• anduzerandu Anderson Alves
    2022-08-21 10:31:51 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Comix Zone

    Zerado dia 21/08/22

    Pendência enorme essa! Mais um das sagas "Vergonha de Não Ter Terminado" e "Clássicos do Mega Drive que Demorei a Conhecer". Me lembro de ouvir amigos conversando sobre o console da Sega e falando sobre jogos que eles adoravam: Alex Kidd, Kid Chameleon, Quackshot, Shinobi etc. Cara, eu não manjava nada daquilo e ainda tinha uma preguicinha de Master System e Genesis. Precisava mudar isso!

    Fui pesquisando, jogando e conhecendo essas plataformas antigas e curtindo cada vez mais, porém não escondo que a maior parte dos jogos não correspondeu com as minhas expectativas. Basicamente eu esperava um irmão perdido do SNES cheio de pérolas perdidas, mas encontrei foi aquele primo feinho, mas cheio de histórias para contar.

    Esse Comix Zone sempre me despertou o interesse desde então. Se trata de um jogo de Mega em que você controla um personagem por páginas de uma história em quadrinhos de ação, como algo da Marvel dos anos 90.

    Não lembro exatamente como foi conhecendo esse título, mas sempre o vi em todos os lugares, esquecia, lembrava novamente, esquecia novamente. Cheguei a o iniciar quando comprei meu primeiro PSP e com ele veio a coletânea de jogos "Sega Genesis Collection" em mídia física (até hoje tenho ela), mas acabei deixando de lado e adivinha só...Me esquecendo!

    Não que não seja um jogo memorável mas por algum motivo não me lembrei de o adicionar à lista de pendências e nem o baixei para o PSP anteriormente, e acabo me focando muito lá quando o assunto é "jogos de Mega para jogar".

    Vi um cara aleatório jogando isso no Facebook e lembrei que tinha que liquidar essa pendência. Porém eu estava meio traumatizado com a primeira experiência até hoje, anos depois...

    Cheguei a cogitar pegar a versão de GBA ou simplesmente usar códigos de trapaça para dar uma ajudinha então resolvi dar mais uma chance à CZ!

    Ao iniciar o jogo, a apresentação da tela título é meio estranha. O chip de som do Genesis é muito estranho e até feio, ao meu ver. Parece que estou jogando um console de camelô. A música em si não é legal, feliz e parece algo super infantil e...Pera aí, ficou legal! Meio metal! Legal!

    O enredo conta como esse desenhista, Sketch, é puxado para dentro de sua própria HQ pelo vilão e lá ele enfrentará suas próprias criações em seus próprios cenários.

    Se tem algo que CZ não peca desde o começo é o seu visual. Lindíssimo e simula muito bem a sensação e os visuais de estarmos mesmo vendo uma HQ em nossa frente. Seja nos quadrinhos divididos na tela, seja nas cores usadas para colorir a tudo. Que jogo bonito!

    O gameplay em si é meio estranho. Você anda e mete a porrada ao maior estilo beat'em up só que muitas vezes a sensação é de estar num jogo de luta ruim, tipo um Shaq Fu já que muitas vezes o combate é 1x1 e a movimentação é em um único plano (sem permitir que você ande para cima ou baixo como em Streets of Rage). É possível pular, dar voadora e fazer uns combos.

    Existe uma boa diversidade de inimigos, geralmente criados pelo vilão que trocou de lugar com você e está criando os obstáculos de fora da revista. A grande maioria é só ficar apertando o botão de golpear sem parar e rezar para que eles não defendam, mas muitas vezes é inevitável, mesmo variando muito os combos que nada passe pelas defesas intermináveis e você ainda tome dano no meio da porradaria.

    É muito comum que você vença um inimigo e logo outro igual seja desenhado em seguida, e depois outro. Meh.

