• onai_onai Cristiano Santos
    2021-10-17 12:41:56 -0200 Thumb picture

    Yuzu

    Galerinha uma dúvida sobre esse emulador, eu baixei ele ontem e comecei a fazer alguns testes. Nisso nesse Mario Kart vi que havia o jogo e uma DLC pra baixar, instalando a DLC percebi que já vinha tudo habilitado, todos os personagens, todos os modos e todas as pistas. Tipo, isso é uma atualização do jogo mesmo ou algum tipo de save? Visto que acho mais divertido ir jogando e liberando tudo. Percebi que alguns outros jogos também vem com essa opção de download. A dúvida é, uso elas essas DLCs ou não são realmente necessárias? Marcando aqui o @leandro pois vi que também vive no maravilhoso mundo da emulacão. Hehe...

    Mario Kart 8 Deluxe

    Platform: Nintendo Switch
    640 Players
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      thiones · 4 days ago · 4 pontos

      Bicho, não sei te ajudar, mas vim até aqui somente para dar os parabéns pela nobre atitude. Tá jogando switch do jeito certo.

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      leandro · 4 days ago · 3 pontos

      Então, mano @onai _onai, eu joguei esse emulador em um outro PC, de um amigo. No meu mesmo, que é um I3 de 2012 ( notebook Lenovo ) nao tem a mínima condição de suportar. Será q o mano @le poderia ajudar nessa duvoda ? Porque eu acho que o mano @le já usa esse emulador tb

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      willguigo · 4 days ago · 3 pontos

      Deu um up no PC @onai_onai?

      4 replies
  • 2021-10-05 16:37:05 -0300 Thumb picture

    Sora, de Kingdom Hearts, é o último lutador revelado em Smash Ultimate

    Medium 3884917 featured image

    Nesta terça-feira (5/Out), o produtor da série Super Smash Bros., Masahiro Sakurai, fez sua última apresentação relacionada ao Super Smash Bros. Ultimate, e revelou o novo e último personagem DLC: Sora, da série Kingdom Hearts.

    A apresentação começou lembrando os quase 3 anos desde o lançamento de Super Smash Bros. Ultimate, marcado por anúncios que surpreenderam os fãs, como os de Banjo e Kazooie da Rare, de Steve de Minecraft, e de Sephiroth de Final Fantasy VII, esse último ocorrido durante a The Game Awards 2020.

    Após o anúncio, foi mostrado todos os movimentos e golpes do Sora, além das skins inspiradas nos jogos da série Kingdom Hearts, como Kingdom Hearts 3D: Dream Drop Distance e a versão cartoon inspirada no mundo das animações clássicas do Mickey. Arena e músicas de Kingdom Hearts também foram revelados.

    O anúncio de Sora foi impactante por vários motivos. Primeiro, Sora foi o personagem mais requisitado pelos fãs no Smash Bros. Fighter Ballot, página criada há 6 anos atrás, ainda no Super Smash Bros. For WiiU/3DS.

    E o segundo, é que a série Kingdom Hearts está fazendo 20 anos em 2021, e a Nintendo aproveitou para anunciar que alguns jogos da série estarão chegando ao Switch em versão Cloud Gaming. São eles: Kingdom Hearts HD 1.5 + 2.5 ReMix, Kingdom Hearts HD 2.8 Final Chapter Prologue e Kingdom Hearts 3.

    Também foi anunciado o último pacote de skins para os Miis, sendo dois chapéus temáticos de Splatoon e uma skin do Doom Slayer, de DOOM. Tanto Sora, quanto o pacote de skins dos Miis chegam no dia 18 de Outubro.

    Super Smash Bros

    Platform: Nintendo Switch
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  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-09-16 21:31:38 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Daemon X Machina

    Zerado dia 16/09/21

    Correria total aqui em casa com os últimos jogos e uma época não muito feliz justamente por conta disso. Terminei uns jogos bem dispensáveis recentemente e já entrei de cabeça no Final Fantasy VII Remake, que infelizmente não me apeteceu tanto quanto esperava. O fato é que o arrastado jogo tinha de ser terminado relativamente rápido pois quando o comecei tinha no máximo 18 dias de PS Plus para usufruir não só dele como também de outro jogo do plano no PS4.

    O plano de jogar esse outro título foi por água abaixo quando a Nintendo anunciou de surpresa que poderíamos jogar Daemon X Machina no Switch por uma semana. Cogitei jogar os dois simultaneamente, mas além da vida estar corrida e tensa, eu terminei o FF apenas no Domingo e o DxM seria liberado no dia seguinte, na segunda-feira. Para completar, o período de teste dele iria até dia 19 (contra dia 18 da minha Plus) e o howlongtobeat.com dizia que esse demoraria umas 16 horas, o que é bom, mas o outro levaria quase 40, período muito longo pra mim ultimamente (e fazendo a matemática eu teria que jogar ambos loucamente).

    Eu já conhecia DxM desde as Prototype Missions, umas espécie de Beta em que todos jogamos e pudemos avaliar o que gostamos ou não e opinar como melhorar a experiência. Tinha curtido os vídeos na época mas quando joguei essa demo, achei o jogo bem chato e se fiz duas fases foi muito!

    Nessa época ainda houveram muitas notícias pós-demo sobre como os desenvolvedores estavam ouvindo a todos e já tinham melhorado muito o jogo. Curioso.

    Eras depois o jogo saiu, mas eu não animei em pagar o clássico preço Nintendo nele. Não animo mais em pagar esses preços cheios nem em franquias que amo!

    Por muito tempo o jogo se manteve preso à exclusividade do Switch e ninguém que conheço o comprou, então não pude perder a chance de o jogar durante esse período free.

    Iniciando o jogo, você pode criar o seu personagem. Inclusive, eu passei bastante tempo fazendo isso pois a customização é bem bacana e detalhada. Comecei fazendo a mim mesmo, mas fui mudando de ideia e criei algo mais bizarro/chamativo como de praxe. Mas vou dizer uma coisa: que perda de tempo!

    98% da experiência acontece dentro dos robôs gigantes que controlamos e o personagem só fica visível no hangar, um hub central com acesso às lojas, customizações e afins. Mesmo nas muitas cutscenes de DxM ele mal aparece e nas últimas horas ele simplesmente não aparece mais! O foco é completo nos outros personagens da trama, que te chamam de "Novato" enquanto as suas aparições se limitam mais ao seu robô.

    Engraçado mencionar que você acaba comprando melhorias que afetam o seu personagem e acabam o escondendo completamente, como partes em cima dos olhos que no final se tornam um capacete completo. Imagine que o meu personagem começou como esse da imagem acima e terminou como o Gray Fox do Metal Gear.

