• anduzerandu Anderson Alves
    2021-05-02 19:39:01 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Castlevania: Bloodlines

    Zerado dia 02/05/21

    Eu ando mais ocupado que tudo e aqui estou, terminando mais jogos que há uns meses quando estava mais desocupado. Acho que estou suando meu tempo livre bem!

    Olha aí, mais um jogo de uma das minhas séries favoritas de videogames sendo terminado: Bloodlines (Mega Drive)! O motivo da demora é um pouco de dó que estou de terminar a franquia (apesar de ser bem grande). Amo os jogo do GBA, do DS, curto o Symphony of the Night, o 4, Rondo of Blood etc.

    Joguei ainda outros demais na infância, como o Adventures no Game Boy e o primeirão, provavelmente sua versão de PS1. Por outro lado ainda tem um bocado pra jogar, incluindo uns de PS2 e PS3 que mal tenho interesse, outros de Game Boy e mais dois de NES. Caraca, eu joguei Harmony of Despair, Dracula X Chronicles, os de N64 e até o Judgment antes do Bloodlines!

    Bem, essa é da época que a Konami lançava diferentes jogos em diferentes plataformas, SNES e Mega Drive/Genesis, como Turtles in Time e Contra 3 versus Hyperstone Heist e Hard Corps, por exemplo.

    No caso desse Bloodlines, ele age como contrametade do célebre Castlevania IV, que eu adoro!

    Pessoalmente não sou o maior fã dos jogos de Genesis (acho que meu problema é com os sons) e não queria misturar minhas memórias com o IV (fora que só poderia jogar se fosse emulando), então acabei adiando um pouco, mas a vontade sempre estava aí, até porque o jogo volta e meia é referenciado internet afora.

    A vez chegou quando lembrei que não ligava meu PSP há um bom tempo (uns 7 meses desde Super Mario RPG). Fui dar uma carga nele e resolvi dar uma olhada nos jogos pra ver se rolava algo mais simples. Os olhos brilharam ao ver o Bloodlines!

    Já sabia que era um jogo bom e que era de fases como os antigos todos eram, então estava preparado mentalmente!

    Bloodlines se apresenta com um enredo bacana e dois novos personagens: John Morris e Eric LeCarde. Esses personagens tem um apelo mais anime anos 80 e são até amis americanizados, uma mistura de bacana e estranho, de antigo e novo. Não sei bem como me sentir quanto a isso. Bom, eu senti uma certa tentativa de modernização dos protagonistas e achei válido, até porque foram personagens criados e não antigos modificados.

    John Morris é como um Simon Belmont de calça jeans perdido em Nova Iorque (embora não seja nada disso). Ele foi a minha primeira escolha por manter a jogabilidade típica da série, usando chicote e tal. Uma vantagem sua é poder usar o chicote para se balançar nos tetos e passar por buracos.

    Já o Eric LeCarde usa uma lança que aparenta ser mais longa (mas pode ser impressão) e tem uma habilidade diferente de poder dar um salto mortal alto para cima, alcançando plataformas altas e lugares que você conseguiria jogando com John Morris.

    Após terminar a minha campanha com o John, comecei uma nova com o LeCarde e fiquei pensando que talvez tivesse sido mais fácil com ele, talvez ainda mais divertido! Fiquei bem mais confiante com a animação da lança e seu tamanho. E ele ataca diretamente para cima.

    E como em qualquer desses Castlevanias antigos, você coleta upgrades que deixam a sua arma ainda mais forte e grande. Ficou super legal, mesmo eu não tendo visto a sua forma máxima!

    Bom, de volta a minha campanha com o John, a sensação é de estar mesmo jogando qualquer Castlevania, talvez com um pouco mais de mobilidade. A fórmula continua a mesma, passando por aqueles mapas de sempre, quebrando velas com cristais que servem como mana para as sub-armas, matando inimigos em sua maioria familiares, principalmente os chefes etc.

    O primeiro estágio é um bom tutorial e serve para experimentar bem os personagens, matando inimigos fracos, coletando upgrades e descobrindo como é o ritmo do gameplay.

