• anduzerandu Anderson Alves
    2020-12-07 13:35:01 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Kirby Tilt 'n' Tumble

    Zerado dia 07/12/20

    Não curto muito a série Kirby, mas acabo terminando vários de seus múltiplos jogos todos os anos, mesmo raramente achando-os divertidos de verdade. Para ser sincero, gosto bastante das épocas "pixeladas" da bolota rosa e jogo os títulos da fase 3D por jogar.

    Um de seus spin-offs que sempre me chamou mais a atenção foi Tilt 'n' Tumble, original do Game Boy Color. Eu sempre senti que fosse jogar a grande maioria dos Kirbys, senão todos, mas esse daqui era um obstáculo.

    O problema de TnT é o seu gameplay. No cartucho original, há uma espécie de acelerômetro e controlamos o protagonista movendo o portátil de um lado para o outro, como se ele fosse uma esfera em cima de uma tábua. 

    Pois é, nada de usar os direcionais e até os demais botões são pouco usados e o foco está em inclinar o GBC na direção em que você deseja que a bolinha role, sendo limitada por paredes e outros objetos e evitando inimigos e buracos. Devo mencionar ainda que é possível pular fazendo um movimento brusco com o portátil, exatamente como você faria uma bola pular de cima de algo que segura.

    A jogabilidade é legal, mas como você joga isso hoje em dia? Quer dizer, Boktai, por exemplo, simula que o console está constantemente ensolarado, uma necessidade para seu gameplay, mas esse Kirby não tem como emular toda a movimentação num PSP, por exemplo. Aliás, será que a rom poderia conter a possibilidade de reconhecimento da movimentação mesmo seu eu a usasse num hardware com essa tecnologia?

    Tinha ficado meio pessimista e aceitado que só com o hardware original eu jogaria isso, algo para se pensar no futuro.

    Há pouco tempo atrás, lembrei de TnT e resolvi pesquisar novamente sobre a possibilidade de jogá-lo hoje em dia. Achei um vídeo no Youtube ensinando a jogar em celulares modernos e usando um emulador específico.

    Como tenho um bom celular, resolvi testar. O emulador em questão aparentemente só permitia o uso da função em sua versão paga. Fui a fundo e... funcionou tranquilamente!

    Deixei o jogo então lá para situações que estivesse entediado em sem outros portáteis, mas fui jogando de pouco a pouco pois gostaria de aproveitar que Tilt 'n' Tumble estaria funcionando e me livrar logo dele.

    Ao abrir o jogo, o visual é bem agradável e colorido, com músicas bacanas e um sentimento nostálgico. Amo GBC e sempre repito isso. A jogabilidade não é a melhor de todos os tempos (não curto muito uso de motion controls), mas parecia que a experiência seria breve.

    E de fato a experiência foi rápida. Cada fase é bem curtinha e você demora mais por jogar com cuidado e tentando melhorar suas habilidade com a movimentação, além da exploração e aquela vontade de pegar todas as moedas (estrelas) e o que mais vir. Já se você adquirir alguma confiança e quiser jogar mais rápido, logo logo cada mundo se termina, junto com o jogo completo.

    São 8 mundos na aventura, cada um com 4 fases curtas e um chefe no final da última. É bem legal ver que cada um deles tem temáticas diferentes, como praia, gelo, céu e, junto a isso, mecânicas e desafios exclusivos.

    As fases da praia mesmo tem muita água e ao cair nela, você deve voltar à terra dentro de 3 segundos para não morrer! Já nos estágios de gelo é tudo bem escorregadio e difícil de controlar o Kirby. Nas do céu há muitos buracos e fases em que você voa e usa o motion control para controlar nuvem e pular de uma para outra.

    Tudo isso é falando bem por cima pois o jogo definitivamente conta com muitos elementos diferentes e a jogabilidade sempre dá uma inovada.

    Já no quesito progressão, TnT se sai bem. Mesmo exigindo um pouco das minhas habilidades, volta e meia, para pegar coisas opcionais ou em estágio mais difíceis, o jogo sempre foi generoso com vidas e há checkpoints pelo cenário. Ao perder todas as vidas você volta pro início do estágio, o que pode ser meio frustrante em cenários mais avançados, mas é uma punição justa (para haver alguma) e, como já mencionei, as fases são curtas.

    Por outro lado, o jogo também tem seus defeitos. A mecânica de mover o console o tempo inteiro e usar disso sem parar é cansativa e, ao menos no celular, não é 100% responsiva como você imaginaria, apesar de funcionar bem. Em outros momentos não parecia muito justo encostar de leve em um inimigo e ser jogado violentamente para a direção oposta, muitas vezes resultando em morte no buraco.

    Para terminar, não consegui calibrar o celular para conseguir jogar deitado e o motion só era reconhecido como se o celular estivesse completamente virado para o teto. Ou seja, só dava para jogar sentado mesmo.

    Resumindo: Kirby Tilt 'n' Tumble é um jogo legal, mas um spin-off longe de ser obrigatório de ser jogado. Se duvidar vale mais a pena conhecê-lo por vídeos do que se dar ao trabalho de emular. Pessoalmente, mesmo após zerar eu fiquei mais curioso em vê-lo em ação no hardware original, apesar de toda a movimentação e a tela do GBC não ser iluminada. Adoraria ver uma sequência usando a tecnologia atual.