    Geralmente no hangar eu só corria dois segundos para o painel de controle e já escolhia a próxima missão. O jogo é quase sempre assim.

    Ao acessar o computador você pode escolher uma Offer Mission, que são as missões da história, ou Free Missions, que servem apenas para matar inimigos, cumprir objetivos mais genéricos e conseguir mais loot (esse jogo tem bastante foco em loot para melhorar seu robô ou transformar em itens ainda melhores, meio que como em Monster Hunter).

    Há um menu de loja que não tinha quase nada durante todo o meu jogo e há um da Fábrica em que você pode criar equipamentos usando outros equipamentos e assim por diante (geralmente você vai ver algo bacana e querer criar, ver que precisa de um item, depois ver que para ter esse item precisa de outro item e assim por diante - várias fases para chegar em algo bacana).

    Há ainda a opção de equipar o seu robô com partes que você tenha conseguido derrotando inimigos ou pela loja ou fábrica. Uma coisa chata é que as partes equipáveis (cabeça, dois braços, pernas, arma em cada mão, mais duas armas reservas e outras partes de ataque) geralmente são melhores de uma forma e piores de outras. Você pode abrir um menu de comparação entre elas e são tantos atributos que eu ficava completamente perdido no quê usar. Em muitos casos eu nem sabia o que era melhor e até cheguei a usar uma das armas do início até a última missão.

    As missões são completamente superficiais e idiotas (e me faz questionar o porquê desse jogo ganhar a recém anunciada sequência). Geralmente você voa com seu robô por cima de ruínas no deserto e tem que fazer algo super simples, como destruir 15 inimigos. A sua assistente avisa que a missão foi um sucesso e você volta pro hangar, só para escolher outra missão tão besta quanto.

    Uma coisa que percebi logo no início dessas fases é que o visual do jogo lembra muito Shin Megami Tensei (Nocturne, por exemplo) com jogos do Suda51, como o próprio No More Heroes. Sinto ainda que o jogo tem uma certa inspiração em Xenoblade Chronicles X na parte dos robôs e de meter um X gigante em todo lugar. Obviamente todo o lance de robôs gigantes é algo amado por muitos japoneses e sempre há um lado Gundam e Evangelion.

    Apesar de toda essa mistureba, DxM não tem nem 5% do carisma de nenhuma dessas franquias. Os personagens são toscos, o enredo é sem noção e todos os robôs são iguais, com algumas poucas trocas de cores.

    A aventura começa com uma desculpa esfarrapada e bem do nada, mas logo personagens e cinemáticas começam a surgir entre as missões e isso é muito estranho. Você vai perceber que há vários grupos de mercenários que aceitam ou recusam as missões. Geralmente grupos de 3 pessoas.

    Mas durante as fases você vai com 1 pessoa de cada equipe, totalizando três equipes, cada uma com uma pessoa. Qual o sentido disso? Não sei. Mais bizarro ainda é que é comum você estar numa fase em que você tem que, por exemplo, defender um trem e aparece um outro grupo com a missão de destruir esse mesmo trem. Os caras agem como completos babacas malignos (algo como o Star Wolf do Star Fox 64), só que no estágio seguinte uma pessoa que era um babaca foi contratada para trabalhar com você e age como se fosse o seu melhor amigo, haha. Lembrando que não são personagens aleatórios e que os desenvolvedores os colocaram fixamente em cada missão, seguindo a história.

    Logo vem os diálogos bestas, cenas dramáticas super forçadas. Cara, esse jogo é tão genérico e tão amador!

    De volta as missões, no início eu ainda estava me acostumando aos controles esquisitos de certas ações, mas conforme você avança no jogo percebe que não há um feel de estar controlando um robô. Não que seja algo completamente ruim, mas é tão simples e responsivo que não há uma sensação bacana de estar jogando com uma máquina (sabe como um carro deve jogar como um carro, um avião como um avião?).

    Próxima missão: destrua as paredes da represa. Você ouve a máquina falando todos os detalhes por um tempo, entra na fase, cutscene dos personagens se questionando, se ameaçando e agindo como um anime da pior categoria. Voa um pouco, outra custcene com robôs inimigos chegando (uaaaau, toda missão isso). Destrói as paredes em 1 minuto e acabou.

    Agora outra missão: explore o corredor. Voe, voe, voe, inimigos! Destrua as torretas e tanques, colete munição. Opa, robôs inimigos e que demoram mais para morrer? Destra um e a missão acaba. Próxima.

    Fiquei com uma grande sensação de que o modo história é apenas para se acostumar ao jogo e montra um robô decente para depois focar no multiplayer online ou local, cooperativo ou PVP.

    As primeiras missões são de Rank E e você as termina muito facilmente, mas depois de meia dúzia delas (o número delas varia para mais de acordo com o Rank) o nível muda para Rank D, um pouco mais trabalhoso e desafiador, com missões mais compridas e até em diversas partes e objetivos. Mas tudo ainda é genérico demais e o que diabos está acontecendo com esse enredo zoado?

    Você vai começar a precisar destruir os caminhões azuis pelo mapa, que geram um campo de cura pro seu robô. E isso vai ficar cada vez mais comum conforme você chega no Rank C, Rank B e assim por diante. Inimigos piores e mais fases que são apenas lutas em arenas irão surgir contra oponentes que são verdadeiras buchas de tiro.

    E é aí que o jogo freia bem o seu progresso que até então era bem rápido: falta de munição. Cara, que problema! Ficar sem munição nas quatro armas e não há como regenerar sem inimigos comuns! Mais pra frente nem se curar você consegue por falta dos caminhões.

    Muitas feliz precisei usar da minha paciência, da burrice da IA e inventar um jeitinho de conseguir terminar certas fases, como uma que fiquei do outro lado de uma parede e o inimigo ficou meia hora se matando com os próprios mísseis tentando me acertar. O último chefe foi um pesadelo em relação a isso e me custou muitas tentativas e o meu primeiro e único uso sensato da fábrica de itens e até um pouco de farm de itens nas Free Missions.

    Resumindo: Daemon X Machina é exatamente o que eu tinha jogado na demo: um jogo sem graça, superficial e muito besta. Os desafios finais me levaram a compreender melhor o jogo e até gostar mais, mas com aquele gosto agridoce de algo que poderia ser mais estratégico com o frustrante fracasso diversas vezes num único lugar. De graça não dá para reclamar (eu me odiaria muito se tivesse comprado isso em algum momento da minha vida), mas vou dizer que a graça provavelmente está nos modos multiplayer, jogando com amigos (mas pelo que vi são poucas missões co-op) e reinando no versus online, para quem gosta, e se ainda achar alguém por lá.

