• anduzerandu Anderson Alves
    2022-08-06 18:12:58 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: DOOM 3

    Zerado dia 06/08/22

    Dando uma olhada aqui nos jogos do Switch para decidir o que jogar em que ordem dos poucos que faltam para completamente esvaziar o console e o desbloquear e DOOM 3 estava entre os mais longos, mas bateu uma baita vontade de jogá-lo, felizmente. Isso levando em conta que sempre tive curiosidade em conhecer esse título que tem a fama de ser "diferentão" dos demais, só que ao mesmo tempo que eu tinha essa curiosidade, eu tinha um pouco de medo de iniciá-lo pois a opinião dos jogadores não soa tão favorável além de que aparentemente seria algo mais voltado pro gênero de Horror, o que poderia indicar que ele seria mais lento.

    O próprio howlongtobeat.com indicava 11 horas. Puts, os anteriores duravam 7 e eu sempre os achei um pouco longos demais (acabou durando apenas 8 horas para mim)!

    Para ser sincero eu já tinha dado uma olhadinha no começo da aventura umas duas vezes para ver como eram os visuais totalmente 3D, se rodava bem no Switch e para ver se seus diferenciais me conquistariam a ponto de me deixarem mais animados para o jogar de verdade no futuro. Os resultados foram positivos, mas eu devo ter jogado realmente uns 3 minutos cada vez. Até pouco tempo a ideia também era jogar um jogo da franquia Doom por ano pois eles me cansam, não vou mentir e mesmo tendo o adorado, eu joguei o 64 em 2022 e bem recentemente.

    Só que não tive escapatória: eu realmente quero desbloquear o Switch logo! Me esperam Metroid Dread, Xenoblade 3, Link's Awakening, Legends: Arceus, Kirby and the Forgotten Land e mais um monte de outros, incluindo multiplataformas e indies. Enquanto isso eu estou jogando os Knights and Bikes e Warlocks 2 da vida.

    Iniciando o D3, reparei em algumas coisas. Primeiro que o jogo é bonito, bem bonito. Quer dizer, eu tenho a consciência de que é um jogo originalmente de 2004/2005, para PC e o primeiro Xbox e isso é importante para se preparar para seus controles, mecânicas e como a cultura dos video games eram na época, mas os visuais são muito bons e combinam muito bem com a tela portátil do Switch, que recebeu uma versão modernizada da BFG Edition (2012, geração Xbox 360).

    A segunda coisa que reparei é que o jogo não tem opção de ligar legendas. Super bizarro! O legal disso é que a experiência fica mais imersiva, mas muitos jogadores definitivamente dependem delas, mesmo em inglês, para acompanhar os acontecimentos do enredo. Fora isso, há momentos em que você tem que abrir o inventário, ouvir arquivos de áudio e os entender para, por exemplo, descobrir o código de abertura de portas.

    Por último, os menus, displays, HUD do jogo são bem pequenos e menos apelativos como um jogo mais "pop" seria. Enfim, a sensação é que D3 é bem adulto e sério e fez me sentir como se tivesse assistindo arquivos militares nesse início.

    Esse início trata do seu personagem chegando à base de Marte, conversando com as pessoas, indo de lugar X à Y. Ele te põe realmente na pele do Doom Slayer, que aqui por algum motivo não usa capacete. Isso me fez pensar se esse jogo teve um papel grande em tudo quanto é FPS desde então, tipo esses Halo que tem cutscenes interativas com pessoas olhando para a câmera e conversando direto com o jogador e a história se desenvolvendo assim, de forma mais cinemática e, mais uma vez, imersiva. Quer dizer, a ideia principal deve ter vindo de algum Half-Life da vida, mas mesmo assim.

    Uma curiosidade é que quase todo mundo é careca.

    A primeira fase é um saco, ao meu ver. Você vai se sala em sala, corredor em corredor, passa por scanners, para para ouvir alguém falar com você. Abre porta automática atrás de porta automática e, cara, o lugar parece gigantesco! Quando você chega ao final, pedem para você voltar tudo.

    Mas é aqui que começa a problemática que gera o enredo de D3: quando a base de repente é atacada por monstros. Você volta já usando as suas primeiras armas, a pistola e a shotgun (a pior arma do jogo disparado).

    Os primeiros inimigos são zumbis dos trabalhadores do local. De início achei estranho mas lembrei que nos jogos originalmente tinham esses humanos que atiravam em você e tudo. Logo começam a aparecer também aqueles que jogam bolas de fogo, Imps.

    Foi aí que eu percebi que eu estava levando D3 como um jogo diferente demais do que ele realmente é. E mais tarde eu teria a certeza de que o jogo é uma modernização da série clássica e que foi na verdade muito bem traduzida para os até então estilos modernos.

