• anduzerandu Anderson Alves
    2021-06-13 22:19:12 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: One More Dungeon

    Zerado dia 13/06/21

    ~Não encontrei nem a versão de PS Vita nem de PC no Alvanista~

    Eu nem lembro quando ou porque eu conheci e comecei a jogar One More Dungeon, mas chuto que ou eu achei o nome chamativo na loja do desbloqueio do PS Vita ou o confundi com outro jogo. Enfim, achei o jogo legalzinho e resolvi o jogar depois, sua jogabilidade dungeon crawler em primeira pessoa com o visual pixelado bem ao estilo Minecraft.

    Vez ou outra eu abri OMD para passar o tempo mas morria muito rápido e logo o fechava pois estava sem paciência, mas sabia que um dia teria que me dedicar um pouco mais e curtir corretamente algo que me parecia promissor.

    E eis que esse dia chegou ontem. Eu me lembrei de um título que tô devendo jogar a eras e a versão do Vita me parece ser a escolha certa, mas como estava sem espaço nenhum, o jeito foi começar a jogar umas coisas nele (inclusive pulando a fila das maiores prioridades) e essa era uma das poucas escolhas que aparentavam ser mais rápidas.

    Mal sabia eu onde estava me metendo. Quer dizer, eu estava curtindo enquanto jogava, mas um subgênero de OMD fez com que eu tivesse que jogar sua curta campanha MUITAS vezes para conseguir a terminar: o fator roguelike.

    Aaah, roguelikes. Não vou mentir que desde que conheci o gênero (ou ele foi devidamente popularizado) há poucos anos, eu tenho uma relação de amor e ódio com jogos do tipo. De um lado as experiências são muito divertidas e contam com um fator replay gigante graças aos níveis criados randomicamente. Desbloquear novas habilidades e ir cada vez mais forte nas próximas campanhas é muito legal! Porém, a maioria dos jogos do gênero é difícil e podendo chegar a serem injustas e você sempre avança um pouco, morre e avança um pouquinho mais na próxima. Daqui a pouco você já jogou umas 15 campanhas e está morrendo de medo da dificuldade que o final pode alcançar ou mesmo de nunca terminar aquela aventura!

    Um exemplo de amor que tenho por esse jogos é o Enter the Gungeon, que sempre faço questão de mencionar. Mas só de lembrar dos Nuclear Thrones da vida eu já fico tenso.

    No caso do OMD as coisas são até mais simples, mas a dificuldade é meio sacana as vezes. Como eu havia mencionado, você joga em primeira pessoa por cenários 3D com texturas 2D, mais uma vez como Minecraft.

    Seus inimigos são morcegos, ratos, esqueletos, magos, aranhas, demônios e por aí vai. Alguns são mais lentos e previsíveis, outros pulam pra cima de você, atacam de longe etc.

    Suas habilidades principais são os ataques a longa distância com as magias do cajado e a curta distância com uma espada, machado ou lança. Esses ataques são usados com os botões de cima do Vita: R e L, cajado e espada respectivamente.

    Eu estava esperando algo mais tático como um jogo não tão conhecido de Nintendo DS chamado de Orcs & Elves, mas infelizmente a coisa toda é em tempo real e se um inimigo te ver, ele vem na sua direção e/ou ataca!

    Acho que eu posso dizer que é como... Minecraft?

    Durante a sua aventura, além de bater em inimigos, você explora um bocado as fases que foram criadas aleatoriamente. Seu objetivo mesmo se resume a encontrar o chefe, coletar seu item e usar na saída, que muitas vezes estará longe dele. As vezes você vai explorar o mapa completo atrás dessas coisas e as vezes você vai achar de cara!

    Mas explorar é muito bom por vários motivos. Primeiro que quanto amis monstros e itens destrutíveis do cenário, como caixas, você destruir, mais pontos você vai juntar e esses pontos tem uma utilidade que falarei mais a frente.

    Você ainda encontrará chaves e os baús que elas abrem com tesouros úteis, como armas, poções e equipamentos. Essas coisas também podem ser obtidas na sorte ao serem derrubadas dos chefes, compradas nas lojas, caso você tope com elas ou mesmo atrás de paredes falsas!

