rafaelurameshi

Pai do Murilo, esposo da Beatriz. Sou um apaixonado por videogames, que gosta de escrever e desenhar

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  • rafaelurameshi Rafael Machado Alves
    2022-03-20 19:27:50 -0300 Thumb picture
    Post by rafaelurameshi: <p>Impressão Minha – Children of Morta</p><p>#img#

    Impressão Minha – Children of Morta

    A família Bergson carrega a missão de zelar pela ordem e pela harmonia de sua terra há gerações. Sua residência fica praticamente aos pés do Monte Morta, lar de Ou: o Deus-Montanha, e sua vigília constante tem por objetivo proteger os habitantes daquele local e de outras cidades e vilarejos pelo mundo.

    Margaret, a avó Bergson e detentora de grande conhecimento místico devido aos seus anos de serviço, percebe que há algo errado com o Monte durante uma de suas vigílias. Por algum motivo a corrupção está avançando e tentando dominar tudo o que encontra em seu caminho. Este avanço se dá por uma energia sombria que faz surgir inúmeros monstros e criaturas malignas. Como defensores, os Bergson precisam agir urgentemente para descobrir o que há de errado com a Montanha e restaurar a ordem em sua terra.

    Para isso, esta família de guerreiros dispõe de conhecimentos e habilidades místicas que os possibilitam combater as hordas inimigas: runas garantem mais força ou resistência, poções recuperam sua vitalidade, sem contar as poderosas armas mágicas como a espada e o escudo de John, o pai do Bergson e filho de Margaret, que foram passados a ele pelo seu próprio pai, e o arco e flecha de Linda, a filha mais velha de John.

    O estilo de jogo de Children of Morta é bastante inspirado em jogos como Diablo e Gauntlet Legends, onde o jogador avança por um cenário em visão isométrica combatendo hordas de inimigos. Cada um dos Bergson possui um estilo de combate único, dando assim a possibilidade de escolha daquele que melhor se adequa ao jogador. Porém, existem habilidades que vão sendo evoluídas e compartilhadas entre os membros da família, e que precisam ser desbloqueadas com cada um deles, estimulando assim a experimentação de todos os Bergson.

    Conforme o jogo avança, habilidades e golpes vão sendo aprimorados através da árvore de habilidade e são muito bem-vindos pois a dificuldade do jogo vai aumentando de forma gradativa. Além disso o jogador pode encontrar aliados como o mercador, que vende runas e relíquias que causam diversos efeitos como recuperar a energia ou invocar um totem que causa danos em área, por exemplo.

    As Dungeons (calabouços ou masmorras) do jogo são geradas de modo procedural. Ou seja, o jogador vai encontrar a Dungeon 1/3 - Cavernas de Seda - com uma arquitetura diferente a cada vez que for acessá-la: caminhos, salas e baús mudam suas posições, e eventos de missões secundárias podem ou não aparecer durante a partida. Se o jogador quiser completar algumas missões secundárias, vai precisar revisitar áreas que já passou algumas vezes para que o evento aleatório específico ocorra. Contudo, isto não é um problema pois, mesmo que a dungeon não seja completada, todo o seu avanço fica registrado: a quantidade de Morv (o dinheiro do jogo) coletada, itens de missão e experiência do personagem. Desta forma, a sensação de progresso no jogo é constante e nunca causa frustração.

    É preciso ressaltar o ponto onde Children of Morta brilha: sua história, aliada a maravilhosa arte em pixels (Pixel Art), fazem a narrativa ser envolvente e cativante. Mesmo sem conseguir distinguir com precisão o rosto dos personagens, o sentimento que eles estão tentando passar ao jogador é facilmente compreendido graças à direção de arte extremamente competente. É impossível passar alguns minutos observando a casa dos Bergson, que é o hub de acesso às missões e onde upgrades são feitos, e não querer reparar em cada detalhe nos móveis dos quartos de cada um deles, na biblioteca e no quintal. Sua paleta de cores é um colírio para os olhos também.

    Mesmo com uma duração relativamente curta, o jogo apresenta um mundo rico com seu panteão próprio e o passado da família Bergson, que vão sendo apresentados gradativamente ao jogador no decorrer da aventura através de cutscenes ou pergaminhos com conteúdo em texto. O narrador deixa o jogo com ainda mais personalidade, prendendo a atenção do jogador com sua voz potente enquanto conta histórias e narra acontecimentos.

