• anduzerandu Anderson Alves
    2021-07-26 18:37:51 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Silent Hill

    Zerado dia 26/07/21

    Outra pendência gigantesca terminada: Silent Hill! Quando lembrei de adicioná-lo à lista umas duas semanas atrás, eu resolvi jogar logo, até porque estava até com saudades de jogar algo do gênero, que se duvidar a última vez que joguei foi Resident Evil - Code: Veronica há vários anos atrás. Atualmente a minha lista está assim: apago um jogo do arquivo e adiciono outro. Raramente porque resolvo começar algo novo, mas mais porque tenho lembrado de jogos não terminados da infância ou de algum outro momento da vida.

    Bom, eu nunca tive um PS1, mas meu primo tinha e eu ia para a casa dele todo santo dia. Embora eu não achasse que nenhum jogo chegasse ao nível de Mario 3 ou Mario World, eu me divertia. Lembro de jogar muito Mega Man X4, Tony Hawk's Pro Skater 4, de odiar jogos de luta (porque eu sempre perdia), etc.

    Volta e meia arriscávamos jogos de terror, e foi assim que terminamos Resident Evil 2 e 3 com o passar de anos. Eu tinha muito medo daqueles jogos! Uma vez jogamos esse tal de Silent Hill, mas não conseguimos terminar e deixamos de lado. Mas eu nunca esqueci de algumas coisas dele: o jogo era medonho, a parte da escola a noite e o maldito puzzle do piano, que nos travou e impossibilitou de ir além.

    E puts, eu que jogo tantos jogos por ano, chegava a me envergonhar de nunca ter terminado um Silent Hill sequer. Até procurei na internet e vi que ele teria umas 7 horinhas de duração. "Ótimo, vou terminar tranquilo", eu pensei!

    Iniciando a aventura, eu imaginava que  provavelmente estava perto do final da campanha quando travamos no famoso puzzle do piano. Ah, tá!

    Enfim, depois de ver a abertura bem cinematográfica em CG, dei início à campanha. Achei curioso como haviam diferentes níveis de dificuldade, mas, como sempre, mantive no médio. Vi que nas opções era possível configurar umas coisas úteis também.

    Já no jogo, controlamos Harry Mason, que acorda sozinho na cidade de Silent Hill após um acidente de carro, agora em busca de sua pequena filha Cheryl. A cidade em si é bem esquisita, vazia e coberta em neblina.

    Os visuais de SH envelheceram bem, na minha opinião. Tudo bem que havia toda uma limitação na época pros gráficos, mas é tudo bem feitinho e o estilo do visual acrescenta muito à experiência, sendo que o restante fica muito por conta de sua imaginação.

    O início também é útil para ir se acostumando aos "controles de tanque". Curiosamente eu estava jogando naturalmente por um bom tempo até perceber isso. Considerando que o jogo muda muito os ângulos de visão, não teria outro jeito de dar certo.

    Ao chegar na primeira área do jogo, uma lanchonete, conhecemos o primeiro humano, a Cybill, que também diz não ter visto ninguém a muito tempo. Assim conseguimos os primeiros itens de ataque, cura, uma lanterna pros lugares escuros do futuro e um rádio, que soa um monte  de interferência sempre que houver um inimigo próximo. Como muitas vezes a câmera fica virada para você quando abre uma porta, isso é muito útil.

    Com as primeiras pistas, começa a exploração por Silent Hill, vazia e cheia de neve. As primeiras localidades requerem chaves e mais exploração por toda a cidade através das pistas para saber onde ir e o que fazer. A trilha sonora é silenciosa e a solidão é de matar.

    Além disso há inimigos aqui e ali: cães e morcegos-humanos aparecem para fazer barulho, fazer o seu rádio soar e tirar do seu HP. Esses monstros não são necessariamente assustadores perto de toda a ambientação, mas há sempre o medo de morrer e perder progresso (apesar que nesse jogo há a opção de continuar de "checkpoints" quando falhamos ao invés de apenas ter que carregar um save).

