• anduzerandu Anderson Alves
    2022-11-25 00:44:11 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Kirby and the Forgotten Land

    Zerado dia 24/11/22

     Tenho percebido que os jogos no Nintendo Switch ou são bem leves ou bem pesados e esses maiores basicamente ocupam o espaço que caberiam muitos outros menores. O único problema dos pequenos é que caso eu queria baixar algo que pesa, sei lá, 5GB, eu teria que terminar vários deles para conseguir espaço.

    Os amigos já estão planejando a próxima jogatina presencial e eu me sinto no dever de levar alguns jogos para conhecer, como 2 dos Jackbox Party mais recentes, porém realmente tá complicado isso de espaço.

    Sendo assim resolvi focar nesses maiores por enquanto, ou pelo menos tentar fazer isso. A escolha da vez foi Kirby and the Forgotten Land, um jogo famoso por ser bom e que eu tava louco para jogar desde o seu lançamento! 

    Tudo o que eu sabia sobre ele eram as informações do primeiro trailer e mesmo assim já até tinha me esquecido. A única coisa que ficou na mente é que se tratava de um Kirby de mundo aberto ou sei lá. Seria esse mais um jogo estilo Breath of the Wild?

    Também tenho que dizer que essa franquia da bolota rosa é difícil de acompanhar, mas meio que tenho tentado fazer isso há anos! O que acontece é que eu termino o último jogo e quando me dou conta já lançaram mais três.

    Eu AMO Dream Land 2 do Game Boy e foi meu primeiro jogo no portátil enquanto eu não arranjava um Pokémon Crystal. Anos depois adorei os jogos do GBA mas também tiver experiências ruins dentro dessa série que tem tantos jogos, incluindo spin-offs (que acredito que sejam aqueles com jogabilidade diferente).

    Como eu já mencionei em algum post, essa franquia ficou meio bagunçada com tanta experimentação. O Kirby 64 já é um jogo que meio que divide águas. No Gamecube temos aquele Air Ride que só deve funcionar no multiplayer. No Wii a franquia voltou com uma cara diferente e mais infantil do que nunca com jogos como Return to Dreamland e Epic Yarn. E assim por diante.

    Mais recentemente eu joguei dois mais modernos: Planet Robobot, muito melhor do que o genérico Triple Deluxe (na verdade, o PR é facilmente um dos melhores) e o terrível Star Allies. Enfim, eu meio que já tinha perdido a fé na franquia há tempos, mas vez ou outra surgiam jogos bons que davam algum twist na fórmula de sempre.

    Forgotten Land parecia muito interessante. Bonito, com jogabilidade diferente, liberdade e muita gente falando super bem. Mas como eu também sempre digo, essa geração tá sendo uma das mais complicadas de conseguir opiniões imparciais de jogos da Nintendo da fanbase, que tem incluído muitos jogadores que voltaram ao mundo dos games agora e fazem de tudo para endeusar o console e fazer seu dinheiro contar.

    Iniciando a campanha, inicialmente não tem muita novidade. Sempre tem aquela CG meio esquisitona sem efeitos sonoros desde o Wii e os menos são meio que mais do mesmo.

    A história agora se inicia com o Kirby sendo levado para um planeta ou realidade diferente. Esse novo lugar se parece muito com o nosso planeta e inicialmente tem até um certo feeling pós-apocalíptico, quase que como um The Last of Us, porém não chega a ser mórbido ou sequer triste. Para ser sincero, é tudo muito bonito! Cara, que jogo lindo!

    E os desenvolvedores da Hal Laboratories tiveram muito cuidado em criar os detalhes desses lugares e como os apresentar. É uma experiência bem diferente dos jogos anteriores, mas ao mesmo tempo é muito familiar a jogabilidade, mesmo agora com toda a liberdade 3D.

    O jogo também não tem o caráter "Super Mario Odyssey" que eu imaginei, mas é bem mais puxado para o Super Mario 3D World, o que é sensacional!

    Depois de uma área inicial e uma apresentação super bacana, quase como se estivéssemos iniciando um filme do Kirby, finalmente podemos começar de verdade.

    Aqui as coisas funcionam da seguinte maneira: há uma cidade inicial pequena que é quase como um hub central que depois entro em maiores detalhes. Daqui é possível pular numa estrela e ser levado ao mapa do mundo de Forgotten Land onde sobrevoamos com essa estrela e escolhemos os estágios.

    Mais uma vez, há um sentimento muito bacana de 3D World, como se esse fosse o 3D World dessa geração (embora o multiplayer só suporte 2 jogadores). Só que as fases são muito mais modernas e caprichadas. Quer dizer, você pega u Mario e ele é muito bonito, mas tem muitas texturas simples, como os blocos que quebramos. No Kirby um bloco similar tem mais efeitos de luz, detalhes e texturas mais realistas.

    As fases têm esse caráter que mistura o real com animação, como um filme da Pixar ou Dreamworks, e isso é animal!

    Sem contar que cada uma dessas fases é única e tem desafios e mecânicas próprias, duração perfeita e muitos segredos. Há ainda muito fator replay pois existem Waddle Dees para serem encontrados ou resgatados ao fazer missões opcionais, como passar de uma seção sem tomar dano ou encontrar uma sala secreta.

    Essas missões são ficam a mostra para você (apenas a de terminar o estágio, que rende 3 Waddle Dees e a quantidade deles que você acha em gaiolas, como as moedas grandes da série New Super Mario que marcam na cartela quais foram encontradas e se você pulou alguma).

