• anduzerandu Anderson Alves
    2021-09-19 02:19:10 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Hey! Pikmin

    Zerado dia 18/09/21

    A geração Gamecube foi uma das poucas que mal tive o prazer de desfrutar. Como sempre, consoles do momento eram caros e até difíceis de ver por aqui, principalmente quando o assunto era Nintendo e numa época em que o Playstation 2 dominava completamente.

    Onde eu cresci a gente sempre foi meio atrasado em relação à video games. Lia sobre o GC e seus jogos em revistas enquanto estávamos comprando um PS1 ou jogando SNES. Mas também pouco nos importávamos com essas coisas. O lance era aproveitar qualquer novidade , como o próprio PS1 e deixar o que viesse depois...para depois.

    Lembro que lia e via imagens de Pikmin em revistas e nem sabia do que se tratava e estava contente com os pouquíssimos cartuchos de N64 que tinha. Isso só mudou muito depois quando comprei um Wii lá para 2012 e pude jogar o primeiro jogo da série em sua versão refeita para o Wiimote.

    Joguei Pikmin e achei maneiro, mas demorei para realmente entender do que se tratava e engajar na aventura. Na verdade foram horas e mais horas para tomar gosto. Gosto esse que só senti no final da aventura, quando os dias limites do título se esgotaram e eu fiquei com o final ruim. Pois é, tenho que jogar novamente. Além disso ainda tenho que jogar o 2!

    O único jogo que tinha ido do início ao fim foi Pikmin 3. Achei bacana, bonito e fácil. Não sei se aquela foi a VERDADEIRA experiência Pikmin.

    Em 2017 lançaram esse Hey! Pikmin no 3DS. Achei esquisito e até meio desinteressante. E isso numa época que todo mundo já falava e jogava no Switch e dizia que a Nintendo deveria deixar o portátil 3D morrer. Uai, porquê deixá-lo morrer? Ouvi isso por muito tempo, sobretudo da nova base instalada do Switch. Que besteira!

    O hype que muitos conhecidos ficaram em relação a esse jogo e os relatos positivos sobre o mesmo me deixaram curioso. Resolvi jogar agora para liberar mais espaço no 3DS e imaginando que seria uma aventura casual, e é mesmo. Comecei a jogar sem saber o que esperar senão ser surpreendido.

    Bom, o jogo se inicia com a clássica desculpa de enredo em que a nave do nosso protagonista, Olimar, cai num planeta estranho e temos como objetivo recolher "frutinhas" que servem como combustível para sair dali e voltar para casa. Entretanto, a  quantidade necessária delas é de 30.000

    O jogo não possui o efeito 3D, como acontece em muitos jogos no final da vida do portátil onde o interesse pelo gimmick parece ter caído e o foco da Nintendo ficou sobre o 2DS. Mas, amais importante que isso, é que o jogo acontece simultaneamente nas duas telas, como se visualizasse o estágio mais verticalmente e a tela de cima fosse uma extensão do cenário da tela de baixo, coisa que muitos jogos da geração anterior, do DS, costumavam fazer com frequência. A maior parte da ação acontece também na tela inferior, de toque, onde Olimar se encontra.

    A jogabilidade é ensinada no início da aventura e é bem simples: você se move usando o analógico ou d-pad (acabei preferindo este último e o restante fica por conta do toque da caneta styllus.

    Olimar não pula, apenas anda para esquerda ou direita e entra em portas quando o assunto é o controle físico.

    Já com o touch screen, você pode arremessar os Pikmins que estejam próximos a você onde tocar na tela, assim como ele os arremessa nos originais em 3D. Há ainda botões digitais bem simples de usar, sendo os principais:

    -Apito. Usado para reunir os Pikmins juntos a você ou cancelar ações que estejam fazendo;

    -Jetpack. Ao usá-lo, todos os seus Pikmins ficam onde estão enquanto você sai voando por alguns segundos.

    O objetivo do jogo é bem simples: chegar ao final de cada estágio, abrindo assim o próximo.

    Porém, cada um deles conta com desafios próprios e até mecânicas próprias, por mais que muitas coisas fiquem mais ao seu critério de ir atrás e explorar. Basicamente você pode correr rapidamente até o final de cada fase, mas o jogo fica muito mais bacana se você fizer pelo menos alguns dos objetivos opcionais, como encontrar o 3 tesouros de cada fase.

    Você vai perceber que muito desse lado opcional se dá pelo jogo ser um daqueles feitos para qualquer um conseguir terminar (ou ir até os créditos), mas muito mais complicado para quem quiser os 100%.

    Os primeiros estágios costumam ser focados em um tipo de Pikmin, como os vermelhos. Você anda por aí, encontra alguns em uma moita, os usa para derrotar inimigos, coletar aquelas "frutinhas" de combustível que estiverem no alto, para fazer peso numa plataforma, para carregarem algum objeto fora do alcance até você etc.

    Conforme você anda por aí, entra numa porta aqui e ali, encontrará mais Pikmins até ter um total de 20 deles. Pode ser que alguns morram aqui e ali porque você errou a mira, foram esmagados por um bloco ou que você os tenham jogado para a morte, mas caso fique com uma quantidade insuficiente, basta voltar à alguma moita e verificar se consegue restituir pelo menos alguns deles. Como eu disse, o jogo é fácil e dificilmente você vai deixar tantos assim morrer (talvez bem nos últimos estágios.

    A exploração compensa o jogador com mais frutas encontradas, os objetos realistas colecionáveis meio escondidos aqui e ali atrás de puzzles simples e até caminhos alternativos que abrem estágios opcionais no mapa de cada mundo.

    Para um jogador que for fazer 100% na aventura, você deve terminar o estágio com todos os 20 Pikmins disponíveis sem deixar nenhum deles morrer e coletar os 3 itens realistas (as vezes 2 e em pelo menos um estágio foram 4). Isso é bem tenso, até porque em alguns níveis surgem inimigos chatos ou desafios que demandam domínio sobre o jogo e suas mecânicas para evitar que um deles morra).

    Conforme você avança na campanha, mas coisas se abrem, como mini fases em que você só deve completar um simples puzzle ou mesmo coletar bastante combustível.

    Logo você também estará descobrindo novos Pikmins e seus usos, como os amarelos que são lançados para mais longe e podem interagir com objetos eletrocutados, os azuis que podem nadar ou os de pedra, pesados que quebram até mesmo cristais que bloqueiam seu caminho.

    Para quem conhece a série, vai estar familiarizado com todos os tipos de Pikmins, mas uma coisa curiosa é que suas versões branca e roxa não estão disponíveis aqui.

    Outra coisa que você deve saber é que cada estágio tem Pikmins pré-determinados. As vezes um tipo, as vezes dois e até três bem no final. Ou seja, se uma fase usa Pikmins vermelhos, não há como conseguir Pikmins de oura cor ou desbloqueá-los para uso em estágios passados e alcançar lugares antes inviáveis. A primeira vez que você entra numa fase você já tem tudo o que é necessário para explorá-la e completá-la 100%.

    Outra coisa interessante é que todos os Pikmins salvos nas fases somam à um número que você tem de cada um dos tipos e podem ser empregados em coletar mais combustível no Pikmin Park, uma área cheia de sujeira e obstáculos exclusivos para cada tipo deles resolver.

    É comum terminar uma fase e receber a mensagem que algo foi encontrado no Pikmin Park, geralmente uma quantia boa de combustível e Pikmins que agora esperam  novas ordens.

    Sobreo combustível, eu acabei conseguindo os 30.000 mais cedo do que esperava, mas o jogo ainda vai te fazer ir até o chefe final para conseguir sair do planeta. Há também marcos pelo caminho (como chegar até 3.000, depois 7.000 etc) e cada um deles te concede uma vantagem definitiva, como aumento de HP ou maior tempo de uso do jetpack.