    O jogo faz uma grande propaganda de ter muitos equipamentos, mas eu achei tudo muito restrito e repetitivo: cajado de fogo 1, fogo 2, fogo 3, veneno 1, veneno 2, veneno 3, gelo 1, 2, 3. Alguns cajados especiais (muitos bem ruins), variações das espadas, lanças e machados com danos maiores. Meio sem graça, mas itens mais fortes ajudam bastante.

    Você ainda encontrará portais que te mandam para uma outra dimensão, que na verdade são desafios curtos, mas com boas recompensas. Esses desafios envolvem se mover por áreas perigosas com espinhos ou projéteis tentando evitar a tudo (errar significa apenas perder HP, mas vida nesse jogo é super importante). A gratificação, porém, é sempre de algum artefato (itens usáveis ao pressionar O) que pode salvar sua run, como salvou a minha.

    No meu caso eu coletei alguns artefatos por esses portais, mas o mais legal transformava os corpos dos inimigos mortos próximos em esferas que curavam 1HP cada (no final do jogo o meu máximo era de 18HP, números sempre baixos).

    Só que não dá para abusar no uso dos artefatos pois você tem contador de coração amarelo (60/60 na imagem acima) que mede o seu nível de sanidade mental ao maior estilo das coisas que envolvem H.P. Lovecraft. Você usa um artefato e aquele número cai e a tela escurece cada vez mais conforme esse número for baixando (esse meu artefato usava 35 de sanidade, mas meu contador tinha sido melhorado para 80/80). Daí tem algo que não entendi, pois chega à um número que inimigos fortes começam a aparecer e te atacar, mas mesmo você ainda tendo alguma sanidade. O fato é: eu tinha 60 restantes, se usasse 35 os inimigos apareceriam? Nunca dava pra saber ou confiar e felizmente a sanidade pode ser restaurada com poções específicas ou a cada inimigo ou item do cenário destruído.

    Ainda pelo cenário você vai encontrar:

    -Diversas poções. Curas pequenas e grandes, antídotos pro caso de você ser envenenado, veneno, caso você queira se envenenar (essa eu não entendi), cura de sanidade etc.

    -Cristais vermelhos, azuis e verdes. Cada cajado usa um tipo de elemento específico, sendo que os azuis são de gelo, vermelhos de fogo e verdes de veneno.  Um cajado de gelo 1 costuma usar, sei lá, 2 cristais de gelo por ataque. Caso você não tenha esses cristais, você não pode usar aquele cajado, por isso tente manter vários cajados caso você necessite trocar de elemento. Existem cajados especiais que podem usar outras combinações de cristais, como um de cada. Eu dei a sorte de achar o que a comunidade considera o melhor cajado do jogo (joga uma aranha que causa muito dano e persegue os inimigos) e ele usava 1 de fogo, 2 de gelo e 3 de veneno (esse elemento eu tive que tomar cuidado e racionar pois de 3 em 3 logo você fica sem e o jogo não estava me dando o bastante deles.

    Quando você morre você soma a sua pontuação à um total das runs anteriores como se fosse dinheiro.

    Esses pontos podem ser usados na tela principal, entre as runs, para desbloquear modificadores, que infelizmente são poucos, mas alguns são bem caros. O bizarro é que alguns desses modificadores te ajudam enquanto outros são para dificultar a sua vida.

    Dos bons temos coisas como ter mais HP, inimigos com metade da vida (super recomendo), começar com um bocado de poções (e ao que me pareceu, encontrar mais também), começar com um bocado de cristais.

    De ruim temos um que as cores ficam bizarras ou com a visibilidade limitada, um que você só tem 1 de HP e outro que você toma 1 de dano a cada 30 segundos. Pra que isso? Pior que esses piores são os mais caros e tem até conquistas para terminar o jogo com eles (tem uma de comprar todos esses modificadores também).

