• anduzerandu Anderson Alves
    2022-09-30 14:02:12 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Wargroove

    Zerado dia 30/09/22

    Olha, que legal: eu terminei a campanha principal de Wargroove! Isso é interessante pois não sou muito fã desses jogos táticos depois de anos traumáticos tentando jogar Final Fantasy Tactics e afins (mas tenho tentado pegar o gosto mesmo assim). Além disso, terminei altos afazeres brabos da faculdade e posso seguir para as próximas metas/obrigações da vida adulta, então é quase que como um fim ou uma transição de fases.

    Junte o seguinte nesse combo: Wargroove era o último jogo título trabalhoso do meu Switch, o último que eu sabia que arrastaria por um bom tempo e até me preocupava. Ele e o Evoland 2 que terminei há uns dias. Percebi ainda que já estou chegando ao centésimo jogo zerado do ano e a grande maioria é mesmo do Switch. Bizarro! Enfim, o desbloqueio vem em breve!

    A minha luta com jogos táticos vem desde que os conheci emulando Game Boy Advance na infância. Eu estava amando conhecer a plataforma (de forma atrasada) que tanto queria possuir e saía baixando os seus jogos mais populares nos sites de roms. Isso lá pra 2005 ou 2006.

    Conheci e zerei muita coisa nesse tempo, tudo durante meu estágio de dois anos como menor aprendiz em que eu não fazia muita coisa. Assim se foram clássicos como os Metroids e Minish Cap, por exemplo. Nesse tempo eu não fazia muita questão de terminar o que começava, então jogava enquanto o jogo me prendia, senão simplesmente largava para lá e talvez voltasse um dia (como qualquer pessoa normal faz).

    Vários desses jogos eu só terminaria muitos e muitos anos depois, como Mario Pinball, Superstar Saga, Golden Sun. Outros eu não fiz questão, como os Rave Master e Simpsons estilo Crazy Taxi da vida.

    Mas haviam jogos que eu simplesmente não conseguia entender a fama (alguns até cheguei bem longe), como Advance Wars, Fire Emblem: The Sacred Stones e Final Fantasy Tactics Advance, todos do gênero tático.

    Pulando anos para frente, eu resolvi tentar jogar esse tipo de coisa, sobretudo depois de ter gostado muito de jogos mais modernos como Mario & Rabbids: Kingdom Battle, ter aguentado Shadowrun Returns até o fim e meu contínuo interesse por XCOM.

    Lá pra 2013 ou 2014 eu terminei Fire Emblem: Awakening e achei o jogo ok. Muita gente achava legal o lance da dificuldade alta e refazer as missões inúmeras vezes para garantir que um personagem não morresse (pois com permadeath ativado ele nunca mais volta à campanha). Para mim isso sempre soou como puro masoquismo, como tentar zerar um Super Mario sem pegar moedas e refazer uma fase toda caso acontecesse.

    Porém no caso do Mario os estágios são curtos enquanto no FE eles demoram cerca de 1 hora. Ouch.

    Ano passado me arrisquei no mundo do Advance Wars depois do anúncio do remake. Achei interessante não só a volta do jogo como o fato de ser um remake e não uma continuação. Era bom assim? Bom, no final das contas achei ok, mas não era mesmo pra mim. Depois ainda terminei Fire Emblem Fates e...É, Intelligent Systems realmente só faz jogos que vão contra o meu gosto (salvo alguns Paper Marios).

    Wargroove, por sua vez, era um indie que prometia trazer essa onda de tactics da época de volta. E aparentemente deu certo pois as pessoas amam esse jogo e eu vejo a comunidade o recomendando até hoje.

    Sempre mantive o pé atrás e demorei para o adquirir justamente pelo seu gênero, mas resolvi dar uma chance quando o vi bem baratinho pois eu sabia que ele era um dos principais indies na plataforma, sabe? Além disso a comunidade da Nintendo atualmente é mais casual do que nunca e se essa galera gosta e termina, eu conseguiria também.

    Quando você abre o jogo há uma cinemática em anime muito bacana. Não que seja a coisa mais original do mundo ter aquele anime como abertura, mas é bem gostoso de ver e impossível de pular a primeira vez de tão legal.