    Após avançar e me achar o inteligente, o jogo estava fluído e muito gostoso. Definitivamente eu tinha envelhecido para poder encarar jogos do tipo. "Jogos de terror não me afetam mais", eu pensei.

    Isso até finalmente conseguir abrir caminho à primeira "dungeon" do jogo, a escola. Lembra quando falei que achava que essa parte da escola e o seu puzzle do piano poderiam ser próximos do final da campanha? Hahaha, mal sabia eu! Menos de duas horas foi o tempo que levei para chegar nessa parte.

    Mas enfim, quando você consegue acesso à escola é que o jogo fica mais bizarro do que nunca. O céu esbranquiçado dá lugar à noite, visão ainda mais limitada, mais monstros e ambientes esquisitos. Para fechar, o ambiente da escola a noite é muuuuuito bizarro e claustrofóbico! Eu estava jogando nervoso, meus amigos! E juntando uns problemas pessoais na família e que meu outro jogo era Doom 2, tudo estava muito deprê ou maligno.

    Há ainda um vai e volta gigante. O jogo te obriga a fazer os caminhos mais longos pela escola até chegar do outro lado e conseguir destrancar uma porta, que agora serve de atalho, para assim poder acessar o próximo andar grandão.

    O jogo é cruel no lance do terror com essa fórmula de ter que explorar muitas e muitas salas em corredores escuros e muito parecidos, progressão lenta e puzzles que dependem de itens e dicas que podem estar em qualquer lugar. Tem salas que você só vai voltar no final da dungeon! Bacana não ter aquela sensação de linearidade, mas durante o jogo você só quer terminar aquilo o quanto antes e sair dali!

    Logo me foram apresentados novos inimigos, cosia comum conforme você avança no jogo, inclusive uma coisa que meus amigos e eu nunca esquecemos: fantasmas de bebês aqui e ali. O gritinho sempre dá uma agonia, assim como vários outros sons de SH. Engraçado que quase não há jump scares durante a aventura, e isso não impediu o jogo de ser mil vezes mais medonho que qualquer coisa.

    Depois de um tempo, a exploração foi ficando mais tranquila. Matei os inimigos todos, que felizmente não dão respawn, e as peças foram se encaixando. Há uns puzzles bizarros, como esse do piano ou um de colocar uma bolinha de brinquedo num espaço de uma calha quase imperceptível, mas o jogo estava andando.

    Quando eu achava que o jogo não poderia ficar mais medonho, eu abri uma porta que me levou para uma escola quase idêntica, mas meio que de um mundo paralelo ainda pior.

    O ambiente escuro de uma escola antiga deu lugar à um mapa igual, mas todo trabalhado nas plaquetas de metal, cercas e afins sujos de vermelho, algo como um grande abatedouro ou um local das piores torturas imagináveis. Escuro e fechado,  a claustrofobia bateu mais forte do que nunca, e toda a coisa ensanguentada estava me dando, mais uma vez, uma baita agonia.

    Cara, eles conseguiram fazer o verdadeiro jogo de terror psicológico, uma sensação que não tinha desde que jogava Resident Evil na infância, mas esse mesmo Resident Evil hoje é dia é quase uma piada pra mim, super hollywoodiano e com zumbis bestas, enquanto SH parece mais adulto do que nunca, quase que como um jogo proibido e altamente não recomendável para pessoas de psicológico fraco.

    Conforme o enredo avançava, mas eu ficava curioso. O que diabos estava acontecendo? O interessante também é que não há algo estilo sci-fi acontecendo, mas sim algo dos nossos piores pesadelos, algo mental, algo que nem o protagonista entende quando ele começa a ir e vir, sem intenção, de uma realidade para outra, inclusive conhecendo pessoas que estão presas do outro lado. Bizarro? Medonho? Sinistro? Diabólico?