    Uma coisa importante de saber é que você só pode usar dois deles por vez. Eu usei o que corta a vida dos inimigos pela metade (que na verdade só parece deixar pela metade do dobro, pois por padrão eles tem HP demais) e o de começar/achar poções com frequência. Na minha run de vitória tudo isso fez a diferença, fora que eu encontrei vários itens excelente e tudo conspirava ao meu favor (encontrei até uma aura de ressurreição pro caso de eu morrer, o que não chegou a acontecer),

    Agora eu tenho que dizer uma coisa: esse jogo é difícil. Apesar de serem apenas uns 9 andares e que você pode, com sorte, achar as chaves de cada andar rapidamente e ir pro próximo, as coisas ficam bem irritantes no final. Achar coisas boas e morrer porque dois ou três inimigos te cercaram é muito frustrante. PERMADEATH, meu amigo!

    Mas a duração do jogo definitivamente foi o fator que me fez continuar uma run após a outra, sempre otimista (se fossem uns 20+ andares eu desistiria fácil).

    Depois de perder tanto, as vezes até no primeiro andar, com pressa, eu comecei a mexer nas configurações do jogo. Aumentei o campo de visão para não ser surpreendido mas fica muito distorcido. Aumentei a sensibilidade do analógico mas é tenso jogar com os do Vita. As vezes você precisa ser rápido e as vezes preciso e naquelas coisinhas pequenas não tava nada confortável.

    Quer saber? Baixei a versão de PC e puts, é outra coisa. A imersão é gigante, você enxerga bem os inimigos no fundo do cenário e pode atacar de bem longe e a precisão do mouse aqui fez toda a diferença! Resultado: joguei duas vezes: uma para conseguir dinheiro e comprar os modificadores e uma segunda que foi do início ao fim (e provando que a cosia de cortar o HP dos monstros faz toda a diferença). Tem jogos que foram feitos para serem jogador no PC e esse é um deles. Provavelmente não teria conseguido se fosse no Switch ou afins.

    Resumindo: One More Dungeon é um jogo ok já que a sua ideia é muito legal, mas a sua execução deixa um bocado a desejar. Se for no Vita então...Um balanceamento melhor, um final decente, mais variedade e BOOM, eu recomendaria o jogo sem pensar duas vezes.

    De bom: gosto dos visuais e do fato de termos vários diferentes biomas a cada fase. Gosto dos diferentes efeitos de artefatos, acessórios (como os raríssimos anéis) e até de várias armas. Modificadores fizeram toda a diferença. Curto o lado que é uma óbvia homenagem a Doom.

    De ruim: alguns inimigos e suas aparições são bem injustos, principalmente em grupos, problema garantido. As vezes eu perdia muito HP e morria "do nada", o que só pode querer dizer que alguns inimigos causam um dano absurdo. É meio chato ter que administrar sua vida, sanidade e ainda três tipos de cristais, uma complexidade desnecessária. No Vita os controles não são muito confortáveis, reforçando mais ainda a necessidade de jogar OMD no PC mesmo. No Vita os loadings entre fases são longos e houve lag em certas partes. O jogo termina abruptamente. Alguns equipamentos são raros demais sem motivo e acaba que você vai terminar o jogo com diversos espaços vazios. Os cenários são cheios de coisas que aparentemente não servem pra nada, só parecem servir mesmo.

    No geral, um dia e meio no Vita foi convertido em 2 partida no PC, mas já estava bem acostumado também. Mas é legal pensar que quando joguei Nuclear Throne, foi justamente o contrário: impossível de fechar no PC e zerei rapidamente no Vita. Que loucura! Enfim, esse é um bom passatempo daqueles que você só vê o final uma vez. Caso tenha curiosidade, vá de PC, hein? A maior tristeza de não fechar no Vita é que estava fazendo bem as conquistas, apesar que algumas eu nunca faria mesmo. Jogo completamente passável!

