• iuritoadstool Iuri Patias
    2021-11-28 14:04:39 -0200 Thumb picture

    Donkey Kong Country e o trágico destino da humanidade

    Medium 3891023 featured image

    OBS: Este é meu primeiro artigo publicado na Alvanista. Assim como qualquer produção do gênero, o trabalho de pesquisa e de construção é exaustivo, portanto, caso você tenha gostado e deseja a continuidade deste tipo de conteúdo por aqui, curta, compartilhe e comente. Será um prazer interagir com todos e ler o feedback da comunidade. 

    Decifrar ou construir o significado de uma obra é um dos desafios mais atraentes para os aventureiros que adoram mergulhar no infinito mundo da interpretação.

    Aqueles que lançam o seu espírito nos mistérios da arte, devem, de antemão, conhecer os fundamentos da hermenêutica. O primeiro é a intertextualização, onde o sentido de um texto depende do conhecimento prévio de outros textos; o segundo é a inesgotabilidade do sentido, pois este é livre, mutável e infinito.

    Isso quer dizer, em termos práticos, que tão logo uma obra é posta no mundo, a sua significação deixa de ser propriedade exclusiva do seu criador e fica sujeita à ressignificação por toda coletividade de intérpretes.

    Nesse liame, boa parte das maiores obras da nossa curta história tem um traço em comum: o seu criador original teve o propósito consciente de estimular uma postura intelectual ativa dos seus destinatários. Para atingir esse fim, uma narrativa densa e surpreendente ou, por vezes, macabra e aterrorizante, foi escondida em alegorias e metáforas que exigem, além de atenção, amplo conhecimento preliminar daquele que se desafia nesse mergulho.


    Sherlock Holmes pode ser um grande professor do pensamento lógico e da ciência da dedução.

    A linguagem do cinema é especialmente apropriada para o uso de alegorias. Por esta razão, permita-me ilustrar essa afirmação com dois dos inúmeros exemplos possíveis.

    O primeiro é o longa O Iluminado, dirigido por Stanley Kubrick. Quem assiste a essa obra, vivenciará um excelente terror psicológico. Quem a analisa, porém, poderá juntar as pistas da sua surpreendente narrativa oculta: uma alegoria aos conflitos indígenas durante a colonização dos Estados Unidos e uma crítica à história oficial dessa guerra, com suporte em conceitos filosóficos de Michael Foucault.

    Foco neste diálogo do filme.

    O segundo é o musical Cantando na Chuva, dirigido por Gene Kelly e Stanley Donen. Esse filme, sob o pretexto de um inocente musical, adota a técnica da metalinguagem para contar a história da transição do cinema mudo para o falado.

    Na linguagem do cinema, a chuva indica mudança. Cantando na mudança!

    Nossa introdução foi grande, mas valeu a pena porque, agora, podemos fazer a pergunta central: Poderiam os videogames transpor a narrativa alegórica para a sua linguagem e introduzir mensagens subliminares ou críticas políticas absolutamente ocultas, apenas aguardando para serem descobertas?

    Respondo: é claro que sim!

    Ao mesmo tempo em que existem jogos como a popular franquia Metal Gear Solid, que aborda o perigo e as consequências da fabricação de armas nucleares como tema imediatamente identificável, há outros games que optam por introduzir mensagens por meio de alegorias que, geralmente, passam desapercebidas quando estamos preocupados em salvar o mundo ou resgatar a princesa.

    Primeiro, um exemplo simples e bem conhecido: Super Mario Bros. 3 é apenas uma peça de teatro. O sequestro da princesa Peach é “de mentirinha”, os inimigos são meros atores e o cenário está lá montado em um palco. Você até pode observar os parafusos que seguram os blocos no cenário ou notar a sombra que fazem sobre a lona.

    Depois de décadas de discussão, o próprio criador do Super Mario confirmou a suspeita dos fãs.

