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  • 2022-04-02 03:55:05 -0300 Thumb picture

    Especial Ys - Part I

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    No incrível jargão dos RPGs japoneses, Ys pode se considerar uma joia rara. Esperando para ser lapidada e apreciada. Embora hoje em dia as barreiras da informação e dos meios de comunicação – vulgo Internet – sejam bem mais abrangentes do que era há alguns anos atrás, ainda assim a série é pouco conhecida e apreciada fora de seu país de origem.

    Por mais que a X-Seed tenha feito um excelente trabalho, diga-se de passagem na localização e distribuição dos games (afinal, quem um dia iria imaginar ver Ys sendo vendido na Steam?), ainda assim, o interesse da “massa” ocidental pelo o mesmo é relativamente pequeno! O que torna a saga coisa de nicho, aonde apenas os mais puritanos e fãs do estilo acabam sendo atraídos por esse game “simples”, porém de extrema beleza e carisma aos olhos dos saudosistas. Um dos pontos mais fortes da série ao menos em minha opinião!

    Os anos se passaram, os consoles evoluíram mas a saga ainda continua com aquele apelo retro, os pixels aos poucos foi dando lugar aos polígonos, enquanto o sistema de combate por colisão (algo extremamente simplificado, porém “diferente” para a época) cedeu lugar as batalhas frenéticas e a um Adol bem “berserker”, por assim dizer. Mas a trilha sonora e a essência que tanto consagrou a série permaneceram inauteradas! Arrebatando os corações de fãs até mesmo em seus títulos mais recentes.

    ► Matéria by Richer Belmont (ou SOMA como preferir) escrita originalmente em 07/02/2014.

    Ys, assim como seu "primo" mais velho Dragon Quest é uma série de tradição e coincidentemente ou não, são as minhas séries favoritas de RPG de todos os tempo.

    The Red Hair Sword Man:

    O protagonista principal de Ys é Adol Christin – um exímio espadachim de cabelos vermelhos. Adol pode-se considerar o bom samaritano dos RPGs. Ele viaja pelo mundo descobrindo antigas civilizações, ajudando os moradores locais e envolvendo-se mesmo que indiretamente em praticamente todos os problemas que assolam a região. E é obvio que ele irá até o fim para fazer justiça com sua espada, salvar aquela pobre garotinha que aparentemente possuí uma queda pelo guerreiro e porque não salvar toda a humanidade? Para depois simplesmente ir embora sem ao menos pedir nem um tostão em troca.

    Adol é o típico cara “azarado” que SEMPRE vai estar no lugar errado e na hora errada. (Ou seria no lugar certo e na hora certa? Vai saber!) Quase como se sua chegada já fosse premeditada, basta ele colocar os pés em alguma região e pronto!

    Como em muitos RPGs tipicamente japonês, Adol Christin praticamente não fala uma única palavra durante o jogo todo. Ao menos não diretamente. Adol é praticamente um “messias” da lendária terra de Ys!

    E lógico que não podemos falar de Adol sem mencionar seu fiel amigo: Dogi, o destruídor de paredes que o salva em uma dungeon no final de sua primeira aventura.

    Aparentemente Dogi é apenas um personagem secundário nos dois primeiros games, mas sua importância vai ganhando foco em Ys III – quando ele guia Adol por sua cidade natal: Redmont, aonde lá adivinhem? Ambos acabam se envolvendo novamente com os problemas locais e mais uma longa e deliciosa aventura tem início.

    Uma curiosidade interessante é que nas primeiras ilustrações, lá no começo da saga nos computadores da época, o concept inicial de Adol possuía cabelos tendendo para o marrom/castanho claro. Enquanto Dogi se chamava Colin na versão americana de Ys Book I & II lançada para o TG-16.

    A Saga:

    O nome Ys (pronuncia-se Is, ou Īsu – Segundo a Wikipédia) eu de fato não sei ao certo a pronuncia disso – Se refere à um continente, que há muito se elevou aos céus de Eresia a fim de selar um terrível mal.

    Os primeiros dois jogos, originalmente lançados para o NEC PC-8801 em 1987, sob a direção de Masaya Hashimoto e Tomoyoshi Miyazaki – focam principalmente na estória desse continene, embora nos jogos subsequentes Adol ocasionalmente acaba indo explorar outras terras, mas quase sempre ligado direta ou indiretamente à essa lenda.

    Eresia – aonde a maioria dos jogos da saga se passam, está analogamente ligado ao Velho Mundo, ou seja o continente europeu. É interessante notar que os games mais recentes se passam ao redor de um território aonde pertence atualmente a França.

    Esteria do primeiro jogo – a julgar por sua localização, pode-se dizer que ela talvez seja a Île d’Yeu – mas os outros jogos se passam em vários lugares análogos a realidade.

    Como por exemplo: Ys V que se passa em Afroca (África) e apresenta a cidade de Xandria (Alexandria).

    Já em Ys VI Adol vai parar no “Great Vortex of Canaan” que é basicamente uma alusão ao triangulo das bermudas com uma pitadinha do mito de Atlântida.

    Por toda a saga Adol persegue (ou acaba sendo perseguido) por um império maligno que é claramente uma alusão ao Império Romano. E o próprio nome Ys, é uma referência a mítica cidade Ville d’Ys – que embora não flutuasse ar, foi construída na costa da Bretanha e tragada pelo oceano.

    Já em outras variações deste mesmo conto, Ys foi construída abaixo do nível do mar pelo rei da Cornualha, sob o pedido de sua filha Dahut, que era apaixonada pelo oceano.

    Apesar de toda a saga se passar em várias regiões e apresentar elencos de personagens diferentes para cada aventura, todos os jogos são basicamente continuações direta ou indireta do anterior. Ao contrário de Final Fantasy por exemplo no qual cada game apresenta conceitos, enredos e plots totalmente diferentes de seu antecessor.

    Em Ys tudo está conectado, por exemplo: Dogi que é um personagem secundário no primeiro jogo, mas em Ys III o personagem acaba ganhando maior destaque, tornando-se peça fundamental no enredo do mesmo, para depois lá em Ys Seven se tornar um personagem jogável juntamente com Adol.

    Outro exemplo clássico está em Ys II, no qual Adol precisa coletar a “Celceta Flower” para preparar um elixir e curar Lilia de sua doença. Sendo que em Ys IV, Adol faz uma visita ao país de Celceta, aonde lá ele também retorna a Esteria e reencontra vários NPCs dos primeiros dois jogos.

    Apesar de tudo estar conectado, não é necessariamente (embora aconselhável) jogar os games na ordem certa ou correr atrás dos títulos mais obscuros. Até porque alguns são bem difíceis de encontrar. Como por exemplo o próprio Ys IV: Mask of the Sun, que até agora não consegui encontrar o cartucho japonês do Super Famicom para a minha coleção!

    Mas felizmente apesar das conexões diretas com os títulos anteriores, os jogos acabam funcionando de maneira individual em seu contexto.

    O Jogo:

    A princípio Ys se difere de praticamente qualquer outro RPG em seu sistema de batalhas, que perdurou durante alguns anos nos jogos subsequentes da saga.

    Tudo se passava em tempo real na tela, com a diferença de que Adol não possuía um botão de ataque. Sim, isso mesmo! Ele matava seus inimigos simplesmente se chocando contra eles.

    Ys I: Ancient Ys Vanished (PC-88)

    Confesso que no meu primeiro contato com a série, lá na época do SNES, (se eu não me engano era um cartucho japonês do Ys IV) eu não entendi lhufas de como lutar e morri um sem fim de vezes no primeiro inimigo que topei. Eu sequer sabia como equipar a espada. Não preciso dizer que tirei o jogo do console e o encostei num canto até o dia de devolver na locadora.

    Parecia ridículo, mas de fato há bem mais estratégia nesse sistema de combate que se possa imaginar a primeira vista.

    Ys I (Sega Saturn)

    Primeiro que você deveria acertar o inimigo em ângulo (o que podia ser algo extremamente difícil nas primeiras versões do jogo, visto que Adol só se movia em 4 direções), um ataque mal calculado ou um encontro frontal direto, poderia resultar em morte instantânea.

    Segundo que a chave da vitória (ou do fracasso), dependiam justamente do quão evoluído você está em relação ao inimigo (attack, strength, armor, etc.). Uma dica que vale, não só para os primeiros jogos mas sim para paticamente a saga inteira é: SEMPRE evolua o máximo possível enquanto estiver em campo aberto. Apenas avance para a próxima área ou dungeon quando sentir que já está forte o suficiente para tal.

    Ys I&II Chronicles Plus (Windows-PC)

    A experiência ganha nas batalhas sempre será proporcional ao level de Adol, ou seja, quanto mais alto for, menos experiência irá ganhar.

    Assim em que estiver em campo aberto o HP de Adol irá se regenerar gradativamente enquanto o mesmo estiver parado. Mas uma vez dentro de alguma dungeon, essa mamata acaba! A única maneira de se recuperar é sair e correr até a cidade mais próxima ou usar algum item de cura.

    Sempre deixe algumas ervas equipadas quando for lutar contra chefes, pois você não poderá acessar o inventário durante a batalha. Sim, Ys era (e ainda é) páreo duríssimo!

    E isso vale para a maioria dos jogos da série (principalmente os mais antigos), portanto, explicando um eu estou automaticamente explicando todo o resto, valendo ressaltar apenas uma ou outra diferença entre eles.

    Aqui tudo é muito simples, mas é justamente isso que tanto consagrou a saga Ys no Japão. Esqueça The Legend of Zelda com seus puzzles complicadíssimos e labirintos enormes. Em Ys é tudo é relativamente linear, mas isso não o torna inferior ou aquém a outros jogos do gênero citados.

    Os gráficos podem parecer simplíssimos e de fato são até hoje. Até mesmo nos jogos mais atuais, nota-se que Ys parece sempre estar uma ou duas geração abaixo do “padrão” da época. Mas as suas artworks, trilha sonora echaracter design são de extrema beleza e bom gosto.

    A versão para o TurboGrafx-16, possuí uma introdução animada e impressionante para a época, apresentando os personagens no estilo anime, tudo bem trabalhado e desenhado. Outra característica que por muito foi marca registrada da saga é que todo o jogo se passa em uma bela moldura decorada, que apesar de apresentar uma visual mais interessante e artístico ao jogo, o campo de visão foi um tanto quanto afetado.

