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    Especial Ys - Part I

    Medium 3907703 featured image

    No incrível jargão dos RPGs japoneses, Ys pode se considerar uma joia rara. Esperando para ser lapidada e apreciada. Embora hoje em dia as barreiras da informação e dos meios de comunicação – vulgo Internet – sejam bem mais abrangentes do que era há alguns anos atrás, ainda assim a série é pouco conhecida e apreciada fora de seu país de origem.

    Por mais que a X-Seed tenha feito um excelente trabalho, diga-se de passagem na localização e distribuição dos games (afinal, quem um dia iria imaginar ver Ys sendo vendido na Steam?), ainda assim, o interesse da “massa” ocidental pelo o mesmo é relativamente pequeno! O que torna a saga coisa de nicho, aonde apenas os mais puritanos e fãs do estilo acabam sendo atraídos por esse game “simples”, porém de extrema beleza e carisma aos olhos dos saudosistas. Um dos pontos mais fortes da série ao menos em minha opinião!

    Os anos se passaram, os consoles evoluíram mas a saga ainda continua com aquele apelo retro, os pixels aos poucos foi dando lugar aos polígonos, enquanto o sistema de combate por colisão (algo extremamente simplificado, porém “diferente” para a época) cedeu lugar as batalhas frenéticas e a um Adol bem “berserker”, por assim dizer. Mas a trilha sonora e a essência que tanto consagrou a série permaneceram inauteradas! Arrebatando os corações de fãs até mesmo em seus títulos mais recentes.

    ► Matéria by Richer Belmont (ou SOMA como preferir) escrita originalmente em 07/02/2014.

    Ys, assim como seu "primo" mais velho Dragon Quest é uma série de tradição e coincidentemente ou não, são as minhas séries favoritas de RPG de todos os tempo.

    The Red Hair Sword Man:

    O protagonista principal de Ys é Adol Christin – um exímio espadachim de cabelos vermelhos. Adol pode-se considerar o bom samaritano dos RPGs. Ele viaja pelo mundo descobrindo antigas civilizações, ajudando os moradores locais e envolvendo-se mesmo que indiretamente em praticamente todos os problemas que assolam a região. E é obvio que ele irá até o fim para fazer justiça com sua espada, salvar aquela pobre garotinha que aparentemente possuí uma queda pelo guerreiro e porque não salvar toda a humanidade? Para depois simplesmente ir embora sem ao menos pedir nem um tostão em troca.

    Adol é o típico cara “azarado” que SEMPRE vai estar no lugar errado e na hora errada. (Ou seria no lugar certo e na hora certa? Vai saber!) Quase como se sua chegada já fosse premeditada, basta ele colocar os pés em alguma região e pronto!

    Como em muitos RPGs tipicamente japonês, Adol Christin praticamente não fala uma única palavra durante o jogo todo. Ao menos não diretamente. Adol é praticamente um “messias” da lendária terra de Ys!

    E lógico que não podemos falar de Adol sem mencionar seu fiel amigo: Dogi, o destruídor de paredes que o salva em uma dungeon no final de sua primeira aventura.

    Aparentemente Dogi é apenas um personagem secundário nos dois primeiros games, mas sua importância vai ganhando foco em Ys III – quando ele guia Adol por sua cidade natal: Redmont, aonde lá adivinhem? Ambos acabam se envolvendo novamente com os problemas locais e mais uma longa e deliciosa aventura tem início.

    Uma curiosidade interessante é que nas primeiras ilustrações, lá no começo da saga nos computadores da época, o concept inicial de Adol possuía cabelos tendendo para o marrom/castanho claro. Enquanto Dogi se chamava Colin na versão americana de Ys Book I & II lançada para o TG-16.

    A Saga:

    O nome Ys (pronuncia-se Is, ou Īsu – Segundo a Wikipédia) eu de fato não sei ao certo a pronuncia disso – Se refere à um continente, que há muito se elevou aos céus de Eresia a fim de selar um terrível mal.

