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Você se comove ou se assusta fácil?

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Para algumas pessoas você pode ser um “indivíduo bobo pouco exigente”, mas para a Ciência e a Psicologia, você tem um cérebro muito bem desenvolvido para o convívio social...

Tudo começou quando peguei um Playstation 3 emprestado com um amigo meu e resolvi testar um dos games mais aclamados do console da Sony: The Last Of Us. O que aconteceu depois dos primeiros 30 minutos de gameplay realmente me deixaram surpreso: O meu coração disparou, minha respiração ficou entrecortada, meus olhos se encheram de lágrimas e levei minha mão livre à boca...

Foi a primeira vez que me emocionei com jogos? Não, não foi. Quando falo unicamente de mim posso afirmar à vocês que isso acontece com muita frequência. Não apenas nos games: Livros, filmes, seriados e alguns desenhos também são capazes de me emocionar (tanto de forma boa quanto ruim: Da alegria à raiva, da tristeza à felicidade.). Mas The Last Of Us me impactou por ter me levado ao máximo da comoção em um jogo de videogame. Resolvi então que escreveria um artigo sobre este sentimento na internet, mas logo me deparei com outra curiosidade: Muitas pessoas não sentiram absolutamente nada com este jogo (e com muitos outros jogos que me despertaram inúmeras emoções)!

Decidi então que meu artigo seria focado nesta significativa diferença de pontos de vista. Mas eu não queria criar um artigo com a minha opinião sobre o tema e abordar uma discussão (isso poderia abrir espaço para aquelas velhas e conhecidas briguinhas da rede com o tema “Porque amo ou odeio este joguinho”?)! Eu vou usar apenas o que a ciência descobriu sobre este assunto e o que a psicologia tem a nos contar sobre os intrínsecos mistérios da mente humana.

Depois de 6 meses lendo revistas científicas, livros de psicologia, artigos e sites sobre o assunto, entendi um pouco a forma como o nosso cérebro funciona com as emoções. Num primeiro momento é importante frisar que, longe do que você imagina, o individuo quase não possui poder sobre suas emoções. Tudo o que acontece com nosso corpo, inclusive se comover ou se assustar, são resultados de processos químicos internos liberados por gatilhos automáticos que reagem de forma específica em cada situação. O cérebro é um órgão extremamente complexo. Mais de 100 bilhões de células nervosas compõem uma intrincada rede de comunicações que é o ponto de largada para tudo o que sentimos, pensamos ou fazemos. Algumas dessas comunicações levam ao pensamento e à ação consciente, ao passo que outras produzem respostas autônomas. A resposta ao medo e a comoção é quase inteiramente autônoma: não a disparamos conscientemente. Como as células do cérebro estão constantemente transferindo informações e iniciando respostas, há dúzias de áreas envolvidas nestes sentimentos.

Mas claro que estas são duas emoções diferentes e, por isso mesmo, vou aborda-las separadamente. Vamos inicialmente falar da comoção:

Basicamente a grande responsável por nos fazer ficar comovidos ao assistirmos às cenas de alguns jogos, filmes, desenhos e séries é a empatia. Uma capacidade de sentir e se comover com as emoções e os sentimentos dos outros como se fossem os nossos próprios sentimentos. Todo esse sistema basicamente depende de um bloco central do cérebro chamada Insula, que participa de um esquema complexo responsável por nossas emoções e prazeres – o sistema límbico. Estudos científicos mostram que a ínsula sempre se ativa quando vemos cenas de emoção e ela, por sua vez, ativa o sistema límbico fazendo com que agente passe a sentir as emoções dos personagens como se fossem nossas!

De forma mais simples: Temos uma área em nosso cérebro que é ativada unicamente quando estamos diante de emoções “não reais” (afinal, é um filme ou um jogo que estamos assistindo e temos consciência PLENA disso!) e esta área ativa os nossos receptores reais de emoção para que possamos “sentir” aquilo que esta sendo nos apresentado! Fantástico, não é mesmo?!

Mas porque algumas pessoas se emocionam em certas cenas e outras não?