    Uma das características do PC Engine eram as famosas cutscenes (precursoras das atuais CGs) animadas. Como mostra essa cena de Ys IV

    O pontapé inicial de Ys, se deu nos computadores japoneses PC-88, entretanto com o passar dos anos o jogo foi portado e refeito para as mais diversas plataformas. Como já foi dito anteriormente, a maioria dos jogos compartilham do mesmo conceito e mecânica, variando obviamente o enredo e o elenco de personagens.

    Em Ys II foi implementado um sistema de magias, no qual Adol é capaz de utilizar ao equipar os cajados que o mesmo irá receber no decorrer de sua aventura. Tal sistema é essencial nas lutas contra chefes. Mas a nata do sistema de combates prevalece.

    Em Ys III: Wonderers from Ys – a perspectiva do jogo mudou para uma visão típica dos games de ação side-scrolling, ao invés da clássica visão de águia, presente na maioria dos RPGs. Enquanto que nos jogos subsequentes, o mesmo voltou a ter uma visão aérea (graças à Deus).

    Ys III: Wonderers from Ys (PC-88)

    Ys V mudou drasticamente a formula do jogo, ok, não tão drasticamente assim! Adol apenas ganhou um botão de ataque – finalmente – e também o mesmo agora era capaz de pular.

    Ys VI introduziu a saga ao universo 3D, assim como em Ys Seven, Adol perdeu o status de “lobo solitário”, sendo possível controlar uma party de até 3 personagens. Mas não se preocupem que a essência dos jogos anteriores permaneceram inauteradas. Fazendo de Ys, uma das séries mais conservadoras juntamente com Dragon Quest (que um dia também abordaremos aqui!)

    https://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/2...(img)

    Ys VI: The Ark of Napishtim (PC/PS2/PSP)

    Temos também o Ys Origin que se passa 700 anos antes do primeiro jogo. Obviamente que Adol não é o protagonista principal e ironicamente é um dos episódios mais “fracos” da serie, sendo basicamente um Dungeon Crawler. Falaremos em um especial dele mais adiante. Assim como Ys: Memories of Celceta (um remake/reboot de Ys IV).

    Nota do Autor:

    Na época em que escrevi essa matéria lá em 2014, Ys VIII: Lacrimosa of Dana e Ys IX: Monstrum Nox obviamente ainda não existiam, mas estarei incluindo eles nesse especial, assim que possivel!

    É obvio que eu não vou comentar detalhadamente sobre cada jogo lançando, até porque são muitos, fora os remakes e ports (que irei mencionar bem superficialmente e os mais importantes). Mas irei fazer um breve resumo e apontar suas principais características e diferenças dos demais. Até porque tudo o que eu tinha de falar a respeito da saga já foi dito nestepost inicial!

    Eu já possuo praticamente a segunda metade pronta, digitada em meu computador (ou possuía, vai saber. Já tem bastante tempo que escrevi isso), mas vou optar em ir liberando aos poucos (dependendo da repercussão), para a leitura não se tornar muito cansativa ou demasiadamente longa!

    Ys I & II Chronicles

    Platform: PC
    46 Players
    6 Check-ins

    21
    • Micro picture
      artigos · 6 months ago · 2 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

    • Micro picture
      _gustavo · 6 months ago · 2 pontos

      Adoro YS, tenho o 100% de todos eles na Steam, pena que a Falcom nunca quis tocar no V por algum motivo que desconhecemos kkkk, sempre que eles anunciam estar trabalhando em um novo jogo da série fica aquela esperança de ser um remake do V

      1 reply
  • 2022-04-01 01:53:28 -0300 Thumb picture

    Radiant Historia

    Medium 3907543 featured image

    Não é todos os dias que somos agraciados com um jogo épico! Ainda mais quando se trata de um J-RPG, gênero esse que tem estado um tanto quanto em baixa ultimamente.

    Desde o seu lançamento japonês para o Nintendo DS, lá pelos anais de 2010, que Radiant Historia havia conseguido despertar a atenção da dita mídia especializada e obviamente a minha. Como qualquer bom jogador ávido por um bom jogo!

    Dos idealizadores Radiata Stories, lançado para o PS2 já há alguns anos atrás, o jogo não só conseguiu suprir as expectativas como também se tornou, ouso dizer, ícone na plataforma e sinônimo de qualidade!

    Mas afinal, o jogo é tudo isso mesmo?

    A resposta é sim! Apesar de todo o clichê melodramático japonês do gênero, como o típico herói calado e o amigo “fodão” do exercito, ou aquele general misterioso que sempre foi como um pai para o personagem principal e – é claro! – A típica aliada cabeça quente que quer esconder o passado a todo o custo e tem uma queda pelo protagonista.

    Mas clichês japoneses à parte, o jogo possuí um enredo maravilhoso que vai LITERALMENTE se moldando aos poucos e se tornando cada vez mais interessante com o passar do tempo. Prendendo a atenção do jogador, pois você SEMPRE acaba ficando na expectativa e até mesmo apreensivo com o que vai acontecer após cada decisão tomada.

    O jogo conta a história de Stocke, um soldado envolvido em um conflito militar entre duas nações que ja se perdura por anos. Um dia ele recebe de seu superior um livro misterioso, cuja as páginas ainda estão para serem escritas chamado de: White Chronicles. Que após um evento trágico durante uma missão, nosso herói descobre que na verdade esse livro é um artefato que o permite regredir alguns momentos no tempo e alterar suas ações, moldando assim a história.

    Mas a grande sacada fica por conta dos diversos pontos chaves durante o desenrolar da trama. Cada vez que uma decisão importante está prestes a ser tomada, você tem a chance de escolher por qual caminho seguir. No entanto o peso de suas escolhas podem acabar culminando ao fim prematuro de sua jornada, ou o sacrifício de algum aliado. Sim, o jogo é um tanto quanto trágico em certas partes!

    A novidade mesmo é que você pode voltar no tempo como ja foi dito anteriormente nesses pontos chaves específicos, para tentar mudar o passado ou voltar atrás em alguma decisão e gerar um futuro positivo.

    No entanto isto faz com o que exista duas linhas do tempo paralelas em Radiant Historia, suas ações em uma linha do tempo pode acabar interferindo no resultado e no desenrolar da outra. Sendo necessário ficar alternando entre as linhas para progredir no game! Sim, viagens no tempo e realidades alternativas, tudo isso em um só jogo!

    Nota do autor:

    Em junho de 2017 no Japão, Radiant Historia ganhou um port/remaster para o Nintendo 3DS, sendo lançado no mercado ocidental em fevereiro de 2018. Esse port além de contar com gráficos levemente melhorados além novas artes e ilustrações dos personagens, o grande destaque fica por conta de uma terceira linha do tempo, que é conduzida pela nova e misterioza personagem: Nemesia, a bordo de seu navio Dunamis. Embora essa terceira linha do tempo não seja uma ramificação completa das duas linhas originais, ela funciona muito bem como um belo complemento ao enredo principal, amarrando algumas pontas soltas de certos acontecimentos e escolhas decisivas do heroi. 

    Outro grande destaque fica por conta da fantástica trilha sonora assinada pela lendária Yoko Shimomura, que conta no currículo obras inesquecíveis presentes em: Kingdom Hearts, Legend of Mana e Street Fighter II. Só para citar alguns exemplos.

    Chega a dar pena jogar ouvindo as músicas nos alto-falantes nativo do NDS. Destaque para o tema de batalha contra chefes!

    O jogo:

    O jogo possui uma estrutura bastante simples, seja em termos gráficos (cenários 3D com personagens 2D), quanto no que cerne o aprendizado de novas técnicas. É tudo por conta da evolução natural dos personagens. Ou no máximo fazendo uma ou outra side-quest, aqui é tudo propositalmente muito simples, fácil e direto!

    Mas a cereja do bolo está mesmo no sistema de batalhas, que mescla estratégia com um sistema de turnos. Os inimigos ficam distribuídos em um grid 3×3 durante os combates. E certos ataques podem mudar a posição deles dentro do grid.

    O truque é que você pode simplesmente amontoar vários inimigos num mesmo quadrado, fazendo com que os ataques acabem acertando todos os que estiverem ali. Aquela coisa de que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço, não se aplica em Radiant Historia.

    E para tornar a coisa ainda mais interessante e estratégica, os heróis podem trocar de turno com os inimigos. No entanto fazendo isso seu personagem entrara num estado que levará bem mais dano do que o normal.

    É uma opção que deve ser usada com cautela. Mas a intenção é colocar seus personagens na ordem certa, amontoar os inimigos e acabar com a batalha rapidamente, ganhando bônus extra de experiência e Gold.

    「Repare que o golpe que eu ia utilizar, empurra o inimigo para o grid central. Fazendo com que o próximo personagem a atacar, cause dano aos dois opoentes ao mesmo tempo.」

    Outra coisa interssante é que é possível ver os inimigos no mapa e atordoá-los com um golpe de espada, para garantir alguma vantagem no campo de batalha!

    Mas o foco mesmo continua sendo o ótimo enredo, isso fica claro desde o começo do jogo com diálogos e cenas bem longas. O que infelizmente pode afugentar alguns jogadores mais novos ou impacientes. Mas Fazer o que, não se pode agradar a todos!

    Felizmente o jogo tem a decência de manter o bom nível dos diálogos do principio ao fim, que só enriquece ainda mais a trama toda. Uma coisa são diálogos longos e monótonos, outra coisa são diálogos longos mas interessantes, que sempre estão acrescentando algo novo e importante ao enredo. Obviamente é necessário o dominio ou o bom conhecimento da lingua inglesa para que se possa aproveitar plenamente a história, pois infelizmente nenhuma das versões do jogo possuí tradução oficial para o português.

    Gráficos:

    Graficamente o jogo é bonito! Não chega a ser extraordinário até porque estamos falando do Nintendo DS. (E mesmo a "nova" versão do Nintendo 3DS, tirando algumas melhorias de textura e a resulução maior da tela, graficamente o jogo se mantém basicamente o mesmo). Mas também estão bem longes de serem feios ou mal feitos. Mesclando cenários 3D com personagens 2D, tudo aqui possui uma aura retro que parece ter saído de um Super Nintendo anabolizado.