    Depois da primeira "dungeon" o jogo aliviou um pouco de volta à realidade, claridade nas ruas, apresentação de novos personagens e avanço geral. Eu mesmo comecei a fica bem menos abalado com o jogo. Estava pegando o jeito, cheio de curas e armas e super confiante.

    Logo o terror deu lugar à um jogo mais de ação (pra mim), inclusive graças aos próximos cenários, mais claros e fáceis (apesar de dungeons sem mapa que são super confusas). No final das contas eu devorei quase metade do jogo só hoje. O jogo continuou bizarro, mas mais tranquilo e mais e mais interessante. Minha aventura durou 6 horas e meia e 45 saves, mas pareceu muito mais pois muita coisa acontece num curto período de tempo.

    Resumindo: Silent Hill é sensacional e passou completamente no teste do tempo, a ponto de eu duvidar que exista um jogo de terror mais sinistro em sua temática, complementada pelos visuais que acredito que, no caso de um remake, poderiam arruinar a experiência. Diferentemente de outros jogos do gênero da época e depois que parecem bestas e artificiais, isso daqui é muito convincente!

    De bom: ambientação nota mil. Visuais complementam a experiência de uma forma medonha, principalmente no escuro com a sua lanterna (joguei no PSP, que geralmente dá uma melhoradinha no serrilhado etc). Dificuldade justa. Enredo muito interessante, embora no final eu tenha mantido várias dúvidas, que talvez sejam sanadas nos próximos jogos. Sonoplastia fenomenal. A opção de Continue faz com que você fique menos doido de salvar a todo momento (salvar é importante se você for desligar o console). Cidade bem detalhada. Terror que o visual dos jogos atuais não consegue replicar.

    De ruim: a câmera as vezes não mostra a sua frente ou dificulta demais isso. Alguns elementos são usados com frequência, inclusive a volta a certos lugares por motivo de reciclagem num jogo já relativamente curto. Controles de tanque podem não agradar aos jogadores mais modernos.

    No geral, curti demais apesar de que nas primeiras horas eu arrastei por pura agonia graças aos efeitos psicológicos de SH, mas acabei engrenando depois. Esse é O VERDADEIRO jogo de terror, e eu recomendo para quem quer ter uma experiência verdadeira com o gênero. Feliz por ter jogado algo da franquia até o final e já ansioso pelos próximos no futuro. Jogão!

    Silent Hill

    Platform: Playstation
    6687 Players
    177 Check-ins

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      jcelove · 5 days ago · 3 pontos

      Boa! Nunca é tarde pra classicos assim. RE é brincadeira de criança em termos de ambientação se comparado a SH, a história é realmente sinistra, adulta e assustadora e a escola é de longe a pior parte do jogo tento o unico chefe que realmente é perigoso tbm ja que mata com 1 hit e no hard demora pacas pra morrer.

      N ps1 não tinha franquia que chegasse perto em termos de terror, só no PS2 com Siren e Fatal Frame que rolaram coisas parecidas.

      Tbm acho que ele resiste demais ao teste do tempo, continua um jogão.

      A camera é ruim mas se apertar os L e R no menu d eopções aparece um menu secreto que permite mudar algumas coisas inclusive ter a opção de camera no ombro com triângulo, que ajuda muito a se localizar.

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      darleysantos676 · 5 days ago · 3 pontos

      Ei, já pensou em transforma esse check-in em crítica? (...) Tô brincando!!! Cara, senti até um quentinho no coração ao ler esse texto, quantas lembranças não me vêm à mente!!! É simplesmente um dos jogos da minha vida! Pra mim, a melhor saga de jogos do gênero de terror/horror! Joguei em 2001 ainda, e quanta coisa também lembro associada a esse jogo. É um universo único! Esse jogo e a trilogia clássica de Resident Evil me envolveram bastante naquela época. Sou fã incondicional dessa franquia, que hoje está abandonada, infelizmente... Quase sempre salvo os textos seus usando a função de republicar, são muito bons, conseguem quase sempre traduzir muito bem o feeling dos jogos.