    Os primeiros dois jogos, originalmente lançados para o NEC PC-8801 em 1987, sob a direção de Masaya Hashimoto e Tomoyoshi Miyazaki – focam principalmente na estória desse continene, embora nos jogos subsequentes Adol ocasionalmente acaba indo explorar outras terras, mas quase sempre ligado direta ou indiretamente à essa lenda.

    Eresia – aonde a maioria dos jogos da saga se passam, está analogamente ligado ao Velho Mundo, ou seja o continente europeu. É interessante notar que os games mais recentes se passam ao redor de um território aonde pertence atualmente a França.

    Esteria do primeiro jogo – a julgar por sua localização, pode-se dizer que ela talvez seja a Île d’Yeu – mas os outros jogos se passam em vários lugares análogos a realidade.

    Como por exemplo: Ys V que se passa em Afroca (África) e apresenta a cidade de Xandria (Alexandria).

    Já em Ys VI Adol vai parar no “Great Vortex of Canaan” que é basicamente uma alusão ao triangulo das bermudas com uma pitadinha do mito de Atlântida.

    Por toda a saga Adol persegue (ou acaba sendo perseguido) por um império maligno que é claramente uma alusão ao Império Romano. E o próprio nome Ys, é uma referência a mítica cidade Ville d’Ys – que embora não flutuasse ar, foi construída na costa da Bretanha e tragada pelo oceano.

    Já em outras variações deste mesmo conto, Ys foi construída abaixo do nível do mar pelo rei da Cornualha, sob o pedido de sua filha Dahut, que era apaixonada pelo oceano.

    Apesar de toda a saga se passar em várias regiões e apresentar elencos de personagens diferentes para cada aventura, todos os jogos são basicamente continuações direta ou indireta do anterior. Ao contrário de Final Fantasy por exemplo no qual cada game apresenta conceitos, enredos e plots totalmente diferentes de seu antecessor.

    Em Ys tudo está conectado, por exemplo: Dogi que é um personagem secundário no primeiro jogo, mas em Ys III o personagem acaba ganhando maior destaque, tornando-se peça fundamental no enredo do mesmo, para depois lá em Ys Seven se tornar um personagem jogável juntamente com Adol.

    Outro exemplo clássico está em Ys II, no qual Adol precisa coletar a “Celceta Flower” para preparar um elixir e curar Lilia de sua doença. Sendo que em Ys IV, Adol faz uma visita ao país de Celceta, aonde lá ele também retorna a Esteria e reencontra vários NPCs dos primeiros dois jogos.

    Apesar de tudo estar conectado, não é necessariamente (embora aconselhável) jogar os games na ordem certa ou correr atrás dos títulos mais obscuros. Até porque alguns são bem difíceis de encontrar. Como por exemplo o próprio Ys IV: Mask of the Sun, que até agora não consegui encontrar o cartucho japonês do Super Famicom para a minha coleção!

    Mas felizmente apesar das conexões diretas com os títulos anteriores, os jogos acabam funcionando de maneira individual em seu contexto.

    O Jogo:

    A princípio Ys se difere de praticamente qualquer outro RPG em seu sistema de batalhas, que perdurou durante alguns anos nos jogos subsequentes da saga.

    Tudo se passava em tempo real na tela, com a diferença de que Adol não possuía um botão de ataque. Sim, isso mesmo! Ele matava seus inimigos simplesmente se chocando contra eles.

    Ys I: Ancient Ys Vanished (PC-88)

    Confesso que no meu primeiro contato com a série, lá na época do SNES, (se eu não me engano era um cartucho japonês do Ys IV) eu não entendi lhufas de como lutar e morri um sem fim de vezes no primeiro inimigo que topei. Eu sequer sabia como equipar a espada. Não preciso dizer que tirei o jogo do console e o encostei num canto até o dia de devolver na locadora.

    Parecia ridículo, mas de fato há bem mais estratégia nesse sistema de combate que se possa imaginar a primeira vista.

    Ys I (Sega Saturn)

    Primeiro que você deveria acertar o inimigo em ângulo (o que podia ser algo extremamente difícil nas primeiras versões do jogo, visto que Adol só se movia em 4 direções), um ataque mal calculado ou um encontro frontal direto, poderia resultar em morte instantânea.

