• 2022-05-27 16:05:34 -0300 Thumb picture

    RPG's esquecidos - Parte I

    Medium 3915732 featured image

    Há uma infinidade de RPGs no mundo, e é humanamente impossível conhecer todos eles, quem dirá jogar todos. Tem jogos e franquias que se tornam clássicos e verdadeiras obrigações para qualquer fã de RPG. Por outro lado, existem ainda jogos que mereciam ficar eternamente perdidos no espaço e no tempo. Mas e quando clássicos e verdadeiras obras-primas ficam perdidas no Limbo? 

    Esse é o tema do artigo da vez, que será dividido em algumas partes,  trazendo 3 ou 4 jogos por post, que são verdadeiras relíquias e não devem ser deixadas nas areias do tempo e merecem mais uma chance de ver a luz do dia...Sejam jogos antigos ou até obras mais recentes. Sejm ela obras primas do game design e de gameplay excelente ou ainda jogos de menos qualidade mas que as experiências por si só valem a pena...Aqui, estão jogos que com certeza todo bom fã de RPG (e de vídeo games num geral) deveria conhecer.

    The 7th Saga (1993)

    Disponível para: SNES

    Nos anos entre os lançamentos do super popular Final Fantasy IV e VI da Square , a empresa que futuramente seria fundida a ela, a Enix, lançou um RPG tradicional baseado em turnos intitulado The 7th Saga . O jogo se concentra na jornada de sete heróis para recuperar sete poderosas runas de eras passadas para seu rei, com a promessa de que aquele que o fizer se tornará o herdeiro do trono do mundo chamado Ticondera. 

    Em vez de formar uma equipe cheia de aliados como em muitos outros RPGs, o elenco diversificado de The 7th Saga está em uma competição, e um deles contratou secretamente um caçador de recompensas para ajudá-lo a sair vitoriosos. Os jogadores escolhem um dos heróis para controlar e podem formar uma aliança com outro herói, mas na maioria das vezes, quando os competidores se encontram, os duelos acontecem. Runas são coletadas e oferecem habilidades e feitiços sem MP para serem usados em combate. Eles são inestimáveis neste jogo, ainda mais levando em conta que sua "party" é limitada a 2 membros.

    The 7th Saga tem muitas pequenas coisas a seu favor. O enredo de tentar enganar e sobreviver a outros candidatos à coroa é bem diferente de outros jogos da época, e a reviravolta no final do jogo é uma mudança bem-vinda do que os jogadores pensam que está acontecendo. Os gráficos são muito bem feitos e a articulação e os movimentos dos personagens e inimigos na batalha, juntamente com as animações de batalha, são bonitos de se ver. 

    Os designs dos chefes são variados o suficiente para inimigos encontrados aleatoriamente e os ângulos da câmera durante as batalhas os fazem parecer muito imponentes. Enquanto isso, um cristal funciona como uma tela de alerta que funciona em qualquer lugar que os inimigos apareçam. Ele funciona mostrando as localizações dos inimigos e destaca onde estão as runas, tornando um pouco mais fácil evitar batalhas aleatórias e localizar os principais tesouros com menos tempo.

    Grandia Xtreme (2002)

    Disponível para: PlayStation 2

    Grandia Xtreme é um jogo agradável, mas fortemente falho, que estava à frente de seu tempo em alguns aspectos. Pensado como um spin-off da franquia Grandia, o jogo deixa de lado a receita de sucesso e já aprovada da franquia e aposta aqui na utilização de novas mecânicas e outras coisas. 

    O jogo se desenrola como um rogue-lite, inicialmente os níveis de personagens permanecem, mas toda vez que um jogador entra em uma dungeon, os inimigos são redefinidos, assim como os tesouros a serem encontrados. Depois de um tempo, as primeiras dungens evoluem, com os jogadores encontrando inimigos de nível mais alto e equipamentos para acompanhar a história. 

    Obter equipamentos de drops, criar magias através de ovos de mana que podem ter atributos aleatórios anexados a eles e grindar absurdamente em dungeons por aí, parecem as características de um rogue-lite, e se o jogo tivesse sido feito uma década depois, poderia ter sido um clássico do gênero. Do jeito que está, é uma visão divertida de alguns dos primeiros pensamentos de fazer um jogo rejogável com muita personalização. Mas não foi o que rolou na época em que saiu para o PS2 e o jogo caiu no esquecimento.

    A jogabilidade regular da franquia Grandia também está aqui, com um combate agradável, completo e baseado em turnos. A história é definitivamente um amontoado de coisas jogadas num saco e misturada, que é onde o jogo peca um pouco, com um enredo sem graça e com uma dublagem verdadeiramente  questionável. Isso ocorre porque de alguma forma, eles contrataram as estrelas de Hollywood Mark Hamill (o Luke de Star Wars), Dean Cain (famoso por interpretar o Superman nos anos 90) e Lisa Loeb (que estava com sua carreira de cantor em ascenção), e deram a eles alguma instrução do tipo “Estamos gravar tudo isso numa só tomada, então vamo lá!”.

    Este não é um jogo para ser levado a sério, mas ele surpreende para um jogo da sua época e mesmo com alguns defeitos aqui e ali, ele é de fato um jogo que deve ser experenciado. 

    Contact (2006)

    Disponível para: Nintendo DS

    Contact é um dos muitos jogos de Nintendo DS que foram lançados e passaram completamente despercebidos. O jogo é mistura mundos, com gráficos mais pixelados remetendo rpgs mais antigos, ao mesmo tempo que em outros momento usa gráficos com sprites mais bem modelados e definidos. Você se encontra no meio disso. Você não está no controle de Terry, o protagonista e nem no controle do professor, que reside na tela superior do Nintendo DS junto com seu cachorro muito fofo. 

    Não, você mesmo é um personagem da história e vai interagir com o professor e vai guiar Terry. Isso mesmo. Você, que está lendo esse texto e futuramente vai pegar o seu portátil (ou sue belo emulador), é um personagem da obra.

    Durante este RPG de ação você tem que ajudar o professor com um problema em sua nave, ao mesmo tempo que tenta encontrar uma maneira de Terry chegar em casa. Aqui, Terry lutará em masmorras, ganhando habilidades e trajes diferentes, com possibilidades diferentes, enfrentando grandes chefes, enquanto o professor em toda a sua glória pixelizada se atrapalha na tela.

