• anikabonny Anika Bonny
    2021-06-04 00:17:08 -0300 Thumb picture

    Bundle com jogos indie em pixel art

    >>DICA DO DIA<<

    O IndieGala lançou um bundle muito bom, com jogos em pixel art.

    Um dos jogos é o Cathedral, um metroidvania que eu adorei (e fiz até review: https://nerdtrash.com.br/cathedral-pc/)

    O bundle vem com 5 joguinhos e tá saindo por aproximadamente R$18 (só o Cathedral custa R$29 com o preço cheio no Steam).

    Todos os jogos desse bundle tem avaliações positivas, tá valendo bastante a pena!

    https://bit.ly/3vQ1ccR

    9
    • Micro picture
      lgd · 14 days ago · 2 pontos

      Cathedral entrou na minha lista depois do seu review

  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-04-10 21:57:43 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Hollow Knight

    Zerado dia 10/04/21

    Opa, olha eu aqui! Quem lembra de mim? Tenho me ocupado/preocupado com tantas coisas que meu ritmo com os jogos baixou um bocado. Comecei a cursar ainda uma segunda faculdade e tenho dividido meu tempo entre trabalhar e estudar e me perguntado quando vou jogar de verdade novamente. Talvez depois que essa fase toda passar (de corona e estudos) e eu puder trabalhar numa boa e descansar com meus video games prediletos. Enquanto isso tenho achado melhor usar meu tempo com os livros e aulas.

    Por outro lado ainda acho tempo volta e meia pra jogar, até pra sair um pouco de toda essa coisa séria da vida adulta. Tenho jogado multiplayers online com os amigos (Fortnite, Apex Legends, Rocket League, Knockout City) e fazia um bom tempo que estava jogando Hollow Knight sozinho.

    Pra falar a verdade eu tinha começado HK há um tempo, antes de estar bem ocupado, então ele acabou ficando meio de lado por conta de prioridades e o fato de que eu não estava me divertindo muito com ele.

    Para quem conhece o jogo ou tem alguma noção da fama desse indie, deve ser até meio estranho alguém fazer algum comentário negativo sobre ele, pois esse é um daqueles "Super Indies". O jogo é um verdadeiro fenômeno de uns anos pra cá pelo seu gameplay bacana, sua dificuldade alta, sua temática melancólica e seus lindos visuais. Um verdadeiro Dark Souls 2D.

    Eu adquiri o jogo há muito tempo mas não estava muito no clima de um metroidvania que fosse ainda me exigir tantas horas de dedicação, mas depois de tantos meses ouvindo as pessoas o recomendarem como um dos jogos mandatórios no Nintendo Switch, junto com Breath of the Wild, mas com uma vantagem: um preço super chamativo. Se eu não me engano ele custou cerca de 15 reais na época, preço que muitos dos fãs chegam a achar injusto para a obra.

    Ao começar o jogo eu não sabia muito o que esperar além de uma grande experiência, mas bizarramente o jogo teve o efeito contrário comigo!

    Eu estava achando o jogo super monótono e repetitivo. Eu ficava zanzando como uma barata tonta pelos mapas, vendo e revendo os mesmos inimigos e áreas, tudo muito escuro e zero mecânicas ou desafios diferentes, apenas plataformas e mais plataformas e insetos zanzando pra cá e pra lá.

    Eu não sei se eu não prestei atenção o bastante ao que o jogo dizia, mas achava novas localidades aqui e ali e parecia ter muita liberdade, mas sempre chegar até algum bloqueio e ter que voltar. Não dava pra saber pra onde ir até achar alguma coisa, como uma nova habilidade, aleatoriamente depois de tanto zanzar. Algumas delas era obviamente para alcançar diferentes áreas que eu já tinha visto mas não sabia mais onde era, outras pareciam ser mesmo só coisas para me fortalecer.