Isso é bem simples de explicar! A Insula se comunica diretamente com muitas outras partes do nosso cérebro, incluindo todos os nossos pacotes de memória arquivados ao longo de toda a nossa vida. Sendo assim ela sabe exatamente como nós somos e sabe exatamente quais são os sentimentos ou eventos que nos afetam de forma mais profunda. Por isso pessoas naturalmente românticas, ou que passaram por experiências românticas positivas e entendem estes sentimentos, terão suas emoções ativadas sempre que estiverem assistindo cenas de romance. Enquanto pessoas não românticas ou que tiveram experiências românticas negativas vão continuar assistindo a cena normalmente sem sentir nem mesmo o coração acelerar e os olhos marejarem; podendo inclusive sentir raiva ou achar engraçado.

Isso explica também porque The Last Of Us quase me fez chorar: Por ser pai e amar meu filho demais, a maldita Insula se ativou “naquela cena emocionante” do jogo e o meu sistema límbico tratou de me fazer sentir a dor que o protagonista do jogo estava sentindo! Olha jovens, não foi fácil segurar as lágrimas! Isso também explica porque o jogo Ori And The Blind Forest também me acertou em cheio no rosto, com emoções fortes. Quem jogou o game sabe que, apesar dos gráficos, a comoção que o game passa é muito forte – tanto bonita quanto triste.

Colocando estes dois games lado a lado, podemos notar que eles são muito diferentes um do outro, mas ao mesmo tempo, me passaram emoções parecidas. Logo podemos concluir que a Insula não se importa com a forma que a mensagem esta sendo transmitida (seja em forma de texto, gráficos realistas ou desenhos no estilo cartoon), se ela notar que a emoção que nos afeta esta “acontecendo” ela vai se ativar, vai enviar as informações ao Sistema Límbico e, consequentemente, vamos nos comover.

Segundo a ciência essa nossa capacidade de se emocionar através da observação “do outro”, seja ele um personagem fictício ou uma pessoa que observamos, tem importância fundamental para a vida em sociedade e para o relacionamento entre indivíduos, pois, somente através desta capacidade, podemos compreender o que o outro esta sentindo sem a necessidade de precisarmos passar pela experiência.

Pessoas mais facilmente emocionáveis possuem uma pré-disposição maior para o convívio social, são capazes de se expressar com mais clareza e de manter relacionamentos por mais tempo. Indivíduos pouco emotivos possuem mais dificuldade de manter relacionamentos longos e de se expressar de forma clara, bem como desenvolvem certa dificuldade em compreender porque as pessoas se comovem com certas situações enquanto eles não sentem absolutamente nada.

Existem também algumas doenças psiquiátricas que afetam diretamente a empatia e por isso muitas pessoas tem dificuldade de entender algumas expressões faciais, sentimentos, ou mesmo lidar com situações de muita emoção. Isso ocorre no autismo, na esquizofrenia, na bipolaridade e apenas reforça o quão importante a empatia se mostra nos relacionamentos sociais. Te chamaram de emotivo bobão?! Não fique triste, comemore!

Vamos agora falar sobre o medo! 

Um dos primeiros artigos que escrevi no Alvanista questionava se era possível sentir medo jogando videogames. Bem, hoje eu mesmo sou capaz de responder esta pergunta com certeza absoluta e ainda explicar detalhadamente para todos vocês como este processo acontece:

Sim, é possível sentir medo jogando videogame e é possível, inclusive, sentir medo “real” jogando videogames!

O medo é uma reação em cadeia no cérebro que tem início com um estímulo de estresse e termina com a liberação de compostos químicos que causam aumento da freqüência cardíaca, aceleração na respiração e energização dos músculos. O estímulo pode ser uma aranha, um auditório cheio de pessoas esperando que você fale, a batida repentina da porta de sua casa ou a cena do game que você esta jogando. O que é mais importante perceber aqui é que o indivíduo não tem controle nenhum sobre este processo. Nem sobre o estresse inicial e muito menos sobre a liberação dos compostos químicos que irão afeta-lo fisicamente.

