito com o meu tempo.

    Não que eu esperasse muita coisa, mas pelo pouquinho que já havia jogado, definitivamente foi uma baita decepção sobre a mínima expectativa, se é que isso faz sentido.

    Eu conheci Valentina em postagens aleatórias de jogos indies brasileiros no Nintendo Switch assim que ele lançou há pouco tempo. Fiquei minimamente curioso, principalmente por me lembrar aquela bomba do Aldred Knight, mas rolou uma promoção e eu peguei o jogo só com umas moedas de ouro que tinha na conta.

    Como já tinha jogado um pouquinho e parecia bem tranquilo, resolvi limpá-lo logo da tela inicial do Switch. Acabou que joguei umas 3 horas isso, meu deus...

    O jogo começa ok, coisa simples. Animações simples, umas conversas esquisitas, visuais pixelados e a habilidade de atacar com seu arco e flechas inimigos que vem logo que você vai para a direita da cidade.

    O primeiro monstro se não me engano é um ogro com escudo. Que trabalho feio de pixel art, me desculpem...

    Você dá uma flechada e surge uma barra de vida em cima da cabeça do bicho mostrando o quanto ainda resta.

    Enquanto isso testando mais animações: pulo, ataque, caminhada. Tudo bem... amador.

    Você tem um limite de flechas e ganha mais ao derrotar monstros. Eu tinha 25, atirei 3 no monstro e ele derrubou 3. Uau!

    Andando e andando por um dos piores level designs que já vi (e ainda pioraria muito), enfrentei amis monstros, mas é sempre do mesmo jeito: atire as flechas. As vezes duas, as vezes três.

    Depois de um tempo os monstros começaram a derrubar moedas e poções. As moedas eu tive que olhar na internet o que faziam e só descobri num review aleatório: a cada 100 coletadas, é adicionado automaticamente uma poção ao seu inventário. As poções, usadas com X, curam um quadradinho e meio de vida e são bem mais comuns do que perder HP.

    Essas primeiras fases eu estava focando em matar todos os monstros, mas logo percebi que não faz sentido, ainda mais depois de morrer e ter que reiniciar o estágio inteiro. Apenas corra para a saída e você provavelmente nem vai tomar dano!

    As fases de Valentina são verdadeiras abominações. Desculpem a sinceridade.

    Você anda e anda e anda e pula degraus e anda mais. É isso. As vezes tem uma elevação impossível de pular e uma plataforma ao lado subindo e descendo. Pra quê? Me responda aí: pra quê? Pra te atrasar, porque nem morrer você morre nesse tipo de coisa...

    Em alguns momentos o jogo sacaneia legal, como nas muitas partes que você está numa parte alta e não sabe o que tem logo abaixo (não sei pra quê todo esse zoom na tela e visão completamente horizontal). As vezes você pula e tem um chão logo abaixo, as vezes um chão bem mais embaixo, as vezes água ou um buraco para te matar.

    Aaaah, você estava jogando numa boa por minutos numa fase e morreu pra isso? Que pena! Volte ao início dela e tente se lembrar de pular mais longe! Não custava nada poder olhar pra baixo...

    Outras vezes você chega num momento inoportuno e uma plataforma subiu antes de você alcançar a tela e você se joga no buraco, sendo que deveria esperar uns segundos até ela voltar. Em alguns momentos ainda acontece de você entrar num túnel e do nada ser morto por lanças que saem do chão. Da próxima, ande pausadamente para evitar essas surpresas, amiguinho!

    Depois de minutos num estágio, você chega ao seu final ao alcançar uma placa com uma seta e em seguida já começa a próxima fase, que geralmente é praticamente a mesma coisa. E lá se vão mais minutos e mortes frustrantes aleatórias pelo level design.

    Depois outra fase, e outra, e outra, e outra. Mesmos monstros, mesmos desafios, mesmas plataformas subindo e descendo ao lado de um morrinho levemente maior que você não consegue pular.

    Depois de tantas fases, um chefe! Que inclusive é completamente idiota e você vai matar sem tomar dano.

    Tendo acabado, próximo mundo e fases super parecidas e a sensação de estar re-jogando as mesmas coisas e se frustrando sem motivo nenhum. Parece aquele jogo hack do Pikachu de SNES. Santa paciência!

    A diferença de cada mundo é que cada um tem uma temática, mas é tudo igual. Desafios, inimigos pouco mudam, chefes são color swaps. E agora você pode trocar de flechas apertando R ou L, mas que diferença isso faz? Eu nem usava mesmo.

    Resumindo: Valentina é um dos piores jogos que já tive o desprazer de terminar. Sinto muito devs brasileiros, mas esse jogo entra no mesmo saco de outros jogos indies terríveis do meu país, apesar de se destacar como o pior, muito provavelmente. O jogo é ruim para todos os públicos e um verdadeiro fracasso que só deus sabe como alcançou o Switch.

    De bom: idioma português. Possível salvar e continuar depois.

    De ruim: visuais toscos (como as casas pequenas que acredito que tinham como objetivo simular uma cidade à distância). Animações de 2 frames bem toscas. Level design de dar vergonha, e o pior é que você morre muito por causa disso, fora o cansaço que dá de jogar tantas fases tão parecidas. Inimigos inúteis. Chefes iguais. Bugs aqui e ali. Jogo incrivelmente cansativo e frustrante. Cheguei a ficar sem flechas, impossibilitando de atacar. O jogo se arrasta demais, como no último mundo que parece ter 20 estágios antes do chefe final. Textos confusos e desinteressantes. Muitos "leap of faith".

    No geral, é bem ruim. É muito ruim. Li o dev explicando num comentário da review no Youtube que foi seu primeiro jogo e que estava testando mecânicas e jogabilidade, mas resolveu lançar o jogo "incompleto" para ver a reação do público. Enfim, não sei como ele teve coragem de fazer isso ou como uma bomba dessas chegou as minhas mãos. Paciência de jogar e paciência de Jó de terminar. 3 horas da minha vida que não terei de volta nunca mais. Corra desse jogo. Corra! E agora é esperar que depois de Valentina eles não lancem ENZO.

    Valentina

    Platform: Nintendo Switch
    1 Players

    13
    • Micro picture
      bobramber · 30 days ago · 2 pontos

      Putz, que azar!! E ainda persistiu por 3h, guerreiro!

    • Micro picture
      xch_choram · 30 days ago · 2 pontos

      Pó 1° jogo do cara, bem normal ser uma atrocidade mesmo

      3 replies

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