    Segundo que a chave da vitória (ou do fracasso), dependiam justamente do quão evoluído você está em relação ao inimigo (attack, strength, armor, etc.). Uma dica que vale, não só para os primeiros jogos mas sim para paticamente a saga inteira é: SEMPRE evolua o máximo possível enquanto estiver em campo aberto. Apenas avance para a próxima área ou dungeon quando sentir que já está forte o suficiente para tal.

    Ys I&II Chronicles Plus (Windows-PC)

    A experiência ganha nas batalhas sempre será proporcional ao level de Adol, ou seja, quanto mais alto for, menos experiência irá ganhar.

    Assim em que estiver em campo aberto o HP de Adol irá se regenerar gradativamente enquanto o mesmo estiver parado. Mas uma vez dentro de alguma dungeon, essa mamata acaba! A única maneira de se recuperar é sair e correr até a cidade mais próxima ou usar algum item de cura.

    Sempre deixe algumas ervas equipadas quando for lutar contra chefes, pois você não poderá acessar o inventário durante a batalha. Sim, Ys era (e ainda é) páreo duríssimo!

    E isso vale para a maioria dos jogos da série (principalmente os mais antigos), portanto, explicando um eu estou automaticamente explicando todo o resto, valendo ressaltar apenas uma ou outra diferença entre eles.

    Aqui tudo é muito simples, mas é justamente isso que tanto consagrou a saga Ys no Japão. Esqueça The Legend of Zelda com seus puzzles complicadíssimos e labirintos enormes. Em Ys é tudo é relativamente linear, mas isso não o torna inferior ou aquém a outros jogos do gênero citados.

    Os gráficos podem parecer simplíssimos e de fato são até hoje. Até mesmo nos jogos mais atuais, nota-se que Ys parece sempre estar uma ou duas geração abaixo do “padrão” da época. Mas as suas artworks, trilha sonora echaracter design são de extrema beleza e bom gosto.

    A versão para o TurboGrafx-16, possuí uma introdução animada e impressionante para a época, apresentando os personagens no estilo anime, tudo bem trabalhado e desenhado. Outra característica que por muito foi marca registrada da saga é que todo o jogo se passa em uma bela moldura decorada, que apesar de apresentar uma visual mais interessante e artístico ao jogo, o campo de visão foi um tanto quanto afetado.

    Uma das características do PC Engine eram as famosas cutscenes (precursoras das atuais CGs) animadas. Como mostra essa cena de Ys IV

    O pontapé inicial de Ys, se deu nos computadores japoneses PC-88, entretanto com o passar dos anos o jogo foi portado e refeito para as mais diversas plataformas. Como já foi dito anteriormente, a maioria dos jogos compartilham do mesmo conceito e mecânica, variando obviamente o enredo e o elenco de personagens.

    Em Ys II foi implementado um sistema de magias, no qual Adol é capaz de utilizar ao equipar os cajados que o mesmo irá receber no decorrer de sua aventura. Tal sistema é essencial nas lutas contra chefes. Mas a nata do sistema de combates prevalece.

    Em Ys III: Wonderers from Ys – a perspectiva do jogo mudou para uma visão típica dos games de ação side-scrolling, ao invés da clássica visão de águia, presente na maioria dos RPGs. Enquanto que nos jogos subsequentes, o mesmo voltou a ter uma visão aérea (graças à Deus).

    Ys III: Wonderers from Ys (PC-88)

    Ys V mudou drasticamente a formula do jogo, ok, não tão drasticamente assim! Adol apenas ganhou um botão de ataque – finalmente – e também o mesmo agora era capaz de pular.

    Ys VI introduziu a saga ao universo 3D, assim como em Ys Seven, Adol perdeu o status de “lobo solitário”, sendo possível controlar uma party de até 3 personagens. Mas não se preocupem que a essência dos jogos anteriores permaneceram inauteradas. Fazendo de Ys, uma das séries mais conservadoras juntamente com Dragon Quest (que um dia também abordaremos aqui!)

    https://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/2...(img)

    Ys VI: The Ark of Napishtim (PC/PS2/PSP)

    Temos também o Ys Origin que se passa 700 anos antes do primeiro jogo. Obviamente que Adol não é o protagonista principal e ironicamente é um dos episódios mais “fracos” da serie, sendo basicamente um Dungeon Crawler. Falaremos em um especial dele mais adiante. Assim como Ys: Memories of Celceta (um remake/reboot de Ys IV).