    Você anda, explora, coleta armas. munição, cartões que abrem portas, mete a bala nos monstros e por aí vai.

    Algumas diferenças incluem:

    -D3 é um título mais escuro e inclusive há um botão para ligar a lanterna. Não que você fique no completo breu sem usá-la mas há sim momentos que você pode ficar desnorteado e o meu maior medo era mesmo não ver um inimigo ou um item necessário para progredir nas fases;

    -É um jogo muito mais linear que os anteriores. Raros foram os momentos que fiquei perdido ou andando como barata tonta (e isso é ótimo).

    -É também o jogo mais fácil da série até então. Você toma pouco dano no nível Normal, há muita cura e munição e dificilmente os inimigos realmente representam perigo;

    -O lance de ser um jogo de terror não é bem verdade. Eu achei o foco do jogo bem mais pro lado da ação mesmo e me senti jogando um Doom "half-lifeado". Para ser sincero, a atmosfera do primeiro HL costuma me deixar mais apreensivo do que a de D3. Isso mudou um pouco quando joguei com o fone conectado e pude ficar mais imerso e ouvir uns sons mais medonhos. Dá para ver que muito foi reutilizado no jogo de 2016 adicionado à ação desenfreada dos clássicos.

    Outra coisa que foi substituída foi a trilha sonora, que agora ao invés do Heavy Metal temos uma trilha mais atmosférica, silenciosa senão pelos gritos infernais e barulhos de metal aqui e ali. Mas na verdade a OST dos antigos nunca me convenceu (e olho que adoro Heavy Metal).

    Além da volta de quase tudo quanto é monstro, eles mantiveram também a jogabilidade das armas. Digo isso pois os jogos clássicos só demandavam que você mantivesse os inimigos à sua frente para os acertar e, embora aqui tenha mira, as armas não tem quase nenhum recuo a cada tiro. Você pode manter o gatilho ativado e esperar que o inimigo seja destruído. Isso é um pouco estranho depois de você se acostumar com FPS mais modernos e a necessidade de manter o dedo da mira constantemente a reposicionando em cima do alvo.

    Morrer é algo bem incomum, mas chegou a acontecer comigo algumas vezes por vacilo ou confiança demais aliada a preguiça de voltar para um terminal de vida de algumas salas atrás. Nesse jogo se você morre, você volta para o último save sendo que por vezes o jogo faz isso automaticamente porém recomendo fazer os seus próprios mais frequentemente conforme você avança. Houveram momentos que morri por conta de um barril que explodiu ao meu lado ou pedaço do chão que desabou e lá se foram muitos minutos perdidos. Eu odeio jogo que você tem que ficar salvando toda hora e não me acostumo mais a fazer isso!

    Algo bacana de D3 é a continuidade entre os estágios. Eu sempre achei que os clássicos pecavam muito nisso e parecia que as fases eram super independentes e simplesmente criadas uma após a outra. Mas aqui o enredo segue o seu progresso e você sente aquela sensação de progresso ao contrário de ir de 0 a 100 a cada estágio.

    E falando em estágios, eles são em sua maioria relativamente pequenos aqui, mas podem demorar mais do que parecem por um motivo: a enorme quantidade de inimigos! Não tem como se sentir sozinho nesse jogo visto que muitas vezes você entra numa sala e surgem muitos deles, você os mata e logo aparecem mais (e mais). O jogo ainda gosta de fazer com que alguns deles apareçam propositalmente atrás de você.

    Você passa tempo tempo atirando em monstros que chega a cansar. Cansar mesmo! E depois que você elimina a todos, desce uma escada, pega uma chave e sobe a escada, mais criaturas são sumonadas. Fica até bem previsível para ser sincero.

    Resumindo: DOOM 3 é um jogo melhor do que eu imaginava! A adaptação da clássica série para a cena 3D e mais cinematográfica de 2004 é muito boa e mantem muito mais da essência do que as pessoas o dão crédito. Todos os inimigos estão de volta, assim como o grande arsenal de armas, a ação, exploração por cura, munição e chaves, chefes, embora tudo seja de teor mais linear e fácil, mas sem perder a graça. E graças a deus que D3 não foi mais um bocado de mapas e alguns novos inimigos como o 2 foi em relação ao 1.

    De bom: belos visuais. Boa atmosfera. Adorei os efeitos de sombra causados pelas luzes. Me senti mais em Marte do que nunca na série! Final poderia ser melhor, mas foi legal. Grande variação de inimigos e armas. Envelheceu bem.