    Contact pode parecer um pouco esquisito de vez em quando e o combate pode se tornar repetitivo. Mas ele faz um uso excepcional das duas telas do Nintendo DS, além de ter uma narrativa e uma estética bem diferentes do usual. Ele é aquele típico jogo que precisa ser experenciado e a sua gameplay vai ser algo único. Nem todos os jogadores vão gostar, mas outros com certeza irão amá-lo.

    ---

    E aí, algum desses jogos você conhecia ou já jogou? Não esquece de comentar também qual RPG desconhecido você tem para recomendar para a galera!

    The 7th Saga

    Platform: SNES
    361 Players
    29 Check-ins

    33
    • Micro picture
      artigos · 28 days ago · 2 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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      bobramber · 28 days ago · 2 pontos

      Esse contact parece bem diferente... Interessante

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      chandekosan · 28 days ago · 2 pontos

      7th Saga é maravilhoso

  • iuritoadstool Iuri Patias
    2021-11-25 14:58:55 -0200 Thumb picture
    Post by iuritoadstool: <p>Neste final de semana, vou publicar meu primeiro

    Neste final de semana, vou publicar meu primeiro artigo aqui na Alvanista. Trata-se de uma leitura minimalista sobre o uso da alegoria como recurso narrativo em uma das minhas séries favoritas dos videogames: Donkey Kong Country.

    Estou muito satisfeito com o trabalho realizado e espero que vocês apreciem a leitura tanto quanto eu apreciei a confecção do vindouro artigo. 

    32
  • lendariorandom Lendário Random
    2021-03-12 14:31:19 -0300 Thumb picture

    Estética ou Força Física?: A relação entre design e coerência

    Medium 3856138 featured image

    Muito se discute a respeito de proporção corporal dos personagens de games (principalmente de luta e aventura), pois parte acha que os personagens estão aderindo à um padrão estético em ter um corpo visivelmente forte ou com maior destaque em partes que geralmente chamam atenção, já outros vêem como liberdade artística de criar personagens agradáveis aos olhos de acordo com a imaginação dos heróis de cada um, e outros vêem que os designs devem atender à proporcionalidade e realismo de acordo com o contexto de cada personagem (exemplo: um lutador de Wrestling ser fortão e uma Ninja ser mais magra ou forte até certo ponto, ou em caso de um npc que trabalha como cozinheiro(a) possa ser mais gordinho ou não).

    O fato é que há grande debate pois muita gente leva força física demasiada como fanservice e estereótipo, outros levam como liberdade artística, e outros preferem realismo sem padrões visivelmente definidos de acordo com a proporcionalidade.

    Os personagens de Tekken (que gosto muito) tendem ao realismo em personagens humanos, que geralmente são muito fortes meio fisiculturistas. No caso das mulheres geralmente são proporcionais, sem musculatura muito grande, e meio padronizadas levadas pro fanservice.

    Eu por exemplo gosto muito da arte do Shinkiro e dos padrões da Snk que deixam os caras não muito fortes, nem tão fracos (dependendo do lutador é mais forte sim meio fisiculturista e as personagens femininas tendem ao fanservice)


    Mais um exemplo interessante é o de Castlevania.

    Na minha opinião há sim alguns estereótipos e padrões de estética que deveriam ser quebrados. Ex: Pq toda mulher tem que ter muito seio, bumbum etc e ser magrinha? (Nada contra mas uma adição de personagens diversificadas dá uma impressão de realismo)

    Sim lutadores geralmente são fortes, mas se for olhar a categoria dos pesos pesados os caras tem alguma barriga sim.

    Outra coisa: Liberdade pra criar designs é sim importante pois o mundo tá cada dia mais chato e restritivo, mas também porque não diversificar?

    Vocês o que acham sobre o assunto? Comentem aí, lembrando que não é pra causar intriga.

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      lendaryo · over 1 year ago · 2 pontos

      Na minha opinião personagens "bonitos" chamam mais atenção do algo mais "pé no chão"; E até quando se trata de personagem feminino tem mó debate, n importa se é peituda, despeitada alta ou pequena a galera sempre encontra um defeito pra reclamar. Sobre os "estereótipos", faz parte e as vezes são usados até como ironia. Como por exemplo: 1- Gordinho deve ser um bom cozinheiro já que gosta de comer [associação pertinente?]. 2- O gordinho, ninja agil pra poha e overpower [irreal, impossível]; Isso aki já seria algo irônico, mas interessante de se ver em alguma obra kk. Resumindo, tudo é questão de criatividade e gosto

      1 reply
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      santz · over 1 year ago · 2 pontos

      Eu acho que a indústria está evoluindo aos poucos, mas acho que depende muito da proposta do jogo. Um herói geralmente é saradão e bem disposto por causa das coisas ele faz, tipo luta ou acrobacias, mas se for um jogo que não tem muita ação e o foco é mais narrativo, aí acho que tem bastante diversidade (pelo menos, de corpo). Mas uma coisa é fato: Ainda dá para contar nos dedos os protagonistas acima do peso (não tem nenhum que me vem a mente agora).

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      lendariorandom · over 1 year ago · 1 ponto

      Realmente não tem muitos skksksksk. Eu acho os gordinhos em especial até badass como Chang de Kof (foi dos primeiros que peguei na hora), ou Bob de X-Men (que não lembro de ter visto em nenhum game nesse caso).
      Valeu pelo comentário legal o que você falou

  • luchta Ewerton Ribeiro
    2019-12-18 22:16:31 -0200 Thumb picture
    Post by luchta: <p><a href="https://www.gamevicio.com/noticias/2019

    Olha a treta mano, ahahah! O site da PC Gamer juntou vários artigos dos últimos dez anos de outros sites especializados dizendo que o PC Gamer ia morrer e colocou no site deles (pior que tem um de 2019, mas creio que seja para chamar a atenção, já que é de um site sem relevância). 

    Enfim, quem joga a anos no PC sabe que até 2014 mais ou menos as coisas eram bem obscuras para o PC Gaming mesmo, poucos multiplataformas saíram para ele, a pirataria reinava, mas principalmente graças a Steam isso mudou, hoje temos os consoles perdendo exclusivos a rodo para o PC.