    Outra surpresa foi ver que Wargroove está em português brasileiro! E muito bem traduzido. Os personagens até tem algumas vozes em falas curtas ali e aqui na hora de atacar ou se expressar nos diálogos e essas não foram dubladas, mas não fazem diferença.

    Mexi nos menus e há bastante coisa pra se ver e fazer, inclusive uma outra campanha chamada Double Trouble que aparentemente fora adicionada depois e é independente da aventura principal do jogo básico e pode ser jogada em cooperação em até dois jogadores. Massa demais!

    Também vi que há a opção de criar missões e campanhas, disponibilizá-las ou baixá-las online. Super Mario Maker 2 demorou para incluir isso!

    A protagonista é a Mércia, uma guerreira humana que até então achei que fosse um cara tipo o Marth do Fire Emblem.

    As primeiras aventuras são muito estilo Advance Wars mesmo: você anda pelos mapas, conquista aldeias que geram mais dinheiro, produz mais unidades para o seu exército, lida com a estratégia de que certas unidades tem vantagens contra outras e é isso. Se a Mércia morrer, é Game Over.

    Temi um pouco a dificuldade mas consegui chegar na metade da campanha numa boa. Foi justamente aí que a dificuldade subiu a beça! Do nada as fases começam com o time adversário cheio de guerreiros à sua porta, com muito dinheiro e você sem quase nada, três unidades básicas e tendo que sobreviver e fazer dinheiro, tomar áreas dos outros e...Ops, você perdeu.

    A partir daí eu tive que baixar a dificuldade. São vários níveis e o padrão é o Difícil (mas há outros dois acima dele). Mudei para o normal.

    O jogo é muito belo, meu deus! Tem mesmo aquela vibe meio GBA e tal, com animações muito caprichadas, cores super vivas, tudo muito fluído e interessante, inclusive o simples enredo. Eu acabava nem pulando as cenas de combate só para ver aquilo acontecer enquanto torcia para as minhas unidades aguentarem o tranco.

    E falando nisso, outra coisa que veio de Advance Wars é que cada unidade representa um certo número de indivíduos de 1 a 10. Esse número representa tanto a força quanto a vida daquela trupe então se um guerreiro 10 atacar um 2, ele mata numa boa. Já se fosse o contrário, o 2 no máximo tiraria 1 da vida do adversário e morreria no contra-ataque.

    Também gostei de como a campanha varia com missões e objetivos diferentes, mapas com temáticas que se diferem (coisa que achei que AW deixou a desejar com aqueles mapas sempre verdes) e exércitos diferentes, quase que como num Starcraft da vida. Você ainda vai jogar com esses outros exércitos durante a aventura e conhecer cada capitão e suas habilidades especiais.

    Apesar de todo o lance Advance Wars, há bastante de Fire Emblem também a começar pela temática medieval com dragões e tal. Fora isso, muito do combate é feito a curta ou média distância pois há ainda muita espada, lança e afins no meio. O AW chegava há um ponto que qualquer lugar no mapa parecia ser alcançável por algum lança-mísseis ou avião e era muito difícil lidar com isso.

    O jogo estava legal, mas a dificuldade realmente fica tensa e o fato de que quando eu vencia uma fase eu tinha perdido cerca de 1 hora da minha vida me desmotivou muito a ficar tentando e re-tentando quando fracassava. Infelizmente grande parte da graças desses jogos táticos é justamente isso. Mas eu gosto mais do lance do Into the Breach de mapa menor e absolutamente cada movimento tem importância tanto pra mim quanto para o inimigo. É o mesmo motivo de que Monster Hunter é mais bem-sucedido que Gods Eater ou Dark Souls é superior de diversas formas em relação a seus clones ou hack 'n' slashes: cada comando importa!

    Bom, pelo menos aqui você não passa metade da partida só andando e atacando qualquer um que aparecer como nos FE que joguei, mas chega a ser tenso e eu baixei o nível mais e mais. É um grande dilema pra mim jogar títulos assim juntando a diversão e desafio com a continuidade e infelizmente Wargroove trata os níveis de dificuldade assim: neste nível você toma 100% do dano, neste 80%, neste 70% e neste 30%...