    Porém, de forma bem mais ambiciosa do que Super Mario, a série Donkey Kong Country pode esconder os seus mistérios e nos alertar para a possibilidade de extinção da raça humana. Sim, é isso mesmo que você leu, e o que vou provar a partir de agora!

    Desenvolvido originalmente pelos ingleses da Rareware, sob a supervisão da Nintendo, Donkey Kong Country ganhou três jogos no Super Nintendo que, até hoje, rendem sorrisos para aqueles que jogaram a trilogia dos anos 1990.

    Três dos melhores jogos de todos os tempos. Obrigado, Rare <3

    No primeiro Donkey Kong Country, a missão dos parceiros Donkey e Diddy é resgatar as diversas pencas de bananas que foram roubadas pelo vilão King K. Rool e sua trupe de crocodilos apelidados de Kremlings.

    Uuuuh... ba-na-na

    Ambientado na DK Island, uma ilha com o formato do rosto do gorilão, a primeira aventura da franquia possui ambientes predominantemente bucólicos, mas que dão sinal de algum evento misterioso: as florestas, selvas, lagos e cavernas são, aos poucos, sucedidos por minas de trem abandonadas, cavernas com iluminação artificial e até uma indústria

    Spoiler: Não é a Amazônia

    A pergunta é inquietante: quem teria construído a tecnologia presente nesta ilha ficcional? Os gorilas ainda são primitivos e moram em casas na árvore, parecendo, portanto, muito distantes da industrialização. Os Kremlings, igualmente, ainda são bárbaros e sua tecnologia própria se resume a objetos construídos com madeira.

    A embarcação do King K. Rool é construída com cordas e madeira.

    A resposta pode ser bem desagradável. A tecnologia parece pertencer aos seres humanos, e Donkey Kong Country aparenta ser ambientado em um futuro distópico, onde a raça humana foi extinta ou suprimida por um evento cataclísmico.

    Monarquia, Grandes Navegações e Revolução Industrial?

    Se você gosta de cinema, provavelmente já viu essa história antes: as semelhanças com a narrativa de Planeta dos Macacos são inegáveis.

    Planeta dos Macacos tem uma das reviravoltas mais memoráveis da história do cinema.

    Criado pelo autor francês Pierre Boulle, Planeta dos Macacos conta a história de um astronauta que sobrevive a uma missão espacial e aterrissa em um planeta, supostamente apenas similar à Terra, onde uma raça de macacos falantes domina e escraviza os seres humanos. No final do filme e, com a licença de um spoiler de uma obra de 1968, descobrimos que o planeta em questão é, em verdade, o nosso.


    http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)

    “Same energy”

    Em apertada síntese, as sequências de Planeta dos Macacos explicam o evento cataclísmico com suporte em uma terapia genética experimental – ALX – 112, que empregava um vírus para o tratamento de Alzheimer. Essa tecnologia, porém, utilizava primatas como cobaias, fazendo com que as suas proles nascessem superdesenvolvidas. Já, nos humanos, descobre-se que o vírus tem efeito reverso graças aos anticorpos.

    Por sua vez, em Donkey Kong Country, o evento cataclísmico parece ter outra causa que só foi trazida à baila nos últimos dois jogos desenvolvidos pelos texanos da Retro Studios.

    Após um hiato de 16 anos, Donkey Kong Country Returns foi lançado para o Nintendo Wii em novembro de 2010, trazendo como palco, novamente, a DK Island, com uma notável diferença: as calotas polares não fazem mais parte da paisagem.

    http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)

    DK Island sem as calotas polares... querem nos dizer algo?

    Nesse episódio da série, os inimigos Kremlings foram retirados para que fossemos apresentados à Tribo Tik Tak, nascida de uma misteriosa erupção vulcânica no topo da ilha.

    http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)

    Uma das paisagens de Returns exibe um Wiimote, controle por movimento lançado em novembro de 2006.