    De bom: visuais até legais, apesar de faltar substância e estilo. Controles fáceis permitem dominar um robô em 1 minuto. Inclui bastante customização do seu robô (e personagem , mas isso pouco importa aqui). Modos multiplayer local e online.

    De ruim: missões genéricas e repetitivas. Enredo confuso e infantil, dramático demais e forçando demais a barra para passar emoções, visto que os próprios personagens tem feições tão robóticas que os seus próprios robôs são mais carismáticos. Não poder se curar e ficar sem munição são fatores irritantes e desnecessários e com o robô inutilizado você pode andar com o seu personagem e atacar, mas é tão fraco e inútil...

    No geral, esse foi um dos jogos mais fracos que joguei no Switch e fico grato de não ter sido longo e ainda mais repetitivo e cansativo. Ainda assim vou ficar de olho na sequência (quem sabe um dia não role um período gratuito dela, haha). Não vi motivos para recomendar esse jogo a ninguém. Fraquíssimo.

    DAEMON X MACHINA

    Platform: Nintendo Switch
    39 Players
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  • 2021-07-27 15:17:10 -0300 Thumb picture

    Review Last Stop Vale a pena

    Medium 785158 3309110367

    Vale a pena joga Last Stop? veja a review completo bem o jogo last stop é uma aventura solo em terceira pessoa que se passa em Londres nos dias atuais, na qual você joga como três personagens cujos mundos se cruzam no meio de uma crise sobrenatural. Uma antologia dramática, Last Stop é composto por três histórias intercruzadas.

    Desenvolvido pela Variable State e distribuído pela Annapurna Interactive

    - Donna, uma estudante distraída que se sente presa por sua vida doméstica sufocante e sua irmã mais velha super protetora. Longe de casa, Donna procura emoções adolescentes com seus amigos Becky e Vivek, mas acaba encontrando mais do que queria quando os três se tornam sequestradores inesperados em um jogo de detetive amador malsucedido.

    - John, um pai solteiro de meia idade sobrecarregado no trabalho. Afogado em dívidas e nas pressões de ser um pai solteiro, John, com ciúmes, se consome na busca da vida livre e fácil de seu vizinho solteiro de vinte e poucos anos, Jack. Quando a dupla inadvertidamente se desentende com um estranho vingativo, um artefato amaldiçoado ameaça transformar suas vidas para sempre.

    - Meena, uma profissional implacável e ambiciosa que luta para encontrar a mesma satisfação com sua família que encontra na emoção de seu trabalho. Enquanto Meena compete com uma colega arrogante por uma promoção crucial, algo ancestral se agita no porão de seu local de trabalho.

    LINK:

    0
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-07-23 09:31:23 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Doom II

    Zerado dia 22/07/21

    Caraca, demorei mais nesse Doom II do que gostaria de admitir, mas parte dessa culpa é do outro jogo que tenho jogado outro título paralelamente muito aos poucos (e dado prioridade a ele), além dos problemas da vida adulta.

    Eu comprei esse Doom junto com o seu antecessor e o 3 numa promoção bem boa no Nintendo Switch há bastante tempo, bem antes de lançarem Doom 64 na plataforma, mas todos ficaram parados até bater a vontade. Tempos depois comecei o primeirão com amigos e joguei por muitos meses, até cansei! Já o II eu cheguei a abrir e experimentar um pouco, mas adiei um tanto justamente por se parecer demais com o jogo anterior, e eu realmente estava cansado.

    Abrindo Doom II você se depara com menus com as mesmas opções de seu antecessor. Há a possibilidade de jogar sozinho, multiplayer, algumas opções e conectar sua conta, o que aparentemente desbloqueia um bocado de cosméticos para jogar online os títulos mais recentes (acredito que o Doom 2016). Há também a opção de baixar "Add-Ons", meio que estágios adicionais que eles disponibilizam.

    Acessando o single player, modo que joguei exclusivamente Doom II já que receber visitas atualmente não é lá uma ideia muito boa, pude escolher iniciar a campanha, escolher um nível e carregar um save. Nos dois primeiros casos você ainda determina o nível de dificuldade.

    Dei uma olhada no menu de seleção de estágios e, nossa, haviam 32 estágios! O jogo original devia ter uns 10 a menos e foi gigante! Descobri depois que 30 estágios são da campanha e mais 2 são secretos, um baseado em Wolfenstein e um com uns easter eggs de Commander Keen. Mas para completar haviam mais outros 21 níveis numa seção chamada de "Master Levels", que são fases que aparentemente foram adicionadas como numa espécie de DLC na época e que estão inclusas em todas as versões completas do jogo.

    Iniciando a campanha eu fiquei muito contente em saber que as fases são assim como os capítulos mais avançados do Doom original, mais focados na ação e menos na exploração que era praticamente um metroidvania. Digo isso porque no jogo anterior eu gastava até horas em uma única fase as vezes tentando descobrir onde estava uma chave ou uma porta e alguns níveis chegavam a ser maçantes, mesmo jogando com 4 players, um explorando para cada lado e quando um pegava uma chave, todos já podiam a usar imediatamente.

    Aqui o lance é sair atirando, fica muito claro saber onde você foi pois as fases não são labirínticas e muitas vezes agem mais como uma arena do que instalações alienígenas nazistas bizarras. Além disso, aquela sensação claustrofóbica aqui é muito reduzida e há maior sensação de liberdade, meter o louco e explodir uns demônios ao som de "metal"!

    Eu percebi que as fases estavam indo embora até rapidamente. Dificilmente eu gastava muito tempo ou empacava em alguma. No final de cada uma é mostrado quantos demônios faltaram ser mortos, segredos a serem achados e o tempo que você deveria bater, estilo Time Attack, mas eu nunca liguei pra nada disso.

    Mas apesar de Doom II ser legal, ele tem um grande defeito pra mim: ele não é memorável. Eu saio de uma fase e começo outra e nem percebo. E aquela fase que achei uma parede com um item legal escondido? Foi nessa? Na anterior? Três fases atrás? Sei lá!

    Para dizer a verdade, 90% das fases parecem muito amadoras, sem graça, como se fossem fases de teste ou descartes do jogo original que não entraram nele. A engine parece ser a mesma, os visuais são e tudo foi reciclado! Quer dizer, há uns inimigos novos aqui e ali, mas no geral a sensação é de estar jogando a mesma coisa. E o pior é que ainda lembro de muitas coisas do jogo original, incluindo cenários.

    O objetivo continua sendo o mesmo: chegar à saída, que costuma estar numa posição distante ou exigir que você abra alguma porta com uma chave de cor específica. Chave essa que depende de outra chave para ser adquirida e assim por diante.

