• anduzerandu Anderson Alves
    2022-09-24 00:01:51 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Evoland 2

    Zerado dia 23/09/22

    Depois de 11 dias desde Killer7, 11 dias sem postar nada na Alvanista (embora tenha parecido bem menos para mim), eu finalmente terminei outro jogo: Evoland 2, no Nintendo Switch! A versão standalone não existe aqui na rede nessa plataforma porque ele foi lançado apenas numa coletânea com os dois jogos relevantes da franquia.

    Já o meu sumiço se deu por alguns motivos, sendo que a faculdade é o maior deles. Os caras tem me feito estudar bastante e ainda fazer dois projetos por fora e acabei optando por dar aulas de programação para alunos interessados do ensino médio em uma escola que fica há uns 15 ou 20 minutos a pé de casa. Saio cedo e chego em casa umas 16h, almoço e bate um cansaço ou sono e de repente acabou o dia. As vezes ainda tenho que preparar aula para os próximos dias e blá blá blá.

    Bem, Evoland é uma série até famosinha no meio indie. Eu sempre tive curiosidade graças a essa fama e quando essa coletânea apareceu quase dada no Switch, eu corri para aproveitar! Joguei o primeiro há pouco tempo (ano passado ou retrasado) e embora tenha curtido sua premissa, achei o jogo bobo e raso. Felizmente o 2 tinha fama de ser melhor, porém a força de vontade de seguir na franquia foi muito afetada, além de que essa sequência seria bem mais longa (cerca de 15 horas contra as 5 do primeiro).

    Faltando apenas 5 jogos no console para eu terminar tudo o que adquiri (e como foi muita coisa), eu teria que o encarar cedo ou tarde. Na verdade, desses 5 esse era o que eu mais tinha medo de não gostar e arrastar. Dei uma olhada no log dos términos de 2022 e percebi que mais da metade foi apenas no Switch, bizarro!

    Começando a aventura o jogo me ensina os básicos da movimentação: andar da direita pra esquerda, de cima para baixo etc. Tudo isso num jogo que se assemelha aos Pokémons do primeiro Game Boy. É legal, mas é idêntico ao início do primeiro Evoland e isso me preocupou bastante. Fiquei achando que Evoland 2 poderia ser meio que uma reimaginação do primeiro. Tipo, pegaram a mesma ideia, aperfeiçoaram e adicionaram coisas a ponto de parecer mais um novo jogo e chamaram de 2.

    Tem gente fazendo cosias do tipo até hoje com Splatoon 3 e Overwatch 2...

    Até desliguei o videogame, mas voltei depois e percebi que era só um tiquinho da abertura que era igual e logo o jogo segue seu próprio caminho.

    E2 tem um pouco da ideia do 1, mas é bem diferente (e bem melhor). A campanha se inicia num mundo de visual similar aos dos RPGs de SNES, como um Chrono Trigger da vida. O sistema de combate é como o do Zelda: A Link to the Past, o que foi um grande alívio já que o sistema de combate de RPGs por turno genérico do primeiro me traumatizou um pouco. 

    O jogo anterior ia evoluindo rapidamente conforme progredíamos e íamos desbloqueando todas as mecânicas, como abrir baús, inimigos, o próprio sistema de combate, armadilhas e habilidades. Além disso os visuais começavam como os do Game Boy, se tornavam coloridos, depois estilo Game Boy Advance e ia até chegar ao estilo RPG 3D do PS1 e afins.

    Aqui não tem nada disso. É mais um clone de A Link to the Past mesmo e inclusive há um zilhão de referências a Zelda por toda a aventura. Quer dizer, eu me senti mais jogando outros jogos similares à Zelda, como Final Fantasy Adventures.

    Com algum progresso no limitado mapa do mundo e suas poucas localidades, a história estava andando e o progresso era contínuo, mas nada é muito empolgante. Tudo é simples, relativamente fácil e linear e o jogo te bombardeia com referências e piadinhas que chegam a encher o saco do tanto que ele parece depender delas.

    O desenrolar da campanha se dá no momento que os personagens voltam no tempo e o estilo visual SNES dá lugar para um outro, parecido: o de GBA. Quer dizer, você tem que imaginar que o jogo saiu do estilo do Final Fantasy VI e foi para o do Pokémon Ruby, que aqui representa o passado pela resolução menor (eu frequentemente confundia os dois, passado e futuro, pois é tudo pixelado mesmo).

    Mas é claro que lado a lado você percebe que tudo é menos detalhado, mas na jogatina é meio que tudo a mesma coisa. Essa volta no tempo também envolve andar no mesmo mapa, mas em sua versão de 100 anos atrás ou coisa assim.

    Logo foi adicionada uma nova forma de jogar: sidescroller, exatamente como nos Zeldas de Game boy (Link's Awakening, Oracle of Ages e Seasons). Isso é bem legal, para ser sincero.

    O jogo estava andando bem até aqui, até que então ele começou a ser menos claro com os meus objetivos. Sério, eu não sabia para onde ir e não tinha muita lógica de continuidade. Poxa, nem no primeiro Final Fantasy ou Dragon Quest e seus raros diálogos eu passei por isso.

    Acabei ficando de saco cheio de andar por aí e não ter nada. Recorri à um detonado e descobri que eu tinha que ir para tal lugar, mas para isso eu precisava de tal item, e para isso eu precisava voltar numa cidade e lá falar com alguém novamente, depois fazer uma missão com baita cara de sidequest. Enfim, o maior rolê para conseguir passar por um corredor que um garoto não me permitia e nem me dizia o que precisava para ele liberar.