O medo nasce de maneira totalmente inconsciente. Basicamente duas áreas do nosso cérebro recebem o estresse inicial que ocorre quando “vemos” ou “ouvimos” aquilo que vai gerar o medo: Uma parte é rápida e desordenada e a outra parte é lenta e interpretativa. As duas recebem o estimulo de modo simultâneo.

O lado rápido e desordenado tem apenas uma filosofia de vida: “Melhor não contar com a sorte!!!”. Se você enxergar um vulto misterioso na cozinha, por exemplo, é mais seguro imaginar que seja um demônio tentando mata-lo e depois descobrir que era apenas a sombra da cortina do que imaginar que era a sombra da cortina e depois descobrir que era um demônio querendo mata-lo! Conseguiram entender?

Funciona mais ou menos assim: O vulto que você viu é o estimulo. Seu cérebro fica estressado e envia a imagem ao tálamo. O tálamo, coitadinho, não sabe se aquela imagem que ele recebeu é algo perigoso ou não e, de forma inteligente, envia um alerta para duas áreas distintas do céu cérebro: Uma que vai pensar sobre o que você viu e outra que vai agir rapidamente para te proteger – a Amígdala. A Amígdala não vai perder tempo e vai dizer ao hipotálamo que é preciso agir com rapidez, afinal “é melhor não contar com a sorte!”. E neste momento você sente medo ou se assusta, tendo reações químicas e físicas em decorrência desta reação.

Quando sentimos medo o cérebro solta em nosso corpo, nada mais nada menos, do que 30 hormônios diferentes a fim de ajuda-lo a enfrentar a “ameaça”. Todos estes hormônios basicamente iram causar, entre outros sintomas menos comuns: Aumento da pressão arterial e dos batimentos cardíacos, dilatação da pupila, contração das artérias da pele para que os músculos possam receber mais sangue (o que causa o habitual “calafrio”), o enrijecimento dos músculos devido ao excesso de adrenalina e glicose (causando arrepios) e muitas outras coisas! Todas essas reações são inconscientes e automáticas e o jogador/indivíduo não possui nenhum controle sobre os efeitos destes hormônios.

Obviamente, todo este “longo” processo acontece em alguns micros segundos (quase ao mesmo tempo em que temos contato com o estimulo – seja um jump scare ou um cenário macabro em um jogo, seja uma cena num filme ou série). E enquanto todo este processo acontece a outra área do nosso cérebro – a área lenta e interpretativa – também esta reagindo ao impulso. Ela reflete sobre tudo aquilo que estamos vendo, ouvindo ou sentindo e manda suas conclusões de volta ao tálamo que, por sua vez, comunica o córtex sensorial que ira atribuir uma explicação lógica para tudo o que esta acontecendo. Após todo este momento de reflexão ele irá enviar à Amígdala as suas conclusões, deixando claro que não existe “perigo real” naquela situação vivenciada – e é justamente esta atitude que te impede de sair correndo da frente da TV ou da sala do cinema ^_^

Devido à área “racional” ser mais lenta que a área “impulsiva” do cérebro, não somos capazes de evitar os sustos e as sensações de medo, mas somos rápidos o suficientes para ter consciência de que tudo aquilo não é real e não representa um perigo real. Todas essas reações físicas têm a intenção de lhe ajudar a sobreviver a uma situação perigosa. O medo (e a reação de luta ou fuga em particular) é um instinto que todo animal possui.

Mas ai chegamos em uma parte muito interessante do estudo que fiz: Cada pessoa é diferente e possui “tempos” diferentes. Sabe aquele momento em que o tálamo envia a informação para duas áreas diferentes do cérebro? Pois é: Algumas pessoas não possuem a “área lenta” tão lenta assim, e são capazes de antecipar as reações impulsivas da Amígdala, e controlar os seus sustos e medos. Mas é importante frisar que tudo depende das informações do Cortex Sensorial.