    Para completar, são basicamente 8 mundo, sendo que obrigatoriamente você só precisa fazer 4 estágios mais uma batalha de chefe super tranquila. Eu estava fazendo um mundo por dia assim que acordava antes de ir trabalhar e é bem relaxante e rápido.

    Resumindo: Hey! Pikmin me surpreendeu positivamente! Não é o melhor jogo do mundo, mas um bom passatempo gostoso de explorar, colecionar, conhecer novos mundos e suas temáticas, usos dos novos Pikmins e avançar não apenas no Park com os amiguinhos que recrutar, mas também rumo aos 30.000! Achei a experiência muito bacana e uma direção interessante para a série em versão 2D. Acredito ainda que seria um jogo mais interessante se tivesse sido criado para o Switch e até melhor do que relançar o 3 para a plataforma. Infelizmente um título lançado um pouco tarde demais (além de seus defeitos) e bem ofuscado pelo brilho do até então novo Switch.

    De bom: gosto muito do estilo visual e até dos gráficos, apesar de eles sofrerem um bocado com a resolução do 3DS e suas compressões (inimigos grandões sofrem muito menos esse mal). Ação nas duas telas. Controles muito fáceis de aprender. Jogo para qualquer idade ou público. Cada mundo tem sua própria temática e boa introdução a cada Pikmin. Gostoso de explorar e relaxante. Gosto do lance de usar os Pikmins para fazer missões enquanto estou jogando as fases, embora ache que a ideia poderia ter sido melhor explorada. Bastante conteúdo extra/opcional.

    De ruim: as vezes pode cair um pouco na repetitividade. Muito fácil e jogar sem sequer pegar os 3 itens de cada fase é fácil de ser feito e estraga facilmente a proposta do jogo. As vezes meio frustrante, como quando você joga um Pikmin num inimigo mas ele voa em arco por cima, cai do outro lado e volta em sua direção, encostando no inimigo e morrendo instantaneamente. A IA dos Pikmin as vezes é estranha e eles meio que fogem ou bugam em algum lugar e morrem rapidamente por não estarem junto a você. Bastante conteúdo trancado atrás de amiibo (acessível com amiibo da série ou Animal Crossing) e acredito que sejam estágios-puzzle extras). O jogo tem um leve sentimento genérico de certos jogos do portátil estilo aquele Chibi-Robo Zip Lash.

    No geral, curti o rápido jogo conforme o aproveitava lentamente todos os dias de manhã (jogando Final Fantasy VII Remake ou Daemon X Machina durante a tarde e noite). Sinceramente acredito ele seja um bom jogo para que quem curte a série ou quer apresentá-la à jogadores mais casuais. Seria uma boa vê-lo sendo remasterizado no Switch, onde ganharia mais destaque. Bom jogo e super válido!

    Hey! Pikmin

    Platform: Nintendo 3DS
    55 Players
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      bobramber · 8 days ago · 2 pontos

      Legal, fiquei fã de Pikmin após jogar os dois primeiros, sendo o 1 meio chatinho de jogabilidade, mas o 2 perfeito. Ainda não joguei o 3, mas vi que tinha esse Hey, porém não me interessei... Agora, lendo teu texto, deu vontade de jogar.

  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-09-04 18:09:03 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Mario Tennis Open

    Zerado dia 04/09/21

    Nos primeiros tempos do Nintendo 3DS, fazíamos encontros quase que mensais e por muito tempo só dava Mario Kart 7 no quesito multiplayer enquanto jogávamos o mesmo online quando sozinhos em casa, além de um Resident Evil Revelations aqui, um Theatrhythm Final Fantasy ali e um Spirit Camera acolá. Quem sabe um Pushmo ou Mighty Switch Force? Alguns corajosos se arriscavam em território pouco popular com Street Fighter IV 3D, Ridge Racer ou Splinter Cell.

    Com os multiplayers a conta-gotas e não veríamos Pokémon ou Smash Bros. tão cedo no portátil, ficamos muito ansiosos ao ver a mais nova aposta da Nintendo: Mario Tennis Open!

    OPA! Um multiplayer para até 4 pessoas numa única partida e com o selo de qualidade dos jogos do Mario? Legal! Mais um para os concorridos campeonatos que fazíamos.

    Lançado e com vários entusiastas com eles em mãos, pudemos conferir do que se tratava: mais um Mario Tennis. Eu não manjava quase nada da série nesse época. Havia jogado e amado o jogo do GBA e curtia muito as festas com a versão de Wii, mas será que valia mesmo a pena gastar os R$150 na época nesse de 3DS?

    Quer dizer, o jogo era lindo e tudo, mas bem menos pessoas o compraram em relação do que eu esperava. Sim, eu esperava algo para no mínimo bater de frente com o já manjado Mario Kart, mas não chegou nem perto (na verdade o MK bizarramente rendeu jogatina a geração inteira).

    Além de menos amigos o terem adquirido e a febre ter logo passado, o jogo tinha umas mecânicas que não me agradavam tanto (mal sabia eu que seria ainda pior com os jogos posteriores).

    Agora estou aqui, quase 10 anos depois (mal dá para acreditar que já faz tanto tempo), terminando um jogo que foi notório na minha vida de jogador.

    Ao iniciar o jogo, você verá diversos modos na tela inicial, muitos até inúteis hoje em dia. A "campanha" do jogo é o modo de torneios, e eu ponho entre aspas porque esses torneios são meio que genéricos: termine um e abra o próximo. Não há um enredo nem interação fora das quadras, como era no meu amado Mario Tennis de GBA, coisa que muitas pessoas passaram anos e anos pedindo que voltasse.

    Há um modo estilo Free Play, a opção de jogar multiplayer (não sei se apenas Versus, pois no modo torneio há a opção de jogar em duplas, então é lógico que exista essa opção cooperativa). Há ainda um modo de jogo online, provavelmente completamente vazio hoje em dia. Tem também um modo de minigames bacana.

    Pra fechar, há um menu de customização, onde você pode acessar uma loja e comprar itens cosméticos que são desbloqueados conforme você joga e os equipar no seu Mii, que pode ser usado em jogo.

    Já no modo torneios, há várias "copas", assim como no Mario Kart, mas você deve as jogar de forma linear, terminando a única disponível e desbloqueando a próxima.

    Cada torneio representa um nível de dificuldade e apenas 3 partidas, que também crescem em dificuldade de uma para a próxima.

    O primeiro torneio é o do cogumelo (Mushroom) e a minha primeira partida foi contra o Luigi, mas aparentemente é sempre aleatório. Eu joguei com o Mario o jogo inteiro e nem sequer cheguei a testar meu Mii (não curto as vozinhas no MK, haha).

    Para quem não manja nada de tênis ou não se lembra, funciona mais ou menos assim: você pontua e ganha 15 pontos. Mais uma vez e fica com 30. Na próxima, 40. Pontue mais uma vez e você vence um Game. Vença dois Games e você vence um Set, basicamente. Vença dois Sets e você vence a partida.

    O lance é que a regra do jogo te obriga a ter uma certa vantagem para pontuar. Por exemplo: se eu tenho 40 pontos e meu oponente também faz os 40, ficamos empatados e quem pontuar NÃO vence, mas sim ganha uma vantagem (Advance) e agora sim se fizer um ponto, ganha. Mas se o oponente pontuar novamente, ficamos empatados novamente. Isso vale para cada Game e até Sets. Se empatarmos muitas vezes, a regra do jogo muda para quem fizer 7 pontos primeiro (pontuar 7 vezes).

    Essa primeira partida contra o Luigi só requeria que alguém ganhasse um Set. Ou seja, pontue 4 vezes para ganhar um Game, o jogo troca os personagens de lado da quadra, pontue mais 4 vezes e você terá um Set, significando vitória!