    O jogo recebeu atualizações e conteúdos adicionais (DLC). Agora é possível jogar em modo cooperativo online, o que torna o jogo ainda mais divertido. Um personagem extra foi acrescentado ao jogo e o DLC Paws & Claws, que traz um sistema de abrigo de animais na residência dos Bergson, tem toda a sua arrecadação revertida para a causa de proteção dos animais aqui no mundo real.

    Children of Morta apresenta arte e trilha sonora cheias de personalidade, gameplay viciante e uma mensagem sobre os valores familiares, que elevam o jogo ao status de obra de arte. É impossível jogá-lo sem se envolver com sua trama e sem ficar preocupado com os eventos do jogo e o destino dos personagens. Ele foi uma grande surpresa e é facilmente um dos melhores jogos lançados em 2021.

    Children of Morta

    Platform: Nintendo Switch
    14 Players
    1 Check-in

    12
  • rafaelurameshi Rafael Machado Alves
    2022-02-05 14:50:21 -0200 Thumb picture

    Impressão Minha — Luigi’s Mansion Dark Moon

    Quando eu li uma matéria na querida e extinta revista Nintendo World que falava sobre o lançamento de Luigi’s Mansion Dark Moon (LMDM), que aconteceria em 2013, eu corri atrás da primeira aventura do encanador verde caçando fantasmas no Nintendo Game Cube, pois ainda não tinha jogado (Foi uma experiência incrível, mas deixo para falar dele em outro texto). Muita coisa aconteceu desde o lançamento do jogo até o ano atual (2020), e somente agora consegui jogar a continuação daquela aventura, desta vez para o Nintendo 3DS.

    E isso foi um erro. Eu deveria ter jogado LMDM muito antes.

    Após os eventos do primeiro jogo, o Professor E. Gadd continuou com os seus estudos sobre os fantasmas e as energias sobrenaturais em seu laboratório no Vale Evershade (Evershade Valley no original), utilizando seus amigos fantasmagóricos como assistentes. Eles mantinham uma relação de amizade e cooperação até o momento em que o Rei Boo (King Boo) decide roubar a Dark Moon, a Lua Sombria que dá nome ao jogo, partindo-a em pedaços e deixando sob a guarda de alguns fantasmas mais poderosos.

    Sem alternativa, o Professor faz contato com Luigi, que está descansando tranquilamente em sua casa, e o teleporta através do Pixelador (Pixelator no original) para o laboratório. Chegando lá, nosso herói fica sabendo do ocorrido e, superando seu medo, decide ajudar o Professor a recuperar os fragmentos da Dark Moon, e a devolver a paz e a tranquilidade ao Vale Evershade.

    Diferente do primeiro jogo, que se passava em uma única mansão, LMDM conta com cinco áreas diferentes que vão sendo liberadas conforme Luigi vai recuperando os fragmentos da Lua, e todas elas são divididas em missões com objetivos específicos, conforme orientações do Professor E. Gadd. Certamente esta nova abordagem foi idealizada com base no fato de o Nintendo 3DS ser um console portátil, permitindo assim que o jogador progrida no jogo de forma particionada de acordo com a sua disponibilidade de tempo para jogar. Concluir alguma missão pode ser o tempo exato de chegar à próxima estação do metrô, ou ao ponto de ônibus próximo à sua casa.

    Enquanto tenta recuperar os fragmentos da Dark Moon, Luigi precisa lidar com diversos tipos de fantasmas e, para isso, conta com um dispositivo que lembra muito um aspirador de pó: o Poltergust 5000, a versão melhorada do Poltergust 3000 que foi usado na primeira aventura para Nintendo Game Cube. Além do dispositivo, Luigi também utiliza sua lanterna. Ao disparar um flash de luz, os fantasmas ficam vulneráveis por alguns segundos, permitindo assim que o encanador os sugue para dentro do Poltergust. Claramente a inspiração foi o clássico Os Caça-Fantasmas (Ghostbusters — 1984).