    Enfim, eu estava meio dividido com a experiência, embora ela fosse mesmo claramente superior à de seu antecessor.

    Foi aí que as coisas mudaram novamente com o avanço da campanha e os personagens foram parar no futuro da imagem acima. Aqui tudo era 3D e inicialmente imaginei que fosse ser algo tipo Nintendo 64, mas a verdade é que E2 se tornou um joguinho de Android, algo como Oceanhorn. Eu não gostei de Oceanhorn.

    E lá fui eu, mais uma vez explorar aquele mapa no futuro.

    Houve uma seção em que o jogo se tornou um shmup bem legal. Mal sabia eu que o jogo seguiria essa linha de troca de gênero múltiplas vezes durante o restante da campanha. Tem uma seção beat'em up estilo Streets of Rage, outra que é Tactics como Fire Emblem, outra que é tipo Candy Crush e muito mais!

    Essas coisinhas são legais mas eu realmente estava achando que a mistureba toda era só para deixar o jogo mais "pop" e amigável, junto às piadinhas e referência. Super cara de molecagem indie e que não envelheceu tão bem assim. O jogo em si era mediano para fraco e tudo o que fazia, em cada gênero, era bem superficial.

    Enfim, o jogo foi andando. Fui ganhando XP e ficando mais forte de HP, força e defesa derrotando inimigos, coletando itens e dinheiro para comprar ou confeccionar equipamentos melhores, conseguindo orbes que melhoram as habilidades dos meus companheiros (posso os sumonar para um golpe segurando o botão de ataque) e por aí vai.

    Consegui ainda o navio para navegar por aí e achei vários dos itens opcionais, alguns que não sei para quê servem, estrelas que tem 30 por todo o jogo para serem achadas e cartas, pois há um jogo de cartas em E2 como em The Witcher 3 ou Shovel Knight: King of Cards.

    Como eu disse, estava bem em cima do muro sobre esse jogo. Algumas coisas eu gostava muito, outras eu odiava. Vieram ainda bugs e situações que pareciam ser bugs e muita confusão para mim e eu me frustei ou me irritei em diversos momentos. Próximo do final me mandaram buscar pelo mundo 5 partes de um objeto e eu sequer sabia onde procurar. Que preguiiiiça. Dias e dias remoendo para achar pelo menos um, mas quando finalmente peguei o jeito, foram os melhores momentos da aventura toda!

    Resumindo: Evoland 2 é um jogo ok, um jogo legal. Longe da perfeição, uma verdadeira montanha russa de sentimentos, mas muito superior ao descartável primeiro jogo da coletânea. A experiência atira para muitos lados e as vezes acerta, as vezes cai no lado genérico e bobo e as vezes é simplesmente irritante. As horas finais das minhas treze e poucos minutos foram bacanas e deixaram um gosto bom, mas não dá para ignorar a paciência que tive que manter para chegar lá. Treze horas que duraram muitos dias!

    De bom: a premissa de tempos diferentes na história e visuais é bem pensada. Várias referências são legais (mas a maioria é aleatória demais ou bem sem noção). Gosto dos diferentes gêneros encaixados no jogo, embora muitos também nem batam com as situações do momento e seus contextos. Fico feliz de que apenas 1% da experiência tenha envolvido batalhas por turnos. Visuais ok. Boa trilha sonora. A ideia de viajar no tempo mais tarde impediria que ficássemos presos à um único período (o 1 chega no visual 3D e segue assim por um tempão até o final),

    De ruim: algumas coisas são secretas demais e obrigatórias para continuar a campanha. Pouca informação na internet dificulta conseguir direcionamento ou mesmo saber o seu progresso em relação ao final do jogo, coisa que faço com alguma frequência. Bugs chegaram a travar o jogo algumas vezes. Tudo é muito superficial. Ter que ficar trocando épocas é chato e te obriga a ir em lugares específicos e ficar indo e voltando com frequência. Muitos errinhos super amadores que dificultam o QoL.

    No geral, valeu a experiência. Acredito que a série tenha muito mais potencial e que ainda não o tenha explorado por completo, mas esse jogo até valeu a pena, diferentemente de seu antecessor. Recomendaria assistir à um trailer ou review e ver se faz o seu estilo. Joguinho legal.

    Evoland 2

    Platform: Android
    5 Players

    16
  • 2022-09-18 17:42:57 -0300 Thumb picture

    Live às 18:30! Brok the InvestiGator

    Vou fazer a live de ontem, hoje, salve o universo conspirando contra mim, se acabar a luz ou cair a internet! Mas tirando isso estamos lá nessa hora!

    5
  • 2022-09-13 21:45:15 -0300 Thumb picture

    Pacific Drive leva os jogadores ao Noroeste do Pacífico

    Pacific Drive é o primeiro e mais novo jogo da Ironwood Studios e teve um espacinho muito bem-vindo durante o State of Play realizado nesta terça-feira, 13 de setembro. O jogo foi confirmado para 2023 e chega nas plataformas Playstation 5 e PC.

    Sobre o jogo

    Foto/Divulgação | Ironwood Studios

    Pacific Drive leva os jogadores a uma experiência que não vemos todo dia, nos colocando em uma releitura no Noroeste do Pacífico com nosso fiel companheiro, um carro. Essa jornada é vivida com as mãos no volante e em primeira pessoa. Iremos explorar lugares um tanto quanto surrealistas nessa aventura, além de desvendar mistérios que se escondem através de anomalias.