Vamos explicar: O Cortex Sensorial é aquele que é responsável por colocar as informações dentro do contexto racional, mas todo este contexto vai depender da estrutura psicológica da pessoa que esta tendo o estímulo. E justamente daqui nascem as grandes diferenças de opiniões entre as pessoas na hora de avaliar alguns jogos de terror, desconsiderando completamente que, aquilo que não assusta uma pessoa, pode assustar muito outras!

Analisando-me para dar um exemplo: Eu sou fanático por filmes de terror, series de terror e jogos de terror. E por mais que já tenha assistido centenas de filmes, jogado dezenas de jogos e visto várias séries do gênero, não deixo de me assustar e sentir medo com novas experiências. Porque isso acontece? Simples: Por mais que eu já saiba muita coisa e até possa prever muitos eventos a região do meu cérebro que é “lenta e interpretativa” é de fato lenta, e é incapaz de impedir as reações químicas e impulsivas que a Amígdala envia ao meu corpo (por isso sempre me arrepio, me assusto, fico gelado e por ai vai!). Quer melhor exemplo do que o fato de eu não acreditar em fantasmas e, ao mesmo tempo, ter me assustado e me arrepiado muito vendo Invocação do Mal 1 e 2 nos cinemas?!

É simples: Nossas crenças não são capazes de nos proteger do “medo” quando a área interpretativa do cérebro trabalha de forma lenta. Mas, se esta área do meu cérebro fosse rápida – como são nos cérebros de algumas pessoas – eu jamais me deixaria afetar por estas experiências e, provavelmente, acharia tudo muito engraçado. :D

Vamos para outro exemplo?

Minha esposa nem mesmo consegue ficar na frente de um computador quando um jogo de terror esta rodando, e isso só acontece com jogos. Porque isso acontece? Simples: Quando ela (minha pequena) esta no “controle” do evento – e não apenas assistindo – o cérebro dela processa tudo de forma muito mais lenta e o córtex é incapaz de alertar a amígdala que o perigo na tela do computador não é real. Por isso a reação dela, ao se assustar ou sentir medo, é levantar da cadeira e se afastar. O cérebro humano é muito interessante!

Prezados, eu poderia escrever muito mais sobre o assunto, pois foram meses de pesquisa e leitura e acabei ficando fascinado por este tema. Mas o artigo já esta longo o suficiente e sei que é preciso parar. Agradeço por todos que leram e espero ter conseguido explicar como somos significativamente diferentes por dentro. Frações menores de 1 segundo em impulsos elétricos dentro da nossa massa encefálica são capazes de criar grandes diferenças no comportamento e na forma como um jogador reage à determinado impulso. Simplesmente fantástico e cientificamente gratificante.

Um abraço à todos!!! 

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    rafaelseiji · almost 5 years ago · 7 pontos

    Caramba, que texto bom! Também sou desses que se emocionam facilmente com filmes/jogos, recomendo pra vc o The Walking Dead da telltale, vai te emocionar e talvez te dar um medinho rs

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    jorgegt · almost 5 years ago · 5 pontos

    Consegui parar para ler e valeu cada minuto gasto. Texto muito bem escrito e assunto muito interessante.

    Me emociono mais assistindo séries e filmes, mas com jogos não é muito diferente. Brothers: A Tale of Two Sons me deixou "jogado no chão". Eu já esperava por algo parecido com o que acontece no final, mas mesmo assim foi extremamente emocionante.
    Até lembrando das minhas experiências com jogos eu fico emocionado. Eu estava ouvindo a ost do final boss de Dark Souls 3 enquanto escrevia meu post de "finalizado". Comecei a lembrar da luta contra o final boss do primeiro jogo e misturando com a batalha desse último e o resultado não foi outro: Tive que parar de escrever pois estava molhando o teclado todo. Chorei igual a uma criança.