    Os carismáticos Espíritos Zombeteiros que surgem para atrapalhar a missão de Luigi têm características e abordagens diferentes: alguns são mais ágeis, outros mais fortes, e outros ainda se escondem ou desaparecem para assustar o encanador e se divertir neste processo. Por sua vez, os chefes de cada uma das áreas são fantasmas mais poderosos influenciados pelos fragmentos da Lua, que estão sob sua guarda. As batalhas com eles envolvem descobrir e atingir seus pontos fracos para capturá-los com o Poltergust, e são sempre muito divertidas e criativas.

    Os Boos, clássicos personagens da franquia, estão presentes aqui também, assim como aconteceu no primeiro jogo. Além de terem um papel importante na trama, também são colecionáveis que podem ser encontrados em cada uma das missões escondidos em objetos pelo cenário. O jogador pode ainda tentar encontrar gemas escondidas em cada uma das áreas, que também servem como colecionáveis.

    Capturar os fantasmas é quase um mini game: após atordoá-los com o flash da lanterna, o jogador precisa iniciar a sucção com o Poltergust. O fantasma vai então tentar fugir e nesse momento o analógico precisa ser direcionado para o lado oposto ao que fantasma está tentando escapar. De acordo com o nível de poder, este processo pode ser mais rápido ou demorado. Ainda há também a opção de se usar o giroscópio do console para movimentar o Poltergust com controles de movimento.

    Além de sugar (botão R), o Poltergust também tem a habilidade de expelir (botão L), o que proporciona momentos de solução de quebra-cabeças ou a caça por coletáveis bem criativos e divertidos.

    Igualmente ao primeiro jogo, Luigi vai encontrar muito dinheiro pelo cenário. Contudo, diferente da aventura anterior onde esta grana apenas servia para aumentar o seu score no final do jogo, desta vez sua função é fazer upgrades no Poltergust 5000, aumentando seu poder de sucção, por exemplo.

    Preciso dizer que LMDM é um dos jogos mais bonitos que já vi no Nintendo 3DS. A modelagem dos personagens aliada à animação deixa o jogo com um charme ainda maior que no Game Cube. O nível de carisma é altíssimo, tanto do Luigi quanto dos personagens que interagem com ele, como os fantasmas e os Toads. Estes protagonizam missões onde participam ativamente da resolução de enigmas e quebra-cabeças com o Luigi, que são sempre muito divertidos. Preciso destacar também a participação do Polterpup: um simpático cão fantasma que só quer se divertir e brincar, mas acaba atrapalhando e dando trabalho ao Luigi no decorrer da aventura. O efeito 3D do console é muito competente também e, diferente de outros jogos, utilizei durante a maior parte do game enquanto jogava e não senti nenhum incômodo. Foi muito interessante ver alguns efeitos como a neve caindo em 3D, por exemplo, e isso abrilhantou ainda mais o jogo.

    Charles Martinet, a voz de Mario, Luigi, Wario, Waluigi entre outros, faz um brilhante trabalho aqui e ouso dizer que foi a sua melhor atuação dentro dos jogos que pude presenciar. Sua performance eleva o carisma do Luigi e casa perfeitamente com o trabalho de animação. Ele conseguiu me arrancar risadas em vários momentos ao longo da aventura.

    O jogo conta ainda com um modo multiplayer online ou local, onde você e até mais três amigos precisam caçar os fantasmas em um determinado limite de tempo. Foi o meu primeiro contato com o jogo, inclusive, em um dos antigos encontros Street Pass que fazíamos em minha cidade, e pude experimentá-lo no modo Download and Play, através do qual é possível que o proprietário de um único cartucho ou versão digital do jogo compartilhe com mais três amigos uma “cópia digital” deste modo específico de jogo. Desta forma, não é preciso que todos tenham o game para curtir estas jogatinas mais casuais.

    Com uma trama simples, assinatura de todos os jogos da franquia Mario, Luigi’s Mansion Dark Moon entrega uma aventura divertida e agradável com uma boa jogabilidade e com gráficos e animações muito bem feitos. O problema é que a aventura é relativamente curta e me deixou com um gosto de quero mais. Por sorte, ainda há coletáveis e Boos para encontrar, que desbloqueiam uma missão extra em cada área.

    Por sorte também, Luigi’s Mansion 3 foi lançado para o Nintendo Switch. Mas isto fica para outro texto.