    Nota do Autor:

    Na época em que escrevi essa matéria lá em 2014, Ys VIII: Lacrimosa of Dana e Ys IX: Monstrum Nox obviamente ainda não existiam, mas estarei incluindo eles nesse especial, assim que possivel!

    É obvio que eu não vou comentar detalhadamente sobre cada jogo lançando, até porque são muitos, fora os remakes e ports (que irei mencionar bem superficialmente e os mais importantes). Mas irei fazer um breve resumo e apontar suas principais características e diferenças dos demais. Até porque tudo o que eu tinha de falar a respeito da saga já foi dito nestepost inicial!

    Eu já possuo praticamente a segunda metade pronta, digitada em meu computador (ou possuía, vai saber. Já tem bastante tempo que escrevi isso), mas vou optar em ir liberando aos poucos (dependendo da repercussão), para a leitura não se tornar muito cansativa ou demasiadamente longa!

    Ys I & II Chronicles

    Platform: PC
    46 Players
    6 Check-ins

    18
    • Micro picture
      artigos · about 1 month ago · 2 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

    • Micro picture
      _gustavo · about 1 month ago · 2 pontos

      Adoro YS, tenho o 100% de todos eles na Steam, pena que a Falcom nunca quis tocar no V por algum motivo que desconhecemos kkkk, sempre que eles anunciam estar trabalhando em um novo jogo da série fica aquela esperança de ser um remake do V

      1 reply
  • 2022-04-01 01:53:28 -0300 Thumb picture

    Radiant Historia

    Medium 3907543 featured image

    Não é todos os dias que somos agraciados com um jogo épico! Ainda mais quando se trata de um J-RPG, gênero esse que tem estado um tanto quanto em baixa ultimamente.

    Desde o seu lançamento japonês para o Nintendo DS, lá pelos anais de 2010, que Radiant Historia havia conseguido despertar a atenção da dita mídia especializada e obviamente a minha. Como qualquer bom jogador ávido por um bom jogo!

    Dos idealizadores Radiata Stories, lançado para o PS2 já há alguns anos atrás, o jogo não só conseguiu suprir as expectativas como também se tornou, ouso dizer, ícone na plataforma e sinônimo de qualidade!

    Mas afinal, o jogo é tudo isso mesmo?

    A resposta é sim! Apesar de todo o clichê melodramático japonês do gênero, como o típico herói calado e o amigo “fodão” do exercito, ou aquele general misterioso que sempre foi como um pai para o personagem principal e – é claro! – A típica aliada cabeça quente que quer esconder o passado a todo o custo e tem uma queda pelo protagonista.

    Mas clichês japoneses à parte, o jogo possuí um enredo maravilhoso que vai LITERALMENTE se moldando aos poucos e se tornando cada vez mais interessante com o passar do tempo. Prendendo a atenção do jogador, pois você SEMPRE acaba ficando na expectativa e até mesmo apreensivo com o que vai acontecer após cada decisão tomada.

    O jogo conta a história de Stocke, um soldado envolvido em um conflito militar entre duas nações que ja se perdura por anos. Um dia ele recebe de seu superior um livro misterioso, cuja as páginas ainda estão para serem escritas chamado de: White Chronicles. Que após um evento trágico durante uma missão, nosso herói descobre que na verdade esse livro é um artefato que o permite regredir alguns momentos no tempo e alterar suas ações, moldando assim a história.

    Mas a grande sacada fica por conta dos diversos pontos chaves durante o desenrolar da trama. Cada vez que uma decisão importante está prestes a ser tomada, você tem a chance de escolher por qual caminho seguir. No entanto o peso de suas escolhas podem acabar culminando ao fim prematuro de sua jornada, ou o sacrifício de algum aliado. Sim, o jogo é um tanto quanto trágico em certas partes!

    A novidade mesmo é que você pode voltar no tempo como ja foi dito anteriormente nesses pontos chaves específicos, para tentar mudar o passado ou voltar atrás em alguma decisão e gerar um futuro positivo.