    As demais missões são reveladas assim que você as completa ao terminar o estágio (uma será revelada a cada vez que você o fizer), sendo possível voltar na fase e tentar afazer aquilo que não conseguiu anteriormente.

    Eu achei que não fosse ligar para isso, mas o level design é fenomenal a ponto de eu não querer que as fases acabassem. Eu queria explorar tudo e achar tudo! E como o restante do jogo manteria o nível depois do que eu já tinha jogado? E o pior que eu era sempre surpreendido. Que jogo gostoso!

    Dentro das fases também temos o lance das habilidades de cópia do Kirby. Há os clássicos poderes de cuspir fogo, espada, jogar bombas etc, usados não só para diferentes estilos de jogo conforme o jogador preferir ou conseguir achar no momento e há habilidades momentâneas, que não substituem essas de cópia, como quando sugamos um carro e o dirigimos por aí ou um arco que dentro da boca do Kirby o deixa numa forma de asa delta, perfeito para voar em seções específicas.

    Atente-se que fato de que o Kirby não engole essas coisas e aprende uma habilidade, mas sim as abocanha e por serem grandes e geralmente objetos feitos de metal, acabam transformando a sua forma.

    De volta à cidadezinha do Kirby é possível fazer um bocado de coisas e mais ainda conforme você avança na campanha.

    Primeiro que os Waddle Dees que você resgata (em média 11 fazendo todas as missões por fase) são mandados para esse lugar e quanto maior o número acumulado, mais construções e áreas serão adicionadas. Você terá lojas de itens, um cinema para rever as cinemáticas do jogo, minigames para jogar e até um coliseu para testar suas habilidades! Muita coisa aqui prolonga muito bem a vida da aventura.

    Pelo mapa de escolha de fases há também desafios focados no uso de uma habilidade, cada um, que nos recompensam com um cristal estranho. Use esse cristal mais dinheiro acumulado das fases regulares e você poderá evoluir suas habilidades na cidade, mudando suas aparências e as deixando muito mais legais e fortes!

    Resumindo: Kirby and the Forgotten Land é um jogo sensacional e um exclusivo de peso do Switch. Eu esperava um jogo bom, mas não esperava algo que define o porquê eu gosto tanto de video games. Vinha criticando o Switch e como muitas séries vinham decaindo, mas tenho percebido também que algumas tem evoluído e aqui está o perfeito exemplo disso. Na verdade, esse pode muito bem ser o melhor Kirby já feito ou se alguém o disser, eu não teria como discutir. Bem, pelo menos o melhor Kirby 3D ou o melhor moderno ele é. Seja criança, seja marmanjo, casualmente, no modo fácil, no modo normal, seja para coletar e fazer tudo, esse jogo vai te entregar uma ótima experiência de qualquer forma!

    De bom: lindo de mais! Jogabilidade certinha. Ótima trilha sonora. Level design de primeira! Quase nenhum diálogo ou mil textos como todo jogo atualmente. Estágios originais, assim como os usos das habilidades que é como se fosse o princípio do Mario Odyssey, mas muito mais bem implementado! Chefes maneiros. Muita coisa para fazer para quem for atrás dos 100%. Sistema de melhoria de armas que as deixa bem interessantes. Inclui um modo de jogo mais difícil extra dentro da campanha assim que você a termina. Para até 2 jogadores.

    De ruim: tive alguns problemas com perspectiva. Alguns desafios, embora opcionais, exigem que você seja um mestre no jogo para fazer as coisas a tempo. Não tem a linguagem Pt-Br (muito embora não faça quase nenhuma diferença).

    No geral, esse é o tipo de coisa que chega a reacender a chama por jogar video games. É uma pena que 1 a cada 30 ou mais seja assim. Estou muito surpreso, mas acho que esse é o espírito de jogo que me faz ter respeito pela Nintendo. Sinto ainda que esse jogo tem a cara de todas as gerações, como se fosse algo atemporal e é difícil de explicar. Esqueça suas experiências passadas com Kirby e faça a si mesmo esse favor de relaxar e jogar Forgotten Land. Jogaço!

    Kirby and the Forgotten Land

    Platform: Nintendo Switch
    73 Players
    31 Check-ins

    14
    • Micro picture
      topogigio999 · 3 months ago · 2 pontos

      Esse jogo é sensacional... Junto do mario odyssey foram minhas melhores experiências com o switch.

  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-11-02 19:23:59 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Astral Chain

    Zerado dia 02/11/22

    E pensar que Astral Chain é um jogo de 2019. Três anos já! Uau! Eu me lembro quando ele foi anunciado e pelo pouco que entendi, achei interessante. Fora que ter a logo da Platinum Games geralmente significa algo do meu interesse (embora eu não tenha curtido o famoso Nier Automata). Queria tanto Vanquish no Switch!

    Na época de seu lançamento eu já estava meio assim com jogos de Switch, pouco disposto a arriscar 300 reais e se fosse algo como Bayonetta, seriam 60 dólares em um jogo de 7 horas. Não dá!

    Já fui na ideia de pegar AC emprestado mesmo, como sempre fiz com títulos do tipo e já que não tenho mais nenhum espírito colecionador. Porém pouca gente pareceu comprar o jogo, e nessa geração o pessoal já se acostumou a comprar tudo digital. Um único conhecido tinha o jogo físico e eu pedi emprestado, mas recebi o meu primeiro "não" da minha vida relaciona a video games, haha.