    Luigi's Mansion: Dark Moon

    Platform: Nintendo 3DS
    2286 Players
    402 Check-ins

    20
    • Micro picture
      longnplay · 4 months ago · 1 ponto

      Comprei esse jogo na loja do shopping (que era mais caro que ML) no dia do lançamento por 140 reais.
      Saudades da época que dava pra comprar pelo menos uns 3 jogos mídia física por mês.

      1 reply
    • Micro picture
      augus · 4 months ago · 1 ponto

      Comecei a franquia com o Dark Moon e devo dizer que adorei tudo desse jogo. É um dos meus favoritos do 3DS e tudo só melhorou no terceiro. Luigi's Mansion não tem o reconhecimento que merece.

      1 reply
  • rafaelurameshi Rafael Machado Alves
    2022-02-05 14:40:07 -0200 Thumb picture

    Impressão Minha — The Last of Us

    Imersão. Pode ser uma característica presente em um jogo, dependendo de sua proposta. Seu objetivo é atrair o jogador para o mundo ou história criados, fazendo-o participar do desenrolar de uma trama, da solução de um mistério, de uma jornada rumo a um objetivo.

    Eu sempre fui apaixonado por histórias, principalmente as que continham mundos fantásticos ou ficcionais. Por causa disso eu sempre consumi muito desenhos animados, filmes, livros e histórias em quadrinhos. Seus personagens sempre me fizeram querer estar naqueles papéis, e foram os videogames que me proporcionaram a realização deste sonho.

    E, por causa disso tudo, eu queria muito falar sobre um jogo que tem a imersão como um dos seus pilares, e que é um dos melhores de todos os tempos na minha opinião: The Last of Us.

    No ano de 2013 eu não tinha um Playstation 3 e não era por falta de vontade. Videogames sempre foram um hobbie caro, e nem todos podem dar-se ao luxo de possuir mais de um deles ao mesmo tempo. Eu estava feliz com meu Nintendo Wii, que possui a maioria dos seus incríveis jogos focados em jogabilidade e mecânicas, mas estava sempre de olho nas notícias oriundas do console da Sony, cujos jogos me atraíam bastante justamente pelo fator imersão já citado.

    Eis que The Last of Us foi lançado naquele ano pela Nauthy Dog, empresa First Party da Sony, que já era conhecida por sucessos como Crash Bandicoot, Jak and Daxter e Uncharted. E eu, finalmente, consegui meu Playstation 3 naquele mesmo ano. E juntamente com ele, peguei emprestado com um amigo o The Last of Us.

    E o jogo era tudo aquilo que eu esperava. E mais.

    Quando começamos, conhecemos Joel e sua filha Sarah, e também presenciamos o início da pandemia causada pelo fungo Cordyceps. A partir deste prólogo, o jogo dá um salto temporal: os anos vão passando, o mundo vai se tornando pós-apocalíptico, e Joel passa a exercer a função de contrabandista neste cenário onde os sobreviventes passam a habitar zonas de quarentena, onde a força policial exercia o autoritarismo, ou em agrupamentos nômades.

    Existe ainda um grupo miliciano rebelde denominado Vagalumes, que se opõe diretamente às autoridades militares. Joel, juntamente da sua amiga Tess, conhecem então a menina Ellie através de Marlene, líder dos Vagalumes. Eles aceitam a missão de levar Ellie em segurança até Boston, base dos Vagalumes, em troca de provisões, armas, e demais itens fundamentais para a sobrevivência deles.

    Sobre o Cordyceps, a infecção pode ocorrer através dos esporos que ficam pairando no ar em áreas contagiadas, ou através da mordida de um infectado. O fungo domina a mente do hospedeiro e vai evoluindo dentro dele até chegar no seu estágio final, criando modificações em seu corpo durante este processo.

    A infecção possui diferentes estágios: no primeiro deles, o hospedeiro perde a razão e é tomado por uma raiva que o faz correr sempre que avista alguém que possa ser atacado. Eles são conhecidos como Corredores e sempre agem com extrema violência.

