• anduzerandu Anderson Alves
    2021-01-08 13:12:26 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Baldur's Gate: Dark Alliance (GBA)

    Zerado dia 08/01/21

    Caraca, essa é uma pendência antiga (e uma das minhas últimas da lista)!

    Lá pra 2006 eu era menor aprendiz no Banco Central do Brasil aqui em Brasília e tinha bastante tempo livre. Como eu não tinha computador em casa, o trabalho era um sonho pra mim: podia passar um tempão acessando redes sociais, baixando músicas para ouvir no meu MP3 Player e, claro, jogar! Jogar muito!

    Nessa época ainda o mundo da emulação era relativamente novo no meu círculo social (ou talvez para todos) e eu estava amando a ideia de poder jogar qualquer coisa, principalmente Gameboy Advance, que ainda não tinha necessariamente dado lugar ao Nintendo DS e ficava lindão no monitor, mesmo esticado no fullscreen. E a facilidade? Baixava a rom em alguns segundinhos, abria num emulador super leve e podia fazer o que quisesse com ele e suas opções, inclusive minimizar caso precisasse fazer algum trabalho.

    Nessa época eu não só jogava tudo que gostasse, como Metroids e Marios como testava muitos jogos que tivesse o nome ou a capa chamativos. Se fosse legal eu ia até o final, e se não, largava e deletava ou dava outra chance depois. Lembro inclusive de sempre jogar um Rave Master que era fraco, mas tinha a esperança que ficasse bom, haha.

    E foi assim, por acaso, que eu conheci Baldur's Gate: Dark Alliance. Que joguinho legal! Joguei um bocado até não conseguir mais avançar e fui deixando de lado. Como eu era desapegado com jogos! Engraçado também pensar em como ou eu não tinha muita habilidade com inglês ou não tinha saco de ler mesmo, pois até onde joguei, é bem tranquilo saber para onde ir só de falar com os NPCs.

    Por algum milagre do destino, lembrei completamente do nada da existência desse jogo e como eu havia jogado tanto para nada. Joguei diretamente na lista! Baixei a versão de Virtual Console pro Nintendo 3DS e comecei o mais cedo possível. Não canso de repetir que os jogos de GBA no 3DS ficam sensacionais. Tenho que testar outros consoles, inclusive (será que meu PSP está com os dias contados?)

    Baldur's Gate: Dark Alliance (BGDA) é um Diablo da vida. Nessa época eu acredito que já tinha jogado D2 num corujão numa Lan House com amigos e curtido muito, então esse daqui, ainda mais no GBA, plataforma que tanto amava, me conquistou fácil (mesmo que subconscientemente).

    Aquele visual 2D simulando 3D típico de muitos títulos do portátil (e mais uma vez, similar à Diablo), o lance de explorar cidades e masmorras, ganhar níveis, alocar pontos em habilidades, se equipar, matar monstros e até a visão top-down até hoje me conquistam, por algum motivo.

    Pesquisando recentemente, descobri que BGDA não é um título exclusivo do portátil, mas uma versão (quase que como um demake) do jogo de mesmo nome lançado para plataformas "de mesa", como Gamecube e PS2. Interessante!

    Olhando pela internet, é basicamente a mesma coisa mesmo, mas com visuais e demais limitações. Fique bem interessado nas versões principais, mas até arrisco a dizer que, ao menos visualmente, essa versão envelheceu um pouco melhor. No final das contas, estou na dúvida se um dia jogo no Gamecube ou se pulo direto pro 2.

    Ao iniciar a aventura, você pode escolher entre três classes distintas: guerreiro (minha escolha, que já tá ficando cliché), mago ou arqueiro. Nessa tela apenas as cores das roupas dos personagens mudam (sei que na versão de mesa são personagens diferentes).

    Depois, como qualquer coisa relacionada à Dungeons & Dragons e RPG em geral, me deram um bocado de pontos para alocar nas minhas skills. Não tinha certeza do que algumas daquelas habilidades significavam para o meu personagem (Destreza, Constituição, Carisma etc), então investi em força e o que parecia significar vida maior.

    O jogo então te situa na história e logo você estará numa cidade, conversando com uns NPCs e indo para onde eles mandaram, inclusive a primeira masmorra, que começa como um tutorial. Be legal.

    Interagindo com umas pedras, aprendi os básicos: andar, usar o A para atacar, B para interagir, L para defender, Start abre o menu que inclui abas de equipamentos, de alocação de pontos ao ganhar um nível e salvar o jogo. Segure L e use A para consumir poções de cura ou B para consumir poções de mana. R troca o equipamento em uso de espadas e escudos para arco e flecha e, por último, magia, e de volta a espada e escudo.

    Já na masmorra, nada que não seja comum no gênero: andar, matar ratos, ganhar dinheiro e pontos de experiência. Quando um monstro é derrotado, ele pode derrubar dinheiro e itens de cura ou equipamentos. No caso do ouro, basta passar por cima que aquilo será coletado automaticamente. Já no caso dos equipamentos e itens de cura, um comando de pegar com B aparecerá na tela e, ao apertar o botão, um menu com todos os itens ali caídos serão mostrados e você poderá escolher o que pegar, inclusive tudo ou nada.