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      santz · 5 days ago · 3 pontos

      Esse é um também que zerei recentemente. Consultava direto um detonado assim que topava com um puzzle.

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  • andre_andricopoulos André Zanetti Andricopoulos
    2021-07-02 00:01:55 -0300 Thumb picture

    KONAMI

    Sinto que a Konami ainda se preocupa com suas grandes séries...e que coisas boas estão por vir! 🤗🤔

    😈😈😈😈😈😈😈😈😈😈😈😈😈😈😈😈😈

    Konami Arcade Classics

    Platform: Playstation
    7 Players

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      fredson · about 1 month ago · 4 pontos

      Tipo, não tem mais equipes na Konami que saibam fazer jogos? Lol... I mean, jogos que não sejam futebol?

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      marlonfonseca · 30 days ago · 4 pontos

      Só lamento o fato da própria konami não tomar as rédeas de suas próprias franquias. Ainda sou um saudosismo da empresa que produziu franquias e jogos inesquecíveis e brigava de frente com a capcom nos anos 80 a 2000.

      3 replies
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      luis_f · 30 days ago · 2 pontos

      Lu isso meses atrás, mas não é novidade por parte da empresa. Em 2010 ela liberou a espanhola Mercury a fazer a trilogia Castlevania Lords of Shadow, que o povo torceu o nariz (eu incluso - rs.) por ser reboot e com fortes influências de God of War, Shadow of Colossus e PoP Forgotten Sands, mas que são ótimos games!

      2 replies
  • andre_andricopoulos André Zanetti Andricopoulos
    2021-06-30 22:38:55 -0300 Thumb picture

    A COLINA QUEBRANDO O SILÊNCIO...

    Deixo aqui meu último SILENT HILL que joguei...e apesar de algumas críticas...o achei maravilhoso 👌🏻

    Silent Hill: Downpour

    Platform: Playstation 3
    1124 Players
    53 Check-ins

    17
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      mateusfv · about 1 month ago · 2 pontos

      Ai no final acaba sendo um jogo bem nada haver, espero que n, mas a Konami nos últimos anos tá foda 😂

      Konami devia ter aproveitado a deixa da Capcom e ter feito um remake do primeiro SH...

      Afinal de conta a Capcom aproveitou a deixa do P.T pra fazer o RE VII kk

      1 reply
  • andre_andricopoulos André Zanetti Andricopoulos
    2021-06-26 11:06:53 -0300 Thumb picture

    Putaria Abandonada na Colina...

    Bem...como venho noticiando, a Internet parou com rumores de que ABANDONED seria um Silent Hill. A KONAMI SHOP voltou com tudo com seu merchandising acerca da série. Mas não parou por aqui...Havia uma data para novo gameplay de ABANDONED com contagem regressiva e tudo. A contagem terminou...e nada apareceu 😂

    Logo após veio uma explicação (esse diretor tem uma cara de sonso, não?)..

    Os comentários são hilários, sempre 😎

    Concordo um pouco com esse comentário...

    E também com esse outro comentário...

    E voltamos para os mesmos questionamentos... será que tudo isso tem ligação com SILENT HILL? 😬

    Silent Hill: Downpour

    Platform: Playstation 3
    1124 Players
    53 Check-ins

    13
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      volstag · about 1 month ago · 3 pontos

      Cara de sonso?? esse cara tem uma fuça de ator de quinta categoria mesmo, não deve nem saber ligar um videogame!!

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      mateusfv · about 1 month ago · 3 pontos

      Eu acho que é difícil ter um revival da série, até port acho difícil pq como vcs devem lembrar, os gênios perderam os arquivos finais do jogo já na época daquele "remaster hd" pro PS3 e 360, a konami é só decepção mesmo.

      Bem eles estão testando com castlevania ai, já lançaram um monte de coletânea da série, mas ela teve desenho na netflix e tudo, SH só teve maquina de pachinko e camiseta nesses últimos tempos...