    É normal perder bastante tempo com exploração, encontrar salas e segredos com itens inúteis e ficar tentando se familiarizar com o cenário. É o tipo de jogo que eu gasto 17 minutos para passar de uma fase na primeira tentativa e 2 minutos depois que já sei onde tudo fica.

    Uma coisa importante é salvar o seu progresso sempre que achar algo de interesse, estilo o primeiro Half Life, pois sempre acontece algo quando você coleta uma chave ou similar, como um monstro que aparece, e muitas vezes você não está preparado.

    Outra coisa que vale a pena mencionar é que ainda há história a ser contada por meio de um texto a cada tantos estágios. É sempre bem superficial, mas ajuda na ambientação para quem curte esse tipo de ação sangrenta e heavy metal, e tenho certeza que na época era ainda mais legal.

    Me aproximando lentamente da metade do jogo e já meio cansado depois de tantos dias, percebi que no menu de opções há um sub-menu de Cheats, onde é possível acionar um bocado de coisas curiosas:

    -Ficar invisível;

    -Conseguir todas as coisas (itens, chaves, armas, munição);

    -Entrar no modo Berserk;

    -Entrar no God Mode etc.

    Testei algumas dessas trapaças aqui e ali, bem legal. Lembro que eu fazia muito isso na época do Duke Nukem no meu N64 assim que comprei uma revista cheia de códigos.

    Acabei ainda ativando uma trapaça ou outra dessas na minha jogatina real chegando ao final de Doom II. Eu não queria ativar coisas como conseguir todos os itens, que tornam a jogatina sem sentido se você não tiver que explorar pelas chaves, mas em alguns momentos ativei o modo Berserk simplesmente porque recupera todo o seu HP, pois não tenho o costume de jogar salvando nenhum jogo e as vezes passava muito tempo num cenário e ficava perto de morrer perto do final. Aí sim eu salvava!

    Isso foi importante algumas vezes pois no final na aventura as fazes começaram a ficar mais longas e exigir maior exploração e fazem você andar como barata tonta como no Hexen: Beyond Heretic, mas terminei!

    Resumindo: Doom II é um jogo bacana, principalmente se você curte o primeiro jogo e quer mais, mas é sério que você ainda quer mais? Também acho interessante a ideia de ir direto para esse, ignorando seu antecessor, sendo que é um jogo mais leve, focado na ação e que vai lentamente dependendo da exploração, justamente o contrário do original, que nesse quesito eu considerei até mal feito. Mas o fato é que fiquei com a sensação de que experimentar ambos é meio redundante. Se você conhece um, você praticamente conhece os dois! Fora isso, foi divertido até e a minha experiência recente com a série me fez jogar um pouco mais rápido, apesar que a falta de originalidade me fez o arrastar um bocado.

    De bom: possibilidade de jogar multiplayer em um único console de até 4 pessoas. Conteúdo online disponível a ser baixado. Possibilidade de escolha de nível de dificuldade, fase e trapaças disponíveis em menus. Apesar de que poderia ser maior, há uma certa variedade de novidades.

    De ruim: mal parece um jogo diferente, é quase como uma expansão apenas. Fases pouco memoráveis e level design pouco criativo. As músicas em midi são meio decepcionantes e as vezes bem toscas, as vezes nonsense, haha.

    No geral, ainda bem que não durou mais, mas fiquei meio receoso com o próximo da série: Doom 64, que só deus sabe quando jogarei. Opiniões? Jogo bacana se você quer conhecer mais a série ou mesmo se quiser conhecer a série. Já jogou o anterior e acha que foi o bastante? Na minha opinião, pode até ignorar Doom II...

    Doom II

    Platform: Nintendo Switch
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      rafaelssn · 3 months ago · 2 pontos

      To jogando o novo e tem essas fases antigas nele escondidas, tá bem legal de explorar :-)

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  • gigahertz gigahertz
    2021-07-17 12:55:37 -0300 Thumb picture

    Comprei um Nintendo Switch Lite! Motivos para escolher esse modelo?

    No início do ano passado, pouco antes da pandemia chegar no Brasil, montei meu atual PC. Faziam 10 anos que eu tinha consoles como principais plataformas pra jogos e, com eventuais exceções (World of Warcraft, Hearthstone, League of Legends), praticamente não jogava no PC. Hoje, seja pela Steam, Epic ou emuladores, tenho o PC como principal plataforma e inclusive já fiz alguns upgrades nele (e pretendo fazer outros num futuro próximo).

    Meu último console antes de montar o PC havia sido um Nintendo Switch. Modelo tradicional, que eu usava quase que exclusivamente na dock pra jogar na TV. Dos meus 4 últimos consoles de mesa, 3 foram da Nintendo (Wii, WiiU e Switch), além dos vários portáteis que também tive (Gameboy Color, DS, 3DS). Nem preciso dizer o quanto sou fã dos jogos da empresa, né? Pois é. E foi nesse sentido que, essa semana, eu resolvi comprar um Nintendo Switch Lite

    Recentemente, a Nintendo anunciou o Switch OLED, o mais novo membro da família. E se você tava pensando em comprar um Switch, aumentaram o número de variáveis a serem consideradas na escolha do modelo ideal pra você. Tentando ajudar quem possa estar em dúvida sobre qual modelo de Switch escolher, vou enumerar aqui as principais razões pelo qual escolhi o Switch Lite:

    1) PROPOSTA INDIVIDUAL:

    O Nintendo Switch tradicional é um console pra se jogar com a família e os amigos. Enquanto o Switch Lite é um console pra se jogar sozinho. Simples assim! E isso se traduz basicamente pelas opções de tela dos dois modelos. Jogos de multiplayer local só serão bem aproveitados numa tela maior, na TV. E apenas o Switch tradicional pode transmitir imagens para a TV pela dock. Mas se o seu foco é o Single Player, talvez o Switch Lite seja uma opção melhor pra você, principalmente levando-se em conta os próximos motivos.

    2) PORTABILIDADE CONFORTÁVEL:

    O Switch Lite é um console verdadeiramente portátil. Diferente do Nintendo Switch tradicional, que é essencialmente um console de mesa que tem a opção de se utilizar de maneira portátil. E isso pode ser facilmente observado pelas dimensões de cada modelo. O Switch Lite é 30% mais leve e com altura e largura 10% menores, mantendo exatamente o mesmo desempenho do Nintendo Switch tradicional no modo portátil. Isso se traduz em uma pegada muito mais confortável e ergonômica, eliminando aquela dor nas mãos que o peso do modelo tradicional causava nas mãos em pouco tempo de jogatina e facilitando o transporte do console. Se o seu foco for o modo portátil, o Switch Lite é o cara a ser escolhido.