    Quatro anos depois, em fevereiro de 2014, a Nintendo publicou a sequência de Returns, chamada Donkey Kong Country: Tropical Freeze (DKCYF), lançada originalmente para o Wii U e remasterizada para o Nintendo Switch em 2018. E o mais recente título foi o escolhido para trazer pistas que nos alertam para um possível trágico destino da humanidade

    http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)

    Snowmads: os vilões de Tropical Freeze, mas talvez não tão vilões assim...

    Na história de DKCTF, um grupo de vikings árticos chamados Snowmads estão navegando à procura de outras ilhas para colonizar, até que avistam um balão nos céus e a Ilha Donkey Kong. Em seguida, o líder desse grupo usa seu berrante para evocar um dragão de gelo que congela o local e arremessa os gorilas para outras ilhas bem distantes de seu lar.

    http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)

    A ilha onde a aventura se inicia em Tropical Freeze

    Para ajudar a compor os mistérios sobre a narrativa escondida, Tropical Freeze é o jogo da série mais insistente na referência aos criadores da tecnologia das ilhas. Suas paisagens contêm resquícios da civilização humana, como aviões, submarinos, moinhos, correias, televisões e até janelas de vidro transparente.

    http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)

    Em tradução livre: Caramba, fomos atingidos pelo triângulo das Bermudas ou algo assim? Você vê todos aqueles destroços retorcidos por aí?

    E muitos desses elementos já são apresentados durante o primeiro cenário, que possui um nome, digamos, bem peculiar: “Lost Man”grooves... Sacou?

    http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)

    Eu também, Capitão América.

    Não obstante, assim como apenas as sequências de O Planeta dos Macacos explicaram a decadência dos homo sapiens, Tropical Freeze foi o jogo escolhido para fornecer algumas pistas que podem explicar o evento cataclísmico que culminou no desaparecimento do ser humano.

    Está preparado para algumas perguntas?

    1- Qual evento destrutivo levaria animais árticos a migrarem para outras regiões à procura de sobrevivência?

    http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)

    2- Qual evento cataclísmico leva o resfriamento temporário de regiões tropicais devido ao derretimento de calotas polares?

    http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)

    3- O que a emissão de CO2 tem a ver com o efeito estufa?

    http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)

    4- O desmatamento de áreas naturais contribuiu para o desequilíbrio das temperaturas e dos regimes de chuva?

    http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)


    No sentir deste autor, Tropical Freeze não é uma parábola sobre a destruição da nossa civilização, mas, sim, sobre a autodestruição do ser humano pelo aquecimento global ocasionado pelo uso irracional dos recursos naturais. E a possível mensagem que a Nintendo, Rareware e Retro Studios quiseram nos transmitir possui muito prestígio entre as hipóteses científicas.

    O chamado Paradoxo de Fermi consiste na aparente contradição existente entre as altas probabilidades de existência de civilizações extraterrestres e, por outro lado, a falta de evidências sobre essas civilizações.

    Uma das possíveis explicações apresentadas por aqueles que assumem que a vida extraterrestre existe é o chamado Grande Filtro, que discorre que em algum momento na história da civilização, existirá uma espécie de barreira improvável ou impossível de se passar porque a vida inteligente tende a se autodestruir.

    Este é o argumento que diz que civilizações tecnológicas geralmente destroem a si mesmas antes ou pouco depois de desenvolver tecnologias de rádio e viagem espacial. Entre as causas para a nossa ruína estão as guerras nucleares (como em Dr. Fantástico), contaminação acidental (Planeta dos Macacos) ou mesmo uma catástrofe malthusiana após a deterioração da ecosfera de um planeta, o que, tudo indica, parece ser a incrível, macabra e aterrorizante história de Donkey Kong Country.

    Apesar da complexidade em enxugar a presente teoria aqui disposta, espero que os leitores deste artigo possam ter, ao menos, percebido que, assim como qualquer outra obra artística, os videogames não só podem como realizam com primor a mágica da alegoria como recurso narrativo.

    Nunca mais percam de vista que aquele seu jogo favorito pode ter muito mais a apresentar do que uma simples história linear,  boba e colorida!

