• anduzerandu Anderson Alves
    2021-06-11 00:03:41 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Yo-kai Watch Blasters: White Dog Squad

    Zerado dia 10/06/21

    Aqui está o outro jogo que estava jogando paralelamente ao Final Fantasy XV, mais um Yo-kai Watch. Nem preciso dizer que não curti muito nenhum dos dois e por serem RPGs, cerca de 20 horas em cada foi tão arrastado que pareceram muito mais!

    Eu comecei a jogar o famoso Yo-kai Watch há cerca de um ano e curti demais o primeiro! Há alguns meses atrás passei pro segundo, que infelizmente não renovou muito bem a fórmula e acabou sendo meio cansativo, mas ainda haviam outros dois ainda no Nintendo 3DS: o 3, que jogarei no futuro, e esse tal de Blasters, uma espécie de spin-off baseado num minigame do YW 2.

    Aparentemente a ideia desse modo adicional deu tão certo que resolveram lançar um jogo inteiro baseado naquilo e se aprofundar um pouco.

    A ideia original por minha parte era dar um tempo da franquia pois, bem, são RPGs e eu canso fácil do gênero que demanda tantas horas de dedicação e repetição (coisa que poucas séries fazem corretamente, ao meu ver). Mas eu tive duas motivações para jogar Blasters: um pouco de saudades  e ânsia de ficar mais próximo de jogar o 3, que parece bem legal, e liberar um bocado de espaço no meu SD do 3DS já que o jogo pesa um bocado e fui passar uns jogos pro portátil que não couberam.

    O que eu esperava de Blasters? Bom, já que a série principal é meio que para bater de frente com Pokémon, eu esperava que esse daqui fosse um rival de Pokémon Mystery Dungeon. Mas ao mesmo tempo achava que a  cosia toda poderia ser uma espécie de beat'em up e o lance de jogar diretamente com os yo-kais, batendo livremente pelos mapas ao invés de batalhas de turno me deixou bem interessado.

    Pois bem, iniciei a aventura. Há duas versões de Blasters: Red Cat Corps e White Dog Squad. Fui de Dog pois sou apaixonado por cães (embora eu tenha adotado dois gatos há pouco e tenho os adorado!). Esse lance de versões é a mesma malandragem que a Gamefreak faz com Pokémon também.

    Após o desenho de abertura, haviam duas opções no menu principal: White Dog Squad e Moon Rabbit Crew, com um coelho de roupa espacial. Mas o que diabos é isso? Pesquisei mais tarde e essa parte do coelho é uma DLC que fora lançada adicionando missões, desafios e novos monstrinhos. Cheguei a acessar depois de terminar o jogo principal e pude transferir meu save para ela, inclusive mantendo o meu progresso exatamente de onde havia parado. Porque não simplesmente adicionar isso ao jogo base eu não sei.

    Enfim, a aventura conta a história de um grupo de yo-kais que resolve problemas na cidade, como um grupo de heróis. Há um tom e estética que muito parecem com Ghostbusters (inclusive o nome desse jogo é originalmente Yo-kai Watch Busters, no Japão).

    no seu quartel general você tem diversos andares e a opção de escolher uma missão e ser transportado para ela.

    O jogo é dividido em diferentes capítulos, e cada um deles tem várias fases principais e missões secundárias. Cada um desses capítulo conta uma história diferente e tem um caráter bem anime, incluindo uma prévia do próximo quando você termina o atual. É bem legal, não dá pra negar.

    Já cada fase tem um objetivo próprio dentro da história, como encontrar algum NPC, derrotar certos inimigos e coletar itens.

    Dentro de uma missão você vai se sentir bem familiarizado caso tenha jogado os YW 1 e 2 pois a engine é a mesma e os mapas são os mesmos desses jogos, porém limitados (não há a opção de ir de um para outro adjacente, mas dentro do seu quadrante a liberdade é total).

    Além dos visuais e localidades conhecidas, como a cidade inicial que tem a escola, a parte comercial da mesma cidade e até a vila do passado de YW 2, os próprios yo-kais são conhecidos já da série, inclusive com participações importantes daqueles que tiveram destaque anteriormente, sejam heróis que reaparecem na história, sejam chefes que estão todos de volta.

    E falando em chefe, a última missão de cada capítulo é sempre um desses chefes. As vezes você deve derrotar uns inimigos para que ele possa ser acessado. As vezes ele já anda no mapa e você pode meter a porrada e ao finalizar seu HP, ele fugirá, abrindo uma nova área onde o combate será mais sério numa pequena arena que muitas vezes vai exigir mais estratégia dos eu time e até interação com objetos do cenário para se dar bem.

    Um coisa meio decepcionante sobre Blasters é justamente o combate. Tem uma parte visual ok e é legal poder atacar diretamente ao invés do clássico dar prioridades e girar uma roleta de yo-kais. Mas a parte da porrada é muito simples e envolve um botão de ataque normal fraco e mais dois de habilidades equipadas. Como essas habilidades tem cooldown entre cada uso, acaba que você fica só apertando A a maior parte do tempo, com exceção de inimigos mais fortes que exigirão maior cuidado, uso de itens e tal (ou pelo menos até você ficar bem forte para nem se preocupar mais com isso).

    Os inimigos comuns são ridiculamente fácil e os chefes chegam a ser bem chatos e demorados, dois extremos completos no assunto dificuldade.

    Pelos mapas você encontra, além dos inimigos, itens (você pode ter no máximo dois no inventário de uma vez, então as vezes nem compensa pegar algo inútil ou use algo sem motivo para coletar algo melhor) e orbes, que também são derrubadas ao derrotar inimigos.

    Essas orbes são como o dinheiro do jogo e são mega importantes. No seu QG, é possível gastar essas orbes para "upar" níveis dos yo-kais (é a única forma), comprar itens e equipamentos, melhorar itens e por aí vai.

    O lance é que essas orbes são sempre bem poucas e você fica frequentemente sem nada, ainda mais se for como eu que foquei em fortalecer cada membro do meu time. Sendo assim, prepare-se para repetir missões várias vezes para conseguir mais e mais. No final do jogo eu acabei cedendo a fazer isso por um tempo para conseguir terminar o jogo.

    Agora imagine o caso: você termina uma missão com seu time nível 25 (cada monstro tem um nível independente), ganha 2000 orbes e resolve gastar num yo-kai para lhe dar níveis já que a próxima missão tem nível recomendado 28. Um yo-kai ganha dois níveis e vai para o nível 27, aprende um anova habilidade inútil. E aí? Vai pra próxima assim mesmo ou volta e refaz alguma missão? E agora que recrutei um novo yo-kai muito melhor e vou ter que fortalecê-lo para usar no time ao mesmo tempo que devolver o que suava e que investi tantas orbes para o "banco". E esses equipamentos super úteis? E essas melhorias? Fusões etc? Prepare as suas habilidades com administração de recursos ou a paciência em refazer missões.