    Confira o trailer de anúncio do jogo:

    Como estamos falando de um título de sobrevivência, não podemos deixar de fora os materiais e recursos, que segundo o estúdio, é quando os jogadores entram em momentos de maior vulnerabilidade, já que estamos mais desprotegidos quando saímos do carro. Falando sobre o nosso veículo, ele pode ser modificado desenvolvendo suas “próprias habilidades e personalidades”.

    O jogo está sendo desenvolvido desde a fundação do estúdio em 2019, ou seja, são quatro anos de desenvolvimento até o lançamento oficial no ano que vem – infelizmente sem uma data precisa.

    Já a ideia para Pacific Drive e a inspiração da Ironwood para desenvolvê-lo tem muita relação com carros. De acordo com o site oficial do estúdio, “a paixão da equipe vem do amor por viagens e da relação entre o motorista e o carro, sempre sonhando com mundos surreais e o Noroeste do Pacífico – duas coisas que aparecem com destaque no jogo”.

    Mas como nem tudo são flores, parece que a localização para o Português (BR), não está inclusa nos planos do estúdio. Os idiomas confirmados são os seguintes: inglês, espanhol, alemão, francês, russo, japonês, chinês simplificado, chinês tradicional e coreano.

    Sobre a Ironwood Studios

    Foto/ Divulgação | Ironwood Studios

    A Ironwood Studios conta com diversos veteranos da indústria, incluindo seu fundador e diretor, Alexander Dracott, que trabalhou no desenvolvimento de Blasphemous da Sucker Punch e agora está com as mãos em Pacific Drive. O estúdio conta com colaboradores que já trabalharam em jogos como: BioShock Infinite, Halo Infinite, The Legend of Zelda: Breath of the Wild, League of Legends, dentre muitos outros.

    A sede da desenvolvedora está localizada em Seattle, nos Estados Unidos. Segue uma “carta de apresentação” da Ironwood Studios, presente no site da empresa:

    Desde o início do estúdio no final de 2019, colocamos uma grande ênfase na maneira como trabalhamos. Como estúdio, nosso objetivo desde o primeiro dia foi fazer jogos de maneira sustentável e saudável para as pessoas da equipe. Para nossos projetos, investimos pesadamente em ferramentas e sistemas que nos permitem criar jogos maiores e mais rápidos. Criativamente, somos impulsionados com uma paixão por cenários surreais e jogabilidade atraente. Acreditamos que as melhores histórias são aquelas em que as experiências e ações do jogador ocupam um lugar de destaque para ajudar a contá-las.

    Fonte: Ironwood Studios

    0
  • 2022-09-08 17:58:48 -0300 Thumb picture

    Uma espiadinha em um novo mapa....

    Medium 840546 3309110367

    Estamos trabalhando atualmente no capitulo 3 de 5 do nosso primeiro game e como deve dar para advinhar pelo mapa esse capitulo se passa em um mapa gelado! 

    ainda é "work in progress" mas estou satisfeito com a base

    39
    • Micro picture
      manoelnsn · 18 days ago · 2 pontos

      Tá bem bonito!

      1 reply
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      kalini · 18 days ago · 2 pontos

      como vai ser a historia e ambientação do seu jogo? ele vai ser comercial?

      1 reply
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      eikesaur · 17 days ago · 2 pontos

      O mapa tá lindaço :0
      Desejo sucesso na produção, estou na torcida!

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-09-02 18:17:27 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Alder's Blood - Definitive Edition

    Zerado dia 02/09/22

    Finalmente terminei esse jogo! Foram apenas 5 dias, mas 5 dias que pareceram 5 semanas!

    Eu não conhecia Alder's Blood (AB) até poucos meses atrás, quando a publisher No Gravity Games fez uma promoção em que era dado um jogo por dia até o dia do Natal (ou era Ano Novo?) e depois de 20 dias resgatando jogos de segunda a sexta-feira e muito hype sobre o último título a ser dado, finalmente esse foi o jogo revelado.

    Eu fiquei meio decepcionado pois era um jogo indie desconhecido e estava contando que o grande presente final fosse o tal do Wallachia: Reign of Dracula. Entretanto, dei uma leve pesquisada e as pessoas avaliavam bem AB e o fato de ter rolado meio que uma grande propaganda para ele me fez acreditar que poderia mesmo ser algo no mínimo descente e valia a pena dar a chance (terminei coisas piores desse giveaway mesmo).

    Eu não sabia o que pensar dessa experiência e depois de verificar num vídeo que se tratava de um jogo tático, a minha preocupação foi lá em cima e qualquer hype foi lá embaixo. Tactics é possivelmente o gênero mais difícil de digerir para mim e se viro o nariz mesmo para os grandes, como Final Fantasy Tactics, imagina algo menor e possivelmente cheio de defeitos. Recentemente ainda tive uma experiência amarga com Shadowrun Returns. Por outro lado gostei muito de Mario & Rabbids: Kingdom Battle, o que provavelmente quer dizer que vou gostar de XCOM e me fez pensar que o gênero ainda tem chances comigo.

    Iniciando a aventura, é notável que a arte é bem bacana. Vi por aí muitas comparações com o visual do Darkest Dungeon e estilo vitoriano do Bloodborne, mas senti mesmo foi uma grande influência da série A Torre Negra do Stephen King, sendo que as minhas referências são apenas o primeiro livro e mais um bocado de HQs que resumem a franquia. Todo o lance meio caubói, meio apocalíptico lembra muito!

    Olhei as opções e não muito o que mexer. Inclusive não há o idioma Pt-BR, o que é uma grande perda para a experiência já que a narrativa é possivelmente o ponto mais alto do jogo.