      2 replies
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      supermarkosbros · about 1 month ago · 2 pontos

      Cara sendo gerado na Decima aí. Lol

      3 replies
  • andre_andricopoulos André Zanetti Andricopoulos
    2021-06-21 10:42:45 -0300 Thumb picture

    WAITING...

    Já que é pra esperar...espere curtindo WAITING 😎

    ATUALIZADO: era uma camisa...😕 Mas enquanto esperamos um novo SILENT HILL, tá ae outra trilha WAITING:

    Waiting for the Loop

    Platform: PC
    Players

    24
  • andre_andricopoulos André Zanetti Andricopoulos
    2021-06-20 17:19:55 -0300 Thumb picture

    Por que KONAMI?

    Por que brincar com o coração de seus fãs?

    A galera é atenta e já percebeu detalhes...

    Os comentários são hilários: é game? é pachinko? é um novo game? é remake? é o ABANDONED? e no que  eu mais acredito... é apenas merchandising?

    Só peço, de coração, VOLTA SILENT HILL ❤️

    Não conhece ABANDONED?  teorias da conspiração se tratar dum Silent Hill...😁

    Silent Hill: Downpour

    Platform: Playstation 3
    1124 Players
    53 Check-ins

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      tiagotrigger · about 1 month ago · 2 pontos

      A mão do pachinko chega a tremer. xD

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      mateusfv · about 1 month ago · 2 pontos

      Lá vem mais uma DLC pra Dead By Daylight, vai vendo kk

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      ryou · about 1 month ago · 2 pontos

      Os detalhes do logo até que são ok, mas tirar um V de uma imagem do Pyramid Head é forçar demais. Desse jeito, qualquer meia lua vira um C de Castlevania.

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-05-02 19:39:01 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Castlevania: Bloodlines

    Zerado dia 02/05/21

    Eu ando mais ocupado que tudo e aqui estou, terminando mais jogos que há uns meses quando estava mais desocupado. Acho que estou suando meu tempo livre bem!

    Olha aí, mais um jogo de uma das minhas séries favoritas de videogames sendo terminado: Bloodlines (Mega Drive)! O motivo da demora é um pouco de dó que estou de terminar a franquia (apesar de ser bem grande). Amo os jogo do GBA, do DS, curto o Symphony of the Night, o 4, Rondo of Blood etc.

    Joguei ainda outros demais na infância, como o Adventures no Game Boy e o primeirão, provavelmente sua versão de PS1. Por outro lado ainda tem um bocado pra jogar, incluindo uns de PS2 e PS3 que mal tenho interesse, outros de Game Boy e mais dois de NES. Caraca, eu joguei Harmony of Despair, Dracula X Chronicles, os de N64 e até o Judgment antes do Bloodlines!

    Bem, essa é da época que a Konami lançava diferentes jogos em diferentes plataformas, SNES e Mega Drive/Genesis, como Turtles in Time e Contra 3 versus Hyperstone Heist e Hard Corps, por exemplo.

    No caso desse Bloodlines, ele age como contrametade do célebre Castlevania IV, que eu adoro!

    Pessoalmente não sou o maior fã dos jogos de Genesis (acho que meu problema é com os sons) e não queria misturar minhas memórias com o IV (fora que só poderia jogar se fosse emulando), então acabei adiando um pouco, mas a vontade sempre estava aí, até porque o jogo volta e meia é referenciado internet afora.

    A vez chegou quando lembrei que não ligava meu PSP há um bom tempo (uns 7 meses desde Super Mario RPG). Fui dar uma carga nele e resolvi dar uma olhada nos jogos pra ver se rolava algo mais simples. Os olhos brilharam ao ver o Bloodlines!

    Já sabia que era um jogo bom e que era de fases como os antigos todos eram, então estava preparado mentalmente!