    De ruim: odeio que a lanterna fique se apagando. Odeio a necessidade de fazer saves manuais volta e meia. Achei que o jogo poderia ter menos inimigos e que exagera um pouco nisso. Faltaram ao menos as legendas e porque não o idioma Pt-BR?

    No geral eu curti bastante. Acho que fora o 2016, esse seria o único Doom que jogaria novamente. Não é uma experiência perfeita, mas acho que ele merece mais crédito pelo que é e como adaptou a franquia para uma diferente geração. Agora falta só o Eternal para fechar a série! Sobre D3, jogo maneiro!

    DOOM 3

    Platform: Nintendo Switch
    7 Players
    1 Check-in

    10
    • Micro picture
      mastershadow · 1 day ago · 3 pontos

      Esse jogo tinha graficos tao a frente do seu tempo...que até parece atual hoje em dia, é um jogão que me deu alto sustos, ele segue a Linha do DOOM 64, é mais terror do que ação.

      1 reply
    • Micro picture
      lgd · 1 day ago · 2 pontos

      Parabéns. Este aí acabei abandonando depois de ficar preso em uma batalha contra 2 demônios que saem de um portal...

      5 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-06-10 22:12:02 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Fallout Shelter

    Terminado dia 10/06/22

    Me lembro como se fosse ontem quando a Bethesda soltou Fallout Shelter do nada em uma dessas conferências anuais e eu achei bem curioso, mas não sabia se deveria jogar ou não. Ah, sei lá. Curto muito Fallout mesmo, mas jogos mobile são sempre complicados pela jogabilidade touchscreen, micro transações e mesmo o simples ato de jogar num celular, que não me parece certo ou confortável.

    O jogo então ficou baixado no meu Nintendo Switch por muitos e muitos meses até que eu resolvi o deletar. Mais tarde voltei a instalar pelos apelos positivos a ele por parte dos meus amigos, mas acabei ficando sem vontade de novo e o deletei mais uma vez apesar de que FS sempre ficou ali, num cantinho da minha cabeça, dizendo para experimentar. Procurei no howlongtobeat.com lá estava ele, com menos de 20 horas. Pera, tem fim?!

    Iniciei o jogo no Android recentemente e ele ensina bem o básico no início. Basicamente você tem que gerir uma das clássicas Vaults daquele universo e a povoar, afinal é para isso que existem esses abrigos subterrâneos de Fallout: sobreviver num mundo pós-apocalíptico.

    Com alguns poucos trabalhadores não há muito o que fazer além de procriar e construir ou expandir salas básicas, como geração de energia, água ou comida. É importante saber que construções custam dinheiro e manter esses espaços gasta da sua reserva de energia ou seja, não dá para sair construindo coisas sem pensar pois se o consumo for maior que a geração daquele insumo, as coisas começam a parar de funcionar e atrasam a sua vida.

    Alguns tipos de salas ainda demandam consumo de água e quanto mais gente, mais comida deve ser gerada para manter as coisas de pé, fora que o aumento da população limite requer a construção ou aprimoramento de um tipo de sala específica.

    Conforme as pessoas vão trabalhando e gerando recursos e dinheiro você pode expandir suas salas para gerarem melhores resultados e conforme a população aumenta é possível construir novos tipos de salas, como treinamentos em habilidades específicas. Essas habilidades são importantes pois um trabalhador especializado em uma determinada letra das sete S, P, E, C, I, A e L gerarão resultados mais rapidamente em específicas salas. Por exemplo, a sala de geração de água limpa e da letra P e um funcionário especializado nessa letra gerará esse recurso bem mais rápido que um que não tem esse conhecimento.

    FS é um jogo de atribuição de trabalhadores à posições diferentes que você joga menos e espera mais. Sendo assim, você espera que um funcionário gere um insumo e quando o fizer, você deve tocar naquela sala para o coletar. Se não o fizer, o personagem ficará parado aguardando sem trabalhar!

    É importante saber que sozinha a sala pode ser inútil e com um trabalhador ela gerará aquele recursos em, digamos, 8 minutos e meio. Com um trabalhador especializado esse tempo é drasticamente diminuído e quanto mais pessoas ali trabalhando, mais rápido o trabalho será feito. Agora imagine 4 pessoas especializadas fazendo aquilo! É muito rápido!

    Enquanto você espera ou tiver muitos recursos, há alguns motivos para continuar na tela do celular. A gravidez das mulheres é demorada e leva horas até gerar uma criança que por sua vez demorará mais um longo tempo até crescer e poder trabalhar ou procriar.

