• iuritoadstool Iuri Patias
    2021-11-28 14:04:39 -0200 Thumb picture

    Donkey Kong Country e o trágico destino da humanidade

    Medium 3891023 featured image

    OBS: Este é meu primeiro artigo publicado na Alvanista. Assim como qualquer produção do gênero, o trabalho de pesquisa e de construção é exaustivo, portanto, caso você tenha gostado e deseja a continuidade deste tipo de conteúdo por aqui, curta, compartilhe e comente. Será um prazer interagir com todos e ler o feedback da comunidade. 

    Decifrar ou construir o significado de uma obra é um dos desafios mais atraentes para os aventureiros que adoram mergulhar no infinito mundo da interpretação.

    Aqueles que lançam o seu espírito nos mistérios da arte, devem, de antemão, conhecer os fundamentos da hermenêutica. O primeiro é a intertextualização, onde o sentido de um texto depende do conhecimento prévio de outros textos; o segundo é a inesgotabilidade do sentido, pois este é livre, mutável e infinito.

    Isso quer dizer, em termos práticos, que tão logo uma obra é posta no mundo, a sua significação deixa de ser propriedade exclusiva do seu criador e fica sujeita à ressignificação por toda coletividade de intérpretes.

    Nesse liame, boa parte das maiores obras da nossa curta história tem um traço em comum: o seu criador original teve o propósito consciente de estimular uma postura intelectual ativa dos seus destinatários. Para atingir esse fim, uma narrativa densa e surpreendente ou, por vezes, macabra e aterrorizante, foi escondida em alegorias e metáforas que exigem, além de atenção, amplo conhecimento preliminar daquele que se desafia nesse mergulho.


    Sherlock Holmes pode ser um grande professor do pensamento lógico e da ciência da dedução.

    A linguagem do cinema é especialmente apropriada para o uso de alegorias. Por esta razão, permita-me ilustrar essa afirmação com dois dos inúmeros exemplos possíveis.

    O primeiro é o longa O Iluminado, dirigido por Stanley Kubrick. Quem assiste a essa obra, vivenciará um excelente terror psicológico. Quem a analisa, porém, poderá juntar as pistas da sua surpreendente narrativa oculta: uma alegoria aos conflitos indígenas durante a colonização dos Estados Unidos e uma crítica à história oficial dessa guerra, com suporte em conceitos filosóficos de Michael Foucault.

    Foco neste diálogo do filme.

    O segundo é o musical Cantando na Chuva, dirigido por Gene Kelly e Stanley Donen. Esse filme, sob o pretexto de um inocente musical, adota a técnica da metalinguagem para contar a história da transição do cinema mudo para o falado.

    Na linguagem do cinema, a chuva indica mudança. Cantando na mudança!

    Nossa introdução foi grande, mas valeu a pena porque, agora, podemos fazer a pergunta central: Poderiam os videogames transpor a narrativa alegórica para a sua linguagem e introduzir mensagens subliminares ou críticas políticas absolutamente ocultas, apenas aguardando para serem descobertas?

    Respondo: é claro que sim!

    Ao mesmo tempo em que existem jogos como a popular franquia Metal Gear Solid, que aborda o perigo e as consequências da fabricação de armas nucleares como tema imediatamente identificável, há outros games que optam por introduzir mensagens por meio de alegorias que, geralmente, passam desapercebidas quando estamos preocupados em salvar o mundo ou resgatar a princesa.

    Primeiro, um exemplo simples e bem conhecido: Super Mario Bros. 3 é apenas uma peça de teatro. O sequestro da princesa Peach é “de mentirinha”, os inimigos são meros atores e o cenário está lá montado em um palco. Você até pode observar os parafusos que seguram os blocos no cenário ou notar a sombra que fazem sobre a lona.

    Depois de décadas de discussão, o próprio criador do Super Mario confirmou a suspeita dos fãs.