    Os personagens não possuem lá muitos quadros de animação, mais uma vez, parece que há uma limitação proposital por parte dos produtores. E os cenários, embora sejam em 3D lembram muito os clássicos da era de ouro dos video games.

    Pois convenhamos, tirando um ou outro efeito e os cenários tridimensionais renderizados em tempo real, não existe nada no game que não pudesse ser reproduzido em um console de 16Bits.

    E creio eu que foi exatamente esse sentimento que os produtores quiseram passar. E cá entre nós, ao menos para mim ficou perfeito!

    Resumindo:

    Radiant Historia não é apenas “mais um” J-RPG na vasta biblioteca do Nintendo DS. Ele é “O J-RPG” do NDS.

    Percebe-se que houve muito planejamento e esmero dos produtores para produzir essa pequena, porém notável obra de arte num portátil já defasado e esgotado pelo tempo. Mas quem se importa? Conte nos dedos quantos RPGs que você jogou que realmente valeram a pena atualmente?

    Não! Não vale citar os ports e os remakes. (Sim, CT, DQ IV, V e VI, estou falando de vocês). A resposta é: Não muitos! Mas Radiant Historia com certeza será lembrando com carinho entre os saudosistas e se tornará clássico absoluto com o passar dos anos.

    Radiant Historia

    Platform: Nintendo DS
    445 Players
    79 Check-ins

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  • 2022-03-30 21:55:10 -0300 Thumb picture

    Fragile Dreams: Farewell Ruins of the Moon

    Medium 3907405 featured image

    Um dos principais motivos que pelo o qual sempre preferi os jogos do gênero RPG, se deve principalmente por sua forma de se contar uma boa história. Mesmo quando eu mal entendia sequer uma ou duas palavras de inglês, o modo com o que esse gênero mexia com a minha imaginação e incitava a exploração de um mundo mágico e imaginário, faziam com que eu realmente se sentisse como parte daquela aventura!

    Quantas vezes eu me lembro da época que ainda era um pre adolescente, por volta dos meus 10, 11 anos de idade e tinha que acordar cedo para ir à escola - algo extremamente comum na vida de qualquer pessoa, mas esse simples ato, fazia com que assim que meus pés tocassem o chão fria - talvez até ainda meio que embriagado pelo sono, despertasse em mim um sentimento de que talvez naquele dia, estaria para viver a maior aventura de minha vida, assim como eu via nos jogos que eu jogava. – É, naquela época eu sonhava com isso, só naquela época. Hoje não!

    Mas fantasia é fantasia e realidade é realidade! Voltando o escopo do texto, Fragile Dreams: Farewall Ruins of the Moon de certa forma trouxe um pouquinho de volta esse sentimento, de que uma pessoa normal como qualquer outra, aqui no caso um garoto de apenas 15 anos, se vê completamente sozinho em um mundo - uma Tóquio pós apocalíptica! Sem saber ao certo o que aconteceu ou sequer se existem outras pessoas em meio a esse cenário de desolação.

    Embora clichê o conceito do “monomito”,  aqui foi muito bem aplicado, pois realmente há algo de muito solitário e desolador em Fragile Dreams, sendo o enredo praticamente a única coisa que te motiva a continuar jogando.

    Alone in the Dark

    Fragile Dreams é basicamente um jogo de exploração, com um grande foco na narrativa e storyline. Fica um tanto quanto obvio as inspirações em outros gêneros, como os antigos survivor horror, por exemplo, embora em uma escala muito, muito pequena. A luz da lanterna acaba sendo um dos pontos chaves da jogabilidade. Aliás, a própria luz aqui, possuí um significado que vai um pouco além de simplesmente iluminar o caminho.

    Servindo base tanto para a revelação de dicas, quanto inimigos que tendem a ficar “paralisados”, quando focados por sua lanterna.

    Você não vai levar sustos nem ter que resolver puzzles complicados para progredir, mas o próprio cenário desolado e sua busca por sobreviventes, enquanto também tenta se manter vivo nesse mundo apocalíptico, faz com que o jogador realmente se sinta parte desse universo, amarrado por uma história emocionante e com uma direção de arte lindíssima!

    Fato esse que só aumenta quando encontramos alguns objetos espalhados pelo cenário, que carregam consigo as memórias de seus antigos portadores. São coisas banais, como sapatos velhos, origamis, xicara de café, balões estourados e etc.

    Mas quando levados até uma fogueira podem ser sentidas e conhecidas pelo personagem, acrescentando e muito na história do jogo. Já que são histórias comuns da vida cotidiana das pessoas que viviam nesse mundo. Porém todas elas trazem uma carga emocional altíssima, fazendo com que você realmente sinta uma empatia enorme para com aquela pessoa ou família.

    Os objetos contem as memorias de seus antigos donos.

    Porém o que é um dos maiores trunfos do jogo acaba sendo também um dos seus piores defeitos. A história apesar de ótima, se desenrola de uma forma extremamente lenta. E justamente pelo foco do jogo ser o enredo, a jogabilidade é simples e até certo ponto precária. O sistema de combates é outro grande defeito, dando a impressão de estar mal-acabado e de ter sido introduzido na última hora.

    No começo eu achava que o problema fosse eu, por não estar tão acostumado a essa forma “alternativa” de se jogar vídeo game com o Wii, mas após algumas horas de jogo, percebi que o problema era o jogo mesmo e não eu!

    Eu não quero estar sozinho nesse mundo!

    O enredo em si gira em torno de Seto, que após a morte de seu avô, resolve sair do observatório em que morava com o velhote em busca de outros sobreviventes que por ventura ainda existam no mundo.

    Logo no começo, Seto irá se encontrar com uma misteriosa garota de cabelos prateados. E não preciso mencionar que a partir daí o seu objetivo da vida se torna em reencontrar essa garota.

    Porém a maneira de como as coisas se desenrolam, juntamente com toda a carga melodramática de Fragile Dreams e seus personagens interessantes, faz com que muitas vezes você simplesmente se esqueça de que está jogando um jogo e se sinta assistindo um daqueles animes que focam no emocional. Mais uma vez, não é um jogo para quem espera "ação"...

    Seto, é uma criança extremante sensível e inocente, que não conhece as malicias nem a maldade do mundo (ou o que retsou dele). E acaba por descobrir o amor em sua forma mais pura e simples, simplesmente por esbarrar nessa menina e ter tocado a mão dela.

    Resumindo:

    Eu conheci esse jogo por um completo acaso enquanto via algumas listas de jogos para o Wii na internet e resolvi dar uma chance. E foi uma verdadeira surpresa, tanto em ver o logo da Tri Crescendo como desenvolvedora, quanto pelo jogo em si. Mas infelizmente, Fragile Dreams é um jogo para poucos ja que seus defeitos são muitos, que podem tanto quanto frustrar ou irritar. Seja pela câmera que se perde durante as batalhas e você acaba levando danos desnecessários ou até mesmo morrendo devido a isso. Ou a maneira lenta de como tudo se desenrola e a linearidade exagerada. Alie isso a um sistema de combate pouco polido, armas que se quebram, limites de itens e claro, sub quests que você é obrigado a completar (já que o jogo não possuí nenhuma side quest), essas que são realmente irritantes, dentre alguns outros fatores de jogabilidade.

    Mas se você tiver um pouco (muita) paciência, e resolver dar uma chance, Fragile Dreams, com certeza vai te surpreender e cativar pelo seu enredo.

    Fragile Dreams: Farewell Ruins of The Moon

    Platform: Nintendo Wii
    389 Players
    28 Check-ins

    16
    • Micro picture
      santz · 6 months ago · 2 pontos

      Esse game parece ser muito massa, mas ainda não peguei para jogar.

      1 reply
    • Micro picture
      mastershadow · 6 months ago · 2 pontos

      Esse game é praticamente o melhor jogo do WII pra min, totalmente emotivo e artistico, a atmosfera de solidão que ele transmite nenhum outro game faz tão bem..

      1 reply
  • 2022-03-22 10:19:56 -0300 Thumb picture

    Terranigma

    Medium 3906369 featured image

    O Planeta possui duas faces.

    Uma face externa e a outra interna.
    O Lado da Luz e o Lado Negro.
    46 bilhões de anos desde o nascimento do planeta (acho que esqueceram da vírgula ai),
    Crescimento e Declínio possuíam vontades antagônicas.
    Na vontade do Lado da Luz, temos uma nova vida a florescer.
    Já do Lado Negro, temos a vontade de que eras de gelo venham a surgir.
    O desejo do Lado da Luz, é de gerar criaturas inteligentes.
    E então, uma era de rápido progresso se inicia.
    O desejo do Lado Negro, é gerar medo e desarmonia.
    Eles são chamados também de ‘Deus’ e ‘Demônio’.

    ► Matéria by Richer Belmont (ou SOMA como preferir)

    São com essas palavras é que se inicia Terranigma. Um jogo, diga-se de passagem, no mínimo interessante! Jogo este que desfecha uma trilogia iniciada pela ENIX em 1992, para o Super Nintendo que conta com outros dois grandes jogos: Soul Blazer, Illusion of Gaia e por fim Terranigma, este o último e considerado por muitos o melhor episodio da "saga". Produzido pela Quintet em 1995, vemos o quanto o trabalho da empresa evoluiu ao longo dos anos, tanto artisticamente quanto no quesito gameplay. Aqui temos um jogo praticamente obrigatório a qualquer fã do gênero, com todos os quesitos muito acima da média e um sistema de jogo que fará você jogar e jogar cada vez mais! Aliando muito bem o estilo RPG e Ação.

    Esta pequena vila, parece ter saído diretamente de um sonho!

    Apesar de excelente, Terranigma passou despercebido pela maioria das pessoas em sua época, isso devido à sua má veiculação na America do Norte. O jogo foi lançado em larga escala apenas no Japão e no continente Europeu um ano depois, não sendo liberada nos EUA, creio eu devido aos atrasos na época de lançamento ou porque o já “cansado” super Nintendo, cedia lugar aos consoles da concorrência, mais potentes e mais novos nos lares americanos.

    Eu mesmo, só fui conhecer ele muitos anos depois já no auge da emulação. E confesso que SÓ AGORA o peguei para jogar decentemente. É, fazer o que! Antes tarde do que nunca, né?