    Quem quiser ler a matéria ela está traduzida no site da Gamevicio, ou podem ir direto na fonte em inglês no site do PC Gamer. O texto é longo e junta vários minis artigos de outros sites neles (não o texto todo mas o principal) ai é tenso colar aqui, mas vale a pena ver até pelas previsões e para entender melhor como era visto o PC gaming até uns anos atrás. Claro, com os comentários analisando essas perolas feito pelo pessoal da PC Gamer, logo em seguida ao trecho do texto, o que torna ele muito mais informativo.

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  • mscampos MSCampos
    2019-09-23 15:23:10 -0300 Thumb picture

    Fantasia Definitiva

    Medium 3746926 featured image

    'What if everything you see is more than what you see — the person next to you is a warrior and the space that appears empty is a secret door to another world? What if something appears that shouldn't? You either dismiss it, or you accept that there is much more to the world than you think. Perhaps it is really a doorway, and if you choose to go inside, you'll find many unexpected things'.

    'E se há algo mais em tudo que você vê - a pessoa ao seu lado é uma guerreira e um espaço aparentemente vazio é uma porta para outro mundo? E se você vê algo quando não deveria? Você pode ignorar isso, ou aceitar que que há muito mais coisas no mundo do que você imagina. Talvez essa porta realmente exista, e se você optar por adentrá-la, irá encontrar muitas coisas inesperadas' (Tradução livre)


    Essa citação, proferida originalmente pelo lendário Shigeru Miyamoto, serviu de epígrafe em meu trabalho de conclusão de curso. Não, a faculdade que fiz não têm relação alguma com jogos ou tecnologia; muito pelo contrário, visto que optei por estudar Letras. Ainda assim, frente alguns olhares de desaprovação (e, felizmente, outros de incentivo), homenageei, nesta última etapa do curso, a longínqua paixão que tenho por videogames.

    Hoje, quando retomo a ideia, acredito que não poderia ser diferente. Afinal, há mais de 20 anos, esta arte, mídia, hobby, máquina de criação de assassinos em massa ou o que quer que você, leitor, considere os videogames, faz parte do meu cotidiano. Segundo os princípios da grande mente por trás da Nintendo, já lutei ao lado de muitos guerreiros - alguns nobres e bravos, outros nem tanto; já adentrei muitas portas secretas e explorei mundos outrora inimagináveis; acima de tudo, eu aceitei. Aceitei que, combatendo a banalidade dos dias, algumas pessoas tentam nos apresentar o inesperado. É claro que tal feito não é exclusividade dos games - muito antes de sua existência, a literatura, o cinema e demais artes já transportavam milhões de curiosos a outros mundos. Porém, o tempo, abstrato ou não, segue impiedoso, e nos força a fazer algumas escolhas. Por isso, hoje escrevo sobre os games, não sobre cinema - que me encanta com igual intensidade. Mas, afinal, por que os videogames?

    Mil novecentos e noventa e nove. Esse é o ano em que Final Fantasy VIII foi lançado. Antes de 1999, o gênero RPG definitivamente não era o meu favorito; antes disso, o legal mesmo era fazer disputas em jogos de luta, futebol e corrida. Não era por falta de incentivo, afinal muitos me falavam o quanto esses jogos esquisitos e com um quê de sonífero eram interessantes. Mentira, eu dizia: nada acontece, como pode ser divertido?

    Os tempos eram outros, aprender inglês era algo que ainda não me despertava muito interesse. Assim, resolvi encarar o tal Final Fantasy VIII em japonês mesmo. Já que é pra não entender muita coisa, que diferença faz? E fui. Oitenta horas, quatro trocas de discos e algumas espiadas em um guia daquelas antigas revistas depois, missão cumprida: fechei meu primeiro RPG.

    O objetivo aqui não é descrever e avaliar mecânicas de jogo, desenvolvimento de personagens e da narrativa, e demais elementos que compõem FFVIII. A questão, de fato, é abordar a experiência como um todo. Assim, mesmo que soe genérico, digo apenas que a saga de Squall em sua luta contra o mal iminente foi algo que me proporcionou, em primeiro lugar, um sentimento de descoberta, fruto da imensa quantidade de informações, habilidades, personagens e inimigos que o jogo me apresentava; após a descoberta, veio a relação de imersão com tudo aquilo. Depois de um tempo, era como se eu fizesse parte do mundo - havia um pouco de mim nos heróis, e um tanto deles em mim. Nos entremeios disso, o fantástico se tornava palpável, e discutir com amigos o quanto era frustrante não conseguir derrotar um cacto gigante no deserto me empolgava de tal maneira que parecia natural. Qualquer um que não fosse adepto dos games e escutasse uma dessas conversas, certamente, me taxaria de esquisito, e vi alguns olhares caírem sobre mim com um misto de pena e desprezo. Se ainda hoje, nos tempos em que heróis, bruxos e outros seres fantásticos dominam parte da cultura mundial, há um certo preconceito contra os gamers, posso lhe garantir que, há 15 anos, era muito pior. Todavia, nada disso me importava; em Final Fantasy VIII, eu havia encontrado algo que nem sabia estar buscando, e um pouco de mim mesmo passava a fazer mais sentido.

    Antecipo: é inútil dizer que FFVII é muito melhor, pois não o joguei. Tentei, mas por algum motivo, não consegui seguir em frente. Há uma auto-decepção nisso, junto com as outras omissões em minha trajetória gamer; todavia, deixemos isso para outro momento. Por enquanto afirmo, sem medo, que FFVIII é o meu favorito da série.

    Algum tempo depois, terminei novamente a saga de Squall, desta vez aproveitando para tentar aprender e fixar o pouco que sabia de inglês. Nessa nova investida, que durou 120 horas, o objetivo era completar 100% do game, algo que não repeti em nenhum outro. 

    Nada contra os complecionistas mas, por minhas mãos, somente FFVIII teve tal honra.

    Hoje, depois de tantos anos, lembro nitidamente do teste da SeeD no início no jogo, das lutas contra Ifrit e Ultima Weapon, das animações dos GFs, da música sensacional tocada nas lutas contra os chefes. Uma memória particularmente agradável refere-se ao glorioso Triple Triad, também conhecido como o melhor minigame de todos os tempos. Aquilo me fascinava, e sair mundo afora procurando pessoas com cartas raras me traz uma sensação que até hoje não se repetiu em outro jogo.