    Algumas das coisas que mais me irritavam em HK incluem:

    -Cenários muito parecidos e escuros que acabam se confundindo na sua cabeça. Sabe como em Castlevania cada área tem uma temática diferente dentro do castelo? Entrada, Sala de Dança, Biblioteca etc. Aqui essas diferenças são mais sutis e se dão mais pelas cores;

    -Alguns inimigos são meio injustos, como uma "abelha" que atira três projéteis como a Spread Gun do Contra. Além do infeliz atacar com muita frequência, as vezes você tenta o fazer atirar pra um lado enquanto pula e o pega pelo outro mas o infeliz muda de direção no último milésimo de segundo da forma mais artificial possível. Outros inimigos fazem coisas injustas assim;

    -Esse me irritou um pouco, mas é mais coisa do jogo e questão de aprender: seus ataques. Os cortes da sua espada tem um delay entre um e outro e cada ataque é deferido rapidamente, indo bem além de muitas outras experiências com jogos. Como assim? Você pode pular por cima de um inimigo e atacar para baixo para "quicar" nele (e causar dano, claro), mas se você tem uma janela minúscula de acerto. Ataque muito cedo e você tomará dano por tocar no monstro. Demore um pouco demais e você não o atacará a tempo.

    -Mapa e outras mecânicas básicas. Quando você entra numa nova área, você não consegue saber onde está senão por mapa mental, e pensa num jogo que tem salas e mais salas inúteis (e iguais)! Sendo assim você tem que achar o vendedor de mapa zanzando por aí. Além disso, você deve equipar uma insígnia para conseguir se ver no mapa, senão você terá um mapa vazio.

    E falando em insígnias, você coleta um bocado delas e compra outras pelo jogo.  Esses itens, chamados de "charms" são equipáveis e te dão habilidades passivas, como ataques com maior alcance e a habilidade de não ser jogado para trás sempre que acertar com golpe com sua espada.

    Porém, há um limite deles a serem equipados, e alguns deles ocupam mais de um espaço. Alguns ocupam dois, três, quatro espaços. Uma boa ideia é trocar essas insígnias de acordo com a situação (mas você terá que achar e se sentar num banco pra isso, impossibilitando a troca durante uma batalha, por exemplo). Contra um chefe durão você não precisa daquela de se ver no mapa nem da que puxa todo o dinheiro deixado pelos inimigos pra você, por exemplo.

    Quanto mais você explorar e jogar, mais desses charms encontrará, assim como expansões para poder equipar mais deles! Outro upgrade bacana é o da sua espada, que causará mais dano e agilizará suas explorações que sempre são repletas de inimigos.

    Gosto também das habilidades mandatórias que conseguimos progredindo na campanha, como o pulo duplo e o dash que passa pelos inimigos. Inclusive é uma boa ideia voltar para enfrentar chefes opcionais e outros desafios "sidequest" depois que estiver mais forte e preparado com mais vida etc.

    Depois de muita monotonia, eu fui dominando o jogo e ele foi melhorando pra mim. Eu estava curtindo! Quer dizer, ainda tinha defeitos, mas estava interessante e eu estava jogando bastante.

    Estava dominando as áreas, conseguindo melhorias e me tornando forte. Mais uma vez, a sensação é parecida com a de Dark Souls (apesar de ser mais fácil normalmente). Existem histórias sendo contadas pelos NPCs e mesmo cenários e itens que contribuem para a percepção daquele universo. Interessante! Reencontrar rostos familiares em cantos distantes do mapa é sempre bacana.

    Bacana também é desbloquear novas áreas de transporte rápido, o que facilita um pouco o pesadelo que pode ser andar nesse jogo. Você anda, anda, anda. Nãos abe pra onde ir, vê um local no mapa e resolve ir lá pra lembrar o porquê de você não ter ido por lá, agora tem que voltar tudo novamente. Salas e salas. 

    Vi que o pessoal costuma sentar em bancos antes dessas explorações pois mesmo se achar algo, como um item novo, você pode simplesmente apertar start, voltar pro menu e depois voltar pro jogo que todo o progresso será mantido, mas o jogo sempre se inicia no último banco que você sentou.