    Porém, de forma bem mais ambiciosa do que Super Mario, a série Donkey Kong Country pode esconder os seus mistérios e nos alertar para a possibilidade de extinção da raça humana. Sim, é isso mesmo que você leu, e o que vou provar a partir de agora!

    Desenvolvido originalmente pelos ingleses da Rareware, sob a supervisão da Nintendo, Donkey Kong Country ganhou três jogos no Super Nintendo que, até hoje, rendem sorrisos para aqueles que jogaram a trilogia dos anos 1990.

    Três dos melhores jogos de todos os tempos. Obrigado, Rare <3

    No primeiro Donkey Kong Country, a missão dos parceiros Donkey e Diddy é resgatar as diversas pencas de bananas que foram roubadas pelo vilão King K. Rool e sua trupe de crocodilos apelidados de Kremlings.

    Uuuuh... ba-na-na

    Ambientado na DK Island, uma ilha com o formato do rosto do gorilão, a primeira aventura da franquia possui ambientes predominantemente bucólicos, mas que dão sinal de algum evento misterioso: as florestas, selvas, lagos e cavernas são, aos poucos, sucedidos por minas de trem abandonadas, cavernas com iluminação artificial e até uma indústria

    Spoiler: Não é a Amazônia

    A pergunta é inquietante: quem teria construído a tecnologia presente nesta ilha ficcional? Os gorilas ainda são primitivos e moram em casas na árvore, parecendo, portanto, muito distantes da industrialização. Os Kremlings, igualmente, ainda são bárbaros e sua tecnologia própria se resume a objetos construídos com madeira.

    A embarcação do King K. Rool é construída com cordas e madeira.

    A resposta pode ser bem desagradável. A tecnologia parece pertencer aos seres humanos, e Donkey Kong Country aparenta ser ambientado em um futuro distópico, onde a raça humana foi extinta ou suprimida por um evento cataclísmico.

    Monarquia, Grandes Navegações e Revolução Industrial?

    Se você gosta de cinema, provavelmente já viu essa história antes: as semelhanças com a narrativa de Planeta dos Macacos são inegáveis.

    Planeta dos Macacos tem uma das reviravoltas mais memoráveis da história do cinema.

    Criado pelo autor francês Pierre Boulle, Planeta dos Macacos conta a história de um astronauta que sobrevive a uma missão espacial e aterrissa em um planeta, supostamente apenas similar à Terra, onde uma raça de macacos falantes domina e escraviza os seres humanos. No final do filme e, com a licença de um spoiler de uma obra de 1968, descobrimos que o planeta em questão é, em verdade, o nosso.


    http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)

    “Same energy”

    Em apertada síntese, as sequências de Planeta dos Macacos explicam o evento cataclísmico com suporte em uma terapia genética experimental – ALX – 112, que empregava um vírus para o tratamento de Alzheimer. Essa tecnologia, porém, utilizava primatas como cobaias, fazendo com que as suas proles nascessem superdesenvolvidas. Já, nos humanos, descobre-se que o vírus tem efeito reverso graças aos anticorpos.

    Por sua vez, em Donkey Kong Country, o evento cataclísmico parece ter outra causa que só foi trazida à baila nos últimos dois jogos desenvolvidos pelos texanos da Retro Studios.

    Após um hiato de 16 anos, Donkey Kong Country Returns foi lançado para o Nintendo Wii em novembro de 2010, trazendo como palco, novamente, a DK Island, com uma notável diferença: as calotas polares não fazem mais parte da paisagem.

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    DK Island sem as calotas polares... querem nos dizer algo?

    Nesse episódio da série, os inimigos Kremlings foram retirados para que fossemos apresentados à Tribo Tik Tak, nascida de uma misteriosa erupção vulcânica no topo da ilha.

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    Uma das paisagens de Returns exibe um Wiimote, controle por movimento lançado em novembro de 2006.