    Resumindo: Yo-kai Watch Blasters: White Dog Squad é um jogo ok. Ele não traz novidade nenhuma para os olhos, apenas a jogabilidade diferente, mas nada muito divertido, para ser sincero. O jogo se resume a andar pelo mapa da missão em direção a seta e ficar apertando um botão ou outro até o inimigo morrer e nenhuma sensação de dever cumprido ao terminar as fáceis e repetitivas missões, coisa além de infantil. A minha aposta é que o jogo brilha mais no modo multiplayer e nas fases extras do pós-game e desafios altos. Mas em questão de campanha principal, o jogo é fraco e fica atrás dos anteriores quando o foco é o single-player.

    De bom: visuais bacanas, principalmente nas cinemáticas. Muitas missões principais com história bacana, missões secundárias e conteúdo extra garantem que o dinheiro investido vá ser compensado, ainda mais por seu lado "Monster Hunter" de farmas e repetir missões. Muitos yo-kais para serem capturados. Inclusão do modo multiplayer e conectividade até com YW 2.

    De ruim: eu desgosto demais dessas dublagens americanas de animes e jogos do tipo, meu deus! Alguns personagens tem a voz mega irritante! Jogabilidade muito simples e repetitiva. Tudo é feito com as orbes e é caro, garantindo um progresso meio lento e te obrigando a voltar e refazer fases, que nem sempre são rápidas. Perder numa missão significa perder todas as orbes coletadas, o que atrasou bastante meu progresso nas últimas fases. Algumas animações repetem demais, como entrar e sair de missões, mas felizmente há a opção de pular tudo. IA estúpida fazia com que meus aliados não evitassem ataques óbvios, demorassem para curar e morressem com frequência. Achei que faltou mais novidade em relação a estágios e chefes, que pareciam apenas reciclar elementos dos jogos anteriores. No seu QG, cada NPC de cada andar faz algo, como fortalecer seus yo-kais, trocar yo-kais no time e aceitar missões, o que te obriga a ficar subindo e descendo escadas muitas vezes. A repetitividade arrasta muito o jogo na mesmice e 13 horas pareceram 60.

    No geral, eu achei o jogo ok, mas definitivamente o pior da série até então, e olha que nem curti muito YW 2 depois de jogar o primeiro. Por outro lado, pode ser um forma legal de conhecer esse universo para quem não curte jogos de combate por turno e eu super recomendaria para jogar multiplayer simultaneamente entre até quatro amigos. Fora isso, passável.

    YO-KAI WATCH BLASTERS: White Dog Squad

    Platform: Nintendo 3DS
    4 Players

    6
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-12-26 12:24:06 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Fantasy Life

    Zerado dia 26/12/20

    Feliz Natal à todos!!!

    Há uns bons anos atrás eu descobria a existência de um estúdio chamado Brownie Brown, subsidiário da Nintendo  e dono de uma característica bem diferente no mundo dos games: o estilo artístico, associado à ótimos jogos. Nessa época eu vi revistas e sites falando desse estúdio e meu primeiro jogo provavelmente foi Professor Layton's London Life, um RPG incluso no cartucho de Professor Layton and the Last Specter (DS).

    Mais tarde fiquei sabendo que Mother 3 (GBA) estava associado ao mesmo estúdio, que ganhou cada vez mais respeito.

    Lembro que até na época do DS eu comprava revistas de jogos volta e meia e uma dessas revistas, Nintendo World (que devo ter por aqui ainda), falava brevemente sobre um futuro lançamento chamado Fantasy Life e mostrava uma captura de tela que mostrava o jogo e o tão distinto estilo da Brownie Brown. Fiquei doido por ele!

    Infelizmente o tal do Fantasy Life foi sendo adiado e adiado até que mais tarde foi cancelado para o DS para ser lançado no 3DS. Mudaram ainda o estilo 2D (que você pode ver na internet) para modelos 3D bem mais genéricos. Triste, mas a proposta muito prometia e, bem, era um jogo da Level-5!

    Lembro claramente da época de lançamento. Demorou tanto que eu até tinha esquecido do jogo e meu hype tinha dado uma esfriada. Lançou no Japão e um ano ou mais depois por aqui. Lembro até que comemorei pois estava perdendo as esperanças de jogá-lo e a Level-5 faz isso de não trazer os jogos as vezes, como os Inazuma Eleven de DS na época.

    Nessa época eu tinha um amigo de internet e ele ficou muito feliz em saber que o jogo viria pro Ocidente e mais tarde o comprou e falou muito bem. Já eu estava bem dividido. Não sabia se queria pagar o R$150 da época no jogo sendo que eu tinha prioridades maiores no portátil (nem sonhava em desbloquear o console na época). Acabei deixando de lado.

    Já mais recentemente, há poucos anos, cheguei a comprar um flashcard de 3DS para jogar títulos baixados na internet (infelizmente esses flashcards nem chegavam aos pés daqueles de DS). Me lembro que pus só alguns jogos na memória, como Kirby Triple Deluxe, Sonic Generations, Epic Mickey: Power of Illusion e... Fantasy Life! Joguei todos, menos o FL.

    Depois um amigo desbloqueou meu 3DS e lá estava eu com o jogo mais uma vez. E isso já foi uns anos atrás. Enfim, resolvi jogar agora para liberar espaço no 3DS pois queria deletar algo que ocupasse alguma memória e fiquei com vontade do que uma hipotética facilidade de terminar isso pudesse me proporcionar.

    E lá vamos nós. Abri o jogo, assisti uma cinemática bacana, criei meu personagem e escolhi entre 12 profissões para iniciar. Fui de paladino.

    Enfim jogando Fantasy Life depois de um bocado de tutoriais, aprender um pouco sobre a cidade, sobre o simples combate e afins.

    O jogo é feinho e visualmente tedioso, meio desinteressante. Agora tenha em mente que eu não sou muito chato com isso e amo video games portáteis, mas é fato que os gráficos super serrilhados deixam muito a desejar. Poxa, jogue Mario 3D Land, Zelda Ocarina of Time 3D e Resident Evil Revelations e veja que dava pra ser muito mais bonito mesmo na época de lançamento do console! Por outro lado, o foco do jogo é ser quase que um "MMO", com um mapa grande, level up, quests e multiplayer.

    Um NPC me ensinou um pouco sobre diversos prédios da cidade medieval: loja de itens, de armas e muitas outras. Achei interessante que ele mencionou um local que eu posso visitar para trocar de "Life" (profissão) a qualquer momento.

    Infelizmente logo o jogo cai numa repetição e numa quantidade absurda de diálogos que infelizmente aconteceria durante toda a minha jornada.

