• anduzerandu Anderson Alves
    2022-05-17 01:54:08 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: One Piece

    Zerado dia 17/05/22

    No início de 2007 eu estava andando na rua e resolvi passar na banca para gastar o pouco de dinheiro que eu tinha começando alguma nova coleção. Eu sempre curti muito gibis e afins (não muito HQs de super heróis).

    Chegando lá havia um pacote com dois mangás de One Piece por um preço bem chamativo. Resolvi comprar e ler, mesmo sendo os volumes 47 e 48 da Editora Conrad (volume 24 atualmente na Panini). Sim, eu pulei uma grande parte da história e só deus sabe o que eu tinha na cabeça. Resultado: eu ADOREI. A arte era lindíssima e a atenção aos detalhes. E os personagens? Sensacional! Eu não entendia nada do que eles estavam falando dos eventos recentes, mas eu precisava saber comprando o restante! Eu ainda contava que teria que comprar mais 46 volumes anteriores, mas a verdade é que haviam mais volumes depois dos que eu tinha comprado e que eles não era os últimos lançados.

    Fui comprando os volumes como os achasse e ainda os lia. Era uma loucura! Por exemplo: eu tinha o 47 e 48. Na semana seguinte comprava o 15 e depois o 11. Depois o 1 e o 2. Eu fiz uma bagunça mas eu não conseguia parar de ler. Amo tanto esse mangá que parti depois pro anime para ver como era e recapitular o enredo. Infelizmente o anime era horrível. Tá, horrível é exagero e até maldade, mas a adaptação não chegava aos pés do belo e carismático mangá e para ferrar, caso você veja a versão da 4Kids ou jogue os muitos jogos que são justamente baseados nessa versão americana, muita coisa foi mudada ou censurada. E tenso!

    Nessa época de 2007 eu ainda estagiava e emulava GBA quando podia pois 4 horas de "trabalho" pareciam uma eternidade. Já mencionei nos meus posts que eu zerei muita coisa da plataforma por lá, assim como experimentei e conheci outras, inclusive One Piece. Uma alegria descobrir que tinha jogo da minha adorada obra!

    Não fui muito longe até abandonar o jogo e voltar para algo mais Nintendo. Em OP, você controla o famoso "pirata que estica" por fases sidescroller metendo a porrada nos inimigos e evitando muitos buracos e armadilhas nos segmentos de plataforma.

    A jogabilidade era meio repetitiva e os estágios meio confusos com diversos caminhos e objetivos meio vagos. Era simples demais mas com complicações opcionais que me deixavam com a pulga atrás da orelha. Ah, eu já conhecia o enredo e não precisava rever aquilo por meio de estágios que alongavam cada história de cada arco do mangá. Deixei para lá.

    E não é que lembrei desse OP recentemente? Nunca adicionei o jogo à lista de prioridades! Na verdade só lembrei mesmo pois ia passar uns jogos pros emuladores no PSP e resolvi baixar logo um bocado (senão todos) os títulos que planejo jogar de GBA.

    Não me aguentei e fui logo jogar mesmo já estando jogando algo longo aqui na TV.

    Abrindo o título no emulador, vem aquelas logomarcas do pessoal que fez e distribuiu o jogo. Eu esperava ver o nome Ganbarion, que fez outros OP no DS e até o ótimo Jump Ultimate Stars, pelo estilo de arte dos sprites, mas apareceu foi dessa Dimps. Humm.

    Logo há uma cutscene mostrando os protagonistas com seus nomes: Luffy, Zolo....ZOLO? Pois é...Zolo, Nami, Usopp, Sanji. É isso. O jogo é de 2004 ou 2005 e aparentemente o anime estava um bocado atrasado ou a ideia era de realmente contar a história do início (mais provável) e até criar sequências, quem sabe, pois a aventura acontece desde o início da obra e vai até Rogue Town.

    Para quem conhece One Piece, meus mangás iniciais era do início de Skypiea e o mangá japonês aparentemente estava no final de Thriller Bark ou início de Sabaody.

    Bom, sobre o jogo, ele é bem como eu me lembrava: parece aquele Dragon Ball da mesma plataforma e você sai por aí batendo num bocado de oponentes e pulando plataformas. É mesmo bem simples.

    Parte da culpa disso é a limitação de botões do GBA: há um botão para socar (adicione mais umas coisinhas segurando para cima ou baixo no d-pad) e um de pular. Aperte A + B e o Luffy usará um ataque especial que causa bastante dano desde que você tenha enchido as barrinhas batendo nos inimigos.

    O botão L troca o personagem que usará o golpe especial então, por exemplo, é possível trocar do ícone do Luffy para o do ZOLO e ele será sumonado para atacar em seu lugar. Infelizmente os companheiros do protagonista só tem essa utilidade e não são jogáveis. O botão R é usado para agarrar em partes do cenário e se lançar para a direção oposta.