    De bom: visuais sensacionais e animações muito fluídas de jogos do tipo na época (o próprio Kirby tem um milhão e meio de frames para cada direção que rotacionar). A ideia do jogo é legal e os desafios propostos foram bacanas. Jogo de pouca duração, um diferencial para jogos de jogabilidade cansativa assim. Há um mundo de minigames bacanas para passar o tempo.

    De ruim: um pouco frustrante em várias partes e desafio as vezes um pouco irritante, resultando em inúmeras mortes seguidas. Os chefes são praticamente sempre os mesmos. Achei o jogo um pouco punitivo demais com certas coisas (tipo o tempo para sair da água antes de morrer, entre outros) sendo que muitas vezes você já tem que refazer alguma coisa por erro seu ou tomou dano dano. Tive que jogar sempre sentado e na mesma posição. Odeio ter que balançar o celular para pular ai invés de simplesmente apertar A ou B.

    No geral, apesar de ter sido meu primeiro contato com TnT, a experiência foi uma carismática viagem ao passado (e meio difícil como os jogos costumavam ser). Senti que não perdi tempo e que a proposta diferente ajudou bastante nisso, porém acredito que não faz diferença nenhuma ter jogado ou não isso e que há muitos Kirbys mais interessantes por aí. Jogo "ok".

    Kirby Tilt 'n' Tumble

    Platform: Gameboy Color
    128 Players

    14
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-11-17 23:53:19 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Part Time UFO

    Zerado dia 17/11/20

    Em algum momento da minha vida eu descobri que Part Time UFO existia, um jogo da HAL Laboratories (de Kirby, por exemplo) e que me soava como mais uma das várias adições que a Nintendo tem feito em abordar o mercado de jogos mobile. Lembro que vi uns vídeos, achei legal mas por nunca nem ter ouvido falar no jogo, acabei deixando de lado e esquecendo.

    Esqueci até num dos últimos vídeos de parceiros que a Nintendo tem feito quase que mensalmente quando o jogo do simpático OVNI deu as caras, vindo para o Switch. Fiquei bem interessado!

    Sabendo que era um jogo de celular, fiquei na expectativa e olhando um site de consulta de preços de títulos digitais da plataforma até que PTU finalmente revelou seu preço, mais de R$40. Meh. Fui de Android mesmo (1/3 desse preço).

    Logo em seguida um dos 3 ou 4 youtubers que curto assistir os vídeos (ou simplesmente ficam passando seus vídeos só para fazer barulho no quarto) começou a jogar PTU e me segurei para assistir. Odeio ver gameplays de títulos que ainda não joguei! Acho que sou do time #nospoiler.

    Uns dias depois, quando eu percebi estava passando o vídeo dele jogando o jogo. Acabei meio que assistindo umas partes enquanto jogava alguma coisa no 3DS ou Switch (Yo-kai Watch 2?) e acabei curtindo ver ele tentando passar das fases, fazendo piadas e, sem querer, me apresentando o lado criativo de PTU.

    Eu sempre preciso me preparar psicologicamente para jogatinas em certas plataformas (celular sendo uma das mais notáveis), mas eu curti tanto o que vi, e era o quarto vídeo, parte final, de uma série de jogatinas curtas, que acabei começando logo a minha própria aventura.

    Para quem já ao menos viu o trailer do jogo, dá para ter uma boa noção da experiência. Nesse jogo você controla um OVNI com uma garra que deve pegar determinados elementos e ou levá-los para determinados pontos do cenário ou empilhá-los até certa altura (ou juntar todos sem que caiam).

    Acho que comparar PTU com aquelas máquinas de garra de shopping é uma das melhores formas de imaginar mais ou menos como funciona a coisa toda. Claro que naquelas máquinas você posiciona a garra em determinado lugar e depois basicamente torce pela sorte enquanto aqui você tem liberdade de movimento, pode usar o seu gancho a vontade e tem que usar mais os neurônios para manter o balanço ao empilhar cheerleaders ou como posicionar os itens que fases mais voltadas ao puzzle.

    Por fim, física é um dos elementos mais importantes do jogo, e um dos seus maiores rivais.

    Jogando pela primeira vez, PTU é de se apaixonar. O visual lembra muito o óbvio: Kirby, e muitos outros jogos de GBA e até DS. Não tem como não amar o pixel art, as cores, as animações e os sons, tanto dos personagens e menus quanto a trilha sonora.

    Já na parte da jogabilidade, bom, é um pouco decepcionante no celular. Quer dizer, é simples e funciona muito bem, mas cansa depois de um tempo, apesar da campanha durar cerca de 1 hora (minha mão estava doendo nas fases finais). Também não a a opção de mudar a orientação da tela para horizontal e você é obrigado a jogar no "modo retrato" o tempo inteiro. 

    As opções de controle incluem jogar com um joystick virtual e um botão que serve para agarrar os objetos ou no modo mais livre (e pior) que deixa você passar o dedo na tela para se movimentar e usar um único toque para fazer ações. Por essas e outras, se ambas as versões do jogo fosse gratuitas, eu diria que a versão do Switch é a melhor disparada, mas o preço para um jogo tão simples não é nada convidativo.

    As primeiras fases são mais simples e servem para você pegar o jeito. Empilhe coisas de qualquer forma nessa área demarcada, pesque um certo número de peixes e os jogue no barco, prepare uma salada pegando os ingredientes da esteira e os pondo no prato. É tranquilo.

