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rpg_lair Rodrigo Santos

Terranigma

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O Planeta possui duas faces.

Uma face externa e a outra interna.
O Lado da Luz e o Lado Negro.
46 bilhões de anos desde o nascimento do planeta (acho que esqueceram da vírgula ai),
Crescimento e Declínio possuíam vontades antagônicas.
Na vontade do Lado da Luz, temos uma nova vida a florescer.
Já do Lado Negro, temos a vontade de que eras de gelo venham a surgir.
O desejo do Lado da Luz, é de gerar criaturas inteligentes.
E então, uma era de rápido progresso se inicia.
O desejo do Lado Negro, é gerar medo e desarmonia.
Eles são chamados também de ‘Deus’ e ‘Demônio’.

► Matéria by Richer Belmont (ou SOMA como preferir)

São com essas palavras é que se inicia Terranigma. Um jogo, diga-se de passagem, no mínimo interessante! Jogo este que desfecha uma trilogia iniciada pela ENIX em 1992, para o Super Nintendo que conta com outros dois grandes jogos: Soul Blazer, Illusion of Gaia e por fim Terranigma, este o último e considerado por muitos o melhor episodio da "saga". Produzido pela Quintet em 1995, vemos o quanto o trabalho da empresa evoluiu ao longo dos anos, tanto artisticamente quanto no quesito gameplay. Aqui temos um jogo praticamente obrigatório a qualquer fã do gênero, com todos os quesitos muito acima da média e um sistema de jogo que fará você jogar e jogar cada vez mais! Aliando muito bem o estilo RPG e Ação.

Esta pequena vila, parece ter saído diretamente de um sonho!

Apesar de excelente, Terranigma passou despercebido pela maioria das pessoas em sua época, isso devido à sua má veiculação na America do Norte. O jogo foi lançado em larga escala apenas no Japão e no continente Europeu um ano depois, não sendo liberada nos EUA, creio eu devido aos atrasos na época de lançamento ou porque o já “cansado” super Nintendo, cedia lugar aos consoles da concorrência, mais potentes e mais novos nos lares americanos.

Eu mesmo, só fui conhecer ele muitos anos depois já no auge da emulação. E confesso que SÓ AGORA o peguei para jogar decentemente. É, fazer o que! Antes tarde do que nunca, né?

Aqui, iremos encarnar Ark, um garoto “arteiro” e indisciplinado, que vive feliz e tranquilo em uma pequena vila no interior do planeta, chamada Crysta. Além de ser o queridinho de sua melhor amiga Elle, a garota “sensação” dessa pequena vila. Fazendo com que muito de seus amigos sintam inveja dele, afinal, quem não gostaria de ser acordado todo dia pela garota mais bonita do pedaço? Mas… sempre tem um “mas”, nem tudo é o que parece nesse vilarejo. E tão logo, Ark descobre uma porta, no qual ele e seus amigos foram instruídos pelo próprio prefeito a nunca abrir! Mas a curiosidade acaba falando mais alto e após voltar de um breve passeio para se desculpar de mais uma de suas traquinagens, Ark se ve em um dilema entre seus colegas estão tentando arrombar a porta de qualquer forma, cabendo a você decidir ou não, se quer participar dessa “brincadeira”. Independente de sua escolha, a tal porta acaba sendo aberta, e é ai que os problemas realmente começam! La dentro, Ark descobre uma estranha caixa juntamente com uma pequena criatura que irá guiá-lo durante toda a sua jornada, além de explicar sobre a tal caixa misteriosa, que também serve como o menu do personagem.

「Dentro da Caixa 」

Após esses eventos, todos os moradores da vila são congelados, incluindo sua adorada Elle! Com exceção dele mesmo e do ancião da vila, que aparentemente estava fora.

A partir dai é que a aventura realmente começa. Ciente do tamanho do problema, o prefeito instruí Ark a sair para “fora da vila”, aonde cinco torres o aguarda. E somente assim as pessoas de Crysta poderiam voltar ao normal. Mas afinal, o que é “fora da vila”? É isso o que vamos descobrir agora mesmo! Ao colocar os pés para fora do portal, temos um verdadeiro “choque” com a realidade. Crysta, àquela vila que parecia ter saído de um sonho, está em um mundo completamente hostil e inóspito. Afinal, estamos no interior do planeta! Rios de lava, formações geológicas assustadoras e a desolação tomam conta da paisagem! É como a expressão “pensar fora da caixa”; muitas vezes estamos tão fechados em nossos próprios “mundos” ou cotidianos, que esquecemos completamente o que de fato há la fora! E a verdade, quase nunca é tão bela quanto aquilo o que achamos!