    Bloodlines se apresenta com um enredo bacana e dois novos personagens: John Morris e Eric LeCarde. Esses personagens tem um apelo mais anime anos 80 e são até amis americanizados, uma mistura de bacana e estranho, de antigo e novo. Não sei bem como me sentir quanto a isso. Bom, eu senti uma certa tentativa de modernização dos protagonistas e achei válido, até porque foram personagens criados e não antigos modificados.

    John Morris é como um Simon Belmont de calça jeans perdido em Nova Iorque (embora não seja nada disso). Ele foi a minha primeira escolha por manter a jogabilidade típica da série, usando chicote e tal. Uma vantagem sua é poder usar o chicote para se balançar nos tetos e passar por buracos.

    Já o Eric LeCarde usa uma lança que aparenta ser mais longa (mas pode ser impressão) e tem uma habilidade diferente de poder dar um salto mortal alto para cima, alcançando plataformas altas e lugares que você conseguiria jogando com John Morris.

    Após terminar a minha campanha com o John, comecei uma nova com o LeCarde e fiquei pensando que talvez tivesse sido mais fácil com ele, talvez ainda mais divertido! Fiquei bem mais confiante com a animação da lança e seu tamanho. E ele ataca diretamente para cima.

    E como em qualquer desses Castlevanias antigos, você coleta upgrades que deixam a sua arma ainda mais forte e grande. Ficou super legal, mesmo eu não tendo visto a sua forma máxima!

    Bom, de volta a minha campanha com o John, a sensação é de estar mesmo jogando qualquer Castlevania, talvez com um pouco mais de mobilidade. A fórmula continua a mesma, passando por aqueles mapas de sempre, quebrando velas com cristais que servem como mana para as sub-armas, matando inimigos em sua maioria familiares, principalmente os chefes etc.

    O primeiro estágio é um bom tutorial e serve para experimentar bem os personagens, matando inimigos fracos, coletando upgrades e descobrindo como é o ritmo do gameplay.

    Aqui você já vai ver coisas como os clássicos machado, água benta e a cruz, aqui substituída por um bumerangue. É meio que limitado a esses três, mas ao menos a sua arma no nível máximo fica super forte e garante uma sub-arma especial, uma esfera que segue o inimigo e fica consumindo o HP dele. A sensação de poder é incrível!

    Fora isso, ainda temos as escadas, plataformas, paredes falsas com pedaço de carne. Até a clássica escadaria que leva para uma área com água e com os Mermen está aqui. Bloodlines definitivamente bebe muito da fonte do Castlevania original de NES.

    Uma coisa bacana é que cada fase é dividida em partes pequenas, 1-1, 1-2 até 1-10 etc. Cada parte dessas é bem pequena, como um desafio simples, um miniboss e por aí vai. Se você morre, você volta para o início da parte que você morreu, então o progresso perdido é sempre muito pouco, mesmo perdendo todas as vidas e um Continue.

    No primeiro Castlevania você morria no chefe e voltava pro início do estágio. Aqui você vai estar de volta em um instante, mas apenas com os upgrades que estiverem antes dele.

    Mas nem tudo é um mar de flores casual. Perca todos os seus Continues e você verá a temida tela de Game Over, mandado de volta ao início de sua campanha. E esse não é um jogo muito fácil não! É daquele tempo que você jogava até memorizar as fases, o que pode não ser muito amigável para jogadores atuais.

    Ainda assim, não chega a ser algo frustrante pois há um sistema de Password para escolher estágios e a possibilidade de aumentar o números e vidas no menu de opções, o que facilita um pouco as coisas.

    Se eu tivesse o jogado na época, tenho certeza que teria o terminado graças a essas facilidades. Passou de estágio, anota o Password, insiste na próxima fase até conseguir o próximo código e por aí vai.

    Mas isso não tira o fato da última fase ter sido um inferno e que depois de terminar o jogo um modo Expert é desbloqueado.

