• anduzerandu Anderson Alves
    2021-07-15 22:44:38 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Journey of the Broken Circle

    Zerado dia 15/07/21

    Eu, cheio de jogos pra jogar e algumas pendências mais urgentes, resolvo jogar algo que ninguém nunca ouviu falar: Journey of the Broken Circle. Na verdade esse jogo me foi dado gratuitamente por eu já ter um outro título no Switch, coisa que volta e meia acontece, principalmente com essa tal de nakana.io, um site/publisher de jogos indies com alguma mensagem por trás deles e que aparentemente destina seus lucros para a caridade, o que é muito nobre e legal da parte deles. Tenho mais um ou outro jogo deles no Switch e há pouco tempo atrás terminei outro, chamado Lydia (até publiquei aqui).

    No caso desse JotBC eu o baixei e resolvi abrir para ver do que se tratava e se poderia o jogar multiplayer com um sobrinho. Apesar de ser apenas single player, acabei jogando algumas das primeiras fases e mesmo não tendo o adicionado à minha lista de prioridades como normalmente faria, resolvi o terminar logo por ser algo casual.

    Nesse estranho jogo você controla Círculo (sim, esse é o nome dele em português) e não tem segredo nenhum na jogabilidade: use o direcional para guiá-lo para o que geralmente é a direita da tela e aperte B para pular sobre obstáculos e plataformas.

    A jogabilidade é meio tediosa a maior parte do tempo e envolve você rolando e rolando e rolando, as vezes pulando uma pedra ou coisa do tipo, enquanto lê os diálogos ou a narrativa na tela, que são o foco da aventura, sendo a jogabilidade quase que uma desculpa para fazer a mensagem chegar ao jogador.

    O Círculo se parece muito com um Pac-Man branco já que ele tem uma "fatia" faltando em seu corpo que acaba se assemelhando à uma boca.  Ser incompleto é justamente o que o faz sair na jornada em busca de preenchimento.

    As vezes o cenário exige que você passe por caminhos com mais obstáculos ou espera a hora certa de dar um pulo, como ao descer rapidamente de um morro de areia, mas é tudo tranquilo e mesmo morrendo os checkpoints são constantes. Moleza!

    Em lugares menos óbvios você encontrará cogumelos colecionáveis que desbloqueiam fases extras no menu principal. Cheguei a desbloquear a primeira coletando 10 deles, mas não joguei a fase.

    No caminho você ainda fará amizades temporárias, como o Grudento (Sticky) que é meio que uma pinha que fica na sua "boca" e sempre bate um papo com você. O grudento possibilita que você grude nas paredes e as suba. Infelizmente o jogo é mega linear e ele sairá ao alcançar determinado ponto da aventura, o que também acontecerá com outros amigos futuros, como um que te deixa bem rápido e outro que o permite voar!

    Enquanto isso você está rolando e rolando.

    O lado filosófico da cosia toda é até interessante e me prendeu o bastante, inclusive me fez acreditar que a mensagem no desfecho do jogo poderia ser bem útil, em como o Círculo se completaria ou não e como terminaria todas as amizades que fiz e que me largaram com o tempo (ou os que larguei ou ignorei na história).

    São poucas fases, apesar de elas durarem alguns minutos cada. No final o Switch mostrou cerca de 2 horas de jogo e são no máximo uns 20 cenários. O legal é que muitos deles tem estéticas diferentes e usam mecânicas próprias, justamente por conta do seu parceiro atual.

    Nas últimas missões o jogo deixou de ser um simulador de rolagem e exigiu mais cuidado com plataformas e obstáculos que matavam instantaneamente. Finalmente um pouco de desafio!

    O protagonista começa a se perguntar bastante se vale a pena continuar ou desistir de tudo, como se sente abandonado pelas amizades que ficaram pelo caminho e tal, tem até umas fases de fuga de uma sombra que meio que representa a depressão. Na parte ideológica lembra a experiência do Celeste.

    Resumindo: Journey of the Broken Circle é um jogo bem simples, o que não me surpreende por eu tê-lo ganhado de graça na eshop do Switch. Em questão de jogabilidade, ele é bem tranquilo e qualquer um conseguiria jogá-lo mas não é divertido quase nunca justamente por ser muitas vezes apenas segurar para a direita. É bem óbvio o foco na mensagem, o que pode ser bem legal para alguém que goste de jogos mais artísticos ou precise de um pouco de conversa sobre depressão, existencialismo e afins (todos nós).