    Porém há um desafio que é relativamente opcional desde o início: fazer os 3 objetivos de cada estágio. Agora o empilhar de qualquer jeito vai pedir que você inclua na pilha algo que está escondido na fase, ponha algo obrigatoriamente em cima do outro e termine antes do tempo acabar. Já a pescaria vai te pedir para pegar algo que normalmente você não acha e pegue um peixe de cada tipo e assim por diante.

    Esses objetivos opcionais estão disponíveis o tempo inteiro e você pode fazer um, dois, todos os três ou mesmo nenhum cada vez que jogar a fase (não só não é obrigado a fazer nenhum como também não precisa fazer os três de uma vez).

    Por outro lado, as fases são dividas em páginas, como se fossem mundos. Cada página tem três estágios e você pode os jogar na ordem desejada. Para desbloquear a próxima página, você deve ter ao menos 5 medalhas sendo que cada objetivo opcional feito te dá uma. Como são 3 fases e cada uma com 3 objetivos = 9 possibilidades de conseguir medalhas por mundo.

    Como o que importa é o seu número total de medalhas, se você jogar bem e coletar várias, poderá desbloquear mais páginas e suas fases antes mesmo de ter avançado muito na campanha e isso também te dará mais liberdade de jogar sem se preocupar com isso lá na frente.

    Para ser sincero, a dificuldade do jogo basicamente não aumenta, apenas os desafios que ficam diferentes. A questão das medalhas chegou a ser um problema no início, quando jogava sem me preocupar muito com isso, mas depois foi bem natural e acaba que fiz mais fases 100% mais pra frente do que nas primeiras páginas. Bem, na pior das hipóteses, basta voltar e rejogar alguns estágios e posso garantir que são justamente essas missões que dão graça ao jogo e que passar de qualquer jeito nem vale a pena.

    Conforme você posiciona os objetos certinho e termina as fases com bons tempos, sua pontuação será maior e, com isso, ganhará mais dinheiro também.

    O dinheiro pode ser usado na loja no menu principal (pra onde o jogo sempre me mandava sempre que terminava uma fase, infelizmente). 

    Nessa loja há um monte de chapéus e itens a serem desbloqueados e equipados, e cada um ainda garante habilidades passivas bem bacanas ao nosso protagonista, como se movimentar mais rapidamente ou automaticamente voar para cima sempre que coletar algum item, entre muitos outros. Particularmente eu não quis sair muito do personagem original (e até me esqueci de experimentar mais) e estava achando o jogo bem tranquilo sem nenhuma adição, mas tenho certeza que vários deles podem ajudar com desafios específicos.

    O replay do curto jogo fica por conta de fazer 100% nas fases, o que é bem legal, na verdade e comprar tudo na loja. A versão do Switch ainda vence por incluir modo cooperativo para dois jogadores, outro de empilhar infinitamente (que muito me lembrou Tricky Towers), além de mais conteúdo adicional.

    Resumindo: Part Time UFO é melhor do que eu esperava e muito divertido, mesmo com as deficiências de se jogar no touchscreen do celular. Há um carisma e um desafio bem feito e a jogabilidade simplificada é um exemplo do tipo de jogo que deve ser feito para mobile. Por outro lado a experiência é bem breve e espere dores nas mãos após uma única sentada. Diria que é o tipo de jogo para aqueles que não tem tempo senão algum ali, dentro do metrô ou do ônibus e não querem nada muito elaborado.

    De bom: visuais e animações lindos. Trilha sonora bacana que, apesar de ser sempre a mesma música, muda de tom para combinar com as temáticas dos cenários. Jogabilidade simples. Replay bacana para fazer 100% em todos os desafios. Bastante conteúdo desbloqueável. Duração boa da campanha. Humor gráfico que remete um pouco ao da série Rhythm Heaven. Tem um chefão no final, o que eu não esperava e que me lembra também o inesperado chefe no final de Kirby's Dream Course.

    De ruim: talvez um pouco fácil demais e achei que poderiam ter mais fases opcionais no post-game para quem percebeu que o jogo tem potencial de entregar mais. Dores nas mãos garantidas graças à típica jogabilidade no touchscreen. A versão de celular fica bem atrás da versão do Switch, fora o preço e a versatilidade do Android.

    No geral, vale a pena a jogatina principalmente se você quer um jogo bem bonito e casual. Estou cogitando ainda comprá-lo no Switch numa boa promoção no futuro. Uma ótima opção de jogo de celular, sem dúvidas. Aliás, uma das melhores!

    Part Time UFO

    Platform: Android
    4 Players
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  • 2020-10-17 20:26:55 -0300 Thumb picture

    Efeméride Gamer #33

    Medium 741823 3309110367

    17 de Outubro de 2010.

    Há 10 anos atrás, Kirby Epic Yarn era lançado na América do Norte para Nintendo Wii. Desenvolvido pela HAL Laboratory e publicando pela Nintendo.

    No dia 14 de Outubro, o jogo fez 10 anos de seu lançamento no Japão: https://www.instagram.com/p/CGWJnOEgKDo/

    Kirby's Epic Yarn

    Platform: Nintendo Wii
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  • 2020-10-13 18:13:59 -0300 Thumb picture

    Efeméride Gamer #25

    Medium 741076 3309110367

    13 de Outubro de 2003.

