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  • mateusmaster Mateus Antonio da Silva
    2021-12-01 13:51:29 -0200 Thumb picture

    Expansão finalizada #40 – Resident Evil 7: Not a Hero (PS4)

    42º em 2021

    Esse era um dos conteúdos de RE 7 que eu mais estava na expectativa de jogar, por motivos de Chris Redfield (mesmo que não tenha nem a voz e nem o rosto que conhecíamos). Na época essa expansão foi prometida como sendo gratuita e para o começo do ano de 2017, mas foi adiada e lançada somente em dezembro junto com a End of Zoe, por isso devo ter deixado passar na época (e na época eu não era tão fã da franquia ainda). Essa DLC tem umas duas horas de duração e mostra Chris perseguindo o maníaco do Lucas, que sobrevivera à passagem de Ethan em sua casa. O jogo é divertido e tal, mas faltou um pouco mais de contexto narrativo.

    A expansão se diferencia em gameplay do jogo base devido estarmos jogando com um experiente em combate contra B.O.Ws da BSAA, todo equipado com armamentos de primeira (fornecidos pela nova e aparentemente benevolente Umbrella), proteções e inclusive um capacete vindo diretamente de Halo – que inclui um HUD bem demarcado. Chris ainda vai upando seu traje com visão noturna e um disco que filtra o oxigênio em locais com esporos do mofo. O cenário que exploramos é o das minas de sal, aquele em que Ethan encontra laboratórios da The Connections. Porém Chris adentra o cenário mais profundamente, tudo para buscar Lucas que havia matado um integrante do seu squad e sequestrado outros três. Em uma vasta área temos que explorar três caminhos para aos poucos ir pegando as melhorias que citei acima, além de uma munição especial para acabar com os inimigos inéditos desse modo: os mofados brancos! Quem produz essa munição contra seres regenerativos é a Umbrella Azul. Então passamos por diversos cantos estreitos, escuros, com armadilhas e lasers, enfrentando diversos mofados, alguns mofados brancos (vão de base rapidinho com a munição especial da Umbrella), e um mofadão gigante que até deu certo trabalho para morrer. Por fim é, perseguindo Lucas, passamos por um grande laboratório oculto que ali se encontrava, cominando em uma batalha final derradeira contra o marmanjo pirado. Olha, o único ponto negativo da gameplay é a facilidade: como estamos muito bem equipados, fica fácil derrotar todo e qualquer inimigos que encontramos, inclusive o boss final.

    Na história, vemos um Chris irritado por estar trabalhando em conjunto com a Umbrella Corporations (aka Umbrella Azul), que agora está reformada e “boazinha”, ajudando na batalha contra B.O.Ws, oferecendo armamentos, equipamentos e soldados para agências especiais como a BSAA. A trama gira em torno da operação Lurking Fear, que Chris que faz parte, e tem o objetivo de eliminar a supercolônia de Mofados em Dulvey Parish, Louisiana. Logo após o final do game base, quando Chris e o pessoal da Umbrella Azul resgatam Ethan, ele recebe ordens para prender Lucas Baker, que está escondido na Mina de Sal Abercrombie, devido envolvimento com a organização criminosa The Connections. O resto do esquadrão de Chris foi declarado desaparecido após serem capturados por Lucas. Inclusive logo no início Lucas surpreende Chris e coloca uma bomba em seu pulso. Chris, mais determinado do que nunca, continua sua perseguição. Ele tenta resgatar vários soldados da Umbrella que foram capturados, mas eles são mortos pelas armadilhas de Lucas. Eventualmente, Lucas ativa o cronômetro na bomba de Chri, que é forçado a congelar a bomba em nitrogênio líquido, desativando-a por tempo suficiente para removê-la. Após isso Chris tem que derrotar inúmeros mofados e sobreviver à armadilha final de Luca... O cara é brabo! Até que se depara em um laboratório de pesquisa secreto da The Connections. Porém lá descobre que Lucas matou todos os pesquisadores da organização e planeja ainda pretendia traí-los ao enviar dados sobre Eveline para outra empresa (até então desconhecida). Chris consegue encurralar e atirar em Lucas, o que provoca mutações em seu corpo e desencadeia a boss battle final! Com sua missão cumprida e a infecção de Eveline contida, Chris retorna ao acampamento base da Umbrella Azul e o jogo acaba.

    Olha, para mim faltou explicarem um pouco mais sobre essa tal Umbrella Azul, deixar claro se eles realmente possuem objetivos puros e tal. Além disso essa expansão tem um nome tão charmoso Not a Hero, mas em momento algum toca nessas questões sobre os pensamentos e conflitos internos de Chris... Não como acontece em RE5 ou no filme Vendetta – que, inclusive, tem uma cena de diálogo com Chris em que ele fala algo do tipo, que ele não se considera um herói por que apenas está matando seres infectados que um dia foram pessoas. Além disso, tudo que ele tenta fazer aqui é resgatar os soldados de seu batalhão, e acaba falhando por motivos alheios à sua pessoa. Sei lá, eu estava esperando ver mais conflitos nessa história e tal, mas tudo que parece é que essa é apenas mais uma missão que o soldado, entre várias de sua longa carreira. De resto eu gostei de ver os diálogos sarcásticos que Chris (bem mal humorado) tem com a operadora da Umbrella que conversava com ele pela escuta, porém ele é até grosseiro em certos pontos kkk

    Sim, Not a Hero é uma adição legal para o ótimo game que é RE7, traz um diferencial legal ao permitir jogar com um soldado tão experiente como Chris e ainda equipado completamente com tecnologias da Umbrella Azul. Levei 2 horas para terminar, é curta, mas da uma exploração legal pelos cenários das minas e o laboratório. Porém é fácil até demais, não senti muita dificuldade no modo normal, nem mesmo nas duas batalhas conta chefes, sendo necessário somente paciência e despejar balas neles. A história até revela um pouco e entrega algumas informações que o jogo base deixa, mas poderiam ter revelado mais, tem poucos files. Enfim, é uma boa DLC que conclui o arco de Lucas que ficou em aberto no jogo base e permite jogar com nosso querido Chris – mesmo que não seja nosso querido Chris, não com aquela cara e essa voz nada a ver! Kkk

    3,5/5 estrelas.

    Resident Evil 7: Not a Hero

    Platform: Playstation 4
    50 Players
    4 Check-ins

    5
  • mateusmaster Mateus Antonio da Silva
    2021-12-01 04:36:14 -0200 Thumb picture

    Expansão finalizada #39 – Resident Evil 7: Banned Footage Vol. 2 (PS4)

    41º em 2021

    O segundo pacote de expansão das fitas também traz dois modos novos para agregar levemente à história de RE7, ao mesmo tempo que entrega experiências criativas dentro da estrutura firmada no jogo original. Também disponibiliza o hilário minigame Jack’s 55th Birthday, que é exigente bagarai em suas pontuações kkkk Aqui temos um completo jogo de cartas no modo 21 e Daughters, um capítulo interessantíssimo em que vemos a família Baker no momento em que suas vidas foram viradas ao avesso.