    Os jogos foram saindo com frequência no Switch, mas tava difícil acompanhar de forma regular. Cada vez mais quero pagar menos em jogos pois comecei a perceber que a maioria deles nem é tão bom assim. E no caso da Nintendo eles estavam compensando pela era do Wii U. Muuuuuito jogo o tempo todo. E assim fui deixando um aqui para quando desbloqueasse o console. Outro ali. E mais um, mais outro e mais outro e de repente se foram anos e muitos títulos do interesse.

    Eu não pretendia jogar AC tão cedo na verdade, mas com o lançamento do Bayonetta 3 eu tive que ver como era o jogo anterior deles! Fora que o primeiro trailer de gameplay de B3 não só fazia menção à Astral Chain como ainda tinha um visual bem similar, inclusive o filtro meio azulado (tenho noção de que eles não sejam relacionados).

    Quando desbloqueei o Switch e pensei em exclusivos, AC foi um dos primeiros que baixei, pois foi da primeira "leva" de jogos que não joguei na plataforma. Outra coisa que pesou em priorizar ele agora foi liberar espaço na memória (cerca de 10GB).

    Quando você inicia o jogo, é tudo legal, mas nada inovador ou fora do esperado. Me foi pedido para escolher entre um avatar masculino ou feminino e dar um nome ao personagem. O personagem do sexo oposto ao que você escolher será chamado de Akira e será um dos protagonistas da história. 

    Para ser sincero, Akira é muito mais interessante do que você mesmo. Ela (no caso da minha AKira), fala e participa muito no jogo. Já você é aquele carinha mudo que segue instruções do chefe e resolve os problemas sem dar um piu, bem sem graça e pouco memorável.

    O gameplay inicial já era familiar para mim pois o tinha visto sem querer num stream de um cara que sigo no YouTube. Aqui jogamos numa moto em alta velocidade por um túnel futurista, atirando e se esquivando de obstáculos. Lembrava que essa parte era bem bonita, e é mesmo, mas a jogabilidade também é bem sem sal. Gosto muito da aparência que chega a parecer um pouco com alguns clássicos tokusatsus, de certa forma: Solbrain, Winspector e Cybercops. Infelizmente essa aparência foi cada vez mais se revelando ser de apenas um anime moderno.

    Agora finalmente em controle do personagem no chão, jogamos em uma ponte onde vários inimigos atacaram na cidade. Há veículos para todo lado, inocentes caídos, muitos fogo e o caos. Essa parte serve como tutorial de como funciona esse hack 'n' slash mas também é legal para conhecer o estilo cyberpunk de AC. Também não tem como não amar os visuais do jogos da Platinum e como a chuva cai, o fogo se reflete na lataria dos carros, o neon bate no chão e tudo mais. É bacana!

    O gameplay em si é simples e não é, principalmente por ser pouco intuitivo e até o final da aventura eu ainda estava confundindo botões.

    A explicação para isso é que você meio que joga com dois personagens ao mesmo tempo, o policial que você escolheu lá no início e mais um monstro (meio estilo Persona ou os Stands de JoJo's Bizarre Adventure).

    Jogar apenas com você, sem invocar o monstrengo é até fácil, mas não há botão de pulo como na maioria dos títulos do gênero e você ataca com o gatilho direito. É um inferno ficar apertando ZR a todo momento numa luta. Haja dedo!

    Já se você invocar o seu companheiro metálico, bem, ele fica batendo sozinho. Porém há várias habilidades ativas que você deve executar em conjunto com ele para passar por obstáculos e até vencer certos tipos de inimigos.

    É aí que entra a jogabilidade com os dois analógicos. Anteriormente você andava com um e movia a câmera com o outro. Agora um você anda e outro serve para movimentar o seu parceiro. Vou dizer que lembra um bocado a experiência em Brothers: A Tale of Two Sons (ou o minigame multiplayer do Animal Crossing de Nintendoland, se você conhecer).

    Porém, ainda, para manter esse controle é necessário manter o gatilho esquerdo, ZL, pressionado. Então você está andando com um analógico, apertando-o aqui e ali para correr, apertando B para se esquivar, apertando frequentemente ZR para atacar, mantendo o ZL pressionado e usando o analógico direito para mover seu amigo.

    Na verdade é até fácil, mas muitas vezes não tinha jeito, eu confundia. Até porque mais e mais comandos são apresentados com o andar da carruagem. Mas movimentando o seu amigo acorrentado é possível, por exemplo, dar uma volta no inimigo e o prender por um tempo ou mesmo fazer uma armadilha para um oponente que vai passar em alta velocidade entre vocês dois.

    A primeira experiência com AC foi ok. Sabia que iria melhorar mais ainda depois dessa introdução, porém optando por focar no Yakuza 5 (o plano inicial era jogar ambos paralelamente). O Yakuza então foi super priorizado e o AC acabou dando uma preguicinha. Demorei para voltar nele.

    Quando voltei, bem, eu desgostei um pouco da experiência.

    Os primeiros capítulos são bem chatos. O jogo é bonito e tal até aí, mas o combate é estranho, lento e com você sempre preso ao chão batendo com seu cassetete numas criaturas grandonas. Também é difícil prever os golpes inimigos e se esquivar sem tomar dano. Em resumo: estava arrastando dois jogos relativamente longos, e olha que eu jurava que não jogaria nada assim tão cedo pois as expectativas eram altas!

    Cheguei a procurar na internet e achei uns tópicos no Reddit falando que AC era decepcionante, devagar, genérico e com aquele enredo de anime mega genérico e superficial. Nããão!