    Com um progresso mais rápido e batalhas contra chefes legais, eu finalmente me animei bastante. Comecei a devorar o jogo e com a impressão de que eu poderia ter finalmente tê-lo entendido e que estaria a um passo de me tornar o bilionésimo fã da aventura. Isso até chegar no Coliseu.

    O Coliseu é uma área do jogo com batalhas contra um número de inimigos, como em muitos outros títulos. O jogo começou com uma fase tranquila, ganhei um item bacana. Desbloqueei a segunda batalha, passei e outro item bacana. Agora a terceira, foi um salto de dificuldade bizarro! Eu passei dias e mais dias me estressando com as inúmeras ondas de inimigos e injustiças de alguns deles que você em que engolir. São minutos e mais minutos e mais minutos só pra chegar naquela parte e morrer novamente. As vezes avançando um pouco, as vezes morrendo bem antes. TENSO.

    Descobri que poderia ignorar isso e que não era obrigatório, além de que eu poderia estar fraco e poderia voltar depois, mas me mantive tentando por muito tempo até deixar o jogo de lado. Quando percebi, já fazia mais de uma semana que não abria HK. As vezes tentava uma, duas vezes e já fechava novamente.

    Optei finalmente em voltar pro jogo e tentar me animar com ele. Não sei se teria mais saco para completá-lo 100%+ como planejava (ideia que eu mantinha mesmo não o curtindo muito na época).

    Voltei para a campanha, fui jogando e achando novas áreas e finalmente encontrei uns bichões que tinha que achar. Super bizarro como eu passava horas explorando umas cavernas ainda mais escuras e chatas para finalmente descobrir que o caminho ficava atrás de paredes falsas para chegar nos caras e nem ter que batalhar. Enfim.

    Abri o chefe final e o venci na primeira tentativa. Bah. Desinstalei o jogo com gosto depois do zeramento e créditos. Super decepcionado em como o jogo nunca chegou a lugar nenhum, nunca decolou pra mim.

    Depois uns amigos falaram que eu não tinha feito o final verdadeiro então voltei a reinstalar e peguei o save da nuvem, fui atrás do que faltava (e tive que usar ajuda da internet), desbloqueei a luta final verdadeira, e passei lá pela quinta tentativa. Foi melhor.

    Um amigo meu (que ama o jogo) me mostrou então o desfecho de algumas missões secundárias e eu achei bem legal, e mais interessante que a campanha principal até.

    Resumindo: Hollow Knight pra mim não justificou todo o hype que o pessoal põe. É um metroidvania mais ou menos (já que a exploração não é muito divertida e não há muitas habilidades que permitam que você chegue em lugares diferentes, mas sim acontecimentos que abrem portas), mas que tem lá seus lados positivos. Eu mesmo curti o artstyle e todo o clima Dark Souls, mas acredito que muitos outros jogos façam melhor do que ele no gênero. Ainda assim, ele tem seus méritos e originalidades no meio.

    De bom: visual bacana. ambientação legal. Histórias interessantes no meio de toda a campanha. Bastante conteúdo para quem quiser muita coisa para fazer e pode ser bem desafiador para esses jogadores.

    De ruim: exploração monótona. Pouco ganho de novas habilidades, sendo que o foco fica mais nos upgrades. Tudo muito escuro e parecido. Alguns inimigos tem padrões meio injustos. Alguns lugares são distantes demais até dos transportes e levam uma eternidade para você conseguir sair. Áreas sem mapa e ter que usar de habilidades para conseguir se localizar. Maçante em muito momentos de sequências longas (batalhas e exploração). Juntei muito dinheiro e não tinha com o que gastar. Os hitbox dos seus golpes são minúsculos e os dos inimigos são grandes. Odeio que o jogo "congela" quando você toma dano pois além da penalidade de tomar dano, você ainda perde o timing do seus ataques e pulos, o que geralmente resulta em mais dano.