    One More Dungeon

    Platform: Nintendo Switch
    1 Players

    12
    • Micro picture
      hyuga · 6 days ago · 2 pontos

      Rogue like que perde tudo quando morre não tenho muita paciência, mas roguelite que mantém algumas coisas quando morre aí já curto mais

    • Micro picture
      msvalle · 6 days ago · 2 pontos

      Dá para cadastrar através desse link: http://alvanista.com/games/new

      2 replies
  • denis_lisboadosreis Denis Lisboa Dos Reis
    2021-03-25 00:33:51 -0300 Thumb picture
    denis_lisboadosreis checked-in to:
    Post by denis_lisboadosreis: <p>Finalizado definitivamente Doom II: Hell on Eart
    Doom 3: BFG Edition

    Platform: Playstation 3
    166 Players
    36 Check-ins

    Finalizado definitivamente Doom II: Hell on Earth!

    No Rest for the Living!

    ...but "I'm Too Young To Die".

    Essa expansão ao jogo normal de Doom II acrescenta oito novas fases, e mais uma secreta, com mapas criados e lançados 16 anos depois do lançamento original do jogo visando processadores mais avançados que suportem o maior número de objetos na tela.

    Ainda é mesmo jogo, e o level design está excelente, com fases criativas e mais justas que várias das 30 originais. Meu mapa favorito desse extra é o castelo de Hell Mountain.

    Dessa vez tem um "chefe" muito mais justo e divertido no oitavo e último mapa (o nono mapa é secreto, e é vencido anteriormente), Tomb of Malevolence, onde temos a batalha final contra o último cyberdemon nos corredores de um labirinto, em que o objetivo é destravar passagens de modo estratégico pra conseguir recursos e espaço pra fugir ou enfrentar o capeta de bazuca.

    E assim são derrotados os últimos resquícios da invasão de capetas na terra. 

    Valeu um troféuzinho.

    11
  • denis_lisboadosreis Denis Lisboa Dos Reis
    2021-02-09 22:25:42 -0200 Thumb picture
    denis_lisboadosreis checked-in to:
    Post by denis_lisboadosreis: <p><strong>Doom II: Hell on Earth finalizado!!!</st
    Doom 3: BFG Edition

    Platform: Playstation 3
    166 Players
    36 Check-ins

    Doom II: Hell on Earth finalizado!!!

    Depois de looooogas 30 fases e mais 2 fases secretas, com abandonos ocasionais, e com muito suor, terminei Doom II na dificuldade Ultra-Violence, matando o Icon of Sin e acabando com a invasão de capetas espaciais na Terra. 

    Com poucas adições em relação ao jogo anterior, basicamente a única coisa adicional sendo a Super Shotgun, uma espingarda de cano duplo que gasta o dobro de munição, mas que faz o dobro do estrago, matando uns 3 inimigos fracos próximos, e até 1 médio com um único disparo, e apesar de pouco, essa arma extra muda a dinâmica de enfrentar oponentes em espaços apertados, ou áreas abertas.

    Assim como o primeiro jogo, o Level Design é excelente, com ambientes mais variados que o anterior, áreas secretas que te recompensam, mas com inimigos dispostos pra te sacanear, e aquela dificuldade típica dos jogos do século passado que exige atenção e estratégia no uso dos poucos recursos em alguns momentos.

    Por fim, jogar em dificuldade alta me recompensou com 1 troféu extra, mas não recomendo, sinto que perdi um pouco da diversão no meio do estresse de ter tanto bicho rápido e apelão em grandes quantidades.

    Agora vou tentar a expansão "No Rest to the Living", de maneira mais suave. 

    8
    • Micro picture
      santz · 4 months ago · 2 pontos

      Esse eu ainda vou jogar um dia quando bater aquela saudade de Doom clássico.

  • diogo_paixao Diogo Louzada Paixão
    2021-01-21 21:04:55 -0200 Thumb picture

    60° 100%!

    Poderia ser o 66° pra fazer sentido hahaha

    Fiz 100% no DOOM 64 =)

    Um ótimo doom clássico, recomendo fortemente.