    3) PREÇO:

    Sim, tá tudo caro. Muito caro. Absolutamente caro. E quando se fala de Brasil, eleve esse caro ao cubo. Tendo isso em vista, vamos considerar os valores que estão sendo praticados atualmente nos dois modelos de Switch que são vendidos no Brasil. Hoje, o Switch tradicional está sendo vendido a partir de R$2200, enquanto o Switch Lite pode ser encontrado por R$1650 (25% mais barato). São R$550 de diferença que podem ser usados para comprar jogos e acessórios (cartão SD, headphones, cases, etc.) ou simplesmente economizados.

    RESUMINDO:

    Escolhi o Switch Lite  por ser um console verdadeiramente portátil, com foco em single player e um pouco mais barato. Já tenho o PC como meu "console" de mesa na TV, inclusive com o Yuzu emulando Nintendo Switch com perfeição. Então, se eu quiser jogar Switch com a família ou os amigos na TV, o PC já me atende. O Switch Lite é pra aquela jogatina no trabalho na hora do almoço, ou pra chegar em casa, deitar na cama, botar o headphone e curtir sossegado. Por último, o primeiro jogo que eu vou comprar nele será o Zelda Breath of the Wild! Já cheguei a jogar e zerar ele, mas na época praticamente rushei a campanha. Dessa vez pretendo aproveitar com bastante calma, me preparando pra chegada do BotW2 ano que vem!

    The Legend of Zelda: Breath of the Wild

    Platform: Nintendo Switch
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      wcleyton · 3 months ago · 2 pontos

      Vc já fez alguma teste de duração de bateria amigo?

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      xch_choram · 3 months ago · 2 pontos

      ainda não entendo porque não da pra colocar na tv, gostaria desse modelo menor mais confortável, mas jogo com meu pai direto então é estranho.

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      jcelove · 3 months ago · 2 pontos

      Eu até queria um Lite, mas os jogos a 350-450 pila desanimam demais, além de achar 1700 meio caro

      3 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-07-15 22:44:38 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Journey of the Broken Circle

    Zerado dia 15/07/21

    Eu, cheio de jogos pra jogar e algumas pendências mais urgentes, resolvo jogar algo que ninguém nunca ouviu falar: Journey of the Broken Circle. Na verdade esse jogo me foi dado gratuitamente por eu já ter um outro título no Switch, coisa que volta e meia acontece, principalmente com essa tal de nakana.io, um site/publisher de jogos indies com alguma mensagem por trás deles e que aparentemente destina seus lucros para a caridade, o que é muito nobre e legal da parte deles. Tenho mais um ou outro jogo deles no Switch e há pouco tempo atrás terminei outro, chamado Lydia (até publiquei aqui).

    No caso desse JotBC eu o baixei e resolvi abrir para ver do que se tratava e se poderia o jogar multiplayer com um sobrinho. Apesar de ser apenas single player, acabei jogando algumas das primeiras fases e mesmo não tendo o adicionado à minha lista de prioridades como normalmente faria, resolvi o terminar logo por ser algo casual.

    Nesse estranho jogo você controla Círculo (sim, esse é o nome dele em português) e não tem segredo nenhum na jogabilidade: use o direcional para guiá-lo para o que geralmente é a direita da tela e aperte B para pular sobre obstáculos e plataformas.

    A jogabilidade é meio tediosa a maior parte do tempo e envolve você rolando e rolando e rolando, as vezes pulando uma pedra ou coisa do tipo, enquanto lê os diálogos ou a narrativa na tela, que são o foco da aventura, sendo a jogabilidade quase que uma desculpa para fazer a mensagem chegar ao jogador.

    O Círculo se parece muito com um Pac-Man branco já que ele tem uma "fatia" faltando em seu corpo que acaba se assemelhando à uma boca.  Ser incompleto é justamente o que o faz sair na jornada em busca de preenchimento.

    As vezes o cenário exige que você passe por caminhos com mais obstáculos ou espera a hora certa de dar um pulo, como ao descer rapidamente de um morro de areia, mas é tudo tranquilo e mesmo morrendo os checkpoints são constantes. Moleza!

    Em lugares menos óbvios você encontrará cogumelos colecionáveis que desbloqueiam fases extras no menu principal. Cheguei a desbloquear a primeira coletando 10 deles, mas não joguei a fase.

    No caminho você ainda fará amizades temporárias, como o Grudento (Sticky) que é meio que uma pinha que fica na sua "boca" e sempre bate um papo com você. O grudento possibilita que você grude nas paredes e as suba. Infelizmente o jogo é mega linear e ele sairá ao alcançar determinado ponto da aventura, o que também acontecerá com outros amigos futuros, como um que te deixa bem rápido e outro que o permite voar!

    Enquanto isso você está rolando e rolando.

    O lado filosófico da cosia toda é até interessante e me prendeu o bastante, inclusive me fez acreditar que a mensagem no desfecho do jogo poderia ser bem útil, em como o Círculo se completaria ou não e como terminaria todas as amizades que fiz e que me largaram com o tempo (ou os que larguei ou ignorei na história).

    São poucas fases, apesar de elas durarem alguns minutos cada. No final o Switch mostrou cerca de 2 horas de jogo e são no máximo uns 20 cenários. O legal é que muitos deles tem estéticas diferentes e usam mecânicas próprias, justamente por conta do seu parceiro atual.

    Nas últimas missões o jogo deixou de ser um simulador de rolagem e exigiu mais cuidado com plataformas e obstáculos que matavam instantaneamente. Finalmente um pouco de desafio!

    O protagonista começa a se perguntar bastante se vale a pena continuar ou desistir de tudo, como se sente abandonado pelas amizades que ficaram pelo caminho e tal, tem até umas fases de fuga de uma sombra que meio que representa a depressão. Na parte ideológica lembra a experiência do Celeste.

    Resumindo: Journey of the Broken Circle é um jogo bem simples, o que não me surpreende por eu tê-lo ganhado de graça na eshop do Switch. Em questão de jogabilidade, ele é bem tranquilo e qualquer um conseguiria jogá-lo mas não é divertido quase nunca justamente por ser muitas vezes apenas segurar para a direita. É bem óbvio o foco na mensagem, o que pode ser bem legal para alguém que goste de jogos mais artísticos ou precise de um pouco de conversa sobre depressão, existencialismo e afins (todos nós).

    De bom: mensagem legal. Mecânicas novas a cada fase, assim como temáticas de cenários. Jogabilidade simples. Possibilidade de jogá-lo em Pt-BR. Trilha sonora psicodélica é o ponto alto do jogo.