    O rei te manda para algum lugar fala com alguém, você vai lá, faz isso. Depois vai para a sua casa e fala com uma borboleta que te dará missões a serem feitas antes de poder dar continuidade à história. Essas missões são sempre de ir até algum lugar, falar com certos NPCs e pronto. Volte a borboleta e ela te encaminhará para o lugar que dará continuidade na história, que sempre é um bocado de monstro guardando e uma pedra amaldiçoada. Destrua a pedra, o que é super fácil, e pronto.

    Essas quests da borboleta fazem parte da linha principal para terminar o jogo e são as mesmas indiferente da sua Life. As quests exclusivas das profissões ficam numa aba delas no seu menu e incluem coisas como "matar tal monstro" ou "finalize 5 monstros com o golpe de espada carregado". Termine essas missões para ganhar estrelas que se somam e aumentam seu rank, permitindo que você acesse mais missões, compre melhores equipamentos e eventualmente fique mais forte.

    Eu passei boa parte do jogo perdido. No que eu foco afinal? E há tanta coisa nas cidades, que por sua vez são divididas em muitas telas, que eu tinha medo de não estar jogando certo, deixando de me equipar certo, de recrutar aliados, comprar itens, sei lá.

    Acabei focando na quest principal até que ficasse difícil, daí voltaria às missões de paladino e ficaria mais forte, mas puts... não sei se foi a melhor escolha. O fato é que as quests da linha principal se resumem a: ande até tal cidade, fale com alguém, volte a cidade inicial, volte de novo a cidade da missão, enfrente os monstros com a pedra e a destrua. E tudo isso é banhado por parágrafos e mais parágrafos de conversa fiada. Sério, eu comecei a ignorar os diálogos e a metralhar o botão A e mesmo passando bem rápido, você fica MINUTOS apertando o botão. Meus deus!

    Não existe um jogo com mais texto que esse. Não existe! Eu acho que de 50% a 70% de toda a aventura é diálogo.

    Agora a parte bizarra é que eu não estava me equipando nem comprando item, mas as missões estavam super tranquilas só com os raros level ups. Porém, inimigos do mapa, que você pode simplesmente ignorar, estavam fortes e me fizeram comprar melhores coisas a cada nova cidade e mudar meu visual, mas na campanha mesmo, eu terminava as lutas praticamente sem perder vida nenhuma!

    O mapa é bem menor do que eu imaginava. As cidades tem várias seções, mas dá pra ignorar tudo e acompanhar pelo mapa pontos de interesse, como lojas. As rotas entre as cidades são corredores bem simples, mas há uma área grande que basicamente serve de intermédio entre todas as localidade, como se fosse um Hyrule Field do Ocarina of Time.

    O lance é que as quests, mesmo só as principais, te fazem ir e vir pelas mesmas localidade sem parar e isso leva tempo (e cansa). Demorou um bocado para desbloquear a opção de pagar para um dirigível te levar de uma cidade para outra (e nem lembro se todas são acessíveis assim).

    Muitas missões ainda te fazem revisitar personagens importantes em suas localidade e é importante prestar atenção nesses detalhes, pois os detalhes das quests não mostram onde ir, nem mesmo o nome das localidades. Geralmente é só voltar na última cidade descoberta na história, mas mais pra frente é gente pra todo lado e até achar o pessoal nas cidades pode ser tenso (ao menos há um indicador na cabeça das pessoas de interesse).

    E haja texto!

    Resumindo: Fantasy Life é uma ideia legal, mas sinto que não é um jogo que envelheceu bem e que ficou muito preso à sua época pois acredito que a experiência seja mais divertida no multiplayer, se preocupando em melhorar seu personagem e conhecer mais quests e desafios de verdade. O modo single player é decepcionante, sendo monótono e muito fácil quando o assunto é a campanha, o que muito me desmotivou a ir atrás de completar as quests genéricas de todas as profissões.

    De bom: bastante conteúdo. Equipamentos mudam sua aparência. Cinemáticas legais. Multiplayer devia ser legal.

    De ruim: campanha simplória e sem graça. Gameplay que envolve andar demais e uma quantidade massiva de texto (me deixa jogaaaar). Visuais feinhos, mais pro lado do DS que do 3DS. Equipar seu personagem para a quest principal chega a ser besteira. Não há um final boss. Missões que não indicam para onde ir e você acaba tendo que memorizar os nomes bizarros dos mil NPCs. Quests exclusivas de classe super genéricas e não vi porque fazê-las senão se fortalecer, mas pra quê? Muitos comandos não ficam associados à atalhos por botões, mas ao touchscreen, como mapa, quests e uso de poções. Muitas mecânicas estranhas que nem tem porque usa, como convocar NPCs pro seu time, sendo que eles somem assim que tiver alguma cutscene ou são muito fracos, como os cães e gatos que compramos para enfeitar a casa e ajudar nas quests.

    No geral, eu simplesmente não recomendo esse jogo. Talvez em 2014 com amigos (lembro que demorou bastante para sair o patch do multiplayer online), mas de quem seria essa necessidade hoje em dia? Fora quem existem muitas opções melhores agora. Para mim esse jogo tem a fama que merece, uma bomba como Snack World parece ser. Para jogos da Level-5, acredito que o Yo-Kai Watch seja similar e muito mais divertido. FL é completamente ignorável e eu recomendaria gastar essas 10 horas (no mínimo) com outra coisa. Decepcionante.

    Fantasy Life

    Platform: Nintendo 3DS
    481 Players
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    17
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      bobramber · 7 months ago · 2 pontos

      Foi bom ter lido tua opinião... Teve uma lista aqui no alva, meses atrás, com alguns jogos "relax", dentre eles haviam fantasy life e yonder cloud cacther. O yonder já havia jogado e curtido muito, exatamente como a lista o descrevia, beeem relax. E o único outro game que me interessou foi o fantasy life... Ainda não está completamente apagado o interesse, mas teu texto trouxe uma certa paz de espírito, rs.

      1 reply
    • Micro picture
      s4nn1n · 7 months ago · 2 pontos

      Saudadezinha desse jogo.

  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-11-25 01:14:52 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: The Starship Damrey

    Zerado dia 24/11/20

    Há alguns anos atrás o 3DS era, praticamente, o único videogame que eu jogava. Tinha perdido um bocado do interesse no Wii (e provavelmente nem o tinha mais), e jogava ocasionalmente no PS2 e PC. Mas tudo bem, eu AMAVA o portátil da Nintendo mais do que nunca e ficava de olho em seus lançamentos. Eu sempre tive uma grande queda por portáteis.

    Quem acompanhou de perto essa época provavelmente lembra dos jogos da Guild01 e Guild02, coletâneas de 3-4 jogos pequenos de desenvolvedores famosos que foram lançadas no Japão, e logo depois cada título foi trazido separadamente pela eshop aqui no ocidente e lançados pela Level-5.

    Dentre esses jogos, a gente sempre ficava interessado em um ou outro e sempre tinha aquele que ninguém queria. A verdade é que eram títulos muito diferentes entre si.