Mas, a história de Terranigma vai muito mais além disso. Logo você descobre que cada uma dessas torres, representa um dos continentes do mundo da superfície e sendo assim, além de libertar os moradores de Crysta, Ark também tem a difícil tarefa de libertar as almas de todos os seres vivos do mundo exterior, e sendo assim reconstruir todo o planeta!

「Fora da Vila 」

Contar mais de fato é estragar a surpresa, além do mais ainda estou jogando e posso lhe dizer que o jogo vai ficando cada vez melhor!

Graficamente o jogo é um espetáculo para os olhos, se levarmos em consideração a plataforma. Illusion of Gaia, já contava com gráficos muito bonitos e bem definidos, mas Terranigma da um passo à frente, figurando entre um dos melhores gráficos do SNES, em minha opinião! A trilha sonora é outro espetáculo à parte. Como no jogo visitamos diversas áreas do planeta e mais para frente, conhecemos varias culturas mundo a fora, a trilha sonora é bem variada e sortida, colocando o jogador realmente no clima do jogo! Rola até um sambinha em Liotto (que é baseada na cidade do Rio de Janeiro), vê se pode!

Terranigma tem se mostrado uma grata surpresa à esse jogador vos fala, embora já tivesse tentado jogá-lo muitas vezes no passado, nunca o terminei. Espero que dessa vez consiga concluir essa aventura e conhecer o seu desfecho!

Série Soul Blazer:

Aproveitando a deixa, que tal falarmos um pouquinho sobre a saga “dosSoul Blazer? Ou melhor dizendo os “salvadores de almas” ou “guiadores de almas” como vocês preferir.

Tudo começou em 1992, com o lançamento de Soul Blazer, desenvolvido pela Quintet e distribuído pela Enix para o Super Nintedo. Aqui devemos guiar um jovem que tem a missão de libertar as almas aprisionadas por um demônio conhecido como Deathtoll. A aventura se desenvolve em pequenas partes e conforme as almas vão sendo libertadas, uma cidade começa a se desenvolver. E sendo assim, nosso herói terá que passar por vários desafios, dungeons enormes e resolver alguns quebra cabeças, afim de continuar avançando e a libertar mais almas. Apesar de antigo, o jogo conta com bons gráficos e uma jogabilidade simples e direta. O que o torna até certo ponto viciante!

Illusion of Gaia:

Enquanto que no jogo anterior era tudo muito simples e direto, Illusion of Gaia, ou Illusion of Time (na Europa) representa uma imensa evolução em relação ao seu irmão mais mais velho. O principal destaque desta sequência é a jogabilidade mais ampla e refinada, assim como uma trama bem mais trabalhada. Aqui controlamos Will, filho de arqueólogos que desapareceram misteriosamente durante uma expedição na Tower of Babel, e foram dados como mortos.

Cabe agora ao jovem órfão Will, explorar um vasto e misterioso mundo ameaçado por uma força sobrenatural. Passando por localizações reais, como A Grande Muralha da China, Pirâmides, ruínas de civilizações perdidas, além de contar com o apoio de seus amigos e algumas ajudinhas “extras”, para assim entender melhor o mundo a sua volta e a solucionar o misterioso desaparecimento de seus pais, e óbvio salvar o mundo!

Illusion of Gaia foi lançado em 1994, e ao menos até agora é o meu favorito dessa saga. Eu até tenho o cartucho original com a caixa, que dei a incrível sorte de arrematar em um leilão por “apenas” 90 Reais, mais o frete. Um verdadeiro achado e muita sorte conseguir isso.

Terranigma

Platform: SNES
539 Players
63 Check-ins

19
  • Micro picture
    ryou · 3 months ago · 2 pontos

    Ora ora, você de volta aqui!

    1 reply
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