    No geral, foi bom conhecer um jogo tão famoso, mas, olha, se você quiser um metroidvania eu recomendaria vários dos Castlevanias. Se quiser essa ambientação, Dark Souls pode ser o canal (ainda vou conhecer outros 2D) e se quiser dificuldade, acho que os Megaman X fazem um ótimo serviço. Se quiser tudo, HK pode ser o canal, mas pra mim ele não executou nenhum desses com tanta competência. Se eu recomendaria? Sim, mas sem muita expectativa. E vou ficar de olho no Silksong. Jogo bom. Fico feliz de poder jogar algo mais casual agora hehe.

    Hollow Knight

    Platform: Nintendo Switch
    230 Players
    58 Check-ins

    20
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      msvalle · 2 months ago · 3 pontos

      Um estilo Dark Souls 2D é Salt & Sanctuary, conhece?

      1 reply
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      lordsearj · 2 months ago · 2 pontos

      Sei como é essa falta de tempo. Emendej um MBA com uma certificação e além disso, tenho um bebê temporão. Não está fácil manter a jogatina. Mas é, foi e será o meu hobby.
      Parabéns pelo zeramento. Tenho ele tb e de igual modo, não me animou.
      Mas um dia pego para valer TB.

      1 reply
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      andrexdl23 · 2 months ago · 2 pontos

      Finalmente alguém com a mesma opinião que eu!!!!!

      Todo mundo paga MUITO pau nesse jogo, mas ele é apenas "ok". Você citou perfeitamente todos os problemas do game, que são salas repetitivas e sem inspiração, ambientações que dão a impressão que foram geradas por rng, jogabilidade extremamente simples, sem contar os upgrades que o game oferece não são tão grande coisa assim. De metroidvania, SOTN ainda reina!

      Infelizmente dropei esse jogo lá pelos 60%.

      1 reply
  • 2021-02-19 21:10:41 -0200 Thumb picture

    5 Recomendações de Metroidvanias - Parte 01

    Quantas partes vão ter?
    Sei lá, depende muito do que eu tiver pra postar XD

    10
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      gennosuke6 · 4 months ago · 2 pontos

      Ótima lista! E ainda fechou com a musiquinha da Brinstar pra completar! XD

      1 reply
  • 2021-01-30 19:27:25 -0200 Thumb picture

    Live hoje às 20:00 (GMT-3) na Twitch!

    Medium 758666 3309110367

    Fala pessoal vai estar rolando live hoje às 20:00 (GMT-3) em https://twitch.tv/bardoinsano de Gato Roboto!

    Peço desculpas pelo sumiço essa semana está bem corrida de tempo (da pra ver que nem as gravações das últimas lives eu tenho colocado banners / endcards nem feito postagens com recomendações, na correria  a maior parte das novidades tem ficado só no Discord).

    Quem puder apareça lá e manda um oi no chat o/

    Gato Roboto

    Platform: PC
    46 Players
    9 Check-ins

    5
  • 2021-01-28 17:21:01 -0200 Thumb picture

    Jogo de graça na Epic Games Store (28/01 - 04/02)

    Medium 758239 3309110367

    A partir desta quinta-feira (28/01), a Epic Games Store estará disponibilizando gratuitamente o jogo Dandara: Trials Of Fear Edition.

    Desenvolvido pelo estúdio brasileiro Long Hat House e publicado pela Raw Fury (Call Of The Sea, Gonner 2, West Of The Dead), Dandara é um metroidvania que apresenta um mundo que foi tomado por uma força maligna, e cabe a personagem-título, recém-desperta de seu sono, enfrentar e combater esse mal.

    Lembrando que o Dandara: Trials Of Fear Edition estará disponível também no Xbox One através da Xbox Live Gold em fevereiro, e foi citado no meu primeiro Top5, que foi sobre Metroidvanias.

    O jogo ficará de graça até o dia 4 de Fevereiro. O próximo jogo será For The King.