    No entanto isto faz com o que exista duas linhas do tempo paralelas em Radiant Historia, suas ações em uma linha do tempo pode acabar interferindo no resultado e no desenrolar da outra. Sendo necessário ficar alternando entre as linhas para progredir no game! Sim, viagens no tempo e realidades alternativas, tudo isso em um só jogo!

    Nota do autor:

    Em junho de 2017 no Japão, Radiant Historia ganhou um port/remaster para o Nintendo 3DS, sendo lançado no mercado ocidental em fevereiro de 2018. Esse port além de contar com gráficos levemente melhorados além novas artes e ilustrações dos personagens, o grande destaque fica por conta de uma terceira linha do tempo, que é conduzida pela nova e misterioza personagem: Nemesia, a bordo de seu navio Dunamis. Embora essa terceira linha do tempo não seja uma ramificação completa das duas linhas originais, ela funciona muito bem como um belo complemento ao enredo principal, amarrando algumas pontas soltas de certos acontecimentos e escolhas decisivas do heroi. 

    Outro grande destaque fica por conta da fantástica trilha sonora assinada pela lendária Yoko Shimomura, que conta no currículo obras inesquecíveis presentes em: Kingdom Hearts, Legend of Mana e Street Fighter II. Só para citar alguns exemplos.

    Chega a dar pena jogar ouvindo as músicas nos alto-falantes nativo do NDS. Destaque para o tema de batalha contra chefes!

    O jogo:

    O jogo possui uma estrutura bastante simples, seja em termos gráficos (cenários 3D com personagens 2D), quanto no que cerne o aprendizado de novas técnicas. É tudo por conta da evolução natural dos personagens. Ou no máximo fazendo uma ou outra side-quest, aqui é tudo propositalmente muito simples, fácil e direto!

    Mas a cereja do bolo está mesmo no sistema de batalhas, que mescla estratégia com um sistema de turnos. Os inimigos ficam distribuídos em um grid 3×3 durante os combates. E certos ataques podem mudar a posição deles dentro do grid.

    O truque é que você pode simplesmente amontoar vários inimigos num mesmo quadrado, fazendo com que os ataques acabem acertando todos os que estiverem ali. Aquela coisa de que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço, não se aplica em Radiant Historia.

    E para tornar a coisa ainda mais interessante e estratégica, os heróis podem trocar de turno com os inimigos. No entanto fazendo isso seu personagem entrara num estado que levará bem mais dano do que o normal.

    É uma opção que deve ser usada com cautela. Mas a intenção é colocar seus personagens na ordem certa, amontoar os inimigos e acabar com a batalha rapidamente, ganhando bônus extra de experiência e Gold.

    「Repare que o golpe que eu ia utilizar, empurra o inimigo para o grid central. Fazendo com que o próximo personagem a atacar, cause dano aos dois opoentes ao mesmo tempo.」

    Outra coisa interssante é que é possível ver os inimigos no mapa e atordoá-los com um golpe de espada, para garantir alguma vantagem no campo de batalha!

    Mas o foco mesmo continua sendo o ótimo enredo, isso fica claro desde o começo do jogo com diálogos e cenas bem longas. O que infelizmente pode afugentar alguns jogadores mais novos ou impacientes. Mas Fazer o que, não se pode agradar a todos!

    Felizmente o jogo tem a decência de manter o bom nível dos diálogos do principio ao fim, que só enriquece ainda mais a trama toda. Uma coisa são diálogos longos e monótonos, outra coisa são diálogos longos mas interessantes, que sempre estão acrescentando algo novo e importante ao enredo. Obviamente é necessário o dominio ou o bom conhecimento da lingua inglesa para que se possa aproveitar plenamente a história, pois infelizmente nenhuma das versões do jogo possuí tradução oficial para o português.

    Gráficos:

    Graficamente o jogo é bonito! Não chega a ser extraordinário até porque estamos falando do Nintendo DS. (E mesmo a "nova" versão do Nintendo 3DS, tirando algumas melhorias de textura e a resulução maior da tela, graficamente o jogo se mantém basicamente o mesmo). Mas também estão bem longes de serem feios ou mal feitos. Mesclando cenários 3D com personagens 2D, tudo aqui possui uma aura retro que parece ter saído de um Super Nintendo anabolizado.