    Fora os socos e chutes é possível usar itens no combate. Alterne entre os três com o botão C e o uso com o mesmo dos golpes. Os itens são encontrados pelos cenários e causam muito dano aos monstrengos, mas não são tão comuns assim.

    Além de confrontar a galera na violência você anda pelas histórias de forma relativamente livre pois em diversos momentos você escolhe se segue para o quadrinho da direita ou desce para o de baixo. Apenas muitas jogatinas e experiência vão te ensinar o que te espera por cada caminho.

    Muitos quadrinhos tem puzzles ou coisinhas que devem ser feitas, como arrastar uma caixa para alcançar a saída. Alguns tem armadilhas e até segredos que podem ser encontrados ao usar seu ratinho amigo. Todos os cenários são legais e muito convincentes e alguns você pode interagir como os rasgando. Legal demais.

    Gosto ainda de como os personagens estão sempre conversando e interagindo entre eles por meio de balões na tela. Sério, eu não consigo enaltecer o bastante o visual e a premissa desse jogo. Definitivamente merecia uma sequência ou remake (mais do que muita coisa aí).

    Porém, nem tudo é incrível e para mim o jogo tem uma falha grande: a dificuldade alta (mais uma vez). Cara, qual o problema dos jogos de Genesis?

    Entenda bem: dificuldade alta não é necessariamente algo ruim, mas tem que ser bem feito. Eu não quero ter que refazer seções inteiras só porque sim. Só porque o jogo não oferece cura o bastante ou tomo muito dano com qualquer soco. E infelizmente esse é o caso aqui. Você está se divertindo e de repente morre e volta tudo e até aí ok, mas logo vem o Game Over e você estará de volta à tela título. Quanta maldade!

    A campanha tem apenas 3 cenários, sendo que cada um tem duas fases, totalizando 6 mini aventuras. O que mais te atrasa são as batalhas pois, como eu disse, criam inimigo atrás de inimigo muitas vezes, como se quisessem mesmo adicionar tempo e desafio ao jogo.

    A dificuldade está em sobreviver. Qualquer dano na batalha já remove bastante da sua vida. Depois você cai numa armadilha, explode uma bomba e pronto, 2% de HP restantes que você vai perder num combate próximo quando um inimigo decidir causar dano durante seu combo.

    E isso quando você não morre instantaneamente caindo num buraco, por exemplo. CZ seria sensacional com vidas infinitas (sendo que você volta mesmo ao início do estágio ao morrer) no estilo Castlevania: Rondo of Blood ou ao menos com menor perda de vida para qualquer dano. Jesus, até mais fontes de cura eu estou aceitando!

    Mas todo jogo da época tinha que te fazer perder e refazer estágios. Para durar muito tempo com você, né? Para compensar o valor pago e mascarar as curtas campanhas. A locadoras daqui adoravam ver você alugar o jogo vinte vezes para os terminar, haha.

    Um fator que me fez perder a paciência com o jogo foram as sacanagens dele mesmo. As vezes havia um alçapão que eu descer, eu morria e coisas assim. Tinha uma sala com lava entre você e outra plataforma com uma alavanca que abria a saída. Tentei pular de todo jeito mas não tinha como! O que eu tinha que fazer? Vi no YouTube: ou ter um item específico e o lançar para abrir a porta ou usar o meu amigo rato para abrir uma rota secreta no painel anterior (detalhe: não tem como retroceder painéis).

    Resultado: código para seleção de fases para não ter que re-jogar tudo só para chegar naquela fase. Zero arrependimento e recomendo o mesmo.

    Resumindo: Comix Zone é um jogo com uma premissa muito interessante, mas que não envelheceu bem na questão jogabilidade e experiência como um todo, fora os visuais. Infelizmente sem códigos fica muito complicado avançar pois os inimigos são imprevisíveis e mesmo com bastante experiência, há sempre um grande desafio à sua espera. Mesmo para quem for o jogar de forma justa, prepare-se para aprender os cenários e rotas depois de muita falha e saber como reagir em cada painel das fases.