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    typhonite · almost 5 years ago · 3 pontos

    Minha mulher também não consegue ficar nem 2 min com filmes/jogos de terror do meu lado.
    Eu, claro, também levo uns sustos e fico com medo, mas é engraçado que só quando sou eu tô no controle.
    Filmes quase não tem efeito sobre mim, só nos jumpscares, e mesmo esses, só quando são muito bem orquestrados.
    Sozinho, geralmente não consigo jogar muito tempo um jogo de terror, e não é nem pelos jumpscares, mas pelos momentos de tensão que antecedem um... como jogos puramente Stealth, a la MetalGear, aquele suspense de "vai dar merda, vai dar merda, vai dar merda!!..." me deixa num estado de ansiedade que acaba tornando o jogo desprazeroso.
    Dead Space foi meu ápice, consegui zerar o primeiro, o segundo passei da metade e está lá, largado, aguardando um dia eu resolver continuar... esses dias até peguei ele pra jogar um pouco, justamente numa parte que tinha um "miniboss"... matar ele foi tranqulo, moleza!
    Mas aqueles corredores, com luzes piscando, barulhos de monstros se mexendo em algum lugar... xD

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    marlonildo · almost 5 years ago · 3 pontos

    Muito bom o texto! Não me assusto muito fácil, mas a parte de se comover é mais difícil de controlar.
    E é engraçado como cada um se comove de formas diferentes, eu mesmo me comovo mais com desenhos e jogos do que com filmes, que são mais próximos da realidade. Tipo.. assisti no cinema com a namorada o 'Como eu era antes de você' e o 'Procurando Dory'. Ela se acabou de chorar no filme, já eu tive que segurar as lágrimas umas 3 vezes vendo a Dory kkkkkkk
    E com jogos não é muito diferente, se for falar todos que me emociono ou me empolgo vai dar uma lista enorme :P

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    spieluhr · almost 5 years ago · 3 pontos

    Muito interessante! Sou chorona mesmo mas muita coisa melosa me irrita, e com video games é mais difícil. Last of Us não conseguiu me emocionar, não simpatizei com o Joel. Agora coloca eu pra jogar Journey eu me acabo em baldes de lágrimas. Tenho problemas em ser sociável.
    Medo é algo que tenho bastante mas adoro terror ao mesmo tempo, porque adoro resolver mistérios. Já desliguei o som muitas vezes pra conseguir jogar. Último que consegui foi SOMA, adorei mas nunca re-jogarei. Desinstalei um jogo chamado Scratches mas que ainda queria um dia conseguir jogar.... não há perigo pro protagonista quase mas a atmosfera é muito medonha! Algo estranho tbm é que me dou melhor com terror em consoles que em pc... pc estou bem perto do monitor, sei lá tenho mais medo. Estou tentando jogar Outlast no ps4 e quando meu irmão vai jogar comigo acho tranquilo, sozinha já fica difícil.

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    miss_dani · almost 5 years ago · 2 pontos

    Ótimo texto *-*

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    ghostsnakin · almost 5 years ago · 2 pontos

    Ótimo artigo. Esse tipo de assunto é sempre muito interessante.

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    ogawara · almost 5 years ago · 2 pontos

    Sou do tipo que se emociona fácil.

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    aisu · almost 5 years ago · 2 pontos

    Que belo e informativo texto!
    Adoro essas coisas de psicologia e afins, é sempre muito interessante!
    Me emociono facilmente (na cena inicial de TLoU eu chorei rios, apesar de nunca ter jogado eu mesma-- em contraste com o restante do jogo, no qual não me emocionei mais em nenhum momento).
    Curiosamente, também sou extremamente vunerável a filmes trágicos que envolvem a morte de um cachorro. E sou bastante emotiva em filmes românticos, mas um exemplo curioso é que por mais que sejam filmes de "tragédia", "A Culpa é Das Estrelas" não conseguiu me arrancar lágrimas, enquanto que em "Como Eu Era Antes de Você" me deixou em pedaços.

    Mas como você disse, eu tenho doença psicológica e isso afeta muito meu emocional (sou muito sensível em certos momentos, quando a minha doença me ataca de fato).