    Lembro que nos últimos anos de poder do 3DS, eu finalmente comprei The Starship Damrey, um dos jogos dessas coletâneas que ainda não tinha comprado pois era meio caro e as reviews sempre o davam notas medianas. Veio uma promoção e comprei o dito cujo (provavelmente o último título que comprei pro portátil).

    Eu tinha curtido Liberation Maiden, Attack of the Friday Monsters e Crimson Shroud e resolvi ir além. Até verifiquei aqui quais eram os jogos e me espantei: fechei 4 dos 7. Um dos que falta inclusive está no meu 3DS e agora provavelmente irei atrás de todos com o tempo.

    Agora que estou jogando uma aventura gigante no Switch, me pego volta e meia recorrendo a outros jogos enquanto o mesmo carrega (sei que poderia jogar na TV enquanto isso, mas o tal jogo tem me cansado bastante e tenho visto essa coisa de recarregar como um "descanso", além de que é um jogo bom para ser jogado assistindo Youtube).

    7 anos depois de seu lançamento, eu posso dizer que finalmente terminei The Starship Damrey! Para ser sincero, ele nem estava nos planos para agora, mas assim como o jogo anterior que terminei, Witch & Hero 2, ele constou como sendo um jogo curtíssimo no howlongtobeat.com, justamente o que eu precisava.

    A aventura em si é o que eu já sabia e esperava do jogo e do que falavam dele na época: apreensivo, escuro e fortemente baseado em atmosfera. 

    Tudo começa com alguns textos que situam o jogador e logo você estará jogando, sem explicação nenhuma de como encarar a campanha. Você se movimenta em primeira pessoa como em clássicos dungeon crawlers (e me lembra bastante o mais atual Shin Megami Tensei: Strange Journey nesse quesito).

    Você deve explorar uma nave escura, bem ao estilo de Dead Space, enquanto controla robôs de dentro de uma apertada cápsula que mais parece um caixão. É sinistro e definitivamente você vai querer saber ler inglês para entrar no clima.

    Há bastante limitação no início. Você não pode ir a muitos lugares pois a maioria das salas está trancada e a exploração é obrigatória. Eu mesmo travei no jogo bem no começo pois não sabia o que fazer com o pouco que eu tinha e estava indo e vindo nos mesmos corredores o tempo todo.

    A sua movimentação é feita com o d-pad: para cima anda para a frente, para baixo, para trás. Direita e esquerda giram o personagem naquela direção. Há a possibilidade de olhar ao redor com uma boa limitação ao usar o analógico do portátil e isso será obrigatório muitas vezes para, por exemplo, coletar itens do chão ou interagir com botões na parede.

    Volto a reiterar que tudo é muito escuro e que com um pouco de vacilo ou não andar para detrás de algo que parece inútil muitas vezes resulta em oportunidades perdidas de visualizar ou interagir com algo importante.

    A movimentação ainda é um pouco dificultada pelo movimento dos robôs. Imagine que que as paredes são divididas em quadrados (já que você anda num grid) e cada uma representa um número, 1, 2, 3. Onde seria a parede 4 tem uma porta, depois mais paredes, 5, 6. O personagem não anda do espaço 1 para o 2, mas sim do 1 para o 1,5, depois 2, 2,5 e assim por diante. Esses espaços no meio só atrapalham pois todas as interações são feitas nos espaços de números inteiros, como entrar em portas. Para completar, você não anda de lado, então é comum andar em linha reta, virar para entrar na porta e estar no espaço entre a parede e ela, só para ter que virar, dar mais um passo, encarar novamente a porta e poder entrar (isso de você não andar um pouco mais sem querer e passar do ponto).

    Voltando no segundo dia e depois de tanto tempo preso no início, vi que era besteira. Eu só tinha que ficar na frente de uma porta em específico, usar a mira e interagir com ela para me darem a opção de destrancá-la com um cartão que havia achado.

    Inclusive, o jogo se resume bem a isso: andar, achar alguma coisa que poderá abrir uma nova porta e tudo de novo. As vezes tem uns puzzles, como um cara que pediu água e eu tive que interagir com o corpo dele, pegar um frasco, levar na cafeteria, enchê-la e devolver pro dono. A verdade é que mesmo sem ler você acaba eliminando as possibilidades uma hora ou outra e quase sempre é bem óbvio.

    Depois de algum tempo de jogo ele começou a ficar bem mais tenso e com "jump scares". Eu finalmente havia imergido na aventura e estava nervoso de acontecer novamente, mas o climão vai sumindo com o tempo e Starship Damrey só fica mais e mais fácil, com menos sustos e a eterna impossibilidade de morrer ou perder. No final o jogo ainda trouxe uns momentos meio engraçados e bestas que quebraram bem rapidamente a imersão.

    Resumindo: The Starship Damrey é bem o que eu esperava por sua fama da época, sendo um jogo atmosférico, com jogabilidade meio lenta, uns jump scares aqui e ali e exploração. Eu comecei achando chato, passei para a fase de entendimento na segunda jogatina e terminei achando legal, mas nada mandatório para minha coleção de jogos terminados.

    De bom: os visuais e clima do jogo são legais, assim como todo o conceito de parecer estar sozinho dentro de uma câmara minúscula controlando robôs para tentar sair dali e entender o que está acontecendo. Há um leve quê dos Resident Evil clássicos, como os textos, atmosfera e puzzles. Curti o final. Apesar do jogo ser bem curto, ele tem integração com os demais jogos da coletâneas, caso você tenha seus saves no console, além de coletáveis escondidos por todo o mapa (faltou 1 só pra mim), dois finais e mais umas coisinhas.

    De ruim: a jogabilidade meio travadona enche o saco as vezes, como tentar acertar quando parar para virar e entrar de vez numa porta ou olhar em volta, que depende muito da direção que você estiver encarando e distância para poder interagir com as coisas. Algumas ações são bestas demais: você interage com as personas de um corpo, ele avisa que há uma chave ali, mas não pega ou te dá a opção. Você deve então interagir de novo e agora vai ter mais uma opção além de verificar, que será a de pegar a chave (isso me fez não pegar itens sem querer aqui e ali por achar que obviamente já pegaria).

    No geral, esse é um jogo bem de nicho. Os reviews dão no máximo notas de 50% de recomendação. A galera que jogou e curte, parece amar o jogo. Minha recomendação fica pela duração do jogo, mesmo sendo lerdo as vezes, durou pouco mais de 2 horas, mas principalmente para quem curte jogos com essa jogabilidade e visuais. Bacana!

    The Starship Damrey

    Platform: Nintendo 3DS
    22 Players

    6
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-11-10 14:42:38 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Yo-kai Watch 2: Psychic Specters

    Zerado dia 10/11/20

    Olha eu de volta ao mundo de Yo-kai Watch! Na verdade eu não planejava voltar tão cedo, mas a mesma amiga que me convenceu a jogar o original acabou me coagindo a ir jogar o segundo. 