    Há 17 anos atrás, Kirby Air Ride era lançado na América do Norte para Nintendo Gamecube. Desenvolvido pela HAL Laboratory e publicado pela Nintendo.

    Kirby Air Ride

    Platform: Gamecube
    209 Players
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  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-07-02 18:32:48 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Kirby: Planet Robobot

    Zerado dia 02/07/20

    Há uns dias atrás estava com vontade de jogar alguma coisa mais tranquila e que não exigisse quebrar a cuca ou sentar na mesa do notebook, então peguei o Nintendo 3DS e, diante de tantas coisas que tenho por lá ainda a serem jogadas (mesmo já tendo zerado tanta coisa nele de 2012 pra cá), o escolhido foi Kirby: Planet Robobot.

    Mal dá pra acreditar que esse jogo é de 2016! Na minha mente ele parece tão recente! Lembro que desde deu lançamento até hoje o pessoal fala muito bem desse título, o que sempre me deixou curioso (muito mais do que com o Star Allies).

    A escolha foi feita com base nesse hype e na vontade de jogar algo de plataforma. Sobre a minha experiência com a série, ela começou no Dream Land 2 no meu Game Boy Color lá na pré-adolescência. Eu amava aquele jogo!

    Desde então fui jogando o restante dos kirbys com o passar dos anos, sem pressa. Adorei a franquia no GBA, no GBC e no NES. Nunca fui tão fã daqueles de SNES nem o do N64. Spin-offs, como aquele de corrida do Gamecube nunca me agradaram muito apesar de eu curtir Canva's Curse e Rainbow Curse. No DS, os jogos sempre me pareceram meio genéricos e no Wii, muito voltado apenas à um público infantil de tão fáceis e bobos.

    Essa fase de jogos meio bobões da bolota rosa afastou muita gente da série, principalmente agora, com o Star Allies, que cheguei a jogar a demo e achar fraco e mais tarde algumas fases do jogo completo com amigos, e cheguei a conclusão que a experiência é quase deprimente de tão sem graça e fácil.

    Mas e o tal do Planet Robobot? Esperava algo mais completo que o Triple Deluxe, da mesma plataforma, e não me decepcionei! Que jogo ótimo!

    Abrindo o jogo, me deparei com diversos modos alternativos na tela e fiz o que não costumo fazer: fui direto pra eles. Sei lá, imaginei que eu pudesse os esquecer depois ou mesmo desanimar de dar uma chance pra joguinhos que pudessem ser bem curtos, e de fato eles são mesmo.

    Um desses minigames dura uns 10 minutos do início ao fim e é quase como uma demo do que mais tarde seria transformado em um jogo completo e standalone: Kirby's Blowout Blast (que pretendo jogar mais pra frente).

    Já o outro minigame eu nem abri, pois imaginei que seria a mesma coisa, mas com o que se tornaria mais tarde Team Kirby Clash Deluxe, jogo que já terminei no 3DS e até a versão do Switch.

    No layout bacana da tela inicial ainda dava pra ver que havia espaço para mais ícones aparecerem depois (foi o que aconteceu assim que terminei a campanha).

    Começando o jogo real, a aventura se abre com uma cinemática em CG, meio que como em todos os jogos da série principal desde Return to Dream Land (Wii) pelo menos. Eu sempre fico dividido com esses filmes. São bonitinhos, mas tem um tom um pouco diferente dos jogos que os seguem. Nesse caso só toca uma música e não nenhum outro efeito sonoro.

    Essa CG dá o ponto de partida do enredo, com a invasão de seres robóticos na terra onde o Kirby e amigos vivem.

    O jogo é bem no mesmo estilo do Triple Deluxe mesmo, tudo em 3D e tal. Não há muita novidade fora que as fases são cheias coisas robotizadas. Menos verdes e felizes, mais prateadas ou em tons de bronze e ouro e levemente futuristas. Ao menos não é aquela Dream Land de sempre e até a música é diferente!

    Pequenas mecânicas novas vão se apresentando aqui e ali, assim como uma grande gama de poderes pro Kirby sugar dos inimigos e usar para si. Muito bacana! Dá pra sentir que o jogo foi feito com um cuidado maior e com o gameplay em mente.

    Tinha até me esquecido disso até acontecer, mas a mecânica nova e super legal do jogo é o ROBÔ! Sabe aqueles mechas do Mega Man X que a gente usava pra dar dash e sair distribuindo socão? É exatamente isso! A série definitivamente precisava de uma boa novidade assim!

    Além da jogabilidade mais rápida e forte do robô, ele também pode analisar os inimigos (com o mesmo botão de sugar do Kirby) e aprender suas habilidades, que ainda mudam sua aparência e gameplay.

    A primeira habilidade que usei no jogo com o robô foi a do fogo, que o transforma em um grande lança-chamas pros ataques. Depois achei a espada, que o deixa verde e com braços de lâminas. Tem o poder de eletricidade que o faz jogar bolas quicantes de choque e o bumerangue que o faz ter braços de serra, entre muitos outros.

    Com novos poderes surgem novas responsabilidades já que apesar de o robô ser bem forte de qualquer forma e poder interagir com certos objetos de modos que o Kirby sozinho não pode, há mecânicas exclusivas para determinadas habilidades.