    Agora, coisas de terror são bem complicadas... noto que a compania afeta drasticamente minha reação! Não sou capaz em momento algum de jogar ou assistir a um filme de terror sozinha, mas isso pode mudar muito se estou com alguém (e dependendo do alguém). Em alguns casos, chego a não sentir medo algum.
    Posso dar por exemplo Outlast (nunca joguei, nem tentarei, mas já vi o gameplay inteiro), e da primeira vez que eu assisti pelo youtube, não senti medo algum (vi o gameplay do ChristopherOdd, se não me engano), foi tudo muito tranquilo e não me senti tensa. Agora, quando vi o pessoal do Teens React jogar, assim como o pessoal do Jovem Nerd ou o Pewdiepie eu simplesmente fiquei a beira de ter um troço!
    É muito interessante notar como somos vuneráveis às coisas ao nosso redor.

    No mais, belo texto e fiquei muito interessada em saber mais sobre reações emocionais. :D

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    hewling · almost 5 years ago · 2 pontos

    Sensacional! Texto muito bem escrito!

    sou desses que se emociona com muita facilidade, eu posso jogar aquele jogo umas 40 vezes, quando eu chegar naquela cena especifica, vou chorar igual a uma criança que se perdeu no mercado.
    Mas geralmente jogos de terror me deixam entediado :v
    especialmente se ele tiver muito jump scare e puzzles...

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    armando0 · almost 5 years ago · 2 pontos

    Excelente texto cara! Confesso que um dos jogos que me emocionei foi Grandia do Ps1, além da emoção o enredo contribuiu muito. De uns tempos para cá, só me assustei até o Resident 3, depois viraram jogos de ação. A promessa de terror está nesse RE 7. Vamos aguardar o lançamento!

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    lucas_okita · almost 5 years ago · 2 pontos

    Eu chorei após fechar Journey.

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    thiagodiaz · almost 5 years ago · 2 pontos

    A pessoa que não se emociona com The Last of Us tem uma pedra no lugar do coração. O começo do game já te arrebenta :/

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    ronanfalcon · over 4 years ago · 2 pontos

    Sensacional o texto. Parabéns por tanto conteúdo abrangendo um tema tão interessante à nós jogadores.
    Sem dúvida vou recomendar esse texto pra amigos, ficou muito show de bola.
    Um abraço!

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    joaobarrosceara · over 4 years ago · 2 pontos

    !!!!SPOILERS de The Last of Us!!!!
    !!!!SPOILERS de The Last of Us!!!!
    !!!!SPOILERS de The Last of Us!!!!
    !!!!SPOILERS de The Last of Us!!!!
    Ótimo texto. Eu me assusto fácil, qualquer coisa eu já pulo da cadeira, chorar nunca aconteceu, mas realmente The Last of Us invoca os ninjas cortadores de cebola, principalmente no final, eu fiquei tão apegado a Ellie que fui com sangue no olho, na maldade mesmo, meu coração disparou, minha mão tremia, parecia que ela era uma pessoa de verdade, meti um tiro de 12 com gosto na cara daqueles medico FDP, kkkk.

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    bakujirou · over 4 years ago · 2 pontos

    lido e gostei do texto.

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    llyana · over 4 years ago · 2 pontos

    Que texto maravilhoso!

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    kyle · almost 5 years ago · 3 pontos

    Excelente postagem! O cérebro é fantástico mesmo! Quanto mais vejo como somos um organismo complexo e funcional mais me impressiono e imagino nosso potencial :D

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    santz · almost 5 years ago · 2 pontos

    Caraca, se eu começar a ler isso tudo termino só no dia do lançamento do Pokémon Go.

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    gamesimperdiveis · almost 5 years ago · 1 ponto

    Sou mais comovente do que assustado kkk

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    gabs51 · almost 5 years ago · 1 ponto