    De bom: visuais lindos. Premissa sensacional. Gosto dos personagens e do mundo do jogo.

    De ruim: dificuldade meio sacana e injusta as vezes. Muito fácil morrer e dar Game Over. Sem opção de dar uma facilitada por padrão. A dificuldade esconde um jogo bem curto e pouco inovador dentro dele mesmo e que eu dificilmente jogaria novamente. Odeio as armadilhas e sacanagens no geral.

    No geral, acredito mesmo que CZ se beneficiaria muito de um remake com mecânicas mais modernas e fluídas e a tecnologia poderia inclusive fazer página mais realistas e belas sendo feito por um bom estúdio. Esse jogo merece! No mais, um bom jogo com uma experiência capenga. Vale a pena dar uma conferida!

    Comix Zone

    Platform: Genesis
    1966 Players
    55 Check-ins

    17
    • Micro picture
      santz · about 1 month ago · 2 pontos

      Esse também é uma pendência minha. Do pouco que joguei, achei difícil bagarai.

    • Micro picture
      hyuga · about 1 month ago · 2 pontos

      eu só consegui brincar nele com código de vida infinita por que saporra é difícil

    • Micro picture
      jcelove · about 1 month ago · 2 pontos

      O mega tinha uma pegada de arcade caseiro e o lance de desafiar os jovens, dai quase todo jogo tinha alguma safadeza oculta pra ferrar o jogador, na maioria das vezes pra disfarçar a curra duração, o caso do CZ por sinal. Da pra zerar em 30min se tiver as manhas.

      Da uma olhada em Robocop vs terminator qq hora ja que curte contra. É um dos meus favoritosdo mega (mas bem dificil sem usar cheats tbm)

      1 reply
  • lgd Leandro
    2022-01-23 15:49:12 -0200 Thumb picture
    lgd checked-in to:
    Post by lgd: <p>#img#[807098]Confronto direto na divisão, venci
    NFL Football '94 Starring Joe Montana

    Platform: Genesis
    7 Players
    99 Check-ins

    Confronto direto na divisão, venci os Lions no último jogo depois de recuperar um punt no estouro do relógio e mesmo errando o extra point venci por 6 pontos de diferença e mantive o segundo lugar na divisão.

    8
  • jimmyramalho Jimmy
    2021-12-29 22:22:07 -0200 Thumb picture
    Post by jimmyramalho: <p>#img#[803948]</p><p>#img#[803950]</p><p>#img#[80

    California Games

    Platform: Genesis
    1315 Players
    3 Check-ins

    10
  • denis_lisboadosreis Denis Lisboa Dos Reis
    2021-12-16 23:43:16 -0200 Thumb picture
    denis_lisboadosreis checked-in to:
    Post by denis_lisboadosreis: <p><strong>Castle of Illusion</strong> finalizado!!
    Castle of Illusion Starring Mickey Mouse

    Platform: Genesis
    3074 Players
    64 Check-ins

    Castle of Illusion finalizado!!!

    Agora a versão original de Mega Drive.

    O mesmo jogo de plataforma 2D com Mickey tentando resgatar Minnie, que foi raptada pela bruxa Mizrabel, mas aqui com uma apresentação bem mais bonita que as versões de Master System e Game Gear, com muito mais cores e animações.

    O jogo possui a mesma história, mesma temática das fases e inimigos, mesmas músicas bem trabalhadas que ficam na cabeça, e a mesma ação de "bundada" nos pulos contra inimigos.

    Mas logo se notam as diferenças, ao invés de erguer e arremessar objetos do chão Myckey joga maçãs coletadas (ou outros itens com a mesma função) nos inimigos, como opção ao pulo sobre à cabeça, o que tornar tudo bem mais fácil, principalmente contra chefes como o dragão de gelatina.