    Nesse meio tempo você pode fazer os bônus de assistir propagandas, clássico de jogos mobile, mas aqui vale muito a pena e mesmo quando eu jogava offline, lamentava ter que esperar até chegar em casa e acessar a internet para ganhar cosias muito úteis, como bastante dinheiro ou loot boxes, que geralmente tem itens bem bacanas. Vale lembrar que tudo o que envolve assistir propagandas só pode ser feito a cada 3 horas e meia ou algo assim.

    Outra coisa curiosa é que uma espécie de espião aparece na sua Vault e meio que se camufla pelo cenário e você terá poucos segundos para o encontrar e tocar nele, ganhando assim muito dinheiro (com a possibilidade de ganhar ainda mais se ver uma propaganda). O celular vibra quando ele aparece e desaparece.

    Há vários eventos aleatórios volta e meia no seu abrigo, como salas que pegam fogo do nada, baratas ou topeiras radioativas que brotam do chão ou mesmo bandidos que chegam quebrando a sua entrada e atacando a tudo e todos. Todos esses problemas devem ser resolvidos o mais rápido possível pois as coisas podem piorar!

    As chamas se alastram para mais salas, os bandidos tiram muita vida e até matam seus moradores, alguns monstros ainda são radioativos e diminuem a vida e felicidade do povo e alguns são duros na queda, como os escorpiões que além de tudo ainda ficam fugindo e brotando em diferentes locais e ainda roubam a energia da Vault. Malditos escorpiões! Nem os Deathclaws, que ainda vinham em grupos, me assustavam tanto quanto um único escorpião!

    Para completar você pode fazer uma das 3 missões opcionais aleatórias que sempre estarão disponíveis e envolvem coisas como vender itens, recrutar personagens, parir bebês, derrotar inimigos etc. Essas missões também podem ter boas recompensas por terminá-las e a maioria vale a pena fazer quando tiver um tempo (a maioria fiz na sorte). Senão melhor pedir para cancelar e gerar um nova.

    Conforme fui avançando, o jogo foi perdendo a graça rápido. Tudo estava sob controle, meus personagens eram bons e fortes e nada acontecia! Tava extremamente fácil e repetitivo eu assistindo os personagens trabalhando, gerando recursos e a cada mil horas derrotando bandidos em invasões toscas. Coma população maior, eu estava podendo criar mais salas, mas eram salas que eu não usava, como essas de treinamento pois meus personagens sempre estavam ocupados trabalhando e por lá mesmo eles se especializavam no que estavam fazendo e ganhavam níveis. Resolvi então pesquisar como se terminaria esse jogo e se compensaria continuar.

    Foi aí que eu descobri que FS realmente não tem um final. Teve um cara que transmitiu toda a sua jogatina do título até que chegou à população máxima: 200 pessoas. Ele ainda estava com uma Vault bem sustentada e defendida. Ok, fiz disso o meu objetivo com o jogo.

    Por coincidência, um ou dois dias depois Diablo Immortal foi lançado. Estaria eu de volta aos jogos mobile? Fui instalar e descobri que meu celular precisava de mais espaço e a Google Play marcou uns app para desinstalar e abrir espaço e eu não percebi que FS estava no meio deles. Lá se foi meu jogo.

    Pensei em deixar o jogo de lado mas ao mesmo tempo que estava cansado, estava levemente viciado. Uma sensação que nunca tive antes com nenhum outro jogo. Reinstalei na esperança de meu save estra salvo no celular ou nuvem, mas o perdi mesmo.

    Um amigo me falou que o jogo fica melhor depois que você constrói uma sala que libera quests e controla o pessoal nelas. Não entendi muito bem, mas isso, o fato de eu ter apenas 17 pessoas na Vault e o objetivo de chegar aos 200 moradores falaram mais alto que a desmotivação. Recomecei e fiz questão de ligar a opção de save em nuvem.

    Com meus conhecimentos eu pude jogar mais rápido e mais inteligente no que priorizar ou não, como comandar os trabalhadores e até no posicionamento estratégico das salas. Rapidinho passei de ontem estava e tudo ocorreu bem melhor. Os visuais do jogo também sempre ajudam demais na experiência!

    Logo finalmente abri a sala das quests! E é aqui que o jogo fica mesmo melhor!

    As quests são um menu que se abre e várias missões se disponibilizam. Você escolhe uma delas e manda até 3 personagens que tenham os requisitos mínimos, que geralmente é o nível mínimo, mas as vezes os atuantes tem que vestir roupas específicas ou ter armas de determinado dano para cima.

    Com tudo certo, basta os despachar e eles saem do abrigo em rumo à algum lugar nos ermos. Aqui é curioso: eles levam horas para chegar lá e você pode ir jogando na Vault enquanto isso ou sair do jogo e voltar mais tarde ou ainda pagar com garrafas de refrigerante para que eles cheguem instantaneamente (essas garrafas agilizam muitas ações importantes no jogo e são o tipo de coisa que um jogador pagante compraria - muitas são dadas de graça durante a aventura).