    No segundo estágio, o fungo já se proliferou pelo corpo do hospedeiro e domina totalmente sua mente. Ele começa então a crescer para fora do corpo através de orifícios como olhos, narinas e ouvidos, deixando a cabeça com um aspecto horrendo. Por causa disso, o hospedeiro perde a visão e passa a se guiar apenas pelo som. Desta forma, ele precisa emitir estalos com sua boca para que o som possa reverberar, possibilitando assim a localização de seus alvos. Neste estágio, eles são chamados de Estaladores por causa deste som emitido.

    Por fim, no estágio final, a infecção cresceu tanto que o hospedeiro se tornou uma grande massa de fungos, que fica soltando esporos para que o fungo possa recomeçar seu ciclo de vida, infectando novos hospedeiros.

    O jogador precisa lidar tanto com infectados como humanos que aparecem em seu caminho e tentam matá-lo por algum motivo: desde roubo até a proteção do seu território. Estes humanos são outros sobreviventes que habitam lugares fora das áreas de quarentena e utilizam a violência como meio de subsistência. Para isso, Joel conta com uma audição muito bem treinada que o possibilita saber com precisão onde estão seus alvos, mesmo fora do seu campo de visão. Assim é possível eliminar numerosos grupos de inimigos sorrateiramente em modo stealth, derrubando-os antes que eles o vejam.

    Caso a situação fuja do controle, Joel também pode utilizar diversas armas que vai encontrando ao longo do jogo como pistolas, rifles e escopetas. Contudo, cada tiro deve ser disparado com muita sabedoria pois as munições são escassas, e o barulho alto pode atrair mais inimigos ou denunciar sua posição. Se for preciso, Joel também pode usar os seus punhos ou pedaços de madeira, canos e tacos de baseball para lutar em modo corpo a corpo. Caso esteja próximo de mesas ou janelas, Joel pode interagir com elas arremessando o inimigo de encontro a vidraças ou batendo com sua cabeça em superfícies duras. As armas corpo a corpo têm duração limitada e podem ser aprimoradas ao utilizar uma tesoura e fita adesiva, que causa um aumento de dano temporário também.

    Ao explorar o cenário o jogador vai encontrar diversos itens como pedaços de pano, álcool e tesouras, que podem ser utilizados para várias possibilidades na criação de itens. Assim, caberá ao jogador decidir se naquele momento é melhor construir um kit de primeiros socorros para curar a vida de Joel, ou criar uma bomba de pregos que pode causar dano em mais de um inimigo ao mesmo tempo. As tesouras têm um papel fundamental pois são utilizadas na fabricação de muitos itens diferentes e são a única forma de se livrar de um estalador que porventura tenha agarrado Joel. Elas ainda podem ser utilizadas para arrombar portas que contém itens preciosos para o progresso da aventura. Contudo, após cada um desses usos, a tesoura é perdida.

    Podemos seguramente dizer que tudo isto é um pano de fundo para contar a história dos personagens, principalmente Joel e Ellie, que vão aprendendo muito um sobre o outro conforme a trama progride, e vão aprendendo sobre si mesmos também. Eu tive a oportunidade de recentemente jogar novamente a versão remasterizada do jogo lançada para o Playstation 4, e me emocionei com ele da mesma forma quando joguei em 2013. Isto se deve ao trabalho brilhante da Naughty Dog com seus níveis elevadíssimos de computação gráfica, às atuações fenomenais de Troy Baker como Joel, Ashley Jhonson como Ellie e Nolan North como David (ele que já viveu Nathan Drake, protagonista da série Ucharted), e à direção impecável dos diretores Bruce Straley e Neil Druckmann.

    The Last of Us é um dos jogos que eleva o nível do conceito de videogames, e prova que eles são obras de arte. Não foi à toa o jogo ter sido tão premiado e ter colocado o seu nome da história dos videogames. Dito isto, não posso deixar de recomendar que todos joguem. Aliás, joguem não: The Last of Us precisa ser vivenciado.

    The Last of Us Remastered

    Platform: Playstation 4
    4200 Players
    769 Check-ins

    1
    • Micro picture
      duardoplayer · 2 months ago · 1 ponto

      Se fosse pra falar da gameplay em si, diria que não é nada de muito diferente de outros jogos do mesmo estilo, a inteligência artificial também é meio burra, mas a historia, pqp, que historia mais bem contada e bem construída que te faz chorar se apaixonar pelos persongens, recomendo demais, é uma experiência incrível.