    Resumindo: Embora eu não seja muito fã do gênero Tactics clássico, Wargroove foi definitivamente o melhor e mais interessante que já joguei e duvido bastante que as minhas experiências com mais títulos desse gênero no GBA serão superiores. Com mais tempo, gosto e paciência eu teria aproveitado melhor a sua alta dificuldade, mas também estou ansioso pelo desbloqueio do Switch, então complica.

    De bom: lindos visuais e animações. Boa trilha sonora. Boa campanha, incluindo bom enredo, campos de batalha diversificados e diferentes exércitos e missões. Replay muito bom com diversos modos de jogo, incluindo campanhas criadas pela comunidade. Jogo em Pt-BR. Jogabilidade simples permite inclusive jogar com apenas um joycon. Diversos níveis de dificuldade permitem que qualquer um o termine sem ter que dedicar 100 horas da vida repetindo missões e estudando o jogo. Junta o melhor de Advance Wars com o melhor de Fire Emblem. Há estratégia de verdade envolvida (o que também pode ser desinteressante para quem quer algo mais simples).

    De ruim: acho que o gênero em si é meio problemático, incluindo a dificuldade padrão que garante ou satisfação ao vencer ou frustração ao perder. Missões bem longas. Muitas regras para aprender e unidades para conhecer.

    No geral, gostei da experiência e espero que The Sacred Stone, que jogarei um dia, seja algo próximo disso. Mega recomendo para quem gosta de Tactics!

    Wargroove

    Platform: Nintendo Switch
    25 Players

    13
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      bobramber · 4 months ago · 2 pontos

      Não sei se já jogou, mas meu preferido nesse gênero é o Tactics Ogre. Acredito que vá te agradar, pois coincidentemente já joguei Advance Wars, Fire Emblem: The Sacred Stones e Final Fantasy Tactics e Advance, mas não finalizei nenhum deles, não me descem.
      Nunca joguei Mario & Rabbids: Kingdom Battle, mas achei tranquilo de finalizar e gostei dos novos Shadowrun e XCOM1.
      O Ogre é original de SNES japa, joguei a versão de PS1. Mas tem um remake de PSP lançado em 2010 e agora em novembro deve sair um remaster dessa última versão para várias plataformas atuais.

      2 replies
  • rafa9000 Rafael Gazola Ghedini
    2022-07-31 17:55:49 -0300 Thumb picture

    Desafio 30 dias de games - dia 25 - Cena épica

    Uma cena épica.....olha não consigo me lembrar de nenhuma cena épica que tenha me marcado tanto, talvez a cena do assalto ao trem de noite em Red Dead Redemption 2. As mortes do Zero na saga Mega Man X tb são épicas com ele sempre se sacrificando pelo bem maior, a batalha por pelo monastério de Garreg Mach de Fire Emblem: Three Houses.

    Red Dead Redemption 2

    Platform: Playstation 4
    908 Players
    349 Check-ins

    10
  • rafa9000 Rafael Gazola Ghedini
    2022-07-30 21:56:55 -0300 Thumb picture

    Desafio 30 dias de games - dia 24 - Planejo jogar em breve

    Em breve(assim que chegar, oque deve acontecer até quarta) pretendo começar a jogar Tokyo Mirage Sessions FE Encore no Nintendo Switch, amo as série Persona/SMT e Fire Emblem, logo não poderia deixar esse jogo passar em branco. 

    Nas férias que ainda estão um bocado longe ainda(49 dias pra ser mais exato) pretendo rezerar os seguintes jogos Uncharted: The Lost Legacy dessa vez a versão de PS5, Kingdom Hearts 1 e Chains of Memory no PS5 e por ultimo mas não menos importante Fire Emblem Warriors: Three Hopes esse jogar pela ''primeira vez''(ja joguei um pouquinho no modo dock, mas o modo dock não me prendeu) e se der tempo Naruto Ultimate Ninja Storm 2 no PS5.

    Ah e o Multiversus que pretendo jogar tb.  Queria poder jogar Yakuza: Like A Dragon tb mas acho que não vai dar tempo.