    Ainda assim fui empurrando pelo menos um capítulo dos 12 por dia. E tava difícil, viu?

     O jogo se resume por muito tempo a estágios bem similares:

    -Você começa na delegacia. Lá você pode treinar os tutoriais, comprar itens, melhorar suas armas, falar com os NPCs, trocar roupas, estilos do personagem etc. É lá também que alguém vai te dar a missão de continuar a campanha, como um hub principal.

    -Em seguida o time vai estar na cidade. Essa parte é sofrível! As cidade geralmente são aquelas clássicas de filmes futuristas que ficam nos arredores das cidades grandes. São lugares mais "reais", cheios de ferro velho, concreto rachado, canos enferrujados e trilha sonora bem ruim. Para completar você ainda tem normalmente que interagir com dezenas de pessoas atrás de informações sobre algum acontecimento que te levou para lá, depois discutir o que pode ter acontecido e tal. Grande parte da investigação é lenta, com muitos diálogos e usando uma habilidade raio-x da tela como nos jogos da série Batman Arkham.

    -A última parte é que você sempre encontra um portal para o mundo dos monstrengos alienígenas. Lá é tudo vermelho e preto e você tem uns desafios usando as habilidades de seus "stands" para prosseguir, muitas lutinhas para fazer e um combate principal contra um chefe.

    Agora a parte surpreendente. Estava cansado na repetição e previsibilidade de Astral Chain. Estava bem tedioso mesmo e comecei a acreditar que a Platinum já havia entrado num fase que não era mais para mim. Mas valeu a pena continuar!

    Depois de poucos capítulos você finalmente desbloqueia o combate real de AC, bem mais parecido com o de Bayonetta e o jogo fica realmente divertido! Você ainda vai desbloquear mais "personas" e pode os trocar a qualquer momento durante as batalhas, o que inclusive é fundamental diante das situações. O enredo em si fica um pouco melhor mas asa partes chatas vão ficando de lado e o foco fica cada vez mais no combate e estratégia, além de que alguns combos são animais!

    Ainda assim muitos defeitos persistiam, mas o jogo mais uma vez subiu no meu conceito e deixou de ser ok ou no máximo legal para algo bem bom! A história estava relativamente original e fora da caixinha, os capítulos estavam mais rápidos e o gameplay não parou de evoluir!

    Resumindo: Astral Chain é um hack 'n' slash exclusivo de Nintendo Switch mas que nem parece muito algo exclusivo. Quer dizer, tem algo que é bem dos jogos dessa plataforma mesmo, inclusive visuais que remetem a série Xenoblade após o primeiro do Wii (sobretudo o Chronicles X), mas tem um jeitão de coisa que você jogaria no PS4. Bizarramente eu gostei bem mais dele do que do Nier Automata, mas não acho que seria um "system seller" para um fã da Platinum, muito embora o Bayonetta 3 agora justifique bem. Minha experiência inicial com o jogo foi bem morna, mas ele me surpreendeu e acabei gostando bastante. Não virei o fã número 1 dele nem pagaria os 300 reais (como não pago mais em nada), mas vale sim a jogatina!

    De bom: belos visuais! Gameplay fica muito divertido! Enredo ok. Há motivos para replay, incluindo aperfeiçoar seus rankings nas missões e um epílogo depois do zeramento. É possível jogar de 2 jogadores, mesmo cada um com um joycon.

    De ruim: o jogo começa muito lento. Partes de investigação não me convenceram e acabaram sendo bem tediosas. Trilha sonora fraca 90% das vezes (nos outros 10% ela é aquele épico genérico). Controles confusos e nada intuitivos e a cada nova habilidade e no calor do momento é normal de ferrar por conta disso. Protagonista super sem sal. Algumas tentativas de variar o gameplay, como com partes stealth, não deram muito certo. Tive problemas com a câmera, sobretudo quando controlava os monstrengos com a corrente.

    No geral, apesar dos apesares foi um bom jogo. E isso vindo de alguém que jogou as primeiras horas já preparado para escrever muito mal sobre ele. Inclusive cheguei a conversar com os amigos no final de semana sobre o quão decepcionado estava, mas vale ir até o final. Só 15 horinhas! Sobre AC, jogo legal!

    Astral Chain

    Platform: Nintendo Switch
    149 Players
    46 Check-ins

    9
  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-09-24 11:20:22 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: We Love Katamari

    Zerado dia 24/09/22

    Assim que finalmente terminei de jogar Killer7, tirei o pendrive plugado no PS2 em que o jogo se encontrava com o OPL, desbloqueio que roda os jogos direto do USB, e pluguei o outro que eu comprei recentemente apenas para deixar nesse console, com mais espaço e jogos. A verdade é que eu estava LOUCO para jogar um em específico, ignorando meu "dever" de terminar os jogos restantes no Switch e tudo: We Love Katamari!

    Eu AMO Katamari, de verdade desde que resolvi experimentar o tão famoso primeiro jogo no PS2 e desde então tenho jogado a franquia com alguma frequência desde 2014 ou por aí. Lembro que fui procurar mais títulos do mesmo criador/estúdio e descobri que haviam mais Katamaris. Até então eu acreditava que era só um!

    Curiosamente havia um jogo no Xbox 360, no PS3, PSP, PS Vita e outro ainda no Playstation 2. Ué!? Joguei os outros com o tempo e sobrou só esse daqui.