  • rafaelurameshi Rafael Machado Alves
    2021-07-13 23:45:25 -0300 Thumb picture

    Impressão Minha — Super Mario Sunshine

    Lançado em meados de 2002 para o Nintendo GameCube, Super Mario Sunshine chegou com uma tarefa nada fácil: ser o sucessor de Super Mario 64. Isto porque o jogo anterior do encanador para o Nintendo 64, lançado em 1996, foi revolucionário em muitos sentidos e todos os fãs estavam extremamente curiosos e ansiosos para controlar novamente o personagem no Reino dos Cogumelos em 3D. Eu, particularmente, tenho um amor gigantesco pelo Super Mario 64, que foi o meu primeiro Super Mario. Mas isto fica para um outro texto.

    O jogo começa com Mario e a Princesa Peach viajando de férias para a paradisíaca Ilha Delfino, lar de seres chamados Pianta e de outros chamados Noki. Contudo, estando próximos de chegar ao seu destino, recebem a notícia de que alguém estava cometendo vandalismos na ilha. E para surpresa deles, esta pessoa se parecia muito com o Mario! Quem estava por trás disso era Bowser Jr., que criou uma cópia do encanador com seu pincel mágico dando vida assim ao Shadow Mario com o objetivo de atrair o verdadeiro para uma armadilha, possibilitando assim que a Princesa Peach fosse raptada. Sua motivação é proveniente de uma conversa com seu pai, onde lhe foi revelado que a princesa era sua mãe. Coincidentemente, Bowser e Junior também estavam de férias na Ilha Delfino.

    Para poder limpar o seu nome juntamente da sujeira deixada pela ilha, Mario utiliza um equipamento chamado F.L.U.D.D. (Flash Liquidizer Ultra Dousing Device), que se apresenta como a mecânica principal do jogo. O equipamento fica nas costas de Mario e precisa de água para seu funcionamento, acionado através de duas alavancas ao alcance de suas mãos na altura da cintura. Através dele o jogador pode disparar jatos d’água nos inimigos e locais específicos que precisam ser limpos, ou pode planar por alguns segundos quando os canhões de água estão apontados para o chão.

    O F.L.U.D.D. possui ainda inteligência artificial e conversa com Mario durante a aventura, dando instruções ou informações pontuais que podem ajudar os jogadores. Juntos eles precisam explorar a Ilha Delfino coletar os Shines: sóis brilhantes que são utilizados para manter a paz e a harmonia no local.

    Ainda sobre a jogabilidade, temos o Mario mais rápido de toda a franquia. Super Smash Bros Melee, lançado em 2001 para o GameCube, tem a movimentação mais rápida de sua franquia também, e isto parece ser uma tendência daquela época. Os movimentos herdados do Super Mario 64 continuam aqui, como o pulo lateral e o pulo na parede, além da sentada (ground pound). Contudo, o salto mortal para trás quando o Mario está agachado e os socos, chutes e outros golpes foram retirados desta versão.

    Minha maior crítica à jogabilidade é em relação ao encanador dentro da água. Enquanto em Mario 64 a jogabilidade se apresenta de forma extremamente satisfatória e precisa neste sentido, aqui temos um Mario lento e totalmente diferente do que é fora da água. Além disso o F.L.U.D.D., que se alimenta de água, não é usado para o deslocamento de forma eficiente neste ambiente, o que para mim é uma contradição. É impossível olhar para o equipamento e não imaginar o Mario sendo impulsionado dentro da água por ele. É preciso ressaltar que uma área específica do jogo tenta usar esta ideia, mas ainda assim consegue ser frustrante.

    O carismático Yoshi também está presente na aventura para ajudar seu amigo e traz uma mecânica única neste jogo. Para habilitá-lo, o jogador precisa levar uma fruta específica até o ovo do Yoshi, que eclodirá ao receber a iguaria. Quando Mario está em cima dele, Yoshi pode usar sua língua para engolir inimigos e outras frutas, que também abastecem o suco em sua barriga que pode ser disparado para derrubar barreiras específicas ou fazer plataformas surgirem ao atingir alguns inimigos. Só tome cuidado para não cair na água pois Yoshi se dissolverá imediatamente.