    As fases também estão mais fáceis, com mais espaço para erros, inimigos menos caóticos, e padrões de ações dos chefes mais nítidos, além de o design das fases ser um pouco melhor que dos "ports".

    Apesar das melhorias, deu pra entender o motivo de ter tanta gente que gosta mais das versões 8-bits. Mickey é pesado, notavelmente mais lento, o jogo é mais fácil e em muitas partes quase não há desafio, os itens "secretos" coletáveis são diamantes que apenas aumentam pontuação e são bastante desnecessários, assim como as moedas no Master System, mas menos frequentes, e isso inclui a escassez de estrelas e as vidas extras sem os baús escondidos.

    No fim, invés de dois chefes temos uma luta com Mizrabel transformada, que apesar de parecer mais complexa de início ela tem um padrão fácil de pegar. E ela te salva depois de derrotada.

    De qualquer forma, tanto esse como o as demais versões desse jogo, mesmo com as diferenças, são excelentes jogos e valem o tempo gasto, que não é muito, já que os jogos são bem curtos.

    Bora finalizar com o remake no PS3.

    11
  • jimmyramalho Jimmy
    2021-12-15 20:45:25 -0200 Thumb picture
  • jimmyramalho Jimmy
    2021-12-14 18:28:29 -0200 Thumb picture
    13
    • Micro picture
      onai_onai · 10 months ago · 2 pontos

      De todos os Sonics o que mais joguei foi o Sonic II do Master Sytem e isso só me traz boas lembranças.

      4 replies
    • Micro picture
      andre_andricopoulos · 10 months ago · 2 pontos

      Marcante...CASTLE OF ILUSION também e ALEX KID SHINOBI...

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-05-02 19:39:01 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Castlevania: Bloodlines

    Zerado dia 02/05/21

    Eu ando mais ocupado que tudo e aqui estou, terminando mais jogos que há uns meses quando estava mais desocupado. Acho que estou suando meu tempo livre bem!

    Olha aí, mais um jogo de uma das minhas séries favoritas de videogames sendo terminado: Bloodlines (Mega Drive)! O motivo da demora é um pouco de dó que estou de terminar a franquia (apesar de ser bem grande). Amo os jogo do GBA, do DS, curto o Symphony of the Night, o 4, Rondo of Blood etc.

    Joguei ainda outros demais na infância, como o Adventures no Game Boy e o primeirão, provavelmente sua versão de PS1. Por outro lado ainda tem um bocado pra jogar, incluindo uns de PS2 e PS3 que mal tenho interesse, outros de Game Boy e mais dois de NES. Caraca, eu joguei Harmony of Despair, Dracula X Chronicles, os de N64 e até o Judgment antes do Bloodlines!

    Bem, essa é da época que a Konami lançava diferentes jogos em diferentes plataformas, SNES e Mega Drive/Genesis, como Turtles in Time e Contra 3 versus Hyperstone Heist e Hard Corps, por exemplo.

    No caso desse Bloodlines, ele age como contrametade do célebre Castlevania IV, que eu adoro!

    Pessoalmente não sou o maior fã dos jogos de Genesis (acho que meu problema é com os sons) e não queria misturar minhas memórias com o IV (fora que só poderia jogar se fosse emulando), então acabei adiando um pouco, mas a vontade sempre estava aí, até porque o jogo volta e meia é referenciado internet afora.

    A vez chegou quando lembrei que não ligava meu PSP há um bom tempo (uns 7 meses desde Super Mario RPG). Fui dar uma carga nele e resolvi dar uma olhada nos jogos pra ver se rolava algo mais simples. Os olhos brilharam ao ver o Bloodlines!

    Já sabia que era um jogo bom e que era de fases como os antigos todos eram, então estava preparado mentalmente!