    53
    • Micro picture
      jcelove · about 2 months ago · 4 pontos

      Rapaz que loko. Nunca tinha imaginado dk como uma metafora prum futuro pos apocaliptico pra humanidade...to passada e chocada hehe

      2 replies
    • Micro picture
      eikesaur · about 2 months ago · 3 pontos

      Nossa mano, teu artigo ficou muito bom, de verdade mesmo. Parabéns pelo esforço, e apesar de nunca ter pensado sobre isso antes, compartilho da opinião embasada no artigo.

      1 reply
    • Micro picture
      msvalle · about 2 months ago · 3 pontos

      Parabéns pelo excelente artigo! Quanto às imagens, o Alvanista tem um limite de 10 imagens por artigo.

      1 reply
  • iuritoadstool Iuri Patias
    2021-11-25 14:58:55 -0200 Thumb picture
    Post by iuritoadstool: <p>Neste final de semana, vou publicar meu primeiro

    Neste final de semana, vou publicar meu primeiro artigo aqui na Alvanista. Trata-se de uma leitura minimalista sobre o uso da alegoria como recurso narrativo em uma das minhas séries favoritas dos videogames: Donkey Kong Country.

    Estou muito satisfeito com o trabalho realizado e espero que vocês apreciem a leitura tanto quanto eu apreciei a confecção do vindouro artigo. 

    32
  • sociedadenerd Sociedade Nerd
    2021-07-04 00:26:15 -0300 Thumb picture

    Os melhores jogos de Super Nintendo

    Selecionar apenas dez jogos de Super Nintendo é um baita desafio, mas é claro que há muito de gosto pessoal na seleção desses jogos. Aqui tentei levar em consideração a popularidade que alguns desses títulos alcançaram. Caso não encontre algum game que acredita que deve estar nesse top 10, responde aí. Concordam com a lista?

    0
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-12-01 13:37:09 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: DK: King of Swing

    Zerado dia 01/12/20

    Vasculhando há um tempo atrás pelos meus jogos mais escondidos, achei DK: King of Swing no emulador de GBA do PSP. Foi um dos jogos que adicionei aqui nas notas autoadesivas do Windows na área de trabalho do PC para lembrar de jogar, pois eu havia o começado e até feito algum progresso, mas esquecido de continuar depois por qualquer motivo.

    Acho que o motivo de ter jogado mesmo foi mais pela curiosidade. É tão estranho você achar um jogo de uma franquia grande que ninguém nem menciona! Bom, com certeza tinha algo errado.

    Quando comecei a jogatina, lembro de ter percebido que esse era o antecessor de Jungle Climber, do DS, outro spin-off que ninguém liga. Felizmente não colocaram o nome "Country" no título. Pra ser sincero, nem "Donkey Kong" ele é, apenas "DK" mesmo.

    Esses jogos são bem diferentes do gênero plataforma que a gente imagina quando fala de Donkey Kong. Só aí já dá medo de jogar. Mas pra ser justo, DK 64 era um collect-a-ton com plataforma e mais e ainda assim é um ótimo jogo.

    Obviamente comparar um trabalho feito pela Rare na época do N64 com o da desconhecida Paon Corporation de King of Swing chega a ser injusto.

    A jogabilidade é concentrada em escalar. Você pode andar onde tiver chão, mas geralmente não tem o porquê senão se posicionar melhor e voltar a subir. Seu objetivo ainda é chegar ao final dos estágios, mas para isso há diversos obstáculos e diferentes mecânicas divididas pelas fases dos 5 mundos.

    Os controle se resumem a usar os botões L e R. Um para a mão esquerda e outro para a direita. Quando você aperta o botão, a mão referente à ele se fecha, agarrando as pedrinhas amarelas que estiverem em baixo. Se soltar o botão, ele abre a mão e larga de onde estiver segurando.

    Se você agarra com ambas as mãos numa parede, o DK fica parado se segurando (e até carrega um boost se você aguardar um segundo ou dois). Já no caso de agarrar com apenas uma mão, o DK fica girando até que você agarra também com a outra ou se solte por completo.