    21 é um modo em que novamente jogamos com o coitado do Clancy, que passa por sua terceira dose de tortura na casa dos Baker. Dessa vez é Lucas quem “brinca” com ele. Em uma sala pequena, Lucas algema Clancy e Hoffman, outro azarado que está com um saco na cabeça, ambos em lados opostos em uma mesa de jogos. O objetivo do lunático é que ambos joguem partidas de baralho, mais especificamente o jogo 21, em que a soma das cartas da mesa deve ser ou 21 ou o número mais próximo disso. Primeiramente está em jogo os dedos de ambos, mas ao passar de nossas vitórias Luquinha mostra toda sua “criatividade” ao aumentar a aposta, com aparatos que eletrocutam o perdedor e ao final uma serra que dilaceraria a cara do desafortunado. O jogo é bem legal, eu que nunca havia jogado 21 agora passei a curtir! Claro que, por ser um videogame, tem que ter elementos lúdicos, então a cada rodada temos trunfos, cartas especiais que concedem bônus para que o jogo não dependa apenas da aleatoriedade (como comprar cartas propícias, descartar cartas, fazer o adversário dobrar aposta, etc). Lucas mostra toda sua psicopatia nesse modo, usando até o corpo de Hoffman como marionete no round final! Bom que Clancy aparentemente nasceu em Las Vegas e se dá bem kkkk

    Daugthers é o modo mais focado na história dessas duas DLCs de fitas, funcionando como um pequeno trecho de história. Jogamos com a pobre Zoe Baker, em 2014, na noite do fatídico dia em que o navio naufragou nos pântanos da Louisiana devido um furacão (conforme informavam no noticiário que ela assistia). Já de início vemos versões pacíficas dos membros da família Baker, um Lucas jovem revoltado no celular, Marguerite mãe carinhosa cozinhando, e Jack chegando ao resgatar um pobre pobre menina indefesa. Fica ao cargo de Zoe levar roupas novas para a garota, e é aí que o pesadelo se inicia: em um aparente momento de calmaria, Zoe deixas as roupas perto de Eveline que subitamente acorda e diz “Vocês são meus agora”, fazendo a luz apagar e sair correndo do quarto... tenebrouser! A partir daí vemos cada membro da família sendo tomado pela maldita garotinha e temos que tentar escapar da casa. Por sorte eu vi a senha do celular de Lucas e consegui acessar ao notebook dele e vi a dica de procurar pela caixa vermelha que continha a chave para sair da mansão. E assim após desesperadamente fugir do pai e se espreitar para não ser achada pela mãe, ambos praguejando sobre a Zoe. Por fim, ao conseguir escapar pela porta da frente, Zoe adentra o trailer em que Mia estava, tudo para ser surpreendida por Eveline que diz que agora elas são irmãs (e que susto!) Curti essa expansãozinha pois ela mostra o lado humano da família e vemos que eram pessoas boas antes da infecção pelo mofo e a tragédia que aconteceu naquele local devido Eveline.

    E o minigame da vez que acompanha o pacote é o hilário modo Jack’s 55th Birthday, em que Mia tem que levar MUITA comida para um faminto Jack – muito exigente por sinal. Tudo está meio decorado, com balões e cartazes, sem falar Jack e os Mofados todos com chapeuzinho de aniversário kkkk É complicadinho, ainda mais se for tentar pegar rank S... tem que ser muito rápido, cé loko, eu não tentei não. São alguns cenários, como a casa de hóspedes, a área de testes e a casa principal. O jogo é bem rigoroso quanto aos tempos, qualquer errinho é motivo de reinício se busca os troféus. É bem arcadezão mesmo, não faz bem meu tipo de jogatina, então esse eu só entrei mesmo para conhecer.

    Enfim, mais um bom conteúdo esses que vieram na expansão. O jogo de cartas realmente é divertido e pode até viciar, já o modo narrativo de Zoe é bastante relevante para quem curte o game principal. Soma umas boas horas a mais de coisas para se fazer nesse ótimo game. O que resta agora é tentar vencer dez inimigos seguidos no 21 com a mesma “barra de vida” kkk além de se estressar alimentando o Jack paspalhão.

    4/5 estrelas

    RESIDENT EVIL 7 biohazard Banned Footage Vol.2

    Platform: PC
    8 Players

    4
  • mateusmaster Mateus Antonio da Silva
    2021-12-01 04:30:25 -0200 Thumb picture

    Expansão finalizada #38 – Resident Evil 7: Banned Footage Vol. 1 (PS4)

    40º em 2021

    Essas foi a primeira expansão do ótimo RE7, e nesse pacote vieram conteúdos interessantes para acrescentar à franquia com 3 conteúdos novos: Os modos Nightmare, Bedroom e Ethan Must Die! Esses itens ficam acessíveis em um menu que simula um VHS e uma TVzinha de Tubo, como se cada modo fosse uma fita (tudo isso para combinar com esses elementos presentes no game base). Essa primeira expansão não tem tanto conteúdo relevante para a história em si, mas trazem uma boa dose de diversão e dificuldade – uma booooooa dose de dificuldade. Interessante notar que nos dois primeiros modos citados jogamos com Clancy Jarvis, o cameraman azarado (aquele que também jogamos no trecho da primeira fita no game original) que sofreu nas mãos de cada um dos Bakers.

    Nightmare é, basicamente, um modo de Sobrevivência com ondas de infectados a serem abatidos em alguns rounds. Lembra muito os modos zumbis de Call of Duty (pelo menos os primeiros, em que eram mais simples e diretos). Na história, Jack Baker prendeu Clancy no porão da residência para que ele morra para os Mofados ali presentes. O objetivo é sobreviver da meia noite até as cinco da manhã, portanto nosso cameraman da depressão desesperadamente luta por sua vida! O minigame é bem divertido, mas desafiador ao princípio, ainda mais que o próprio Jack aparece em dois momentos em que temos que derrota-lo com o pouco que temos. Durante as rodadas temos que coletar sucata nas máquinas que vamos ativando, comprar armas, munições e melhorias nas mesas de trabalho e abrir portas para ativando mais máquinas, mais espaços para sobrevier. O bom é que a cada jogada (mesmo as falhas) o modo nos premia com pontos que usamos para liberar vantagens para a próxima tentativa. Só por isso que eu consegui terminar esse modo matando mofados basicamente só com a faca, e socando balas de alto calibre no maldito Jack!!!

    Bedroom, como o nome sugere, se passa inteiramente no quarto do casal Baker e jogamos na pele do sofrido Clancy que acordou algemado a uma casa, após ter sido capturado por Marguerite. Ela deseja, em sua insanidade, alimentar Clancy com repugnantes pratos cheio de vísceras humanas, ratos e outras nojeiras inacreditáveis, a fim de que ele “seja parte da Família”. Nisso temos que fazer de tudo para escapar dali, resolvendo puzzles ao mesmo tempo que temos que voltar correndo para a cama ao ouvir a aproximação de Marguerite – sempre arrumando o quarto ligeiramente para evitar ser golpeado pela velha maluca. Esse modo é engraçado e tenso ao mesmo tempo, da uma aflição arrumar todo o quarto e correr para a cama no tempo limitado. O bom é que ao final dá pra dar uma bela golpeada na demonha e fugir pela passagem que tem em baixo da cama! Ah, e eu achei os três ratos mortos que o troféu pede.

    Agora, Ethan Must Die, é um minigame lazarento de difícil em que temos que sobreviver aos inimigos que estão mais fortes, enquanto coletamos armamento (limitado) e ao fim enfrentar Marguerite versão monstruosa na Estufa. Esse modo não tem checkpoint, saves e nada, mas fica uma estatuazinha de santa no local da morte, que ao quebrar dá um item que tínhamos em mãos na run anterior para Ethan. A sacanagem é que certas caixas de itens têm explosivos para dificultar ainda mais a vida... Realmente, querem matar o Ethan kkkkk Confesso que esse minigame não me dei o esforço de zerar ainda, mas quem sabe futuramente.