    De ruim: meio simples e repetitivo demais. Por grande parte da aventura pouca coisa acontece e fica meio tedioso. Achei o final meio inconclusivo.

    No geral, valeu a pena por ser bem curto e ter sido de graça. Para quem não precisa da parte psicológica e filosófica, eu não vejo motivos para adquirir o jogo, de verdade. Jogo ok!

    Journey of the Broken Circle

    Platform: Nintendo Switch
    2 Players

    12
  • 2021-07-09 20:10:29 -0300 Thumb picture
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-07-04 21:28:30 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Fuser

    Zerado dia 04/07/21

    Fuser é um daqueles jogos que você vê nessas conferências de video games e meio que ignora pois parece que já existem vários outros do tipo por aí. Eu lembro de ter visto seu vídeo de anúncio e não ter entendido bem do que se tratava, inclusive.

    Esse não é o tipo de jogo que eu compraria, para ser sincero: que simula instrumentos musicais e tal, provavelmente cansado até hoje dos anos e mais anos de Guitar Hero e Rock Band, mas o liberaram de graça por uma semana para assinantes do Nintendo Switch Online e eu tive que aproveitar o Trial. IT'S FREE!

    Vou mencionar também que eu não cheguei a jogar DJ Hero, então não posso fazer comparações. Além disso, me sinto na oportunidade de dizer que gosto de música eletrônica, mas não de todos os seus sub-gêneros. Digo isso porque a galera meio que vira a cara quando toco no assunto, mas achar que todo Electro é igual é ser igual aquele povo que acha que todo rock é Thrash Metal. Sem noção!

    Quando eu instalei Fuser eu já tinha noção que se tratava de um jogo de DJ, mas como era isso? Vi no howlongtobeat.com que ele levaria em torno de 8 horas para ser terminado. Ótimo!

    Ao abrir o jogo pela primeira vez, eu tive que criar um personagem. Criei meio que de qualquer forma pois não me importava muito (os modelos parecem um bocado aqueles avatares do Xbox 360). Escolhi gênero, altura, gordura, cor, coloquei barba, depois parti para a parte do vestuário e equipei um boné, uma jaqueta, uns acessórios etc.

    Já na campanha um personagem fala com você e você só assiste em primeira pessoa. O jogo é dublado e os personagens falam com você como se estivessem meio drogados e pagando de descolados com gírias traduzidas ao pé da letra e vozes bestas. Essa parte é meio irritante, mas tem como pular. Eu mesmo assisti todas pois acreditei que o enredo pudesse ficar interessante.

    Vale mencionar também que, embora esses vídeos pareçam pré-renderizados, aparentemente não é o caso! O jogo trava bastante nessas cenas entre as fases e as vezes sequer executa, ficando congelado apenas com as legendas trocando.

    Apenas no final da campanha que pude ter a certeza de que toda aquela aventura servia como um grande tutorial, quase que como um mini curso para você poder arrasar nas festas com seus amigos ou mesmo curtir um pouco de música e cores no seu quarto. Achei até justo.

    Ao selecionar a primeira fase, você tem meia dúzia de músicas obrigatórias no seu set e deve preencher o restante dos espaços vazios. Essa parte é bem curiosa, pois há uma boa variedade de músicas disponíveis e diferentes gêneros, além de mais um bocado para desbloquear com dinheiro do jogo (difícil de ser conseguido para fazer você gastar seu dinheiro de verdade).

    As músicas passam pelo Pop, R&B, Country, Rock, Rap/Hip Hop, Dance etc. Há muitas músicas contemporâneas daquelas que tocam nas rádios e redes sociais (The Weeknd, Dua Lipa, Coldplay)e até algumas meio inusitadas, como Don't Fear the Reaper do Blue Oyster Cult, Killing in the Name of do Rage Against the Machine ou Any Man of Mine da Shania Twain.

    Imagine mixar essas músicas juntas!

    Pois bem, o jogo funciona assim de início: você controla uma retícula na tela e ao passar por cima de uma das capas de músicas do seu set, você pode apertar um dos ABXY para colocá-la para tocar.

    -Y equipa a música no espaço de bateria, deixando apenas essa parte daquela música audível.

    -B inclui o baixo (base) daquela música ao mix.

    -Y inclui instrumentos de melodia como a guitarra e seus riffs.

    -A adiciona a voz daquela música à mixagem.

    O grande lance do jogo é ficar trocando os discos e fazendo diferentes mixagens e, seguindo o tutorial de QUANDO trocar as músicas, fica bem fácil e os resultados são muito bons 95% das vezes. Faz você até querer ser DJ!

    Com o passar das fases você vai aprender muito mais coisas com os demais botões tanto do controle quantos os disponíveis digitalmente na sua mesa de mixagem: há a possibilidade de silenciar um dos quatro discos, de tocar apenas aquele disco até quando você desejar trazer os demais de volta, de tirar um disco, de fade-in e fade-out com os controladores de volume, há a possibilidade de alterar o tom, mudar a velocidade de reprodução, fazer várias músicas serem tocadas ao mesmo tempo substituindo o mix atual, efeitos de som, instrumentos que você mesmo toca e assim por diante.

    O interessante é que essas novidades aparecem até o final da campanha, o que me ajudou bastante a suportar o jogo pois depois de um tempo ouvindo a minha limitada coleção de músicas, você começar a ouvir algumas delas um pouco demais. Outra coisa legal é que mesmo no final do jogo e com tantas possibilidades, nunca pareceu coisa demais pra lembrar!

    Na verdade o maior desafio mesmo é tentar ser criativo. Dá para jogar ou mesmo animar uma festinha de amigos com conhecimentos basicamente nulos? Tranquilamente! Mas acredito que alguém que entenda melhor do assunto ou já tenha experiência com o jogo consiga fazer algo ainda mais legal.

    Mas afinal, há algum desafio? Claro!

    O grande desafio é cumprir as missões que aparecem na tela. Em parte as fases tem missões fixas que sempre aparecerão quando você as jogar. Essas missões são do tipo: adicione uma música específica, retire um disco, adicione tal cor de disco, adicione tantas discos da mesma cor específica, adicione um efeito qualquer ou específico em uma música qualquer ou específica e muito mais.

    Já da outra parte, a plateia pede músicas. Geralmente são faixas específicas ou pedem por um gênero, uma década ou um instrumento musical.