    No início os oponentes são bestas e rapidamente eu vencia cada torneio e suas três partidas. Acho que menos de 10 minutos.

    Conforme você avança num torneio, a pontuação mínima necessária para a vitória aumenta e os bots ficam mais espertos. Logo você vai ter que fazer 2 sets e isso se torna o novo normal.

    Após terminar as 4 copas do modo Singles (1x1), Mushroom, Green Shell, Fire Flower e Banana, achei que teria acabado o jogo, mas logo se abriu o modo Star e 4 novas copas diferentes, ainda mais difíceis e com diferentes quadras.

    Quem joga a série já sabe que diferentes quadras tem efeitos diferentes na jogabilidade, embora eu quase não perceba. Aparentemente isso afeta principalmente a bola, sua velocidade, como ela quica etc.

    Eu sofri demais principalmente na última quadra da campanha, que ficava mudando e afetando a bola. Acho que passei rápido demais das demais copas para perceber, mas no final foi sofrível: quadras que escorregavam, que a bola quicava para fora como se fosse um trampolim e uma maldita quadra de buraco negro. Meus deus, esse buraco negro! Basicamente é como se houvesse um vórtice no meio da quadra e depois que a bola quicava uma vez, ela era jogada para o lado menos esperado, totalmente bizarro.

    O grande macete do jogo é se posicionar dentro dos círculos coloridos na quadra e apertar o botão correspondente, como B no azul, A no vermelho, Y no roxo etc. Quando jogar, memorize isso (ou aperte o comando na tela de toque)! Isso fará com que o efeito seja muito ampliado e a bola faça a ação com muita velocidade. Nem isso ajudava no vórtice, até porque nas últimas fases os círculos coloridos não aparecem tanto assim.

    Bom, não sou muito fã dessas frescuras, mas ao menos não bagunçam tanto assim o jogo e ele continua bem estratégico. Fato comprovado no final da campanha contra IA bem difícil em partidas bem longas e que necessitavam de vários Sets para serem vencidas.

    Ruim mesmo foi o que veio nos jogos seguintes, com itens bagunçados, ficar gigante, salvar a bola como o The Flash, tiros fortíssimos que quebram raquetes etc.

    Não ter itens e especiais já é algo bem bacana e cada personagem tem especialidades próprias, o que já configura um bom jogo.

    Então eu tenho que dizer que Mario Tennis Open é bacana, mas essa campanha é como um longo tutorial. É divertido? É sim, mas sem enredo e nada além de partida atrás de partida, o objetivo aqui parece ser mesmo te deixar bom. Conseguiu terminar todas as copas? Legal, agora você pode jogar contra jogadores de verdade que tenham um 3DS!

    Resumindo: Mario Tennis Open é um bom jogo e bastou algumas horinhas quase sempre tranquilas para o terminar, mas a sensação foi de que joguei algo bem arcade, em busca de melhorar minhas habilidades ou ganhar pontos. Tudo bem que desbloqueei um bocado de cosméticos e a campanha me treinou bem, mas para quem está jogando com atraso, parece que todo o esforço foi em vão. O foco ficou até demais no multiplayer, mas quem jogaria isso hoje em dia, ainda mais que a franquia ganha um novo título a cada nova plataforma?

    De bom: bons visuais. Gameplay estratégico e não zoado. Campanha com boa dificuldade. Inclui uns modos extras e muita coisa para desbloquear e comprar. Campanha Single e Duos que possibilitam muitas horas sozinho, apesar de sempre mais do mesmo. Personagens e quadras desbloqueáveis. Legal que na época permitisse até jogar online.

    De ruim: sem enredo ou possibilidade de andar e interagir como em jogos anteriores da série. Desabilite o controle de movimento, pois jogar com o console em pé deixa o jogo numa perspectiva meio que por cima do ombro do personagem, mais imersiva e difícil de enxergar a quadra, enquanto o video game mais deitado mostra uma visão aérea (desligado o motion, fica apenas a câmera normal). Mesmo jogando várias copas eu não ganhei nenhuma moeda para usar na loja e até onde sei, a forma de as conseguir é ficar jogando indefinidamente os (poucos) minigames. Achei o jogo muito superficial para quem vai jogar só.

    No geral, foi uma experiência ok, mas nada caprichada para um modo solo. É legal que finalmente tenha jogado um jogo que quis na época e que nunca me esqueci, mas sinto que ele não adicionou e nada aos meus jogos. Recomendo se você tem com quem jogar, pois é bem legal e melhor que outros da franquia, mas em caso negativo e tendo apenas um console para jogar com amigos, há Mario Tennis melhores. Jogo ok.

    Mario Tennis Open

    Platform: Nintendo 3DS
    952 Players
    70 Check-ins

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      bobramber · 23 days ago · 2 pontos

      Parece bem meia boca mesmo pela tua descrição...

  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-09-02 01:00:46 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Mario & Luigi - Paper Jam

    Zerado dia 01/09/21

    Caramba, eu me lembro de quando esse jogo foi anunciado pela primeira vez. Mal dá para acreditar que já fazem 5 anos! Que bizarro! Mais bizarro ainda é pensar que jogos que terminei há bastante tempo foram lançados depois dele, como foi o caso do Paper Mario: Color Splash, lançado cerca de 1 anos depois. O tempo voa, meus amigos!

    Olha, eu conheci a franquia Mario & Luigi há muito tempo, na adolescência (vou chutar 2006), quando emulava jogos de GBA. Na época a gente conhecia muita coisa pelas revistas de games ou pelas seções de populares dos sites que hospedavam as roms para emulação. Foi assim que descobri o sensacional Superstar Saga, o primeiro da saga e que me conquistou por muito tempo, apesar de eu não tê-lo terminado na época pois era um pouco longo demais (problema comum nos M&L).

    Anos depois, lá pra 2009, consegui meu primeiro Nintendo DS com flashcard e tive o prazer de conhecer sua sequência: Partners in Time e logo depois acompanhei o lançamento de Bowser's Inside Story.

    Que franquia gostosa! Tendo terminado o segundo e terceiro jogos, voltei para terminar o primeiro, e isso foi lá em 2012 ou 2013. Bom, acho que bastava de tanto M&L.

    A geração mudou e o 3DS ganhou seu primeiro jogo da franquia: Dream Team. Como acompanhávamos de perto os lançamentos do portátil, uma comunidade inteira dele e eu aqui no DF, e o Bowser's Inside Story  tinha sido anterior, o novo título transbordava hype.

    O problema começou quando a desenvolvedora, Alphadream, por algum motivo mudou o artstyle lindíssimo dos três primeiros jogos para algo mais parecido com os jogos da Disney da época do SNES e Mega Drive ou coisa assim. Menos coloridos e cartunescos. Ainda bonitos, mais muito aquém do que já foram. Acho que ninguém nunca entendeu isso. Mas Dream Team tinha um problema ainda maior: o jogo era bizarramente longo e repetitivo! Caraca! A série meio que já tinha dado o que tinha que dar, mas agora com uma arte mais sem graça e mais do mesmo por horas e horas!

    Para se ter noção, Dream Team consta como 46 horas de duração no howlongtobeat.com enquanto Paper Jam, que eu já não aguentava mais, consta como 33. 13 horas de diferença!

    O lance é que Dream Team meio que traumatizou todo mundo. Fazem 7 anos desde que o joguei, mas me lembro do jogo e da experiência como se tivesse sido ano passado. Isso fez com que eu não animasse com Paper Jam. Era um jogo novo e com crossover com a série Paper Mario, e provavelmente consertaram os defeitos, certo? Mas não. Fui deixando de lado até bater a vontade.