    Tokyo Mirage Sessions #FE Encore

    Platform: Nintendo Switch
    28 Players
    20 Check-ins

    8
  • zir0 Fernando Januario
    2022-07-12 20:51:27 -0300 Thumb picture

    vendo cards de fire emblem 200tao pra ir logo

    Ola pessoal estou vendendo um lote de 119 cartas de fire emblem 0 Cipher

    E um TCG bem rarinho que so pode ser encontrado no jp em media, ou cartas no mínimo no ebay por R$ 5 reais as comuns.

    O kit contem 119 cartas sendo nenhuma delas repetidas.

    As cartas são dos seguintes jogos:

    Fire Emblem: Shadow Dragon

    Fire Emblem: Thracia 776

    Fire Emblem: Awakening;

    Fire Emblem Fates:

    Tokyo Mirage Sessions 1 promocional

    não sera vendido separadamente e acompanha 6 cartas holográficas sendo uma super rara e uma Rara +, a Tiki mesmo em media custa uns 100

    Valor final 200 

    qualquer duvidas so perguntar, vendas via mercado shops 

    Fire Emblem: Awakening

    Platform: Nintendo 3DS
    2355 Players
    693 Check-ins

    22
  • rafa9000 Rafael Gazola Ghedini
    2022-07-02 21:27:24 -0300 Thumb picture

    Oque vcs estão jogando?

    Recente mente terminei Fire Emblem: Three Houses. E PQP!!! QUE JOGO!! Amei do inicio ao fim, fiz a rota do Dimitri/Blue Lions e adorei a historia, os personagens, o world building, a trilha sonora(o tema do jogo não sai da minha cabeça) tudo. Virou meu FE favorito,  ta certo que eu só joguei o Awakening e o classico de NES, mas ainda assim entre os 3 foi o que mais me entreteu/viciou.

    Eu ia fazer outra rota já(a da Edelgard possivelmente) mas resolvi dar um tempo pra ele, eu comprei o Fire Emblem Warriors: Three Hopes mas não curti jogar ele no modo portatil então vou esperar voltar pra casa da minha mãe pra jogar ele na TVzona da sala.

    Apesar de não estar muito afim de fazer outra rota agora, fiquei com um gostinho de quero mais na boca de jogos de RPG-Estratégico então decidi rejogar Mario + Rabbids: Kingdom Battle que tinha jogado apenas na época que comprei o Switch(lá na época do lançamento dele), alem dele tambem estou jogando o indie The Messenger e adorando o joguinho muito gostoso de jogar, jogabilidade e trilha sonora gostosinha e historia com momentos hilarios, outros jogos que estou jogando são Fall Guys(atualmente no nivel 33 da season atual) e talvez comece Gato Roboto ou Spiritfarer mas não é certeza ainda.

    Jogos que dei uma pausa: Pine(outra hora começo ele pra valer),  Octopath Traveler(fiquei preso em um boss/dungeon que não consigo passar nem a pau), Phoenix Wright: Ace Attorney Trilogy(parei no segundo jogo, mais pra frente continuo, vou dar uma pausa entre cada um dos jogos pra não ficar cansativo), Souldiers(esperando sair a atualização que balanceia algumas coisas e corrige alguns bugs que to tendo pra continuar)

    Fire Emblem: Three Houses

    Platform: Nintendo Switch
    171 Players
    75 Check-ins

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      saulovyny · 7 months ago · 2 pontos

      Sylvan Tale (Game Gear), Berserker (Dreamcast), Kings Field IV (Ps2), Mass Effect Legendary Edition (Xcloud), só isso kkkkk

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      noblenexus · 7 months ago · 1 ponto

      Eu to quase terminando Valkyria Chronicles, muito bom, ele mistura combate tático com ativo de uma forma bem diferente. Fora isso to pegando vários ARPGs isométricos como Diablo 3 e Path of Exile

      2 replies
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      gigahertz · 7 months ago · 1 ponto

      "Fire Emblem: Three Houses" com certeza é um dos melhores jogos do Nintendo Switch e sem sombra de dúvidas o melhor da série. Finalizei o jogo pela rota da Eldegard, mas até hoje ainda bate uma vontade de jogar de novo pra fazer as outras rotas.

      2 replies
  • rafa9000 Rafael Gazola Ghedini
    2022-06-26 22:55:09 -0300 Thumb picture

    Olha o vicio!

