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pas_junior Paulo Júnior Featured

Os jogos precisam ser realistas?

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A Nintendo diria que não. E eu concordo com ela. Mas deixa pra lá. Por hora.

Videogames são compostos de duas partes: sistema e tema. Bem parecidos com os jogos de tabuleiro. Os jogos em geral, na verdade. Inicialmente, os jogos não tinham tema, eles podiam ser abstratos e ainda assim eram ‘mainstream’. Tetris, por exemplo, é o sistema puro sem nenhum tema por cima.

O tema então passou a ser cada vez mais usado nos jogos. Space Invaders, por exemplo, é um jogo em que uma nave atira em outras naves. O sistema é uma coisa que atira coisas em outras coisas. Excelente explicação aí, certo? De qualquer maneira, o tema poderia ser um caubói atirando flechas em aves. Podia ser um policial atirando em bandidos. A relação entre tema e sistema era simples. Um deles era feito para completar o outro.

Mas os jogos evoluíram, esta relação se tornou mais complexa. Agora o tema e o sistema tem trocas constantes, é um ciclo. Mas, para mim, o sistema ainda é o mais importante. Só que os desenvolvedores estão colocando, muitas vezes, o tema acima do sistema. O tema na forma de história e manifesto através da realidade.

Vamos aplicar, de forma exagerada, realidade em Tetris, junto a um tema. Digamos que Tetris é um simulador de uma pessoa jogando bolinhas dentro de um vidro tentando alinhar elas. Não é um exemplo ideal, até na vida real é uma atividade aleatória. Mas existe um motivo muito importante e válido para escolha, que é: tô com preguiça de inventar coisa melhor. Há gravidade na vida real, então as bolinhas cairiam bem rápido, rápido demais. E não faz sentido mudar as bolinhas (representadas por quadrinhos rs) em pleno ar, então lá se vai essa mecânica. As bolinhas cairiam e rolariam, então coloca-se isso no jogo também. Mas quando se coloca muita aleatoriedade em um jogo, você não está mais jogando o jogo, ele está te jogando. É igual Banco Imobiliário. Excesso de variáveis gera aleatoriedade e aleatoriedade faz com que não haja escolha. Pra mim escolha requer informação. Se você faz uma escolha não-informada, não é uma escolha. Você tem que poder, pelo menos, supor as consequências de uma escolha. E a aleatoriedade te tira isso. A vida real é aleatória, mas os games não precisam ser. Mais do que isso, se a colocação dos inimigos, os movimentos dos inimigos, as reações dos inimigos, se tudo é aleatório, então como se pode dizer que houve design por trás do jogo?

A realidade pode ser aplicada aos sistemas e aos temas. Mas ela é comumente usada para melhorar o tema, por que ela costuma estar contra os sistemas limitando eles. Antes os jogos tinham limites muito mais estritos para os desenvolvedores. Hoje em dia eles podem fazer tudo que quiserem fazer. Mas eu acho que eles precisam de limites e estão usando realismo para limitar o trabalho deles. Também, realismo é muitas vezes confundido com evolução. Por que há uma conexão. Quando a tecnologia evoluiu, se tornou possível simular a realidade em games. Coisas impossíveis no passado. Era impossível imitar a vida real com pixels de NES. Mas realidade não automaticamente simboliza evolução. E nós estamos em um ponto em que há escolha. Realismo não é obrigatório como você acreditaria se olhasse a indústria dos games como um todo.

Eu tenho uma opinião de que os jogos nunca deveriam se tornar perfeitamente realistas. Apesar do fato de que nunca irão, do contrário coisas como ‘game over’ e ‘reset’ não seriam possíveis. Eu acho que os jogos devem ser simulações imperfeitas da realidade, no máximo. De outra maneira, você precisaria ser um espião na vida real para jogar um jogo em que você é um espião. E é muito bacana poder fingir ser um espião sem ser um. Os reviewers vivem reclamando, e os gamers também, sobre a IA dos inimigos nesse tipo de jogo. No passado, os jogos eram como quebra-cabeças, onde você tinha que descobrir uma maneira de termina-los. Você tinha que descobrir onde ir, como ir, como derrotar o inimigo. Talvez houvesse mais uma maneira, mas havia sempre pelo menos uma maneira correta de proceder, então eles eram puzzles. Nada contra uma abordagem mais realistas, mas não é mandatório. Jogos podem ser jogos.