    Para ferrar de vez, não tenho curtido muito outros jogos e sequências semelhantes nas plataformas Nintendo, mesmo não sendo dos mesmos desenvolvedores, como achei os Paper Marios de Wii U e Switch fracos. Nem mesmo o último Luigi's Mansion, de gênero completamente diferente, eu achei tão legal assim...

    Agora na saga de liberar espaço no SD do portátil e com um pouco de vontade de apagar essas coisas salvas nele há tantos anos, resolvi começar Paper Jam. Eu tinha certeza que seria um ótimo jogo, apesar de não estar muito no clima de jogos tão longos.

    A história se abre com o Luigi derrubando e abrindo um livro que liberta todos os seus personagens, que basicamente são todas as caras conhecidas do universo do Paper Mario e logo você estará numa jornada para resolver o problema e impedir que o fato de agora haverem dois Bowsers num único mundo que pode piorar tudo.

    Aqui eu já tenho que destacar a utilidade do universo Paper Mario nesse jogo: nenhuma. Toda a galera de papel, incluindo o próprio Paper Mario, só servem para andar com suas versões do "mundo real" e fazer duplicatas. Então, por exemplo, quando você entrar em uma batalha com um Koopa Troopa, provavelmente enfrentará ambas as suas versões na mesma batalha e os ataques são geralmente bem parecidos, mas com dicas inversas ou coisa do tipo (já falo sobre isso).

    Os protagonistas não falam, apenas fazem vozes engraçadas, mas o Mario de papel dá até para esquecer que está no jogo. Ele dá joinha e acompanha a dupla principal para todo lado. Sabe aquela pessoa introvertida que anda com os dois descolados e que ninguém lembra ou chama para a festa? Esse é o Paper Mario. E o pior de tudo é que ele é mais um botão para usar em batalha (Y, além do A e B dos protagonistas), complicação chatinha que assolou também o Partners in Time.

    Se você é vacilão o bastante a ponto de não conhecer a série, o ponto alto da jogatina são as batalhas, que acontecem em tempo real, mesmo sendo por turnos. Todas as ações com A estão relacionadas ao Mario, B ao Luigi e Y ao Paper Mario.

    Quando for a vez do Mario atacar, você seleciona a ação desejada, como atacar ou usar item, e pressiona A. Aperte o botão na hora certa durante um golpe e você atacará mais fortemente, inclusive dando um segundo ataque (mais ou menos como era em Super Mario RPG).

    Na vez do Luigi, a mesma coisa, mas selecione e ataque com B. E assim por diante.

    Cada personagem tem ainda habilidades específicas e geralmente demandam que você jogue uma espécie de minigame com ambos os personagens que, quanto mais além você for, maior será o dano.

    O melhor exemplo disso é a primeira habilidade do Mario, que consiste em chutar um casco de tartaruga vermelho em direção ao oponente selecionado. Assim que o casco o acertar, ele quica de volta pro Luigi e você deverá apertar B no momento exato, fazendo o casco acertar o inimigo e voltar pro Mario, que agora estará ainda mais próximo do alvo e demandando que você aperte o botão cada vez mais cedo conforme avança nos ataques. Mantenha os acertos para causar mais e mais dano. demore demais e você será acertado pelo casco, encerrando a sequência. Ataque muito cedo e você escorrega, também encerrando a sequência.

    O mesmo serve para quando você for ser atacado: o inimigo dá uma dica de quem atacará e você deverá reagir apertando o botão do personagem no momento correto, como quando um inimigo goste várias bolas de fogo e você deve pular a todas ou quando ele corre na sua direção e você baterá com o martelo assim que ele estiver ao alcance, evitando perder seu HP e causando dano nele.

    São muitos inimigos no jogo em cada área e você deverá aprender seus movimentos para se dar bem. Alguns ainda podem mudar o timing dos seus ataques conforme o personagem que forem atacar ou mesmo atacar o personagem oposto à dica dada, como acontece muito com os inimigos feitos de papel (em relação às suas versões "reais).

    Não há nada de novo nos ataques e defesas e mesmo as habilidades são em sua maioria recicladas dos jogos anteriores, o que é uma grande decepção. Isso ainda muda nas habilidades do Paper Mario, que utilizam os três personagens juntos, mas nada extraordinário.

    E falando em Paper Mario, tudo o que ele faz parece ser coisa original desse jogo, ou pelo menos eu não lembro de ele fazer, como se multiplicar em vários clones, o que resulta em múltiplos ataques quando você pula num inimigo ou usa o martelo nele. Isso ainda evita que você tome dano diretamente na sua vida pois você perde os clones, um por um a cada ataque. Ele fazia mesmo isso?

    O Paper Mario é disparado o personagem mais roubado do jogo. Além de não perder vida assim, ele pode regenerar os clones com uma única ação/turno. Ele pode também atacar vários inimigos com um único ataque e seus ataques com os clones não acontecem simultaneamente, mas sim com um delay entre cada um, o que faz com que um golpe de defesa, como bater num inimigo que está vindo em sua direção, seja muito fácil pois você não tem que se preocupar quase nada com o timing correto, basta calcular mais ou menos o tempo e bater que um dos clones irá acertar, diferentemente dos demais personagens que exigem muito mais precisão.

    O Mario de papel facilita um bocado as coisas, mas Paper Jam também adicionou um sistema estranho de cartas que você pode usar nas batalhas ao tocá-las na tela de toque de acordo com o que você equipou previamente. Essas cartas incluem coisas como regenerar vida, causar dano, impedir dano etc e não gastam ação de nenhum personagem. Felizmente eu nem lembrava que isso existia.

    O enredo de PJ é uma verdadeira vergonha. É quase inexistente. O jogo constantemente te manda explorar uma área por motivo bobo, o que resulta em muitas batalhas (demoradas) até finalmente alcançar o chefe, te mandando para a próxima área e assim por diante.

    Também é bem bizarro como o jogo tem poucos mapas e quando você finalmente se livra de todos e parece chegar ao final da jornada, acaba tendo que revisitar a todas essas localidades! Tenho que reforçar que PJ gosta de esticar a sua estadia em todos esses lugares com as batalhas longas e desculpas esfarrapadas para de fazer ficar mais tempo buscando algo e lutando. Um exemplo forte disso é que agora a série te obriga a fazer minigames para prosseguir, geralmente para conseguir mais Toads de papel. Você visita uma casa do Lakitu que tem em todas as localidades importantes e aceitar essas "sidequests"/minigames num balcão. 

    Esses minigames envolvem cosias como encontrar mil toas escondidos numa cidade ou fazer algo dentro de um limite de tempo. Inclusive esse jogo é campeão em momentos de tempo limitado e bem apertado, só para te fazer repeti-los algumas vezes.

    Resumindo: Mario & Luigi - Paper Jam não é o pior jogo do mundo, mas certamente é o pior da série e um enorme desperdício do potencial de juntar dois universos tão bons e parecidos. #Fail total.

    De bom: apesar do estilo visual piorado, o jogo é bonito e muito bem animado. Efeito 3D muito legal. As batalhas são divertidas na maioria do tempo, mesmo as vezes sendo um pouco longas demais e a adição de mais um botão, do Paper Mario. O jogo adicionou facilidades para jogadores mais casuais, como cartas e a possibilidade de baixar a dificuldade ao falhar numa luta. Batalhas em papercrafts gigantes não são lá muito divertidas mas ao menos dão alguma alternada no gameplay. Pelo menos a aventura não durou tanto quanto Dream Team.

    De ruim: jogo mega superficial e sem inspiração nos visuais, gameplay, cenários ou enredo. O universo do Paper Mario só está ali para dar uma desculpa para esse jogo existir e publicidade. Poucos mapas e ter que revisitá-los para terminar a campanha. Achei que as dicas de ataques de muitos inimigos não faziam o menor sentido. Como sempre o jogo cai logo na repetitividade e fica se alongando demais por motivos banais na história. Odiei ter que ficar fazendo minigames de encontrar Toads de papel e afins que só parecem atrasar o ritmo do jogo. Muitos momentos com contador de tempo na tela.