    Quatro anos depois, em fevereiro de 2014, a Nintendo publicou a sequência de Returns, chamada Donkey Kong Country: Tropical Freeze (DKCYF), lançada originalmente para o Wii U e remasterizada para o Nintendo Switch em 2018. E o mais recente título foi o escolhido para trazer pistas que nos alertam para um possível trágico destino da humanidade

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    Snowmads: os vilões de Tropical Freeze, mas talvez não tão vilões assim...

    Na história de DKCTF, um grupo de vikings árticos chamados Snowmads estão navegando à procura de outras ilhas para colonizar, até que avistam um balão nos céus e a Ilha Donkey Kong. Em seguida, o líder desse grupo usa seu berrante para evocar um dragão de gelo que congela o local e arremessa os gorilas para outras ilhas bem distantes de seu lar.

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    A ilha onde a aventura se inicia em Tropical Freeze

    Para ajudar a compor os mistérios sobre a narrativa escondida, Tropical Freeze é o jogo da série mais insistente na referência aos criadores da tecnologia das ilhas. Suas paisagens contêm resquícios da civilização humana, como aviões, submarinos, moinhos, correias, televisões e até janelas de vidro transparente.

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    Em tradução livre: Caramba, fomos atingidos pelo triângulo das Bermudas ou algo assim? Você vê todos aqueles destroços retorcidos por aí?

    E muitos desses elementos já são apresentados durante o primeiro cenário, que possui um nome, digamos, bem peculiar: “Lost Man”grooves... Sacou?

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    Eu também, Capitão América.

    Não obstante, assim como apenas as sequências de O Planeta dos Macacos explicaram a decadência dos homo sapiens, Tropical Freeze foi o jogo escolhido para fornecer algumas pistas que podem explicar o evento cataclísmico que culminou no desaparecimento do ser humano.

    Está preparado para algumas perguntas?

    1- Qual evento destrutivo levaria animais árticos a migrarem para outras regiões à procura de sobrevivência?

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    2- Qual evento cataclísmico leva o resfriamento temporário de regiões tropicais devido ao derretimento de calotas polares?

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    3- O que a emissão de CO2 tem a ver com o efeito estufa?

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    4- O desmatamento de áreas naturais contribuiu para o desequilíbrio das temperaturas e dos regimes de chuva?

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    No sentir deste autor, Tropical Freeze não é uma parábola sobre a destruição da nossa civilização, mas, sim, sobre a autodestruição do ser humano pelo aquecimento global ocasionado pelo uso irracional dos recursos naturais. E a possível mensagem que a Nintendo, Rareware e Retro Studios quiseram nos transmitir possui muito prestígio entre as hipóteses científicas.

    O chamado Paradoxo de Fermi consiste na aparente contradição existente entre as altas probabilidades de existência de civilizações extraterrestres e, por outro lado, a falta de evidências sobre essas civilizações.

    Uma das possíveis explicações apresentadas por aqueles que assumem que a vida extraterrestre existe é o chamado Grande Filtro, que discorre que em algum momento na história da civilização, existirá uma espécie de barreira improvável ou impossível de se passar porque a vida inteligente tende a se autodestruir.

    Este é o argumento que diz que civilizações tecnológicas geralmente destroem a si mesmas antes ou pouco depois de desenvolver tecnologias de rádio e viagem espacial. Entre as causas para a nossa ruína estão as guerras nucleares (como em Dr. Fantástico), contaminação acidental (Planeta dos Macacos) ou mesmo uma catástrofe malthusiana após a deterioração da ecosfera de um planeta, o que, tudo indica, parece ser a incrível, macabra e aterrorizante história de Donkey Kong Country.

    Apesar da complexidade em enxugar a presente teoria aqui disposta, espero que os leitores deste artigo possam ter, ao menos, percebido que, assim como qualquer outra obra artística, os videogames não só podem como realizam com primor a mágica da alegoria como recurso narrativo.

    Nunca mais percam de vista que aquele seu jogo favorito pode ter muito mais a apresentar do que uma simples história linear,  boba e colorida!