    Aqui você já vai ver coisas como os clássicos machado, água benta e a cruz, aqui substituída por um bumerangue. É meio que limitado a esses três, mas ao menos a sua arma no nível máximo fica super forte e garante uma sub-arma especial, uma esfera que segue o inimigo e fica consumindo o HP dele. A sensação de poder é incrível!

    Fora isso, ainda temos as escadas, plataformas, paredes falsas com pedaço de carne. Até a clássica escadaria que leva para uma área com água e com os Mermen está aqui. Bloodlines definitivamente bebe muito da fonte do Castlevania original de NES.

    Uma coisa bacana é que cada fase é dividida em partes pequenas, 1-1, 1-2 até 1-10 etc. Cada parte dessas é bem pequena, como um desafio simples, um miniboss e por aí vai. Se você morre, você volta para o início da parte que você morreu, então o progresso perdido é sempre muito pouco, mesmo perdendo todas as vidas e um Continue.

    No primeiro Castlevania você morria no chefe e voltava pro início do estágio. Aqui você vai estar de volta em um instante, mas apenas com os upgrades que estiverem antes dele.

    Mas nem tudo é um mar de flores casual. Perca todos os seus Continues e você verá a temida tela de Game Over, mandado de volta ao início de sua campanha. E esse não é um jogo muito fácil não! É daquele tempo que você jogava até memorizar as fases, o que pode não ser muito amigável para jogadores atuais.

    Ainda assim, não chega a ser algo frustrante pois há um sistema de Password para escolher estágios e a possibilidade de aumentar o números e vidas no menu de opções, o que facilita um pouco as coisas.

    Se eu tivesse o jogado na época, tenho certeza que teria o terminado graças a essas facilidades. Passou de estágio, anota o Password, insiste na próxima fase até conseguir o próximo código e por aí vai.

    Mas isso não tira o fato da última fase ter sido um inferno e que depois de terminar o jogo um modo Expert é desbloqueado.

    Visualmente, Bloodlines não chega a ser deslumbrante, mas ainda assim é bem bonito e a direção de arte mandou muito bem com as cores, localidades das batalhas e efeitos.

    A fase acima, por exemplo, tem um efeito de água com reflexos e movimentação bem legal pra época. Outras ainda tem muitos elementos que simulam o 3D, inclusive em chefes (alguns parecem ser tão focados nisso que não possuem dificuldade alguma).

    Dá pra ver como a Konami não só se preocupava em criar um produto de primeira, e em duas plataformas diferentes, como já lançava a sua mão nos efeitos 3D, recorrentes aqui e no Castlevania IV e recorrentes no Symphony of the Night.

    Resumindo: Castlevania: Bloodlines é mais um jogo de alta qualidade da clássica franquia da Konami. Definitivamente um dos obrigatórios para quem curte a série. Desafiador sem ser frustrante, exige muita rejogabilidade e paciência para aprender o jogo, facilitando bastante por meio do uso de passwords a alcançar a experiência completa e ver seus ótimos inimigos e cenários. Um jogo para se jogar do início ao fim.

    De bom: visuais muito agradáveis. Ótima jogabilidade (apesar de eu não curtir a falta de um ataque diagonal no chão, apenas no ar). Enredo interessante. Temática sensacional. Dois personagens para se escolher. Facilidades atípicas em jogos antigos, sobretudo nessa franquia. Níveis diferentes e com mecânicas distintas. Boa recompensa pra quem jogar bem. Replay por conta de ter dois personagens e modo Expert. Nível de dificuldade no ponto certo, tanto que muitas vezes eu esperava algo muito pior e era bem amis tranquilo. Fases divididas em partes são muito mais piedosas com as mortes. Efeitos 3D bem legais.

    De ruim: achei os frames de invencibilidade muito poucos e você acaba tomando dano constantemente. Gostaria de poder atacar diagonalmente em terra.

    No geral, vale muito a pena, ainda mais se você conhece a série e se curte jogos antigos. Para um jogo de Mega Drive, ele não ficou devendo em nenhum quesito, mesmo eu ainda preferindo o Castlevania IV (por pouco). Definitivamente um jogo obrigatório na franquia e que me faz sentir salta da Konami não ter seguido com essa linha de fases paralelamente aos metroidvanias. Muito bom!