    Olha, essa expansão acrescenta material divertido e bastante desafiador que utiliza bem as mecânicas do game base para criar algo diferenciado. Foram umas boas horinhas a mais de RE 7 na conta! Pelo menos jogando agora na versão Gold do jogo vale bastante a pena. Gostei bastante dos dois modos principais, e um dia quem sabe tento a sorte no modo mais difícil do modo horda hahah

    4/5 estrelas

    RESIDENT EVIL 7 biohazard Banned Footage Vol.1

    Platform: PC
    10 Players
    4 Check-ins

    4
  • mateusmaster Mateus Antonio da Silva
    2021-11-25 22:42:22 -0200 Thumb picture

    REzerando - Resident Evil 7: Biohazard (PS4)

    39º em 2021

    Welcome to the Family, son! Não tem jeito, RE7 continua para mim um dos melhores games da franquia, além de também ser o mais aterrorizante. A Capcom realmente soube revitalizar a franquia com esse game ao mesmo tempo que volta com toda a estrutura de gameplay dos games clássicos. Já havia jogado lá em 2017, perto de seu lançamento e já havia gostado bastante, mas agora já conhecendo a franquia inteira eu pude apreciar ainda mais esse ótimo game de Survival Horror, entendendo os motivos das mudanças e as aceitando em grande parte. É sim Resident Evil, tem sim a essência da saga, tanto em enredo e – principalmente – em gameplay! Ethan, mal te conheço, mas já te considero pakas!

    Sem enrolações, o sétimo game da franquia trouxe de volta praticamente TODOS os elementos de jogabilidade que faziam os games clássicos serem considerados Survival Horrors. Além disso, o que faz um game “ser um bom Resident Evil”? Eu diria que esses elementos juntos, concatenados, são necessários para que isso seja alcançado:

    -Temática de terror: cenários escuros, assustadores. Eventuais momentos de jumpscares.

    -Level desing inteligente: com mapas interconectados, com caminhos bloqueados que só futuramente o jogador conseguirá progredir; necessitar de backtracking.

    -Gerenciamento de itens: ter espaço limitado no inventário e assim ter que passar "sufoco" para lidar com os itens que possui, tendo, se possível, local para armazená-los.

    -Escassez de armas e munições: outro fator que faz o ser mais tenso, ter que fazer cada bala contar, não deve ser simplesmente um shooter sem limitações;

    -Inimigos zumbificados: os inimigos básicos desses games tem de ser humanoides em estado limitado de consciência, sendo agressivos e com força e resistência anormais.

    -Trama construída utilizando artifícios como Armas Biológicas (ou melhor, Bio-orgânicas) para justificar os acontecimentos da história, assim como a razão de ser dos inimigos e chefes. Isso envolvendo corporações malignas da área farmacêutica, governos, agências contra bioterrorismo, etc.

    -Puzzles necessários para resgatar determinado item ou abrir alguma passagem importante para o progresso.

    -Lore apresentada em documentos, fotos, itens do cenário.

    -Cura com itens específicos (no caso, ervas e sprays).

    Bem... ao jogar Resident Evil 7, podemos observar todos esses elementos, mesmo que alguns em menor escala que outros (como a quantidade de munição, que aqui fica quase abundante a partir da metade do game). Enfim, a jogabilidade funciona muito bem, ô joguinho gostoso de jogar: buscar por itens, respirar aliviado com cada munição encontrada, desbravar cada canto dos mapas, derrotar todos os inimigos presentes etc. Mas olha, que esse jogo dá um cagaço, dá! Pelo menos até a metade do game mal temos armas à disposição, munição realmente escassa e claro, a possibilidade de dar de cara com os integrantes da família Baker a cada corredor que adentra! Mesmo já tendo jogado antes (ok, foi há 5 anos atrás quase) eu ainda fiquei com o toba na mão, ainda mais jogando de madrugada com o ótimo fone Pulse do Play 5. Os gráficos são muito bonitos, a estética toda do game visa o realismo – só é uma pena eventuais delay de render. Os sons então... elaborados demais, tudo faz algum som horripilante, me fazendo ficar com medo de cada passo que eu dava nesse game kkkk Sim, o game agora é jogado com perspectiva em primeira pessoa... não acho que isso descaracterizou a franquia, e sim penso que trouxe um frescor para a série, deixou o jogo mais assustador do que qualquer outro RE e tal, mas eu ainda gosto mais da câmera em terceira pessoa como nos últimos Remakes.

    Esse jogo é brilhante no que tange à criatividade em criar cenários e ambientá-los conforme diversos tipos de terror que conhecemos. Tudo isso empacotado em um mapa muito bem construído que é a grande mansão da Família Baker. Temos o terror slasher com pitadas de trash para cenas com Jack; o terror grotesco de criaturas com Marguerite; o suspense sangrento com jogos mortais (olha lá) com as maquinações de Lucas e, por fim, o terror clássico de aparições com Eveline. No jogo passamos por diversos cenários distintos na propriedade desses caipiras malucos: a casa de hóspedes, a mansão principal, o grande porão da mansão lotado de mofados, a casa antiga e podre cheia de insetos, os galpões e estábulos com armadilhas. Além disso, também exploramos locais próximos como o grande navio enferrujada que ficou parado nos pântanos, a mina de sal que serviu como laboratórios escondidos da companhia que analisava Eveline, entre outros. No jogo, além de matar alguns mofados (os infectados da vez, bichos pretos, gosmentos e altamente letais), temos que sobreviver a perseguições dos integrantes mais loucos da família e, eventualmente, enfrentá-los em batalhas. Jack Baker funciona como os perseguidores da franquia, rodeando o mapa, surgindo do nada, atravessando parede, enfim, nos caçando. Marguerite fica rodando a casa antiga e ordena que insetos nos ataquem com sua lanterna. Já Lucas nos joga em uma batalha mortal contra um Mofado gordão e depois em um tipo de Escape Room mortal.

    O game se passa em julho de 2017, no interior americano, em Dulvey, Luisiana. Sobre o enredo, qual a o agente biológico da vez? É o Mutamiceto Type-E, mais conhecido como Mofo. O grupo “malvado” do momento? É a The Connections, uma organização criminosa que mexe com armas biológicas, inclusive Mia trabalhava como agente para eles. Protagonista? Ethan Winters... e eu gostei do cara, apesar de não conhecer seu rosto (o jogo esconde isso com vontade kkk). Ele é um cara “normal” que está em busca de sua esposa desaparecida, Mia. De fato ele não é muito expressivo nesse game, mas foi decisão proposital da Capcom, para tornar nossa imersão ainda maior. A trama de RE7 é bem elaborada, à princípio tenta esconder diversos elementos do jogador, mas aos poucos vai revelando os motivos por trás dessas insanidades todas que vemos no game, até que no terço final entrega quase todas as respostas. Na verdade, muito sobre o enredo dos eventos desse game em específico nos é revelado, mas sobre o mundo pré-existente da franquia quase nada é esclarecido (O que aconteceu com os personagens antigos? Esse é o Chris mesmo? O que é essa Umbrella Azul?)... Mas ainda assim ficamos com algumas dúvidas específicas como se Ethan realmente está infectado com o Mofo, se Mia era mesmo “do mal”,  etc.