    Eu sempre falo que tenho alguma dificuldade em jogar cosias daquela geração e é verdade. Bate uma preguiça pois os visuais deram uma envelhecida, não tem muitas franquias que gosto (e as que gosto nem sempre ganharam versões tão interessantes nessas plataformas) e o fato de eu não ter como jogar portátil, o que facilitaria muito (detesto jogar no celular). Sendo assim, acabo jogando na plataforma original, dependendo de um TV e de muitas horas pois os jogos da época pareciam ser bem mais enrolados e demandavam mais tempo para terminar.

    Foi também uma geração que eu deixei de lado na época, que perdi vontade de jogar qualquer coisa e até larguei os consoles. Voltei anos depois e nem tudo desce muito fácil e um exemplo disso é o Mario Kart: Double Dash, que a galera ama mas depois de tanto jogar os mais recentes, eu simplesmente não consigo ver graça nele.

    Mas as vezes penso que é uma impressão meio aleatória que ficou na minha cabeça, talvez por ter me dedicado muito aos consoles em HD seguintes, pois há sim jogos que eu gosto para caramba, como o próprio Katamari Damacy!

    Tudo isso mudou com a aquisição do meu próprio PS2 depois de tanto depender dos consoles emprestados ou jogatinas nas casas dos outros. Agora eu poderia pegar um jogo e me dedicar "24/7" a ele, imersão completa. Finalmente poderia jogar Xenosaga, God Hand, Shin Megami Tensei: Nocturne (ainda não joguei nenhum deles). E com o desbloqueio que não dependo de gravação de DVDs fica melhor ainda!

    Mas mesmo no caso de voltar para uma franquia que eu gosto como esta, o buraco era mais embaixo: a franquia me cansou um pouco. Isso porque todos os jogos Katamari são muito parecidos e alguns ainda são um pouco abaixo da média. Eu estava mesmo preso na experiência original como favorita para sempre. O jogo do Xbox 360 adicionava uns desafios chatos que me faziam vencer ou perder a fase em segundos e eram irritantes. Já no PS3 não tinha nada de novo além do visual que ficou mais feio. O jogo do PS Vita foi super curto e mais aprece uma demo esquisita e no PSP curiosamente funcionou muito bem, mas realmente eu estava meio cheio de fazer o mesmo.

    O hype que sobrou foi o de que We Love Katamari (WLK) é o predileto de muitos fãs. De qualquer forma sabia que seria divertido e breve, então não tinha erro.

    Abrindo o jogo, ele é bem parecido com o seu antecessor e mesmo tendo menus e o próprio hub diferentes do Damacy, é um pouco difícil diferenciar qual é qual visto que o estilo é o mesmo. Sendo sincero, tendo jogado toda a franquia é bem difícil diferenciar cada um deles ou onde tem isso ou aquilo até porque os jogos mais recentes reciclam muitos desafios e estágios.

    Eu gostaria de dizer que WLK está para Damacy como Super Mario Galaxy 2 está para o 1, e é por aí mesmo, mas eu até consigo separar os jogos do bigodudo melhor nesse caso. Talvez se existissem DLCs no PS2 poderia ser um do primeiro Katamari.

    O jogo começa com o clássico tutorial. Muita gente acha a jogabilidade estranha, mas nunca tive dificuldades e com a minha experiência nem preciso mais ler os comandos, só fazer o que é pedido. Basicamente tudo acontece com os dois analógicos ao mesmo tempo, como se os seus polegares emulassem os braços do personagem na bola: os dois pra frente empurram para frente, os dois pro lado fazem você andar de lado, os dois para trás fazem você dar marcha ré. Um para frente e outro para trás fazem você girar em torno da bola e fazer curvas e apertar os botões L3 e R3 simultaneamente fazem você mudar para a direção oposta instantaneamente.

    O hub agora é uma tela com várias seções similares adjacentes. Você vê pessoas e casas e afins e pode andar até o limite direito ou esquerdo para ir para a próxima. São umas cinco no total.

    Quando uma pessoa aparece com um balão de fala é porque ela tem uma missão (e provavelmente é uma pessoa nova no mapa). A parte estranha é que não tem muita lógica sobre onde encontrar exatamente novas missões e as vezes você tem que ficar andando de seção a seção até achar alguém precisando de uma ajuda. Mais tarde esses mapas vão se enchendo de pessoas e algumas delas vão te pedir, opcionalmente, que repita os desafios na tentativa de melhor seu score (e dar aquela sensação de ter sempre muito conteúdo disponível). Cheguei a cair nessa umas vezes e refazer estágios ao invés de focar nos novos e que progridem a campanha. Enfim...

    As vezes você termina uns estágios e aparece uma tela de novo capítulo e uma historinha em cutscene. Tudo ok.

    O jogo em si é o clássico rola-bosta de sempre: você rola uma bolinha e tudo o que for menor que ela gruda nela ao contato. Conforme você coleta itens, seu katamari vai crescendo e você pode pegar coisas cada vez maiores. Há estágios que você inicia coletando clipes, borrachas, peças de mahjong e tal e termina coletando casas, aviões, prédios, países, continentes, entidades colossais!

    É uma maravilha de satisfação ir crescendo e e finalmente pegar aquelas coisas que tanto demoramos para conseguir, fora que é uma delícia limpar os cenário da quantidade gigantesca de itens que o jogo possui. Sério, é coisa demais pelos cenários!

    Nem preciso dizer que é uma experiência mega japonesa, com muito humor de lá, muito visual de lá. Eu amo esse tipo de coisa maluca de asiático. WLK ainda possui uma cara de que facilmente seria um jogo de consoles Nintendo, mas prova que há muita coisa de excelência na concorrência. Ótimo para todas as idades e o tipo de experiência que você não pode morrer sem conhecer (existe um remaster nos consoles atuais).