    Dandara: Trials of Fear Edition

    Platform: PC
    13 Players
    2 Check-ins

    17
    • Micro picture
      santz · 5 months ago · 2 pontos

      O jogo que tem referência ao Abapuru.

  • 2021-01-27 09:38:39 -0200 Thumb picture

    Live hoje às 20:00 e não consigo me decidir que jogo jogar...

    Medium 757873 3309110367

    Vai ser um dos dois...

    - Gacamelee um platformer de ação com uns toques de metroidvania de luchadores;

    - Gato Roboto, um jogo Preto e Branco literalmente estilo metroid graficos como um gameboy onde você joga com um gato num planeta alienigena e encontra uma roupa mecha para superar seus problemas?

    Lembrando que a live vai ser no https://twitch.tv/bardoinsano
    Não deixem de participar da nossa comunidade no Discord!
    https://discord.gg/hA4qbwq3

    6
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-12-31 14:44:33 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Castlevania: Harmony of Despair

    Zerado dia 31/12/20

    Último jogo do ano? Provável!

    Um dia, dando uma olhada nas promoções no site da PS Store, me deparei com Castlevania: Harmony of Despair super barato (uns dez reais) e fui dar uma pesquisada. O fato é que eu não manjo nada dos jogos da série que vieram pós DS, muito menos do que saiu do PS2 pra frente. Sempre senti que foi aí que a série mudou de gênero e se complicou.

    Mas o que seria Harmony of Despair (HoD)? Pelos vídeos que vi, se tratava de um jogo que se assemelhava aos antigos, do Symphony of the Night, os de GBA e os de DS. Show! Porém o foco aqui seria o multiplayer cooperativo em que vários jogadores controlam seus personagens simultaneamente pelo castelo.

    Achei a ideia curiosa e curti o visual. Comprei. Eras depois joguei um pouco e não consegui progredir quase nada, mas foi o bastante para por HoD na lista de pendências.

    Quando você abre o jogo, pode escolher entre jogar localmente ou online. No caso do local, a versão de PS3 permite que até 4 jogadores joguem na mesma TV (coisa que aparentemente a versão de Live Arcade do Xbox 360 não permite). Já no online até 6 jogadores podem se juntar numa única sessão (cheguei a conferir o online mas, nada surpreendentemente, não encontrei salas num jogo de 2011).

    Fui local, mas sozinho. Dei uma olhada nas opções e não vi anda de interessante.

    Já nas preparações de partida, pude escolher entre diversos personagens da série, como Alucard, Shanoa, os protagonistas do Portrait of Ruin, Julius Belmont etc. Fui de Soma Cruz pois curto o personagem e seus jogos da época, fora que já era o personagem selecionado por padrão.

    Há ainda um menu de loja e equipamentos que é bem importante pois nesse jogo é comum repetir os estágios várias vezes e "farmar" dinheiro ou itens que podem ser equipados ou vendidos para poder comprar melhores armas e roupas.

    Na minha jogatina eu acabei investindo mais nas armas com o limitado dinheiro que tinha, sempre comprando melhores e mais caras. Depois de um tempo não apareceu nada de novo na loja e eu percebi que poderia ter a melhor arma de lá (e fazia muita diferença, a ponto de eu ter sofrido um bocado no primeiro estágio, mas levei os seguintes com tranquilidade). Depois parti para investir com mais força em equipamentos de defesa.

    Itens de cura se tornaram o foco no final da aventura. Eles geralmente curam pouco e você só pode levar uma quantidade limitada para cada missão. No último desafio eu levava um item que me curava completamente o HP, porém limitado a apenas 1.

    Uma coisa interessante é que cada personagem da sua conta é independente um do outro, inclusive equipamentos. Sendo assim, se eu tentasse mudar de personagem apenas no final do jogo, não daria muito certo pois ele estaria completamente sem nada. O objetivo aqui seria re-jogar a aventura muitas vezes, conhecer a jogabilidade de cada um desses personagens e ter motivo para continuar jogando, claro.