    Não vou mentir que já estava com um pouco de saudades, mas o que me convenceu mesmo foi a ideia de estarmos jogando a mesma coisa simultaneamente, trocando ideias e afins, fora que eu tinha prometido começar o 2 há algum tempo (e ela já estava no final).

    Com a memória muito fresca da primeira aventura, vim olhar no Alvanista quando eu o tinha jogado. Chutei Setembro ou no máximo Agosto. Realidade: ABRIL! Até agora tô de cara com isso! Quando você registra a época que jogou as coisas, você vê como o tempo passa rápido!

    Pesquisei na internet sobre a série e descobri que Yo-kai Watch 2 tem várias versões. As duas originais eram para ser como Pokémon Ruby e Sapphire pelo o que eu entendi, contrapartes de uma mesma experiência com poucas diferenças, fazendo com que você tenha que trocar monstrinhos com pessoas da versão diferente da sua, ou que compre ambas, caso seja muito fã (me surpreendo como isso é comum para os fãs de Pokémon). Houve mais tarde uma terceira versão, que eu deduzi que seria meio que a "Emerald" de Yo-kai Watch 2, e é por aí mesmo. Resolvi ir dessa versão acreditando que ela seria mais completa e talvez até mais trabalhada em melhorias.

    Já tinha testado uns 3 minutos do jogo meses atrás, e ele acaba sendo mesmo o que eu percebi: um jogo muito parecido com o primeiro. A engine é a mesma, os comandos, Yo-kais e mapas também voltam a aparecer com frequência diretamente do primeiro jogo até certo ponto da aventura.

    Eu tinha achado que o primeiro Yo-kai Watch tinha terminado muito bem em relação ao enredo, mas o 2 simplesmente volta e ignora um pouco do drama do final de seu antecessor.

    As primeiras horas também são muito familiares para quem já conhecia a série e mostra você fazendo atividades e passando por problemas que já conhecia. Sei que muita coisa acaba agindo como tutorial mesmo, mas a forma abordada é a mesma de antes a ponto de me fazer verificar se era mesmo um novo jogo (apesar de ter sim diferenças e o enredo obviamente continuar a história).

    O que eu posso adiantar de início é que jogar ambos os Yo-kai Watch 1 e 2 por muito tempo beira a redundância. Não espere o salto de diferença que você tem entre gerações de Pokémon.

    O bacana do primeiro jogo é que ele tem um ar mais simples, exploração da cidade e imersão, enquanto o 2 tem mais ação, mais mapas, coisas para se fazer (você tá sempre indo para um lugar ou outro e batalhando) e é mais completo, inclusive com mais interações multiplayer. Por outro lado o 2 acaba sendo mais superficial na história e cada capítulo é sobre qualquer coisa aleatória e independente por mais da metade do jogo. Fica realmente difícil decidir qual YW jogar, mas se o plano envolver mais pessoas e 3DS próximos, o segundo é uma ideia melhor, mesmo eu tendo curtido mais o primeiro (provavelmente por ainda ser uma ideia original).

    Muita gente tem noção que YW é mais um daqueles jogos de colecionar monstros e batalhar, mas esta série chegou a fazer muito sucesso em seu auge, inclusive ficando tão ou mais popular que Pokémon por algum tempo e influenciando muito a época da geração VII (anime e os próprios pokémons),

    O lance daqui é que você coleciona yo-kais (espíritos) e a liberdade criativa acaba sendo bem maior do que focar em seres que representam animais. Por um lado isso é legal pela infinidade de possibilidades, por outro as vezes é estranho saber que eles falam, alguns se parecem com pessoas ou usam armas. As vezes eu tinha que me lembrar que são fantasmas e que representam figuras populares do folclore japonês e que você não pode ter muito do pensamento ocidental ao jogar.

    Parte da fama da série vem de seu carisma, quase como se continuasse a magia de onde Pokémon deixou para trás há algumas gerações. Há um certo sentimento de nostalgia que é muito legal em explorar aquelas cidadezinhas japonesas, ir para a escola, capturar insetos com a rede, ver o pôr do sol, passar por problemas cotidianos etc. Adoro também como os yo-kais participam do mundo, sendo que cada um meio que causa mudanças nas vidas das pessoas, como tristeza, sono, fome, esquecimento e muito mais, enquanto os pokémons só existem nos jogos e ficam no mato ou ao ado dos treinadores, além de batalharem.

    Um dos pontos mais controversos da série voltou com poucas mudanças: as batalhas. Você pode ter até 6 yo-kais no seu time, sendo 3 ativos por vez.

    As lutas são feitas automaticamente ao confrontar inimigos e o jogador apenas toma certas decisões na hora que desejar, meio que como um treinador de futebol. Você pode rotacionar os yo-kais em jogo, o que traz um ou mais adjacentes pro campo enquanto tira outros da extremidade oposta da batalha para os curar ou remover maldições enquanto os outros lutam. Você pode usar itens ou acionar ataques especiais também. Yo-kai Watch 2 ainda adiciona, mais tarde, comandos extras na tela, incluindo especiais um pouco mais fortes e outras habilidades de interação com o touchscreen, mas não vi muito motivo para usá-los e até me esquecia que existiam.

    Ao conjurar um ataque especial ou remover maldições, o yo-kai fica sem atacar até que você complete minigames na tela de baixo, como fazer círculos rapidamente, bater na tela várias vezes até quebrar a parede, esfregar com a caneta para tirar a fumaça, tocar em todas as esferas que se movem ou desenhar padrões. Tudo isso veio do primeiro jogo, mas um ou outro originais ainda foram adicionados.

    A automação das batalhas é mais um elemento bom e ruim do jogo. O bom é que em batalhas fáceis ou repetitivas você pode até largar o portátil e ir responder umas mensagens no celular enquanto o jogo faz todo o trabalho básico. O lado ruim é que muitas batalhas acabam sendo desinteressantes e você acaba ligando cada vez menos para elas. E não dá para mentir: o sistema de batalha é bem diferentão, ao menos visualmente e não me espanta que alguns torçam o nariz.

    O resto do jogo envolve fazer muitas quests e aprender bastante sobre esse universo. São muitos yo-kais, muitos itens, habilidades, equipamentos, localidades e mecânicas opcionais, como fusão de yo-kais, de itens e de yo-kais com itens (mas tudo tem fusão específica, não dá pra sair fundindo qualquer coisa).

    Com o tempo você acaba tendo que aprender os layouts das cidades, saber onde vendem aqueles itens bons, os melhores percursos para navegar, os melhores pontos de teletransporte, como pega insetos ou achar monstros, fazer sidequests, saber onde fica aquela pessoa que faz tal coisa. É bastante coisa!