    Nesse início da campanha há um tutorial que ensina bem as mecânicas de Alder's Blood. Você se move por espaços hexagonais e há a opção de enfrentar os inimigos ou se esgueiras pelo cenário e evitar conflito.

    No caso do conflito é possível atirar com uma arma de fogo de longe e alertar todos os que estiverem próximos da sua presença ou usar uma faca para atacar de perto e silenciosamente. Chamar a atenção nesse jogo é uma terrível e arriscada ideia pois muitos inimigos demoram para morrer enquanto você é bem fraco. É comum que rapidamente vários deles se juntem a você e não te deem nenhuma chance.

    Felizmente eu vi um dos desenvolvedores mencionando que AB se trata de um jogo de stealth e esse deve ser mesmo o foco. Quanto mais você avança, mais vai perceber a necessidade de não ser visto para alcançar seus objetivos e vencer.

    Se esgueirar também não é tarefa fácil. Seu campo de visão é muito limitado e...Opa, o jogo travou. Ué? Ok, fechar e abrir de novo, né?

    Então, você até pode andar bastante pelos cenários, mas há limitados lugares para se esconder, como os arbustos que te escondem completamente ou muretas que bloqueiam um lado ou outro da visão dos inimigos. O jogo ainda peca bastante de não mostrar o campo de visão diretamente na tela e você tem que sempre apertar para baixo no d-pad para ter noção de suas visões, depois apertar novamente para desativar e bolar suas táticas.

    É tão bizarro que as vezes mesmo passando fora do campo de visão deles e tudo mais você ainda é visto. Também é bem estranho como as vezes eu não posso atacar nem fazer nada sem motivo algum. Julgo que sejam muitos os bugs...

    Nas suas jogatinas você ainda enfrenta coisas como armadilhas no chão que fazem barulho ou causam dano. E a mecânica mais irritante (e original) do jogo: o seu cheiro. Há constantemente uma animação de fedor saindo dos seus personagens e que acompanha o vento e inimigos que cruzarem a linha de cheiro investigarão suas fontes. Achou que poderia ficar no matinho para sempre?

    A maior sacanagem mesmo é você sair para explorar em direção a um objetivo marcado na tela e do anda dar de cara com um inimigo. Poxa, parece que tudo quer te atrapalhar!

    Felizmente é possível fazer saves constantes no meio das fases e há inclusive saves automáticos a cada tantos minutos. Chega um momento que você vai dar Load num deles com muita frequência até conseguir avançar sem ser visto, sobretudo no final de um longo estágio. Fora isso, o jogo ainda tem essa de fechar ou bugar do nada. TENSO!

    Fora dos estágios, você normalmente tem um mapa do mundo do jogo que pode escolher seu destino. Essa parte é meio estranha pois há cidades com lojas, há cidades com sidequests, há cidades com missões principais etc. Meu foco foi mesmo a campanha principal.

    A campanha já é maçante o bastante para ir atrás de sidequests. Inclusive isso é complicado pois o jogo é tão desconhecido que não há informações sobre ele ou suas missões na internet. Eu queria ter noção do meu progresso mas só pude ir jogando até terminar. Depois de horas apareceu do nada a mensagem "Act II" na tela e ao procurar por informações sobre isso, achei uma lista de troféus de PS4 indicando que seriam 3 no total. Caraca, eu já não estava aguentando mais e ainda haviam mais dois?

    As missões são muito longas, repetitivas e frustrantes e geralmente são coisas como "envenene o lago". Você tem que se esgueirar muito e as vezes dá muito trabalho e muitos saves e loads depois finalmente consegue para então te mandarem "envenene o segundo lago" em algum lugar escuro. Depois "envenene o lago final" e ainda "escape com todos os caçadores", que envolve andar muito até o lado oposto do mapa e chegar com os personagens numa área demarcada.

    O mais chato mesmo é o tanto de obstáculo para te fazer perder num único estágio. Não é divertido! E para quê incluir 30 inimigos num mapa tão limitado? Tem horas que você joga pedra para os distrair pro outro lado mas eles voltam e ficam guardando o seu matinho como se soubessem da sua posição. Você acaba perdendo um tempo absurdo para conseguir abrir uma rota e muitas vezes dá de cara com um inimigo que estava invisível no escuro e te viu de longe. Ouch!

    De volta à cidade após uma missão é possível acampar onde quer que você esteja e designar papéis para a galera da equipe, como dormir, procurar mantimentos etc. Dormir é a maneira de recuperar vida mas certifique-se de por gente para ficar de vigia já que a equipe pode ser atacada no meio da noite, gerando uma fase genérica focada em batalha. Aff!

    Mantimentos como comida, dinheiro e outras coisas tem funções como comprar equipamentos (armas, colares etc) que melhoram os personagens, contratar melhores caçadores para o time (limitado a 7, mas você pode sacrificar quem quiser para fortalecer outros) ou simplesmente viver pois se a sua comida acabar os personagens podem morrer.

    A comida também é usada conforme você viaja: quanto mais longe, mais comida será consumida. Isso te obriga a muitas vezes ter que acampar por dias e mais dias seguidos, dando uma melhorada no time e rezando para não ser atacado.

    Outro tipo de melhoria é adquirida ao vencer missões e subir níveis. Quando isso acontece, aparentemente o personagem não fica mais forte, mas sim poderá adquirir uma melhoria para favorecer o acampamento, como diminuir as chances de serem atacado durante a noite ou aumentar as chances de encontrar bons mantimentos.