    55
    • Micro picture
      jcelove · about 1 year ago · 4 pontos

      Rapaz que loko. Nunca tinha imaginado dk como uma metafora prum futuro pos apocaliptico pra humanidade...to passada e chocada hehe

      2 replies
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      eikesaur · about 1 year ago · 3 pontos

      Nossa mano, teu artigo ficou muito bom, de verdade mesmo. Parabéns pelo esforço, e apesar de nunca ter pensado sobre isso antes, compartilho da opinião embasada no artigo.

      1 reply
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      msvalle · about 1 year ago · 3 pontos

      Parabéns pelo excelente artigo! Quanto às imagens, o Alvanista tem um limite de 10 imagens por artigo.

      1 reply
  • iuritoadstool Iuri Patias
    2021-11-25 14:58:55 -0200 Thumb picture
    Post by iuritoadstool: <p>Neste final de semana, vou publicar meu primeiro

    Neste final de semana, vou publicar meu primeiro artigo aqui na Alvanista. Trata-se de uma leitura minimalista sobre o uso da alegoria como recurso narrativo em uma das minhas séries favoritas dos videogames: Donkey Kong Country.

    Estou muito satisfeito com o trabalho realizado e espero que vocês apreciem a leitura tanto quanto eu apreciei a confecção do vindouro artigo. 

    32
  • andre_andricopoulos André Zanetti Andricopoulos
    2021-06-07 12:04:21 -0300 Thumb picture

    THE LAST GUARDIAN

    Galera, favor votar no LAST GUARDIAN nessas duas categorias... senão vou dar "UNFOLLOW".

    LINK PARA VOTAR:

    http://alvanista.com/goty/posts/3868717-votacao-aberta-melhores-do-ano-de-2016

    Não quero me estressar com os coleguinhas... esse jogo é épico demais. 

    Maravilhoso. Espetacular e emotivo! Uma de minhas melhores e maiores experiências gamer.❤️😮🤗👍🏻🐈😢

    Eu fiquei bem parecido com a mina acima no final ...😬

    The Last Guardian

    Platform: Playstation 4
    1019 Players
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    17
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      ersatzgott · over 1 year ago · 3 pontos

      Dá unfollow que na segunda eu votei em Persona 5 :v
      Da primeira não joguei nenhum, mas eu acredito aue o TLG seja o melhor mesmo

      2 replies
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      gennosuke6 · over 1 year ago · 2 pontos

      AHUhauahuahuahua. >D Anotado!

      1 reply
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      santz · over 1 year ago · 2 pontos

      Opa, valew pela divulgação top. Esse jogo parece ser bem marcante, mas nunca joguei XD

      3 replies
  • andre_andricopoulos André Zanetti Andricopoulos
    2021-06-07 11:27:35 -0300 Thumb picture

    BOY! 👨‍👦

    A tensão chega ao seu nível máximo...😬

    E KRATOS já encontra-se no nível "putasso" 😤😠

    Na boa...que combate frenético 👍🏻👌🏻

    ÉPICO!

    Nunca gostei do estilo HACK N SLASH, logo os clássicos GOD OF WAR nunca me atraíram (mas entendo sua importância e relevância para o gênero).

    No PlayStation 4 simplesmente me apaixonei com esse novo GOW (nórdico) com foco na trama e combates interessantes que fogem da regra chata do gênero referente o "esmagar de botões": há exploração, uma incrível narrativa, puzzles e muitos colecionáveis. Já mencionei a dublagem (inglês e português)?. Fenomenal 👌🏻

    Os gráficos encantam, assim como a jogabilidade suave e os efeitos sonoro. Mas o que mais me encantou mesmo foi a carga emocional de toda a narrativa com memoráveis personagens. Incrível mesmo 👌🏻👍🏻

    God of War

    Platform: Playstation 4
    1722 Players
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  • andre_andricopoulos André Zanetti Andricopoulos
    2021-04-26 09:26:17 -0300 Thumb picture

    BOY! 👨‍👦

    Meu garoto parece entediado...