    WLK realmente segue a mesma premissa do primeiro Katamari, mas adiciona algo interessante: variedade nas missões, coisa que os demais jogos da franquia também tentaram fazer e chegaram a falhar.

    Basicamente o primeiro jogo consistia apenas em fases diferentes com tempos limites diferentes e tamanhos diferentes a serem alcançados dentro daquele período. Enfim, o jogo inteiro era apenas rolar e rolar e ficar maior e maior. Aqui há fases, volta e meia, em que seus objetivos são mais específicos como coletar a maior quantidade de vaga-lumes possível, ficar o maior possível com um limite de itens coletados e cenários que se encerram caso você colete algo em especial. E aqui tudo funciona bem.

    Mesmo em algumas missões mais chatinhas o jogo permite que você prossiga com a campanha, caso deseje, e o replay fica muito por conta de melhorar seus resultados. Isso é bem legal.

    Eu achei que WLK pecou um pouco no enredo e continuidade da campanha. Parece que as fases estão lá largadas de qualquer forma e isso ficou mais óbvio no final, que simplesmente aconteceu e foi isso. E reclamar disso num jogo com tanto nonsense é realmente algo a se pontuar.

    Mas ele acerta em tantos outros tópicos que nem dá para reclamar. Há um modo para dois jogadores (não lembro se o primeiro tinha), muitas coisinhas para te manter jogando, como desbloquear todos os personagens jogáveis e, mais uma vez, uma trilha sonora original e muito bem bolada!

    Quer dizer, a OST do primeiro jogo é insuperável e este daqui tem uma faixa ou outra bizarra, mas no geral são músicas sensacionais, incluindo uma da vocalista do Pizzicato Five, uma das minhas bandas prediletas dos anos 90 em diante e que sempre achei que poderia ter alguma canção nessa franquia. Que felicidade! Você talvez conheça a faixa Twiggy Twiggy ou alguma outra deles (vê aí no youTube hehe).

    Resumindo: We Love Katamari é realmente um jogaço e dá para entender o amor dos fãs por ele e muitos o considerarem seu predileto. O primeiro ainda é meu predileto por ter sido novidade e pela trilha sonora, mas esse daqui evoluiu sim e deixou a franquia mais completa. Para não ter erro, eu possuiria ambos em minha coleção e para ser sincero, são os melhores de toda a série, da mesma forma que na minha experiência os dois primeiros Yakuzas, de PS2, continuam sendo os melhores.

    De bom: mantém os lindos visuais, jogabilidade, humor e trilha sonora divertidos da franquia. Uma ótima pedida para quem queria mais na época, sem dúvidas. Bastante motivo para continuar jogando, incluindo desbloqueáveis e medalhas para quem conseguir scores mínimos em cada missão. Inclui modo multiplayer. Muito carismático e colorido, o tipo de jogo que merecia ter saído no Gamecube.

    De ruim: é mais do mesmo e age mais como fases extras do primeiro jogo mesmo. Continuidade meio estranha e ficar procurando fases para prosseguir é meio chato.

    No geral, gostei demais mesmo com um certo "burnout" da franquia depois de tantos títulos e mesmo os jogando com grande intervalos entre eles.Foi ainda um bom refresco depois do morno Wattam. Uma boa pedida para conhecer a série, embora atualmente deva valer muito mais a pena jogar o remaster Katamari Reroll em HD na plataforma que você desejar. Bom demais!

    We ♥ Katamari

    Platform: Playstation 2
    286 Players
    8 Check-ins

    13
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-11-15 17:53:35 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Fable II

    Zerado dia 15/11/21

    Na época da escola, eu era muito inocente e tímido, vivendo na minha bolha de alguns jogos da Nintendo, brincando de boneco e LEGO, mas haviam uns amigos bem mais vividos e que conheciam de tudo um pouco. Eu achava essa galera sensacional. Jogavam RPG, compartilhavam conhecimentos de música (como tocar mesmo e teoria em geral) enquanto eu só boiava e ficava por fora. Muitas dessas experiências que eles discutiam estavam sempre aquém da minha realidade: eu não conhecia as bandas que eles ouviam, não tinha um PC para mexer, não tocava nada de instrumentos, não tinha TV por assinatura para ver os mesmos seriados, não curtia muito ler livros, nem tinha irmãos para fazer algo acontecer dentro de casa. É, era uma vida bem pacata a minha, haha.

    Eu só fui ter meu primeiro computador em 2006, com 16 anos, no segundo ano do ensino médio (internet, então, apenas em 2008), e só o tive por encher tanto o saco da família e jogando o clássico "eu preciso para estudar". Era um PC fraco, comprado nas Casas Bahia e que serva para emular N64, PS1, Game Boys e, finalmente, jogar umas coisas de computador, como os Star Wars Jedi Knights e o tão falado Fable.

    Apesar de não ter meu computador por tanto tempo, eu manjava alguma coisa já. Matei umas aulas aqui e ali para jogar Counter Strike e GTA Vice City na Lan House quando moleque. Já na casa do meu primo vizinho, com sua caríssima máquina, jogávamos um bocado de coisas como o próprio Vice City do início ao fim, GTA III, Gunz The Duel e muito mais. Nessa época passávamos eras viciados em um único jogo.