    Mas não dá para se empolgar muito com o level up visto que o nível máximo é muito baixo (nível 6 até onde sei) e se o cara morrer, já era para ele.

    Resumindo: Alder's Blood -  Definitive Edition é mais um desses que tem uma ideia e uma temática bacanas, porém mesmo tendo boas qualidades, o jogo é incrivelmente irritante, frustrante, chato. Senti uma sensação grande de estar jogando um Board Game, mas um dos ruins, infelizmente.

    De bom: estilo visual e temática bons. Bom enredo. Mecânicas interessantes. Possível salvar com frequência, senão seria impossível terminar.

    De ruim: repetitivo. Frustrante. Dificuldade muito desbalanceada e aleatória. Muitos acontecimentos injustos nas batalhas e que não fazem sentido. Necessidade enorme de ter que ficar salvando e carregando o jogo. Exageradamente punitivo, de uma forma que apenas estraga a experiência completamente. Cheio de bugs, sendo que alguns podem congelar ou fechar seu jogo do nada e isso quase me fez desistir de AB já no tutorial. Final ruim.

    No geral, vi que algumas pessoas gostam dele e o terminaram, mas tem que se apegar muito a temática e ser meio sado-masoquista. Mas também senti que com um pouco mais de cuidado ele poderia ter sido muito bacana. Foi na trave! Não sei como está no PC, mas acredito que seja mesmo um jogo melhor para ser jogado no mouse. Como qualquer coisa relacionada à No Gravity Games, recomendo passar longe.

    Alder's Blood

    Platform: Nintendo Switch
    2 Players

    6
  • 2022-08-26 00:19:55 -0300 Thumb picture
    3
    • Micro picture
      onai_onai · about 1 month ago · 1 ponto

      Minha filha que gosto desse jogo. Hehe...

  • anikabonny Anika Bonny
    2022-08-20 23:56:25 -0300 Thumb picture

    Neo Cab (PC)

    Jogo narrativo que conta um pouco do dia a dia de Lina, uma motorista num mundo cyberpunk. Além de lidar com a rotina de trabalho, Lina convive com passageiros de todo tipo, de amigáveis a problemáticos.

    Análise completa: https://nerdtrash.com.br/neo-cab-pc/

    Neo Cab

    Platform: PC
    7 Players

    12
  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-08-18 17:49:58 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Super Magbot

    Zerado dia 18/08/22

    Há um tempo atrás o PayPal saiu distribuindo um cupom de R$50 gratuito para quase todo mundo e eu aproveitei para pegar uns jogos que queria. Na verdade anteriormente a dúvida seria de qual plataforma investir o dinheiro que resgatei no site da Nuuvem: Sony ou Nintendo?

    No Playstation 4 o Resident Evill 7 estava pelo valor exato de 50 reais e eu sou louco para jogá-lo um dia (queria  mesmo era ter o privilégio de o experimentar na versão VR). Esse bendito jogo entra pouco em promoção e esse é o menor valor, pqp! Nem o mercado de físicos usados tem cooperado.

    Já no Switch estava rolando uma promoção muito boa e muitos jogos ficaram baratos. Acebei optando por usar o cupom lá mesmo pois eu compraria mais jogos e realmente tinha tanta coisa boa barata que eu fiquei em dúvida no que gastar. Resultado: adquiri Blasphemous, UnderMine e sobrou um dinheirinho que acabei usando para pegar esse tal de Super Magbot.

    Eu nem sei porque tinha esse título na lista de desejos. Talvez tenha um  trailer na época, ou num Nintendo Direct, ou será que foi completamente aleatório navegando pela loja + screeshots + logo Team17?

    Enfim, estava tão barato que nem pensei duas vezes (fora que o troco que tinha sobrado não me deu tantas opções assim). Ótimo negócio para os 50 reais gratuitos e os outros dois jogos me deixaram tão feliz que até valorizei mais o Switch depois de uma grande onda de indies desconhecidos/fracos.

    Demorei para iniciar esses jogos, mas terminei todos proximamente um do outro recentemente e coincidentemente. O Super Magbot em específico eu joguei porque realmente os meus jogos nessa plataforma estão se esgotando e o desbloqueio vem aí (foi difícil não sucumbir à tentação do Quake e Dicey Dungeons baratíssimos nessas semanas).

    Bom, Super Magbot é um jogo diferente do que eu imaginava. Não é algo como Mario ou Panzer Paladin, mas sim um daqueles mega difíceis de jogar como um Celeste ou 1001 Spikes da vida. Daqueles de testar suas habilidades e paciência!

    Para completar, o jogo dificulta muito as coisas com sua mecânica de imãs em que um gatilho ativa o imã vermelho e o outro o imã azul. Todo mundo sabe toda a ideia por trás dos polos positivo e negativo, né? Se há uma parede vermelha na sua frente e você aperta o botão do imã azul, você será atraído até ela (opostos se atraem). Se apertar o botão do imã vermelho, você será repelido para o lado oposto.

    Sabendo disso, saiba que em SM você não tem um botão de pulo e deverá andar com o analógico esquerdo, mirar com o direito e usar os seus poderes de magnetismo. Por exemplo, na imagem acima o Magbot precisou pular um buraco para a esquerda, sendo assim ele andou, mirou na diagonal sentido sudeste e apertou o botão do imã vermelho (ZR) que o impulsionou para o lado oposto, fazendo o pular.

    Durante todo o jogo você vai ter que trabalhar seu raciocínio e reflexos para executar ações rápidas e usando os quatro botões: anda, mira em direção à algo de uma cor, aperta o botão desejado, já mira na próxima, ativa o próximo imã. É uma coisa louca!