    Visualmente, Bloodlines não chega a ser deslumbrante, mas ainda assim é bem bonito e a direção de arte mandou muito bem com as cores, localidades das batalhas e efeitos.

    A fase acima, por exemplo, tem um efeito de água com reflexos e movimentação bem legal pra época. Outras ainda tem muitos elementos que simulam o 3D, inclusive em chefes (alguns parecem ser tão focados nisso que não possuem dificuldade alguma).

    Dá pra ver como a Konami não só se preocupava em criar um produto de primeira, e em duas plataformas diferentes, como já lançava a sua mão nos efeitos 3D, recorrentes aqui e no Castlevania IV e recorrentes no Symphony of the Night.

    Resumindo: Castlevania: Bloodlines é mais um jogo de alta qualidade da clássica franquia da Konami. Definitivamente um dos obrigatórios para quem curte a série. Desafiador sem ser frustrante, exige muita rejogabilidade e paciência para aprender o jogo, facilitando bastante por meio do uso de passwords a alcançar a experiência completa e ver seus ótimos inimigos e cenários. Um jogo para se jogar do início ao fim.

    De bom: visuais muito agradáveis. Ótima jogabilidade (apesar de eu não curtir a falta de um ataque diagonal no chão, apenas no ar). Enredo interessante. Temática sensacional. Dois personagens para se escolher. Facilidades atípicas em jogos antigos, sobretudo nessa franquia. Níveis diferentes e com mecânicas distintas. Boa recompensa pra quem jogar bem. Replay por conta de ter dois personagens e modo Expert. Nível de dificuldade no ponto certo, tanto que muitas vezes eu esperava algo muito pior e era bem amis tranquilo. Fases divididas em partes são muito mais piedosas com as mortes. Efeitos 3D bem legais.

    De ruim: achei os frames de invencibilidade muito poucos e você acaba tomando dano constantemente. Gostaria de poder atacar diagonalmente em terra.

    No geral, vale muito a pena, ainda mais se você conhece a série e se curte jogos antigos. Para um jogo de Mega Drive, ele não ficou devendo em nenhum quesito, mesmo eu ainda preferindo o Castlevania IV (por pouco). Definitivamente um jogo obrigatório na franquia e que me faz sentir salta da Konami não ter seguido com essa linha de fases paralelamente aos metroidvanias. Muito bom!

    Castlevania: Bloodlines

    Platform: Genesis
    1176 Players
    66 Check-ins

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      jcelove · 3 months ago · 2 pontos

      Show! Bloodlines é talvez meu favorito dos classicos. A konami demorava pra lançar pro meguinha mas qdo saia era coisa caprichada como esse e o contra hard corps

      2 replies
  • _gustavo Luis Gustavo Da Luz
    2021-04-14 14:52:35 -0300 Thumb picture

    GETSU FUMA DEN: UNDYING MOON

    Novo jogo da Konami

    13 de Maio no PC via Steam

    2022 no Switch

    24
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      marlonfonseca · 4 months ago · 2 pontos

      Esse muito me interessou. Quando sair no Switch é compra certa para mim!

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      xch_choram · 4 months ago · 2 pontos

      Legal lançarem em Ealy Access no PC, acho que vou pegar no PC mesmo entçao.

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      thecriticgames · 4 months ago · 2 pontos

      Que foda, eu gosto muito do jogo original.

      2 replies
  • ashnim Ashnim
    2021-03-08 18:11:14 -0300 Thumb picture

    Os "Gradius" Para o MSX

    Medium 3855469 featured image

    -Introdução

    Olá! como vai? neste artigo eu irei mostrar todos os gradius lançados para o computador MSX, eu iria fazer umas analises deles, mas parece que tem um bug que fez metade dos jogos sumir na barra de pesquisa (mas ainda podem serem encontrados via analises ou check-ins), então vamos lá!