    A Ilha funciona como Hub (uma área de ligação) através da Praça Delfino (Delfino Plaza) para que o jogador acesse as fases, mas também possui Shines a serem coletados. Cada uma das sete áreas é dividida em oito capítulos, que vão sendo liberados conforme o jogador vai progredindo, e cada um contém um Shine. Além disso, possuem dois Shines secretos e um terceiro que é obtido quando coletadas 100 moedas. Sendo assim, cada uma das áreas possui um total de 11 Shines e o jogo inteiro, 120.

    Além disso, o jogo ainda apresenta as moedas azuis que são usadas para comprar Shines na Praça Delfino. Cada uma das áreas possui 30 moedas desse tipo e cada Shine custa 10 delas. A Praça Delfino também dispõe moedas azuis ao jogador. É importante ressaltar que algumas destas moedas são bastante trabalhosas de se conseguir e me passaram a impressão de ter sido colocadas no jogo para aumentar a sua vida, em razão da sua grande quantidade ao longo da aventura.

    É redundante falar que o jogo é lindo, pois a Nintendo sempre capricha em suas criações. E Mario é sinônimo de Nintendo, então não poderia ser diferente. Andar pela Ilha e suas fases é extremamente gratificante e convidativo, e seu cenário paradisíaco chega a ser refrescante aos olhos.

    As batalhas contra chefes não são tão criativas como em outros jogos e me fizeram sentir meio decepcionado. O carismático vilão da história, Bowser Jr., perde sua chance de brilhar aqui pois é possível até se esquecer dele ao longo do jogo. Isto porque suas aparições são muito tímidas e quase não acontecem ao longo da aventura. Foram perdidas boas chances de termos combates divertidos, onde ele poderia usar seu pincel mágico contra o Mario, infelizmente. A batalha final também peca por não ser épica como o esperado nos jogos da franquia.

    Até o ano de 2020 o jogo estava preso no Nintendo GameCube pois nunca havia recebido uma outra versão. Porém isto mudou quando passou a compor a coletânea Super Mario 3D All-Star ao lado de Super Mario 64 e Super Mario Galaxy, para o Nintendo Switch. Em uma decisão controversa da Nintendo, porém, esta coletânea só esteve disponível para compra entre 18 de setembro de 2020 a 31 de março de 2021. Os jogos receberam uma sensível melhoria gráfica, sendo adaptados aos padrões dos televisores atuais, tornando-se assim as melhores versões de seus jogos originais.

    Embora tenha sido um sucesso de vendas dentro da biblioteca do GameCube, Mario Sunshine acabou não atendendo plenamente os anseios dos fãs pois não foi exatamente o upgrade de Super Mario 64 que todos esperavam. Ainda assim é um ótimo jogo com uma jogabilidade muito boa (se você estiver jogando a versão de Switch, use o maravilhoso Pro Controller), com gráficos lindos, com o carisma de sempre, e que buscou inovação para a franquia de jogos do Mario.

    Super Mario Sunshine

    Platform: Gamecube
    2380 Players
    110 Check-ins

    2
  • rafaelurameshi Rafael Machado Alves
    2013-04-11 15:38:03 -0300 Thumb picture
    Post by rafaelurameshi: Meus amigos, estou jogando vários jogos no momento,

    Meus amigos, estou jogando vários jogos no momento, mas um em especial merece um destaque: Metroid II Return of Samus. Comecei a jogá-lo com certo receio, por ser antigo, não ter um mapa e pela jogabilidade. Confesso inclusive que tentei começar a jogar por duas vezes e desisti. Mas aí, depois de ouvir o Pod Cast 99Vidas sobre Super Metroid, me inspirei e dei uma nova chance ao jogo. Queria terminá-lo pois terminei o Metroid Zero Mission no GBA e queria dar continuidade antes de jogar o Super Metroid. Agora eu entendi o jogo e que sensação nostálgica eu estou tendo! O jogo é maravilhoso e não consigo deixar ele de lado. Meu Game Boy Advance voltou a andar comigo, agora junto do meu 3DS. Mas este está tirando umas semanas de descanso, graças ao clássico Metroid II. Acho que não vou parar até terminar!

    Metroid II: Return of Samus

    Platform: Gameboy
    720 Players
    40 Check-ins

    1
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