    Os personagens não possuem lá muitos quadros de animação, mais uma vez, parece que há uma limitação proposital por parte dos produtores. E os cenários, embora sejam em 3D lembram muito os clássicos da era de ouro dos video games.

    Pois convenhamos, tirando um ou outro efeito e os cenários tridimensionais renderizados em tempo real, não existe nada no game que não pudesse ser reproduzido em um console de 16Bits.

    E creio eu que foi exatamente esse sentimento que os produtores quiseram passar. E cá entre nós, ao menos para mim ficou perfeito!

    Resumindo:

    Radiant Historia não é apenas “mais um” J-RPG na vasta biblioteca do Nintendo DS. Ele é “O J-RPG” do NDS.

    Percebe-se que houve muito planejamento e esmero dos produtores para produzir essa pequena, porém notável obra de arte num portátil já defasado e esgotado pelo tempo. Mas quem se importa? Conte nos dedos quantos RPGs que você jogou que realmente valeram a pena atualmente?

    Não! Não vale citar os ports e os remakes. (Sim, CT, DQ IV, V e VI, estou falando de vocês). A resposta é: Não muitos! Mas Radiant Historia com certeza será lembrando com carinho entre os saudosistas e se tornará clássico absoluto com o passar dos anos.

    Radiant Historia

    Platform: Nintendo DS
    443 Players
    79 Check-ins

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  • 2022-03-30 21:55:10 -0300 Thumb picture

    Fragile Dreams: Farewell Ruins of the Moon

    Medium 3907405 featured image

    Um dos principais motivos que pelo o qual sempre preferi os jogos do gênero RPG, se deve principalmente por sua forma de se contar uma boa história. Mesmo quando eu mal entendia sequer uma ou duas palavras de inglês, o modo com o que esse gênero mexia com a minha imaginação e incitava a exploração de um mundo mágico e imaginário, faziam com que eu realmente se sentisse como parte daquela aventura!

    Quantas vezes eu me lembro da época que ainda era um pre adolescente, por volta dos meus 10, 11 anos de idade e tinha que acordar cedo para ir à escola - algo extremamente comum na vida de qualquer pessoa, mas esse simples ato, fazia com que assim que meus pés tocassem o chão fria - talvez até ainda meio que embriagado pelo sono, despertasse em mim um sentimento de que talvez naquele dia, estaria para viver a maior aventura de minha vida, assim como eu via nos jogos que eu jogava. – É, naquela época eu sonhava com isso, só naquela época. Hoje não!

    Mas fantasia é fantasia e realidade é realidade! Voltando o escopo do texto, Fragile Dreams: Farewall Ruins of the Moon de certa forma trouxe um pouquinho de volta esse sentimento, de que uma pessoa normal como qualquer outra, aqui no caso um garoto de apenas 15 anos, se vê completamente sozinho em um mundo - uma Tóquio pós apocalíptica! Sem saber ao certo o que aconteceu ou sequer se existem outras pessoas em meio a esse cenário de desolação.

    Embora clichê o conceito do “monomito”,  aqui foi muito bem aplicado, pois realmente há algo de muito solitário e desolador em Fragile Dreams, sendo o enredo praticamente a única coisa que te motiva a continuar jogando.

    Alone in the Dark

    Fragile Dreams é basicamente um jogo de exploração, com um grande foco na narrativa e storyline. Fica um tanto quanto obvio as inspirações em outros gêneros, como os antigos survivor horror, por exemplo, embora em uma escala muito, muito pequena. A luz da lanterna acaba sendo um dos pontos chaves da jogabilidade. Aliás, a própria luz aqui, possuí um significado que vai um pouco além de simplesmente iluminar o caminho.

    Servindo base tanto para a revelação de dicas, quanto inimigos que tendem a ficar “paralisados”, quando focados por sua lanterna.