Jogos tem dois tipos de história. A história explícita que o jogo conta de formas ortodoxas e a chamada narrativa emergente. Uma que é exclusiva dos games. Que conta “eu cheguei lá, aí eu pulei na cabeça de um goomba e peguei o casco de uma tartaruga”, e é ditada pelo input do jogador. E essa, acredito, está sendo ignorada pela indústria em prol da outra, muitas vezes de formas intrusivas e forçadas.

Agora os lugares não podem ser labirintos e os personagens não podem ser ‘fodásticos' por que não é realista. Mesmo quando isso pode melhorar o gameplay de alguma forma. Indo ainda mais off-topic, agora backtracking é odiado como sendo velho e obsolete, por que era necessário no passado, você não podia fazer lugares tão grandes como hoje, então tinha que usar bem o seu espaço. Mas isso também adicionava, fazendo os lugares significativos por que você passava tempo neles. Era um detalhe inteligente da narrativa emergente. E os puzzles também, eram para te prender em um lugar e adicionar horas ao jogo. Mas que significado tem lugares com os quais você não interage? Não significam tanto.

Nenhum jogo precisa ser realista. E não acho que algum possa, já que qualquer forma de ficção automaticamente existe em uma dimensão alternativa, uma outra realidade, não a nossa, com regras próprias. O que é preciso é consistência. Por exemplo, em Final Fantasy X, os personagens podem respirar dentro da água. Nunca é mencionado pela história, mas não importa, por que nada contradiz isso em lugar nenhum do jogo, então tudo bem.

O realismo é feito por motivos de história, não gameplay. E por história eu quero dizer pra melhorar a história através da imersão. E a única imersão que conseguem pensar é realismo, infelizmente.

Em Rise of the Tomb Raider, a neve macia faz a Lara não poder pular e andar devagar. É usado com nenhum outro propósito além de (irritar) dar realismo. Se fosse por gameplay, poderia ser usado em conjunto com inimigos, onde você deveria mudar sua abordagem em batalha. Ou poderia ser usado como a lama em Tomb Raider 3, onde você tem que testar onde pode ir e encontrar seu caminho. Mas não, a maneira em que é implementado não é orientada para a jogabilidade.

Também, set-pieces. Há momentos nos TR clássicos que poderiam ser considerados set-pieces, mesmo que não sejam. Em Venice em Tomb Raider 2, há uma parte em que você tem que dirigir um barco através de bombas e saltar dele antes que exploda. Mas é bem orientado para a jogabilidade, por que você tem que descobrir que é o que você tem que fazer, você tem que preparar e fazer e há um desafio implementado através de uma porta com temporizador. Então é muito mais significativo, por que você está no controle e fazendo isso. É uma set-piece sob a lente de gameplay e não história/’cinema’.

Rise of The Tomb Raider

Platform: Xbox One
752 Players
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120
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    katsuragi · about 5 years ago · 6 pontos

    Boa! Realismo pra mim não importa, é de um JOGO que estamos falando. Eu quero me divertir nesses mundos onde coisas impossíveis no nosso são possíveis neles! Se eu quiser realismo eu vou pra rua e não jogar videogame!

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    typhonite · about 5 years ago · 4 pontos