    Aqui, iremos encarnar Ark, um garoto “arteiro” e indisciplinado, que vive feliz e tranquilo em uma pequena vila no interior do planeta, chamada Crysta. Além de ser o queridinho de sua melhor amiga Elle, a garota “sensação” dessa pequena vila. Fazendo com que muito de seus amigos sintam inveja dele, afinal, quem não gostaria de ser acordado todo dia pela garota mais bonita do pedaço? Mas… sempre tem um “mas”, nem tudo é o que parece nesse vilarejo. E tão logo, Ark descobre uma porta, no qual ele e seus amigos foram instruídos pelo próprio prefeito a nunca abrir! Mas a curiosidade acaba falando mais alto e após voltar de um breve passeio para se desculpar de mais uma de suas traquinagens, Ark se ve em um dilema entre seus colegas estão tentando arrombar a porta de qualquer forma, cabendo a você decidir ou não, se quer participar dessa “brincadeira”. Independente de sua escolha, a tal porta acaba sendo aberta, e é ai que os problemas realmente começam! La dentro, Ark descobre uma estranha caixa juntamente com uma pequena criatura que irá guiá-lo durante toda a sua jornada, além de explicar sobre a tal caixa misteriosa, que também serve como o menu do personagem.

    「Dentro da Caixa 」

    Após esses eventos, todos os moradores da vila são congelados, incluindo sua adorada Elle! Com exceção dele mesmo e do ancião da vila, que aparentemente estava fora.

    A partir dai é que a aventura realmente começa. Ciente do tamanho do problema, o prefeito instruí Ark a sair para “fora da vila”, aonde cinco torres o aguarda. E somente assim as pessoas de Crysta poderiam voltar ao normal. Mas afinal, o que é “fora da vila”? É isso o que vamos descobrir agora mesmo! Ao colocar os pés para fora do portal, temos um verdadeiro “choque” com a realidade. Crysta, àquela vila que parecia ter saído de um sonho, está em um mundo completamente hostil e inóspito. Afinal, estamos no interior do planeta! Rios de lava, formações geológicas assustadoras e a desolação tomam conta da paisagem! É como a expressão “pensar fora da caixa”; muitas vezes estamos tão fechados em nossos próprios “mundos” ou cotidianos, que esquecemos completamente o que de fato há la fora! E a verdade, quase nunca é tão bela quanto aquilo o que achamos!

    Mas, a história de Terranigma vai muito mais além disso. Logo você descobre que cada uma dessas torres, representa um dos continentes do mundo da superfície e sendo assim, além de libertar os moradores de Crysta, Ark também tem a difícil tarefa de libertar as almas de todos os seres vivos do mundo exterior, e sendo assim reconstruir todo o planeta!

    「Fora da Vila 」

    Contar mais de fato é estragar a surpresa, além do mais ainda estou jogando e posso lhe dizer que o jogo vai ficando cada vez melhor!

    Graficamente o jogo é um espetáculo para os olhos, se levarmos em consideração a plataforma. Illusion of Gaia, já contava com gráficos muito bonitos e bem definidos, mas Terranigma da um passo à frente, figurando entre um dos melhores gráficos do SNES, em minha opinião! A trilha sonora é outro espetáculo à parte. Como no jogo visitamos diversas áreas do planeta e mais para frente, conhecemos varias culturas mundo a fora, a trilha sonora é bem variada e sortida, colocando o jogador realmente no clima do jogo! Rola até um sambinha em Liotto (que é baseada na cidade do Rio de Janeiro), vê se pode!

    Terranigma tem se mostrado uma grata surpresa à esse jogador vos fala, embora já tivesse tentado jogá-lo muitas vezes no passado, nunca o terminei. Espero que dessa vez consiga concluir essa aventura e conhecer o seu desfecho!

    Série Soul Blazer:

    Aproveitando a deixa, que tal falarmos um pouquinho sobre a saga “dosSoul Blazer? Ou melhor dizendo os “salvadores de almas” ou “guiadores de almas” como vocês preferir.

    Tudo começou em 1992, com o lançamento de Soul Blazer, desenvolvido pela Quintet e distribuído pela Enix para o Super Nintedo. Aqui devemos guiar um jovem que tem a missão de libertar as almas aprisionadas por um demônio conhecido como Deathtoll. A aventura se desenvolve em pequenas partes e conforme as almas vão sendo libertadas, uma cidade começa a se desenvolver. E sendo assim, nosso herói terá que passar por vários desafios, dungeons enormes e resolver alguns quebra cabeças, afim de continuar avançando e a libertar mais almas. Apesar de antigo, o jogo conta com bons gráficos e uma jogabilidade simples e direta. O que o torna até certo ponto viciante!

    Illusion of Gaia:

    Enquanto que no jogo anterior era tudo muito simples e direto, Illusion of Gaia, ou Illusion of Time (na Europa) representa uma imensa evolução em relação ao seu irmão mais mais velho. O principal destaque desta sequência é a jogabilidade mais ampla e refinada, assim como uma trama bem mais trabalhada. Aqui controlamos Will, filho de arqueólogos que desapareceram misteriosamente durante uma expedição na Tower of Babel, e foram dados como mortos.

    Cabe agora ao jovem órfão Will, explorar um vasto e misterioso mundo ameaçado por uma força sobrenatural. Passando por localizações reais, como A Grande Muralha da China, Pirâmides, ruínas de civilizações perdidas, além de contar com o apoio de seus amigos e algumas ajudinhas “extras”, para assim entender melhor o mundo a sua volta e a solucionar o misterioso desaparecimento de seus pais, e óbvio salvar o mundo!

    Illusion of Gaia foi lançado em 1994, e ao menos até agora é o meu favorito dessa saga. Eu até tenho o cartucho original com a caixa, que dei a incrível sorte de arrematar em um leilão por “apenas” 90 Reais, mais o frete. Um verdadeiro achado e muita sorte conseguir isso.

    Terranigma

    Platform: SNES
    541 Players
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      ryou · 6 months ago · 2 pontos

      Ora ora, você de volta aqui!

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  • 2019-12-20 22:29:55 -0200 Thumb picture

    Wild Arms completa 23 anos!

    Preparem os assovios, pois no dia 20/12/1996, a exatos 23 anos atrás era lançado esse clássico perdido na vasta biblioteca do PlayStation One no Japão

    Passando-se no mundo fantasioso de Filgaia, Wild Arms conta as aventuras de um bando de aventureiros chamados Dream Chasers que percorrem o mundo em busca de emoção e fortuna. Aqui, o jogador assume o controle de um garoto chamado Rudy, que tem a capacidade de operar armas poderosíssimas chamadas "Ancient Relic Machines" (ARMs), resquícios tecnológicos de uma civilização passada esquecida, que se assemelham bastante a armas de fogo. Junto com seus companheiros Jack e Cecilia, o grupo deve usar suas respectivas habilidades para navegar por terras distantes e masmorras quase sem fim de Filgaia e impedir que uma ameaça sobrenatural reviva seu líder perdido e destrua o mundo.

    Wild ARMs

    Platform: Playstation
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      onai_onai · almost 3 years ago · 2 pontos

      Umas das apresentações mais legais do PLaystation!

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  • 2016-08-26 17:42:39 -0300 Thumb picture

    Alive A Live

    「ÓDIO! Um sentimento capaz de transcender o tempo e o espaço…」

    Esta talvez seja a melhor palavra para descrever a essência desse jogo (não meus amigos, isso não quer dizer que eu sinta ódio do coitado do jogo). Apenas joguem e vocês vão entender o motivo de eu ter iniciado esse paragrafo utilizando esse substantivo e o quão importante e destrutivo pode vir a ser esse sentimento.

    Live A Live foi lançado apenas no Japão para o Super Famicom em 1994, desenvolvido e distribuído pelas mãos da antiga e “saudosa” SquareSoft (atual Square-Enix) e traduzido muitos anos depois por fãs, para o inglês através da nossa querida Aeon Genesis

    Live A Live é mais uma daquelas pérolas obscuras que quase ninguém conheceu ou sequer ouviu falar, seja por ter sido ofuscado por outros grandes títulos da empresa lançados na mesma época ou pela restrição territorial. O que é uma pena já que o jogo é incrível e muito diferente dos RPGs convencionais até então.

    O jogo se divide em várias mini sagas, cada uma delas se passando em uma era diferente, trazendo personagens e temática distinta para cada uma delas. Você irá explorar um passado remoto como a pré-história, Japão feudal, a boa e velha temática "Western" dos filmes de Cowboy e até mesmo um futuro distante (clara referencia a obra de ficção cientifica: 2001: A Space Odissey). Nem mesmo a saga de jogos de luta Street Fighter deixou de ser homenageada pelo jogo.

    É possível escolher a ordem e o capítulo em si a ser jogado, selecionando um dentre os sete protagonistas disponíveis. Após terminar um capitulo, basta selecionar outro e começar uma nova aventura, COMPLETAMENTE diferente da anterior. E isso é o mais legal desse jogo! Apesar de você não entender nada à principio pois nenhuma das histórias inicialmente parecem ter conexão uma com as outras. O que te da impressão de estar jogando um jogo totalmente diferente; se não fossem mantidas as mesmas estruturas de menu e mecânicas do sistema de batalhas, bem legal por sinal. Lembrando muito os RPGs táticos e altamente estratégico.

    Apenas após completar os sete capítulos iniciais é que as coisas começam a fazer mais sentido, mas ainda assim o jogo guarda o melhor para o final além de uma surpresinha extra que amarra lindamente a intrincada trama e tudo de fato se conecta, o que é óbvio não vou contar aqui!

    Graficamente o jogo é bem simples e chega a lembrar Final Fantasy V tanto nos sprites dos personagens quanto ao acabamento dos cenários. Não chega a ser lindo, mas está muito longe de ser feio.

    Quanto a trilha sonora ela é boa e envolve o jogador na aventura cumprindo bem o seu papel! Porém não me vem a mente nenhuma faixa realmente memorável, sabe!? Aquelas que grudam na cabeça e lhe vem a mente toda vez que se ouve falar do jogo, o que também não chega a ser um defeito grave. Vamos lembrar que “estamos” em 1994, ano do lendário Final Fantasy VI… então já viu né!?