    Então bora pra ação 💪

    Atracagem de Helheim ⚓⛵🛳️🔱

    Mais ação pro "boy entediado". 

    Seguindo com combates frenéticos nos "Céus de Helheim" 💨☁️⛵

    Nunca gostei do estilo HACK N SLASH, logo os clássicos GOD OF WAR nunca me atraíram (mas entendo sua importância e relevância para o gênero).

    No PlayStation 4 simplesmente me apaixonei com esse novo GOW (nórdico) com foco na trama e combates interessantes que fogem da regra chata do gênero referente o "esmagar de botões": há exploração, uma incrível narrativa, puzzles e muitos colecionáveis. Já mencionei a dublagem (inglês e português)?. Fenomenal 👌🏻

    Os gráficos encantam, assim como a jogabilidade suave e os efeitos sonoro. Mas o que mais me encantou mesmo foi a carga emocional de toda a narrativa com memoráveis personagens. Incrível mesmo 👌🏻👍🏻

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      ryou · over 1 year ago · 2 pontos

      Na imagem 2 eles até parecem brothers.

      1 reply
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      seufi · over 1 year ago · 2 pontos

      A penúltima eu curti antes dela ser postada aqui ^~^

      3 replies
  • andre_andricopoulos André Zanetti Andricopoulos
    2020-10-06 12:23:37 -0300 Thumb picture

    BOY! 👨‍👦

    Troféu conquistado: A JORNADA COMEÇA 🏆

    Área Descoberta: BEIRA DO BOSQUE SELVAGEM

    Mote principal do game: "A caminho da montanha..."

    É bem comum você avistar um colecionável e ter que descobrir formas de alcançá-lo. 

    Alguns só com o avançar da trama mesmo...

    A "altura" das fases é bem impressionante também, sendo necessário uma exploração minuciosa em todos os cenários.

    O nível de detalhes impressiona: sim, Kratos é forte, mas também é velho (vide braço)💪🏻

    DRAUGR (PROJÉTIL): Esses Draugr lançam projéteis de fogo. Como eles fazem isso?

    Eles gostam de atacar de longe, o que pode ser bem irritante enfrentando vários inimigos ao mesmo tempo. Pelo menos eles morrem rápido.

    Boy... lê pro papai analfabeto...

    "BOAS VINDAS, JOTNAR".

    Os JOTNAR tinham um povoado aqui? Gigantes... tão perto de casa. Mas... isso faz quanto tempo?

    Nunca gostei do estilo HACK N SLASH, logo os clássicos GOD OF WAR nunca me atraíram (mas entendo sua importância e relevância para o gênero). 

    No PlayStation 4 simplesmente me apaixonei com esse novo GOW (nórdico) com foco na trama e combates interessantes que fogem da regra chata do gênero referente o "esmagar de botões": há exploração, uma incrível narrativa, puzzles e muitos colecionáveis. Já falei da dublagem (inglês e português)?. 

    Os gráficos encantam, assim como a jogabilidade suave e os efeitos sonoro. Mas o que mais me encantou mesmo foi a carga emocional de toda a narrativa com memoráveis personagens. Incrível mesmo 👌🏻👍🏻

    God of War

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  • andre_andricopoulos André Zanetti Andricopoulos
    2020-09-28 12:55:53 -0300 Thumb picture

    BOY!

    Blz? Você...vem sempre por aqui? 😬

    DAUDI KAPMUDIR ... "A mamãe contou várias histórias sobre troll. O nome desse aqui significa Mercador da Morte. Com um nome assim, ele devia ser bem malvado. Ainda bem que morreu..."

    "Acho que o Troll que enfrentamos era Daudi Kapmudir. A mamãe contava histórias sobre ele para tentar me assustar se eu fosse muito longe. Acho que ela teria orgulho de mim..."