    Agora com uns SPOILERS aqui: algo que eu lembrei de imediato ao começar o game era de que a “vó da família”, aquela venha reganhada, era a garotinha Eveline envelhecida. E falando sobre ela, caramba deu até dó, a coitada foi utilizada como experimento pela The Connections, foi utilizada como arma biológica, e jamais teve uma família – seu maior desejo, quase obsessão. A menina maligna foi a cobaia principal desses experimentos com o Mofo, sendo rotulada como E-001. Seus poderes vão desde a transmissão do agente biológico para infectar outras pessoas até controle mental dos infectados, que passam por alucinações, vendo a imagem de Eveline e ouvindo sua voz em suas cabeças. Por essa razão creio que Ethan também tenha sido infectado por Evie. Mia era responsável por transportar a garota no navio e tinha ordens de abatê-la em casos de risco, porém a capetinha insiste que ela seja sua mãe, dá um surto que faz o navio ser estraçalhado e ir parar nos pântanos perto da residência dos Baker. E nisso que Eveline se apresenta inocentemente à família, mas aos poucos vai tomando conta de suas mentes e os transforma nos seres horrendos que vamos a conhecer posteriormente. Agora, falando do final do game, muito misteriosa toda a aparição daquele Chris Redfield - que mais parece o Luciano Huck – e o envolvimento dessa tal nova Umbrella. Pelo que consta, a Umbrella Azul (devido a cor do logo), é a mesma Umbrella de antes que passou por um processo de avivamento, sendo reinstaurada em parceria com o governo americano para que colabore na luta contra as B.O.W.s a fim de que se “redima” de seus pecados passados. Por isso agora essa corporação trabalha fornecendo armas contra B.O.W.s (como a usamos no final do game para derrotar a versão monstruosa de Eveline), até mesmo colaborando com a B.S.A.A.... eis o motivo daquele Chirs no game!

    Enfim, Resident Evil 7 Biohazard conta com todos os elementos de gameplay que faz um game ser um bom survival horror, resgatando para a atualidade toda a estrutura dos games clássicos, ao mesmo tempo que atualiza a franquia para os tempos atuais e traz alto teor aterrorizante. Isso tudo sendo um ótimo game, instigante e com uma história interessante e trágica. Tem um ritmo muito bom, dosando bem os momentos de tensão, terror, calmaria e de ação. Um verdadeiro clássico recente! Agora vou jogar as várias expansões, cuja quais eu nunca joguei! Vai ser legal ver as VÁRIAS lacunas deixadas pelo game base sendo preenchidas!

    4,5/5 estrelas

    Resident Evil 7 biohazard

    Platform: Playstation 4
    820 Players
    206 Check-ins

    8
  • mateusmaster Mateus Antonio da Silva
    2021-11-21 04:54:13 -0200 Thumb picture

    Jogo finalizado #271 – Resident Evil 7: Beginning Hour (XBOX ONE)

    38º em 2021

    Sim, é uma Demo. Mas erra quem acha que é “só” uma Demo... Além de ser o prólogo de Resident Evil 7, a Capcom quis dar uma resposta ao Kojima e seu alardeado P.T. Playable Teaser, e lançou seu próprio teaser de terror bem produzido, lotado de segredos e terrivelmente aterrorizante – a diferença aqui é que o jogo em si cujo qual a demo estava instigando de fato foi lançado #shade kkk. Se engana também quem pensava que essa era uma demo curta e linear, e pasme: eu também pensava assim. Eu cheguei a jogá-la de forma descompromissada em meados de 2016, fiz o básico, vi a fita, abri a porta e BOOM, Welcome to the Family son! Kkk porém mal eu sabia que a demo seria atualizada mais de uma vez (versão Twilight e Midnight) acrescentando novas áreas, puzzles, combates e outros finais – inclusive o verdadeiro! Ahhh e aquele dedo de manequim...

    Bom, como agora peguei firme para jogar Resident Evil, baixei novamente “A Hora Inicial” a fim de explorá-la em miúdos. Esse prólogo segue um personagem sem nome, alguns meses antes dos eventos do jogo principal, que busca desesperadamente fugir da casa imunda e escabrosa em que se encontra. Tudo fica mais sinistro quando encontra um fita VHS em que três tontões adentram a mesma casa para fazer filmagens sinistras para um programa de TV e acabam sendo violentamente mortos pelos caipiras sinistros que ali habitam. Na primeira run fui no básico, me foquei na imersão (meia noite, no escuro, sozinho, focadão no jogo nem pausar pausei kkk), fiz o que os instintos mandaram e... bem, final ruim, socão do Pai. Na segunda run já fui mais preparado, me ajeitei no sofá e logo que levantei já puxei o mecanismo que faz a passagem secreta abrir para achar um fusível e assim pude explorar outros cantos da maldita residência! Explorei o sótão, o banheiro, o porão... mas lá fui surpreendido com um maldito mofado! Poxa vida, tudo isso para morrer “de mofo” e ver o Paizão tirar uma com nossa cara.

    Por fim refiz meus passos da run anterior, porém fui mais ligeiro que o mofado do inferno, dei um drible nele que nem acreditei e corri pro banheiro para pegar a arma naquele vaso imundo. Agora sim, me sentindo seguro desci no porão, meti bala no lazarento que ficou cambaleando, peguei as chaves escondidas e dai só alegria: corri para a saída toda iluminada por raios de sol (isso que é um bom alinhamento entre direção artística e level desing) e finalmente, depois de tanto anos, vi o final real dessa experiência lapidada que é a Demo de RE 7. (Tudo para ver um texto em que dizem que as autoridades não acreditaram no personagem e ainda encontraram LSD em seus bolsos kkk). Ah, mas deixei de lado a vontade de querer voltar para achar os vários fantasmas escondidos na casa para liberar uma moeda no jogo base, primeiro porque é complicado demais (pelo que vi na internet) e segundo porque pude jogar esse prólogo no Xbox One e vou jogar RE 7 no PS5 e por alguma razão esse título não está disponível na nona geração...

    Enfim, Beginning Hour é mais que uma Demo, é um prólogo individual de Resident Evil 7, tem alto fator replay, muitos segredos escondidos, um clima de terror que deixa qualquer um se borrando, várias camadas de conteúdo e ainda foi um grande viral na época, com suas atualizações frequentes. Tem que ser jogado antes do game base, só é uma pena mesmo que não esteja disponível na loja do PS5...

    5/5 estrelas

    Resident Evil 7 Teaser: Beginning Hour

    Platform: Xbox One
    3 Players

    10
    • Micro picture
      thiones · about 1 year ago · 1 ponto

      Sério que também cadastraram isso como um jogo? A parte do próprio RE7?

      1 reply
  • mateusmaster Mateus Antonio da Silva
    2021-11-20 19:53:48 -0200 Thumb picture

    Jogo finalizado #270 – Resident Evil: The Mercenaries 3D (N3DS)

    37º em 2021

    Mais um game que nasceu do namoro da Capcom com a Nintendo, The Mercenaries 3D é um spin off não canônico da franquia voltado para a ação.  Esse game traz somente partidas em uma mapa fechado com hordas de inimigos à deriva para que o jogador os derrote sob certas condições e com tempo delimitado. Joguei esse título por indicação de um amigo meu - muito amante de portáteis e do 3DS - que já zerou todas as fases desse game com todos os personagens com ranking máximo ainda! Tem modo coop, mas joguei sozinho mesmo. O que eu não sabia é que esse game é "zerável", uma vez que conta com um sistema de progressão por fases e ainda tem uma tela de créditos ao final kkk

    O jogo conta com 30  missões, porém as 6 primeiras são mais como tutoriais e as 8 últimas são missões EX (desbloqueáveis após o "zeramento"). Essas missões se passam em cenários reutilizados de RE 4 (3 mapas: a vila, a ilha deserta e o castelo velho) e de RE 5 (5 mapas: a praça em Kijuju, o deck, as minas, a prisão e a área de mísseis do navio).  A jogabilidade também é simples - e isso é ótimo - parecendo uma versão simplificada dos comandos do quarto e quinto game da franquia. Basicamente o botão "Y" do portátil funciona para tudo: atirar, golpe físico, pular, coletar munição kkk praticidade é tudo, e até que funciona bem! De resto eu só reclamo que apertar o R para mirar as vezes cansa no 3DS, o dedo começa a doer e tal.