    Já esse tal de Fable era uma sensação entre os conhecidos: um RPG 3D com total liberdade. Monte o personagem como quiser, tome decisões e rumos bondosos ou malignos ao decorrer da campanha e viva aquele mundo! Eu me cansei de jogar aquele título! Foram muitas horas na primeira campanha, do bem, e mais uma segunda jogatina bem curta sendo mau, já que a aventura se mostrou bizarramente breve se focada apenas nas missões principais.

    Fable ganhou sequências, mas eu nem devo ter ficado sabendo por muito tempo. Erámos felizes com apenas um jogo mesmo e eu não tinha muita noção de jogos que eram lançados. Curiosamente eu tive a chance de voltar ao mundo de Fable muitos anos depois na casa de um amigo que tinha a Anniversary Edition ou coisa assim no Xbox 360 e o achei bem feio. Fora que me surpreendi ao ver que o mapa era verdinho de tanta natureza, sendo que no meu jogo era tudo branco. Só aí percebi que meu computador não conseguia rodar as texturas de mato do mapa, haha.

    Mais uns anos se passaram e eu fui atrás de saber o que tinha acontecido com a franquia. O jogo original, lançado em 2004, eu só joguei em 2006. Em 2008 foi lançado o segundo. Depois ainda houve um terceiro e um de Kinect (até onde lembro). Um dia os jogaria, com certeza.

    Agora, há uns dois anos, estava andando na feirinha aqui da cidade e dei uma olhada no catálogo dos títulos piratas (e extremamente baratos) de Xbox 360. O meu console é desbloqueado, mas é a versão que é quase como bloqueado: requer os jogos gravados em mídia e tem acesso completo online. Nessa banca eu resolvi procurar algo interessante e esbarrei com Fable II. Cara, eu precisava ter aquele jogo! Comprado!

    Infelizmente o meu Xbox 360 e os muitos jogos que tenho nele foram meio que sendo deixados de lado e ofuscados pelo Switch, PS4, portáteis e até mesmo o PS3. Na verdade eu fiquei com um pouco de preguiça dele, sem exclusivos e com esses jogos piratas, conquistas para uma conta que não me importo em melhorar (sei que isso vai mudar assim que adquirir um Xbox Series no futuro). O console ficou na categoria ali do PS2 e Wii pra mim e digo mais: com entradas de vídeo tão limitadas na TV, ficou ainda pior ter que trocar cabos HDMI e tal.

    Bom, recentemente rolaram mudanças no meu quarto: comprei uma cama nova maior e aproveitei e substitui a pequena estante de TV e consoles para uma mesa maior. Ficou show! Aproveitei o espaço em abundância e resgatei meu 360 que estava na sala, para o caso de ter visitas e tal. Cheguei a jogar uma coisa ou outra casualmente nele (inclusive fechei o FEZ nele ano passado), mas a sala é muito disputada aqui e eu não tenho motivos para ficar lá, sobretudo para jogar.

    Resolvi rodar alguma coisa nele e um amigo estava falando que começou a jogar Fable. Chegou a hora! Hora de carregar pilhas...ô saco! Aproveitei o tempo e fui ver um review do primeiro jogo pois não lembrava de muita coisa dele.

    Instalei o barulhento console na TV já que o Switch também anda meio de lado, conectei na internet, atualizei o jogo e parti.

    Inicialmente há uma CG muito bacana e tal, seguida pelo jogo em si. Os visuais são bem 2008 mesmo, início daquela geração. A temática GRITA jogos europeus tipo Kameo: Elements of Power. Não sei se sou muito fã disso. E o BLOOM? Meu deus, é muito bloom!

    Parei para pensar que era um jogo do início da geração. Geração passada.

    Não, pera. Duas gerações atrás! Que bizarro! Jogos em HD já estão ficando antigos e...envelhecendo! Fable 2 é o maior exemplo disso. Os efeitos visuais e o gameplay são uma mistura estranha de jogo antigo com "nem tão antigo assim". Com os olhos acostumados a jogos de PS4, dá para notar mesmo uma grande evolução na indústria. Sem contar que F2, como já mencionei, é um título de início de geração.

    O pior é que eu esperava mais, e isso é um erro. Eu esperava algo no mínimo estilo Skyrim, mas tive algo mais Oblivion. Talvez até um pouco puxado para Morrowind.

    Depois de tanto tempo, também comecei a perceber como as coisas evoluíram também em relação ao próprio controle, que anteriormente eu diria ser perfeito, mas agora sente como "plástico demais". A resposta dos botões e seus tamanhos também são esquisitos. Sinto isso com o controle de PS3, mas parece que daquela geração, o Dualshock 3 envelheceu melhor.

    Enfim, vamos ao jogo!

    Bom, F2 é exatamente como a sequência do clássico deveria ser. Usa muito da mesma lógica de gameplay e desenvolvimento de personagem e enredo. Muito do que eu lembro está de volta, seja isso bom ou ruim.

    A história é simples mas bem bacana, mas há uma cara um pouco mais moderna na ambientação (e o uso de armas de fogo). Tudo começa com você e sua irmã aprendendo o básico do jogo na cidade, e então pula para o futuro, sendo você um jovem adulto.

    Logo você terá a companhia de um novo amigo: um cão! Lembro que a galera falava muito do fato de você ter um cachorro quando o Xbox 360 ainda era o console do momento. Parecia revolucionário e muito interessante! É muito legal ter esse amiguinho com você na sua jornada e ele ainda te ajuda a achar tesouros pelos cenários!