    " O papai pensa que não estou pronto só porque fiquei meio nervoso. Que seja, eu ajudei ele a matar um troll. Sei que estou pronto..."

    Tá certo: se desobedece os pais, leva "uma bifa". 😎

    Os combates são bem legais nesse GOW...

    " Um homem estranho cheio de tatuagens foi a nossa casa e atacou o papai..."

    "... Eles destruíram tudo..."

    "... Quem era ele? O que queria com a gente?"

    Este game tem um poder de narrativa e sentimentalismo incrível...mas não significa menos violento 💪🏻

    Nunca gostei do estilo HACK N SLASH, logo os clássicos GOD OF WAR nunca me atraíram (mas entendo sua importância e relevância para o gênero). No PlayStation 4 simplesmente me apaixonei com esse novo GOW(nórdico) com foco na trama e combates interessantes que fogem da regra chata do gênero referente o "esmagar de botões": há exploração, uma incrível narrativa, puzzles e muitos colecionáveis. Já falei da dublagem (inglês e português)?. 

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      griffor · about 2 years ago · 3 pontos

      Tô jogando aos pouquinhos e curtindo pacarai pelos mesmos motivos.

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      seufi · about 2 years ago · 2 pontos

      Puta obra-prima!

      1 reply
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      zefie · about 2 years ago · 2 pontos

      Queria ter feito a platina dele, mas emprestei o jogo antes da pandemia e não consegui pegar de volta (mas o que me aguarda vai ser tenso, já que terminei o jogo bem underlevel aahuauhahu)

      3 replies
  • andre_andricopoulos André Zanetti Andricopoulos
    2020-09-23 23:57:30 -0300 Thumb picture

    BOY!

    A voz do Kratos é de arrepiar ...😘

    Já vi que muitas "fotinhas" serão tiradas...

    Caramba...quanta carga emocional na narrativa😢

    "Minha mãe é uma sereia" 🧜

    Muitos não vão entender mas... tá ae "Minha mãe é uma sereia" 🤪. Destaque pra Cristina Ricci criança (antes da Família Addams) 😂

    Há muitos colecionáveis por todo o jogo o que o distancia de um chato "hack n slash"...

    Caramba... é um deslumbre visual esse jogo!

    O "machado do Thor" adiciona muitas possibilidades de ataque e também solução para puzzles...

    "BOY!" 😠

    "A mamãe disse que os Draugr são guerreiros que morreram, mas suas almas eram teimosas e furiosas demais para desistir. Eles enfrentam as Valquírias que vêm buscá-los e revivem seus próprios cadáveres...e sua forma original acabou se distorcendo. Agora não passam de cascas do que já foram, e atacam qualquer um que vejam pela frente. Ela também disse que eles podem voltar com várias formas e tamanhos - e alguns até tem poderes diferentes um dos outros." 🧟"

    "Boy... lê pra mim" 😠: 

    "Lobos gigantes. Skol persegue o sol. Hati persegue a lua. O que acontece quando alcançarem a presa? Parece uma grande batalha: Odin, Thor, a Serpente do Mundo... Será que é? 

    Nunca gostei do estilo HACK N SLASH, logo os clássicos GOD OF WAR nunca me atraíram (mas entendo sua importância e relevância para o gênero). No PlayStation 4 simplesmente me apaixonei com esse novo GOW (nórdico) com foco na trama e combates interessantes que fogem da regra chata do gênero referente o "esmagar de botões": há exploração, uma incrível narrativa, puzzles e muitos colecionáveis. Já falei da dublagem (inglês e português)?. 