    Comecei a jogar esses dias Fire Emblem: Three Houses, que tinha comprado faz um tempinho mas não tinha jogado ainda e meeeeo deeels, não esperava amar/viciar tanto assim no jogo, to com  1 semana de jogatina apens e já to com 36 horas de jogatina, nessa primeira vez que estou jogando resolvi seguir a rota dos Blue Lions/Dimitri e estou apaixonado pelos personagens dessa casa, todos muito carismaticos e legais e to adorando a historia toda por detras do Dimitri, mas oque mais me fez viciar alem disso foi a gameplay extremamente gostosinha e a trilha sonora muito boa. Mais alguem aqui comprou esse jogo e amou tb? O unico FE que tinha jogado(e amado tb) até então foram o FE Awakening de 3DS e o FE Warriors no Switch, Three Houses tem tudo pra virar meu FE favorito e assim que der pretendo jogar os outros tb.

    Não sei se ja vou começar uma outra rota quando terminar essa logo em seguida, até porque eu não aguentei a empolgação com o game e fui logo comprando no lançamento o Fire Emblem Warriors: Three Hopes que pretendo jogar assim que terminar o Three Houses, possivelmente vou seguir primeiro a rota dos Blue Lions/Dimitri lá tb. To me coçando aqui pra jogar ele mas vou deixar pra jogar só quando acabar o Three Houses mesmo.

    Na proxima jogatina de FE Three Houses pretendo jogar a rota dos Black Eagles/Edelgard e por fim a rota do Claude/Golden Deers(que foi a que menos me interessou).

    PS: Nao achei o sistema de escola enjoativo/chato como alguns acham, na verdade até gostei mas isso deve ser porque AMO Persona 4/5 então ja to acostumado com esse tipo de gameplay/sistema.

    Fire Emblem: Three Houses

    Platform: Nintendo Switch
    171 Players
    75 Check-ins

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      vante · 7 months ago · 1 ponto

      Primeiro contato com o mundo de Fire Emblem?

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      jezzon · 7 months ago · 1 ponto

      Essa é uma franquia que pretendo dar uma chance em breve

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-10-02 00:53:05 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Fire Emblem Fates: Conquest

    Zerado dia 01/10/21

    Super bizarro escrever que já estamos no mês 10, Outubro.

    Há cerca de uma semana eu abri uma rápida enquete sobre Fire Emblem Fates para tentar entender melhor o seu funcionamento, pois fiquei meio perdido depois de anos de seu lançamento (5, para ser mais preciso) e com tantos amigos falando do Three Houses do Switch nos últimos tempos. Mais tarde cheguei a pesquisar ainda na internet em fóruns aleatórios para saber melhor sobre o assunto.

    O fato é que esse jogo foi lançado originalmente em duas versões: Birthright (vermelho) e Conquest (roxo), sendo o primeiro mais voltado para um público novo e mais casual e o segundo para fãs mais antigos da franquia. Me lembro de que a Nintendo vem desde a época do Awakening tentando popularizar a série no Ocidente, inclusive adicionando o protagonista deste jogo no Super Smash Bros. 3DS/Wii U antes mesmo do próprio Fire Emblem ser lançado!

    Nessa época eu fiquei muito puto. Tantos personagens para aparecer no Smash e vem um cara desconhecidíssimo até mesmo para a própria fanbase do jogo original. Além disso eu só havia jogado o Awakening e vivia frustrado de o Chrom não ter dado as caras (fora que tinha Robin, Lucinda e personagens clássicos poucos conhecidos pelo público atual, como o próprio Roy).

    Uma coisa curiosa do Fates ser lançado em diferentes versões é que elas eram diferentes mesmo, fazendo até sentido adquirir as duas (tinha um desconto na segunda), diferentemente das versões cara de pau de Pokémon (e que alguns ainda compram as duas).

    Depois de um tempo, até onde lembro, foi lançada uma terceira versão, exclusivamente digital, como DLC.

    O meu Fates aqui no 3DS é a versão completa, com todos os três caminhos, então o pessoal daqui e internet afora me convenceram a jogar o Conquest, a versão mais hardcore. Devo mencionar que não curto muito essa série e nenhum jogo do mesmo estilo (como FF Tactics, mas amo Mario & Rabbids: Kingdom Battle e devo gostar de XCOM e Mutant: Road to Eden e afins no futuro).