    @platinadores

    Doom 64

    Platform: Playstation 4
    6 Players
    6 Check-ins

    27
  • luchta Ewerton Ribeiro
    2020-12-21 17:06:38 -0200 Thumb picture

    DOOMVANIA - Simon's Destiny

    Master Alucard analisa uma das modificações mais legais do jogo DOOM, o Castlevania: Simon's Destiny, que mistura a jogabilidade em primeira pessoa de DOOM, mas com todos os elementos de Castlevania. Será que esse jogo realmente é bom?

    Castlevania: Simon's Destiny

    Platform: PC
    3 Players

    7
  • 2020-11-19 14:34:30 -0200 Thumb picture
    Post by clubeludum: <p>Hoje vamos detonar milhares de demônios em Marte

    Hoje vamos detonar milhares de demônios em Marte. Realmente este Doom (2016) é incrível e frenético! Divirtam-se com o vídeo.

    Doom

    Platform: Playstation 4
    419 Players
    62 Check-ins

    4
  • cyberwoo Diogo Batista
    2020-10-21 20:35:03 -0200 Thumb picture

    DOOM Eternal - The Ancient Gods Parte Um Parte Um | Primeira Meia Hora

    Ontem foi disponibilizado a primeira DLC de DOOM Eternal, aproveitei e gravei a primeira meia hora . O jogo tá tão insano quanto o jogo base.

    Doom Eternal

    Platform: Xbox One
    39 Players
    13 Check-ins

    3
  • 2020-10-13 14:47:14 -0300 Thumb picture
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-10-09 12:40:11 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Doom (1993)

    Zerado dia 09/10/20

    Olha aí uma grande pendência saindo da lista: DOOM! Pois é, mais um dos jogos que apareceram na minha lista da vergonha assim que terminei meus primeiros mil jogos e que é um dos últimos das minhas pendências urgentes que fica aqui numa nota adesiva na área de trabalho do PC e que foi reduzida a apenas 5 jogos! Até que 2020 serviu para alguma coisa!

    A verdade é que eu, assim como a maioria, já conhecia bem Doom. A internet constantemente menciona o clássico em tudo quanto é matéria e vídeo. O fato é que você deve conhecer pelo menos algum dos jogos da franquia, e se não pelo menos já ouviu o nome ou viu a logo e sabe do que se trata.

    Eu mesmo não faço ideia de quando conheci a franquia, mas lembro de ver meus amigos jogando muito Doom 64 na infância e ter um bocado de medo, além de muito motion sickness!

    O único Doom que eu havia zerado até hoje era o 2014 e foi mais porque tinha a mídia física no Switch e queria vender. Curti bastante!

    Já o original eu havia jogado um pouco em diversas plataformas, como PC, emulando SNES e emulando PS1 no PSP. Sempre achei o jogo bem simples e nunca me prendeu muito, mas estava aguardando a chance de ser jogado de verdade pra ver de qual é. Inclusive estava aqui no próprio PSP, onde joguei algumas fases e que fez com que o jogo fosse para a lista de pendências de jogos já iniciados.

    Felizmente eu não dei continuidade na plataforma, pois a franquia foi lançada para a geração atual com diversas melhorias. Esperei uma promoção e peguei todos eles bem baratinhos, mal dá pra acreditar.

    Além do mais, pensa numa experiência incrível no Switch! Acredito que as outras versões dos demais consoles também estejam sensacionais, mas a adição da portabilidade aqui faz a diferença.

    Doom é, como eu já mencionei, um jogo bem simples, inclusive de controlar. Você anda, mata demônios e alcança o botão que termina o estágio. Com a simplicidade de um jogo 3D de 1993, não há nem a opção de mover a mira livremente pelo cenário e, ao invés disso, você só pode rotacionar o personagem horizontalmente (e andar para qualquer direção). Ponha o inimigo na frente da arma e o personagem ajuda um pouco com a mira.

    Já no caso de monstros acima ou abaixo do seu nível, basta alinhá-los verticalmente a sua mira que os projéteis "sobem" ou "descem" em direção a eles. Meus amigos estranharam isso e provavelmente muita gente que o jogar hoje em dia, mas até que é legal não se preocupar em por monstros dentro da mira o tempo inteiro e agiliza bastante as coisas.