    Vale dizer que você tem que recrutar aquele personagem para o bando para poder usá-lo e mesmo assim você tem que encontrá-lo em cada fase para usá-lo por lá. Acho que foi uma tentativa bizarra de te fazer explorar mais.

    Os estágios te dão liberdade de ir e vir a vontade de uma tela para outra, sendo que muitas delas tem diversas saídas. Algumas dessas saídas se encontram coisas meio bestas como itens pequenos de cura. Sabe aquela sensação de perder tempo ou HP para um item inútil?

    As vezes há itens colecionáveis, um personagem do seu bando para adicionar à lista de golpes especiais ou mesmo itens obrigatórios para abrir uma porta necessária. Eu cheguei a encontrar personagens algumas vezes que me impediam de seguir, provavelmente sendo necessário encontrar alguma coisa e levar para eles, mas não fica claro o que fazer.

    O jogo conta com 6 mundos: Base da Marinha, Orange Town, Syrup Town, Baratie, Arlong Park e Rogue Town.

    Todos os mundos tem 3 estágios, sendo que o primeiro tem como objetivo apenas chegar até a bandeira pirata no final. O segundo tem um chefe no fim. O terceiro é apenas o chefão daquele arco.

    Para quem conhece, dá para ter uma noção de quem você vai enfrentar nessas batalhas. Como em Syrup onde enfrentamos o Django no final da segunda fase e o Capitão Kuro na terceira.

    Ao decorrer das fases o enredo original é contato de forma rasa inclusive por participação de outros personagens que aparecem apenas para um diálogo ou outro antes de saírem de cena. Aqui o melhor exemplo é a fase inicial que é justamente como o início de OP: no primeiro estágio você anda pela cidade batendo nos bandidos. Na segunda você está andando na base da marinha e encontra o Zoro na cruz e depois a menininha que levava bolinhos de arroz para ele escondido e o chefe é o Helmeppo, filho do capitão da Marinha. A última fase do mundo é a batalha contra o Morgan Mão de Machado e o vencendo você ganha sua estátua para sua coleção, que é meio que como achievments do jogo.

    Até então era tudo bem tranquilo, mas o segundo mundo me matou bastante com armadilhas sem vergonha e buracos inesperados com morte instantânea. O segundo chefe foi bizarramente difícil! Provavelmente foram os momentos mais difíceis de toda a aventura.

    Termine um estágio e você ganha pontos pela quantidade de cada tipo de inimigo eliminado. Esses pontos fazem valer a pena bater na galera toda ao invés de simplesmente sair correndo já que ao chegar em determinados números você fortalece seus golpes, aumenta sua barra de vida etc.

    Achar todas as medalhas de cada fase é quase que obrigatório para quem curte fazer 100%, até porque cada estágio tem um marcador do que você achou ou não. Muitas dessas coisas estarão com aqueles personagens que bloqueiam sua passagem, caminhos alternativos e os baús fechados pelos cenários. Talvez seja uma boa ideia voltar mais forte e com mais companheiros.

    O finalzinho da aventura foi o momento com mais diversidade fora os chefes e o último mundo foi bem difícil e frustrante. Cheguei a usar um savestate em cada tela nova pois embora os continues sejam infinitos, perder todas as vidas significa voltar ao início das fases. Algumas delas são bem longas e essas estavam bem difíceis e até injustas.

    Resumindo: One Piece de GBA é um jogo ok e até uma boa forma de reviver esses primeiros arcos de OP, mas sinto que é um jogo para fãs da série mesmo, como a maioria de jogos de animes/mangás são mesmo. Sinto que jogar isso sem conhecer nada não faz o menor sentido até porque mesmo conhecendo é um jogo bem mais ou menos e com poucos momentos realmente divertidos.

    De bom: visuais e animações bonitos. Algumas músicas são legais. Várias mecânicas de movimentação e interação. Muita fidelidade à obra sobretudo no design dos personagens. Jogabilidade simples. Chefes legais, assim como a forma que contam as histórias.

    De ruim: repetitivo e frustrante as vezes. Arcos muito antigos e um jogo muito desatualizado, triste destino de jogos da franquia até terminar a obra. Queria poder jogar com os demais membros da tripulação. A batalha contra Buggy, o Palhaço, que deveria ser fácil acabou sendo provavelmente a mais difícil de toda a aventura. Gameplay meio travado em relação aos combates. Capa do jogo não é original e adaptaram aquela dos jogos de console de mesa para a do GBA, além de ser uma arte feia baseada no anime.

    No geral, foi bem terminar um jogo que comecei há 15 anos atrás! Ele mesmo estará fazendo 20 anos em breve. Apesar de eu lembrar pouco dele, há um sentimento nostálgico e sempre bate uma saudade dessa época do GBA. Infelizmente é quase impossível replicar o sentimento de jogar essas coisas naquela época hoje em dia. Sobre o One Piece de GBA, não vale a pena jogar. Não que seja necessariamente ruim, mas não adiciona nada ao universo OP e é muito simples e as vezes só irrita mesmo. Melhor deixar para lá.

