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anduzerandu Marcos

Registro de finalizações: Paper Mario: The Origami King

Zerado dia 17/08/20

Olha eu aqui de novo! Notei que um bocado de gente começou a me seguir esses dias. Por quê será? Bug no Alvanista talvez? Faz um tempo desde que terminei um jogo e postei aqui, mas tenho alguns motivos pra isso! Voltei a trabalhar (a tarde toda e só chego em casa a partir das 20h, cansado), mas ainda assim continuo as minhas jogatinas, principalmente pela manhã dependendo da hora que levanto. A noite também jogo video game, mas alguns dias estou bem cansado e acabo ficando com sono muito rápido, e se o jogo for mais lento, ferrou!

Pois é, o caso aqui foi justamente a combinação de cansaço com falta de tempo com RPG. Quem lê meus textos deve saber que de vez em quando reclamo das minhas "dificuldades" com títulos estratégicos/com muito texto ou lenga-lenga. Fora que muitas noites tenho me concentrado em Animal Crossing: New Horizons ou Rogue Company com os amigos.

E o que dizer de Paper Mario: The Origami King? Um jogo lançado bem recentemente e que faz parte da trindade (junto com Kirby Star Allies e Luigi's Mansion 3) de títulos que joguei gratuitamente graças à uma amiga que emprestou sua conta pra usar aqui.

Sobre a série Paper Mario, eu sempre quis jogar, desde que a conheci por revistas há séculos atrás, mas só pude finalmente a experimentar com a bomba do Sticker Star (3DS). Apesar do jogo ter decepcionado bastante (e todo mundo ter concordado com isso), curti a ideia e fui jogar os outros. 

Com o tempo, emulei o de N64 no celular e amei a experiência. Em seguida comecei um tiquinho do Super (Wii) e finalizei o Color Splash (Wii U). Ainda não joguei o Thousand-Year Door (GC) que o povo diz ser o melhor, mas já deu pra entender bem do que os jogos se tratam.

No Switch os rumores já vinham de muito tempo: jogo novo aqui, remaster da versão de Gamecube ali. Pra mim a versão de Wii U ainda parecia tão recente e tendo dois na lista ainda pra jogar, eu nem chegava a me interessar num novo Paper Mario.

Enfim, o jogo foi anunciado num curto vídeo da Nintendo meio que do nada. Fizeram até um vídeo de gameplay explicativo ao vivo que foi a coisa mais chata do mundo. Me convenceram a não comprar!

Depois de seu lançamento, vi bastante gente falando bem e tal e fiquei bem dividido. Seria um daqueles jogos pra baixar num Switch futuramente desbloqueado? Bem, rolou essa oportunidade e lá fui eu...

Começando a aventura, eu não sabia bem o que esperar, mas logo qualquer vontade de continuar jogando foi se esvaindo. A apresentação de Origame King é horrível! Um monte de conversa fiada e logo você já está na aventura com uma desculpa sem graça de ajudar o reino. Chega a ser bizarro.

Logo você se encontrará na cidade principal, cheia de lugares pra ir, prédios e nenhum personagem nela. Eu não consigo descrever o quão parado e tedioso o início desse jogo é. Que coisa mais esquisita!

Em seguida você estará no primeiro mapa da aventura, onde o vídeo ruim da Nintendo tinha mostrado. Até então o jogo estava me bombardeando de diálogo a todo momento e quase nenhum gameplay. Acho que passei uns 3 dias sem voltar pro Paper Mario por falta de interesse. Acabei me forçando um pouco pois além de eu sempre terminar meus jogos, estava me sentindo meio que pressionado a "devolver" a conta o mais rápido possível!

Com mais um pouco de jogo, logo me foram apresentadas algumas de suas particularidades, como o sistema de batalha, que deixou a muitos com a pulga atrás da orelha por ser meio diferentão e principalmente por não dar XP (o jogo não tem sistema de level up). Pra quê batalhar?