    O jogo segue como o modo extra The Mercenaries presente em RE 3, 4 e 5 (até aquele momento), em que somos jogados em um mapa delimitado com nosso conjunto de armas e temos que matar a maior quantidade possível de inimigos em um tempo delimitado, sendo que é possível ganhar bônus de tempo ao golpear estátuas vermelhas. Durante a matança de zumbis e ganados também é favorável continuar a sequência de matanças em pouco tempo para aumentar a contagem dos "combos" - que é bastante generosa, btw. Confesso que durante a jogatina fui me enjoando um pouco porque são poucas as missões que trazem um diferencial, como várias hordas a serem superadas, chefes ou objetivos específicos como somente usar golpes físicos, etc. 

    O game classifica nossa jogatina em níveis que vão de de F até SS, e bem, a maioria dos meus ficou entre B e A mesmo, com alguns apenas em níveis S, mas fiquei feliz que na fase final, após morrer diversas vezes, consegui sem nem tentar um rank SS! Ah e é com o decorrer da boa progressão que vamos adquirindo novos personagens para jogar. São eles Chris, Jill, Rebecca, Claire, Hunk, Barry, Krauser e por fim, Wesker. Experimentei todos. Cada um tem seu conjunto de armas, mas já digo de antemão que o melhor conjunto é a de Rebecca! Quem diria kkk ela usa uma metralhadora MP5 e um lançador de granadas explosivas muito poderoso que mata geral no jogo todo! Ah Bequinha.... PS: o jogo conta com uma skin diferente para cada personagem que também tem seus próprios atributos (e algumas são engraçadas e outras meio... sexy) porém não corri atrás não.

    Para combinar com os cenários, o jogo também pega diretamente os inimigos do quarto e quinto game de RE. Enfrentamos Majinis, Cultistas, Dr. Salvador, Executioners, Garradores, variações de Majinis (o gordão, o da metranca, etc), entre outros. Como chefão de maior destaque colocaram por duas vezes o morcegão gigante da Tricell, o Popokarim, que devemos enfrentar da mesma forma que o enfrentamos em RE 5: colocando minas no chão e detonando seu rabo com tudo que tivermos de melhor no arsenal... É legal, mas poderiam ter colocado uma diversidade maior de chefes, e não apenas repetido o mesmo. 

    Bom, eu definitivamente não sou o público alvo desse game - diferente do meu parça que fez 100% ao zerar diversas vezes com todos personagens - mas curti até a experiência arcade que o título traz. Joguei de boa, ouvindo uns podcasts e tal, de forma descompromissada. Foram umas 3 horas e pouco de diversão. Ainda voltarei ocasionalmente para dar umas jogadinhas a mais. O jogo em si é um pouco preguiçoso ao referenciar (para não dizer reutilizar assets) somente dos últimos dois games da franquia à época. Para um game "definitivo" do modo Mercenaries ele poderia ter feito uma homenagem total à saga. Porém ainda é um bom divertimento rápido. 

    3/5 estrelas.

    Resident Evil: The Mercenaries 3D

    Platform: Nintendo 3DS
    693 Players
    57 Check-ins

    10
    • Micro picture
      jcelove · about 1 year ago · 2 pontos

      Rapaz, vc realmente ta maratonando tudo da serie.
      Mercenaries 3d foi uma oportunidade desperdiçada pela vontade de fazer um caça niqueis barato. Poderia ter uma montanha de conteudo mas se limita a remendar assets dos jogos anteriores. Mesmo assim é divertido e visualmente inpresdionante pros padroes do 3ds.
      Usando moedinhas do 3ds da pra liberar os sets de armas pra qq personagem, da pra deixar todo mundo com as granadas roubadas da Becca.hehe

      3 replies
  • mateusmaster Mateus Antonio da Silva
    2021-11-18 17:43:10 -0200 Thumb picture

    Jogo finalizado #269 – Resident Evil: Deadly Silence (NDS)

    36º em 2021

    Esse é meio obscuro, ein? Deadly Silence é uma nova versão do RE 1 original de 1996, lançado para comemorar os 10 anos do lançamentos do clássico game, ao mesmo tempo que foi construído para apresentar diversas funções do Nintendo DS lá naquela leva inicial de games do portátil.  Eu diria que esse game é a versão (quase) definitiva do primeiro capítulo da série - falando, é claro, da versão original, deixando o glorioso remake de lado. Contando com dois modos de jogo, esse título traz boas modificações e adições que facilitam a vida de quem gosta de RE1. Dessa vez joguei com Jill, experimentando o modo Rebirth exclusivo dessa versão. Lá se vão mais 6 horas na Mansão Spencer e anexos (sim, sou lerdão kkk)

    O que faz essa ser a versão (quase) definitiva de RE 1 para mim? Bem, as diversas adições que esse game possui: o mapa sempre presente na tela superior do DS, o movimento de virar para trás de fácil utilização (como o de RE3), a possibilidade de usar a faca no momento que quiser (como a de RE4), os menus atualizados e  a cereja no bolo: é possível cortar as animações das porta abrindo com um toque!!! Nossa, isso deixa tudo muito mais fluido. E o jogo conta com dois modos de jogo diferentes, o clássico, em que tudo era com no original, e o modo Rebirth em que, além das adições que citei acima, o jogo também modifica diversos aspectos do jogo de 96 ao alterar a disposição de inimigos, itens, ser bem mais generoso com munições e também ter maior quantidade de inimigos para serem combatido. Além disso, também tem incluso diversos puzzles e momentos de combate que fazem uso da tela de toque do DS. 

    Esses momentos de combate utilizamos a stylus do DS e passamos pela tela na hora certa para abater zumbis, hunters, corvos e cães; e passando na gora exata dá hit-kill. Inclusive há nessa versão uma terceira batalha contra Yawn somente nesse modo. Sobre os puzzles exclusivos dessa versão, funciona assim: em diversas oportunidades retiraram os puzzles originais e incluíram novos que utilizam a tela tátil do DS, às vezes precisamos usar a stylus para rodar o relógio, rodas para abrir baús, alterar painéis elétricos e até mesmo soprar a tela para apagar velas!São firulas? são, mas é legal para diferenciar um pouco - ainda mais pra quem já jogou o clássico. Mas para os novatos que querem conhecer o game original, eu diria para jogar sim a versão de DS mas no modo clássico, sem todas essas firulas do DS, mas ainda assim com as adições que deixam o game mais fluído do que o original era.

    Bom, creio que a desvantagem dessa versão sejam os gráficos que são mais quadriculados (devido a baixa resolução do DS), além de serem todos mais coloridos e claros. As FMVs tbm estão bem ruins, todas extremamente quadriculadas e pixeladas. Mas na gameplay mesmo nem dá para notar porque jogando em um portátil pouco se nota. Só achei o modo Rebirth um pouco facilitado demais, já começamos com dois sprays de cura e muita munição. Sem falar que nesse modo dão tanta munição, mas tanta que, somado ao fato de ter ainda mais inimigos em tela, o jogo fica mais voltado para a ação do que para o survival horror, mas tranquilo, afinal, o jogo também oferece o modo clásssico.

    Deadly Silence é um bom jogo, eu me impressiono como ninguém nunca fala dele, sério. Se não fossem os gráficos inferiores, essa seria a versão definitiva do clássico Resident Evil. As adições deixam o jogo mais fluído e natural de se jogar, sem falar do mapa sempre disponível que facilita bastante. Poder pular as animações da porta abrindo e até cutscenes é algo libertador! Recomendo pra qualquer um que adora zerar esse game experimentar. Ah, e não tem como esse game ser ruim, ora bolas, é RE 1!