    One Piece

    Platform: Gameboy Advance
    358 Players
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    13
    • Micro picture
      denis_lisboadosreis · 3 months ago · 3 pontos

      O que desagradou na versão anime?

      8 replies
    • Micro picture
      chandekosan · 3 months ago · 2 pontos

      Joguei este jogo há uns anos atrás, lembro de ter adorado. O fato de acompanhar a série há 16 anos contribui um pouco tb.

      1 reply
  • bruce_watterson Bruce S. Watterson
    2021-07-02 23:44:19 -0300 Thumb picture
    Post by bruce_watterson: <p>E aqui temos mais uma dublagem de jogo. Klonoa -

    E aqui temos mais uma dublagem de jogo. Klonoa - Empire of Dreams.

    Apreciem, meus caros.

    Klonoa: Empire of Dreams

    Platform: Gameboy Advance
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    1
  • lendaryo Solivan Martins
    2021-04-07 18:41:31 -0300 Thumb picture
  • lendaryo Solivan Martins
    2021-03-11 09:21:23 -0300 Thumb picture
  • lendaryo Solivan Martins
    2021-03-10 07:44:19 -0300 Thumb picture
  • ygorvieira Ygor Vieira
    2020-01-26 12:16:47 -0200 Thumb picture

    Power Rangers e Super Sentai

    Medium 3771769 featured image

    Lançado em 1995 para o Super Nintendo, Mighty Morphin Power Rangers: The Fighting Edition trouxe para os jogadores a possibilidade de reproduzir as cenas de luta entre robôs e monstros gigantes.


    Que Power Rangers é a adaptação americana dos Super Sentai japoneses, isso não é novidade nenhuma. O objetivo desse texto é mostrar quais são os personagens que foram adaptados para a versão americana.


    Os Rangers

    A equipe de heróis que controlam os robôs neste jogo correspondem aos Zyurangers, exceto pelo Ranger Branco que é o Kiba Ranger da série Dairanger (que na série japonesa é uma criança).

    Os Zords

    Os Zords, ou robôs gigantes, do lado dos heróis, neste jogo vieram de duas séries diferentes. Uma delas é Dairanger, com temática de Kung Fu e Kakuranger, com temática ninja. Exceto pelo Ranger Branco, nunca vimos nenhum uniforme dos Dairangers na versão americana. Já os Kakuranger apareceram apenas na mini temporada Mighty Morphin Alien Rangers.


    Dentre os Zords que podemos selecionar no jogo temos o Thunder Megazord, adaptação do Dairen-oh, robô gigante principal dos Dairangers; Mega Tigerzord, adaptação do Kibadai-oh, que era a fusão do robô gigante do Kiba Ranger com os demais robôs de Dairanger; O Ninja Megazord, adaptação do Kakure DaiShogun de Kakuranger e o Shogun Megazord, adaptação do Muteki Shogun também de Kakuranger.


    Os Monstros

    Dentre os monstros do jogo temos dois que são originais da série americana, que são Lord Zedd e o chefão do jogo Ivan Ooze. Porém, no cenário de Zedd, vemos seu robô gigante Serpentera que é a adaptação do Daijinryuu de Dairanger.


    Os outros monstros são Goldar, adaptação do Grifforzer de Zyuranger, Lipsyncher, adaptação da Utahime Kuchibeni de Dairanger e Silver Horns, adaptação do Ikazuchi de Dairanger, que na série original servia como guardião de Akomaru, o irmão do Kiba Ranger, que servia ao lado do mal.

    Mighty Morphin Power Rangers: The Fighting Edition

    Platform: SNES
    2405 Players
    30 Check-ins

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  • lendaryo Solivan Martins
    2019-12-18 20:25:29 -0200 Thumb picture
  • lendaryo Solivan Martins
    2019-08-04 22:19:40 -0300 Thumb picture

    Quanto vocês acham que esse quadro valeria?

    Um conhecido meu pintou esse quadro e ele tem interesse em vende-la.

    Ele é um artista inexperiente e por isso não sabe se realmente o quadro tem algum valor.

    Dark Souls III

    Platform: PC
    399 Players
    313 Check-ins

    30
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      noyluiz · about 3 years ago · 3 pontos

      de 50 a 120 eu acho

      2 replies
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      mateusfv · about 3 years ago · 2 pontos

      Ele tem que meter o preço que ele msm acha que vale, levando em conta horas que levou pra pintar e tudo mais, quem realmente tiver interesse paga qualquer preço kkkk

      1 reply
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      avmnetto · about 3 years ago · 2 pontos

      Arte não tem preço... Sou mais da ideia de ele mesmo colocar um preço que acha justo. A subjetividade tem que ficar a favor do autor.

      3 replies
  • 2019-06-05 22:20:12 -0300 Thumb picture
  • 2019-06-05 22:16:37 -0300 Thumb picture

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