    Um belo exemplo disso é o seu menu, que inclui vários "aplicativos" desde verificar informações dos yo-kais capturados e os mil itens que você cata por aí, missões secundárias (como sidequests aceitas e outros tipos de missões, como caçar yo-kais baseando-se em pistas) até as interações multiplayer, que infelizmente não pude testar.

    O multiplayer adicionou a possibilidade de trocar yo-kais e o modo "Busters" em que você joga com os próprios yo-kais com um gameplay bem diferente (imagino que algo como Pokémon Mystery Dungeon). Esse modo ainda virou um jogo independente no futuro, que espero jogar em breve.

    Fui percebendo que eu tinha um monte de coisas e comandos que não estava dando a devida atenção, como itens que só serviam para vender e até a bicicleta, que agiliza bastante sua movimentação pela cidade. Acho que esse jogo acaba demandando um bocadinho da língua também por conta de tantas mecânicas, menus e sub-menus. Eu mesmo que sei inglês acabei boiando em coisas que achei que tivesse entendido ou não prestei atenção mesmo, fora que o próprio jogo não tem muita informação depois que você passa da parte que te ensina e até cheguei a ver umas coisinhas na internet. Felizmente é tudo opcional e você acaba aprendendo mais cedo ou mais tarde.

    Yo-kai Watch 2: Psychic Specters foi pela maior parte do tempo bem mais fácil que o primeiro jogo, o que me surpreendeu. Mesmo com capítulos meio longos, eu estava jogando sem me preocupar com nada, nem mesmo com as batalhas e até chefes de verdade quase não apareciam (tipo um a cada três capítulos).

    Isso mudou em algumas partes aleatórias e principalmente no final. Os últimos chefes foram bem tensos e demandaram um pouco de yo-kais fortes e estratégia. Me estressei bastante para conseguir passar, principalmente porque o jogo é muito cruel em relação a itens de reviver yo-kais, que nem toda loja vende e são bizarramente caros (comprei uns 4 do básico, que revive com 1/4 da vida, com metade do meu dinheiro bem no final do jogo).

    Por outro lado eu havia seguido muito a história e meus yo-kais eram em sua maioria simples e conquistados automaticamente na campanha ou evoluídos um estágio (não manjo tanto deles para conhecer as famílias dos yo-kais, como convencê-los a se juntar a mim ou como evoluí-los). Cheguei a pensar em ir atrás de alguns mais fortes mas no final da aventura, quando eu realmente precisei, o jogo limitou muito a minha movimentação e eu não conseguia adquirir quase nada mais.

    Resumindo: Yo-kai Watch 2: Psychic Specters é um jogo legal e mais completo que o primeiro, apesar de deixar a simplicidade de lado e a imersão. Infelizmente, mesmo com suas novidades, ele ainda passa uma grande sensação de estar jogando a mesma coisa. A experiência melhorou um bocado a partir do momento que a história começou a realmente existir, adicionar personagens importantes, viagens temporais, mecânicas, mapas e até o sistema de metrô, que achei bem interessante. No final do dia, fica bem difícil recomendar o melhor entre ele e o 1, mas senti que jogar ambos não é muito interessante.

    De bom: mais completo que o jogo original, incluindo muito mais o que fazer além de apenas sidequests simples. Modos multiplayer com a opção de trocar yo-kais ou jogar modos de jogo diferentes. O jogo voltou com o Infinite Hell no post-game para quem muito mais conteúdo e desafio de verdade. Bom uso das funções do 3DS, inclusive 3D e streetpass.

    De ruim: esperava mais inovação e uma cara mais nova pra série, como em cada geração de Pokémon e que pudesse diferenciar melhor qual jogo é qual na minha memória. O jogo é meio cruel em relação a itens, principalmente os de cura. YW2 juntou múltiplos mapas e 2 realidades diferentes e se torna uma confusão navegar para o seu objetivo ou achar onde ficava tais lugares.

    No geral, valeu a pena a jogatina que durou menos de 20 horas e eu espero muito que o 3 dê um gás para a série. Mas se você quer um jogo tranquilo, imersivo e com exploração, vá no primeiro Yo-kai Watch. Se quer conteúdo e fazer mil e uma coisas e mecânicas, vá no 2. Jogue ambos se você curtir muito a série e quiser mais depois do primeiro. Fico feliz em saber que eles ao menos tentaram deixar a experiência mais densa e completa e que a série tem potencial. Jogo legal!

    YO-KAI WATCH 2: Psychic Specters

    Platform: Nintendo 3DS
    5 Players
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      topogigio999 · 9 months ago · 1 ponto

      "Mini games na tela inferior", aparenta ser um Espancador da Tela Touch!

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  • 2020-10-13 13:33:53 -0300 Thumb picture

    Level-5 encerra suas operações na América do Norte

    Medium 741021 3309110367

    A desenvolvedora e publisher Level-5 anunciou o encerramento das suas operações em terreno norte-americano. 

    De acordo com a GameIndustry.biz, a Level-5 International America, juntamente com o estúdio menor Level-5 Abby, começaram  a dispensar seus funcionários em meados de 2019, mas até hoje não se sabe o total exato de demissões. 

    Até o momento, não foi divulgado o motivo do encerramento das operações no Ocidente, mas a Level-5 adiantou que não há planos de lançar jogos futuros fora do Japão.

    A Level-5 é conhecida pela franquia Yo-Kai Watch, bastante popular no Japão, e pela série Ni no Kuni, que teve seu terceiro jogo confirmado pelo estúdio.

    Fonte: https://www.ign.com/articles/level-5-reportedly-ends-north-american-operations?sf130313261=1

    Ni No Kuni: Wrath of White Witch

    Platform: Nintendo Switch
    26 Players
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      yamisekai · 10 months ago · 2 pontos

      ira fazer falta , sorte que o switch não tem trava de região (eu acho)

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      diego_lacuna · 10 months ago · 2 pontos

      Se outras desenvolvedoras japonesas começarem a fazer isso, ferrou ....

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  • supermarkosbros マルコス・アントニオ
    2020-07-25 00:26:41 -0300 Thumb picture
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      manoelnsn · about 1 year ago · 2 pontos

      Esse tá mofando na minha biblioteca há um bom tempo, tenho que jogar, ahuahua

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      salvianosilva · about 1 year ago · 2 pontos

      Boa Marcão

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      kess · about 1 year ago · 2 pontos

      Bom saber, fica dentro do orçamento para jogos no mês, mas certamente muito longe de ter espaço ou tempo para aproveitá-lo. Mas é bom aproveitar as promoções, tempo é coisa para o eu do futuro se preocupar.

  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-04-15 17:02:19 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Yo-kai Watch

    Zerado dia 15/04/20

    Olha aí o jogo que eu venho jogando há umas duas semanas: Yo-kai Watch! Tenho outros jogos em progresso e outros na lista de urgências, mas acabei começando esse daqui pois tenho falado muito com uma amiga da adolescência e ela tem amado a série, tendo começado no 2. Daí ela resolveu voltar e jogar desde o primeiro e tivemos a ideia de jogar juntos e tal. Curti!