    Recordo-me também do final, do embaralho de cenas, Rinoa convidando Squall para dançar; Laguna, a festa, e a música ao fundo. Confesso que não lembro praticamente nada da história, mas isso é um ponto positivo. Explico: mesmo sem lembrar do enredo, me emocionei ao rever tal cena conforme escrevia este texto. Mesmo sem saber direito o porquê, o encontro final dos protagonistas permanece até hoje em minha memória. Passei tanto tempo naquele mundo que, talvez, tenha criado uma lembrança fantasiosa de tudo aquilo, que hoje se manifesta de maneira quase inconsciente, em um misto de imagens e sensações.

    Depois de FFVIII, tudo mudou. Vieram então Xenogears, Valkyrie Profile, Star Ocean 2, Final Fantasy Tactics. Recuperei alguns clássicos perdidos, como Chrono Trigger e Final Fantasy VI. Com eles, uma crescente paixão pelo gênero, que por sua vez me levou a conhecer os RPGs de mesa. Hoje, Dungeons e Dragons, em sua imensa complexidade e completude, é o meu mundo fantástico favorito.

    Mais do que oferecer horas de diversão, todas essas experiências ajudaram a definir os rumos de minha vida. Muitos podem considerar isso um exagero, mas, caso o façam, desculpem-me: vocês estão equivocados. Já não falo de videogames, de RPGs, ou qualquer outra forma de entretenimento. Falo agora de como a fantasia contribuiu para a formação de meu caráter e personalidade, de como alguns amigos que fiz e as consequências intrínsecas a qualquer amizade foram pautadas nessa paixão. Outros optaram por perceber as portas secretas à sua volta, e eu resolvi me aliar a eles.

     As quase duzentas horas gastas em FFVIII me moldaram. Não ouso dizer que ele é o melhor jogo já feito, ou que conte uma história sem precedentes. Eu tenho certeza que não. Ainda assim, é o meu jogo. Faz parte da minha vida. Final Fantasy VIII me mostrou o caminho da fantasia - da necessária fantasia. E, a ele, serei sempre grato.

    Texto escrito originalmente em 2014. 

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      mastershadow · over 2 years ago · 3 pontos

      FFVIII é meu segundo favorito da série, pra min ele só perde pra FFVI.FFVIII é um jogoe fantástico, vc se envolve com o mundo e os personagens de maneira muito legal,zerei esse ano ainda novamente, pois comprei a versão original do PS1 pra coleção, algo que eu queria a muitos anos.

      1 reply
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      andre_andricopoulos · over 2 years ago · 2 pontos

      Adoro o FFVII.😍
      ...
      Bela intro (seu post) e bela representação acerca seu amor pelo VIII.💪🏻
      ...

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      artigos · over 2 years ago · 1 ponto

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

  • vaojogar Vão Jogar!
    2019-06-14 16:12:14 -0300 Thumb picture

    Não se sinta decepcionado com a E3 2019

    A decepção de muitos com essa E3 mais uma vez diz mais a respeito de como lidamos com o hype do que com o evento em si. [link]

    Nos acompanhe também pelo Telegram, acesse https://t.me/vaojogar e inscreva-se!

    Final Fantasy VII Remake

    Platform: Playstation 4
    657 Players
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      andre_andricopoulos · about 3 years ago · 2 pontos

      Mas... não só isso...o hype também criado pelos FDP da feira. Eles adoram hypar tudo (é tudo lindo e maravilhoso...aguardem... até o lançamento).
      ...
      O que mais me incomoda nas feiras é o blá blá blá.
      Nessa E3 2019 achei a Nintendo campeã.
      ..

      1 reply
  • mrsancini Geovane Sancini
    2019-04-23 14:25:07 -0300 Thumb picture

    Censura, Silêncio e Hipocrisia

    Medium 3717707 featured image

    Sabem, às vezes eu me pergunto: Por que eu gosto de videogames? A resposta pura e simples é: são divertidos, neles eu posso ser literalmente o que quiser. Uma caçadora de zumbis que usa espadas e biquinis pra fatiar mortos e vampiros (Onechanbara), um soldado numa guerra do oriente médio onde minhas escolhas e ações não importam (Spec-Ops: The Line), o Presidente dos Estados Unidos indo salvar o universo de uma raça alienígena tirana, portando um dildo roxo e usando superpoderes (Saints Row IV), uma fatia de pão (I am Bread), uma Ninja que mesmo sendo considerada fugitiva, vai lutar para salvar suas irmãs (Dead or Alive 6). As possibilidades são literalmente infinitas, pois há jogo com todo o tipo de temática para todo o tipo de gosto.

    Bom, se você ficou empolgado com a revelação de algumas das características tecnicas do próximo Playstation... Lamento dizer que seu leque de opções pode ficar bem limitado. Com a Sony revelando, segundo matéria do Wall Street Journal, que possui um setor específico dedicado a verificar o conteúdo de todos os jogos a serem lançados na plataforma e vetar tudo aquilo que não seguir determinadas normas, trocando em miúdos, censura.

    O principal problema disso, é que isso não afeta mais jogos lançados apenas no ocidente, como era de praxe desde a época do nintendinho, onde nudez era censurada e símbolos religiosos alterados. Mesmo roteiro dos jogos foi alterado em localizações ao longo do tempo. Agora, afeta mesmo os jogos lançados no Japão, assim como no resto do mundo. E, foi deixado bem claro que o alvo da censura eram os jogos japoneses, tais quais visual novels, ou jogos como Dead or Alive e Senran Kagura, a coisa cresceu ano passado a ponto de Kenichiro Takaki, criador e produtor de Senran Kagura, deixar a Marvelous após 13 anos.

    Os motivos alegados pela Sony foram basicamente: “pense nas crianças” e o #MeToo. EU NÃO ESTOU BRINCANDO. “Pense nas Crianças” é meio imbecil, porque desde Mortal Kombat, existe nos EUA um órgão dedicado a classificação etária dos jogos, a ESRB, assim como no Japão temos o CERO e na Europa tem o PEGI. Aqui no Brasil, se não estou enganado, o responável pela classificação de produtos culturais, como filmes, jogos e programas de TV, é feita pelo Ministério da Justiça. Isso é feito, para que o Juquinha, garoto de sete anos, filho do Seu Ademir, não jogue um jogo como o Mortal Kombat 11 onde é possível arrancar a cara de uma pessoa, jogo esse que possui classificação etária para MAIORES DE DEZOITO ANOS. Ninguém dá a mínima pra classificação etária, lógico, porque se ligassem, um time inteiro de futebol não teria comido minha mãe por causa de uma partida de Call of Duty.