    4,5/5 estrelas

    Resident Evil: Deadly Silence

    Platform: Nintendo DS
    777 Players
    61 Check-ins

    6
    • Micro picture
      jcelove · about 1 year ago · 2 pontos

      Mas vira e mexe a galera lembra dele aqui. O unico ponto mais baixo é no grafico mesmo de resto é a mekhor versao do classico.

      1 reply
  • mateusmaster Mateus Antonio da Silva
    2021-11-18 06:43:29 -0200 Thumb picture

    Jogo finalizado #268 – Resident Evil: Outbreak File #2 (PS2)

    35º em 2021

    Tudo bem que todo o conteúdo deste título poderia estar presente no anterior, mas a Capcom teve a decência de fazer leves melhorias e retirar fatores irritantes existentes no primeiro. Esse game é o último título da série inteira a seguir nos moldes clássicos da franquia, com câmeras fixas, movimentação de tanque e tudo mais, nesses quesitos ele faz bonito. É do mesmo tamanho que o anterior, e mantém a qualidade com os cenários e a lore. Sem motivos aparentes, e ainda bem, esse game roda melhor que o primeiro no emulador PCSX2 heheh também joguei quase que um remaster automático aqui!

    Em questões de gameplay, level desing, estrutura de game e tudo mais é, basicamente, o mesmo game que o anterior (tanto que na realidade era para terem sido lançados juntos originalmente), portanto não vou descrever novamente. Porém é bom lembrar que adicionaram elementos novos para lapidar a experiência: é possível passar itens para os parceiros com um botão de atalho, também podemos pedir que parceiros utilizem itens, usar itens de cura enquanto rasteja e, para mim a melhor mudança, agora os parceiros de IA não ficam mais tagarelando o tempo todo como no game anterior! (Aleluia). Outbreak File 2 conta com 5 cenários que tem como foco dar destaque à personagens que não o tiveram no primeiro game, são eles a Cindy, Jim, Alyssa, Kevin e David.

    A história continua sendo contada no mesmo esquema do primeiro, nos apresentando uma Raccoon City no meio do colapso (entre os acontecimentos de RE2 e 3) e esse grupo de sobreviventes em busca da sobrevivência. O primeiro cenário, Wild Things, é o que mostra o zoológico da cidade, em que os pobres animais foram infectados pelo T-Vírus, resultando em bestas terríveis como o icônico elefante zumbi perseguidor, Hienas, Leões e até aves zumbis! Joguei com Cindy Lennox, ela que dá a ideia de passarem pelo local a fim de chegarem ao bondinho da cidade. Em seguida veio Underbelly, o cenário do metro da "pacata" cidade. Aqui joguei com Jim Chapman, o maior covardão da saga RE (o especial dele é se fingir de morto, inclusive kkk) , porque ele é funcionário desse metro. No caminho encontramos seus velhos colegas ou mortos ou em forma de zumbi. Acontece que o local serve de abrigo para umas pulgas enormes infectadas, os Giga Bite, seres horrendos que posteriormente raptam um dos parceiros, cabendo a nós derrotarmos a gigantesca pulga para que os sobreviventes fujam utilizando o metro!

    Já o terceiro cenário tem relação direta com a repórter Alyssa Ashcroft, pois, como o nome da fase mostra, ela tem Flahsbacksdurante sua visita ao medonho hospital abandonado. É um dos cenários mais elaborados dos dois games, temos um enredo dramático, temos um perseguidor implacável, formas de zumbis nunca vistas antes na série, diversas possibilidades de finais, vários bosses, etc. Se passa em uma área abandonada nas montanhas Arkley, passando por um bosque e acabando em um hospital tomado pela natureza. Ali está cheio de zumbis "plantificados" venenosos, que devemos lidar enquanto fugimos do imparável Homem do Machado... é bem tenso, nada que uma boa dose de reagentes para as plantas e um machadão próprio não dessem conta do recado! O quarto cenário pega bastante pela nostalgia do fã, chamado Desperate Times, se passa na Delegacia da cidade! Sim, na RCPD! E ela está recriada igualzinha. Aqui joguei com Kevin Ryman, o policial, porque né... Durante o jogo encontramos nosso querido Will Smith, digo, Marvin Branagh e outros policiais que estavam tentando proteger o local. Uma pena o que se sucede, uma pena. O objetivo aqui é encontrar os medalhões que encaixam na estátua que fica no meio da delegacia para que uma passagem seja aberta (olha da onde veio a ideia de RE 2 Remake), como só alguém pequeno poderia passar, a policial loira Rita é quem adentra para pedir ajuda... ajuda essa que demora e nos obriga a proteger a entrada da delegacia contra hordas gigantescas de zumbis (o ponto de maior dificuldade de todos esses cenários!)

    Por fim, o derradeiro cenário, End of the Road. Ele está longe de ser tão bem elaborado quanto Decisions Decisions, mas é um final legal para esse grupo de sobreviventes. Joguei com o Kevin King, o encanador. Os sobreviventes adentram um laboratório da Umbrella, conhecem dois cientistas, Linda e Carter, que são de boa índole e haviam retornado ao local para pegar a cura. Acontece que os corredores estavam infestados de Hunters, o que da a ideia de ativarem um Tyrant para ajudar... Pra quê kkk não demora muito para o cinzentão parar de obedecer e atacar os dois, acabando com Carter e ferindo Linda. A partir daí passamos a procurar por Linda nos esgotos, local onde o maldito Tyrant passa a nos perseguir e desferir altos socões a cada 5 segundos. Após saírem dos esgotos temos que passar pela já abatida Raccoon City, ao mesmo tempo que lidamos com a versão sem limites do bixão, Após derrotá-lo a correria começa: os mísseis do governo para "esterilizar" a cidade estavam prestes a chegar, ao mesmo tempo que o helicóptero de resgate estava indo embora. Surpreendentemente foi possível resgatar Linda à tempo (ela estava no hotel Apple In) e assim fugir até um local alto. Claro que teria um boss final cabuloso, e aqui esse bixo desgranhado se chama Nyx, um ser metamófico que absorve corpos de soldados da UBCS e do próprio Tyrant que havia derrotado. Bom, nada que muito pipoco na cara e bazucada no meio do peito não resolvam! E assim, David consegue fugir com Linda à tempo por meio de uma caminhonete.

    Posso dizer que pelo menos 3 cenários desse game aqui são melhores do que os 4 primeiros cenários do título anterior. São estágios bem construídos, cada um tendo sua dose de criatividade e sabendo diferenciar com elementos próprios. Sem falar dos já mencionados ajustes na gameplay que tornam o jogo menos irritante. A IA ainda só é aceitável. É um jogo bem difícil, ainda mais de jogar sozinho, bendito seja o save state (use com moderação!). Recomendo para qualquer fã da franquia que crie coragem, reserve paciência e se aventure pelos games da linha Outbreak! São bons pontos de vista sobre os acontecimentos icônicos de Raccoon City, tudo sobre a ótica de pessoas comuns.

    3,5/5 estrelas

    Resident Evil Outbreak File #2

    Platform: Playstation 2
    1795 Players
    12 Check-ins

    6
  • mateusmaster Mateus Antonio da Silva
    2021-11-08 22:19:23 -0200 Thumb picture

    Jogo finalizado #267 – Resident Evil: Outbreak (PS2)

    34º em 2021

    Essa linha de spin offs da franquia RE eu tinha a certeza que deixaria de fora da minha maratona: havia jogado alguns meses atrás e não tinha achado bacana, estava crente que seria um jogo chato, travado e que não acrescentaria muito à história geral da saga. Eu estava bastante enganado. Outbreak é um game bem competente, segue o modelo dos games clássicos da franquia ao mesmo tempo que entrega um modelo cooperativo de gameplay (e que funciona relativamente bem com a IA). Mas precisa ter paciência, ahh isso precisa... Ah, e a emulação no PCSX2 fez milagres, um verdadeiro remaster! Deixar esse game com resolução alta, sem serrilhados, aumentar um pouco o brilho e as cores (o original é tão escuro que é difícil de enxergar o que está acontecendo em tela) foram bons trunfos, porém em certos momentos sofri de lentidão.