    Já no local você controle o trio apenas clicando para eles avançarem de sala em sala sem saber o que tem lá até adentrar em cada uma delas. Pode ser que não tenha nada em uma, itens na outra, inimigos ou combinações dessas coisas. Geralmente você termina a quest antes de explorar os prédios completamente, mas vale a ir atrás de mais loot se você estiver forte o suficiente e por roupas e armas em cada um dos seus habitantes. Para voltar para casa é o mesmo: ou você espera horas ou paga garrafas. Essas quests são bem bacanas, mas depois de fazer um bocado você percebe que elas são bem similares em cenários e jogabilidade e acabou ficando meio chato também. E foi assim que o jogo foi ficando chato novamente, repetitivo e sem objetivo. Cheguei aos 100 habitantes, requisito para poder construir a última sala da lista e desisti de chegar aos 200 pois não fazia mais sentido.

    Resumindo: Fallout Shelter é um jogo muito legal por bastante tempo e ainda melhor para quem curte ou conhece a franquia, embora isso não seja mandatório. A jogabilidade simples, estilo cartum clássico da série e alguma estratégia estão entre os pontos altos, além de não ter me enchido a paciência pedindo compras ingame e nem ter parecido um pay-to-win. Foram poucos dias de jogatina e eu esperava algo muito mais arrastado e tedioso. Infelizmente há um ponto que tudo perde um pouco do sentido, mas se você realmente curtir a experiência há mais coisinhas interessantes para se fazer, como completar todas as quests e suas histórias ou mesmo tentar conseguir personagens famosos dos outros jogos da série para o seu abrigo.

    De bom: lindos visuais. Bastante conteúdo. Sonoplastia muito legal. O jogo te deixa ocupado com diversas ações simultâneas. Jogabilidade simples. Sistema de ver propagandas opcionais dão ótimas recompensas. Legal ver a evolução do abrigo, suas salas e habitantes. As quests são bacaninhas. Não vi a necessidade e investir nem um real.

    De ruim: as vezes perde um pouco o sentido. Invasões de inimigos fortes são sempre no mínimo uma agonia. A jogabilidade no touchscreen as vezes é irritante: você quer arrastar a tela para ver outras salas mesmo com o zoo-out no máximo por já ter muitas construções feitas mas acaba arrastando trabalhadores para outros lugares, ou você quer consultar a letra de uma sala e seleciona um personagem e as vezes tem que fazer isso várias vezes até conseguir. As salas que você vai desbloqueando começam a parecer bem inúteis e eu esperava poder fazer coisas bem mais legais como torretas ou sei lá. Alguns insumos, sobretudo a energia, parecem nunca serem o bastante e eu tinha muitas salas totalmente disso com muitos operários para conseguir sustentar com alguma dificuldade enquanto a de comida eu tinha duas e meia e sempre tinha recursos com folga.

    No geral, o jogo é muito gostoso e bacana enquanto não perder sua motivação. Eu recomendaria jogar casualmente e entendendo como fazer isso, lendo e usando estratégia, mas para quem quiser um ponto final e conhecer bem sobre ele, a ideia do nível 100 e todas as salas rende muitas e boas horas, depois vem a decisão de continuar expandindo, procriando por mais 100 pessoas e fazendo as demais quests. Jogo muito legal! Agora tô atrás da versão Board Game!

    Fallout Shelter

    Platform: Android
    236 Players
    137 Check-ins

    13
    • Micro picture
      seufi · about 2 months ago · 2 pontos

      Joguinho mt legal

  • gigahertz gigahertz
    2021-11-01 02:53:04 -0200 Thumb picture

    Finalizado!

    Depois de 8 anos, finalmente posso dizer que finalizei Skyrim! E por finalizar, quero dizer: terminei as quests do arco da guerra civil e as quests do arco dos dragões (main quests). Foram 47 horas de jogatina que, ao longo de 2 semanas, me divertiram um bocado!

    Na guerra civil, escolhi me aliar aos Stormcloaks e ajudar o Ulfric a libertar Skyrim do domínio do Império. E nas quests dos dragões, escolhi o lado dos Greybeards. Sei que não existem lados "certos" e vai de cada um. Mas fiquei bem resolvido com as minhas escolhas no jogo.