    Esse é um daqueles jogos rápidos na movimentação e difíceis na dificuldade.

    As primeiras fases são mais simples e lineares para você se acostumar com a jogabilidade. Mesmo numa primeira experiência com poucos minutos você já vai estar bem encaminhado, acostumado com os controles e a caminho do próximo estágio.

    Conforme você avança, a aventura se complica mais com mais tipos de monstros e mapas maiores com muito mais necessidade de explorar e encontrar cartões coloridos para abrir portas. Se prepare para usar sua memória em níveis mais confusos que exigem muita ida e vinda para saber onde usar aquela chave que você finalmente encontrou.

    Ainda assim a dificuldade do jogo é bem esporádica. As vezes você passa de fase rapidinho, as vezes você fica mais de 20 minutos sem encontrar nada. Isso para uma pessoa não familiarizada com Doom, pois tenho certeza que quem jogou bastante praticamente só corre direto para a saída.

    Grande parte da graça está na temática e jogabilidade brutal. É um jogo com um certo "gore" e nada pensado num público jovem que teria pesadelos ao terminar uma sessão de Doom depois de toda a imersão e ambientação que o jogo provém muito bem até hoje!

    Há ainda algo muito legal em sair matando de tantas formas diferentes e rápidas com músicas que fazem sua adrenalina subir em bases futuristas em Marte ou no inferno ou sei lá. Não captei tanto do enredo do jogo, mas quem se importa?

    Agora compare com jogos mais modernos, como Call of Duty que exigem ficar se escorando atrás de obstáculos para recarregar ou regenerar a vida e você verá o quanto Doom é ótimo! O negócio aqui é ação desenfreada usando as muitas diferentes armas que você tem, como shotguns, lança-mísseis, lasers e coisas bem brutais e bacanas que levam até os demônios mais fortes rapidamente! Põe Metal pra tocar e vamos nos banhar de sangue!

    Além das melhorias visuais desse relançamento de Doom, há adições que acredito que fossem inexistentes antes, como o modo multiplayer splitscreen!

    Se você tem amigos e mais uns controles, é possível juntar até 4 pessoas numa única partida local (não há online) que pode ser em um dos dois modos:

    -Campanha. Sim, é possível jogar a campanha inteira com até mais 3 pessoas! O jogo roda muito bem assim com a tela dividida ainda (joguei metade da campanha assim). O legal é que normalmente, se você morrer, volta pro início do estágio, mas no multiplayer você só volta pra lá enquanto todo o progresso do time é mantido. Ou seja, fica ainda mais fácil terminar a aventura. Mas tenha os seguintes cuidados: seus tiros acertam os amigos e se todos morrerem antes de alguém dar respawn, o progresso da fase é perdido.

    -Versus/Arena. Esse é o modo competitivo em arena, cada um por si. Há diversos mapas com todas as armas do jogo e a opção de personalizar a partida e afins. Muito legal, sobretudo para quem já curtiu jogos de tiro splitscreen de sofá com a galera no passado e uma grande adição para o fator replay casual.

    Fora isso, há a possibilidade de escolher a fase e nível de dificuldade que desejar na campanha, usar cheats pelo menu Options e até baixar Add-Ons (fases adicionais disponibilizadas), como a famosa Sigil.

    A minha jogatina de Doom começou a muito tempo atrás, provavelmente mais de um ano. O problema é que começamos do zero uma galera e eu aqui em casa e com o COVID-19 e afins, a jogatina foi sendo esquecida e adiada, mas chegou a um ponto que eu não sei se a galera animaria mais. Da última vez ficamos cansados do jogo e os estágios estavam massivos, cheios de informação e objetivos. Chegamos a matar o segundo chefe (final do Episódio 2).

    Acabei desistindo de esperar e deixar pro ano que vem e terminar logo (até porque ainda tem Doom 2 se alguém pedir por mais) e fui fazer os dois últimos episódios sozinho (são 4 episódios, cada um com cerca de 9 fases).