    Castlevania: Bloodlines

    Platform: Genesis
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      jcelove · 5 months ago · 2 pontos

      Show! Bloodlines é talvez meu favorito dos classicos. A konami demorava pra lançar pro meguinha mas qdo saia era coisa caprichada como esse e o contra hard corps

      2 replies
  • lendaryo Solivan Martins
    2021-03-19 17:29:11 -0300 Thumb picture
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      fonsaca · 5 months ago · 2 pontos

      Saudades desse jogo. Um ótimo RPG e com uns esquemas diferentes dos padrões dos RPGs "SNES de ser" que dominavam na época. Só achei meio pauleira o final. Usei um código pra evoluir rapidamente e, mesmo em leveis muito altos, foi um sufoco a última DG. Hehe!

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  • 2021-03-04 22:03:12 -0300 Thumb picture

    Lendo o livro de making of da edição de investidores de paprium

    Medium 764476 3309110367

    Achei este quadro acima na página 83, o que tem sido uma discussão muito grande em fóruns estrangeiros, se o jogo poderia ou não ser atualizado pelo tal mega wire...

    Bom, de acordo com o livro sim...

    Paprium

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  • yuriarama Yuri Vieira
    2021-02-23 11:49:21 -0300 Thumb picture
    Post by yuriarama: <p>Você conhece todas as versões e modelos lançados

    Você conhece todas as versões e modelos lançados do Mega Drive? Descubra agora mesmo e veja o que há de mais curioso neste acervo de versões diferenciadas do consoles de 16 bits da Sega.

    4
  • molinsky Rodrigo Molinsky
    2020-12-26 01:39:59 -0200 Thumb picture
    molinsky checked-in to:
    Post by molinsky: <p>Passamos um Natal recluso dentro de casa: eu, mi
    Tiny Toon Adventures: Buster's Hidden Treasure

    Platform: Genesis
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    Passamos um Natal recluso dentro de casa: eu, minhas irmãs e minha mãe. Tudo muito diferente, mas seguros. Isso que nos importava.

    Então resolvi fazer uma viagem no tempo. Sem troca de presentes, lembrei que eu tinha adquirido alguns jogos de Mega Drive lacrados há alguns anos e, por alguma razão, esquecido completamente. E um dos jogos era do Tiny Toon, que eu e @tinahorta alugávamos demais (e nunca zeramos). Por que não nos presentear então abrindo o jogo? Não me importava o valor de revenda etc, eu queria ter essa sensação de novo, de abrir um jogo de Mega Drive novo na noite de Natal.

    E puxa vida, foi frustrante ontem. Abri a caixa (Tininha não quis, ela queria gravar eu abrindo) e... o jogo não funcionou. Eu tinha testado o videogame antes e não teve problema. Então era problema do jogo. Quando vi, um dos pinos estava meio derretido e oxidado, fazendo uma ligação em outro pino. Tentei limpar tudo e nada.

    Então eu e Tininha resolvemos abrir outro jogo lacrado que tinha aqui, mas que a gente nunca jogou: "AAAHH!! Real Monsters". Foi bom, mas o jogo era difícil (pros nossos padrões de sono) e mais fraquinho... mas foi boa a sensação de ver um jogo diferente do Mega Drive.

    Quando foi hoje, resolvi fazer o jogo do Tiny Toon funcionar. Eu percebi que o cartucho em si tinha uma qualidade diferente. Comparando com o cartucho de "AAAHH!! Real Monsters", estava claro que aquele "Tiny Toon Adventures" foi fabricado pela Majesco. Detalhes como o manual com capa em P&B entrega que a Sega não fabricou essa unidade. Triste.

    Depois de muita limpeza, lixada e testes com multímetro, o jogo deu boot, mas travou na logo da Konami. Achei que tinha dado um curto no jogo ou que precisava de mais limpeza, mas acabei descobrindo que a Konami não se dava ao trabalho de colocar um aviso de que o jogo era apenas para consoles de um região (só travava a logo mesmo). Sendo meu Mega Drive um console japonês e o jogo americano, coloquei meu adaptador Magic Key para trabalhar... sem sucesso. Tentei colocar na região dos EUA, do Brasil, do México (!) e outros. Foi quando resolvi tentar colocar na região "outros" novamente, mas com a chave invertida e FUNCIONOU!