    Algumas dessas mecânicas são quase sempre obrigatórias, como nas fases que você joga com o robô na forma de carro ou de avião (estilo shmup), mas algumas vezes essas habilidades estarão  dispostas de formas opcionais pelo cenário e só permitirá que você acesse certos lugares mais pra frente se tiver as pego anteriormente.

    Algumas outras ocasiões até podem ser ativadas apenas com o Kirby e o poder certo, mas o puzzle vai requerer que você tenha o robô para levantar blocos pesados do caminho ou que use seus grandes braços para girar parafusos. Um bom exemplo disso são partes que você ativa usando eletricidade em fios elétricos e que você deverá mover algum bloco que conduza a eletricidade no meio do caminho ou que gire parafusos para que o cenário se mova e continue com a corrente elétrica.

    Kirby: Planet Robobot ainda se destaca em relação aos muitos últimos jogos que joguei da série por seus diferentes estágios, que contam com level design de primeira e cenários memoráveis, além do uso de camadas em conjunto (ou não) com o efeito 3D do portátil, que dão uma profundidade muito bacana e ajudam na percepção de objetos que vem em direção à tela. Por conta disso, mesmo não suando muito o efeito no meu New 3DS XL nos demais jogos, acabei usando um bocado aqui, sobretudo em momentos que pareciam ter maior apelo pra isso, como a batalha final (só desativava mesmo porque os jogos ficam mais serrilhados).

    Muitos dos níveis desse jogo são únicos, como em uma fase que você anda pela cidade e carros vem em direção a tela. Preste atenção na sinalização de trânsito e espere o semáforo fechar! O time foi muito criativo com o jogo e suas muitas mecânicas bacanas e enorme variação em relação a poderes, seja com o Kirby ou com o robô, e toda a interação com objetos.

    O jogo tem poucos mundos: 6. Apesar de haver mais coisas a serem feitas. Cada um desses mundos tem cerca de 5 fases + chefe + cenário extra. Há mais chefes em fases comuns.

    Cada estágio tem 3 cubos a serem encontrados. Alguns bem fáceis, outros mais escondidos. No começo da aventura você deve achar todos com certa facilidade e se importar, como eu, vai acabar  explorando melhor os cenários para terminar com todos eles em fases mais avançadas.

    Coletar cubos tem o seu lado "complecionista", mas eles tem lá as suas importâncias. Cada mundo requer um número mínimo deles encontrados para desbloquear o chefe. Felizmente o número geralmente é baixo e não deve ser problema (cada mundo tem 15 e no final me pediram uns 7 para o desafio final). Coletar todos os cubos de cada mundo é ainda o requisito para abrir sua fase "secreta", chamada de Ex.

    Essas fases Ex são bem opcionais (e tem também seus cubos) e vale a pena só pra ver coisas novas e aumentar a vida do jogo, que jogando casualmente 1 mundo por dia, me pareceu tão rápido (mas também porque curti demais)! 

    Acredito que esses cubos também sejam parte importante para fazer 100% no seu save (terminei com 77%, mesmo pegando tudo na campanha principal).

    Resumindo: Kirby: Planet Robobot é o jogo que eu precisava na série: cheio de melhorias e novidades. O jogo é divertido do começo ao fim, passando por suas ótimas fases, muitas mecânicas bacanas, muita variedade, modos de jogo alternativo e o robô, como eu amo o robô!

    A experiência foi uma das mais memoráveis da bolota rosa e quase fui até os 100% fazendo o modo do Meta Knight que desbloqueou depois, mas fica pra uma data futura.

    De bom: visual lindo (impossível de reproduzir imagens boas do 3DS da internet). Jogabilidade ótima. Muitas novidades e mecânicas. Trilha sonora legal. Muito divertido de explorar e ir atrás de todos os cubos (a maioria eu fiz na primeira jogatina das fases). Inclui modos alternativos, sendo um deles multiplayer (provavelmente com Download-Play). chefes bacanas. O robô sempre surpreende. Efeito 3D legal.

    De ruim: achei que os desenvolvedores repetiram algumas ideias com frequência, sobretudo no final e em relação a cenários, como a mesa de sinuca que sempre reaparecia e a minha adorada fase das faixas de pedestre, que apareceu algumas vezes em versões alternativas. Algumas partes você tem que agir rápido para acessar algum lugar, como em uma que o vento te empurrava e você deveria cortar uma corda para cair na plataforma abaixo e acessar a porta e se você errava o timing em certas partes desse tipo, tinha que recomeçar o estágio pra ter outra chance.

    No geral, amei e me surpreendi com o jogo. É bom como dizem? Sem dúvidas! É o melhor jogo do Kirby? Eu não sei, mas se não for, está entre os melhores. Se alguém me pedisse recomendação da série, essa seria a minha escolha. Jogaço!

    Kirby: Planet Robobot

    Platform: Nintendo 3DS
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    • Micro picture
      manoelnsn · 11 months ago · 2 pontos

      Gostei bastante quando joguei também, o problema foi o final boss verymotherfucker easy, aquela borboleta do triple deluxe era bem melhor

      1 reply
    • Micro picture
      andre_andricopoulos · 11 months ago · 2 pontos

      Mas é fofinho esse KIRBY...😁

  • 2020-04-17 22:19:40 -0300 Thumb picture
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-01-28 22:38:25 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Team Kirby Clash Deluxe

    Zerado dia 28/01/20

    Eeeeita que assim eu termino mais uma super pendência da minha listinha de urgências! Esse aqui é especial porque foi lançado lá em 2017 e eu cheguei a jogar um bocado, principalmente com um amigo e sua namorada.