    Estava meio desanimado com o fato de que jogaria sozinho, as fases estavam cruéis (provavelmente faria uma ou duas por dia) e com o lance de que se morrer, volta pro início (teria que ficar fazendo savestates aqui e ali), mas para a minha surpresa, o jogo fica muito melhor a partir daí!

    A exploração foi dando lugar para a ação e ao invés de ficar procurando chaves em cenários gigantes e vazios (pois já teria matado todos), eu estava usando todas as armas, coletando as chaves naturalmente, os estágios faziam mais sentido e o jogo tinha finalmente se tornando o que eu esperava: muito divertido!

    Resumindo: Doom (1993) é sem dúvida um dos maiores clássicos da história dos video games. Um daqueles jogos que hoje em dia a galera faz rodar em geladeira, microondas e até teste de gravidez. Tomei vergonha na cara e fui jogar a série de verdade, passei por uma fase de medo da experiência ter sido importante mas ter envelhecido mal e finalmente cheguei ao ponto da minha expectativa de muito me divertir com o título. Jogue Doom, nem que você use cheats, ponha no nível mais fácil, sei lá. Os dois primeiros episódios foram chatinhos mas logo ele se tornou sensacional a ponto de me fazer arrepender de não ter feito a galera continuar jogando ou mesmo começado pela segunda metade da campanha!

    De bom: visuais e jogabilidade bacanas e que envelheceram muito bem nessa nova versão. Muitas opções de personalização do jogo. Bastante conteúdo, incluindo fases extras. Essa versão contém modos multiplayer, com a possibilidade de zerar o jogo em grupo ou jogar contra no maior estilo Quake ou Unreal Tournament. Possibilidade de baixar conteúdo adicional. Possível jogar com diversos controles, incluindo apenas joycon.

    De ruim: primeira metade do jogo acaba sendo mais longa graças à estágios maçantes, cheio de coisas para achar e mapas grandes demais e temática meio tediosa (tudo muito cinza). Motion sickness pode ser um problema para algumas pessoas (paramos de jogar uma vez porque um amigo estava enjoado) e eu mesmo comecei a sentir depois de uma longa sessão de jogo. Senti falta de um modo online. Esperava mais do final, inclusive do chefe final.

    No geral, curti demais a experiência e recomendo demais. Se você tem amigos que curtem a época ou Doom em específico, vale a pena a jogatina multiplayer! Para jogar sozinho a experiência é a mesma de sempre, sangrenta e veloz, além de rodar lindamente nessa versão. Recomendo! Agora é eventualmente jogar os outros e esperar o 64 entrar em promoção pra fechar minha lista (imagem da internet).

    Doom (1993)

    Platform: Nintendo Switch
    12 Players
    2 Check-ins

    23
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      denis_lisboadosreis · 8 months ago · 2 pontos

      Doom é um primor em level design. Evite o Ulta-Violence, ele é injusto e pode estragar um pouco a diversão em algumas fases.

    • Micro picture
      santz · 8 months ago · 2 pontos

      Doom também é um clássico que só fui zerar recentemente. Mano, que massa esse port trazer modo coop com tela dividida para até 4 pessoas, deve insano demais.

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      anduzerandu · 8 months ago · 1 ponto

      Curiosidade: um conhecido se convenceu a ter um Switch só por ter Super Mario Kart (inclusive online) + Doom (inclusive splitscreen) mais a portabilidade desses jogos hehe

  • thiones Sebá Oliveira
    2020-09-26 08:20:54 -0300 Thumb picture

    A história dos gênios (que só funcionam juntos) que definiram o FPS.

    Eu já havia lido matérias no passado falando sobre a excentricidade dos xarás aí, mas vídeo BR eu acho que esse do Velberan ficou bem interessante(apesar dos pesares). 

    Obs: Tem um disclaimer subliminar aí no meio do vídeo. Procure aí 

    Obs2: "Green and Pissed" não é "Verde e Mijado" no contexto em questão 😒

    Doom

    Platform: PC
    5059 Players
    89 Check-ins

    16
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      jcelove · 9 months ago · 2 pontos

      Acho q o velberan sequer faz os roteiros hj em dia.hehe

      3 replies

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