    O  game segue o modelo de gameplay dos primeiros quatro games principais da franquia, porém altera o mapeamento dos botões, o que pode gerar estranhamento inicial (ou permanente em casos de querer apertar triângulo para a abrir o inventário e PAM abrir o mapa kkk). No game temos 5 cenários para completar, isso escolhendo um dentre os 8 personagens controláveis: cidadãos comuns de Raccoon City. Essa é a graça do game: acompanhar o surto zumbi ocorrido na icônica cidade pelos olhos do povo, desde momentos iniciais até derradeiros desse evento, com fases se passando antes, durante e até após eventos de RE 2 e 3. Alguns cenários tem relação com personagens específicos (Outbreak tem ligação com Mark, o segurança, Bellow Freezing Point com Yoko, a acadêmica que trabalhou na Umbrella, e Decisions, Decisions com George, o médico cirurgião.). Pude terminar todos os cenários com 6h30 de jogatina, achei justo. Não é um game tão complicado, porém não é tão intuitivo na questão de puzzles quanto os clássicos, o que me fez procurar em detonados o que fazer em certas partes.

    Os cenários são bem elaborados, eu achei que seria bem qualquer coisa, mas no fim entregaram mapas com várias camadas, o leva e trás de itens clássicos está presente, assim como as interligações com portas trancadas e tudo mais. Eu achei que seria sofrido jogar com a IA aliada, porém até que não atrapalham e dão uma forcinha com os zumbis, porém que fique registrado: não deixe itens importantes com eles, eles podem ou sumir com o item (trocando-o por qualquer coisa no cenário), ou simplesmente sumir eles mesmos kkk no cenário final eu deixei um keycard com Kevin e ele simplesmente desapareceu!!! Ahhh mas o que mais irrita nesse game é que os parceiros NÃO PARAM DE FALAR por nada nesse mundo! Toda hora falam algo (Did you find anything?!), sério, não ficam calados, é a todo momento falando algo, gritando, lamentando... e pra piorar são frases repetidas, o que muda é o texto na tela, o que irrita mais ainda kkk E os loadings... ahhh os loadings... A cada porta que passamos vemos uma tela preta com o som de um coração pulsante. Mas são chatos para caramba, tem que ter paciência demais e perseverar para aguentar o tanto de tela preta que vemos.

    Sobre a história, bem ela narra o dias entre 25 de setembro e 1º de outubro de 1998, em que nossos sobreviventes lutam por suas vidas em uma cidade tomara por zumbis, equipes táticas da Umbrella, como os mercenários da UBCS e os soldados de elite da USS, assim como forças policiais da RPD e até governamentais, que tentam resgatar os habitantes. Como dito, o objetivo central de cada cenário é escapar, sobreviver, e é somente esse o intuito principal dos personagens durante o game, somente no último cenário temos intuitos heroicos. O primeiro cenário, que também é funciona como tutorial, é o Outbreak, e nele joguei como Mark Wilkins, o segurança grandão e careca, que presenciou seu colega morrer devido o surto. Precisamos fugir do barzinho em que os personagens estavam tendo uma happy hour, somos auxiliados por um pobre policial que depois é encurralado pelos andantes e por fim, após nadar por alguns becos da cidade, encontramos outro policial e os ajudamos a derrotar uma horda de zumbis, usando explosivos. Já em Bellow Freezing Point fui de Yoko Suzuki, a garota que teve sua memória apagada pelos chefões do laboratório da Umbrella. Nesse cenário passamos pelo mesmo laboratório subterrâneo que Leon, Claire, Rebecca e Billy passam em seus games, apenas algumas horas antes dos acontecimentos de RE2. Mônica tenta desesperadamente fugir do local após roubar o cartão de sua colega, Yoko! Porém ela não  esperava ser atacada por William Birkin, e depois ter uma larva G saltando de seu peito a la Alien! Tudo isso para batalharmos contra um G-Type.

    Adiante temos o cenário The Hive, que se passa no hospital de Raccoon, o mesmo em que passamos rapidamente com Carlos, porém aqui se passando poucas horas após o surto. Joguei com George Hamilton, o médico, pelo fato dele trabalhar ali. Aqui temos um inimigo perseguidor, o maldito Leech Man (as mesmas sanguessugas criadas por James Maarcus) que fica na nossa cola o tempo todo, só parando pra tomar sangue que podemos derramar no chão após pegar bolsas de sangue nas gavetas. No fim deste cenário enfrentamos uma Sanguessuga gigante venenosa, ô bixinho nojento... O quarto cenário é o Hellfire, em que precisamos escapar do hotel Apple In, o mesmo em que Ada adentra para se comunicar com Wesker e ganha seu gancho após eventos do RE2. Joguei com o encanador David King. Além de estar em chamas, o hotel contém a presença de Lickers, além de um chefe final bizarro, Regis Licker, um infectado em transição entre a fase de Crimson Head e Licker. Ao final os bombeiros chegam para auxiliar nossa fuga. 

    Por fim temos o grandioso cenário Decisions Decisions, que se passa no complexo universitário da Raccoon University,  que também possui uma base de pesquisa subterrânea abaixo de si. Também joguei com George, pois o cenário tem grande relação com ele, uma vez que seu amigo Peter Jenkins estava envolvido em produzir uma vacina ao T-Vírus, uma vez que ambos tinham conhecimento das tramoias envolvendo a Umbrella e a cidade. O reagente foi nomeado de Daylight (porque em dias de Sol não se usam guarda-chuvas). Porém quando George adentra a universidade encontra seu Peter baleado sobre sua mesa, e mais para frente vem a descobrir que Greg Muller, um pesquisador maluco da Umbrella, havia sido o autor do crime e utilizava salas do campus para fazer hediondas pesquisas e experimentos. Então nesse cenário não é necessário apenas sobreviver, e sim encontrar os componentes para produzir essa vacina, enquanto passamos por variados cenários do campus, esgotos, laboratórios e até um pier (sim, é um mapa grande, o mais bem trabalhado do game) enquanto sobrevivemos a diversos inimigos, até mesmo contra hunters gama e neptunes (os tubarões infectados). Porém ninguém esperava que Greg, na tentativa de conter a equipe da UBCS que veio para eliminá-lo, liberasse um Tyrant no campus... Então precisamos lidar também com Thanatos, tanto em sua versão contida, como em sua versão Super Tyrant, na batalha derradeira do game. Acaba que Greg foi eliminado por Nicholai Ginovaef, George e Cindy conseguem criar a vacina, derrotar o monstrengo e fugir a tempo para o helicóptero que estava à procura de sobreviventes. Podemos facilmente reconhecer George como um grande herói na franquia, por ter conseguido escapar da cidade com uma amostra da vacina Daylight antes da explosão da cidade. 

    Bom, RE Outbreak foi uma experiência até que boa dentro da franquia. Foi necessário altas doses de paciência por causa das telas de loading e a falação constante dos parceiros da IA, mas superado isso o que sobre é um game no estilo dos clássicos games da franquia, e que entregam acontecimentos interessantes ao lore da franquia, sem falar da importantíssima missão final. O jogo tem uma continuação que segue os mesmo moldes e com os mesmos personagens  e bem, eu sei que se fosse outra empresa teria sido lançado tudo em um mesmo pacote mas beleza..