    Eu tive o prazer de zerar esse game alguns anos atras ao lado de minha (hoje ex-namorada) que também acompanhou toda a história e ficou surpresa com a maneira que tudo é amarrado ao final da trama. O único arrependimento que eu tenho é de fato não tê-lo jogado antes. Pois apesar da estrutura simples e uma temática de “viagem no tempo” o jogo não bebe nem um pouco dos clichês do gênero, contando com uma originalidade absurda para sua época.  Além de uma dificuldade um tanto quanto acima da média, tendo em mente todos esses fatores e também o ano de lançamento, chega a ficar até meio obvio do porque do jogo nunca ter sido lançado fora do Japão, talvez Live A Live em 1994 fosse um pouco demais para a maioria dos jogadores ocidentais, isso obvio na mentalidade dos executivos da Squaresoft!

    Se você que é fã do gênero e nunca jogou, vale a pena dedicar algumas horas de seu tempo nesse fantástico RPG. Live a Live foi um dos jogos mais originais em que eu já tive o prazer de jogar!

    ► Matéria by Richer Belmont (ou SOMA como preferir)

    Live A Live

    Platform: SNES
    175 Players
    31 Check-ins

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  • 2016-08-25 23:05:11 -0300 Thumb picture

    Dual Orb II

    Quem nunca ouviu falar sobre Chrono Trigger ou Final Fantasy? Ou quem sabe Dragon Quest, Ys? Grandia? Mas, e se nos aprofundarmos um pouco mais nesse mar de RPGs o que iríamos encontrar?

    Bem, é o que vamos descobrir aqui nessa nova série de posts especiais. Nossos mergulhadores irão se aprofundar até os confins do oceano deste mundo maravilhoso que tanto nos encanta desde dos meados dos anos 80 e quem sabe até desbravar por completo várias dessas joias raras encontradas, que por algum motivo ou outro nunca emergiram na “superfície” maistream do gênero!

    Mas já adianto que tudo não vai dar! Pois a lista é imensa, mas faremos o possível para trazer até vocês as pérolas escondidas de forma mais detalhada e ilustrada possível!

    Vale lembrar que esse trabalho nunca seria possível se não fosse a dedicação e o empenho de diversos grupos de tradutores, que em idos dos anos 2000 e até hoje, fazem a festa e a alegria dos fãs do estilo, sempre trazendo uma outra dessas jóais já devidamente lapidada em um idioma que possamos compreender plenamente!

    RPGs perdidos no Japão ou que quase ninguém conhece!

    Pra começar, vamos falar de um jogo que é pouco conhecido por nós, meros ocidentais que não tivemos a sorte de nascer no arquipélago japonês (ao menos quando se trata de jogos), porém foi uma das mais gratas surpresas que um RPG gamer pode descobrir, graças ao advento da emulação e do romhacking: Dual Orb 2 do Super Famicom (para quem não sabe, o Super Nintendo Japonês)

    Dual Orb II

    Lançado em 1994 pela I’MAX e distrubuído pela propria Nintendo na terra do Sol Nascente, o jogo conta com gráficos e sprites bélissmos para a época e a plataforma, quebrando o paradigma de que só a até então SquareSoft e Enix – e posteriormente também a Tri-Ace sabiam como levar a plataforma ao limite de sua paleta de cores em se tratando de RPGs.

    Dual Orb 2, pode ser um RPG simples e arcaico mas que possui todas as características que estamos acostumados nos RPGs de grande renome, como Final Fantasy, Chrono Trigger e Dragon Quest! Não que isso seja um defeito! De forma alguma, isso somente facilita a interação do jogador com o jogo.

    Ao começar o jogo, você assistirá a uma breve animação animação (não, nada de CGs pré rendirazadas, é tudo pixel mesmo, vamos lembrar que ainda estamos no Super Nintendo). Nela você verá dois jovens salvam a humanidade de um dragão através do Orb! E mais nenhum detalhe é revelado. Alguns séculos depois o High Priest do reino de Garade encontra um bebê abandonado na neve, em uma cadeia de montanhas proxima a região. Ele por sua vez leva o bebê até ao castelo aonde o rei decide adotálo e tomálo como um morador real criado pelo sacerdote.

    O muleque então cresce ao lado de Lagnus o herdeiro de Garade, que é um tanto obcecado por aventuras e poder. Quando ambos atingem quase a fase adulta, uma nova ameaça surge no mundo! Uma ameaça do passado… E é ai que nosso jogo realmente começa!

    Seguindo este contexto você, Lagnus e várias outras companhia partem nesta incrível jornada onde seu objetivo principal é deter o reino de Kardosa que almeja destruir o mundo (pra variar, o mundo dos RPGs realmente devem ser lugarem bem inóspitos para se viver, pois sempre tem alguém querendo destruí-los) com sua tecnologia avançada guiado pelo professor Hardwick! Para evitar isso somente reunindo as três Gemas e invocando o Orb, para impedir o fim da humanidade!

    A jogabilidade do game é realmente simples e eficaz! Basicamente você irá mover-se e explorar o ambiente, o que não será tarefa árdua para qualquer jogador inciante. Basta andar de lá para cá, examinar algumas estantes em busca de itens e falar com todo mundo diversas vezes (básico em qualquer RPG, examine tudo, fale com todos e lute bastante).

    Quanto as armas há algo realmente de inovador aqui (ao menos para sua época!) O Blacksmith, o ferreiro aonde é possível pagar para dar um “empurrãozinho” em suas arma e torná-la cada vez mais eficiente, até que se torne poderosa o bastante para os desafios que hão de surgir! Toda arma tem 20 níveis de força, contando o zero e esquecendo das amaldiçoadas que têm o -1! Inicialmente o preço é 200, depois 400, depois 800 e assim progressivamente, pouquinho né? Mas dependendo da arma no final cada upgrade poderá custar cerca de 100.000 Gold! Uma verdadeira facada no peito! Isso é legal por um lado, pois não tem que comprar a cada cidade nova novos equipamentos, porém é ruim porque muitas vezes você consegue uma espada e apesar dela estar mais fraca quando consegui-la, após ser evoluída poderá se tornar muito mais forte que uma Long Sword inicial, ou até mesmo se tornar uma arma bem acima da média!

    Na parte sonora o jogo deixa um pouquinho a desejar, apesar de conter algumas faixas até que divertidas e coerentes, ao menos eu não me lembro de nenhuma musica realmente memorável de sua trilha sonora, apesar de nunca ter terminado o jogo propriamente dito! Talvez esteja mais do que na hora de dar aquela jogadinha esperta e conduzi-lo até o seu desfecho, o que acham?

    Perdidos no Japão é uma série especial, aonde iremos abordar a maioria dos J-RPGs que nunca foram lançados oficialmente no ocidente, mas que tiveram sua devida localização realizada por fãs, fica aqui uma homenagem aos romhackings, que por muitos e muitos anos, dedicaram boa parte de seu tempo e esforços, para trazer a nós ocidentais verdadeira pérolas do arquipélago japonês!

    ► Matéria by Richeter Belmont

    Dual Orb II

    Platform: SNES
    37 Players

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      santz · about 6 years ago · 2 pontos

      Esse jogo é bacaninha, mas tem 2 partes nele que são uma desgraça: o maldito puzzle do navio com os barris. E a pior de todas, o chefe numa caverna lá, difícil pra poha!

      8 replies
  • richterbelmont Ricardo Henrique
    2016-08-24 19:27:37 -0300 Thumb picture
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    richterbelmont checked-in to:
    Post by richterbelmont: <p>Após a longa jornada de Terranigma, um joguinho
    Aladdin

    Platform: SNES
    12866 Players
    69 Check-ins

    Após a longa jornada de Terranigma, um joguinho rápido e descompromissado pra relaxar, enquanto penso em qual outro RPG vou adentrar!

    Nem de longe foi um dos meus melhores gameplays, eu lembro que quando eu tinha meus 12/13 anos eu jogava isso direto e conseguia zerar sem praticamente morrer nem uma vida e pegar quase ou todas as esmeraldas. Mas hoje em dia... estou muito enferrujado!

    Saudades dessa época, dessa parceria da CAPCOM com a Disney que nos rendeu bons frutos gamísticos!

    5
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      nettoz · about 6 years ago · 2 pontos

      Esse jogo era/é muito bom. Nunca cheguei a zerar, porque jogava na casa de um amigo kkkk

      1 reply
  • 2016-08-22 15:31:01 -0300 Thumb picture

    Star Ocean 2 - The Second Story

    Aventura épica em um Oceano de Estralas!

    O planeta Expel, um mundo exuberante no qual a beleza de seu ecossistema pode ser encontrada aonde quer que você esteja. Porém tudo isso mudou após a queda de um meteorito há três meses atrás. O que antes era um belíssimo lugar, com rios de água cristalina e ar tão puro que nós terráqueos jamais iremos ter o privilégio de respirar, começou a ser invadido por monstros e criaturas estranhas, enquanto que fatos desconhecidos começavam a ocorrer em todo o planeta.

    A população de Expel denominou o meteorito como “Sorcery Globe” e atribuiu a ele a culpa do caos que o planeta estava passando. Porém nem tudo estava perdido, segundo uma lenda que corria entre os moradores locais de Expel, um guerreiro vestindo roupas estranhas e sua “espada de luz” viria de outro mundo para salvá-los, sendo assim a única esperança deste povo, se tornando o herói da profecia!

    E assim se tem início a Saga de Star Ocean – The Second Story. Um ótimo trabalho para o PlayStation, diga-se de passagem, com um enredo envolvente e personagens super cativantes e carismáticos. Com gráficos que utilizam eficazmente todos os recursos que a plataforma tem a oferecer.

    O jogo possuí dois personagens principais, Rena Lanford e Claude Kenni (filho do lendário piloto da Calnus: Ronixis J. Kenni e um dos heróis do primeiro Star Ocean). Assim que iniciamos um novo jogo, você deve escolher qual dos dois será o seu personagem principal. Esta escolha muda o jogo em dois fatores: se você escolhe Rena você irá ver a história dela e os fatos irão ocorrer sob sua perspectiva, o mesmo acontece com Claude Kenni. Há também uma pequena mudança quanto aos personagens que você irá encontrar durante a sua jornada. Ao total o jogo possui 12 personagens diferentes, sendo que um deles (Leon) só ira entrar permanentemente para o grupo na história de Claude, enquanto Dias Flac apenas na história de Rena.

