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Alive A Live

「ÓDIO! Um sentimento capaz de transcender o tempo e o espaço…」

Esta talvez seja a melhor palavra para descrever a essência desse jogo (não meus amigos, isso não quer dizer que eu sinta ódio do coitado do jogo). Apenas joguem e vocês vão entender o motivo de eu ter iniciado esse paragrafo utilizando esse substantivo e o quão importante e destrutivo pode vir a ser esse sentimento.

Live A Live foi lançado apenas no Japão para o Super Famicom em 1994, desenvolvido e distribuído pelas mãos da antiga e “saudosa” SquareSoft (atual Square-Enix) e traduzido muitos anos depois por fãs, para o inglês através da nossa querida Aeon Genesis

Live A Live é mais uma daquelas pérolas obscuras que quase ninguém conheceu ou sequer ouviu falar, seja por ter sido ofuscado por outros grandes títulos da empresa lançados na mesma época ou pela restrição territorial. O que é uma pena já que o jogo é incrível e muito diferente dos RPGs convencionais até então.

O jogo se divide em várias mini sagas, cada uma delas se passando em uma era diferente, trazendo personagens e temática distinta para cada uma delas. Você irá explorar um passado remoto como a pré-história, Japão feudal, a boa e velha temática "Western" dos filmes de Cowboy e até mesmo um futuro distante (clara referencia a obra de ficção cientifica: 2001: A Space Odissey). Nem mesmo a saga de jogos de luta Street Fighter deixou de ser homenageada pelo jogo.

É possível escolher a ordem e o capítulo em si a ser jogado, selecionando um dentre os sete protagonistas disponíveis. Após terminar um capitulo, basta selecionar outro e começar uma nova aventura, COMPLETAMENTE diferente da anterior. E isso é o mais legal desse jogo! Apesar de você não entender nada à principio pois nenhuma das histórias inicialmente parecem ter conexão uma com as outras. O que te da impressão de estar jogando um jogo totalmente diferente; se não fossem mantidas as mesmas estruturas de menu e mecânicas do sistema de batalhas, bem legal por sinal. Lembrando muito os RPGs táticos e altamente estratégico.

Apenas após completar os sete capítulos iniciais é que as coisas começam a fazer mais sentido, mas ainda assim o jogo guarda o melhor para o final além de uma surpresinha extra que amarra lindamente a intrincada trama e tudo de fato se conecta, o que é óbvio não vou contar aqui!

Graficamente o jogo é bem simples e chega a lembrar Final Fantasy V tanto nos sprites dos personagens quanto ao acabamento dos cenários. Não chega a ser lindo, mas está muito longe de ser feio.

Quanto a trilha sonora ela é boa e envolve o jogador na aventura cumprindo bem o seu papel! Porém não me vem a mente nenhuma faixa realmente memorável, sabe!? Aquelas que grudam na cabeça e lhe vem a mente toda vez que se ouve falar do jogo, o que também não chega a ser um defeito grave. Vamos lembrar que “estamos” em 1994, ano do lendário Final Fantasy VI… então já viu né!?

Eu tive o prazer de zerar esse game alguns anos atras ao lado de minha (hoje ex-namorada) que também acompanhou toda a história e ficou surpresa com a maneira que tudo é amarrado ao final da trama. O único arrependimento que eu tenho é de fato não tê-lo jogado antes. Pois apesar da estrutura simples e uma temática de “viagem no tempo” o jogo não bebe nem um pouco dos clichês do gênero, contando com uma originalidade absurda para sua época.  Além de uma dificuldade um tanto quanto acima da média, tendo em mente todos esses fatores e também o ano de lançamento, chega a ficar até meio obvio do porque do jogo nunca ter sido lançado fora do Japão, talvez Live A Live em 1994 fosse um pouco demais para a maioria dos jogadores ocidentais, isso obvio na mentalidade dos executivos da Squaresoft!

Se você que é fã do gênero e nunca jogou, vale a pena dedicar algumas horas de seu tempo nesse fantástico RPG. Live a Live foi um dos jogos mais originais em que eu já tive o prazer de jogar!

► Matéria by Richer Belmont (ou SOMA como preferir)

Live A Live

Platform: SNES
171 Players
31 Check-ins

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