    A campanha se inicia em forma de tutorial nos primeiros capítulos. Você curte o enredo, aprende a se movimentar por turnos num mapa em grid e a atacar os oponentes. Existem várias classes de personagens no jogo, cada uma com sua especialização.

    Há guerreiros comuns, como o próprio protagonista, os mais pesados, arqueiros, magos, curandeiros, a cavalo com diversos tipos de armas, voadores montados em pégasos ou dragões e assim por diante. Há ainda um esquema de vantagem e desvantagem de armas estilo pedra-papel-tesoura em que armas vermelhas ganham de verde, verdes ganham de azul e azuis ganham de vermelhas.

    Normalmente as missões se baseiam em matar a todos os oponentes do mapa ou um chefe em específico, mas vale a pena manter alguns cuidados e alguma estratégia (que só veio mesmo lá pra metade da aventura): se um aliado morrer, ele sai de batalha e não há o que fazer até a próxima fase, e isso no modo Casual. No modo Classic os personagens mortos não retornam nunca mais ao jogo, e olha que você se apega a eles!

    Esse diferencial da morte permanente (Permadeath) nunca fez muito sentido pra mim. Perder uma unidade valiosa em batalha faz muita diferença no combate e ainda a impede de ganhar mais níveis lutando. Morte instantânea, na minha experiência com tantos amigos que gostam de FE, só significa ficar salvando e carregando o seu progresso continuamente para tentar uma estratégia diferente ou mesmo reiniciar os longos estágios completamente para consertar um erro anterior ao seu save.

    Depois de poucas e fáceis fases em que eu não tive que usar um neurônio para terminar, vem a parte da bifurcação da história. Há duas famílias alegando que você faz parte de uma ou outra e, depois de alguma experiência com cada, você deve decidir qual caminho seguir: Hoshido ou Nohr. O caminho da DLC sugere que você não vai se aliar com nenhuma das família e seguir seu próprio caminho.

    Sinceramente eu fiquei muito curioso com esse terceiro caminho, Revelation, após terminar o jogo pois senti que havia mais história por trás dos acontecimentos e que não a conheci por completo, que não conheci o verdadeiro mal no controle de tudo.

    A primeira coisa que não gostei nesse Fire Emblem é a paleta de cores. TUDO é incrivelmente bege, tudo. Cabelos, peles, o céu, os efeitos puxam pro amarelo. Chato.

    Outra coisa é que os personagens são muito parecidos fisicamente, como se todos tivessem o mesmo rosto e só mudassem a roupa e corte de cabelo. Felizmente o contexto das missões e enredo ajuda muito a diferenciá-los, mas conforme o jogo anda, mais e mais unidades se juntam a você e fica tenso administrar tantas pessoas e classes diferentes. No nível 10 ainda é possível promover para classes mais avançadas e todos os personagens tem seus próprios níveis e equipamentos. A lojinha de equipamentos é meio confusa e não mostra quais armas são melhores ou piores que a sua atual, dificultando muito comprar novos equipamentos e dando uma super preguiça de ficar memorizando atributos e comparando com outros antes de comprar.

    Como eu disse anteriormente, o jogo passa muito tempo sem necessitar de estratégia e sendo fácil demais. Ande e ataque quem estiver mais perto. Tanto faz.

    Mais tarde as coisas ficaram mais e mais desafiadoras até chegar num nível difícil nas últimas missões. Mas sabendo que estava perto do término, isso me animou depois de quase 30 missões só na campanha principal.

    Chegou uma hora que você precisa saber onde posicionar bem cada um, se vai atacar ou curar, se está ao alcance de tomar dano dos inimigos, qual das armas equipadas usar nesse embate, quem ficar ao seu lado para dar uma forcinha na luta etc. Legal, apesar de eu ainda não gostar desse lance de administrar taaaaantas pessoas a cada round, sem contar os inimigos..

    Termine uma missão, a campanha anda, personagens ganham XP e níveis e é hora de voltar para a cidade. Essa é uma parte bem legal desse jogo: a cidade, pois você a constrói como quiser, posiciona os prédios como quiser, constrói o que quiser e faz upgrade no que preferir diante das limitações. Isso é uma coisa que o Awakening não tinha e que permite bastante interação com os personagens, acessar lojas e outros estabelecimentos e até chamar uns companheiros (as) para os seus aposentos. Corrin safadinho!