    De bom: mensagem legal. Mecânicas novas a cada fase, assim como temáticas de cenários. Jogabilidade simples. Possibilidade de jogá-lo em Pt-BR. Trilha sonora psicodélica é o ponto alto do jogo.

    De ruim: meio simples e repetitivo demais. Por grande parte da aventura pouca coisa acontece e fica meio tedioso. Achei o final meio inconclusivo.

    No geral, valeu a pena por ser bem curto e ter sido de graça. Para quem não precisa da parte psicológica e filosófica, eu não vejo motivos para adquirir o jogo, de verdade. Jogo ok!

    Journey of the Broken Circle

    Platform: Nintendo Switch
    2 Players

    12
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-07-04 20:43:22 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Lydia

    Zerado dia 04/07/20

    Muito me surpreende que o Alvanista não tenha alguns jogos bem conhecidos (ou páginas voltadas para determinadas versões de certas plataformas dos mesmos) enquanto alguns jogos são mais trabalhosos de serem encontrados e me fazem ter que digitar seus nomes na URL, procurar no Google ou mesmo ir na página do console em questão, ir nas páginas de jogos esquecidos e sem interação e procurar os títulos desejados.

    Por outro lado, Lydia foi encontrado facilmente ali na barra de busca. Bem curioso isso, hehe.

    Esse é um daqueles jogos que você normalmente morre sem saber que existem. Aqueles indies bem baratos e simplórios e quase sem atrativo. É o tipo de jogo que eu simplesmente ignoro quando vejo nas lojas digitais das plataformas que jogo. Daqueles que eu nunca planejei jogar, mas aqui estamos nós.

    Bom, eu sempre fui meio que contra a avalanche de "shovelware" que vejo na Steam, por exemplo. Parece que a plataforma conta com centenas de milhares de jogos e que 90% disso são jogos feitos de qualquer jeito e simplesmente publicados por lá por preços baixíssimos e títulos sensacionalistas. E a grande quantidade de cópias chinesas tosquíssimas de jogos consagrados? Isso é bem coisa de mobile. O coitado do Homem-Aranha, por exemplo, tem mil versões, como Strange Rope Hero e Amazing Police Spider, geralmente nomes que servem como tag para misturas bizarras do herói com GTA, Road Rash etc.

    O Nintendo Switch, de alguma forma, tem me feito aturar certos jogos mais facilmente do que eu aguentaria num PC. Talvez o merchandising o faça parecer mais interessante e relevante. O preço também tem sido legal para indies assim. Fora aquelas promoções que te dão jogos ou o incentivo ao multiplayer de sofá.

    Foi mais ou menos assim com Lydia também.

    Vi uma galera postando na internet que esse título estaria de graça no Switch. Dá pra terminar, então não custa baixar (mesmo tendo passado muitas dificuldades com jogos baratos assim por serem quebrados e dificultarem o seu término). Esse mesmo pessoal, bem nintendista, no caso, afirmava que Lydia era uma boa experiência, carregada de emoções e que de graça era quase que um roubo. Ah tá.

    Ao acessar a página do jogo, percebi que havia meio que um DLC pago. Aparentemente Lydia foi desenvolvido com a intenção de arrecadar dinheiro para doação. Inclusive ele sempre mostra um site para mais informações sobre isso tanto na eshop quanto ao iniciar o jogo.

    A tal DLC seria uma opção pra quem gostou do jogo e quisesse ajudar e aparentemente há outros títulos (possivelmente da mesma desenvolvedora) com o mesmo objetivo. O preço também era bem baixo e fiquei bem tentado a doar, antes mesmo de jogar e espero fazer isso num futuro próximo.

    Já estava entendendo que a narrativa girava em torno de tristeza, depressão ou coisa do tipo.

    Iniciando Lydia, finalmente, o menu é bem sério e tem uma temática meio abstrata e triste. Fui nas opções e me surpreendi com a grande quantidade de idiomas disponíveis, incluindo Português do Brasil.

    O jogo em si parece um tanto com um desenho animado. Os cenários são estáticos mas com diferentes camadas que dão um efeito de profundidade bacana. Além disso, sempre há fontes de luz tanto no preto e branco (prominente em toda a campanha) quanto nas partes mais coloridas, como TVs e nos olhos de monstros.