    Os gráficos encantam, assim como a  jogabilidade suave e os efeitos sonoro. Mas o que mais me encantou mesmo foi a carga emocional de toda a narrativa com memoráveis personagens. Incrível mesmo 👌🏻👍🏻

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      hanzy · about 2 years ago · 3 pontos

      Cara esse jogo é maravilhoso, puta merda eu gosto demais dele. Kratos ta um homão da porra nele to ansioso demais pela continuação. Motivo pra mim comprar um PS5

      3 replies
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      rshadowss · about 2 years ago · 3 pontos

      Eu fico molhado com a voz do Kratos hahaha

      4 replies
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      seufi · about 2 years ago · 2 pontos

      Quanto aos colecionáveis, não se preocupe, porque todos eles estão em locais que você pode acessar depois

      1 reply
  • andre_andricopoulos André Zanetti Andricopoulos
    2019-09-10 13:21:31 -0300 Thumb picture

    Contos da Titia Edith 🧚🧝👩‍🎤 (SHARE)

    CHECK OUT das loucas histórias com suas mensagens ocultas entre o lúdico e o real...

    "Ele havia conquistado uma cidade e imediatamente prosseguiu"

    Seu palácio e seus convidados...

    "Aquilo que você mais teme não vai terminar quando você for embora dessa casa" 😲

    "Tudo que restou agora é contar sobre aquela última noite em que você nasceu..."🌜✨🌌

    "Meus filhos vão morrer por causa das suas histórias" 🥺

    "Essas coisas não vão embora, elas ficam lá sob a superfície. Eu tentei proteger meus filhos mas não pude. Quando a névoa chegou, me perdi. Comecei a ver coisas." 🤔🧐

    "É um game sobre o desconhecido e o senso do sublime" - Ian Dallas

    Pra quem se pergunta quem seria a Shirley Dallas, dos créditos, é a mãe de um dos produtores. Faleceu devido um triste câncer no ovário.

    "É um game sobre aquele senso sinistro das coisas ao seu redor e a sensação de estar num lugar e universo que você não compreende inteiramente" - Ian Dallas

    Um interessante e curto game 1st person com uma experiência visual incrível. Vale a pena conferir...

    "Espero que os jogadores consigam uma admiração renovada pelas nossas vidas, curtas e maravilhosas. Em qualquer família, a morte não é o fim de tudo. Quer dizer, é o fim para umas pessoas, mas há tantas pessoas que continuam vivendo, e como isto tudo muda todos a sua volta... tudo continua sem você." - Ian Dallas

    What Remains of Edith Finch

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  • rodrigoarkade Rodrigo Pscheidt
    2018-05-28 15:45:34 -0300 Thumb picture

    Narrativa Embutida X Narrativa Emergente

    Há tempos que eu queria escrever um artigo sobre narrativa nos videogames. Neste fim de semana, o primeiro texto desses saiu, e teve uma aceitação melhor do que eu esperava, indo parar nos mais lidos do site, e tudo mais. \o/

    Jornalismo de games vai além de notícias e reviews, e embora me falte tempo para ir "além" deste básico, eu realmente quero produzir mais conteúdos desse tipo.

    Se alguém aí também curte divagar sobre outros aspectos dos videogames e quiser conferir o artigo o LINK ESTÁ NA IMAGEM lá de cima.

    E você? Prefere narrativa embutida ou narrativa emergente?

    P.S. Feedbacks são muitíssimo bem-vindos. ;)

    Uncharted 4: A Thief's End

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      dbcdavid · over 4 years ago · 1 ponto

      Acho que nenhum jogo até agora, que não seja experimental, tem de fato narrativa emergente. Como você mesmo mencionou, todos têm uma narrativa embutida, só que não se obriga a segui-la o tempo inteiro. Para que um jogo tenha de fato a narrativa emergente, ele tem que gerar história durante o gameplay e isso ainda é muito pesado e complicado.

    • Micro picture
      gradash · over 4 years ago · -2 pontos

      Eu detesto jogos com narrativa embutida e lineares, este é um dos maiores motivos de os consoles da Sony não me interessarem, pois os exclusivos dele são tudo livres como um trem.

      Inclusive eu gosto muito lore, mas da história do jogo é algo que eu não dou a mínima, é por isto que curto jogos da série Elder Scrolls, Fallout ou de MMORPGs, muita lore e pouco história.

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