    Sendo assim durante uma partida você fica o tempo todo olhando as missões na tela, tentando as cumprir antes do tempo acabar, tentando encaixar as novas adições no tempo certo para não perder "HP" e ainda correndo contra o curto tempo de pedidos da plateia. Imagine uma missão que pede que você deixe tocando duas músicas do gênero Dance ao mesmo tempo por um tempo enquanto outra dessas missões exige que uma música vermelha tenha efeito. Já a plateia está pedindo a adição de uma nova faixa de voz e uma música da década de 1980. E você trocando músicas no tempo certo, esperando o marcador chegar na posição correta e fazendo coisas extras para ganhar seu "HP" que fica constantemente acabando.

    Cuidado para não substituir uma música de outra missão antes que ela seja cumprida, cuidado para não perder o timing, cuidado para não ficar sem HP nem confundir os botões e comandos!

    E assim que você terminar essas missões, logo entram novas. Pode ser estressante! 

    Ao terminar uma fase (set), você ganha experiência (ao passar de nível você ganha 300 de dinheiro e cada música custa 200) e prêmios cosméticos de acordo com a sua pontuação, que basicamente exige fazer muita coisa no seu set e cumprir as missões todas. Os cosméticos exigem 3 e 5 estrelas para cada parte em cada fase.

    Depois disso há mais história e uma nova fase é aberta.

    A campanha é dividida em 6 capítulos, sendo a maioria deles com 6 sets cada. Cada capítulo ainda apresenta um novo personagem que fica enchendo seu saco e uma nova fase, mas todas são bem psicodélicas bem ao estilo Tomorrowland e não há quase nenhuma sensação de progresso.

    Cada set demora uns bons minutos e fazer uma fase as vezes é meio chato, não dá pra mentir.

    Resumindo: Fuser é um jogo legal  que funciona muito bem. Dá pra jogar casualmente e fazer grandes sons e dá pra levar a sério e criar um mega mix maneiro. Dá pra imaginar algum tipo de coisa profissional envolvendo o jogo. Dá também pra se divertir um bocado em festas com amigos por conta do fator "freestyle" de mixar como quiser, e as possibilidades são muuuuitas, mesmo querendo que tivesse ainda mais músicas. A campanha é um grande tutorial e os personagens são genéricos e horríveis, mas o foco aqui deve ser definitivamente o gameplay.

    De bom: eu fiz muitos mixes bem bacanas e entendi bem melhor a lógica por trás de ser um DJ e como pode ser legal! O jogo conseguiu incorporar muito bem os comandos de uma mesa de remix dessas. Músicas dos mais variados gêneros! Possibilidade de jogar free play, multiplayer e até tocar online! Jogo totalmente em PT-Br.

    De ruim: personagens e enredo terríveis. O jogo tem problemas de desempenho demais no Switch, mas felizmente fora da área de gameplay. Fuser chegou a travar e fechar várias vezes durante a campanha e muitas vezes do meio pro final de uma fase, o que me fez concluir que, apesar de ter me divertido, no Switch seria uma péssima escolha. Imagine jogar para os outros e o jogo fechar do nada! Achei que poderia ter mais músicas e grande parte das que tem demoram demais para conseguir desbloquear (faltou um monte pra mim, fora as de DLC). Odeio a estética Tomorrowland.

    No geral o jogo funciona muito bem e definitivamente os desenvolvedores fizeram um belo trabalho, e ainda vou além dizendo que a comunidade no PC provavelmente vai fazer esse jogo bem mais completo no futuro com mods e afins. Se você é do público de DJs e música eletrônica, é um jogo bem legal e eu recomendo. Se você não curte, a ideia ainda é boa e tal, mas as músicas vão cansar rapidamente.

    FUSER

    Platform: Nintendo Switch
    5 Players

    8
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-07-02 16:55:03 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Sky: Children of the Light

    Zerado dia 01/07/21

    Caraca, vocês conheciam esse jogo? Sky: Children of the Light é um jogo dos criadores do famoso indie Journey, muito conhecido na época de exclusividade do PS3, mas originalmente disponível apenas em plataformas mobile (iOS e Android), o que provavelmente explica o porquê de eu nunca ter ouvido falar nele, e me faz questionar quantos jogos assim existem e eu não conheço.

    Bom, eu tenho que iniciar dizendo que não sou muito fã de Journey. Meus amigos falavam bastante dele e eu joguei bem atrasado, lá pra 2014, mas a minha experiência foi bem "tanto faz". Talvez funcionasse melhor quando jogos indie mais "cabeça" não fossem tão comuns. Também não achei graça em flOw, Flower nem no mais recentemente terminado Abzû.

    Eu não conhecia esse Sky, mas ele foi lançado pro Nintendo Switch há uns 3-4 dias e... de graça! Como assim?

    Baixei, iniciei e, puts, que joguinho bonito! Mesmo no modo portátil do console ele é incrivelmente chamativo pelos visuais. De cara também é perceptível as semelhanças artísticas com Journey, incluindo o personagem que você controla e sua capa esvoaçante. O jogo ainda está em português brasileiro!

    A premissa é a mesma do jogo do PS3: uma jornada com interações pelos mapas e, principalmente, seu lado social. Ao andar por aí você vai ver outras pessoas, só não vai saber seus nomes. A comunicação fica por conta de sons aleatórios que você faz ao apertar um botão e algumas poses e gestos que você desbloqueia jogando.

    Há diversas mecânicas que só podem ser feitas em duplas ou grupos ou que ao menos são mais fáceis assim. Em uma das primeiras áreas você já encontrará uma porta com dois "botões" que só podem ser ativados por duas pessoas. Você pode ficar por lá e esperar alguém passar para te ajudar, inclusive alguém que também precise entrar lá. 

    Como o jogo é recente, é bem fácil ter muitas pessoas na grande maioria das áreas (tive alguma dificuldade apenas em umas áreas finais, em que esperei e ninguém apareceu), mas é bem legal saber que o jogo é vivo, inclusive enquanto você não está jogando.

    Abrindo o menu com o botão + haviam várias opções, incluindo adicionar amigos. Pois é, é meio que possível jogar multiplayer com seu pessoal, mas ao mesmo tempo não consegui convidar quem me adicionou no jogo, incluindo um amigo de longa data do Switch, para se juntar a mim. Como o console também não tem chat no sistema, eu fiquei com amigos na lista de Sky mas sem poder fazer nada com eles. Qual o sentido? Talvez se combinássemos de nos encontrar numa área, mas isso demandaria comunicação por fora...

    Sky tem esse lado social, de jogar em grupo e se ajudar que é muito legal, mas qual o objetivo do jogo?