    3,5/5 estrelas

    Resident Evil Outbreak

    Platform: Playstation 2
    2541 Players
    28 Check-ins

    7
    • Micro picture
      mastershadow · about 1 year ago · 2 pontos

      O que me mais me irrita nesse game é o sistema de save limitado a uma espécie de "quick save"....

      2 replies
  • mateusmaster Mateus Antonio da Silva
    2021-10-20 05:27:32 -0200 Thumb picture

    Jogo finalizado #266 – Resident Evil: Operation Raccoon City (PS3)

    33º em 2021

    Na sequência de um jogo duvidoso de RE venho com outro! Até que não achei assim tão ruim quanto sempre ouvi falar que o fosse, mas de fato tem vários defeitos e não tem tanta inspiração. Lembro de ler nas minhas revistas de videogame na época o quão fraco esse game era e o quanto ele desagradou aos fãs antigos da franquia, mas vendo com outros olhos hoje em dia, por ser um spin off, não vejo problemas tão grandes em terem optado por um game de ação, tiro, porrada e bomba dentro da franquia. Bom, o jogo sequer almeja ambições, uma vez que sua história desde o princípio foi projetada para não ser cânone, e funcionar em função da jogabilidade. No entanto uma prática muito mercenária da Capcom daquela época perpetua efeitos até hoje e me deixou bastante irritado! Falo adiante...

    Operation Raccoon City é literalmente o Gears of War de Resident Evil. O jogo funciona da exata mesma maneira, um time de protagonistas, missões objetivas e sem rodeios em um mapa linear, obstáculos, paredes e muretas para grudar, inimigos com armas para o combate convencional de tiro, inimigos monstrengos que avançam em nossa direção para o combate dinâmico, jogo subdivido para fácil acesso de jogadores online, etc. Sério, a Capcom realmente quis ter seu TPS com foco no online... pena que falhou miseravelmente. O jogo é bastante linear, não passou das 5h30m de campanha, o que é até bom, visto que o jogo não é tão cativante assim. Em cada uma de suas 7 fases temos a opção de escolher nosso personagem, além dos outros três para compor a squad, dentre seis personagens principais do time Delta da U.S.S. (Umbrella Security Service), o Wolfpack - e sim, eu confesso, só joguei com o Vector kkkk Não tem como, é estiloso, tá na capa do game, e além de parecer com o Hunk, foi seu pupilo!

    A jogabilidade do game lembra um pouco a de REvelations 1 - que, inclusive, saiu no mesmo ano - porém totalmente voltada para o lado shooter da moeda. É uma jogabilidade razoável, bem simplória, mas funciona quase que bem, exceto trocar de arma, pois mapearam o botão para o botão de ombro esquerdo e ficou bem ruim (ia lá eu toda hora apertar o triângulo kkk). Agora após todos esses anos não presenciei tantos bugs, mas volta e meia vi alguns problemas bobos.  Os gráficos até que são bonitos, me surpreendi com a fidelidade visual dos cenários e dos inimigos, esperava menos pra um jogo tão detestado. O doido é que muito e muitos zumbis aparecem em tela para atacar o protagonista, realmente criando uma atmosfera opressora na nossa querida Raccoon City, que está bem representada nesse game, bem cidade média do interior americano. Ah, e o jogo é BEM fácil zerei quase sem problemas na dificuldade Veteran (difícil) logo de primeira. Só a fase final é chata pela quantidade de zumbis na tela. 

    Agora o que me deixou bravo foi o mercenarismo praticado pela Capcom nesse game: O jogo por si só é INCOMPLETO! Fica nítido que lançaram apenas metade da experiência ao oferecer somente a campanha do time Wolfpack nesse game, pois está à venda uma expansão caríssima (100 reais, sim, tudo isso hoje em 2021) chamada Echo Six em que é possível jogar com o outro lado da moeda: o time da SPEC OPS enviado pelo governo americano para coletar evidências dos crimes cometidos pela Umbrella e salvar sobreviventes... É, esse game me obrigou a, pela primeira vez na vida, ver uma longplay editada no youtube mostrando todo o conteúdo dessa expansão - que olha só: tem o mesmo número de missões que o jogo base... Claramente conteúdo cortado que poderia ter sido lançado junto com o game base. A empresa fazia valer seu apelido de Crapcom naquela época entre 2010/2015...

    Como dito, a história desse game não faz parte do canon de Resident Evil, mas tem conceitos interessantes que gosto de pensar que poderiam ter acontecido de forma que se encaixe na trama da saga. Por exemplo, é muito legal a ideia de que a Umbrella ter enviado um time para destruir evidências e "queimar arquivo" na cidade após a notícia do caos gerado pela liberação do T-Vírus e pelo caso Birkin. Assim como os EUA mandar seu próprio time para investigar, combater amaças e ajudar habitantes. Enfim, os personagens são muito rasos e sem personalidade, se destacando mais somente Vector mesmo, que teve um carinho a mais em sua descrição de background e visual, aliás, ele é o agente de reconhecimento e tem habilidades stealth - pô, ele fica até invisíviel com seu manto. Os demais personagens do Wolfpack são Lupo, a francesa e líder, Bertha, a médica, Beltway, o tanque, Four Eyes, a especialista e Spectre, o tático. Os objetivos das missões variam, ajudamos o Hunk em pessoa a combater William Birkin na forma G, destruímos evidências na prefeitura, matar inocentes que testemunharam os eventos (ao mesmo tempo que lidamos com o fdp do Nikolai ), implantar o parasita NE Alpha no próprio Nemesis para que ele cace os S.T.A.R.S., destruir evidências na R.P.D. e, por fim, perseguir e MATAR Leon S. Kennedy. Apesar de que não é necessário matar nosso querido herói, porque no final nos é dado a escolha de protegê-lo e derrotar seus antigos camaradas. 

    Só por ter Leon, Claire e Sherry dentro de Raccoon City após os eventos da delegacia já descanonizaria esse título, imagina poder matá-los kkk Mas fazer o que, o que sobra é  tentar forçar a barra e encaixar alguns conceitos bacanas desse game no cânone. Ah, e na expansão Echo Six, a Jill Valentine e o Carlos também aparecem! Batalhando lado a lado dos agentes do título, achei bacana, e até se encaixaria mais fácil na trama da franquia. Bom, uma das partes mais altas desse game é quando enfrentamos os Tyrant T-103, nossos queridos Mr. Xs!!! Aparecem uns três na campanha e eles se comportam quase que igual no RE 2 Remake, olha só! E eu achando que era totalmente novidade isso no jogo do ano de 2019... Porém a batalha contra Nemesis é bem qualquer coisa, ele apenas fica parado no meio do galpão atirando. No mais, enfrentamos muitas e muitas hordas de zumbis, inclusive Crimson Heads, parasitas NE-Beta que infecta zumbis, cães, lickers e até Hunters Alpha - capricharam no repertório dos monstros clássicos, só faltaram as aranhas gigantes kkk

    Enfim, esse jogo não é o desastre todo que os fãs da franquia pintaram, mas também está longe de ser um game fora da curva. Como um Spin off não canônico, é um bom shooter com elementos da franquia, peca na falta de novidade no decorrer do game e no enredo raso com personagens tão profundos quanto uma folha de papel. E claro: ter sido claramente dividido em dois para vender metade da experiência em expansões, que são caríssimas até hoje. Dá para se divertir no solo, e, penso eu, até mais para quem jogava em coop online com amigos. Poderia ter tido atenção na hora de criar o enredo do game para não conflitar com acontecimentos clássico mas... fazer o que?! 

    3/5 estrelas

    Resident Evil: Operation Raccoon City

    Platform: Playstation 3
    1409 Players
    81 Check-ins

    6
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