    No geral, terminei o quinto e último jogo da série e fico até feliz em saber que não haverão mais. Mario & Luigi foi por ladeira abaixo no 3DS com dois jogos fracos e mais dois remakes, que não pretendo jogar (pois joguei os originais). A minha recomendação é: joguei Superstar Saga e Bowser's Inside e você conhecerá muito bem a série por tudo o que importa. Esses mais recentes são muito fracos e descartáveis. Muito fraco!

    Mario & Luigi: Paper Jam

    Platform: Nintendo 3DS
    147 Players
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      kipocalia · 25 days ago · 2 pontos

      Eu gosto do partners in time também apesar de ser linear. Eu também achei o dream team muito lento e repetitivo, fui longe mas perdi o save.

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  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-08-22 21:18:13 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Kirby's Blowout Blast

    Zerado dia 22/08/21

    Tô bem surpreso que tenho terminado um jogo todos os dias nessa última semana! Não era o propósito!

    Na verdade eu tenho jogado alguns jogos com o objetivo de os terminar e abrir espaço na memória dos meus consoles e poder instalar alguma coisa aqui e ali, geralmente algum jogo que realmente está pendente.

    No caso o jogo do dia foi Kirby's Blowout Blast. Estava vendo aqui a minha grande biblioteca instalada no meu New 3DS XL e pesquisando os nomes no howlongtobeat.com, mas os jogos todos estão na média de 20 e tantas horas para cima, geralmente 30 e tantas, 40 e tantas, e muitos RPGs, gênero que pra mim exige dedicação para não desanimar ou abandonar. Priorizei algumas coisas com tempo bom e que eu jogaria até chegar nesse Kirby, que está no console há eras: 1 hora para terminá-lo!

    Bom, não sei se isso liberaria muito espaço já que ele é tão curto, mas muito me interessei. Fora que tenho tentado terminar a franquia Kirby há anos mas são jogos demais!

    KBB é um spin-off da série popular da Nintendo, mas o jogo em si não é muito diferente das demais aventuras da bolota rosa.

    Aqui a câmera é levemente aérea e até lembra alguns Zeldas, apesar de ser por fases, não num mundo aberto. A jogabilidade é bem simples e familiar, você pode pular, sugar os inimigos e cuspi-los contra os outros, com o diferencial de não poder pegar as habilidades dos monstros e haver movimentação livre em 3D.

    O foco aqui são os combos: sugue o máximo que puder de uma só vez e destrua o máximo de inimigos com sua cuspida. 

    Conforme você anda e avança pelas fases, inimigos aparecem e as vezes até "trancam" a tela até que você derrote a todos. A câmera e movimentação 3D tem papel fundamental na aventura: posicionamento de acordo com os padrões de movimento de inimigos e poder destruir o máximo possível deles. A ideia de certa forma me lembra Star Fox 64, em que você podia se movimentar e aguardar o momento certo para destruir diversos inimigos com um único ataque carregado, gerando bônus inexistentes ao destruir um por um.

    Por outro lado, toda a coisa de pontuação é puramente opcional, embora seja o motivo do replay do jogo ou para valer o dinheiro gasto para os jogadores mais hardcore.

    Depois de cerca de 1 minuto, você chega ao final de cada estágio, sempre fazendo as mesmas coisas; andando, pulando um buraco aqui e outro ali, coletando itens de cura e derrotando inimigos. Pessoalmente eu tentava fazer os ataques mais legais pela satisfação de ver os efeitos na tela, mas no final não acompanhava o quão bem estava indo nesse quesito.

    Bem, ao terminar cada fase o jogo te dá um troféu de acordo com o seu desempenho: bronze, prata ou ouro (aparentemente é possível ir além disso, mas não cheguei a tentar).

    Há 4 objetivos opcionais iguais em todas as fases:

    -Terminar sem tomar dano;

    -Derrotar todos os inimigos (sendo que alguns voam para fora da tela);

    -Terminar o estágio rapidamente;

    -Coletar todas as moedas (alguns inimigos pegam as moedas e pulam no buraco com elas).

    Além da parte complecionista, conseguir troféu de ouro em todos os estágios de um mundo resulta no desbloqueio da versão "EX" daquele mundo, nomenclatura comum nos jogos do Kirby há poucos anos.

    Consegui ouro em todos os desafios do primeiro mundo e joguei sua versão EX, que é a noite e tal, um pouco mais difícil, incluindo com uma versão mais difícil do no final.

    Daí em diante eu não fiz mais isso, principalmente porque o jogo não é lá muito divertido e é muito básico e fácil, mas por outro fator importante também: você não pode escolher fases individualmente, apenas os mundos e deve jogar tudo do início ao fim.

    O lado bom é que cada mundo tem 3 ou 4 estágios e mais um boss, coisa de poucos minutos, mas dá uma preguicinha rejogar esses níveis.

    Outra decepção é essa cosia da repetitividade. As fases são parecidas, embora o tema de cada mundo seja único, mas não o bastante para os diferenciar com facilidade. Não há exploração das fases, apenas corra!

    A campanha conta com apenas 5 mundos, sendo que o primeiro e terceiro tem basicamente o mesmo chefe, assim como o segundo e quarto.

    Para ferrar ainda mais as coisas, não há enredo, não há sensação de progressão e KBB é bizarramente fácil. É moleza! Jogo de criança, claro, mas eu esperava um jogo mais divertido e caprichado. Inclusive havia jogado seu tutorial há um bom tempo e gostado bastante, então o tombo da decepção foi ainda maior.

    Eu tinha achado Star Allies fraquíssimo por sua dificuldade e tal, mas esse daqui parece sequer ter motivo para existir e possivelmente o jogo mais fraco do Kirby.

    Resumindo: Kirby's Blowout Blast, um jogo da eshop do Nintendo 3DS, parece ser uma boa ideia e boas mecânicas diferentes dos jogos convencionais da franquia, mas acaba sendo uma experiência extremamente rasa e repetitiva. Uma boa ideia para alguém que não manja absolutamente nada de video games jogar, mas hoje em dia nem a criançada se divertiria com ele o tanto que eles se divertem com um celular.

    De bom: visuais bonitos e bem animados. Efeito 3D muito bacana e dá pra ver que o jogo foi criado com isso me mente.

    De ruim: muito fácil e superficial. Curtíssimo daqueles de se arrepender de ter gastado. Repetitivo. Level design praticamente inexistente e odeio o fato de elas serem plataformas voando num cenário de espaço, super genérico. Faltaram mais mecânicas e desafios criativos.

    No gera, qual a função da existência desse jogo? Muito besta! Não recomendo.

    Kirby's Blowout Blast

    Platform: Nintendo 3DS
    31 Players
    5 Check-ins

    11
    • Micro picture
      xch_choram · about 1 month ago · 2 pontos

      Esse foi mais um teste mesmo, e claro aproveitar os assets pra fazer mais alguma coisinha também.

  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-08-20 19:32:43 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Spirit Camera: The Cursed Memoir

    Zerado dia 20/08/21

    Aaah, esse jogo. Me trás boas lembranças dos primeiros tempos de Nintendo 3DS. Na época não haviam muitos jogos relevantes e a gente se matava de jogar Mario Kart 7, talvez um Mario 3D Land e um Resident Evil Revelations aqui e ali, uns indies acolá. Bons tempos.