    Jogar a Special Edition, em 4K e com os gráficos no talo com certeza me ajudou na imersão no jogo. Os visuais ainda são fantásticos até hoje, e eu nem precisei instalar mods pra constatar isso. Outra contribuição do jogo foi diminuir o meu preconceito com jogos em primeira pessoa (que eu odiava). Joguei com a câmera em 1ª pessoa durante todo o jogo, tendo uma experiência bem satisfatória. O que abre as portas pra tentar mais pra frente outras coisas em 1ª pessoa que também parecem legais, como Fallout, Halo, Bioshock, Doom e por aí vai.

    Sim, Skyrim ainda tem TONELADAS de conteúdo pra me oferecer. Sobraram zilhões de side quests e lugares legais para explorar. Mas por enquanto, vou dar uma respirada e jogar outras coisas, antes de voltar para Tamriel. Essa semana eu reativei minha assinatura do Xbox Game Pass de PC, então também ando jogando umas sessões de Forza Horizon 4 (aquecendo pro 5 que sai em uma semana) e Injustice 2 (jogando apenas o modo campanha).

    The Elder Scrolls V: Skyrim - Special Edition

    Platform: PC
    148 Players
    170 Check-ins

    21
  • gigahertz gigahertz
    2021-10-29 22:40:52 -0200 Thumb picture

    Agora vai!!!

    Meu primeiro contato real com Skyrim foi em 2013, quando comprei o jogo base (sem as DLCs) em uma promoção da Steam. Nunca tinha jogado nada de The Elder Scrolls e, pelo pouco que tinha ouvido falar do jogo, parecia ser um bom RPG, meu gênero favorito.

    Os anos foram se passando, e por algum motivo que eu desconheço, nunca consegui engrenar no jogo. Durante os últimos 8 anos, devo ter tentado jogar Skyrim pelo menos umas 5 vezes. Até cheguei a comprar a versão do jogo pra PS4, na época em que tive o console. E sempre acontecia a mesma coisa: começava, jogava no máximo umas 10hs de jogo e o abandonava.

    No fim do ano passado, em uma promoção na Nuuvem, comprei o Skyrim Special Edition pra Steam. Com o objetivo de ter a melhor versão possível do jogo para finalmente encarar a jornada por Tamriel. E há umas 2 semanas atrás, os planetas se alinharam, eu iniciei uma nova tentativa e finalmente engrenei no jogo! Hoje, completei 45 horas de gameplay, tendo finalmente uma imersão completa no jogo. 

    Já finalizei o arco de quests da guerra entre Stormcloaks e o Império. E agora tô me dedicando ao arco dos dragões. Por enquanto não tô flutuando muito nas side quests, pra não perder o foco. Mas depois que terminar a campanha principal, pretendo continuar jogando e explorando as side quests também. O mais importante é: tô curtindo demais o jogo até agora! Dessa vez, vai!

    The Elder Scrolls V: Skyrim - Special Edition

    Platform: PC
    148 Players
    170 Check-ins

    20
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      bobramber · 9 months ago · 2 pontos

      Demorou, mas foi que foi!!!

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      hyuga · 9 months ago · 2 pontos

      jogo maravilhoso, recomendo fazer a Quest da dark brotherhood que tem umas recompensas maneiras lá

  • luchta Ewerton Ribeiro
    2021-08-10 19:01:30 -0300 Thumb picture
    Post by luchta: <p>Foi só a&nbsp;<strong>Bethesda </strong>ser comp

    Foi só a Bethesda ser comprada pela Microsoft que começaram a ter promoções decentes nos jogos dela na Steam. Na promoção da QuakeCon que está rolando, está tendo muitos dos menores preços históricos nos jogos da produtora.

    Fallout 4

    Platform: PC
    424 Players
    258 Check-ins

    9
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      tecnologgamer · 12 months ago · 1 ponto

      Saudades da época que 75% era menos de 20 pila. Muito caro ainda pagar 30 conto em jogo meia boca.

      2 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-07-23 09:31:23 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Doom II

    Zerado dia 22/07/21

    Caraca, demorei mais nesse Doom II do que gostaria de admitir, mas parte dessa culpa é do outro jogo que tenho jogado outro título paralelamente muito aos poucos (e dado prioridade a ele), além dos problemas da vida adulta.

    Eu comprei esse Doom junto com o seu antecessor e o 3 numa promoção bem boa no Nintendo Switch há bastante tempo, bem antes de lançarem Doom 64 na plataforma, mas todos ficaram parados até bater a vontade. Tempos depois comecei o primeirão com amigos e joguei por muitos meses, até cansei! Já o II eu cheguei a abrir e experimentar um pouco, mas adiei um tanto justamente por se parecer demais com o jogo anterior, e eu realmente estava cansado.