    Na cidade é ainda possível acessar missões paralelas e mesmo jogar algo levemente diferente que envolve defender tudo o que você construiu do ataque de bandidos.

    Outra coisa que me cansa demais é que o jogo tem diálogo demais. Os diálogos se constituem de uma imagem estática olhando para a outra enquanto você aperta A para passar balões e mais balões de fala que poucas vezes são mesmo interessantes.

    Fates, assim como Awakening, tem um lado muito otaku e até apelativo de fanservice. As personalidades são muitas vezes infantis e as garotas usam decotes grandes e conversas coisas sugestivas. Meio besta e corta um bocado da imersão pra mim, que esperava um jogo mais sério.

    Os visuais são meio sofríveis mesmo pro Nintendo 3DS, sendo que os modelos dos personagens são simples e muito serrilhados. Nas cutscenes que eles andam pelos cenários é tudo muito simples e dá para perceber que o jogo é todo criado para ser jogado e visto na câmera aérea e que os mesmos elementos estão sendo vistos de perto durante as cenas.

    O final da campanha foi bem difícil pra mim. Os inimigos ficaram fortes e estavam derrotando meus aliados facilmente. Muitos deles não haviam sido promovidos para classes superiores e eu não entendi o porquê. Comprei o item e dei para todo mundo acima do nível 10 mas era impossível usar. Bem, cheguei no final do jogo assim, bem básico.

    Mais tarde tentei novamente quando a maioria dos meus personagens estavam no nível máximo, 20, e eles resolveram aceitar a evolução. Classe nova, melhor e mais forte, mas sem treinamento, no nível 1 e sem novas habilidades.

    Acabou que só hoje eu passei o dia INTEIRO fazendo 3 missões. Perdi a sexta-feira inteira achando que seria rápido terminar. Comecei a apelar para saves no meio das batalhas e até procurei dicas online, que não deram em nada. Uma coisa que me desmotivou muito foi justamente na última missão, mega difícil: os acontecimentos do jogo são sempre os mesmos independente de quantas vezes eu carregar um save. Eu slavei bem no final e meu personagem sempre dava um ataque crítico, o outro sempre recebia o mesmo dano e os inimigos se comportavam sempre da mesma forma. O fator aleatório e as surpresas deveriam ser algo verdadeiro aqui, mas não são e isso é muito sem graça. Fiquei preso num looping quase infinito no último chefe graças ao save que fiz, mas não tinha o que fazer e ele sempre me matava com apenas 2 de HP.

    Resumindo: Fire Emblem Fates: Conquest é legal e muito mais completo que o jogo anterior, Awakening, por incluir mais rotas diferentes graças às suas múltiplas versões e mesmo o sistema de administração de cidade. Infelizmente, mesmo depois de anos que não jogo a série (joguei o anterior em 2014, salvo engano) ainda não me pareceu um título muito original. Mesmo assim fiquei curioso e até tentado a jogar todas as rotas.

    De bom: cinemáticas bonitas e com efeito 3D legais. Inclui modos multiplayer local e conectividade online. Há diversas escolhas que podem mudar acontecimentos no jogo. Fiquei curioso com os emails caminhos. Modo de jogar sem as demoradas animações agiliza bem.

    De ruim: um tédio nas primeiras missões. Personagens meio genéricos. Muitos menus, personagens e equipamentos para cuidar e muito fácil de fazer uma confusão e esquecer alguém. Continuo achando o sistema de Permadeath sem sentido. Algumas missões exageradamente difíceis. Ações que sempre gerarão os mesmos resultados. Não houve opção de voltar à cidade entre as duas últimas missões e se equipar, comprar itens etc. Sistema de compra e equipamento muito bagunçado e falta clareza em muita coisa. Não encontrei uma maneira de ganhar níveis e se preparar melhor. Muito diálogo. Achei que os visuais deixaram a desejar.