Pois é, existem dois tipos de batalha: o mais comum, que acontece num tabuleiro e que funciona mais como um quebra-cabeças que qualquer outra coisa. Esse tipo de batalha ainda tem duas versões: contra inimigos comuns e contra chefes, que são bem diferentes. O outro tipo de batalha é mais incomum e acontece no mapa mesmo (sem entrar em uma arena). Geralmente envolve desviar dos inimigos e acertá-los no momento certo.

As batalhas no tabuleiro, mais importantes, funcionam da seguinte maneira:os inimigos aparecem no campo, cada um em um quadrante diferente, e logo depois se espalham. O seu dever é rotacionar os círculos do tabuleiro ou deslizar as colunas de modo que os inimigos fiquem ou em linha reta (imagem acima) ou posicionados num espaço de 2x2. Inimigos em linha reta serão todos golpeados com seu ataque de pulo com a bota. Até quatro inimigos serão acertados com seu martelo se estiverem juntos num espaço de 2x2.

O que acontece se você não conseguir os ordenar de forma correta ou o tempo acabar? Você só vai prolongar a batalha e possivelmente tomar dano, e você não vai querer nenhum dos dois!

Imagine que uma linha ficou com 3 inimigos e um deles ficou na coluna do lado. Você vai pular nos três e em seguida, no turno dos inimigos, o que restou vai te atacar (se você apertar A no momento certo o Mario defende e diminui bastante o dano).

Algumas batalhas são mais chatas e você vai querer ordenar os inimigos de forma correta e os derrotar o mais rápido possível, como em algumas que os sobressalentes chamam reforços pro campo, batalhas com muitos inimigos a serem derrotas (tipo 12 ao mesmo tempo) e batalhas por onda (derrote todos os monstros para seguir para a próxima onda, sendo 3 ondas o máximo).

O fato é que as batalhas, independente dos inimigos, são MUITO parecidas e o jogo cai na repetitividade super rápido! O lance de não ganhar experiência, apenas moedas, também não ajuda em nada e eu acabava desviando de muitos deles para me poupar tempo pois o sentimento na grande maioria das batalhas comuns é justamente esse: perda de tempo!

O dinheiro, que li muita gente recomendando juntar por ser super importante, é usado para adquirir itens como botas e martelos melhores (mas eles quebram depois de alguns usos), equipamentos de habilidades passivas (tipo aumentar o tempo para você organizar as batalhas ou vida maior) e itens de cura. Infelizmente esses itens são raramente encontrados em lugares que não sejam a loja da cidade principal e por preguiça eu acabava nem comprando muito e quase nem senti falta. Mais pra frente acabei estocando um bocado na mochila por serem bem mais fortes que os básicos inquebráveis e agilizarem muito as batalhas (até porque tem muita batalha surpresa e eu só queria continuar explorando).

No final do jogo eu estava com 90.000+ moedas e não via motivos para comprar mais nada. Eu estava constantemente usando uma função que você joga moedas no campo e os Toads da audiência pulam dentro do campo, organizam os inimigos pra você, causam danos a eles e ainda te dão itens e te curam. Uma das milhares de facilidades que o jogo trás e que comprovam o quão infantil ele é (quase sempre).

The Origami King começou a ficar mais interessante na batalha contra o primeiro chefe. Nos chefes, ao invés de você ficar no meio do campo e apenas organizar os oponentes e os golpear, você fica de fora dos círculos enquanto o grandão fica no meio. Seu objetivo é organizar o chão e criar um caminho pro Mario chegar até ele!

Nos espaços você vai ter coisas como setas, que mudam a sua trajetória, itens de cura, aumento de ataque, ação extra e golpes especiais. Os chefes por sua vez tem habilidades únicas e que vão demandar estratégia da sua parte muito além de apenas fazer um caminho simples. 

Eu vou te dizer, as batalhas comuns desse jogo são um porre, mas as dos chefes são sensacionais! É quase lamentável que não tivessem dois tipos de mecânicas de batalha e terem deixado os círculos apenas pros vilões de cada capítulo!