    Abrindo Doom II você se depara com menus com as mesmas opções de seu antecessor. Há a possibilidade de jogar sozinho, multiplayer, algumas opções e conectar sua conta, o que aparentemente desbloqueia um bocado de cosméticos para jogar online os títulos mais recentes (acredito que o Doom 2016). Há também a opção de baixar "Add-Ons", meio que estágios adicionais que eles disponibilizam.

    Acessando o single player, modo que joguei exclusivamente Doom II já que receber visitas atualmente não é lá uma ideia muito boa, pude escolher iniciar a campanha, escolher um nível e carregar um save. Nos dois primeiros casos você ainda determina o nível de dificuldade.

    Dei uma olhada no menu de seleção de estágios e, nossa, haviam 32 estágios! O jogo original devia ter uns 10 a menos e foi gigante! Descobri depois que 30 estágios são da campanha e mais 2 são secretos, um baseado em Wolfenstein e um com uns easter eggs de Commander Keen. Mas para completar haviam mais outros 21 níveis numa seção chamada de "Master Levels", que são fases que aparentemente foram adicionadas como numa espécie de DLC na época e que estão inclusas em todas as versões completas do jogo.

    Iniciando a campanha eu fiquei muito contente em saber que as fases são assim como os capítulos mais avançados do Doom original, mais focados na ação e menos na exploração que era praticamente um metroidvania. Digo isso porque no jogo anterior eu gastava até horas em uma única fase as vezes tentando descobrir onde estava uma chave ou uma porta e alguns níveis chegavam a ser maçantes, mesmo jogando com 4 players, um explorando para cada lado e quando um pegava uma chave, todos já podiam a usar imediatamente.

    Aqui o lance é sair atirando, fica muito claro saber onde você foi pois as fases não são labirínticas e muitas vezes agem mais como uma arena do que instalações alienígenas nazistas bizarras. Além disso, aquela sensação claustrofóbica aqui é muito reduzida e há maior sensação de liberdade, meter o louco e explodir uns demônios ao som de "metal"!

    Eu percebi que as fases estavam indo embora até rapidamente. Dificilmente eu gastava muito tempo ou empacava em alguma. No final de cada uma é mostrado quantos demônios faltaram ser mortos, segredos a serem achados e o tempo que você deveria bater, estilo Time Attack, mas eu nunca liguei pra nada disso.

    Mas apesar de Doom II ser legal, ele tem um grande defeito pra mim: ele não é memorável. Eu saio de uma fase e começo outra e nem percebo. E aquela fase que achei uma parede com um item legal escondido? Foi nessa? Na anterior? Três fases atrás? Sei lá!

    Para dizer a verdade, 90% das fases parecem muito amadoras, sem graça, como se fossem fases de teste ou descartes do jogo original que não entraram nele. A engine parece ser a mesma, os visuais são e tudo foi reciclado! Quer dizer, há uns inimigos novos aqui e ali, mas no geral a sensação é de estar jogando a mesma coisa. E o pior é que ainda lembro de muitas coisas do jogo original, incluindo cenários.

    O objetivo continua sendo o mesmo: chegar à saída, que costuma estar numa posição distante ou exigir que você abra alguma porta com uma chave de cor específica. Chave essa que depende de outra chave para ser adquirida e assim por diante.

    É normal perder bastante tempo com exploração, encontrar salas e segredos com itens inúteis e ficar tentando se familiarizar com o cenário. É o tipo de jogo que eu gasto 17 minutos para passar de uma fase na primeira tentativa e 2 minutos depois que já sei onde tudo fica.

    Uma coisa importante é salvar o seu progresso sempre que achar algo de interesse, estilo o primeiro Half Life, pois sempre acontece algo quando você coleta uma chave ou similar, como um monstro que aparece, e muitas vezes você não está preparado.

    Outra coisa que vale a pena mencionar é que ainda há história a ser contada por meio de um texto a cada tantos estágios. É sempre bem superficial, mas ajuda na ambientação para quem curte esse tipo de ação sangrenta e heavy metal, e tenho certeza que na época era ainda mais legal.

    Me aproximando lentamente da metade do jogo e já meio cansado depois de tantos dias, percebi que no menu de opções há um sub-menu de Cheats, onde é possível acionar um bocado de coisas curiosas:

    -Ficar invisível;

    -Conseguir todas as coisas (itens, chaves, armas, munição);

    -Entrar no modo Berserk;

    -Entrar no God Mode etc.

    Testei algumas dessas trapaças aqui e ali, bem legal. Lembro que eu fazia muito isso na época do Duke Nukem no meu N64 assim que comprei uma revista cheia de códigos.