    O restante do jogo é bem familiar a quem já conhece a franquia: combate apertando mil vezes o mesmo botão, como um hack 'n' slash simplório, ganhar orbes ao abater oponentes e investir em habilidades passivas (força, velocidade etc) ou ativas (soltar choque, parar o tempo etc). Você ainda pode equipar diversas roupas e armaduras para mudar a sua aparência, comprar armas de curta e longa distância, fazer tatuagem, se casar, comprar casas e muito mais.

    Há bastante coisa para fazer além das missões da campanha. Além das missões secundárias, que são bem legaizinhas, você pode inclusive arranjar emprego, que geralmente envolve apertar um botão no momento certo diversas vezes, como foi meu trabalho de ferreiro: espere o rápido marcador ficar acima da barrinha verde e aperte A. Quanto mais vezes você o fizer corretamente, maior será o multiplicador e mais dinheiro você ganha. Chegue à uma quantia específica e você sobe de cargo, sendo que agora faz a mesma cosia um pouco mais difícil e ganhando mais. Tentei chegar o nível máximo, 5 estrelas, mas leve muuuuito tempo.

    Já as demais missões você pode marcar no menu de quests e uma luz no chão te guiará até a localidade. Por padrão as missões da campanha são marcadas e basta seguir a luz o jogo todo. Ela vai te levar até onde você precisa ir em seguida SEMPRE (é possível desativar) e você não tem que ficar explorando ou se preocupando em como chegar à um local desejado. É moleza. Pior que se você morrer só perde um pouco de experiência e continua dali mesmo, com vida cheia e tudo. Pra quê se preocupar em comprar poção ou se curar? A dificuldade em Fable II é uma piada!

    Há ainda a opção de usar fast travel para qualquer local já descoberto.

    O howlongtobeat.com mostra que esse jogo tem a duração de 13 horas. Bem pouco, né? Mas o lance dessa série parece mesmo ser ir além da campanha principal e a imersão. Infelizmente não é tão simples assim o jogar hoje em dia e tendo títulos que já evoluíram a  fórmula, como esses The Elder Scrolls e The Witchers da vida. Mas acho que Fable ainda mantém suas originalidades, sendo mais "Disney" e menos sério, mesmo tendo conteúdo mais...adulto?

    Eu dei uma arrastada nele, ainda assim. Muito trabalho e cansado e a aventura tem momento repetitivos, missões fáceis demais e cenários quase sempre escuros e/ou vazios. Não há nada de satisfatório em vencer e eu mal me preocupava em ir atrás de equipamentos melhores. O resultado era: eu caía no tédio rápido e logo preferia desligar o console e dormir ou fazer outra coisa.

    Felizmente há missões bacanas aqui e ali que me fizeram ter mais força de vontade, mas não passou nem perto do gosto que tinha na adolescência em jogar o original. Saber que estava tão rapidamente perto do final também me deu um bom empurrão (mesmo com as missões finais sendo muito longas).

    Resumindo: Fable II é um bom jogo, principalmente para se jogar em sua época ou se você não estiver muito acostumado com títulos semelhantes mais modernos. Eu não gosto de criticar visuais ou experiências que faziam sentido na época e hoje em dia seriam diferentes, mas acredito que esse jogo tenha sofrido um pouco a ação do tempo, algo que esperava apenas de seu antecessor.

    De bom: muitas possibilidades de jogo, customização, exploração, caminhos a serem seguidos e segredos a serem encontrados. Bom enredo. Vários personagens bons e que me deixaram curioso pela possibilidade de os rever no jogo seguinte. Fator replay bem alto.

    De ruim: jogo fácil demais. Visuais dignos da época da transição da geração PS2 para Xbox 360. Muitas missões parecidas, explorando cavernas e tal. Não tive a sensação de liberdade em explorar o mapa que esperava. Tem conteúdo trancado atrás de acesso online (vi um baú que me pedia para acessar um site, conquistas relacionadas a jogar com amigos etc). Achei que o jogo reutilizou demais da fórmula do primeiro Fable. O final é muito fraco e a aventura acaba meio que do nada. Exagero nos efeitos de blur e bloom.

    No geral, é bem complicado falar desse jogo. Não sei se recomendaria para ninguém senão fãs da época ou que ainda jogam os demais Fables e sabem o que esperar. Tenho até medo de um dia voltar a jogar o original pela nostalgia. Tem coisas bem melhores para jogar no console e bem melhores do gênero em outras plataformas. Ainda assim jogarei pelo menos o terceiro um dia e toda a crítica negativa que o The Completionist fez sobre o título anterior começou a fazer sentido (até então tinha achado que ele não tinha o entendido bem). Talvez seja um pouco tarde para jogar Fable. Meu veredito: não vi motivo para jogar ambos os títulos que joguei da franquia. Completamente esquecível e passável.

    Fable II

    Platform: XBOX 360
    1686 Players
    72 Check-ins

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      lordsearj · about 1 year ago · 2 pontos

      Ótima a análise. Tenho ele em. Mídia física e digital mas não joguei ainda.

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    2021-05-13 18:43:43 -0300 Thumb picture
  • ps5
    2021-04-21 22:26:15 -0300 Thumb picture
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    2020-11-09 13:36:26 -0200 Thumb picture
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    2020-11-07 00:01:39 -0200 Thumb picture
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    2020-11-02 21:07:41 -0200 Thumb picture
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    2020-10-29 11:56:28 -0200 Thumb picture
    10
    • Micro picture
      mateusfv · over 2 years ago · 2 pontos

      A questão é se vão arrumar os check-points desse jogo, senão não vai adiantar nada kk

      Cada pedra lá tá em um pais de distancia da outra

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