    Isso me fez jogar exclusivamente com o Soma Cruz, pois já tinha dificuldade o bastante para conseguir progredir com ele.

    Mas fiquei muito curioso com os outros pois eles carregam mecânicas famosas e jogabilidade de seus jogos originais. O Soma Cruz, por exemplo, pode conseguir as almas dos inimigos e equipá-las para habilidades ativas ou passivas. Há ainda elementos nas fases que são exclusivos para cada um, como as coisinhas nas paredes que a Shanoa usa para se lançar e ter maior mobilidade.

    Pelo que pesquisei, o Alucard é o personagem mais forte e "quebrado" de HoD.

    Começando o jogo pra valer, o Zoom mostra o mapa por completo, com todas as suas salas, assim como a imagem acima.

    Seu personagem é minúsculo e eu só pensava: "quem achou que isso seria uma boa ideia?"

    Cheguei a mexer nas opções pra ver se conseguia aproximar mais a visualização e nada. Eles tinham pensado num jogo para muitas pessoas simultaneamente, mas isso era bizarro! Pesquisei na internet, mexi na resolução do console e tudo mais e no final das contas descobri que era só apertar R3...

    Habilite nas opções todas as opções de Zoom ou as que tiver interesse em usar e aperte R3 para alternar entre elas. Tem um ângulo de visão bem próximo do personagem que é maravilhoso e lembra muito a jogabilidade dos mais antigos (não encontrei imagem), mas o jogo requer também que você veja as coisas ao seu redor, até porque os mapas tem muitas salas e agem quase que como labirintos até você os decorar. Você pode ainda usar o analógico da direita para olhar ao redor e até ver se compensa seguir uma sala ou ver o que tem no seu final.

    Apesar de todos as salas, inimigos, baús, botões, alavancas e mecânicas exclusivas de fases, o seu objetivo é apenas um: derrotar o chefe. Matou o chefe, ganhou um item raro e a possibilidade de escolher o próximo estágio.

    Claro que grande parte do tempo você estará explorando e tentando descobrir como chegar lá, mas já acostumado, fica bem rápido. No último estágio eu levava 5 minutos para alcançar o chefe final do jogo.

    Por outro lado, ignorar o "loot" significa deixar de ganhar mais dinheiro e reduzir a zera a possibilidade de conseguir itens excelentes que não podem ser comprados na loja.

    Mas correr também é bom. Eu mesmo refiz o último estágio tantas vezes que não só perdi a fé em achar algo melhor, como só queria logo uma revanche contra o chefe toda vez que morria. Fora que dinheiro já não era mais problema.

    Eu esqueci de mencionar, mas todas as fases de HoD tem um tempo limite de 30 minutos. Esse tempo não chega a ser problema e normalmente eu terminava cada estágio entre 12 e 15 minutos (21 na que mais demorei, mas que passei na primeira tentativa), mas ter um contador na tela me deixou bem apreensivo e ganancioso em causar dano aos inimigos.

    Resumindo: Castlevania: Harmony of Despair é um jogo bom, o que me surpreendeu, porém, não é exatamente a experiência "metroidvania" dos grandes títulos da série, e você deve saber disso ao pensar em comprá-lo. Infelizmente não pude o testar no multiplayer, mas o jogo funcionou muito bem no single player para um fã antigo desses jogos da Konami e, para a sua proposta, foi bastante bem feito e desafiador. Normalmente são apenas 6 estágios e dá pra terminar rápido, mas há conteúdo adicional que me fez pensar em manter o jogo no HD para jogar local com os amigos, mas infelizmente apenas a primeira fase dessas DLCs é gratuita e as outras, assim como cada personagem adicional (Simon, Richter etc) custa em média R$15.

    De bom: visual muito bonito e a volta de diversos elementos da série, como protagonistas, cenários que mesclam lugares conhecidos, inimigos, mecânicas. Trilha sonora espetacular! Sistema de equipamentos e jogabilidade simples. Nível de desafio muito bom.