    E o #MeToo, gostando ou não do movimento... NÃO TEM NADA A VER COM VIDEOGAMES. Ainda que o movimento tenha caído no ostracismo devido a hipocrisia das envolvidas nele (isso é um assunto que eu não quero discutir, agora), era um movimento justamente pra denunciar predadores sexuais em Hollywood, e até onde me lembro, Harvey Weinstein (tive que googlear pra saber se estava escrevendo o nome corretamente) nunca foi visto jogando Nekopara ou Senran Kagura.

    Enfim, ficou claro A QUEM a Sony quer agradar com essa medida, não? Só dar uma passada no Resetera (vulgo CÂNCER da humanidade) pra ver quem ficou feliz. Não quero discutir isso agora, provavelmente devo escrever algo sobre o Resetera um dia.

    Lembram que depois do atentado/tragédia em São Paulo, as pessoas de sempre (políticos, velha imprensa, gente desinformada) saíram acusando os jogos violentos de influenciarem, e mais uma vez tentarem colocar uma lei para proibir a distribução de jogos considerados violentos aqui no Brasil? Basicamente, censura. E o que foi visto? Pessoas e mais pessoas e páginas usando uma tag que por razões éticas, não usei em tweet ou discussão no facebook.

    Curiosamente, não vi posts no facebook, hashtags ou discussões a respeito disso nas páginas Brasileiras. Mas vi bastante gente especulando sobre o PS5 e isso e aquilo. A imprensa também está em silêncio, não vi youtubers, blogs comentando a respeito. Mas lembro que em muitos posts acerca de censuras da Sony em jogos como Senran Kagura, ou visual novels, ou mesmo Devil May Cry 5 (a bunda da Trish que recebeu visita do Raio de Luz), entre os comentários criticando a censura, sempre tinha a turma comentando: “a la o punheteiro”, “se eu quero ver mulher pelada vou no pornhub” “kkk punheteiro” “esse negócio do devil may cry é errado, mas esses jogo hentai tinha que acabar” “e o dead or alive que é só jogo de punheteiro?”.

    Isso revela duas coisas: Primeiro, que o sexo, ou sensualidade, ainda é um tabu. Vivemos no que diz ser um país avançado, que bla bla bla, tem que ter educação sexual nas escolas (o que concordo), liberal etc, mas a verdade é que continuamos tremendamente pudicos em relação a sexo, tudo é tratado como algo de outro mundo e a sensualidade é visto como algo feio, sujo, vil. Se você gosta de algo com um pouco de fanservice, já é taxado de tarado, depravado, etc.

    A segunda, é que a comunidade num geral é tremendamente hipócrita. Porque ela não é contra a censura. Ela é contra a censura apenas do que ela não gosta. Afinal, o “Tem que banir jogo violento porque influencia crianças” gera o “#ÇOMUSGAYMERNOMAÇACINU”, enquanto que o “Olha, a Sony tá censurando esse jogo aqui, e relatos desse, desse e desse terem sido censurados (todos eles, jogos de anime com fanservice variados)” gera o “Foda-se, não jogo esses jogos de punheteiro mesmo.”.

    A maioria das pessoas literalmente só quer jogar seus jogos em paz, não vejo problema nisso. E, apesar de eu falar sobre o silêncio, não vejo problema em a pessoa NÃO QUERER comentar sobre a censura da Sony. Nem todo mundo precisa dar opinão sobre tudo. Agora, você querer escrotizar quem se coloca contra, justamente porque é sobre algo que você não curte, é um tanto hipócrita.

    Digo, isso pode não te afetar agora, mas censura É SEMPRE algo errado, porque quando começa, não vai terminar ali. Uma hora cortam algo que você particularmente não liga (fanservice), reclamam e você zoa . Depois cortam outra coisa também não liga (sei lá, romances em jogos), mais gente reclama, mas você continua zoando. Aí finalmente vão censurar a violência nos jogos e agora você vai reclamar? Esse padrão aconteceu com Devil May Cry 5 na censura da bunda da Trish, depois de ter acontecido em jogos como Nekopara, algumas visual novels japonesas e Senran Kagura, poucos ligaram, mas chegou em Devil May Cry, um jogo de escopo imenso, a reclamação foi grande, a ponto da Capcom provavelmente ter apelado e conseguiu reverter a situação.

    E agora, com a Sony tornando a censura em suas plataformas algo oficial, é triste ver criadores de conteúdo calados em relação a isso, ao mesmo tempo em que criam expectativas em torno do próximo playstation. Entre decisões como essa, o Stadia com seu serviço apenas online e streaming, e a Microsoft com o Xbox One SAD que apela pra EXATAMENTE NINGUÉM (não sei se comentarei mais a respeito dele), saindo ainda mais caro que o Xbox One S atual aqui no Brasil, é estranhamente irônico que a Nintendo tenha comentado ao Wall Street Jornal, que não regula o conteúdo das third parties em sua plataformas, desde que estejam de acordo com a classificação indicativa da região em que o jogo será lançado.

    E também é irônico, que enquanto Dead or Alive 6 é considerado “ofensivo” as mulheres por mostrar mulheres bonitas e fanservice, mas Mortal Kombat 11, onde você pode literalmente arrancar a cara das mulheres, é altamente aguardado e não é considerado ofensivo.

    Finalizando, você tem o direito de gostar e não gostar do que quiser, mas no momento em que você ataca a censura a uma coisa, mas defende a censura a outra só porque você não gosta, isso te torna uma pessoa extremamente hipócrita, e invariavelmente vai invalidar quando a censura chegar a algo que você gosta. Se você não gosta de algo, respeite quem gosta, isso já é uma ajuda, quando a censura bate.

    Dead or Alive: Xtreme 3 Fortune

    Platform: Playstation 4
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      chiuauadospampas · about 3 years ago · 4 pontos

      Estava lendo o texto via página inicial do Alva e até achei que era um post do @chimianopao que gosta destes jogos de Waifu.

      Zueiras a parte, acho que esse ponto que você comentou vai além do quanto a Censura de temas sexuais pode estar presente em jogos, aliás, se o problema fosse a sexualização, nenhuma novela da Globo poderia ser exibida, não é?

      O ponto é, até aonde esse tal de "de acordo com as diretrizes da Sony" se restringirá á conteúdos explícitos. Me refiro que talvez partes interessantes de jogos como um produto de arte, ou seja, a critica à algum ponto de alguma cultura, movimento, visão policita ou religiosa poderá ser barrado por não estar de acordo com a politica.