    Bloodlines se apresenta com um enredo bacana e dois novos personagens: John Morris e Eric LeCarde. Esses personagens tem um apelo mais anime anos 80 e são até amis americanizados, uma mistura de bacana e estranho, de antigo e novo. Não sei bem como me sentir quanto a isso. Bom, eu senti uma certa tentativa de modernização dos protagonistas e achei válido, até porque foram personagens criados e não antigos modificados.

    John Morris é como um Simon Belmont de calça jeans perdido em Nova Iorque (embora não seja nada disso). Ele foi a minha primeira escolha por manter a jogabilidade típica da série, usando chicote e tal. Uma vantagem sua é poder usar o chicote para se balançar nos tetos e passar por buracos.

    Já o Eric LeCarde usa uma lança que aparenta ser mais longa (mas pode ser impressão) e tem uma habilidade diferente de poder dar um salto mortal alto para cima, alcançando plataformas altas e lugares que você conseguiria jogando com John Morris.

    Após terminar a minha campanha com o John, comecei uma nova com o LeCarde e fiquei pensando que talvez tivesse sido mais fácil com ele, talvez ainda mais divertido! Fiquei bem mais confiante com a animação da lança e seu tamanho. E ele ataca diretamente para cima.

    E como em qualquer desses Castlevanias antigos, você coleta upgrades que deixam a sua arma ainda mais forte e grande. Ficou super legal, mesmo eu não tendo visto a sua forma máxima!

    Bom, de volta a minha campanha com o John, a sensação é de estar mesmo jogando qualquer Castlevania, talvez com um pouco mais de mobilidade. A fórmula continua a mesma, passando por aqueles mapas de sempre, quebrando velas com cristais que servem como mana para as sub-armas, matando inimigos em sua maioria familiares, principalmente os chefes etc.

    O primeiro estágio é um bom tutorial e serve para experimentar bem os personagens, matando inimigos fracos, coletando upgrades e descobrindo como é o ritmo do gameplay.

    Aqui você já vai ver coisas como os clássicos machado, água benta e a cruz, aqui substituída por um bumerangue. É meio que limitado a esses três, mas ao menos a sua arma no nível máximo fica super forte e garante uma sub-arma especial, uma esfera que segue o inimigo e fica consumindo o HP dele. A sensação de poder é incrível!

    Fora isso, ainda temos as escadas, plataformas, paredes falsas com pedaço de carne. Até a clássica escadaria que leva para uma área com água e com os Mermen está aqui. Bloodlines definitivamente bebe muito da fonte do Castlevania original de NES.

    Uma coisa bacana é que cada fase é dividida em partes pequenas, 1-1, 1-2 até 1-10 etc. Cada parte dessas é bem pequena, como um desafio simples, um miniboss e por aí vai. Se você morre, você volta para o início da parte que você morreu, então o progresso perdido é sempre muito pouco, mesmo perdendo todas as vidas e um Continue.

    No primeiro Castlevania você morria no chefe e voltava pro início do estágio. Aqui você vai estar de volta em um instante, mas apenas com os upgrades que estiverem antes dele.

    Mas nem tudo é um mar de flores casual. Perca todos os seus Continues e você verá a temida tela de Game Over, mandado de volta ao início de sua campanha. E esse não é um jogo muito fácil não! É daquele tempo que você jogava até memorizar as fases, o que pode não ser muito amigável para jogadores atuais.

    Ainda assim, não chega a ser algo frustrante pois há um sistema de Password para escolher estágios e a possibilidade de aumentar o números e vidas no menu de opções, o que facilita um pouco as coisas.

    Se eu tivesse o jogado na época, tenho certeza que teria o terminado graças a essas facilidades. Passou de estágio, anota o Password, insiste na próxima fase até conseguir o próximo código e por aí vai.

    Mas isso não tira o fato da última fase ter sido um inferno e que depois de terminar o jogo um modo Expert é desbloqueado.

    Visualmente, Bloodlines não chega a ser deslumbrante, mas ainda assim é bem bonito e a direção de arte mandou muito bem com as cores, localidades das batalhas e efeitos.