    Sabendo dos outros títulos mais obrigatórios, pesquisei no howlongtobeat.com e descobri que sua campanha durava menos de 20 horas! Perfeito!

    Por conta disso joguei com um certo cuidado pois queria contar a ela os detalhes da minha experiência, entender o que ela me dissesse e me preparar pros jogos seguintes da série. No final foram apenas 16 horas de jogo, mas eu acabei estendendo por tantos dias por conta de algumas dificuldades que tive com o jogo.

    Eu estava bem empolgado com YW por conta da fama que ele teve na época, chegando a desbancar Pokémon e virar uma febre, sobretudo no Japão. Eu queria muito saber o que ele tinha de novo, conhecer os personagens e conhecer o sistema de batalha, que já vi uns conhecidos reclamarem de ser esquisito.

    Começando o jogo, ele tem mesmo um ar de Pokémon, cidadezinha japonesa e tudo mais. É bem o tipo de coisa que eu curto nesses RPGs e um conceito que a gigante da Game Freak abandonou com o tempo (pra mim, a partir da quinta geração). Eu amo a ambientação mais bucólica e as trilhas sonoras simples, mas chiclete e nostálgicas, diferente da onda cibernética/espacial/multiverso que jogos similares tem seguido.

    Você anda pela cidade e ela é viva! Há pessoas andando, pessoas sentadas, carros passando e mais mil coisas acontecendo. 

    O cuidado com detalhes de ambiente é muito legal, ao invés de ser tudo quadrado e repetindo as mesmas casas e tal, há muitos prédios diferentes e ruas verticais, horizontais e diagonais, com árvores, estacionamentos, mercados, cercas, ar condicionados, portões e até ruas mais altas que passam por penhascos e que você pode ver a cidade lá em baixo!

    Infelizmente, imagens de 3DS nunca fazem jus aos jogos e sempre são meio difíceis de achar, mas o jogo é bonito pra caramba!

    Ele tem uma visão mais aérea como os Pokémons mais antigos e um feeling bem Inazuma Eleven (DS), o que é bem bacana. Enfim, amo mapas japoneses assim e ele faz um trabalho muito legal em apresentar uma cidade viva.

    Depois de navegar pelas ruas, falar com o povo, caçar uns insetos em minigames e achar baús, finalmente o jogo chegou onde eu queria: a apresentação do primeiro yo-kai. Eu tava muito com o conceito de monstrinhos colecionáveis na cabeça, e tá certo, mas tem uma coisa que você tem que lembrar sobre eles: eles são espíritos/monstros, e não animais! Sendo assim, você vai ver uns bem bizarros, muitos humanóides e que se assemelham a criaturas conhecidas, como Kappas e Oni. Ah, eles falam!

    O conceito dos yo-kais vai além e é bem legal: enquanto alguns deles são de bem com tudo, outros gostam de ver o caos e são justamente esses malignos que causam problemas comuns na nossa rotina.

    Um exemplo disso é mostrado logo no início, quando um casal está brigando e logo descobrimos que o conflito é causado por uma yo-kai que está deprimida por estar sem seu marido.  Tem espíritos que deixam as pessoas doentes, sempre com fome, muito esquecidas e assim por diante. Eu realmente amei esse conceito de como cada um deles afeta o mundo e dá até pra lembrar deles na vida real sempre que determinada coisa acontece. Maneiro demais!

    Além disso, essas criaturas são invisíveis às pessoas, mas não há todas. Você mesmo consegue enxergar os principais deles, mas sempre que há algo novo, tem que recorrer ao seu relógio yo-kai (yo-kai watch), que tem uma lente que revela os fantasmas onde você mirar.

    O yo-kai watch serve também como um radar pra quando você estiver andando por aí. Ele tem uma agulha tipo de bússola que fica mais forte conforme você se aproxima de uma criatura. Se o pulso for vermelho, interaja com alguma objeto para começar um minigame em que você move o cursor (lente do relógio) por algum cenário buscando um yo-kai. Tendo o encontrado, basta manter o cursor em cima dele enquanto ele foge e tenta se esconder até que finalmente o revele e comece uma batalha. Vencendo aquele yo-kai, há uma chance de ele pedir pra se juntar a você.

    Já se o pulso for roxo, quer dizer que o yo-kai está no cenário e você só precisa abrir sua lente e escanear a área (geralmente são criaturas de quests).

    Mais pra frente você vai subindo de rank e encontrando melhores fantasmas. O relógio, além de mostrar o pulso e a distância entre você e o monstro, mostra também o rank daquele yo-kai pra você não ficar entrando em confronto com fracotes que não interessem.

    As batalhas são um pouco diferentes do convencional mesmo. Estranhas no início, mas logo você pega o jeito e ficam bem legais.

    Você pode ter até 6 yo-kai com você e quanto começa a batalha, três iniciarão na linha de frente. Se você quiser colocar outro deles na luta, tem que girar uma roleta na tela de toque de modo que sua imagem fique entre as três superiores. Obviamente, ao girar para a esquerda, por exemplo, o espírito que estiver mais a esquerda sairá de cena e o primeiro abaixo do da direita irá entrar em jogo.

    Essa roleta é muito importante, inclusive na hora de equipar seus yo-kais. Se um deles for focado em cura, ele só cura aqueles que estiverem com ele em ação e como só podem 3 em batalha por vez, ou ele vai ter um adjacente de cada lado, ou dois adjacentes na direita ou dois adjacentes na esquerda. Basicamente, se ele for o yo-kai "3", ou você terá a sequência 2-3-4 ou 1-2-3 ou 3-4-5. Isso significa que o 6 nunca vai estar com ele em campo, pois estão em lados opostos da medalha.

    Pra completar, yo-kais de tipos diferentes que estejam agindo adjacentes ganham bônus, então é bom saber encaixar a galera.

    Fora isso, os yo-kai atacam sozinhos, mas há muita coisa pra você fazer, sobretudo em batalhas mais árduas.

    A primeira coisa é cuidar dessa roleta. Tirar quem está perto de morrer, colocar quem tem vantagem etc.

    A segunda é baseada nos quatro botões na tela de toque: Soultimate, Target, Purify e Item.

    -Soultimate é um ataque especial que cada yo-kai vai recarregando dentro da batalha. Alguns mais rápidos, outros mais lento. Tendo carregado, toque nele para começar um pequeno minigame na tela de baixo, enquanto a ação continua na tela superior. Seja rápido! Ao fazer o que é pedido quantas vezes forem necessárias (como tocar em alvos, desenhar padrões e fazer círculos rapidamente), aquele yo-kai usa um ataque especial, que pode incluir muito dano ou cura.