    Os personagens são bem mais bonitos do que eu esperava e bem animados. Realmente a sensação é de ter achado um desenho sério no Youtube que tem alguma mensagem. Pra reforçar isso, o gameplay aqui é bem simples e consiste mais em andar e as vezes apertar um botão aqui e ali para interagir. O foco é no texto e na mensagem.

    Você normalmente controla a pequena Lydia num mundo em que ela não entende bem, e nem é entendida por ser tão pequena. Os adultos não lhe dão a atenção necessária e ela vê a todos como seres muito distantes, enquanto passa medo em seu quarto escuro em noites mal dormidas.

    A imaginação da protagonista a leva à diferentes lugares, que dividem o jogo em curtos episódios. Procurar o coelho de pelúcia embaixo da cama, abrir o guarda-roupas, ver os adultos bebendo numa festa em sua sala de estar.

    O jogo tem uma certa cara dos antigos adventure point & click, mas as semelhanças se limitam mesmo à parte visual, já que há sempre um cenário limitado e poucos agentes para interagirmos. Mesmo acompanhando o enredo, nada faz muito sentido e se alguém não te deixar passar por uma porta, ande um pouco e fale com outra pessoa que vai fazer algo bem aleatório para fazer você prosseguir. Dá até pra jogar sem ler nada e terminar o jogo.

    Há também diferentes formas de reagir às indagações dos personagens, como usando gentileza, evitando falar sobre aquilo, sendo direta, mentindo etc, mas não achei que essa mecânica funcione para quaisquer efeitos.

    Quando o jogo parece estar chegando em algum lugar, o capítulo termina e logo você estará de volta ao quarto da pequena Lydia, onde deve interagir com alguma coisa e começar o rápido próximo capítulo. Alguns deles você é até adolescente!

    Quanto mais eu jogava, menos eu entendia o que estava acontecendo. Qual era a mensagem? O que aconteceu na infância? O que eu deveria tirar disso? Sei lá, tem um clima até legal, mas parece que a aventura é apenas uma viagem gratuita.

    O final da campanha foca menos na vida melancólica da protagonista e mostra sua mãe a culpando pelas coisas ruins que aconteceram, enquanto a própria Lydia sabe que aquilo não é verdade e sua mãe é a responsável pela própria vida que escolheu. A protagonista sai de cena indiferente à toda a baboseira que sua mãe a disse e o jogo termina sem a menor conclusão.

    Mesmo sendo o meu tipo de narrativa e curtindo sua atmosfera, eu não entendi nada do que o jogo quis passar.

    Resumindo: Lydia é um jogo de atmosfera triste que lembra um pouco jogos point & click, mas muito mais simples e fácil. Deu pra ver que os desenvolvedores focaram na mensagem e mesmo a estória tendo conquistado a minha atenção, eu senti que não cheguei a lugar nenhum, quase como se a aventura tivesse sido cortada ao meio de sua narrativa. Ainda assim, pra um jogo de menos de 1 hora e de graça, não senti que perdi tempo. Aliás, o lado voltado pra doação em cima de um título gratuito me faz respeitá-lo.

    De bom: visual legal e cativante. Jogabilidade simples. Opção de jogar em português. O jogo geralmente é grátis ou bem barato.

    De ruim: enredo confuso e que não tenho certeza nem se tinha algo para entender ali. Pouco gameplay e quase zero necessidade de usar seu cérebro. Não senti que diferentes escolhas afetavam sequer o diálogo.

    No geral, se você tem alguma plataforma que tenha o jogo e ele esteja de graça, vale ao menos baixar para ajudar toda a cosia de doações ficar em destaque nos downloads da eshop. E se você baixou, eu recomendo sim dar uma jogada em Lydia, já que ele é super curto e tranquilo de ser terminado (ainda mais se o estilo te interessa). Jogo ok.

    Lydia

    Platform: Nintendo Switch
    3 Players

    14
    • Micro picture
      darlanfagundes · about 1 year ago · 2 pontos

      Esse lance é um problema da barra de buscas...já foi bem eficiente...rsrs. Massa o joguinho.

Load more updates

Keep reading → Collapse ←
Loading...