    Eles viciaram em Team Kirby Clash Deluxe (não manjavam nada de Kirby) e continuaram a jogar juntos em casa com frequência, enquanto eu fui ficando pra trás e quando eles cansaram de jogar, a gente foi deixando de lado e até esquecendo.

    No final de 2018 eu peguei meu New 3DS XL desbloqueado e fui baixar tudo o que tinha pra jogar e foi aí que lembrei desse jogo. Mas eu só fui voltar a jogar, do zero, depois de jogar sua contraparte do Nintendo Switch, que eu realmente gostei pra caramba.

    Lembro que no dia que voltei pra versão do 3DS, já comecei achando as coisas meio esquisitas. Acho que isso se deu por conta que no Switch você joga o tempo quase todo com pessoas online e isso é muito legal, pois além de eles serem espertos, tem equipamentos bons e até melhores que os meus nas missões que preciso cumprir.

    Aqui na versão do 3DS eu estava dependendo dos bots e tinha que comprar equipamentos pra mim e pra eles. Pela burrice deles, eu acabei investindo apenas em mim e deixando-os com equipamentos iniciais.

    Na luta contra o primeiro boss, Whispy Woods, eu nem consegui passar! Foi aí que pedi pra aqueles velhos amigos jogadores de Team Kirby Clash Deluxe me ajudarem na próxima vez que nos víssemos.

    Pra quem não sabe, TKCD é um F2P lá dos últimos tempos do 3DS que veio pra tentar dar uma revigorada no portátil e viciada na galera. É o milésimo jogo da bolota rosa nessa plataforma.

    O jogo é meio que um Monster Hunter/Boss Rush: você tem um hub onde se acessam as missões, compram-se armas e armaduras e mais umas coisinhas. Você acessa as missões, escolhe uma para fazer ou refazer, escolhe uma das 4 profissões disponíveis e logo estará com mais outros 3 Kirbys batendo num grandalhão até ele morrer.

    Ao terminar uma fase, você ganha recompensas, como cristais, maçãs e pontos de experiência e ainda desbloqueia o próximo estágio. Retornar a essas fases pode ser uma boa ideia, principalmente se a próxima estiver muito difícil, pois você pode juntar uns coletáveis e adquirir melhores equipamentos.

    Mas porquê eu demorei tanto e precisei de ajuda pra terminar o jogo? Bom, tudo tem um custo, como é de se esperar de jogos gratuitos como esse. Um bom exemplo disso é a sua barra de Vigor. Iniciar uma fase custa uma determinada quantidade de Vigor (quanto mais avançada a fase, maior o custo), então as vezes você consegue jogar 4 fases, as vezes 3, 2... Se você não possuir a quantidade necessária, não poderá acessar aquela fase, a menos que:

    1) Aguarde. A cada 5 minutos ou algo assim, 1 de Vigor é restaurado, então se você precisar de 10, em 50 minutos poderá jogar novamente.

    2) Pague umas maçãs e restaure completamente toda a sua barra de Vigor.

    3) Passe de nível, o que restaura a barra completamente.

    Vigor não chega a ser um problema, mas maçãs... Ah, as malditas maçãs!

    Olha, você ganha maçãs quando termina as fases, quando completa desafios opcionais (cada missão tem uns 4) e quando as coleta a cada 12 horas na pracinha do hub. Ainda assim, a carência deles é GRANDE! Então a minha primeira dica é: não gaste nem o mínimo para restaurar Vigor!

    Para comprar armas e roupas de níveis maiores, você precisa de cristais de cores específicas e maçãs.

    Para desbloquear algumas missões, você tem que pagar com maçãs.

    Se o time todo morrer, você pode gastar 3 maçãs para reviver a todos. 9 se morrer novamente. 18 se morrer novamente e assim por diante.

    Se o tempo acabar durante uma missão, mesma coisa: 3 por 15 segundos. 9 por mais 15 etc.

    Eu comecei a voltar nas fases e fazer as missões secundárias, mas ainda tava tenso. Comecei a entrar todo dia religiosamente as 10 da manhã e 10 da noite e ainda assim foi TENSO no final. Um exemplo disso é que há missões de pagar 150, 180, 200 maçãs no final para serem abertas. Basicamente isso pode resultar em 20 dias entrando sempre para abrir UMA ÚNICA MISSÃO.

    Falando sobre isso com meu amigo, ele recomendou fazer mais missões secundárias, mas tava impossível. Eu estava poupando cada maçã e não me via gastando nenhum para equipar os bots, que também poderiam, talvez, fazer a diferença.

    Como o meu video game é desbloqueado, acho que nem dá mais pra acessar a eshop, mas o que eu mais queria era ser honesto aqui e investir numa árvore que desse, sei lá, umas 20 ou 30 maçãs por colheita, mas não arrisquei.

    Anteriormente, quando eles voltaram a me ajudar nessa nova jornada do jogo no 3DS, a gente achou um final de semana e em uma horinha eu fiz metade do jogo, e não fui além por falta de maçãs. Bom, o cara é nível máximo (50), então provável que terminaria o jogo na próxima jogatina. Quem dera!