    A fase acima, por exemplo, tem um efeito de água com reflexos e movimentação bem legal pra época. Outras ainda tem muitos elementos que simulam o 3D, inclusive em chefes (alguns parecem ser tão focados nisso que não possuem dificuldade alguma).

    Dá pra ver como a Konami não só se preocupava em criar um produto de primeira, e em duas plataformas diferentes, como já lançava a sua mão nos efeitos 3D, recorrentes aqui e no Castlevania IV e recorrentes no Symphony of the Night.

    Resumindo: Castlevania: Bloodlines é mais um jogo de alta qualidade da clássica franquia da Konami. Definitivamente um dos obrigatórios para quem curte a série. Desafiador sem ser frustrante, exige muita rejogabilidade e paciência para aprender o jogo, facilitando bastante por meio do uso de passwords a alcançar a experiência completa e ver seus ótimos inimigos e cenários. Um jogo para se jogar do início ao fim.

    De bom: visuais muito agradáveis. Ótima jogabilidade (apesar de eu não curtir a falta de um ataque diagonal no chão, apenas no ar). Enredo interessante. Temática sensacional. Dois personagens para se escolher. Facilidades atípicas em jogos antigos, sobretudo nessa franquia. Níveis diferentes e com mecânicas distintas. Boa recompensa pra quem jogar bem. Replay por conta de ter dois personagens e modo Expert. Nível de dificuldade no ponto certo, tanto que muitas vezes eu esperava algo muito pior e era bem amis tranquilo. Fases divididas em partes são muito mais piedosas com as mortes. Efeitos 3D bem legais.

    De ruim: achei os frames de invencibilidade muito poucos e você acaba tomando dano constantemente. Gostaria de poder atacar diagonalmente em terra.

    No geral, vale muito a pena, ainda mais se você conhece a série e se curte jogos antigos. Para um jogo de Mega Drive, ele não ficou devendo em nenhum quesito, mesmo eu ainda preferindo o Castlevania IV (por pouco). Definitivamente um jogo obrigatório na franquia e que me faz sentir salta da Konami não ter seguido com essa linha de fases paralelamente aos metroidvanias. Muito bom!

    Castlevania: Bloodlines

    Platform: Genesis
    1218 Players
    82 Check-ins

    17
    • Micro picture
      jcelove · over 1 year ago · 2 pontos

      Show! Bloodlines é talvez meu favorito dos classicos. A konami demorava pra lançar pro meguinha mas qdo saia era coisa caprichada como esse e o contra hard corps

      2 replies
  • lendaryo Solivan Martins
    2021-03-19 17:29:11 -0300 Thumb picture
    15
    • Micro picture
      fonsaca · over 1 year ago · 2 pontos

      Saudades desse jogo. Um ótimo RPG e com uns esquemas diferentes dos padrões dos RPGs "SNES de ser" que dominavam na época. Só achei meio pauleira o final. Usei um código pra evoluir rapidamente e, mesmo em leveis muito altos, foi um sufoco a última DG. Hehe!

      2 replies
  • 2021-03-04 22:03:12 -0300 Thumb picture

    Lendo o livro de making of da edição de investidores de paprium

    Medium 764476 3309110367

    Achei este quadro acima na página 83, o que tem sido uma discussão muito grande em fóruns estrangeiros, se o jogo poderia ou não ser atualizado pelo tal mega wire...

    Bom, de acordo com o livro sim...

    Paprium

    Platform: Genesis
    28 Players
    1 Check-in

    9
  • yuriarama Yuri Vieira
    2021-02-23 11:49:21 -0300 Thumb picture
    Post by yuriarama: <p>Você conhece todas as versões e modelos lançados

    Você conhece todas as versões e modelos lançados do Mega Drive? Descubra agora mesmo e veja o que há de mais curioso neste acervo de versões diferenciadas do consoles de 16 bits da Sega.

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