    Na imagem acima: andar para a direita, mirar sentido sudoeste, usar o imã vermelho, mirar sentido nordeste, usar imã azul etc.

    A grande dificuldade é justamente conseguir fazer todas essas coisas, sobretudo em momentos de maior velocidade e que demandam precisão e isso somado com as novas mecânicas que vão sendo introduzidas com o passar da campanha. Tem uma que inverte a cor do objeto quando você interage com ele, tem outra que a inverte quando você interage com outro objeto ligado por um fio e por aí vai. Sério, dá muito nó na cabeça!

    Vale lembrar também que você não "gruda" nas cores quando usa o imã de cor oposta. Você só é puxado em direção a ela e depois que se vire! Não faz muito sentido, mas dentro da dinâmica do jogo é um fator importante e que te faz ter que se preocupar a cada movimento.

    Apesar dos apesares, SM tem seu lado piedoso. Ou talvez vários lados.

    A primeira coisa é que os estágios são curtos e rápidos. Você vai perceber que a maioria acaba com uns 9 segundos ou até menos. Porém, terminar o estágio geralmente pode exigir que você gasta muito mais tempo até conseguir aquela façanha. Digamos que seja possível gastar 20 minutos até conseguir fazer os 8 segundos corretos.

    Porém morrer significa um respawn tão rápido que você nem perde o pique.

    Outra coisa bacana é que é possível respirar na jogatina. As vezes você passa de uma parte depois de fazer alguns movimentos e cai em algum espaço que é possível parar, pensar e até mesmo tentar memorizar o que você fará em seguida ou quais imãs usará em que ordem.

    Além disso tudo, a aventura não é lá muito difícil por muito tempo, para ser sincero. As vezes você morre sim por quase 20 minutos, mas em seguida faz 10 estágios bem mais tranquilamente. A dificuldade é bem aleatória (ou será sorte?). Também há fases que introduzem novas mecânicas que são mais tranquilas do que as que as exigirão mais à frente.

    Conforme você jogar e falha acaba decorando os movimentos subconscientemente e muitas vezes eu jogava no mais puro instinto. Pensar demais aqui pode mesmo ser o seu maior inimigo.

    Um fator que não me agradou muito foi a falta de carisma do jogo. Ele até tenta por meio dos visuais em pixel, mas eles são genéricos como muita coisa tem sido e parece algo saído de jogos como Mutant Mudds e afins.

    Durante o gameplay mesmo é sempre uma sala de teste com obstáculos e é isso aí.

    Para me lembrar que eu estava jogando com o Magbot e de seu visual, há algumas cutscenes, geralmente uma ao iniciar um mundo e outra ao finalizar, em que a câmera dá um zoom nos personagens, que aproveitam para mostrar diferentes animações e sentimentos. Depois disso é aquilo: um bocado de pixels se movendo por um monte de coisas mortíferas e você focado em cores azul e vermelho e quais botões apertar na velocidade.

    No final de cada um dos quatro mundo, a fase 27, há um chefe e eles são até legais. Todos eles usam as mesmas mecânicas das fases regulares, mas com um "twist" de jogabilidade, além do inimigo gigante e ameaçador tentando te pegar.

    Na minha experiência, eu terminei o primeiro mundo tranquilamente. Você termina um estágio com o sangue correndo a mil por hora me suas veias e logo aperta para ir para o próximo, não consegue parar até fazer aqueles 10 segundos corretos, terminar e clica para o próximo. 

    Bom, esse primeiro mundo é mesmo mais tranquilo. Mas fiquei devendo os coletáveis opcionais. Cada estágio tem 2 ou 3 e o jogo não revela a vantagem de pegar todos senão o que parece ser um mundo extra que se abre se você coletar a todos, o que exige MUITO tempo, paciência e habilidade. Tá doido!

    Cada mundo ainda abre novas fases ao ser terminado. fases essas que utilizam das mesmas mecânicas vistas nas comuns, mas de forma mais brutal (eu realmente sinto que o jogo tem potencial de ser bem mais cruel).

    No segundo mundo temos chãos deslizantes. No terceiro temos chão que pega fogo logo depois que você anda nele. Foi nesse terceiro e no quarto que realmente comecei a sofrer com SM e as muitas mecânicas adicionadas. Começaram a vir também daquele tipo de fase que você olha e se pergunta como é possível passar pois parece não haver caminho, meio que como toda a dificuldade + um tiquinho de puzzle. O último chefe foi, surpreendentemente, disparado o maior desafio do jogo! Tenso demais!

    Resumindo: Super Magbot é o tipo de jogo para quem curte desafios velozes e que exigem muita habilidade. Eu ia dizer que é uma boa escolha para quem curtiu Celeste, mas na verdade é uma boa escolha para quem curtiu os Lado B ou C de Celeste, o que quer dizer muito mais. O jogo é legalzinho mas realmente martela o tempo todo nesse lance da jogabilidade e suas mecânicas e fica faltando algo, como personagens ou cenários ou ainda carisma.

    De bom: mecânicas introduzidas com o tempo evitam que o jogo caia na mesmice. Chefes bacanas. Boa quantidade de conteúdo para quem o curtir de verdade, incluindo os coletáveis do mal, desafios extras e o que deve ser um mundo desbloqueável. Gosto da premissa do jogo (mas nem tanto da execução). 