    O grupo comporta apenas 8 personagens, desses oito, apenas quatro são utilizados em batalhas. Sendo que entre eles existem algumas divergências, a ponto de que se escolher um terá que abrir mão de outro; dessa maneira você nunca chegará ao ponto de ter os oito personagens em seu grupo e encontrar mais um que queira entrar para sua equipe. Isso ocorre com Opera e Ashton, no qual um não vai entrar se o outro já estiver. O mesmo também ocorre com Bowman e Precis, e Ernest só entra para o grupo se Opera já estiver. Dessa maneira para conseguir jogar com todos os personagens possíveis, você teria que jogar três vezes.

    O jogo é dividido em dois CD’s, que pode-se considerar como sendo dois grandes capítulos: o primeiro gira em torno de encontrar o meteorito que está causando os problemas em Expel, enquanto que no segundo ocorre os eventos seguintes e o desfecho após esse fato. Infelizmente o nível do enredo da uma caída na segunda metade em diante, mas nada que chegue de fato a denegrir a qualidade do mesmo. O jogo possui algumas cenas em CGIs pré renderizadas que até são muito bem feitas (para a época), mesclando traços de anime/mangá para os personagens principais e cenários gerados através de modelagem 3D, coisas da época…

    Os cenários são todos pré renderizados (como a maioria dos jogos da plataforma) e muito rico em detalhes: a água, por exemplo, é tão bem feita que até o reflexo dos personagens foi reproduzido (algo que era praxe nos jogos da Tri Ace), o que deixava tudo com um ar mais realista e interessante. Mas infelizmente não são em todos os momentos o cenário mostra uma beleza exuberante, existem sim áreas ao ar livre que são muito bonitas e detalhadas, enquanto outras nem tanto. Já os interiores, muitos deles parecem terem sidos modelados às pressa e é possível notar até mesmo texturas padrão que vinham com o 3D Studio MAX na época.

    A beleza de Expel é retratada nos belíssimos gráficos pre renderizados!

    Os personagens, apesar de serem sprites 2D, também foram muito bem trabalhados e animados para que não ficassem feio, e no final tudo se encaixa perfeitamente formando um belo conjunto na obra como um todo. As música também não ficam para trás! O estilo de game music já consagrado pelo lendário Motoi Sakuraba, se faz presente em todos os momentos, cheio de efeitos sonoros e detalhes em todos os aspectos, possuindo vozes para muitas falas do jogo, seja usando um item, uma magia ou uma técnica de espada. Afinal, vocês esperavam o que? Se no Super Nintendo a Tri Ace já tirava leite da pedra com samplers de voz nos cartuchos de Tales of Phantasia e no primeiro Star Ocean, no PlayStation com toda a liberdade da mídia CD e um hardware superior que eles não iria relaxar e fazer feio! E de fato, não fez mesmo!

    Algo bem interessante no jogo também são as “Private Actions”, ou seja, ações privadas de cada personagem, mas o que é isso? Nada mais é de que a interação dos personagens com o cenário e entre eles mesmos.

    Reflexo dos personagens na água, característica da Tri Ace!

    Quando você possui mais de um personagem no grupo e for entrar em uma cidade, existem duas formas: 1. entrar todo mundo junto (o comum, utilizado em todos os jogos de RPG), 2. Apertando “quadrado” no controle do seu Playstation. Dessa forma o grupo irá dividir-se pela cidade, cada um irá para um local que o mais o agradar, e dessa forma você ficará apenas com o personagem que escolheu no inicio seja Rena ou Claude. Mas e agora? No que isso interfere na história principal? Bem algumas “private actions” são apenas para enriquecer o jogo em mais detalhes, pois nelas você acaba conhecendo um pouco mais dos personagens de seu grupo, mas outras são realmente importantes para o bom andamento do jogo, seja para conseguir informações, seja para conseguir itens ou até mesmo um novo personagem, ou quem sabe até um final um pouco diferente, dependendo do nível de sua afeição para com tal personagem. Tudo pode acontecer, pois você vai estar interagindo.

    Falando em finais, há algo bem interessante a se falar: o jogo possui 86/87 finais possíveis, (isso mesmo! Ok, que na maioria são apenas variações que mudam um dialogo ou outro, ou uma ou outra cena diferente), mas isso vai depender de suas escolhas, suas ações e o relacionamento dos personagens com os demais demais membros do grupo. Dessa forma o jogo dá ao jogador um bom motivo para se jogar de novo, pois com tantas possibilidades de finais, personagens e “private actions”, fica impossível de se ver tudo durante uma unica jogatina. Do mesmo modo que é possível terminar o jogo com 08 personagens é possível terminar o jogo com apenas os principais, recusando todo os outros que aparecer. Claro que dessa forma irá dificultar e muito.

    Quebrando limites:

    Outra coisa que difere Star Ocean de vários outros RPG é o nível alcançado pelos personagens, fugindo a regra de que o nível máximo tem que ser 99 ou 100, como na maioria. Aqui é possível evoluir até o nível 255, mas para isso meu jovem, você terá que ralar muito! Mas bota muito nisso, além de ter várias e várias horas de jogo e uma paciência de Jó, para ficar lutando por horas e horas a fio.

    A cada nível ganho, além de aumentar seus atributos e ganhar habilidades e poderes especiais, você também ganha alguns pontos chamados de “Skill Points” ou em bom português, pontos de perícia ou pró-eficiência, pois no decorrer do jogo você poderá “comprar” algumas habilidades que te ensinam automaticamente certas perícias. Tais habilidade variam desde pintar, passando por cozinhar, tocar algum instrumento e até a roubar, essa ultima pode lhe render bons itens, dependendo de quantos pontos você você dedicar à elas. Isso deixa o jogo bem mais interessante, pois existem diversos tipos de itens que variam desde comida a até armas poderosíssimas, que podem ser criadas a partir de uma habilidade adequada. Mas não se preocupe, o jogo não impõe a utilização dessas perícias como um fator importante para o bom desenvolvimento do jogo. Alias, é possivelmente concluir-lo sem sequer dar atenção à essas opções, mas não deixa de ser um extra a mais que no final pode lhe render bons frutos.

    O sistema de batalhas é super dinâmico e interativo!

    Agora vamos adentrar os combates de Star Ocean 2, que foi muito bem elaborado e é totalmente interativo. Mas antes me deixe falar um pouco sobre os tipos de técnicas utilizadas, existem dois tipos: as magias e as técnicas comuns, sejam elas com armas ou técnicas com qualquer outra coisa, a diferença é que se tratando de magias você as usa normalmente no menu correspondente, escolhendo a que quer utilizar e pronto! Quanto as técnicas, você escolhe apenas duas por vez, colocando cada uma em um botão que a ativa durante a batalha, sendo assim você apenas usa duas técnicas por vez, e se quiser usar outra diferente terá que ir ao menu e mudar. Não há como alterar isso, cada personagens já vem definido e quem usa um modo sempre usará esse modo e ponto.

    Outro detalhe é que enquanto nas dungeons e nas cidades os gráficos são pré renderizados, durante as batalhas temos um cenário totalmente poligonal! Com direito a rotação de câmera e zoom!

    Durante as batalhas os cenários ficam totalmente em 3D, com direito a rotação de câmera e zoom! É ou não é uma fofura?

    Outro fator interessante nas magias/técnicas é a “proficiency” ou capacidade, em termos de jogo quanto mais você usar uma magia/técnica mais hábil nela você ficará, e dessa forma ela ficará mais forte. Agora vamos ao sistema de batalha, quando você começa o jogo você tem a opção de escolher se quer ativo, semi-ativo ou padrão, isso influi pelo seguinte fato: o sistema de batalhas é todo interativo, todos podem andar e mover-se livremente, tanto inimigos como aliados. Você não fica em um lugar e os inimigos em outro, dessa maneira a luta fica mais real e interativa, pois não basta apenas selecionar uma opção no menu, e seu personagem atacar e o inimigo levar dano do nada! Se você atacar pode errar o golpe por que o inimigo é mais rápido e desviou, ou se defendeu anulando o golpe. Os modos que você escolhe no inicio modifica o sistema de batalhas deixando ele mais interativo ou não.

    Eu por exemplo, prefiro interativo, pois deixa as lutas mais realista e emocionante, além de requerer um pouco, mesmo que minima habilidade com os controles, como em um action RPG mesmo. Mas não para por aí a interatividade nas batalhas não, o cenário mais vez tem seu espaço, pois o cenário também atua nas batalhas, como? Por exemplo, se estivermos lutando em uma caverna a a mesma tiver aqueles carrinhos sob trilhos, às vezes eles passam pelo cenário de batalhas e se você estiver no caminho será atropelado! Mas calma, que os inimigos também sofrem o mesmo se ficarem na frente. Durante as batalhas você pode escolher controlar apenas um personagem ou ficar trocando entre os demais, dos oito possíveis, apenas quatro batalham por vez, como já foi dito no inicio. No menu principal você tanto pode escolher quem será o líder, ou seja quem vai ser o personagem que você ira controlar no campo de batalhas, enquanto os outros são controlados pela IA. Mas você pode mudar a hora que quiser de líder, outra coisa é o posicionamento do grupo que pode ser alterado, isso é a forma como o grupo vai ficar alinhado durante batalha, que pode ser todo mundo formando uma linha, ou os dois personagens mais fortes e com maior defesa na frente, enquanto os outros ficam de suporte na retaguarda, enfim, é você quem escolher a melhor estratégia para os personagens que tem.

    Star Ocean é um jogo cheio de detalhes até no menu de status, aonde existem muitos dados dos personagens, como uma foto e peculiaridades de cada um, por exemplo: comida preferida ou talentos próprios. Que podem ir sendo alterados com o decorrer do jogo. Você pode descobrir quem gostam mais de um determinado tipo tipo de comida ou descobrir novos talentos que não sabia que tinha até serem usados.

    Para encerrar, Star Ocean 2 também recebeu um port para o PSP em abril de 2008 no Japão, sob o título de Star Ocean Second Evolution, sendo lançado no ocidente em janeiro de 2009. O jogo trata-se de uma versão um pouco mais polida e aprimorada do que o original do PSX, contando com novas animações e uma nova intro. Além de avatares dos personagens totalmente redesenhados durante os diálogos mais importantes.

    A versão do PSP conta com vozes na maioria dos diálogos e avatares dos personagens para aproveitar melhor o espaço da tela!