    Textão excelente, mas quando acabou fiquei "Ué, cadê o botão de 'Ver mais'?" hahaha
    Na minha opinião o realismo não deveria focar nem em sistema, nem em história, mas sim no contexto geral daquele universo (como vc citou FFX), e desse modo ser aplicado tanto no sistema quanto no tema (como vc tbm citou que na parte da neve, em RTR, com mobilidade alterada, poderia haver um combate com novas regras, ou qualquer outra interação que desse significado a esse realismo).
    Adoro história em jogos, e apesar de ter sido parte da geração de jogos quase que puramente sistema, hoje em dia é a boa narrativa que me prende.
    O problema é justamente que os jogos estão focando DEMAIS na narrativa, com cutscenes de tirar o fôlego, mas sem inovar o gameplay, ou ao menos implementar alguma forma de interação com a história que não pareça desnecessária (QTEs) e envolva de fato alguma forma de habilidade, ou que ao menos faça alguma diferença na história, se, por exemplo, vc errasse uma QTE, ao invés de voltar a um checkpoint, aquele erro fizesse parte da história, dando mais sensação de controle, aumentando a importância do input.
    Nesse sentido, cito como jogo exemplar Dragon Age: Origins, que cada detalhe de decisão feita durante o jogo, até coisas aparentemente sem importância, geravam um impacto diferente no final do jogo, dando sensação de que você realmente influenciou aquele mundo, aquelas pessoas, é a cereja do bolo de um jogo com boa imersão.
    No lado inverso, cito The Order: 1886. Jogo com uma narrativa ótima, gráficos de cair o queixo, armas com mecânicas interessantes e maneiras... mas que focou tanto na história, que o sistema ficou de lado.
    A mobilidade em momentos é alterada tão somente para dar mais realismo a história (quando vc segura uma lanterna), mas ao invés de gerar imersão, a quebra.
    As armas mais inovadoras, apesar de terem ótimos conceitos, acabam não tendo influência o suficiente porque o sistema de inimigos e AI são o mesmo prato de arroz com feijão de outros shooters...
    Nem vou comentar sobre o sistema de stealth.
    Não bastasse isso, o combate com o chefe final, que deveria ser a cereja do bolo, com mecânica única e desafiadora características de um "Chefão", bem... Simplesmente repete a linha de outros combates e coloca alguns QTEs (que também são espalhados pelo jogo), sendo algo extremamente desapontador.
    No fim, um jogo que tinha potencial pra ser excelente, termina com um gosto de fel justamente por terem priorizado dar realismo ao tema, e ignorarem o sistema.

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    ectjunior · about 5 years ago · 4 pontos

    Não vejo realidade em bomberman clássico do SNES, mas é difícil achar um jogo tão divertido qnd se trata de multiplayer. xd ! Acho que toda a generalização é burra. Alguns jogos precisam de um gráfico bom, outros simplesmente o ignoram, e vc se vê de forma "pixelada" naquele universo, Chrono Trigger que o diga.

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    marcusmatheus · about 5 years ago · 3 pontos

    Pra mim eles só precisam ser realistas se for jogos de terror. Se não forem, não é necessário. Pois não consigo me assustar ou sentir tensão com games de 16 bists e afins.

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    lica · about 5 years ago · 3 pontos

    Bom texto! Mas discordo quanto à interferência na mecânica. Para mim influencia muito o gameplay os elementos colocados no jogo, sendo para dar mais realismo ou não. Ter neve em Tomb Raider é sim para influenciar o gameplay, exige uma mecânica de movimentação diferente e impacta completamente a imersão e jogabilidade como um todo. Acho, inclusive, que optar por alguns aspectos e não outras contribuem imensamente com a imersão. Até o posicionamento da câmera ajuda nisso. Acho que a questão que se coloca em termos de realismo é entre física e gráficos/arte. Gráficos/arte não precisam mesmo ser realistas, mas a física tem que fazer o mínimo de sentido dentro do que o jogo se propõe. ;)

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    gamesimperdiveis · about 5 years ago · 3 pontos

    Sinceramente acredito que não porque o que vale para se divertir no mundo gamer não são os gráficos e sim a história, os efeitos e a personalidade do jogo.