    De ruim: não há um checkpoint em todo o jogo e eu sinto que em algumas situações poderia muito bem ter sem estragar a experiência. O jogo as vezes exige velocidade e precisão mas parece um pouco exagerado ou que ele mesmo não consegue acompanhar os seus comandos (gravei um vídeo em um momento para saber o que tinha acontecido numa parte que usei o imã para repulsão e já mirei para outro lado e constatei que não registrou o hitbox da mecânica, apesar de a animação ter sido executada). O último chefe é chato demais e muito frustrante: uma batalha demorada demais que você morre no final e tem que refazer tudo só para poder praticar mais naquela mesma parte e morrer.

    No geral, foi uma experiência ok, mas não é lá um jogo que soma muito aos "conhecimentos gamísticos". Alguém aqui o conhece? Divertidinho, mas só recomendo mesmo para quem gosta de desafios de rapidez e precisão 2D. Passável.

    Super Magbot

    Platform: Nintendo Switch
    1 Players

    11
  • anikabonny Anika Bonny
    2022-08-15 23:29:17 -0300 Thumb picture

    The Big Con (PC)

    Um adventure que se passa nos anos 90 e está recheado de referências a essa década.
    A mãe de Ali possui uma locadora de filmes e está sendo chantageada por um agiota. Completamente desesperada e sem saber o que fazer, Ali acaba conhecendo uma pessoa que pode ajuda-la... ensinando-a a bater carteiras e aplicando pequenos golpes.
    Seu objetivo é sair viajando por aí para levantar dinheiro e livrar sua mãe dessa enrascada.

    Análise completa: https://nerdtrash.com.br/the-big-con-pc/

    The Big Con: Grift of the Year Edition

    Platform: PC
    1 Players

    10
  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-08-11 11:52:41 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: The Way - Remastered

    Zerado dia 11/08/22

    The Way Remastered é um daqueles jogos dos tempos iniciais do Switch, daqueles que eu via na eshop do console quando não tinham tantos jogos disponíveis ainda e me perguntava se valia a pena o ter.

    O problema para mim era o nome genérico e o fato do jogo estar sempre em promoção. E vendo as imagens na loja não ajudava muito: tinha tudo para ser ruim. Acabou que ele meio que se perdeu no meio da enchente de indies que foram sendo lançados por lá e é claro que é muito mais memorável lembrar de um título como "Furi" ou "Hyper Light Drifter" do que "The Way".

    Mais para frente o meu cérebro ainda mesclou minhas memórias desse jogo e associou à outro: Oxenfree. Falando agora que joguei ambos, eles são completamente diferentes, mas eu realmente acreditei por muito tempo que se tratavam do mesmo jogo, haha.

    Lembrei de sua existência há pouco tempo quando estava olhando os jogos mais baratos em promoção no eshop-prices.com e me dei conta que ainda não o havia jogado ou adquirido. Se The Way tivesse sido lançado agora, eu com certeza nunca nem saberia de sua existência. Enfim, paguei apenas 3 reais.

    Finalmente jogando, a aventura é bem diferente de qualquer coisa que eu pudesse ter imaginado e começa com o protagonista desenterrando sua esposa de um cemitério e levando para casa, numa cidade futurista. Apesar da temática meio pesada, os visuais em poucos bits mantém a experiência bem leve.

    E logo se inicia o primeiro estágio, que se passa nas instalações de um lugar que parece uma base militar. Aqui você vai precisar usar de um pouco de stealth para passar despercebido pelas câmeras e robôs, se arrastar por dutos, coletar itens para abrir portas e acionar mecanismos. Senti uma atmosfera similar à de Shadow Moses Island do primeiro Metal Gear Solid (só que de qualidade menor).

    Eu demorei um bocado nesse primeiro estágio. Indo e vindo, procurando pistas para acionar computadores, sem saber como prosseguir (inclusive com puzzles) e...Morrendo e falhando bastante pela impaciência de lidar com a IA duvidosa das coisas, esperar um drone vir e depois voar para longe do meu campo de visão para poder sair do esconderijo etc. O personagem inclusive morre ao cair de grandes alturas, então tem que jogar com cuidado.

    Logo o progresso veio e a dificuldade ficou cada vez menor inclusive graças à aquisição de uma arma a laser, que usei para destruir todos as armadilhas e inimigos. Conforme foi progredindo cheguei a acreditar que aquela era a única fase do jogo, por algum motivo. Acho que só estava meio ansioso mesmo, mas até que estava curtindo.

    Recentemente terminei outro título chamado de Tardys e a temática de ambos é muito parecida, mas o The Way é melhor até porque você controla o personagem diretamente ao andar, pular, atirar ao invés de mover um cursor e ordenar que ele faça as coisas.

    Em seguida The Way largou esse lado Metal Gear e aderiu à ambientes mais orgânicos, verdes e alienígenas/psicodélicos.

    A partir daqui tudo remetia mais ao estilo do Flashback, mas sempre de uma forma mais leve. 

    Você está explorando os lugares em busca de algo que promete trazer a sua esposa de volta à vida, ou coisa assim. Conforme conhecemos os lugares, mais pistas são desvendadas e mais pontos do passado são explicados por cenas de quando a sua companheira ainda era viva.

    Infelizmente perdi a minha arma por motivos de enredo e logo a aventura se baseou em uma mecânica diferente: as orbes.

    Você pode selecionar qual delas usar e cada uma tem uma mecânica própria: a vermelha que permite interagir com computadores alienígenas, a verde que permite controlar itens verdes com o poder da telecinesia, a azul que permite deixar um clone e teletransportar de volta à ele e uma amarela que cria uma barreira que reflete projéteis inimigos e até a luz.