    Então jogamos na tarde de hoje, para nos sentirmos velhos e enferrujados. Que jogo difícil, haha! Ficamos mais tenso nele do que em "The Last of Us". O tanto de "pula!" e "sai daí!" que soltamos não tá no gibi. Vimos muito essa tela aqui:

    Mas foi uma ótima experiência. Me fez voltar ao tempo de jogar "DecapAttack", "Sonic" e "Toki" na Telefunken dos meus pais. Sem a pressa de jogar para devolver para a locadora. Depois daremos continuidade à jogatina para finalizar esse jogo.

    Bem vindos oficialmente à casa, pessoal.

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      msvalle · 9 months ago · 2 pontos

      Que saga! Que bom que funcionou no final, e gostei da ideia de abrir um jogo no Natal - só de ler seu relato me lembrei de como era hehe
      Feliz Natal!

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      fredson · 9 months ago · 2 pontos

      Eu zerei esse Tiny Toon inúmeras vezes na infância. Adoro ele! XD

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      jcelove · 9 months ago · 2 pontos

      Puxa, então o problema era a trava de região e não os contatos oxidados? que loko man, mas que bom que rodou. Abrir um jogo assim é sempre muito nostálgico.

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  • cyberwoo Diogo Batista
    2020-10-18 15:13:20 -0200 Thumb picture

    Live do que não morre no final | The Immortal(MD)

    Terça-feira (20) teremos live de The Immortal, e apesar de ainda não conseguir realizar lives, to sempre lá pelo chat acompanhando  o Cabelo.

    Estão todos devidamente convidados!

    The Immortal

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  • 2020-09-02 21:46:13 -0300 Thumb picture
  • 2020-07-01 23:20:12 -0300 Thumb picture
  • ysmechoes Ismael Muniz
    2020-04-08 18:25:22 -0300 Thumb picture

    FINALIZADO

    Zerando Streets of Rage 1 pela primeira vez, como eu não sou muito bom nesse jogo eu zerei no Easy mesmo. Já que mau passo do elevador no normal

    Uma coisa legal é que a primeira imagem dessa ending aparece na intro do Streets of Rage 2, que será o próximo que vou jogar pela milésima vez!

    Streets of Rage

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      noblenexus · over 1 year ago · 2 pontos

      Mas é puxado mesmo, vc seguiu a tradição de usar a "policia" sem motivo no começo da primeira fase? ssrsrrs

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      tassio · over 1 year ago · 2 pontos

      "Uma coisa legal é que a primeira imagem dessa ending aparece na intro do Streets of Rage 2"

      Sim, pra dar a sequência na história né. Parabéns aí! Acho que mais tarde vou ver se jogo o SoR 3 americano.

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      santz · over 1 year ago · 2 pontos

      Jogar beat 'em up sozinho é tenso de qualquer jeito. Tem que juntar a galera.

  • 2020-04-08 15:36:12 -0300 Thumb picture

    Você conhece? THE MAGIC WARRIOR - Mega Drive

    BRAVE BATTLE SAGA: LEGEND OF THE MAGIC WARRIOR

    – Conheça o RPG INÉDITO para Mega Drive – (matéria de anos atrás, reproduzindo)

    "Você é jogador da geração 16 Bits? É fã dos RPGs oldschool como Phantasy Star IV, Final Fantasy VI e Breath of Fire? Então você vai adorar esse jogo aqui para o Mega Drive: Barver Battle Saga: The Space Fighter, ou como também é conhecido Brave Battle Saga: Legend of the Magic Warrior.

    Mas peraí, você nunca ouviu falar desse jogo? Pois é, isso porque ele praticamente é um jogo INÉDITO para o 16 Bits da Sega. Ele é um jogo de produção taiwanesa “caseira” (ou pirata, como preferirem) no mesmo estilo de Beggar Prince (bem bacaninha) e Legend of Wukong (esse nem tanto), tambéms RPGs lançados tempos depois para o Mega Drive. Quer mais um? Que tal Ultimate Mortal Kombat Trilogy – que possui “apenas” 57 personagens.