    Isso é muito importante pois as vezes você já tem itens iguais demais e não quer mais. Além disso, o personagem tem uma capacidade máxima de carga e acaba que você sempre terá que deixar algo do inventário ou do chão pra trás. Mas lembre-se de levar o máximo possível dos itens mais valiosos pois poderá os vender na cidade e comprar coisas possivelmente melhores!

    Com o guerreiro a coisa toda é bem simples. Explore a masmorra, mate ratos, aranhas, zumbis etc. Nos primeiros desafios da campanha você praticamente nem precisa usar seu escudo para defender, coisa quase que obrigatória nas partes finais.

    No final das masmorra você encontrará seu objetivo, seja um monstro para matar, prisioneiros ou um item para coletar, é bem legal.

    De volta a cidade, alguém te pede para ir visitar outra pessoa, o que significa explorar mais, abrir mais rotas e expandir sua liberdade pela cidade, conhecer novos inimigos e ficar mais forte. É legal ver diferentes mapas e o enredo se encaixa bem, tanto para te deixar entretido como para fazer sentido aos lugares que você visitará.

    Mas a regra é simples: voltou à cidade, venda tudo o que for inútil e libere espaço! Recomendaria também economizar nas poções já que seu HP se regenera até bem rápido enquanto você explora os lugares, assim você não tem que se preocupar em pegar mais e encher mais a sua bolsa também.

    Como a jogabilidade é relativamente simples e dá pra saber onde ir só pelas conversas (ou muitas vezes pela lógica), acaba que BGDA é um jogo simples e repetitivo, mas de uma forma legal. Quando você estiver se cansando de um mapa, estará enfrentando o chefão e passando para o próximo ato, em uma nova localidade, com mapas e inimigos ainda mais diferentes, além dos cidadãos. São 3 atos no total e levei quase 7 horas para terminar o jogo.

    Além da jogatina mansa ao estilo do Diablo, a trilha sonora não é muito importante e aparece mais em momentos mais tensos, como próximo aos chefes e afins. Acaba que muitas vezes você só ouve os sons da exploração, como passos, golpes, gritos de ataque ou morte. Sendo assim, é um ótimo jogo também para se jogar ouvindo música se perder quase nada. Cheguei a jogar boa parte da aventura ouvindo bandas que se encaixavam com a temática, tipo Jethro Tull.

    Meus problemas só vieram de verdade perto do fim do jogo, com mapas divididos em várias seções e sem saber exatamente o que fazer, já que ninguém pedia nada e algumas áreas são grandes e difíceis de memorizar.

    Resumindo: Baldur's Gate: Dark Alliance cumpre muito bem com a proposta de trazer um Diablo-like de plataformas grandes para o Gameboy Advance. Da mesma forma que Golden Sun, só me resta lamentar não ter tido a oportunidade de jogá-lo no meu GBA na época. Como port/demake/versão, o jogo deu muito certo! Sério, um jogo muito bacana para quem curte os Diablos antigos e surpreendentemente caprichado para a plataforma e de estúdios que nunca ouvi falar.

    De bom: visuais bacanas, inclusive com animações a 60fps. Vários mapas e boa variedade. História cativante. Equipamentos mudam a sua aparência. Gostoso de jogar e um bom jogo considerando que era portátil naquela época. Sistema de alocação de pontos cria personagens diferentes, mesmo da mesma classe.

    De ruim: trilha sonora muito vaga (talvez seja pelo estilo RPG). Combate com o guerreiro é meio simples e fácil demais. Sem um mapa as vezes é fácil ficar meio perdidão. Seria legal se tivesse multiplayer. Final sem graça (mas a aventura compensou). IA burra e limitada.

    No geral, eu curti o jogo e jogaria uma sequência no GBA, mas infelizmente ela nunca existiu. Recomendo para quem curte o gênero e temática e recomendaria ainda mais na época, já que hoje em dia tem jogos do tipo mais contemporâneos e acessíveis em novas plataformas, mas talvez uma olhada, nem que seja na versão de console de mesa. Fico feliz de BGDA ter sobrevivido ao tempo e ao teste depois de eu ter jogado tantos outros jogos e ter feito jus ao que eu lembrava e à certa nostalgia. Jogo massa!

    Baldur's Gate: Dark Alliance

    Platform: Gameboy Advance
    106 Players
    2 Check-ins

    27
    • Micro picture
      noblenexus · 4 months ago · 2 pontos

      Tem algo estranhamente nostalgico nesses gráficos, mesmo eu nunca tendo um GBA, acho que vou colocar na lista

      1 reply
    • Micro picture
      rax · 4 months ago · 2 pontos

      Estava lendo seus ultimos textos de zeradas.

      Cara eu acho que vou fazer o mesmo também com alguns jogos Esse ano.Tem jogo que até hoje eu não zerei a mais de 15 anos atrás,acredite se quiser (sabeselá se eu vou ter vontade de zera-los depois ou não.)

      Quanto ao Baldurs Gate curti pelas imagens.Qualquer dia eu testo esse game (curto os 2 CRPGS primeiros da franquia,nçao sei se esse muda tanto assim se comparado aos 2 primeiros da franquia.)

      4 replies
    • Micro picture
      caramatur · 4 months ago · 2 pontos

      Eu adoro esse jogo, mas prefiro a versão pra PS2. O BGDA2 também é muito bom. Uma pena que a trilogia não chegou a ter fim com fechamento da Black Isle Studios.

      1 reply

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