    -Target serve para concentrar todos os ataques de seu grupo em um determinado alvo. Como as batalhas são geralmente 3x3, você pode optar por eliminar o mais forte primeiro. Em batalhas de chefe, muitas vezes você tem que mirar em pontos fracos antes de finalmente desbloquear a área que o monstro toma dano.

    -Purify serve para curar seus monstros de status negativos, como confusão, causados pelos oponentes. Também são minigames que envolvem bater várias vezes na tela pra quebrar um vidro, estourar bolhas e esfregar pra tirar a fumaça.

    -Item é o óbvio. Onde você usa cura, ressuscitar e outros que ajudam a aumentar força ou defesa temporariamente. Mas cuidado, pois há um intervalo entre poder usar um item e outro.

    Resumindo: Yo-kai Watch é um RPG de monstrinhos colecionáveis voltado para um público mais infantil ou simples e que ousa em mudar um pouco a fórmula original quando o assunto é combate. É um jogo quase sempre bem fácil e tranquilo, mas há um enorme gosto em explorar as diferentes partes da cidade ouvir sua música e curtir seus visuais, que foram muito bem cuidado em seus detalhes. A experiência foi curta, mas muito mais divertida que os últimos jogos da franquia Pokémon me proporcionaram. Tô com bastante vontade de já pular pro 2!

    De bom: a mistura de simplicidade e nostalgia. As pequenas cidades e rotinas japonesas me levam direto pra infância. Combate diferente e muito estratégico em tempo real que me fez fazer "multitasking" no final. Cada capítulo do jogo é voltado pra uma situação com começo, meio e fim, seguido de um "To Be Continued", o que é muito legal, pois há sempre focos de narrativa diferentes e permitem que você jogue de pouco em pouco. Curti muito os yo-kais principais, principalmente o Jibanyan e Komasan (que já vou pedir miniaturas pro quarto). O jogo te permite jogar apenas com botões, apenas no touchscreen ou meio a meio (como eu joguei) e nem precisa configurar, só jogar como preferir. Muitas missões secundárias e extras post-game que vão te fazer jogar muuuuito. É possível usar moedas encontradas no jogo ou aquelas por andar com o 3DS para desbloquear monstros aleatórios pro seu time todos os dias. Efeito 3D bacana. Cinemáticas legais e que me fizeram querer assistir o anime.

    De ruim: sei que as limitações do 3DS dificultam, mas a câmera é um pouco próxima demais do personagem e isso dificulta um pouco na visualização do cenário e imersão. O jogo faz todas as marcações no mapa da touchscreen e nada na de cima e o resultado é que eu jogava mais pelo mapa que pelo jogo em si. Algumas missões te fazem ir atrás de yo-kais específicos e derrotá-los, mas é quase sempre muito difícil encontrar as localizações, pois muitas delas não estão indicadas no mapa, apenas quando você está nelas, e isso me fez procurar soluções online.

    No geral, curti pacas a experiência mais casual do jogo, que teve um nível de dificuldade bacana, sobretudo nas última missões (uma vez ou outra parei pra upar, mas cada nível faz bastante diferença). Recomendo pra quem curto jogos do estio e quer algo pra se explorar e fazer mil sidequests e curte uma atmosfera que em parte é muito tranquila ao mesmo tempo que mistura um pouco a temático um tanto Halloween. No geral é óbvio que seu público alvo seja crianças, assim como muitos jogos excelentes são. Vendo a versão de Switch, parece bem superior também (do primeiro jogo mesmo). Muito bacana!

    Yo-kai Watch

    Platform: Nintendo 3DS
    127 Players
    23 Check-ins

    20
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      lukenakama · over 1 year ago · 2 pontos

      Acho Yokai Watch bem divertido, pena que só joguei o primeiro kkkkkkkkkkkk

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      supernova · over 1 year ago · 2 pontos

      Fiquei surpreso que existam tantos , so conhecia ate o segundo.

      4 replies
  • 2019-08-01 17:15:12 -0300 Thumb picture
  • 2018-12-16 05:49:55 -0200 Thumb picture

    Planilha de traduções de RPGs atualizada (16/12)

    Medium 604033 3309110367

    Aventureiros,

    É com muita alegria que na atualização de hoje eu trago, entre outros, a confirmação de que o Ni no Kuni do DS finalmente foi traduzido para o inglês! O jogo nasceu de uma colaboração entre o Studio Ghibli, responsável por animações incríveis como A Viagem de Chihiro, e a desenvolvedora Level-5, conhecida por jogos como Professor Layton e Yo-Kai Watch.  À época do lançamento uma das coisas que dificultaram a vinda de Ni no Kuni: Shikkoku no Madoshi é que ele precisava de um livro para ser jogado, o que cada cópia japonesa trazia -- algo que não só encarecia o custo de produção mas também ajudava a combater a pirataria em um período que R4 e Acekards estavam bem estabelecidos; dá pra notar que o tamanho da caixa dele é diferente justamente por trazer esse conteúdo, vide este unboxing

    Apesar de já podermos conhecer a jornada de Oliver desde 2013 graças a versão do PS3, as diferenças do portátil ainda me empolgam em jogar o título como originalmente conceitualizado. O pdf do livro, claro, está disponível para download junto com o patch de tradução!

    Além de "Ni no Kuni: The Jet Black Mage" a planilha foi atualizada com mais 19 jogos, incluindo:

    * Final Fantasy XII: The Zodiac Age (PC), Português

    * Torchlight (PC), Português

    * Majin Tensei II: Spiral Nemesis (SNES), Inglês

    * Metal Max (NES), Inglês

    * Xenosaga Episode I - Der Wille zur Macht (PS2), Português

    * Farland Symphony (PC), Inglês

    * Dust: An Elysian Tail (PC), Português

    * Final Fantasy Tactics: The War of the Lions (PSP), Inglês

    * Ganbare Goemon Gaiden: The Missing Golden Pipe (NES), Inglês

    Link:

    https://docs.google.com/spreadsheets/d/1WXlPiCOFLO...

    Obs.: lembrando que as últimas adições ficam destacadas em verde na planilha, sempre.

    [@jvhazuki]

    Ni no Kuni

    Platform: Nintendo DS
    161 Players
    6 Check-ins

    34
  • 2018-12-02 15:52:29 -0200 Thumb picture

    O velho novo mundo de Ni no Kuni II: Revenant Kingdom

    Medium 601061 3309110367

    Apresentando a continuação do aclamado Ni no Kuni, da colaboração original entre o renomado Studio Ghibli e a desenvolvedora Level-5 nascida no Nintendo DS porém popularizada no PS3.

    ▼ https://daibokem.blogspot.com/2018/12/o-velho-novo...

    [@jvhazuki]

    Ni no Kuni II: Revenant Kingdom

    Platform: Playstation 4
    331 Players
    47 Check-ins

    14
    • Micro picture
      lanzitto · over 2 years ago · 2 pontos

      Venho acompanhando o blog, é excelente!

      1 reply

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