    No geral, Conquest foi uma experiência válida de um gênero que não me anima. Mas quando penso em jogo tático, prefiro algo menor e com mais sentido e organizado. Talvez um Into the Breach? O próximo é o Echoes. Em 2022? Daqui 8 anos? Só deus dirá. Meu ânimo com a série é bem baixo e já nem sei mais se terei saco pros títulos de GBA, Gamecube e Wii. Talvez pegue mesmo apenas os de 3DS e Switch pra frente. Veremos! Jogo ok.

    Fire Emblem: Fates: Conquest

    Platform: Nintendo 3DS
    297 Players
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      jcelove · over 1 year ago · 2 pontos

      Putz man, a galera te convenceu a jogar o conquest mesmo? O birthright ao menos tinha o Ryoma...
      Podia ter pulado o fates e jogado o echoes q é de longe o melhor fe do 3ds, depois pegava esse ai algum dia. Mas ok, ao menos nao foi tao ruim pra vc.

      4 replies
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      fgamesplayer65 · over 1 year ago · 2 pontos

      Boa!

  • 2021-06-25 22:10:13 -0300 Thumb picture

    Efeméride Gamer #262 - 25 de Junho

    Medium 780596 3309110367

    25 de Junho de 1993 - 28 anos do lançamento de Lufia & the Fortress of Doom no Japão para Super Famicom.

    25 de Junho de 2015 - 6 anos do lançamento de Fire Emblem Fates: Birthright/Conquest no Japão para Nintendo 3DS.

    25 de Junho de 2007 - 14 anos do lançamento de Pokémon Battle Revolution na América do Norte para Nintendo Wii.

    Fonte: OnThisDayInGaming , Rocky

    6
  • noyluiz Luiz Henrique Santos
    2021-01-26 23:12:42 -0200 Thumb picture

    Desafio: Classes de Fire Emblem (dia 1)

    Então, numa tentativa de animar a rede, fizeram este desafio.

    -----------------------------------------------------------------------------------------

    Regras:

    - Dia 1: Fazer um top 5 de suas classes favoritas de Fire Emblem

    - Depois disso, fazer um TOP 5 de personagens nos outros dias

    - Se quiser, fazer um dia adicional com uma menção honrosa.

    - Marque a persona @desafio

    -----------------------------------------------------------------------------------------

    5 - Lords: Sempre foi uma classe muito boa (ou não né FE6) e diferentes a cada jogo pra dar aquela variada como no FE7 e FE8 (com os Lordes de Machado e Lança).

    4 - Sage:  Sempre usei bem mais esse tipo de magos dos Druid ou Bishop, afinal eles são bem uteis e versáteis (afinal quase nenhum inimigo tem mais de 3 de RES)e fora  as units late game OP.

    3 - Hero: Depois de terminar o FE12 como ela é muito boa e um otimo tapa buraco (quando precisar causar dano e tankar dano).

    2 - Horseman: My Boy Wolf sempre foi MVP em todos os jogos que ele aparece e Sedgar na ficar pra atrás (e a Lyn tbm por tabela).

    1 - Swordmaster: São units bem maneiras com design legal e apelonas (e tem as melhores animações de críticos da franquia).

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    Fire Emblem: Mystery of the Emblem

    Platform: SNES
    158 Players
    15 Check-ins

    11
    • Micro picture
      vante · about 2 years ago · 2 pontos

      Caraca, pensei que só eu que gostasse dos Horseman e já apareceram em 2 listas além da minha kkkkkkkkk

      2 replies
  • noyluiz Luiz Henrique Santos
    2020-11-21 22:39:54 -0200 Thumb picture
    noyluiz checked-in to:
    Post by noyluiz: <p>-<em>Jogo Finalizado-</em></p><p>Esse jogo é fei
    Fire Emblem: Shadow Dragon

    Platform: Nintendo DS
    617 Players
    127 Check-ins

    -Jogo Finalizado-

    Esse jogo é feio, tem antimosfera horrível, mapas primitivos e simplórios, o minimo de texto possível, quase nada de conversa entre personagem e mesmo ainda gostei muito do jogo (As portraits são dahora).

    Eu gostei da turminha do Marth e suas desventuras (mais anida no new emblem). Foi divertido e meio culto com só umas 20 horas no normal (talvez eu joguei uma vez no hard).

    Nota: ☆☆☆☆

    11

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