    Graficamente o jogo é basicamente o mesmo adaptado para o formato da tela do PSP, ao contrário do remake do primeiro Star Ocean lançado para o Super Nintendo em 1996, que foi refeito do zero encima desta mesma engine. Fora isso o jogo conta com um personagem a mais e em consequência disso novas “private actions”, e mais variações de finais além de algumas melhorias nos diálogos que agora são quase todos dublados, sendo hoje a versão definitiva desse jogo, não que a versão original do PlayStation tenha ficado defasada, mas querendo ou não é a versão mais completa!

    Então aqui eu me despeço, deixando vocês com água na boca para jogarem esse jogo. Star Ocean 2 é um jogo cheio de segredos e bem feito, mesmo levando em conta alguns deslizes e limitações da época. Considerado por muitos e por mim como o melhor da série (ainda não joguei o 5). Star Ocean 2 é um jogo que deve ser degustado e apreciado aos poucos. E para quem quiser descobrir todos os segredos e ver 100% da história, se preparem para jogar e jogar várias vez e evoluir seu personagem até o nível máximo, só assim você irá conseguir… ops… essa fica para uma próxima vez!

    ► Matéria por Richter Belmont

    Star Ocean: The Second Story

    Platform: Playstation
    520 Players
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      santz · about 6 years ago · 2 pontos

      Zerei o primeiro, já já passo para esse ai.

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      wcleyton · over 4 years ago · 1 ponto

      precisa jogar algum jogo anterior para entender a história desse?

  • 2016-08-21 16:47:50 -0300 Thumb picture

    Emular é Preciso!

    Um texto sobre emulação e nostalgia! Afinal, a emulação é um mal necessário?

    ► Matéria por Richter Belmont

    Antes de abordarmos esse tema até certo ponto polêmico, é preciso ter em mente algumas coisas:

    Quando se passa da casa dos vinte, vinte e poucos anos de idade automaticamente você começa a reconhecer ou exaltar pequenas coisas, no qual outrora fizeram ou ainda fazem parte de seu cotidiano. Seja um filme – sabe aquele que você assistiu pela primeira vez ao lado de sua namorada? Uma música e até mesmo um bom livro ou uma história em quadrinhos. E por que não um jogo?

    Essas memorias estão marcadas e ficaram “belas” em nossa mente, refletindo um sentimento de carinho imenso para com algo, alguém ou a algum determinado momento – aquele grande momento, que tanto marcou e agora faz parte de nossa infância! E sendo assim passamos a consumir ou exaltar essas “pequenas” coisas, para que esse “grande momento” não desapareça, ou fique ofuscado assim preservando a memória de nossas vidas.

    E sendo assim, fazemos a festa dos vendedores dos sites de leilões e ambulantes das famosas feiras de velharias, como a da Praça XV por exemplo.

    Minha namorada, assim como alguns parentes acho que nunca entenderam o real motivo de eu gastar tanto dinheiro com essas coisas.

    Um Super Nintendo, um Mega Drive aqui, um Master System acolá – Aquela sensação motivada ao convite de passar horas e horas na barra de rolagem de algum site de leilão, procurando aquele controle original ou até mesmo AQUELE cartucho já amarelado de algum jogo que tanto marcou nossa infância, e ouso dizer que até formou nosso caráter.

    Sim, o caráter! Embargado por aquela bela dose de ansiedade esperando religiosamente o carteiro passar e bater em tua casa. Todas essas coisas que só um vídeo game – um console de vídeo game pode proporcionar.

    Mas afinal, o que tudo isso tem haver com emulação?

    Simples! Isso se chama saudosismo. E no caso dos consoles a emulação está diretamente ligada a esse sentimento.

    Ouve um tempo em que tudo o que tínhamos era um único cartucho – aquele que vinha de “brinde” com o próprio console. Comprar outro era praticamente fora de cogitação. Os jogos eram bem caros – sim, vídeo games sempre foram caros! E naquela época era ainda mais complicado. A gente tinha que se virar como podia. Seja locando dois ou três jogos na locadora da esquina para só entregar na segunda feira, ou na base do rolo mesmo. Emprestando ou trocando as fitas com os coleguinhas.

    *** Infelizmente esse não é o scan da revista original na qual eu vi a matéria. Mas foi a imagem mais próxima que eu consegui achar na internet! ***

    Mas sempre houveram aqueles jogos que víamos nas revistas que nunca acabávamos encontrando para jogar. E ficávamos só na vontade mesmo. É, fazer o que! Eram outros tempos.

    Ainda mais no meu caso, enquanto a molecada se esbaldava com Super Star Soccer, Street Fighter II e Mortal Kombat, eu queria mesmo era jogar Chrono Trigger e Final Fantasy! Não que eu não gostasse dos jogos citados, mas nunca fui bom em jogos de luta. Eu até arriscava uma ou outra partida, mas sempre levava uma surra épica até mesmo para a máquina! E futebol nunca foi meu esporte favorito mesmo.

    Isso sem falar dos outros consoles. Naquele tempo, isso em meados dos anos 90, ter mais de um vídeo game era coisa de rico e um sonho para poucos. Então o que fazer? Como jogar ou ter acesso aqueles jogos que enchiam os nossos olhos em páginas bem ilustradas das revistas de games?

    Como jogar aquele clássico obscuro que SÓ saiu para aquele console pouco conhecido no Japão?


    *** O PC Engine, esse console foi pouco conhecido no ocidente. Muitos só o conheceram através da emulação. Uma pena, pois esse console esconde muita coisa boa em sua biblioteca! ***

    Eu lembro perfeitamente até hoje quando vi pela primeira vez uma matéria sobre Chrono Trigger numa revista, e nela simplesmente dizia: “O melhor RPG já lançado para o Super Nintendo”, ou algo assim. Nem preciso dizer o quão louco fiquei para ver e jogar aquele jogo. Eu já tinha um Super NES, só precisava arranjar o cartucho! Mas isso já é outra história.

    Eu ficava imaginando se algum dia eu poderia ter acesso a todos aqueles jogos que eu via – Será que algum dia poderei comprá-los?

    Mas quem iria imaginar que algum tempo depois, todo esse acervo estaria a distância de um click do mouse!?

    Ok que não seria a mesma coisa, emulação é pirataria e sendo assim é um crime. Crime esse que todos os gamers da década de 80/90 e até mais atuais cometeram!

    A ideia a princípio era a de preservar, mantendo uma cópia de segurança extraída do próprio cartucho original, caso o mesmo visse a quebrar ou deixasse de funcionar. A mídia, conhecida como ROM era extraída do chip através de um acessório conectado ao vídeo game e armazenada em um disquete. Sendo possível executa-lo no próprio console, através desse acessório. Era uma espécie de “flashcart” rudimentar da época.

    *** Esse “tumor” era acoplado ao Super Nintendo, permitindo assim a fazer os dumps dos jogos e rodá-los sem a necessidade de um cartucho! Obviamente existiam outros modelos e variações para os outros consoles! ***

    A Primeira "emulada" a gente nunca esquece:

    Era o ano de 1998/1999 (não lembro bem ao certo), eu tinha um Sega Saturn e já me arrependia amargamente de ter vendido meu Super Nintendo. Não que o Saturn fosse ruim, mas ele não era nada popular. Seus jogos eram escassos, haviam pouquíssimas locadoras que possuíam um bom acervo do mesmo. Naquela época a internet não era nem a sombra do que é hoje e eu sequer tinha acesso a mesma. Aliás, nem computador eu tinha ainda.

    Sempre que eu queria jogar alguma coisa diferente tinha que ir até os limites da cidade com o meu pai, para locar, na ÚNICA locadora da cidade que ainda mantinha um certo acervo de jogos para o Saturn, e assim mesmo eram bem poucos em comparação com os jogos de PlayStation.

    E ainda por cima tinha que ir o caminho todo ouvindo meu pai reclamar de ter que ir tão longe e depois tomar uma bronca da minha mãe por ter sido tão afobado e ansioso e comprado esse console.

    *** Esse carinha aqui já foi bem caro antigamente. E só fui conseguir um quando comecei a colecionar. Esse aqui eu ganhei de um colega de trabalho. Tava no lixo o coitado e agora já até zerei Final Fantasy VII nele! ***

    Pois na época o vídeo game que eu queria mesmo era o PlayStation, porém ele não era nem um pouco acessível. – Sabe como é, cidade pequena do interior de São Paulo. As lojas que tinham eram lojinhas de importado e o preço não era nem um pouco convidativo. E ainda por cima eles não parcelavam, ou no máximo poderiam fazer em três ou quatro parcelas com entrada.

    Não era um valor que meu pai poderia pagar, não sem ter que mexer com o orçamento de toda a casa. Nessa época ele já era aposentando e as coisas já não eram tão fáceis assim. Sem falar que ele sempre vinha com o bordão de que eu já estava crescendo e que logo esqueceria esse negócio de vídeo games. Ledo engano!

    Foi então que eu vi numa revista uma página falando sobre o Sega Saturn, e nela listava alguns dos jogos para mesmo. Então dentre vários títulos como Siberia, Sonic, Panzer Dragoon, House of Dead, estava lá: Resident Evil, o primeirão!

    Como Resident Evil e Final Fantasy VII era um dos principais motivos de eu querer tanto o console da Sony, pensei: – Porque não? Se tem Resident, provavelmente deve ter Final Fantasy VII também! É, naquela época eu não manjava nada mesmo de exclusividades… e nem sequer do console – Era desespero mesmo! Tanto que eu pensava que aquela entrada de expansão fosse para colocar um cartucho de Mega Drive – Finalmente poderia jogar Phantasy Star, pensei!

    Como o Saturn era bem mais acessível de se comprar, afinal estava nas grandes lojas e poderia ser parcelado em várias vezes, consegui convencer o meu pai a compra-lo para mim. Vendendo o Super Nintendo e usando o dinheiro como parte do pagamento. Ah, como eu me arrependo disso, viu!

    Mas isso ficará para outro post…

    Já com o Saturn em mãos, não demorou até que aquela vontade de jogar Super Nintendo de novo batesse a porta, seja pela falta de jogos ou puro saudosismo mesmo. Porém já não o tinha mais, nem o console, muito menos os cartuchos. E pedi-lo de volta era fora de cogitação!