      Acho que algumas regras básicas de que tipo de conteúdo pode ser publicado na plataforma é um direito da empresa para zelar por sua imagem, porém, a linha entre isso e a censura é bem tênue.

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      sweet_lorelei · about 3 years ago · 4 pontos

      Censura É um porre rsrs tem um 18+ imenso na capa...pense nas crianças? os pais dessa criança não sabe lê ?rsrs pior desculpa ever....e que ligação tem por exemplo uma mulher de biquíni com crime de abusos em hollywood?
      Enquanto é só violência tudo bem,coloca uma garota com um biquíni curto num jogo,pronto...opressão contra as mulheres,
      Eu vejo como por exemplo empresas como bioware,mass effect 1 tem uma cena mais quente com seu par,ME 2 e 3 não (deixando até um pouco artificial algumas coisas).dai sai o andromeda,quantas pessoas compraram só pra jogar com um Ryder masculino só pra ver a cena da Cora rsrs vende...você pode ser virjão no jogo se quiser mas o conteudo ta lá,torna a imersão mais real,qual o problema nisso?
      A sony caiu muito no meu conceito depois dessa bola fora.....

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      noblenexus · about 3 years ago · 3 pontos

      Estava debatendo isso com minha esposa a alguns dias, como as pessoas se ofendem absurdamente com sexo e nada com violência, censura é errado, colocar uma etiqueta indicativa na frente é o mais correto, compra quem quer, ninguém te obriga a jogar jogos hentai muito menos a comprar jogo que mostram meninas de bikini. Ótimo artigo

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  • mrsancini Geovane Sancini
    2019-03-20 12:17:57 -0300 Thumb picture

    Stadia: Futuro ou Ruína dos Games?

    Medium 3710775 featured image

    (ou porra nenhuma como foi o Ouya?)

    Ontem, durante a Games Development Conference, a Google revelou o que companhia chama de “Futuro dos Jogos”, a sua plataforma para jogos, Stadia. Honestamente, não vou fazer um resumo do que foi a conferência, todo mundo na internet já fez isso. Mas sim vou levantar alguns pontos que me fazem ter não apenas um, mas TREZENTOS PÉS ATRÁS com a plataforma.

    #1 Você não tem o jogo DE VERDADE.


    Vou pegar um exemplo aqui. Você comprou Ninja Gaiden Sigma 2 pro seu Playstation 3, você coloca o disco no console hoje, e (se o disco não tiver sido arrastado por 500 metros no chão) após instalar os arquivos necessários, você vai conseguir jogar normalmente. Daqui a uns 10 anos, se seu PS3 não tiver morrido e o jogo estiver em bom estado, você vai colocar ele no seu PS3 e poder jogar novamente.

    Agora, digitalmente... Você comprou Scott Pilgrim vs. The World The Game pro Xbox 360 na época do lançamento. Você baixou o jogo, e jogou. Hoje em dia, eu não posso comprar esse mesmo jogo na Xbox Live, porque a licença da Ubisoft venceu, mas você que comprou o jogo, ainda pode baixar e jogar. E caso o jogo permaneça no seu HD, mesmo quando não puder mais baixar porque sei lá, daqui a 10 anos a Microsoft faliu, saiu do mercado, whatever, de modo que não dê mais pra baixar jogo algum. Você ainda vai poder jogar, se seu 360 estiver funcionando e o jogo instalado no HD.

    Já o caso do Stadia... Você comprou* Assassin's Creed Odyssey... Mas quem garante que daqui a 10 anos você ainda vai poder jogá-lo no serviço? A Google tem histórico de encerrar serviços num estalar de dedos. E como tudo é feito pelo Browser e você não baixa um byte de arquivo sequer, tudo o que te resta é um controle de 60 dólares e uma tela em branco, porque o jogo sumiu. Pra qualquer ser humano que é entusiasta da preservação da história dos games... Quantos jogos serão perdidos por conta do Stadia?

    #2 Ram – O Chrome come bastante

    A Google alega que o Stadia roda perfeitamente 1080p 60 frames por segundo em qualquer máquina barata com acesso ao Chrome. Mas por mais prático e cômodo que o Chrome seja (eu uso o Browser há mais de 10 anos), é de um consenso geral que os processos do Chrome comem mais memória RAM do que a concorrência. Pode parecer idiota, mas tenho minhas dúvidas quanto a performance lisa do Stadia em máquinas realmente fracas. O que um americano chama de máquina fraca, é bem mais potente do que por exemplo, uma máquina fraca aqui no Brasil. Então, acho que podem haver problemas de performance dos jogos em máquinas fracas por conta da memória que o Chrome come. Sem contar que a plataforma tem outras features, e num momento de empolgação o navegador vai e trava.

    #3 Problemas de Internet


    E não estou falando apenas aqui do Brasil, onde vivemos a mercê das operadoras de telefonia (algumas inclusive se recusam a enviar a conta de telefone), mesmo países considerados de primeiro mundo possuem usuários com problema. E se sua conexão for instável, dê adeus a jogatina.

    #4 Pra todo mundo... Naquelas


    Literalmente uma continuação do Item 3. O lançamento foi previsto pra esse ano nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Europa (Só estranhei separarem Reino Unido da Europa, até porque ainda o Reino Unido ainda faz parte do continente europeu, só se separou da União Européia). Não apenas isso deixa a gente, mas como também muitos outros potenciais consumidores de fora do hype de lançamento. Eu duvido que a plataforma vá ter uma recepção boa no Japão, onde estão já acostumados a tríade Sony/Nintendo/Mobile e produtos ocidentais demais não costumam ter boa penetração lá (só ver o quão a Microsoft diminuiu o mercado lá do Xbox original até o One).

    E voltando aos locais, não foi revelado o quanto de internet o serviço vai exigir, principalmente porque é uma plataforma focada em Cloud Gaming e Streaming. Nem todo mundo tem uma internet parruda o suficiente pra aproveitar o que plataforma tem a oferecer. Logo, apenas quem tem grana para uma internet boa vai poder aproveitar o que o serviço tem, mas entra o segundo porém... Por quê alguém que já streama de seus consoles/pc's migraria pro Stadia? Sim, você tem acesso instantâneo aos jogos que adquiriu, mas não tem exatamente os jogos que adquiriu (Item 1).