    Os fãs simplesmente se recusam deixar o console morrer, mesmo após 20 anos depois de seu lançamento (será o Mega Drive imortal?). Para se ter uma idéia, o game Beggar Prince foi lançado em 2006 e vendeu cerca de 1000 cópias (sim, foram produzidos cartuchos com caixas e manual e foram vendidos), o que é um número grande para um videogame “fora de linha”. Temos até um brasileiro envolvido em um projeto que está perto de ser lançado, chamado Pier Solar. Mas essa é outra história que logo abordarmos aqui na Gamehall.

    O fato é que esses games “inéditos” são na verdade hacks muito bem feitos de outros RPGs clássicos. Porém eles são modificados de tal modo que realmente parecem games originais. Barver Battle Saga foi lançado em 1996, mas somente agora no início de 2010 foi lançada uma tradução do jogo para o inglês, batizado agora de Brave Battle Saga (BBS). Então, para nós ocidentais, é como se o game fosse lançado agora em 2010.

    O gane lembra muito os clássicos do SNES como os jogos da série Secret of Mana, Final Fantasy e Breath of Fire 2 (se você já jogou os RPGs do SNES irá achar muita coisa familiar – porém não igual – em BBS). Alguns até chegam a chamá-lo de “Final Fantasy do Mega Drive” (a abertura do game até lembra a do FFVI).

    Muita gente fica com um pé atrás quando se fala de jogos piratas, pois já que a maioria apresenta um nível de qualidade ridículo (Sonic 4 no SNES? Donkey Kong Country no Mega Drive?), mas felizmente esse não é o caso de BBS, que além de apresentar uma qualidade audiovisual impressionante, é muito divertido e chega a ser melhor que muitos RPGs originais de SNES e Mega Drive.

    Eu terminei o jogo umas horas atrás (levou 20 e poucas horas no nível 63) e foi como voltar no tempo, nos saudosos anos 90 em que eu varava noites jogando RPGs do MD e do SNES (passava mais tempo no SNES pois ele tinha uma quantidade muito maior de RPGs). Acho que fazia muito tempo que eu não me divertia tanto jogando um RPG oldschool como o tempo que passei jogando BBS. Também passei um pouco de raiva (alguns labirintos são o cão chupando manga), mas no geral o saldo é mais que positivo.

    E é muito bom ver um novo RPG de qualidade no Mega Drive, que tem poucos (mas excelentes) representantes nesta categoria, e BBS é um título de peso que chega para engrossar essa lista. Você fã do “negão” da Sega e de RPGs oldschool, pode ir fundo nesse jogo, que apesar de apresentar todos os clichês imaginaveis dos antigos RPGs, certamente é uma experiência inesquecível!

    A Lenda do Magic Warrior

    A história do game só não é mais clichê por falta de espaço, no estilo “jovem que mora numa vila sai numa jornada, vai encontrar novos amiguinhos e salvar o mundo de um terrível mal”. Mas quem se importa? É um jogo novo com uma aventura inédita para o Mega Drive, então está valendo! Ele conta a história de um mundo, que há muito tempo atrás foi regido pela alta tecnologia e pela magia. A sociedade, bastante avançada, dividiu-se em dois grupos devido às suas diferenças de ideias: os humanos e os demônios. Os humanos continuaram a construir sua civilização usando e aprimorando a tecnologia, enquanto que os demônios começaram a construir sua própria cultura através da magia. Porém o equilíbrio entre esses dois elementos não durou muito tempo, e com o passar dos anos a tecnologia superou a magia e se firmou como a ferramenta dominante no planeta.

    Porém através da tecnologia foi construida uma poderosa arma de destruição, que por uma ironia do destino, perdeu o controle e destruiu todo o mundo e sua civilização. Mil anos se passaram, quando então os sobreviventes descobriram os restos da antiga tecnologia. A humanidade mais uma vez está no caminho de cometer os mesmos erros do passado. Esse mundo é controlado por quatro templos sagrados, que controlam as forças da naturezam.