    Bom, seu objetivo é seguir em frente na campanha linear (mais uma vez, como Journey). Dá para terminar rapidinho! Mas a cada nova área alcançada você pode explorar o mapa, usar do seu voo e ir onde quiser. A sensação de liberdade é sensacional! Já nos mapas há alguns elementos de interesse bem bacanas:

    -Espíritos que ao serem tocados com seu fogo meio que contam uma história por "momentos". Eles aparecem num lugar e você deve ir até lá, onde um personagem ou mais estarão numa pose. Toque-os e você terá que seguir outro rastro até o próximo ponto da história e assim até o final em poucos passos. Fica muito por conta da imaginação mas é sempre algo triste ou bonito e no final você ganha um itenzinho.

    Esse item é somado aos que você já tem e ao alcançar a próxima meta em quantidade, você ganha um upgrade de asas. Quanto mais upgrades, mais você pode voar por aí. Além do mais, quanto mais você tiver de asa, mais você pode pode usar uma interação que ateia fogo, acende tochas e outros relacionados. Lembra daquelas portas que mencionei que só abriam com duas pessoas? Ambos devem acender uma tocha de um lado para acionar o dispositivo. E caso você tenha voado demais ou se molhado, drenando todo o seu poder de asas, você deve procurar outra fonte de calor para se regenerar, o que geralmente quer dizer pontos acesos por outras pessoas ou mesmo as próprias outras pessoas que acendem uma vela e você pode se curar. Em partes difíceis eu cheguei a ficar parado com uma tocha até curar a todos aqueles que estavam próximos e tinham fica sem energia (o personagem fica cinza e sem brilho).

    -Estátuas e afins que desbloqueiam novas constelações. Essa parte é curiosa: algumas estátuas, espíritos etc desbloqueiam uma nova constelação que garante um novo gesto para você. Você ainda pode gastar pontos adquiridos jogando, eliminando plantas negras do mapa e afins para fazer upgrades e desbloquear estrelas das constelações, que agem como árvores de habilidades. 

    As estrelas desbloqueiam gestos novos e diversos itens cosméticos, como roupas, penteados, máscaras e muito mais. Isso é legal pois todo mundo é bem parecido no início, mas mais pra frente vi uma galera que chamava bem a atenção, com máscaras e chapéus bacanas, e que ainda se encaixavam dentro da proposta de Sky. E era bem perceptível, o que é curioso num jogo em que todo mundo é meio bege/marrom/cinza.

    Aí entra uma parte que até eu entender, me dava medo: a parte paga. Para quem não é bom com exploração, não encontra tudo (eu não encontrei) ou quer cosméticos específicos, é possível gastar dinheiro de verdade para conseguir essas coisas e provavelmente ficar bem mais forte/resistente, ter maior liberdade de voo etc. Bom, ao menos terminar o jogo de graça foi tranquilo.

    Agora a parte mais importante que eu não mencionei, o ponto mais alto de Sky: toda a parte audiovisual. Sua arte, sua sonoplastia.

    Esse jogo definitivamente se beneficia demais de ser jogado numa tela grande ao invés de um dispositivo mobile, e de preferência como eu fiz, usando um headphone.

    Nenhuma e eu repito, NENHUMA imagem desse post ou disponível na internet faz jus ao que SKY é. Esse jogo é LINDO, meus amigos, LINDO! Quer dizer, no início tem umas partes bem bonitas e tal, mas quanto mais você joga, mais incrível ele fica, além de sempre explorar diferentes formas de cenários e diferentes formas de ser bonito.

    Há algumas seções que você voa sobre as nuvens com cenários que farão a sua imaginação... voar? É algo celestial, algo divino e uma experiência que mistura a chance de viver no melhor do psicodélico Disney (e eu sou ênfase a VIVER, não assistir) com uma forma de arte digna dos anos 70, 80 e como eram representadas as coisas. Que legal que alguém conseguiu representar essas coisas de uma forma tão singular! Eu acho que precisava massagear minha mente assim.

    E eu nem cheguei a citar a trilha sonora de arrepiar, que me fazia sentir num cinema, sem ser óbvia que mistura instrumentos clássicos e trilha sonora de clássicos cults com um ar moderno muito bem encaixado. Que experiência! Dá uma jogada nisso aqui, Vangelis!

    Resumindo: Sky: Children of the Light é surpreendentemente sensacional, algo que nunca esperava depois da minha experiência com jogos como Journey, muito menos de um título gratuito (e tão completo).  Esse jogo merece reconhecimento, merece uns prêmios bem grandes por sua arte e sua trilha sonora sem igual. Volto a dizer que é uma baita de uma experiência!

    De bom: visuais lindos, ainda mais depois das primeiras partes. Os cenários fazem você viajar, seja voando pelas nuvens, seja olhando para o céu. Cara, isso estava mesmo rodando no meu Switch? A parte social do jogo é muito bacana e funcional, além de não tirar aquela particularidade de que a jornada é SUA. Uma beleza de explorar e muitas áreas para você voltar no futuro e poder abrir. Enredo sensacional e o final me deixou sem ar! No Switch há um modo de gráfico e um de desempenho, como em outros jogos, mas aqui não vi muita diferença na beleza no modo desempenho, então recomendo sim jogar em 60 fps. Jogo em português brasileiro. Poucos comandos. Super imersivo. Possibilidade de jogar com amigos, embora eu não tenha entendido essa parte. Cenários originais. Fator replay grande e interessante.

    De ruim: no final eu tive problemas com bugs onde haviam muitos inimigos. Alguns desses desafios do final são meio injustos, como pedras que ficam caindo sem parar e inimigos que sempre te acham e te ferram. Algumas coisas você tem que aprender por si só e eu ficava perdido em relação a como funcionavam, como o lance de constelações e melhorias.

    No geral, apenas jogue esse jogo. Eu que não tenho curtido muitos jogos ultimamente, amei isso aqui, e isso vindo de alguém que não é fã desse tipo de experiência. Aproveite que é de graça, jogue na TV e tente jogar com fones. No final das contas, umas 4 horas devem ser o bastante, mas a vontade de continuar no looping e ir atrás dos 100% é grande. Preciso de mais jogos sociais e vivos assim!

    Sky: Children of the Light

    Platform: Nintendo Switch
    6 Players
    1 Check-in

    17
    • Micro picture
      marviiu · 4 months ago · 2 pontos

      Foi lançado primeiramente exclusivo para iOs, demorou uma eternidade para chegar no Android, mas eu não curto jogar no celular. Tava esperando sair nos consoles/PC, Acho que finalmente agora poderei experimentar Sky. Tinha feito uma postagem no dia do lançamento, e você nunca ter ouvido falar dele, não é coincidência. Lançamento de celular passa desapercebido por quem joga videogame nas outras plataformas. algo só causa mais impacto quando é da nintendo.

      http://alvanista.com/marviiu/posts/3734450-lancou-hoje

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