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    venomsnake · about 5 years ago · 3 pontos

    Realismo não é necessário de fato, mas não vamos negar que um bom gráfico e algumas coisinhas que simulam a realidade são muito bacanas de ver na tela, de interagir, é muito bacana por exemplo, ver como um tiro de rifle no Metal Gear Solid V a 300 metros sofre ação da gravidade ( Fazendo você gastar um tempinho calculando onde mirar pra não dar merda), ou de como a chuva e a nevoa podem interferir no seu campo de visão, detalhes realistas que alem de bonitos interferem na jogabilidade e te fazem imergir bem na atmosfera. Não é necessário mas é bacana TER, fora que varia muito do que querem passar, por exemplo um jogo como o crash bandicoot ou o sonic não precisa de realismo, seria até macabro ver o sonic e o crash de forma realista enquanto um jogo como GTA, Shooters e esses filmes interativos ( jogos que pesam no quick time events) é muito bacana de ver detalhes mais realistas por mais que eles passem longe da nossa realidade, afinal um tiro já basta pra derrubar alguém, enquanto nos jogos você pode até levar uma descarga de tiros de um rifle e sair andando

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    kess · about 5 years ago · 3 pontos

    Disse tudo.
    A Nintendo pode estar fincada em não "evoluir" para o realismo, mas com isso consegue atrair ainda muitos gamers, e olha só o sucesso que Pokemon Go tem feito, aliando a realidade-realidade com uma interação do virtual?
    Mais gamers que gostam dos games como são e menos istas, mesmo os grafico-istas

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    master_infinite · almost 5 years ago · 3 pontos

    Cara eu ainda fico muito exaltado quando vejo esses jogadores mais novos que falam que gráfico é tudo, opa nova geração, parece que nunca jogaram um Mario world de Snes ou um Castlevania Circle of the moon pra GBA pra falar que gráficos são tudo. Nesse Castlevania eu já tenho 14:34:53 de jogo e os gráficos não são o forte do game (e olha que eu acho ele bem charmoso) chash bandicoot de PS1 que tem uma jogabilidade muito fluida e várias coisas engraçadas, Sunset Riders de Snes (ou arcada que da pra 4 pessoas jogarem ao mesmo tempo, que é bem mais bonito que a versão de Snes pelo seu poder gráfico superior)vale é um come ficha ou continué desgraçado mas não te deixa de ser um fantástico jogo e não tem os gráficos tipo do Riso of Tombe Rider, super street fighter 2 (qualquer versão, mas vou dar destaque pro de arcade) não tem os gráficos do S4 mas é tão legal quanto, megaman (nes) o jogo só tem 8 bits mas não deixa de ser desafiador e acima de tudo divertido.
    Cara essa questão de gráficos é só um detalhe pro game, mas como as empresas quem sempre imprecionar o seu público mais novo"sem deixar o mais velho de lado" ele cagam na jogabilidade e apelo pra gráficos realistas, ou seja, essa básicamente é a geração do Sacrifício, jogabilidade e dificuldade (dificuldade é pra ser abordado pra email assunto diferente) por gráficos.

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    ilusionx · almost 5 years ago · 3 pontos

    A industria dos jogos esta ficando mais e mais dependente do realismo, eu estudo na área e existe uma coisa chamada MDA(Mechanic - Dinamic - Aestetics ou algo parecido XD) que representa como funciona a mecanica, a dinamica que ela traz e sua estetica que é como o jogador ve aquela mecanica sendo passada a ele, e hoje em dia o publico por ser atraido facilmente pela estética de um jogo traz para que a industria foque bem mais a ela, em que vc chamou de tema.
    Muito bom a leitura, parabens!!

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    spider · about 5 years ago · 2 pontos

    Post muito bacana, parabéns!

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    ascendase · about 5 years ago · 2 pontos

    @sikora FEATURED DETECTED

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    pauloaquino [Account Suspended] · about 5 years ago · 2 pontos

    Com esta minha declaração, no mínimo eu vou passar por "old school".

    Realismo é meu "zovu".

    Talvez seja saudosismo meu, em 2016 eu espero ver jogos nada realistas. Tipo, "quer realismo, vá ver um telejornal" (o que iria também pra algumas turmas por aí, né, que "coçam porque não são Capitão Gancho").

    Eu adaptaria a idéia do @marcusmatheus desse jeito: deixa esse negócio de realismo pros games de esporte. PES, esses games de F-1 ou também coisas como NASCAR... Não sei se ainda fazem games de NASCAR.
    E simuladores também.

    Em 2016, que há toda uma gama de estilos de game, o "porque sim caralho" também tem espaço.