    O Reino de Cruz controla o poder da água através do Templo da Lua. O Reino de Galien surge como um deserto tropical controlando o Templo do Sol. Nas regiões polares há o Império de Zak, um lugar onde as pesquisas tecnológicas afloram e onde está localizada o Templo da Estrelas. Finalmente o Reino de Lear, que é protegido pelo Templo dos Ventos.

    O mundo, que estava em paz com os seus sobreviventes, começou a ser ameaçado pelo surgimento de demônios das antigas lendas, que agora infestam as terras. A população está em pânico e muitas vidas foram perdidas. Qual o significado do surgimento desses demônios? Que segredos os Templos Sagrados guardam? Será que o lendário Magic Warrior, um herói das antigas lendas, irá ressurgir para salvar o mundo novamente?

    Esta é a introdução do game, bem ao estilo Final Fantasy de ser. Você começa o game na vila do protagonista, um jovem de cabelos azuis chamado Tim, que está para fazer um teste para se tornar um guerreiro, ao lado de outros jovens. Porém os rivais de Tim não possuem exatamente uma boa índole e caráter e acabam fazendo com que Tim, além de perder o teste, seja expulso da sua vila. Sem ter para onde ir, Tim começa a vagar pelo mundo, até que encontra uma jovem e novas aventuras começam a se formar no horizonte.

    Falando um pouco dos personagens, você irá encontrar cinco no total, mas o seu grupo é formado por apenas quatro membros. Além de Tim, o típico herói adolescente de JRPGs, um cara normal que de uma hora para outra se vê em uma grande jornada, você também vai encontrar; Cherie, uma jovem misteriosa que está numa missão de encontrar sua verdadeira mãe (que ela não conhece); Celia, que está sendo atacada por demônios; Ray, um cara bastante forte do exército do Império Zak. Há ainda um quinto personagem que entra para o grupo, mas que não direi para não estragar a surpresa. Além deles temos alguns personagens suportes, como os reis e rainhas de cada reino, o suspeito embaixador Ayrshire do Império Zak (o seu avatar é baseado no Kefka de FFVI, inclusive a risada), o imperador dos demônios e sua filha que atormentam nossos heróis e alguns outros, como entidades poderosas, deusas, fadas e afins.

    A narrativa apesar de bastante previsível (para alguém diplomado em RPGs oldschool como eu) consegue prender a atenção do jogador, que lentamente vai acompanhando as epopéias dos personagens, descobrindo mais sobre suas histórias e passados e com uma trama que vai ficando mais complexa com o passar do tempo. Algumas surpresas, traições, alianças e desafetos surgem para manter a atenção do jogador. Os personagens não têm lá uma grande história background, mas tem os seus bons momentos e deve agradar a maioria das pessoas. Você também pode escolher qual personagem do grupo você quer que apareça na tela, não se limitando apenas ao avatar do protagonista, o que é bom para dar uma variada no visual.

    O sistema de batalhas lembra muito os games Breath of Fire e Final Fantasy, no estilo pseudo-tempo real com as barras clássicas de ATB (Active Time Battle), consagrada nos games Final Fantasy, em que o jogador espera a barra se preencher para poder atacar. Nas batalhas há um sistema de menus, com as opções de lutar, usar magias, usar itens, defender ataques, fugir e o útil “Repeat”, que repete o comando usado anteriormente, poupando tempo (como o uso de uma magia).

    Cada personagem usa armas diferentes. Tim usa facas e lâminas, Cherie usa arcos/bestas, Celia cajados e Ray espadas. Há varios equipamentos de defesa (como armaduras, escudos, elmos) e armas para cada personagem, além também de vários acessórios com variados efeitos para as habilidades dos personagens, como aumento na força de ataque ou nos pontos de defesa.

    Uma coisa legal em BBS é que você pode ver os inimigos na tela e se quiser pode simplesmente desviar e não entrar em modo de batalha. Porém a desvantagem de fazer isso é que você não ganhará pontos de experiência para subir de nível e não ganhará dinheiro, para comprar os seus equipamentos, armas, magias e itens. E falando em magias, o game oferece uma lista bem grande de magias, que podem ser compradas e equipadas nos personagens (inclusive magias iguais para mais de um personagem). Algumas tem mais de um nível, como a Cure 1, Cure 2, Cure 3 e Cure All. Temos magias de ataques bem variadas (fogo, terra, água, ar, eletricidade), de defesa (aumentar força de defesa, ataque, escudo contra magias, etc) e outras como impedir o inimigo de soltar magias, de colocá-los para dormir, aumentar a velocidade de ataque, etc.