    Acabei ainda ativando uma trapaça ou outra dessas na minha jogatina real chegando ao final de Doom II. Eu não queria ativar coisas como conseguir todos os itens, que tornam a jogatina sem sentido se você não tiver que explorar pelas chaves, mas em alguns momentos ativei o modo Berserk simplesmente porque recupera todo o seu HP, pois não tenho o costume de jogar salvando nenhum jogo e as vezes passava muito tempo num cenário e ficava perto de morrer perto do final. Aí sim eu salvava!

    Isso foi importante algumas vezes pois no final na aventura as fazes começaram a ficar mais longas e exigir maior exploração e fazem você andar como barata tonta como no Hexen: Beyond Heretic, mas terminei!

    Resumindo: Doom II é um jogo bacana, principalmente se você curte o primeiro jogo e quer mais, mas é sério que você ainda quer mais? Também acho interessante a ideia de ir direto para esse, ignorando seu antecessor, sendo que é um jogo mais leve, focado na ação e que vai lentamente dependendo da exploração, justamente o contrário do original, que nesse quesito eu considerei até mal feito. Mas o fato é que fiquei com a sensação de que experimentar ambos é meio redundante. Se você conhece um, você praticamente conhece os dois! Fora isso, foi divertido até e a minha experiência recente com a série me fez jogar um pouco mais rápido, apesar que a falta de originalidade me fez o arrastar um bocado.

    De bom: possibilidade de jogar multiplayer em um único console de até 4 pessoas. Conteúdo online disponível a ser baixado. Possibilidade de escolha de nível de dificuldade, fase e trapaças disponíveis em menus. Apesar de que poderia ser maior, há uma certa variedade de novidades.

    De ruim: mal parece um jogo diferente, é quase como uma expansão apenas. Fases pouco memoráveis e level design pouco criativo. As músicas em midi são meio decepcionantes e as vezes bem toscas, as vezes nonsense, haha.

    No geral, ainda bem que não durou mais, mas fiquei meio receoso com o próximo da série: Doom 64, que só deus sabe quando jogarei. Opiniões? Jogo bacana se você quer conhecer mais a série ou mesmo se quiser conhecer a série. Já jogou o anterior e acha que foi o bastante? Na minha opinião, pode até ignorar Doom II...

    Doom II

    Platform: Nintendo Switch
    12 Players
    1 Check-in

    17
    • Micro picture
      rafaelssn · about 1 year ago · 2 pontos

      To jogando o novo e tem essas fases antigas nele escondidas, tá bem legal de explorar :-)

      1 reply
  • 2021-06-15 22:07:05 -0300 Thumb picture

    E3 - 2021

    Xbox / Bethesda,  PC & Future Gaming Show e Devolver Digital foram destaque  pessoal do evento, com dezenas de títulos no backlog.

    10
  • salvianosilva Salviano Silva
    2021-01-12 19:42:13 -0200 Thumb picture

    Novo jogo do Indiana Jones vindo aí pelas mãos da Bethesda

    A desenvolvedora de Wolfenstein, MachineGames, está trabalhando em um jogo do Indiana Jones. O anúncio veio por meio de um vídeo teaser postado pela editora Bethesda.

    "Um novo jogo do Indiana Jones com uma história original está em desenvolvimento em nosso estúdio, Machine Games, e será produzido por Todd Howard, em colaboração com a Lucasfilm Games. Levará algum tempo até que tenhamos mais a revelar, mas nós estou muito animados para compartilhar as notícias de hoje!"

    Será que vai seguir os moldes de Tomb Raider e Uncharted?

    Indiana Jones and the Infernal Machine

    Platform: N64
    144 Players

    23
    • Micro picture
      miss_dani · over 1 year ago · 3 pontos

      Que legal!! Se seguir os moldes de Tomb Raider e Uncharted, tem tudo pra ser muito bom!!

      3 replies
    • Micro picture
      _gustavo · over 1 year ago · 2 pontos

      Pela Machine já começa um hype legal, tem tudo pra ser bom

    • Micro picture
      natnitro · over 1 year ago · 2 pontos

      Bethesta esse ano tá on fire mesmo... xD
      Da lista de compra de lançamentos aqui, tem pelo menos uns 3 jogos novos deles e agora mais esse do Indy que já foi pro topo da wishlist também... ♥♥♥

  • 2020-10-09 22:41:58 -0300 Thumb picture

    Efeméride Gamer #18

    Medium 740413 3309110367

    9 de Outubro de 2012.

    Há 8 anos atrás, Dishonored era lançado na América do Norte para Playstation 3 e Xbox 360. Desenvolvido pela Arkane e publicado pela Bethesda.

    Dishonored

    Platform: Playstation 3
    1212 Players
    115 Check-ins

    5
  • cyberwoo Diogo Batista
    2020-09-22 10:45:55 -0300 Thumb picture

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