    Nessa época a gente amava o console e mal podia esperar para ver o que vinha em seguida e acabava trocando, vendendo e comprando bastante. Eu mesmo sempre gostei de pegar emprestado quando podia os títulos de qualidade mais duvidosa. Mas foi assim que conheci Theatrhythm Final Fantasy e até o remake do Ocarina of Time no portátil.

    Desses jogos de peso médio, havia um que sempre despertava a minha curiosidade: Spirit Camera: The Cursed Memoir. O jogo vinha com um livro que você usava para interagir com o jogo e a ideia era muito interessante. E apesar dos bons preços no mercado de usados com o tempo, eu sempre acabava deixando pra lá, até porque o povo o criticava por ser uma experiência muito breve.

    Com o passar do tempo, descobri que Spirit Camera faz parte da série Fatal Frame! Curioso, mas até então eu não conhecia a série senão por uns amigos babando ovo e mesmo hoje em dia eu joguei apenas o 5, da série principal, no Wii U (mas tenho os outros no PS3 e Wii).

    Quando saiu o primeiro flashcard de 3DS, SC foi um dos primeiros jogos que lembrei de baixar. Sei lá, parecia que eu tinha uma pendência com o passado e sabia que daria para jogar usando fotos das páginas do livros disponíveis na internet. Cara, isso deve ter sido em 2015! O flashcard saiu logo de moda e o desbloqueio do portátil baixava os jogos direto no cartão SD, onde SC ficou por mais uns...anos?

    Com a curiosidade em dia e a lembrança de ser um jogo rápido (3 horas, parece), me joguei na aventura inclusive para liberar espaço na memória (coisa que tenho feito com diversos consoles).

    Bom, para jogar Spirit Camera, um jogo completamente focado na tecnologia de realidade aumentada (AR) do 3DS, você vai precisar das páginas. Baixei um PDF. Ambiente iluminado tbm é uma boa ideia, mas se for jogar com um arquivo no celular, como eu, dá até no escuro!

    Iniciando a campanha, tem toda o conto de terror e ambientação. Ok. A história gira em torno desse livro cheio de bizarrices e tal. Ah, não é muito interessante, para ser sincero.

    Logo você vai fazer sua primeira amizade virtual com a personagem Maya. Normalmente o jogo vai te pedir para falar com ela para dar continuidade à história e isso quer dizer que você tem que mover o 3DS como se fosse os seus olhos e olhar ao seu redor até encontrá-la e poder interagir.

    Aí é que mora o perigo: a necessidade de movimentação. Eu geralmente curto os meus jogos no conforto da minha cama, mas nesse jogo não dá. Ele foi pensado para ser jogado em pé.

    Enquanto metade da ação ocorre usando a câmera do portátil e olhando ao seu redor, a outra metade exige que você aponte a dita câmera para as páginas do livro. Geralmente o jogo vai exigir que você aponte para um lugar específico ou para procurar algo pelas páginas. Você aponta ao que for necessário e aquele quadro da página ganha vida, de uma forma bem bizarra!

    Um exemplo disso acontece bem no início, quando você deve apontar para uma foto de um rapaz. A foto é antiga e esquisita e conforme você e a Maya conversam, barulhos saem do 3DS e os olhos e boca do rapaz começam a desaparecer, deixando uma espécie de cicatriz no lugar.

    Em alguns momentos os quadros ganham vida e animações. Bem legal e convincente. Bom uso da tecnologia e um gimmick fui interessante

    Logo você vai precisar fazer a sua primeira batalha, que basicamente exige que você encontre um inimigo nos seus arredores, girando com o 3DS na mão, mantenha a retícula em cima dele até carregar uma barrinha e então tirar uma foto, que retira um pouco do HP daquele fantasma. Ele desaparece e você tem que o encontrar novamente e assim por diante. É importante ainda agir na hora correta, como quando a retícula fica vermelha logo antes de você sofrer dano, pois caso você não tire uma foto, você perde vida e pode até morrer!

    Apesar disso, o jogo é muito fácil 95% do tempo e você é levado pela mão quase sempre. Falhar parece impossível, mas a diversão é funcional por bastante tempo na sua curta jornada.

    As minhas partes favoritas são as de usar o livro, como em alguns puzzles ou a necessidade de procurar coisas bem escondidas ou com base em pistas por todas as páginas ao invés de apenas ir página após página.

    Ainda assim, cada "capítulo" do jogo é focado numa mini história que faz parte da cena geral de Spirit Camera. E cada mini história foca um pouco em uma certa página, te dando uma noção de progresso e duração da experiência.

    O ruim mesmo é quando o jogo começa a ficar muito óbvio: você sempre faz atos meio que na mesma ordem e logo o capítulo termina. Você conversa várias vezes com a Maya (não sei porque mas o jogo te obriga a interagir várias vezes seguidas com ela para continuar o diálogo ao invés de uma coisa só), depois a câmera começa a reagir com o livro e você o analisa até achar uma página com um alvo. Em seguida você deve fazer algo, como um puzzle, virar o console/livro de cabeça para baixo etc. Depois você descobre mais sobre o enredo e faz uma batalha. Finalmente, mas conversa com a Maya e fim do capítulo.

    Isso tudo deve durar uns 5 minutos!

    Resumindo: Spirit Camera: The Cursed Memoir é um jogo ok, principalmente se você tem a coisa real, livro etc, ao invés de usar o celular com um PDF como eu fiz. Acredito que a experiência teria sido bem melhor se eu tivesse jogado na época, mais jovem e tendo aqueles visuais como algo novo e fresco. Atualmente a ideia é muito legal, mas logo fica meio chata e boba. Um tipo de terror que não me convence e que seria mais legal para pessoas mais novas, e olhe lá.

    De bom: uso da realidade aumentada muito legal, principalmente com o livro, as exigências de buscar algo nas páginas e puzzles animados que demandam movimentação da sua retícula e tal. Curti as poucas cinemáticas e custscenes. A batalha final foi um desafio bacana.

    De ruim: repetitivo e previsível depois de um tempo. Enredo meio chato. Meio bobo (mais ainda em algumas partes do que outras). Impossível usar o efeito 3D mesmo no New 3DS XL com tanta movimentação. Exige que você jogue em pé (ou numa cadeira giratória como eu). Modelos 3D no mundo real as vezes ficam fora de proporção, tipo pessoas em cima da minha mesa de escritório aqui, pessoas andando na distância mas que aqui ficam andando nas paredes. No final eu girei tanto com o 3DS na mão que comecei a ficar meio nauseado.

    No geral, foi legal ver um uso diferente do convencional de uma tecnologia pouco aproveitada no 3DS: o AR. Fora que não me lembro de nenhum jogo nesse estilo, mesmo tendo sido algo bem simples. Não recomendo o jogo a não ser que esteja bem barato e pelo fator gimmick (inclusive, eu ainda o compraria por isso) ou para quem quer ir fundo na série Fatal Frame. Recomendo jogar no escuro e com uma fonte de luz apenas pro livro, caso você o tenha de verdade. Dá para viver ignorando completamente a existência desse jogo.

    Spirit Camera: The Cursed Memoir

    Platform: Nintendo 3DS
    203 Players
    4 Check-ins

    14
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-08-19 21:00:42 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Super Monkey Ball 3D

    Zerado dia 19/08/21

    Eu conheço a série Super Monkey Ball desde que me entendo por jogador. Sempre mencionadas nos lugares e comum nas revistas da época do Playstation 2 e Gamecube e sendo lançada e requentada até hoje nos consoles atuais, mas a verdade é que eu nunca havia jogado nenhuma das aventuras do macaquinho AiAi. Tinha curiosidade e estava me planejando para jogar no futuro, mas sem pressa nenhuma.

    As cosias mudaram quando um canal do Youtube que acompanho jogou um clone desse clássico da Sega, um jogo chamado Paperball. Cara, que divertido! Ou será que o jogador que deixou interessante?