    Oi, adorei o texto e acabei de ler ele rapidinho, amei pois eu sou estudante de Neurociências, tive algumas aulas sobre neurofisiologia e vou auxiliar em alguns pontos, o cortex somatossensorial é responsável pela percepção consciente das ações e sensibilidade geral, mas a racionalidade e subjetividade das emoções é feita pelo lobo frontal, na área pré-frontal, algumas emoções não são desencadeadas pelo tálamo e sim pelo hipotálamo que coordena os comportamentos motivados ou primários e dentro destes alguns não possuem percepção consciente. As informações visuais que chegam ao tálamo, necessariamente vão para a área primária da visão no lobo occipital, nele a informação é fraccionada e enviada para as áreas secundárias e terciárias através de duas rotas: uma que leva a percepção de forma, cor, tamanho e outra que avalia os aspectos abstratos na sua memória e procura por uma correspondência , caso haja, será então efetuada uma resposta emocional proporcional aquela imagem programada sobre a suas próprias experiências! assim cada um analisa o mundo a sua volta em sua singularidade, porque experienciamos ao longo da vida contextos de vida diferentes, sobre isso eu te indico artigos sobre neuroplasticidade, que é atualmente a minha linha de pesquisa, espero mais textos assim! abraços!

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    clufy · almost 5 years ago · 1 ponto

    Ótimo texto amigo! Parabéns

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    leningamer · almost 5 years ago · 1 ponto

    Só em lembrar de The Last Of Us já me emociono *-*

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    jp_gamer88 · almost 5 years ago · 1 ponto

    Excelente texto! Dificilmente algo me assusta ou me choca mas não sei se posso dizer que é um game , Mas Sad Satan um game direto da Deep Web me impressionou ...

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    danethree · over 4 years ago · 1 ponto

    Cara que texto massa! Eu acho muito interessante esse tema, sempre tive vontade de entender melhor sobre isso.

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    wiegraf_folles_ · over 4 years ago · 1 ponto

    Ih negão a coisa ta complicada pra mim. kkkkk

    Raramente sinto alguma coisa por história de jogo a não ser que seja uma história engraçada.

    Poucos jogos deram alguns feels em mim e boa parte foi por causa da música (parece ser esse meu ponto fraco).

    Jogos como Chrono Trigger, Chrono Cross, Xenogears, Trails 1 e 2 e Persona 2 IS.

    *Spoilers* lol você tá perdendo por não jogar os Chronos

    CC então até hoje a parte do Burning Orpanage, a cena da Schala saindo do cristal e a Crono Main theme sendo tocado na caixinha de música do fim me causam calos frios.

    Awakening do Xenogears também é do cacete.

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    laisangel · over 4 years ago · 1 ponto

    Adorei seu texto, sou muito emotiva mesmo. Li a parte de terror maus por uma curiosidade pessoal, até os 18 anos eu amava e não tinha medo de filmes/jogos/series de terror e depois dessa idade comecei a ter medo e esse medo vem aumentando kkkkkkkk. Nosso cérebro é realmente interessante, e até hoje não conseguiram estuda-lo ppr completo. Parabéns pela sua matéria.

  • Blank user
    maxlnc · over 4 years ago · 1 ponto

    o final do the walking dead da tealtale (a season 1) nossa kk nao aguentei kk sem spoilers recomendo mt o game

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    mastermune · about 4 years ago · 1 ponto

    Ótimo post cara!
    Eu sou meio frio com emoções, mas confesso que dei umas engolidas no final de Brothers e no começo de Ori, deu pra segurar não xD

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    ricbrother · almost 4 years ago · 1 ponto

    Ótimo artigo!

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    kess · over 3 years ago · 1 ponto

    Caramba, textão foda, meu!
    Eu consigo me relacionar com muitos games, assim como várias outras coisas, mas já percebi também que como nós estamos num determinado momento afeta como vemos algo... Se você está meio pra baixo e assiste algo que te causa um certo sentimento, ele pode ser diminuído pelo que você está sofrendo na realidade.
    Eu percebo isso vendo sozinho coisas que antes via com minha ex-namorada. O sentimento da falta da companhia me afeta mais do que aquilo que estou vendo.

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    projetohibrido [Account Suspended] · over 4 years ago · 0 pontos

    PROJETO HÍBRIDO, O SONHO DE TODOS OS GAMERS.

    IMAGINE UM CONSOLE MULTIPLATAFORMA COM TODOS OS CONSOLES JÁ LANÇADOS ATE HOJE.

    ESSE SONHO E O PROJETO HÍBRIDO.

    https://www.facebook.com/projetohibrido/

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