    Mas além das magias normais, temos também invocações. E são invocações muito bem feitas, com excelentes animações de seres super poderosos com ataques devastadores. Um prato cheio para os fãs de Final Fantasy.

    Há várias cidades e vilarejos espalhados pelo jogo, onde você pode conversar com personagens NPC, descansar nas pousadas e visitar as lojas para compra de itens/equipamentos. Se você gosta de fuçar e explorar cantos das cidades, então vai fazer a festa aqui, pois o game é recheado de itens escondidos nos cenários, então sempre vasculhe caixas, vasos de flores, lareiras, estantes, etc. Inclusive itens muito bons, como magias e acessórios, realmente vale a pena.

    Em termos gráficos BBS realmente irá surpreender os desavisados, pois estão muito bem caprichados, ainda mais em se tratando de um produto pirata. As cores são muito vivas e os cenários cheios de detalhes e cheios de animação. O pessoal que fez esse game, fez o hack de vários outros jogos, redesenharam e montaram BBS, um trabalho meticuloso que deve ter levado um bom tempo, mas que ficou muito bom. Com certeza é um jogo produzido por fãs de Mega Drive e de RPGs, que souberam aproveitar bem as capacidades do consoles e construíram algo muito legal.

    Os vilarejos e cidades são bem bacanas, cheios de NPC e itens escondidos. As batalhas, baseadas no game Breath of Fire 2, também se apresentam de forma excelente. São rápidas e com menus de fácil acesso. Os monstros e criaturas possuem um design muito bem feito, são bem variados e quase todos possuem algum tipo de animação, não ficando apenas estáticos na tela. Seus personagens também são bem animados e detalhados, inclusive para magias e invocações, que estão muito bem representadas e usam efeitos de luzes e cores bem bacanas, algumas até apresentam efeitos de zoom e rotação, dando um toque a mais ao jogo.

    A trilha sonora também está muito boa. Eu não de que jogos ela foi baseada, mas as composições combinam bem com o jogo, com temas para batalhas, chefões, vilas, cavernas, templos e momentos especiais. Ela não é muito variada, mas as existentes dão conta do recado tranquilamente.A única coisa no game que pode realmente incomodar é que ele não possui nenhum mapa, e o seu desenrolar é de forma linear, o que complica bastante quando você precisa voltar em um certo ponto e você não lembra mais o caminho. Isso também vale para os labirintos/dungeons, que no começo são facéis, mas depois vão ficando mais complicados, com vários caminhos e teleportes. Você vai se perder várias vezes até conseguir achar a saída, ou até encontrar um determinado objeto/pessoa que está localizado em algum lugar do labirinto e que você precisa encontrar para dar continuidade à história. Também apresenta alguns bugs e glitches, mas nada que vá realmente incomodar. Os labirintos, como as cidades, também estão cheios de itens escondidos, inclusive invocações de seres poderosos (que geralmente você luta contra para depois então poder usá-los), então as vezes até vale a pena se perder, você pode acabar encontrando bons itens/magias. Os labirintos são bem variados, temos florestas, cavernas, templos, montanhas, desertos, o topo de árvores e até o interior de um vulcão."

    Fonte: https://gamehall.com.br/brave-battle-saga-legend-of-the-magic-warrior/

    Brave Battle Saga: Legend of the Magic Warrior

    Platform: Genesis
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      le · over 1 year ago · 3 pontos

      Essa fonte tá bem atrasada, falando em Pier Solar como jogo que ainda vai ser lançado. A matéria é de 2016, mas Pier Solar já tinha sido lançado fazia uns 6 anos.

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      jcelove · over 1 year ago · 3 pontos

      O jogo não é novo não, é um não licenciado tailandês bem antigo, só nunca tinha sido localizado, mas foi lançado ano passado no Steam junto com vários outros jogos dessa pegada e outros ports de jogos de NEs, snes e PS1
      https://store.steampowered.com/publisher/piko

      6 replies

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