    Pesquisei sobre o original e descobri que haviam jogos no GBA, 3DS e por aí vai. Resolvi pegar alguma versão e jogar casualmente.

    Nesses jogos você controla uma bola e deve guiá-la até a saída. É isso, mas no caminho você se depara com os mais variados tipos de desafios, como buracos no chão, plataformas que se movem, caminhos estreitos, partes que demandam controle da inércia ou velocidade e por aí vai.

    Para ser sincero eu não tenho certeza se controlamos mesmo a esfera ou o cenário, como se guiássemos uma bola inclinando uma tábua por baixo dela (o que explicaria porque o cenário se move tanto nesse jogo).

    Apesar do objetivo ser apenas chegar à linha de chegada, no caminho temos muitas bananas e muitas vezes você simplesmente quer pegar todas. Algumas vão exigir maior habilidade, lentidão, reflexos e sair da rota óbvia, mas é tão bom pegar tudo! Infelizmente Super Monkey Ball 3D não avisa quantas você já coletou, quantas faltas ou se já foram todas.

    Mas há uma barrinha que se enche conforme você coleta bananas e a cada 30 você ganha uma vida.

    Há algumas formas de falhar no jogo e perder uma vida:

    -Cair num buraco, a mais comum quando você vai rápido demais e acaba saindo da fase ou não vê uma abertura no chão;

    -O tempo acabar, quando você toma cuidado demais e tenta pegar tudo lentamente ou nas longas fases finais;

    -Pedir para desistir, o que eu nunca fiz, mas em um estágio especificamente eu tive que pensar duas vezes pois depois de muito progresso, era possível cair um degrau e ter que fazer tudo novamente, mas agora quase sem tempo.

    Como nos estágios finais a coisa fica complicadinha, é bom juntar umas vidas para progredir tranquilamente. Mas atenção! Suas vidas só contam no mundo atual e são resetadas no seguinte.

    Originalmente são 7 mundos com temáticas próprias (floresta, deserto, halloween etc) e cada um deles tem 10 estágios, sendo que o quinto sempre será um de bônus direcionado apenas a coletar loucamente bananas (com a possibilidade de cair em buracos e falhar).

    O início do jogo é ridiculamente fácil e apenas a partir do terceiro mundo é que começou a ter algum desafio, mas nada demais. SMB3D só ficou desafiador de verdade em uns poucos estágios aleatórios finais, que demandavam mais velocidade em caminhos estreitos e eu constantemente sem vidas. Cheguei a perder todas uma vez e achei que voltaria ao início do mundo, mas isso não aconteceu. Na verdade, eu voltei do início da fase como se tivesse perdido uma vida e tive que coletar todas as bananas normalmente (quando você perde uma vida, as bananas coletadas continuam coletadas).

    Como cada estágio dura 60 segundos (e você muitas vezes os termina bem antes) e normalmente o jogo é bem fácil, você vai ver a campanha voar de tão rápida. Alguns minutinhos e um mundo acaba.

    Uma coisa decepcionante é que o jogo não inova muito de um mundo pro outro e foca mais na estética mesmo, além de subir um pouco a dificuldade com mapas mais malucos (que sempre tem a silhueta e nomes de alguma coisa, tipo aquela pista do Yoshi do Mario Kart 8).

    Também achei chato que não há como jogar fases específicas nem depois de terminá-las, apenas o mundo completo. Poder escolher seria ótimo para voltar e pegar os raros coletáveis que estão em algumas fases. Seria um motivo legal pro replay.

    Mas falando em replay, os mundos ficam marcados com medalhas de acordo com os seus feitos, pelo o que eu entendi. Isso aconteceu em alguns dos meus, sendo que uma eu acredito com força que seja coletar todas as bananas de todas as suas fases, e outra que pode ser terminar o mundo sem morrer ou cosia do tipo.

    Mas poxa, num jogo tão superficial e barato (inclusive na época do 3DS um jogo custava R$99-150, mas alguns especificamente, como esse, eram R$49 no Mercado Livre, motivo para passar longe), você animaria de fazer 100%? Quer dizer, não me assustaria que alguém curtisse o bastante ou achasse a experiência breve demais de apenas terminar as fases, mas as chances são pequenas.

    Resumindo: Super Monkey Ball 3D não foi a melhor escolha para entrar na série, ou pelo menos é o espírito que mantenho visto que o jogo é completamente esquecido. Deu para curtir, deu para entender a lógica, mas fica uma sensação forte de ser muito superficial e de potencial desperdiçado, coisa que talvez os maiores jogos da franquia façam melhor. Senti que esse daqui passou longe da qualidade daquele tal de Paperball.

    De bom: visuais ok, bem ao estilo dos primeiros jogos de 3DS, sem serrilhados e tal. Jogabilidade boa, inclusive podendo controlar com o giroscópio do console. Coletáveis e "conquistas". Inclui modos diferentes e multiplayer, como corrida, luta. Efeito 3D bacana.

    De ruim: simples demais. Faltou inovação ao menos de um mundo pro outro, além da temática. O jogo termina como começa: do nada. Há 4 personagens para escolher, mas não vi diferença entre eles. Gostaria que as fases avisassem quantas bananas ainda faltavam ser coletadas.

    No geral, foi uma experiência ok para uma versão portátil e até me lembrou o Katamari do Vita, que é horrível quando comparado com as versões de console (e até do PSP) e acredito que teria gostado mais se tivesse o jogado há uns anos atrás, quando o portátil estava em alta e eu não tinha tantos jogos e video games. Bom, ao menos durou apenas umas duas horinhas. Totalmente passável.

    Super Monkey Ball 3D

    Platform: Nintendo 3DS
    44 Players

    14
  • kalibur123 Gabriel Pereira
    2021-08-15 15:53:48 -0300 Thumb picture

    Vendo Nintendo DS e Nintendo 3DS

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    Chrono Trigger

    Platform: Nintendo DS
    2230 Players
    235 Check-ins

    20
  • 2021-07-09 20:10:29 -0300 Thumb picture
  • 2021-06-16 23:53:15 -0300 Thumb picture
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-06-11 00:03:41 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Yo-kai Watch Blasters: White Dog Squad

    Zerado dia 10/06/21

    Aqui está o outro jogo que estava jogando paralelamente ao Final Fantasy XV, mais um Yo-kai Watch. Nem preciso dizer que não curti muito nenhum dos dois e por serem RPGs, cerca de 20 horas em cada foi tão arrastado que pareceram muito mais!

    Eu comecei a jogar o famoso Yo-kai Watch há cerca de um ano e curti demais o primeiro! Há alguns meses atrás passei pro segundo, que infelizmente não renovou muito bem a fórmula e acabou sendo meio cansativo, mas ainda haviam outros dois ainda no Nintendo 3DS: o 3, que jogarei no futuro, e esse tal de Blasters, uma espécie de spin-off baseado num minigame do YW 2.

    Aparentemente a ideia desse modo adicional deu tão certo que resolveram lançar um jogo inteiro baseado naquilo e se aprofundar um pouco.

    A ideia original por minha parte era dar um tempo da franquia pois, bem, são RPGs e eu canso fácil do gênero que demanda tantas horas de dedicação e repetição (coisa que poucas séries fazem corretamente, ao meu ver). Mas eu tive duas motivações para jogar Blasters: um pouco de saudades  e ânsia de ficar mais próximo de jogar o 3, que parece bem legal, e liberar um bocado de espaço no meu SD do 3DS já que o jogo pesa um bocado e fui passar uns jogos pro portátil que não couberam.