    O lance do personagem girar é muito importante, pois em King of Swing o timing é muito importante e saber quando agarrar com a mão esquerda, esperar ele girar até passar a outra mão por uma peça de interesse, segurar lá, soltar a mão que antes estava segurando e assim por diante. Lembre-se: é um jogo que você usa praticamente só L e R.

    Você também pode girar para se lançar no ar e agarrar a uma peça mais alta que alcançar.

    Apertar os dois botões simultaneamente é bem importante também. No chão, você pula e assim poderá agarrar as paredes. Já enquanto estiver pendurado, o personagem carrega seu boost (ficando vermelho) e se lança com alguma força, o que pode te ajudar a alcançar lugares mais distantes, quebrar barris, caixas e alguns outros obstáculos e mesmo matar inimigos!

    Falando bem por cima, até que King of Swing é fácil, ainda mais se você não for coletar todas as coisas, explorar e pegar os bônus. Sinceramente, não vi muito motivo pra ir a fundo no jogo senão liberar mais estágios pro multiplayer, o que hoje em dia raramente alguém faria. A cada 10 bananas coletadas você também pode apertar B para se curar, o que ajuda a não ter que refazer tudo de novo caso você tenha feito algum progresso e esteja nas últimas.

    A dificuldade maior está em controlar o personagem, conseguir agarrar às paredes, conseguir evitar contato com inimigos, conseguir acertar seu ataque neles (já que ele é super curto) e manter a calma quando você erra um pulo ou perde todos os 3 corações e tem que refazer a fase toda do início. Algumas mecânicas de alguns mundos também são cruéis, como em um de gelo que as paredes ficam escorregadias e você cai constantemente.

    De uma olhada no modo alternativo ao da campanha e ele é mais voltado mesmo pro multiplayer de até 4 pessoas, mas é possível jogar sozinho contra bots.

    Nesse modo, o desafio é escalar o mais rápido possível e chegar ao topo primeiro. Eu me considerava decente no jogo, mas joguei umas três partidas e perdi todas em último, mesmo trocando os personagens (coisa exclusiva desse modo) e escolhendo aqueles com pulo mais alto (se lançam mais alto ao soltar o botão ao girar).

    Já de volta ao modo principal, todos os 5 mundos são constituídos de 4 fases mais um estágio de chefe. Os chefes são a melhor parte do jogo (com exceção do último que mais parece uma partida multiplayer). Eles exigem velocidade de escalada, agarrar objetos como pedras e bombas e tacar nele e posicionamento no cenário.

    Resumindo: DK: King of Swing é um spin-off estranho. Não é nada do que eu espero quando penso em Donkey Kong e meio que sinto que poderia ser qualquer personagem ali, apesar que macacos e escalada se dão bem melhor. Por outro lado eu acho que curti mais o seu estilo do que o de Jungle Climber e a experiência foi até bacana até certo ponto, principalmente por ser tão curta, mas me estressei um bocado nos níveis final (sobretudo a última fase e o último chefe).

    De bom: há um belo charme GBA no jogo, até bateu uma saudade. As animações são legais e algumas coisas bem cuidadas, como a gravata do DK, sempre voando ao se balançar por aí. O jogo é curto e na medida certa. Mundos com temáticas exclusivas e chefes legais. Gosto da proposta de que você está no comando e é o seu maior inimigo (apesar de algumas partes um pouco tensas demais aqui e ali). Os sprites são bonitos e a trilha sonora é a clássica já conhecida.

    De ruim: enredo bobo demais. Jogabilidade cansativa e frustrante, resultando em dedos doloridos de tanto apertar L e R e desânimo em refazer certos cenários depois que você morreu por besteira. Hitbox meio esquisitão, com inimigos e afins te acertando com um certo espaço, mas sendo bem chato na hora de pegar nas pedrinhas das paredes, que tem que ser quase que perfeitamente.