    Foi aí então que conheci a emulação através de um colega de escola. Como na época eu já havia jogado e zerado Chrono Trigger várias vezes, ele sempre vinha me pedir algumas dicas, uma delas que eu me lembro era de como derrotar o Magus. Após esclarecer as suas dúvidas, perguntei se ele havia ganhado um Super Nintendo, pois até então eu sabia que ele não tinha consoles!

    E advinha qual foi a sua resposta? – Não! Estou jogando no computador do meu pai, com um emulador. Sim! Um emulador! Para ser mais preciso o bom e velho ZSNES, ainda numa versão para MS-DOS… parecia mágica! Nem preciso dizer o quanto aquilo explodiu a minha cabeça! Embora já soubesse mexer com computadores, eu desconhecia por completo essa possibilidade. Tanto que a princípio eu pensava ser uma versão de computador mesmo do jogo.

    Mas a euforia veio mesmo quando ele me disse que dava para jogar praticamente qualquer jogo, tanto de SNES, quanto de Mega. E até mesmo de outros consoles, incluindo Arcades. Bastava apenas ter o emulador e o disquete ou CD com as ROMs.

    *** Chrono Trigger direto da máquina do tempo, rodando em uma versão MS-DOS do ZSNES de 1999. Eu realmente tive até que instalar até uma máquina virtual com Windos 98 para rodar isso aqui. – Olha que charme! ***

    Porém eu só fui ganhar um computador algum tempo depois, praticamente um ou dois anos mais tarde. Mas como a gente era bastante chegado, cada um podia frequentar a casa do outro sem problemas. E sempre quando eu ia lá, jogava alguma coisa.

    Foi então no já “longínquo” ano de 2001 que eu ganhei meu primeiro PC!  Não sei nem como meu pai conseguiu isso, pois naquela época computadores ainda não eram algo tão acessível e normalmente quem tinha, ao menos em meu círculo, não eram máquinas novas.

    Mas compramos, ou melhor, ele! Meu pai comprou um “incrível” Celeron 600Mhz com 32 megas de memória RAM. Isso mesmo, megabytes! Você não leu errado.

    E lógico que no primeiro dia de aula daquele ano letivo, fui correndo perturbar esse colega para que me arranjasse logo todas as ROMs! Chegou em casa com alguns disquetes compactados em .ARJ e descarregou no meu HD. Mal podia acreditar! E de tanto que eu perturbei ele – e olha que eu realmente devo tê-lo torrado muito a paciência, porque sempre que queria um jogo diferente ficava pedindo em frenesi para que ele copiasse para mim.

    *** Seiken Densetsu 3, ou Secret of Mana 2. Um jogo que só fui conhecer através da emulação! ***

    Então uma vez ele me emprestou logo um CD com mais de 400 ROMs de Super Nintendo. Naquela época ainda não tinha acesso à internet, mas eu nem ligava! Minha vida já estava completa com aquele CD e se eu bem me lembro, de quebra ainda tinha uns clips do Metallica!

    Em meados desse mesmo ano, já devidamente online… minhas primeiras buscas no saudoso Cadê, advinhem?

    Video games, emuladores, rpgs antigos, emulador de PlayStation e etc...

    Nessa época meu maior objetivo na vida era encontrar algum emulador de PlayStation que realmente funcionasse em meu PC, até que um primo meu me passou um emulador chamado: Connectix Virtual Game Station, bem rudimentar e inicial, mas pude finalmente jogar e zerar Final Fantasy VII. E mais alguns outros jogos do console que desde então, estavam “entalados” na minha garganta.

    *** Esse foi o primeiro e "E UNICO" emulador de PlayStation que rodou na minha máquina naquela época" ***

    E o dia que descobri o emulador do Game Boy Advance então? Pela primeira pude acompanhar praticamente qualquer lançamento e ficar ansioso para que um jogo x ou y fosse lançado e consequentemente dumpado – e não, X e Y não foram referências a Pokémon!

    Como podem ver através desse longo e saudoso texto, minha relação com a emulação foi bastante “intima” e nostálgica. Na época eu não tinha como bancar os consoles. Meu PC mal rodava qualquer tipo de jogo. E os que tinham, não me interessavam tanto, afinal não tinha Mario, não tinha Zelda, Sonic, os RPGs japonês que eu tanto amava… ah mas tinha Quake 2 – E eu jogava viu, como eu jogava! Ao som de Brave New World, não tinha coisa melhor. – Mas deixa o Quake de lado, não estamos falando dele aqui. Em suma, foi um verdadeiro milagre ter achado um emulador de PlayStation que funcionasse, capengando, mas funcionava! E de quebra pude jogar vários outros clássicos que sempre tive vontade de conhecer, mas nunca tive oportunidade.

    Mas e hoje em dia? Emular vale a pena?

    Quanto a isso, pode variar bastante de pessoa para pessoa. Eu particularmente, sempre que possível, vou preferir jogar no console original! Por mais que hoje em dia seja possível até emular um PS3, mesmo que de maneira rudimentar, a forma como os jogos são processados e executados, sempre será uma experiência artificial, sintética! Embora há quem diga que um jogo emulado, principalmente de consoles mais “recentes”, como um PS2 por exemplo, fica muito melhor se bem configurado e otimizado. Chegando a ser comparado quase como uma versão HD do mesmo. Mas será mesmo essa a “real” experiência que o jogo pode lhe proporcionar, tirando as limitações de seu hardware original? Acho que não! Nas gerações passadas os serrilhados faziam parte de nossas vidas, e eliminá-los é quase como forçar a sua esposa a fazer uma plástica só porque ela envelheceu e hoje em dia você não a ache mais tão bonita ou atraente. Porém se formos levar em conta a diferença entre os monitores atuais e os antigos televisores CRT, isso acaba sendo muitas vezes um mal necessário. A baixa resolução e a própria arquitetura dos displays antigos acabavam fazendo com que os mesmos funcionassem como um belo filtro natural!

    *** Final Fantasy XII rodando no PCSX2 – devidamente configurado com shaders e filtros HD. Reparem como o jogo fica até parecendo uma versão remasterizada! ***

    E por mais que você tenha os devidos controles adaptados para a USB, existem outros fatores que podem comprometer a experiência plena, principalmente para os mais saudosistas e puritanos.

    Questões como gamma de cores, áudio… principalmente o áudio! Justamente devido a todas as camadas de software e hardware que o mesmo vai ter de passar até chegar em nossos ouvidos, acaba sendo o fator mais comprometido.

    Ainda mais no caso do Mega Drive, devido a sua Síntese FM, que até hoje nunca que um emulador conseguirá proporcionar toda a fidelidade daquele som “metálico” e característico, cortesia do lendário Yamaha YM2612. Coisas de quem realmente viveu a época e sabe exatamente como o jogo se comporta, com todas as suas limitações e até imperfeições no hardware original!

    Isso sem mencionar os mais diversos filtros e o famigerado “save state”, que gamer que é gamer jamais irá utilizar desse recurso! Quanto ao uso de filtros é até uma questão polemica para muitos. Mas, convenhamos que um bom scanline e bilinear é essencial, principalmente para displays mais modernos, como já foi mencionado acima. Mais do que isso, é realmente camuflar e depreciar toda a arte e beleza proporcionada pelos sprites, em sua forma mais pura e simples!

    Outro “crime” é simplesmente com o escalonamento da imagem. Nunca que um jogo originalmente concebido para rodar no formato 4:3 deve ser esticado para 16:9. Isso é uma verdadeira atrocidade e um descaso tremendo com a arte do jogo!

    *** Reparem que na imagem à direita a pobre da Alis parece que passou um bom tempo na única confeitaria de Algol! – Você sabe, aquela enfornada no fundo de uma caverna! E mesmo com a opção de “Stretch” desabilitada, essa proporção não está correta não! ***

    Apesar de possuir vários consoles em minha pequena e humilde coleção. Na maioria das vezes os jogos são caros e até certo ponto raros e difíceis de achar. Quem coleciona, sabe muito bem do que estou falando. Mesmo com os flashcarts disponíveis no mercado, os mesmos também não são lá muito baratos. Eu mesmo, fora o R4 do Nintendo DS não possuo nenhum outro por enquanto.

    Fora a própria questão de infraestrutura, embora seja perfeitamente possível manter todos os consoles ligados à TV, isso requer um certo investimento e muita dor de cabeça com os cabos. Nem vou mencionar a questão dos televisores modernos, que se você não tiver os cabos certos e até mesmo alguns BONS conversores, nem vale a pena. E não é todo mundo que possuí espaço suficiente para manter uma TV CRT – O bom e velho tubão em casa!

    Isso sem falar de títulos que ficaram exclusivos apenas no Japão. Embora eu consiga ler uma ou outra palavra em japonês, meus conhecimentos se resumem normalmente a nomenclaturas e a itens simples de menu. É impossível manter um pleno entendimento em um idioma que eu não domino!

    Nesse quesito a emulação trouxe uma outra grande vantagem que são os ROMhacking, modificações feitas na própria ROM, possibilitando por exemplo, a tradução do jogo para um idioma mais acessível, até mesmo para o português brasileiro. Inúmeros grupos de tradução surgiram em idos da década de 90 e nos anos 2000 e alguns deles estão ativos até hoje!

    Possibilitando nós, meros ocidentais a finalmente poder jogar títulos que ficaram exclusivamente na terra do sol nascente! Principalmente os RPGs japoneses, graças a isso Tales of Phantasia é um dos meus top 10 até hoje!

    Então tendo tudo isso em mente, e pesando na balança, ainda assim os emuladores são essenciais. Seja pela própria facilidade de se ter reunido em um único local todo o acervo necessário, ou até mesmo para conhecer ou relembrar um jogo que equivale o seu peso em ouro no mercado retro, a emulação se faz essencial, ao menos é claro que você tenha muito dinheiro e consiga bancar mesmo os títulos mais caros!

    Principalmente no caso dos Arcades, afinal? Quem tem espaço o suficiente para manter uma ou duas, ou até mais dessas máquinas em casa? Há quem tenha, porém, a maioria não!

    E mesmo que algumas produtoras relancem seus clássicos mais antigos em coletâneas para os consoles atuais, ainda assim na maioria das vezes se trata de uma emulação, só que uma emulação oficial, com todos os prós e os contras já citados.

    Chrono Trigger

    Platform: SNES
    14001 Players
    484 Check-ins

    8
    • Micro picture
      santz · about 6 years ago · 2 pontos

      Emulação é do bem.

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