    Você não vai levar sustos nem ter que resolver puzzles complicados para progredir, mas o próprio cenário desolado e sua busca por sobreviventes, enquanto também tenta se manter vivo nesse mundo apocalíptico, faz com que o jogador realmente se sinta parte desse universo, amarrado por uma história emocionante e com uma direção de arte lindíssima!

    Fato esse que só aumenta quando encontramos alguns objetos espalhados pelo cenário, que carregam consigo as memórias de seus antigos portadores. São coisas banais, como sapatos velhos, origamis, xicara de café, balões estourados e etc.

    Mas quando levados até uma fogueira podem ser sentidas e conhecidas pelo personagem, acrescentando e muito na história do jogo. Já que são histórias comuns da vida cotidiana das pessoas que viviam nesse mundo. Porém todas elas trazem uma carga emocional altíssima, fazendo com que você realmente sinta uma empatia enorme para com aquela pessoa ou família.

    Os objetos contem as memorias de seus antigos donos.

    Porém o que é um dos maiores trunfos do jogo acaba sendo também um dos seus piores defeitos. A história apesar de ótima, se desenrola de uma forma extremamente lenta. E justamente pelo foco do jogo ser o enredo, a jogabilidade é simples e até certo ponto precária. O sistema de combates é outro grande defeito, dando a impressão de estar mal-acabado e de ter sido introduzido na última hora.

    No começo eu achava que o problema fosse eu, por não estar tão acostumado a essa forma “alternativa” de se jogar vídeo game com o Wii, mas após algumas horas de jogo, percebi que o problema era o jogo mesmo e não eu!

    Eu não quero estar sozinho nesse mundo!

    O enredo em si gira em torno de Seto, que após a morte de seu avô, resolve sair do observatório em que morava com o velhote em busca de outros sobreviventes que por ventura ainda existam no mundo.

    Logo no começo, Seto irá se encontrar com uma misteriosa garota de cabelos prateados. E não preciso mencionar que a partir daí o seu objetivo da vida se torna em reencontrar essa garota.

    Porém a maneira de como as coisas se desenrolam, juntamente com toda a carga melodramática de Fragile Dreams e seus personagens interessantes, faz com que muitas vezes você simplesmente se esqueça de que está jogando um jogo e se sinta assistindo um daqueles animes que focam no emocional. Mais uma vez, não é um jogo para quem espera "ação"...

    Seto, é uma criança extremante sensível e inocente, que não conhece as malicias nem a maldade do mundo (ou o que retsou dele). E acaba por descobrir o amor em sua forma mais pura e simples, simplesmente por esbarrar nessa menina e ter tocado a mão dela.

    Resumindo:

    Eu conheci esse jogo por um completo acaso enquanto via algumas listas de jogos para o Wii na internet e resolvi dar uma chance. E foi uma verdadeira surpresa, tanto em ver o logo da Tri Crescendo como desenvolvedora, quanto pelo jogo em si. Mas infelizmente, Fragile Dreams é um jogo para poucos ja que seus defeitos são muitos, que podem tanto quanto frustrar ou irritar. Seja pela câmera que se perde durante as batalhas e você acaba levando danos desnecessários ou até mesmo morrendo devido a isso. Ou a maneira lenta de como tudo se desenrola e a linearidade exagerada. Alie isso a um sistema de combate pouco polido, armas que se quebram, limites de itens e claro, sub quests que você é obrigado a completar (já que o jogo não possuí nenhuma side quest), essas que são realmente irritantes, dentre alguns outros fatores de jogabilidade.

    Mas se você tiver um pouco (muita) paciência, e resolver dar uma chance, Fragile Dreams, com certeza vai te surpreender e cativar pelo seu enredo.

    Fragile Dreams: Farewell Ruins of The Moon

    Platform: Nintendo Wii
    386 Players
    28 Check-ins

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    • Micro picture
      santz · about 2 months ago · 2 pontos

      Esse game parece ser muito massa, mas ainda não peguei para jogar.

      1 reply
    • Micro picture
      mastershadow · about 2 months ago · 2 pontos

      Esse game é praticamente o melhor jogo do WII pra min, totalmente emotivo e artistico, a atmosfera de solidão que ele transmite nenhum outro game faz tão bem..

      1 reply

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