    #5 Jade Raymond (Esse ítem entenda como uma piada pelos motivos citados abaixo)

    Não, não vai ser nenhum ataque a ela, ou mesmo crítica. Acho ela competente e tal. MAS, A MULHER É PÉ FRIA PRA CARALHO. Os últimos anos não foram bons pra ela. Ela trabalhou em Splinter Cell Blacklist, e depois disso a franquia ficou na geladeira. Produtora executiva de Watch_Dogs, o jogo foi um fiasco. Saiu da Ubisoft, ficou uns 3 anos na EA, o estúdio onde ela estava fechou, e os projetos de Star Wars que ela tinha foram cancelados. Espero que ela tenha tomado banho de sal grosso, antes de assumir o Stadia Games & Entretainment.

    Por fim... Eu não estou empolgado com o Stadia, porque é Cloud Gaming, mais os problemas que citei. Agora, se ele vai ser o futuro dos jogos? Duvido. Só sendo muito ingênuo pra acreditar nisso, e só vai ser a ruína dos jogos como conhecemos, se ele der MUITO CERTO, porque nisso, tentarão copiar e no futuro, quando a jogatina for em nuvem, não teremos mais a tangibilidade que temos com nossos consoles e portáteis. Então, acho que ele será um peido na história dos jogos, tal qual o Xperia Play, o Apple Pippin e o Ouya.

    *Alguns disseram que vai ser um serviço a la netflix. Não. A própria google citou que vai ter uma LOJA onde você adquire as licenças.

    29
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      artigos · over 3 years ago · 1 ponto

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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      xch_choram · over 3 years ago · 1 ponto

      Esse 1 ponto realmente me deixa com o pé atraz :\

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      andre_andricopoulos · over 3 years ago · 1 ponto

      Estou animado pra mais uma concorrente...
      Mas algo me diz que não será SUCESSO...

  • jonomaia João Gabriel Maia
    2019-01-08 14:54:55 -0200 Thumb picture

    Gráficos Importam ( ! / ? )

    Medium 3696401 featured image

    Gráficos importam?

    O mundo muda, o ser humano se adapta, nos aventuramos cada vez mais nos mistérios da natureza e da existência, dando assim sentido a uma eterna e infinita busca pelo conhecimento, pelo novo, por uma verdade que sabemos que nunca alcançaremos. Neste caminho, a cada resposta que levantamos, um par de perguntas surgem para nos lembrar do quão pouco sabemos. Porém, algumas destas questões estão fadadas a assombrar a humanidade por toda a sua breve estadia.

    Após essa introdução completamente desnecessária e irrelevante, gostaria de convidá-los a uma das discussões mais antigas no curto tempo em que o vide-o game existe enquanto mídia:

    O debate sobre a importância dos gráficos nos jogos sempre reverbera na comunidade e se intensifica em conjunto com as comparações entre o cenário Indie e AAA. Diferentes prioridades despontam na produção de diferentes jogos.

    Talvez o argumento mais usado seja o da “opinião”. Dizer que a relevância da parte gráfica concerne apenas à preferência do jogador está correto, porém incorreto ao mesmo tempo. Busquemos adiante enfim compreender os argumentos mais utilizados sobre a importância deste fator e entender um pouco melhor a relação dos jogos com seus elementos visuais


    Definindo o conceito:

    Quando discutimos aqui a ideia de “gráficos”, podemos estabelecer como um sinônimo o “Visual”, ou seja, tudo aquilo que é de algum modo projetado na tela e como é feito isso. Deste modo, estamos falando da qualidade de textura e efeitos, a animação dos personagens e ambientação, o feedback visual do jogo, o HUD e muitos outros elementos diversos. Vamos agora, por meio de exemplos específicos debater cenários em que a importância do visual vai além da preferência.


    Benchmark - Cloak Engaged!

    Mas roda CRYSIS? A clássica pergunta que circulava a maioria dos ambientes da comunidade de PC Gaming. Crysis e suas sequências tornaram-se referência no mundo dos jogos não somente pelo seu gameplay e enredo mas justamente por demonstrar a capacidade e limites da computação gráfica do seu momento. Mesmo não sendo realmente otimizado da melhor forma possível, o jogo chamara a atenção por ser tanto uma ferramenta para testar performance dos computadores como sendo parâmetro de qualidade a ser batido.

    Animações faciais e corporais bem detalhadas, a vida animal e vegetal da ilha paradisíaca extremamente convincente, efeitos de iluminação, sombras e pós-processamento anos a frente do padrão da indústria fizeram com que Crysis seja algo a se admirar até os dias de hoje e digo sem medo que continua sendo mais convincente que muitos jogos da contemporaneidade.

    O realismo do jogo também indica a mais um aspecto: Imersão.

    Existem diferentes modos de se proporcionar a imersão do jogador. Esta pode ser alcançada por uma narrativa sólida, mecânicas intuitivas, controles bem planejados e de muitas outras formas, porém, quando se tem um time de arte e design tão competente em seu trabalho ou uma tecnologia de renderização tão avançada, fica realmente mais fácil.


    A Animação:

    Para os familiarizados com jogos de luta, este é um fator que tem grande peso na leitura do jogo. Um jogo de luta é sobre ler movimentos e reações do adversário tanto no real quanto no virtual. Para reconhecermos um golpe em um determinado momento, é necessário que o personagem desfira o ataque com claresa, ou seja, gestos visíveis e distintos que marque a animação de uma forma que possamos distingui-los durante o momento da luta.

    Exemplos disso são Mortal Kombat (2011) e Mortal Kombat X, sendo um o bom exemplo e o outro o ruim. O apelo ao realismo em MKX fez com que o time deixasse de lado uma importância maior à animação caricada dos movimentos fazendo com que seja mais difícil ter uma boa leitura da ação de alguns personagens em certo momento. Já em Mortal Kombat (2011), as cores mais vibrantes e reações mais exageradas delineiam perfeitamente as ações ao jogador de maneira muito mais direta.

    Ainda com o mesmo exemplo, é possível discutir a narrativa pela animação. Em MK (2011) A pose de um personagem é parte responsável pela construção de seu “caráter”, revela origens, estilo e mente. Sub Zero, com uma pose mais centrada, defensiva inerte aponta ao seu elemento definidor – o Gelo – enquanto a pose de Scorpion simboliza o “escorpião” com o braço arqueado por trás como um ferrão de maneira agressiva.