    No geral, foi uma experiência ok e foi bem reviver um pouco da época do portátil, mas eu não vejo porque recomendar o jogo. Não consigo imaginar quem se divertiria de verdade com a jogabilidade e nem indicaria para fãs de DK por ser tão diferente (a não ser que você seja um mega fã maluco). A verdade é que sinto que esse jogo, existindo ou não, não faria diferença. Melhor fingir que nem existiu mesmo.

    DK: King of Swing

    Platform: Gameboy Advance
    113 Players
    2 Check-ins

    15
  • cyberwoo Diogo Batista
    2020-11-27 23:54:57 -0200 Thumb picture

    DONKEY KONG COUNTRY (Cabelo) SNES | Live da Bananada | Parte 2

    Cabelo jogando Donkey Kong Country ao vivo com sua esposa lá no canal. Bora conferir galera, e se possível se inscrever para nós ajudar a crescer.

    Estamos com um desafio, caso o canal alcance a meta de 1000 inscritos, Cabelo vai terminar Chrono Trigger em uma única jogatina .

    Donkey Kong Country

    Platform: SNES
    20839 Players
    239 Check-ins

    2
  • rafa9000 Rafael Gazola Ghedini
    2020-07-18 19:57:01 -0300 Thumb picture
    Post by rafa9000: <p><strong>WARNING!! A WILD GAME APPEARS!!!</strong

    WARNING!! A WILD GAME APPEARS!!!

    Não resisti e comprei Yooka-Laylee: The Impossible Lair na eshop do Nintendo Switch, a tempos estava de olho nele e o preço de 14,99 Trumps me fez finalmente comprar essa belezura e eu tb não resisti e já comecei a jogar e PQP!!! QUE JOGO BOM!! No melhor estilo dos clássicos Donkey Kong Country, inclusive esse foi o fator de eu estar de olho nesse game desde o anuncio afinal o game foi desenvolvido por ex-menbros da RARE que trabalharam tb em DKC e não só isso o game conta com a MARAVILHOSA trilha sonora do mestre David Wise que tambem assina a trilha dos classicos DKC e de Tropical Freeze e olha só o ''pouco'' que joguei de já posso dizer que a trilha que ele fez não deve nada pros classicos DKC(ou pra classica stickerbrush symphony de DKC 2), muito pelo contrario consigo imaginar varias musicas do jogo em qualquer um dos 3 jogos da trilogia DKC ou mesmo em novos jogos e elas tb são uma delicinha de ouvir mesmo fora do jogo(me viciei no Spotify em Frantic Fountains - Frozen).O jogo pega muito das mecanicas classicas de DKC como coletar penas(bananas),  achar 5 moedas escondidas pelas fase(letras KONG são vocês?), cordas, espinhos pra todos os lados e até ''barris'' que saem atirando Yooka e Laylee no ar e ao mesmo tempo inova ao fazer um world map alá The Legend of Zelda com puzzles para resolver e até inimigos para enfrentar, por falar nisso uma das coisas mais legais do world map é que atraves de itens e mudanças que vc faz nele você pode alterar completamente as fases do jogo tornando-as as vezes completamente diferentes da fase que você acabou de passar(jogue uma bomba de gelo em uma fase de agua antes de entrar nela e a fase fica toda congelada e MUITO diferente) essa sacada dos desenvolvedores foi genial.

    Enfim...sem mais delongas esse jogo tem tudo pra se tornar um dos meus plataformers favoritos junto com DKC 2, Tropical Freeze e Super Mario Bros 3, e apesar de telo digital penso seriamente em comprar a versão física um dia tanto pro Switch quanto pro PS4 pra ter ele bonitão na estante.

    PS: As referenzas do jogo a cultura pop, as tiradas sobre o jogo anterior, a outros games são hilarias.