    Quando estava no Rio, investi mais no jogo. Felizmente se você desbloquear determinado equipamento, os bots também poderão usá-lo. O problema é que eu realmente só estava investindo na classe de espadachim, assim como fiz no Switch e isso que dizer que meu time ficou de 4 espadachins e as outras profissões fazem falta. São elas:

    1) Espadachim. Voltado pro ataque, ágil e que cria um escudo que protege a todos que estiverem próximos quando seguramos o botão de defesa/esquiva;

    2) Guerreiro. Mais forte que o espadachim graças ao seu grande martelo, mas mais lento e sem o lance do escudo;

    3) Cientista. Ataca meio lento e esquisito, mas é mais voltado para curar o time, criando poças de recuperação no chão que duram um tempo. Enquanto os outros dão ataques mais fortes conforme você segura o ataque, ele entra no modo de cura;

    4) Mago. Pra mim, o melhor (coisa que só percebi depois. Além de atacar de longe, quanto mais forte for seu golpe, mais rápido os ponteiros de um ícone de relógio sobre o inimigo anda e ao chegar no final, o deixa paralisado por um bom tempo e suscetível à muito dano!

    Resumindo: Team Kirby Clash Royale é legal, apesar de ser bem defasado agora quando comparado com sua contraparte de Switch. O jogo é um pouco cruel em relação a necessidade das maçãs e tal e se você não for gastar nem uns 15 reaizinhos, pode ser complicado, sobretudo para quem for jogar só. Aliás, acho que o tempo dele já passou justamente pela necessidade de algum gasto para deixar a jogatina com certa continuidade e de ter outras pessoas pra jogar localmente.

    De bom: bonito e carismático. Os equipamentos são bem diferentes e imponentes (além de estilosos). Grande variedade de inimigos clássicos da série Kirby inteira. Modo multiplayer local bem divertido. Tem bom valor replay com missões secundárias e muitos equipamentos a serem comprados. Possibilidade de usar amiibos para ganhar cristais e contratar amigos de streetpass ou que jogaram local como bora mais fortes.

    De ruim: difícil juntar maçãs e fazer tudo o que é necessário e que exige elas. Dificuldade meio alta e requer mais equipamento do que habilidade, o que vai te fazer sair em busca de itens para comprar cosias melhores e rejogar certas missões várias vezes. Sem modo online, algo que foi consertado no Switch e que demonstra o como esse jogo pode ser bacana se feito da maneira certa.

    No geral, eu curti essa leva de jogos multi/boss rush do Kirby, mas a versão do 3DS já ficou no passado. Se você tem uma turma animada com o console, eu até recomendo, pois ele é viciante e sempre te faz voltar pra gastar Vigor e coletar maçãs. Caso contrário, o negócio é mesmo a versão do Switch, que inclusive permite jogar multiplayer com apenas um console, ou online com seus amigos ou desconhecidos.

    Team Kirby Clash Deluxe

    Platform: Nintendo 3DS
    57 Players
    29 Check-ins

    23
    • Micro picture
      jcelove · over 1 year ago · 1 ponto

      A versão do 3ds começa legal mas no final é um pay 2 win dos inferno, não aguentei naum.

      1 reply
  • luis_carlosblj Luis Carlos Bernardes
    2020-01-28 12:41:37 -0200 Thumb picture
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-10-01 18:01:49 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Kirby's Dream Course

    Zerado dia 29/09/19

    Cara, como é difícil acompanhar o Kirby! Sempre sai ao menos um jogo dele pra alguma plataforma, incluindo spin-offs (as vezes 2 ou 3 jogos por ano) e a menos que eu jogue um atrás do outro e sempre que um novo sair, acabo sempre ficando devendo uns 5 jogos pra fechar a lista de pendências.

    Kirby's Dream Course é um jogo que eu estava  ignorando há muito tempo. Na verdade, eu nem sabia que o mesmo existia até uns 6 anos atrás, pois pra mim o SNES era apenas Dream Land 3 e Super Star. Fiquei curioso ao ver DC no antigo Club Nintendo e até o adquiri, mas a experiência não foi muito boa, bem diferente de qualquer outro Kirby, e eu o deixei de lado.

    Eras depois eu fui percebendo como DC parecia ser relevante. O jogo estava sempre sendo trazido a tona em diversas plataformas pela Nintendo e eu, depois de um bocado de tempo e ver uns streamers que acompanho passando de umas fases, decidi que o jogo voltaria à minha lista de pendências, onde aparentemente não deveria ter saído.

    O motivo de eu ter achado DC esquisito é porque ele é basicamente um jogo de sinuca! Kirby vira uma bola e você deve acertá-lo na posição certa e com a intensidade correta para que ele encoste nos inimigos ou saia quicando nas paredes para alcançar algum lugar.

    Há inimigos no chão, inimigos voando, acima de rampas, pareces etc.

    Uma coisa bem curiosa é que basta encostar nos monstros para os derrotar e o último que sobrar no mapa se transformará num buraco, onde a bola deve cair para terminar a fase.

    O lance do último inimigo é super importante, pois há uma ordem lógica e estratégica para derrotá-los e, mais importante, as "tacadas" são limitadas.

    Você começa com 4 tacadas e cada inimigo derrotado te fornece uma frutinha vermelha, que conta como uma tacada extra. Se Kirby se movimentar por aí sem derrotar ninguém ou sem chegar ao buraco dentro do número de frutas disponíveis, ele morre e você perde um Continue (mas ao menos você volta de exatamente onde morreu).