    -Gradius/Nemesis (1986)

    Essa versão é um port da versão de arcade, os gráficos ficaram inferiores assim lembrando a versão do NES, as músicas também ficaram inferiores, mas ainda são boas (há uma versão com o áudio SCC, e as músicas ficam ainda melhores). O game apresenta quase todo o conteúdo do original, incluindo uma fase exclusiva abaixo:

    Não há muito o que falar sobre ele, mas posso dizer que todos os gradius para MSX tem uma rolagem de tela lenta, limitações talvez....

    -Gradius 2/Nemesis 2 (1987)

    Nota: Gradius 2 para MSX não tem nada a ver com gradius ii gofer no yabo que nós conhecemos.

    Esse jogo chega a ser uma evolução absurda entre o primeiro jogo e esse. O áudio agora é SCC, os gráficos estão mais bonitos, e também apresenta um enredo decente, tanto que o vilão aqui é o dr venom. Agora quando um chefe equivalente ao big core é destruído, ele fica parado por alguns segundos, assim o jogador pode entrar no núcleo dele para pegar um power-up. Quando o jogador derrota o penúltimo chefe, um alarme aparece que diz para voltar para todas as fases anteriores para ir na final stage. E diferente de outros gradius em que você controlava a nave vic viper, aqui a nave principal é uma tal de metalion. Há um remake lançado para o X68000 com gráficos e músicas do mesmo nível de gradius iii, mas há gente que prefere a versão do MSX (e eu sou uma delas).

    -Salamander (1987)

    Diferente de outras versões, aqui no MSX é um jogo totalmente novo, aqui também apresenta um enredo decente, os novos pilotos são iggy rock (piloto do sabel tiger) e zowie scott (piloto do thrasher). As duas primeiras fases são as mesmas do original (apenas com algumas diferenças e novidades), mas o resto são totalmente novas. Para fazer o final verdadeiro é colocando o cartucho de gradius 2 no segundo slot e pegando previsões escondidas pelas fases. O jogador agora encontra novos power-ups via cápsulas especificas..

     -Nemesis 3: The Eve of Destruction/Gofer's Ambition Episode II (1988)

    De todos os jogos anteriores, esse aqui é o que tem a melhor trilha sonora, acredite, é até melhor do que a trilha sonora de castlevania 3 japonês.  Na primeira fase do game, da a entender que o jogo é um simples port de gradius ii para o MSX, mas na segunda fase ele se mostra um jogo totalmente novo (mesmo que tenha algumas coisas de gradius ii, como o gofer sendo o final boss por exemplo). O jogador agora encontra os power-ups escondidos pelas fases, e agora precisa encontrar 3 mapas para ir pra final stage, e para fazer o final bom, basta pegar um escudo escondido no começo da final stage. Aliás, a nova nave do jogo é uma vixen de quatro tipos diferentes.

    -Finalização

    Espero que tenham gostado do artigo, deu muito trabalho para fazer isto, ainda falta parodius na lista, mas eu irei fazer em um artigo futuro, eu recomendo todos eles para serem jogados, eu vou indo nessa e flw!

    16
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      lordsearj · 5 months ago · 2 pontos

      Show de bola, parabéns

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      santz · 5 months ago · 2 pontos

      As limitações do MSX tem essa parada de rolagem de tela travada, não é só para a série Gradius, mas todos os jogos que testei da plataforma tem uma rolagem cagada.

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      ashnim · 5 months ago · 1 ponto

      No MSX2 não há esse problema (pelo menos nos jogos que eu joguei)

  • 2021-02-24 09:47:04 -0300 Thumb picture

    Platina 24

    Ontem resolvi pegar os troféus que faltava no Rondo of Blood depois de quase 2 anos encostado. Confesso que comprei esse jogo por conta do Symphony of the night. Maria foi essencial na busca pelos troféus. Muito melhor que Richter.

    Castlevania Requiem

    Platform: Playstation 4
    37 Players
    18 Check-ins

    8
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      salvianosilva · 5 months ago · 2 pontos

      Eu esperava mais dessa versão remaster, por isso nao comprei

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