    Sem a arma para detonar os monstrengos e robôs, The Way volta a ser o que era bem no começo: evitar contato com os inimigos ou encontrar formas alternativas de os vencer.

    É nesse ponto que senti um pouco da sensação de jogar o Another World. Mas como sempre, de forma muito mais "light".

    Chegou então um ponto em que eu deveria buscar um item de cada um dos três templos do planeta. O mapa não é muito grande e você navega bem rápido e cada um desses templos era baseado numa orbe e tinha alguns puzzles. Alguns fáceis, outros bem confusos.

    Cheguei a olhar a solução de partes bem específicas na internet porque realmente não tinham nenhuma lógica, mas foram, raras exceções.

    O que mais mata nessas áreas desse jogo são os momentos focados em plataforma pois o controle do seu personagem em relação ao pulo é estranho e depende um pouco da sua movimentação no momento. Felizmente a maioria dos checkpoints é justa. A maioria.

    Depois de desvendar o que os puzzles queriam e fazê-lo e, assim, conseguir os artefatos para continuar a história, o jogo segue para a sua próxima seção e deixa todo o resto para trás.

    Mais uma vez havia aquela sensação de que era o bastante, mesmo com pouquíssimas horas. Meio cansado dos puzzles, do platforming, cansado dos confrontos bizarros com os inimigos e os hitboxes zoados. Mas ao mesmo tempo o jogo estava caminhando e o enredo estava me deixando até curioso. Infelizmente você vai precisar saber inglês para o acompanhar.

    Houve então uma fase mais linear em que um caçador de recompensas estava no meu encalço controlando robôs mortais para me ferrar e eu tive que aprender a como lidar com eles. Alguns bastavam refletir os tiros, outros eu precisava usar meu amigo Tincan (uma espécie de tigre alienígena) para derrubar. Depois ainda houveram mais puzzles e daqueles chatos que além de você tentar entender o que eles querem, ainda demandam que você ande pelo mapa ativando botões e trocando posições para depois ver no que dá. ZZzZZzzz...

    The Way abraçou a temática de seu ícone no menu principal do Switch: desértico e alaranjado. Esperava que isso fosse me dar uma desanimada pela temática, mas não mudou muito. Na verdade essa foi uma das raras ocasiões que eu não ligava para a ambientação pois ela nunca me afetava.

    Tive que fazer mais três templos, mas estava bem. Sabia que o jogo estava próximo de acabar e as memórias das antigas experiências com sua esposa até como ele chegou a falecer foram ficando mais bacanas, apesar de nada incrível. Mas é fato que o jogo tinha me conquistado pelo enredo e carisma do casal e suas aventuras intergaláticas.

    Mas continuo achando aquele início desenterrando o cadáver bem bizarro.

    Desses novos três templo/grandes puzzles, eu fiz dois bem rápidos apesar dos apesares, mas o último foi TENSO pois era completamente focado em plataforma e cheio de espinhos que matavam instantaneamente. Junte isso ao fato de você morrer de alturas um pouco maiores e seus péssimos pulos e o problema estava causado. Os desenvolvedores sabiam que aquilo seria uma dor de cabeça das grandes.

    A parte final foi a melhorzinha, apesar de alguns momentos de combate zoado. Parecia que o personagem finalmente havia alcançado o lugar que almejava desde o início e que os puzzles haviam ficado para trás.

    Eu também já tinha quase todos os achievements ingame e o desfecho da história era iminente. Ainda achei bem legal como o passar do tempo é retratado na aventura sendo que inclusive o sue personagem envelhece por conta de alguns eventos da campanha e provam que o cara realmente dedicou a sua vida toda para ter sua esposa de volta (mas talvez fosse mais legal se ela estivesse doente ao invés de morta).

    No final das contas ele perde a tudo e todos que o ajudaram a chegar ali em seu objetivo, mas alcança seu objetivo (de certa forma). Há um chefe final e duas escolhas para o desfecho com finais diferentes, mas como são simples vale a pena voltar ao jogo depois, carregar seu save e ver o outro. Infelizmente fiquei devendo apenas uma conquista que demanda que você mate o último chefe sem tomar dano e para tentar novamente só começando uma aventura do zero, coisa que jamais faria.

    Resumindo: The Way Remastered é um jogo curioso e que remete à clássicos como Flashback e Another World, mas em uma versão mais moderna e fácil, apesar de muito do seu gameplay ser quebrado/bugado. O jogo é divertido as vezes, irritante em outros momentos e fica difícil dizer se ele é bom ou se vale a pena. Eu diria que é um jogo para quem curte esses antigos, mas que não dá para esperar a mesma qualidade ou polimento. Mas já joguei coisas muito piores no Switch, como o próprio Tardy.

    De bom: visuais bonitos em diversas partes, com destaque para as cinemáticas. Enredo relativamente interessante. Bastante variação no gameplay e cenário de seção para seção. Boa trilha sonora.

    De ruim: gameplay e hitboxes quebrados aqui e ali. Meio confuso. Jogabilidade meio travada gera momentos frustrantes. Talvez pudesse ser um pouco mais curto do que já é. Alguns checkpoints podem ser cruéis/mal programados. Sem Pt-BR.

    No geral, até gostei da experiência, mas não é nada que eu diria que super vale a pena conhecer. Por três reais, tá ótimo. Se você curte coisas do gênero, vale a pena conferir uns trailers e reviews antes de investir as 5+ horas. Jogo ok, porém passável.

    The Way Remastered

    Platform: Nintendo Switch
    18 Players
    2 Check-ins

    11

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