    PS2: Ja joguei o primeiro Yooka-Laylee(tenho ele no PS4) mas não cheguei a zerar, mais um motivo pra dar uma segunda chance(alem da trilha do David Wise)

    Yooka-Laylee and the Impossible Lair

    Platform: Nintendo Switch
    10 Players
    1 Check-in

    9
  • viciogame VICIOGAME Retro Games
    2020-05-11 17:36:29 -0300 Thumb picture

    ​🎮 Donkey Kong Land (Game Boy) Complete Gameplay

    🎮 Donkey Kong Land (Game Boy) Complete Gameplay.

    #Viciogame #DonkeyKongLand #GameBoy #Gameplay #Rare #スーパードンキーコング #Nintendo #任天堂 #DonkeyKong #ゲームボーイ #LetsPlay

    Donkey Kong Land

    Platform: Gameboy
    378 Players
    7 Check-ins

    0
  • bmark B - Mark
    2020-05-08 20:43:14 -0300 Thumb picture

    Video do meu cartucho que foi recuperado

    Ano passado adquiri através um Donkey Kong Country de SNES através de uma troca com um amigo que é conhecido como Odin Games.

    O chip do cartucho quase que foi jogado fora mas ele conseguiu recuperar.

    Dei 2 CD ROMs antigos de PC mais 2 CD Expert com os jogos 4X4 Hummer e Shadowgrounds que comprei na cidade onde moro para conseguir o jogo.

    Hoje o cartucho do vídeo está em minha casa.

    Donkey Kong Country

    Platform: SNES
    20839 Players
    239 Check-ins

    10
    • Micro picture
      bmark · over 1 year ago · 2 pontos

      Não. Sou de Minas Gerais mas meu amigo que fez o vídeo mora no Rio Grande do Sul.

    • Micro picture
      hazacc · over 1 year ago · 1 ponto

      Amigo, tu é do Rio Grande do Sul?

    • Micro picture
      hazacc · over 1 year ago · 1 ponto

      Ahh, sim, o vídeo não é seu. Cara, o sotaque dele é muito forte. Também sou daqui, por isso perguntei kk.

  • supergreg SUPERNOVAS
    2020-02-20 23:09:43 -0300 Thumb picture

    DONKEY KONG COUNTRY, O PODCAST DEFINITIVO


    EDIÇAO ESPECIAL


    OUÇA O PODCAST GRATUITAMENTE: https://supernovas.com.br/podcast/donkey-kong-coun...


    Atenção! Se você gostou deste podcast e deseja que continuemos o trabalho, compartilhe este post (aqui no alvanista mesmo). Isso faz MUITA DIFERENÇA e garante que continuemos o conteúdo retrô!

    Confesse: Donkey Kong é um personagem que tornou-se destacado de verdade somente depois daquele natal de 1994. Naqueles tempos, a sua ânsia por um video-game de CD era altíssima, mas este título desenvolvido por uma produtora britânica acalmou o seu coração e fez do seu Super NES velho e guerreiro um artigo de motivo de orgulho.

    As informações documentais apresentadas nesta edição foram extraídas de entrevistas recentes com os desenvolvedores.

    Nossa edição anterior (Mortal Kombat) fora gravada no último trimestre de 2019, e desta vez tivemos tempo de organizar nossas ideias e deixar as cosias bem enxutas, assim como nossos debates mais afiados. Bon apetit.

    Estamos no Spotify, iTunes, Google Podcasts, Pocket Casts, Cast Box Deezer e muitas outras plataformas agregadoras de podcast. Basta procurar por "Supernovas" e se inscrever!

    Donkey Kong Country

    Platform: SNES
    20839 Players
    239 Check-ins

    9
    • Micro picture
      kess · over 1 year ago · 1 ponto

      Adorei o envolvimento com a produção das músicas. A empolgação de vocês foi cativante. Baita jogo, e bom que mencionaram a série inteira no SNes. E esse era para ser o #14?

      2 replies
  • thejosephkorso Helton Carvalho
    2019-08-09 19:02:57 -0300 Thumb picture
    8

Load more updates

Keep reading &rarr; Collapse &larr;
Loading...