    Somando-se os Continues disponíveis, você conta com apenas 12 tacadas. Para ganhar mais um Continue (vida), você deve passar de fase com apenas uma tacada, o que aparenta ser possível em todos os estágios (alguns eu levei até 10 tacadas).

    O maior problema é que cada um dos 8 mundos contém 8 estágios (para um total de 64 fases no jogo) é o número de Continues e tacadas serve para um mundo inteiro, ou seja, você tem as 12 tacadas (+ aquelas extras de derrotar os monstros) para fechar um mundo. Dê Game Over e terá que reiniciar aquele mundo desde sua primeira fase. Sério, isso é tenso.

    É bem óbvio como esse é um jogo daquela época por sua dificuldade. Ele não quer que você se mantenha progredindo sem parar. Não! Ele quer que você experimente os cenários 3D e a física do jogo, assim como diferentes tipos de tacadas para poder terminar cada fase com o menos número de tacadas possível.

    Se não fosse o recurso de Savestate, tenho certeza que teria jogado por muuuuitas horas, e com certeza levaria uns anos na infância para conseguir terminá-lo. DC é impiedoso! Aprender os comandos na raça também não facilitou.

    O lado Kirby do jogo se manifesta, além de todos os personagens e elementos visuais desse universo, na mecânica de roubar as habilidades dos oponentes. Basta Kirby encostar em qualquer inimigo com poderes para derrotá-lo e ganhar sua habilidade, que poderá ser usada ao seu benefício no estágio. Alguns dos poderes incluem:

    -Guarda-chuva: permite que você plane ao cair de lugares altos e alcance maiores distâncias;

    -Espinho: permite que você pare de rolar por conta de uma tacada ou rampa e fique exatamente onde apertar o botão;

    -Gelo: congela lagos e permite que você passe deslizando por cima deles;

    -Pneu: acelera em grande velocidade, permitindo que sua tacada te leve bem mais longe;

    -Disco voador: permite que você voe e mantenha aquela altitude e ainda pouse exatamente onde se e quando apertar o botão.

    Conforme as fases vão passando, a necessidade de saber usar os poderes disponibilizados e entender as físicas do jogo (como saber a intensidade de uma tacada para fazer Kirby subir determinada rampa ou fazer ele cair no buraco de uma determinada distância) vai ficando cada vez mais necessária.

    Muitas vocês você sabe o que tem que fazer, mas não sabe exatamente como executar os comandos perfeitamente. E infelizmente DC não perdoa muito bem comandos errados e milímetros é uma tacada levemente mais forte ou fraca pode determinar tudo.

    Resumindo: Kirby's Dream Course é sim um jogo interessante, mas que peca um pouco pela sua dificuldade e como pode ser bem difícil terminá-lo sem usar savestates. Quantos mais você joga, mais você aprender a gostar da experiência e como jogar, mas o jogo também fica cada vez mais tenso e requer mais e mais estratégia e entendimento de suas complexas mecânicas.

    De bom: visual bonito e agradável, assim como suas músicas. Controles simples, apesar das muitas possibilidades e variações. Jogabilidade bacana, de um jeito que eu gostaria de uma sequência mais atualizada e com progresso mais tranquilo, deixando a dificuldade para quem quisesse terminar os estágios com menos tacadas e rankings. Contém modo 2-player.

    De ruim: desnecessariamente difícil é desinteressante para os padrões de hoje em dia, chegando a ser quase mal-feito. Física meio esquisita as vezes, como as mil vezes que a bola parece que vai cair no buraco mas decide não alcançá-lo ou passar direto. Difícil entender os mapas sem poder visualizá-los por completo e não achei opção de navegar com a câmera. Chefe final incrivelmente decepcionante. Fases muito parecidas, mesmo de um mundo pro outro.

    No geral, o jogo é maneiro e vale a pena dar uma conferida em suas mecânicas e tal, e seria legal um Dream Course 2 atualizado e tal, mas não achei que tenha valido a pena terminá-lo. Jogue umas fases e tire suas conclusões, mas acredito que talvez assistir pelo YouTube possa ser uma opção bem mais interessante.

    Kirby's Dream Course

    Platform: SNES
    365 Players
    5 Check-ins

    22
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      santz · over 1 year ago · 2 pontos

      Eu desconhecia a existência desse Kirby 3D Blast. Vou uma procurada, apesar da alta dificuldade descrita.

      3 replies
  • luidao Max Wilson
    2019-05-22 16:38:48 -0300 Thumb picture

    Kirby Air Ride é bom

    Voltei novamente, tive alguns problemas e a Alvanista saiu do ar mas felizmente tudo se resolveu.

    Enfim, tô jogando bastante Kirby Air Ride, jogo de corrida do Kirby para GameCube, é bom visitar esses jogos inusitados que poucas pessoas tiveram o prazer de conhecer, bem Kirby Air Ride é bem simples, só existe um botão de ação, já que o carro se movimenta sozinho.

    O jogo é bem divertido e tanto o menu quanto os efeitos sonoros e musicas são do Smash Bros Melee também para GameCube.

    Eu pretendo zerar 100% em todos os modos, como fiz com outros jogos de GameCube como Zelda Ocarina of Time/Master Quest.

    Kirby Air Ride

    Platform: Gamecube
    209 Players
    2 Check-ins

    14

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