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    wallian · about 5 years ago · 2 pontos

    Parabéns pelo post :D

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    firerockbird · about 5 years ago · 2 pontos

    bem depende, as vezes pode dar certo como escolha de diálogos, movimentação mais suave e reação ao corpo ao levar dano, e também pode ser muito frustrante, como em um jogo de tiro onde você atira a queima roupa com rockte launcher e seu personagem morre instantaneamente.

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    ramonex · about 5 years ago · 2 pontos

    Bela postagem é disso que o alvanista precisa!

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    leonma · about 5 years ago · 2 pontos

    infelizmente para quem olha apenas gráficos, nunca jogará jogos antigos e que valem a pena. muito boa a materia se puder da uma passado no meu blog :D http://www.leonma.com/

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    busuba · about 5 years ago · 2 pontos

    Realismo, gráficos belíssimos, tudo isso não passa de chamariz para atrair determinado público, o visual ao meu ver é irrelevante, tanto que ainda jogo games em 8 e 16 bits, quanso se tem o sistema dito acima superior a experiência, a diversão e a imersão no jogo se torna algo fantástico. A Nintendo é mestre nisso, há tempos seus jogos não focam mais em visual, mas são belíssimos em enredo, narrativa e jogabilidade, cada jogo tem experiências únicas, não que isso seja apenas mérito da Nintendo, as outras também o fazem, mas em menor escala ao meu ver. Gráficos podem enriquecer grandemente um jogo, mas ele não deve ser a causa principal da experiência.

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    slvrodrigues · about 5 years ago · 2 pontos

    De a Cesar o que é de Cesar. Concordo plenamente que nenhum game é 100% realista, e talvez, mas não que não seja possível, não existirá um. Agora existem classes de jogos, e nichos de jogos. Space Invaders, Tetris, alguns puzzles em geral se encaixam nessa categoria, onde história /realismo são irrelevantes para o que se é proposto, que é o Raciocínio lógico. Jogos de carros por exemplo, possuem no mínimo 2 modos Arcade que é algo sem compromisso algum, e totalmente absurdo diante das leis da física e realidade vide Burnout, e os que nos proporcionam algo ímpar, como reproduzir a mais fiel e possível experiência de se guiar um Porsche em Nurburgring, algo inalcançavel para muitos mortais. Jogos de guerra precisam de uma história, precisam de gráficos, precisam de física, dramaticidade, precisam nos dar imersão, nos passar realmente a sensação de desespero quando o pente acaba, ao ver os companheiros sendo mortos um a um, e em determinado caminho seguir sozinho, enfim, cada categoria tem suas peculiaridades, seus apoios, e suas raízes. Cada gamer tem um perfil, e é para isso que existem centenas de produtoras, e categorias a serem exploradas. Que os jogos não necessáriamente precisam ser realistas para se divertir isso é fato, nintendo Wii provou isso com praticamente toda uma biblioteca, mas não só de diversão descompromissada vive um gamer, jamais desprezarei e negarei que adoro jogar Alex Kidd, Toy Story, e até o totalmente incoerente Saints Row, mas jamais viverei sem um bom FPS de guerra, ou aquele game de corrida de curvas perfeitas... sem falar no bom e velho futebol.

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    andre30 · almost 5 years ago · 2 pontos

    cara quando comecei a jogar no Atari, realismo era a coisa menos importante, valia mesmo era a imaginação.

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    projetohibrido [Account Suspended] · over 4 years ago · 1 ponto

    PROJETO HÍBRIDO, O SONHO DE TODOS OS GAMERS.

    IMAGINE UM CONSOLE MULTIPLATAFORMA COM TODOS OS CONSOLES JÁ LANÇADOS ATE HOJE.

    ESSE SONHO E O PROJETO HÍBRIDO.

    https://www.facebook.com/projetohibrido/

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    gigaalien · about 4 years ago · 1 ponto

    na minha opnião não se eu fosse tecnico de jogos eu faria até um com gráfico de atari 2600

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    willy_wonka_6666 · almost 4 years ago · 1 ponto

    se o jogo for bom, os graficos são detalhe

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    fidelisgeek · almost 5 years ago · 0 pontos

    Dá um apoio lá galera! <3 http://alvanista.com/averdadesobreeles

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