    Mortal Kombat X sofre bastante neste aspecto, em que muitos dos personagens tem instâncias de combate extremamente desengonçadas, estranhas e sem nenhum caráter. Monges shaolin mais cambaleantes que bêbados, Reis sem postura de poder e guerreiros completamente desbalanceados. Aos que entendem inglês, recomendo:


    Competitividade:

    Pequenos detalhes, grandes diferenças. Em jogos como Counter-Strike: Global Offensive, situações podem entregar a posição de um inimigo pela projeção de sua sombra. Em outros jogos como PUBG, o baixo nível da renderização de algumas vegetações em longas distâncias confunde jogadores ao se parecer com inimigos.

    Estes são dois exemplos claros em que a atenção à detalhes e qualidade dos gráficos pode tanto aprimorar a experiência, enriquecendo o gameplay ou diretamente atrapalhar a identificação de elementos fundamentais ao jogo.

    Outro exemplo está nos jogos de corrida. Aos que se interessam pelos simuladores, parte do desafio é aprender o traçado dos circuitos, os pontos de frenagem e aceleração, do reconhecimento de trechos e pontos de referência para não depender somente do mapa visual. A visibilidade das placas indicativas de curvas e de elementos às margens que podem servir como tais referências, assim como poder enxergar claramente os sinais como luz de freios e a fumaça do travamento de rodas dos adversários pode prevenir colisões e te presentear com a vitória.


    Identidade:

    Certos jogos são lembrados com muito carinho hoje justamente por sua identidade visual. Uns arriscam nas mecânicas, no enredo, na trilha sonora, outros arriscam inovar em novos modos de representar o mundo virtual pela tecnologia.

    Jogos como Borderlands, XIII e outros se aproveitam de uma tecnica chamada Cel Shading para simular um visual cartunesco em ambientes 3D, engrossando liinhas, saturando cores e solidificando sombras e gradientes. Essa é também uma das tecnicas mais usadas para transpor a estética dos quadrinhos e mangás para o virtual, justamente pelo efeito que proporcionam. Outro exemplo é Street Fighter III para Street Fighter IV, em que a animação em duas dimensões fora basicamente convertida para um 3D (também conhecido como 2.5D) na sequência.

    Metal Slug é também uma série extremamente aclamada não somente pelo seus gameplay mas pela riqueza e características de sua arte. Tudo, desde os veículos e armas, seguem uma temática coerente, a animação das ações dos personagens, suas poses, gestos, marcam profundamente a forma com que a experiência é concebida. O satirismo com a simbologia nazista no uniforme dos soldados é outro ponto a se chamar atenção.


     MENTE DESCONTÍNUA:

    Em alguns exemplos vistos, os gráficos não possuem tanto impacto na jogabilidade, no enredo ou em mais elementos. Mas aí que está a questão: o video game não é apenas gameplay, apenas enredo, uma coisa ou outra. O video game é tudo ao mesmo tempo – o Audiovisual Interativo! Todos os seus elementos têm sim determinada importância e acredito ser extremamente prejudicial nos prendermos num ínfimo debate sobre “qual é mais importante que o outro”. É preciso compreender o lugar de cada um dos seus elementos para a contribuição da experiência.

    Como “São Pirula” dizia, a mente descontínua é a que não se deixa compreender a relevância mútua de dois ou mais aspectos. “ou é inutil, ou é mais importante que tudo!”. O problema é que o mundo não funciona em binarismos simplistas. Diferentes pesos necessitam de diferentes medidas.

    É, contudo, fundamental lembrar que existe sim uma discussão sobre PRIORIDADES que se faz muito mais que válida. Digo a respeito de um foco exacerbado de recursos e atenção a um elemento e abnegação de outro, que é o caso de muitas AAA contemporâneas. O debate saudável não é se algo é ou deixa de ser relevante ou necessário, mas sim ATÉ QUE PONTO ESTES ELEMENTOS SÃO RELEVANTES E NECESSÁRIOS. E esta é uma discussão para outro momento.

    Metal Slug

    Platform: Neo Geo
    1994 Players
    17 Check-ins

    50
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      santz · over 3 years ago · 5 pontos

      Gráficos sempre importam. Nunca pode ser o grande definidor se um jogo é bom ou ruim, mas é um os pontos mais importantes dos jogos desde o começo dos tempos. A direção de arte e as animações são os que realmente geram gráficos belíssimos, mas todos os demais pontos devem ser levados em consideração. Jogos feios tem que brilhar muito nos outros quesitos para ter destaque.

      2 replies
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      artigos · over 3 years ago · 3 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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      jongamezon · over 3 years ago · 3 pontos

      e é por isso que esta é a rede social de games mais foda de todas. a galera cria otimos conteudos;

      1 reply
  • rodrigoarkade Rodrigo Pscheidt
    2018-12-03 10:26:17 -0200 Thumb picture

    A difícil missão de zerar jogos muito grandes

    Escrevi um artigo/desabafo no Arkade sobre meu problema em zerar jogos muito grandes, e como é difícil conciliar essas jornadas enormes com a rotina da "vida adulta".

    Falo como alguém que ainda não conseguiu zerar Red Dead Redemption 2. Nem Horizon Zero Dawn. Nem Assassin’s Creed Origins (o Odyssey muito menos). Nem The Witcher 3. Nem Zelda Breath of the Wild, e por aí vai.

    Se você também sofre com isso, clica na imagem ali em cima (ou pode clicar aqui, tmb) e vem participar desse debate. ;)

    Red Dead Redemption 2

    Platform: Xbox One
    221 Players
    120 Check-ins

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    • Micro picture
      andre_andricopoulos · over 3 years ago · 4 pontos

      Verdade...estou passando isso com MAD MAX...
      Tô vendo que já tenho praticamente 100h de jogo... "open world" é foda!
      VIDA ADULTA também...

    • Micro picture
      shucrute · over 3 years ago · 4 pontos

      Eu costumo me forçar a ficar só num jogo. Não jogo um jogo novo enquanto não terminar o que eu to jogando no momento. Não sou de platinar nem nada, terminando as missões principais e secundárias já me dou por satisfeito e passo pro próximo.

      9 replies
    • Micro picture
      raiden · over 3 years ago · 3 pontos

      A minha solução pra isso foi sacrificar várias madrugadas.... Dormir pra que? ^^

      4 replies

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