Enfim, são uns 5 mundos e cada um é dividido em duas partes, sendo que a primeira termina contra um monstro origami que depois vira um "summon" seu e uma batalha final contra objetos de papelaria/escritório, como perfuradores de papel e tesoura. Sei que a série tem umas cosias de objetos realistas no meio do mundo fantasioso, mas aqui é bem aleatório e não condizem com nada. Pra mim, uma péssima escolha dos designers (mas pelo menos as batalhas são bem feitas).

Falando em consistência, The Origami King não tem quase nenhuma. O jogo é uma grande viagem muitas vezes, mas de uma forma que pra mim só parece uma chance perdida de ter feito algo que fizesse mais sentido. Seu objetivo é viajar para diversas áreas e libertar o castelo da princesa de 5 fitas de papel gigantes. Nenhuma área tem nada a ver com a cor de sua fita. Ok, até aí tudo bem.

Os grandes e poderosos defensores dessas fitas (os objetos inanimados de escritório) dificilmente fizeram algo nos mapas relacionado aos seus poderes! É muito aleatório!

Fora que tem partes que são sem pé nem cabeça, como uma parte que você navega estilo Wind Waker/Phantom Hourglass e há um bocado de névoa. Visite uma ilha escondida, liberte um Toad ou outro e ele dizem que vão te ajudar. Você volta pro barco, do nada surge um ventilador gigante e some com a névoa. Qual o sentido disso? Não conseguiram pensar em nada melhor? O Sticker Star teria feito melhor, sem dúvidas.

Há ainda bastante área escondidas que não parecem que deveriam ser assim, como entradas, inclusive de onde você veio, que ficam atrás de objetos ou que não parecem ser um caminho. Esquisito.

Resumindo: Paper Mario: The Origami King é um jogo bom, apesar dos apesares. Nas primeiras horas eu já preparava um review pra destruí-lo, mas a partir da segunda área (fita azul) eu já estava achando que o jogo estava bem menos preguiçoso e muito mais interessante. Fui ficando viciado e fiz um bom bocado do jogo, que parecia ser gigantesco na velocidade que vinha jogando, em apenas um dia (duas fitas e meia só ontem). Há um bocado de vacilo aqui e ali e o jogo poderia ter sido melhor e mais bem pensado, mas acho que curti mais que o Color Splash (que a galera torce o nariz mas eu acho legal). Ainda assim, a minha escolha, dentre os que joguei fica com o Paper Mario 64.

De bom: o jogo é muito bonito. Tem textos legais (apesar que nada muito novo na série). Batalhas contra os chefes são muito divertidas. Motivos para continuar jogando incluem coletar todos os itens pro museu e encontrar todos os Toads escondidos.

De ruim: batalhas comuns são tediosas e verdadeiras perda de tempo. Muita conversa fiada as vezes e pouca jogatina. O enredo é bem cliché (mas explorar os mapas é legal). Se eu fosse a IGN: Too much Toad! O jogo tem Toad demais pra tudo e explora muito pouco outros personagens da franquia. Os inimigos são origamis, mas acho que poderiam ter feito origamis mais originais ao invés de koopa troopa origami, goomba origami. Digo isso pois os próprios vilões estão lutando contra esses origamis. Enfim, poderiam ao menos ter elaborado melhor que es=les foram convertidos ou coisa do tipo.

No geral, vale a pena jogar, ainda mais se você já conhece a série e tem a mente aberta. Melhor que as versões de 3DS e Wii U, pode ter certeza e cheio de momentos altos e baixos. Pra mim, é apenas mais um jogo e que poderia ter sido melhor. Joguei poucos mais de 25 horas e não jogaria novamente, então cuidado ao gastar aqueles R$299!

Paper Mario: The Origami King

Platform: Nintendo Switch
41 Players
10 Check-ins

20
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