    O que eu esperava de Blasters? Bom, já que a série principal é meio que para bater de frente com Pokémon, eu esperava que esse daqui fosse um rival de Pokémon Mystery Dungeon. Mas ao mesmo tempo achava que a  cosia toda poderia ser uma espécie de beat'em up e o lance de jogar diretamente com os yo-kais, batendo livremente pelos mapas ao invés de batalhas de turno me deixou bem interessado.

    Pois bem, iniciei a aventura. Há duas versões de Blasters: Red Cat Corps e White Dog Squad. Fui de Dog pois sou apaixonado por cães (embora eu tenha adotado dois gatos há pouco e tenho os adorado!). Esse lance de versões é a mesma malandragem que a Gamefreak faz com Pokémon também.

    Após o desenho de abertura, haviam duas opções no menu principal: White Dog Squad e Moon Rabbit Crew, com um coelho de roupa espacial. Mas o que diabos é isso? Pesquisei mais tarde e essa parte do coelho é uma DLC que fora lançada adicionando missões, desafios e novos monstrinhos. Cheguei a acessar depois de terminar o jogo principal e pude transferir meu save para ela, inclusive mantendo o meu progresso exatamente de onde havia parado. Porque não simplesmente adicionar isso ao jogo base eu não sei.

    Enfim, a aventura conta a história de um grupo de yo-kais que resolve problemas na cidade, como um grupo de heróis. Há um tom e estética que muito parecem com Ghostbusters (inclusive o nome desse jogo é originalmente Yo-kai Watch Busters, no Japão).

    no seu quartel general você tem diversos andares e a opção de escolher uma missão e ser transportado para ela.

    O jogo é dividido em diferentes capítulos, e cada um deles tem várias fases principais e missões secundárias. Cada um desses capítulo conta uma história diferente e tem um caráter bem anime, incluindo uma prévia do próximo quando você termina o atual. É bem legal, não dá pra negar.

    Já cada fase tem um objetivo próprio dentro da história, como encontrar algum NPC, derrotar certos inimigos e coletar itens.

    Dentro de uma missão você vai se sentir bem familiarizado caso tenha jogado os YW 1 e 2 pois a engine é a mesma e os mapas são os mesmos desses jogos, porém limitados (não há a opção de ir de um para outro adjacente, mas dentro do seu quadrante a liberdade é total).

    Além dos visuais e localidades conhecidas, como a cidade inicial que tem a escola, a parte comercial da mesma cidade e até a vila do passado de YW 2, os próprios yo-kais são conhecidos já da série, inclusive com participações importantes daqueles que tiveram destaque anteriormente, sejam heróis que reaparecem na história, sejam chefes que estão todos de volta.

    E falando em chefe, a última missão de cada capítulo é sempre um desses chefes. As vezes você deve derrotar uns inimigos para que ele possa ser acessado. As vezes ele já anda no mapa e você pode meter a porrada e ao finalizar seu HP, ele fugirá, abrindo uma nova área onde o combate será mais sério numa pequena arena que muitas vezes vai exigir mais estratégia dos eu time e até interação com objetos do cenário para se dar bem.

    Um coisa meio decepcionante sobre Blasters é justamente o combate. Tem uma parte visual ok e é legal poder atacar diretamente ao invés do clássico dar prioridades e girar uma roleta de yo-kais. Mas a parte da porrada é muito simples e envolve um botão de ataque normal fraco e mais dois de habilidades equipadas. Como essas habilidades tem cooldown entre cada uso, acaba que você fica só apertando A a maior parte do tempo, com exceção de inimigos mais fortes que exigirão maior cuidado, uso de itens e tal (ou pelo menos até você ficar bem forte para nem se preocupar mais com isso).

    Os inimigos comuns são ridiculamente fácil e os chefes chegam a ser bem chatos e demorados, dois extremos completos no assunto dificuldade.

    Pelos mapas você encontra, além dos inimigos, itens (você pode ter no máximo dois no inventário de uma vez, então as vezes nem compensa pegar algo inútil ou use algo sem motivo para coletar algo melhor) e orbes, que também são derrubadas ao derrotar inimigos.

    Essas orbes são como o dinheiro do jogo e são mega importantes. No seu QG, é possível gastar essas orbes para "upar" níveis dos yo-kais (é a única forma), comprar itens e equipamentos, melhorar itens e por aí vai.

    O lance é que essas orbes são sempre bem poucas e você fica frequentemente sem nada, ainda mais se for como eu que foquei em fortalecer cada membro do meu time. Sendo assim, prepare-se para repetir missões várias vezes para conseguir mais e mais. No final do jogo eu acabei cedendo a fazer isso por um tempo para conseguir terminar o jogo.

    Agora imagine o caso: você termina uma missão com seu time nível 25 (cada monstro tem um nível independente), ganha 2000 orbes e resolve gastar num yo-kai para lhe dar níveis já que a próxima missão tem nível recomendado 28. Um yo-kai ganha dois níveis e vai para o nível 27, aprende um anova habilidade inútil. E aí? Vai pra próxima assim mesmo ou volta e refaz alguma missão? E agora que recrutei um novo yo-kai muito melhor e vou ter que fortalecê-lo para usar no time ao mesmo tempo que devolver o que suava e que investi tantas orbes para o "banco". E esses equipamentos super úteis? E essas melhorias? Fusões etc? Prepare as suas habilidades com administração de recursos ou a paciência em refazer missões.

    Resumindo: Yo-kai Watch Blasters: White Dog Squad é um jogo ok. Ele não traz novidade nenhuma para os olhos, apenas a jogabilidade diferente, mas nada muito divertido, para ser sincero. O jogo se resume a andar pelo mapa da missão em direção a seta e ficar apertando um botão ou outro até o inimigo morrer e nenhuma sensação de dever cumprido ao terminar as fáceis e repetitivas missões, coisa além de infantil. A minha aposta é que o jogo brilha mais no modo multiplayer e nas fases extras do pós-game e desafios altos. Mas em questão de campanha principal, o jogo é fraco e fica atrás dos anteriores quando o foco é o single-player.

    De bom: visuais bacanas, principalmente nas cinemáticas. Muitas missões principais com história bacana, missões secundárias e conteúdo extra garantem que o dinheiro investido vá ser compensado, ainda mais por seu lado "Monster Hunter" de farmas e repetir missões. Muitos yo-kais para serem capturados. Inclusão do modo multiplayer e conectividade até com YW 2.

    De ruim: eu desgosto demais dessas dublagens americanas de animes e jogos do tipo, meu deus! Alguns personagens tem a voz mega irritante! Jogabilidade muito simples e repetitiva. Tudo é feito com as orbes e é caro, garantindo um progresso meio lento e te obrigando a voltar e refazer fases, que nem sempre são rápidas. Perder numa missão significa perder todas as orbes coletadas, o que atrasou bastante meu progresso nas últimas fases. Algumas animações repetem demais, como entrar e sair de missões, mas felizmente há a opção de pular tudo. IA estúpida fazia com que meus aliados não evitassem ataques óbvios, demorassem para curar e morressem com frequência. Achei que faltou mais novidade em relação a estágios e chefes, que pareciam apenas reciclar elementos dos jogos anteriores. No seu QG, cada NPC de cada andar faz algo, como fortalecer seus yo-kais, trocar yo-kais no time e aceitar missões, o que te obriga a ficar subindo e descendo escadas muitas vezes. A repetitividade arrasta muito o jogo na mesmice e 13 horas pareceram 60.

    No geral, eu achei o jogo ok, mas definitivamente o pior da série até então, e olha que nem curti muito YW 2 depois de jogar o primeiro. Por outro lado, pode ser um forma legal de conhecer esse universo para quem não curte jogos de combate por turno e eu super recomendaria para jogar multiplayer simultaneamente entre até quatro amigos. Fora isso, passável.

    YO-KAI WATCH BLASTERS: White Dog Squad

    Platform: Nintendo 3DS
    4 Players

    6

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