    De ruim: pode ser um pouco punitivo para quem espera um jogo normal da série, com save points e afins. Ter todas as salas já carregadas na tela prejudica um pouco a tentativa de fazer um mapa mental, pois tudo meio que se mistura. Conteúdo adicional pago e muito caro. Não há um enredo, mas a proposta do jogo nunca foi essa mesmo. Não dá pra defender jogos com limite de tempo, sobretudo offline.

    No geral, eu curti bastante o jogo e muito mais do que esperava. Achei que foi um fanservice bacana e funcional para os fãs e queria muito tê-lo jogado na época online, mas felizmente ainda posso contar com o multiplayer local. Recomendo!

    Castlevania: Harmony of Despair

    Platform: Playstation 3
    639 Players
    40 Check-ins

    14
    • Micro picture
      gennosuke6 · 6 months ago · 2 pontos

      Soma Cruz for the win, meu favorito da série! Bacana esse jogo, não sabia que tinha vários personagens pra escolher.

      1 reply
  • lendariorandom Lendário Random
    2020-12-30 11:38:08 -0200 Thumb picture

    Tão bom quanto dizem!

    Medium 753261 3309110367

    Mesmo depois de ter jogado todos os metroidvania da franquia e zerado quase todos (perdi o save do circle of The moon e desisti por hora), Eu me surpreendi com aquantidade de coisas que dava pra fazer no jogo. Tinha escudo (coisa que pra mim era novidade) , tinha como equipar uma coisa em cada braço (só vi algo assim no Order of Eclesia), tinha magias com os escudos, espadas que usam ataques especiais por comandos, magias usando barra de mana (como no Order cia), sub itens usando corações, transformações com upgrades (minha favorita é a neblina), e ultra pulo como no Harmony of Dissonance.

     Falando nele, eu pude notar as semelhanças do Harmony of Dissonance com o Symphony of the Night. Temos "2" castelos, os pontos de save são parecidos, o Ultra pulo tem o mesmo comando, coletamos relíquias do drácula (como no Simon's Quest também), o próprio visual do personagem e as magias.

     Symphony of the Night tem uma boa quantidade de chefes, alguns até horripilantes pra falar a verdade. Eu não sofri como achava que ia igual num Order da vida, pelo contrário: Solei geral no soco do Alucard, usando a grand cross em um deles.

     O castelo é imenso, a trilha sonora é perfeita, e é um jogo bastante rico em elementos no geral.

     Recomendo mesmo pra quem já jogou outros jogos similares, pois aqui vi coisas que só foram voltar em jogos posteriores tipo de 2008.

    Castlevania: Symphony of the Night

    Platform: PSP
    554 Players
    92 Check-ins

    6
    • Micro picture
      santz · 6 months ago · 2 pontos

      Pois é, mesmo jogando os games que derivaram dele, ele ainda é uma obra prima.

      1 reply
  • anikabonny Anika Bonny
    2020-11-22 20:22:30 -0200 Thumb picture

    Vigil: The Longest Night (Nintendo Switch)

    Controle a Vigilante em uma aventura onde pessoas estão desaparecendo e monstros estranhos têm aparecido nos arredores dos vilarejos.

    Vigil é um metroidvania com fortes influências de Dark Souls, onde não só a atmosfera sombria o acompanha por todo lado mas também a alta dificuldade.

    Análise completa: https://nerdtrash.com.br/vigil-the-longest-night/

    Vigil: The Longest Night

    Platform: Nintendo Switch
    1 Players

    11
  • 2020-10-08 20:02:12 -0300 Thumb picture

    Review do jogo

    Hoje é quinta-feira, então é dia de Reviews Ocultos.
    Dessa vez, aproveitando que a série Momodora fez 10 anos de existência e com o anuncio do novo jogo, segue um review do ultimo jogo da série

    Momodora: Reverie Under the Moonlight

    Platform: Playstation 4
    34 Players
    4 Check-ins

    11

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