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  • mateusmaster Mateus Antonio da Silva
    2022-09-08 01:47:52 -0300 Thumb picture

    Jogo finalizado #278 – Assassin's Creed: Valhalla (PS5)

    7º em 2022

    Demorei. Demorei, mas não só zerei como platinei a saga viking de Eivor em Assassin’s Creed: Valhalla. E que saga! O jogo base levou boas 160 horas para ser completamente destrinchado. Isso sem contar o material gratuito extra que constantemente a Ubisoft foi disponibilizando nos últimos 2 anos. Esse game tem MUITO conteúdo. E, por sorte, bastante variado (diferente de AC Odyssey). Isso tudo em um mundo primorosamente construído e lindo graficamente. Só é uma pena que a história do passado se distancie bastante do tema ASSASSINOS, se focando bastante na dominação da Inglaterra Medieval pelo clã do Eivor e também em temas dos ISU (Aqueles que Vieram Antes da franquia). Pelo menos os acontecimentos dos dias atuais deixam qualquer fã antigo da franquia animado, mais do que isso, deixam novamente hypado pelo próximo AC para ver o desenrolar da trama! (algo que desde a morte de Desmond em AC III não sentimos)

    Sou fã veterano da franquia, desde antes de AC II ser lançado, e anseio por jogos atuais na pegada dos antigos masssss mesmo assim vejo lados bons nesses últimos 3 ACs conhecidos como a trilogia RPG. Eu gosto desses games (afinal, platinei todos eles kkk), principalmente do Origins que ainda tem um enredo forte e temática de assassinos. E felizmente Valhalla corrige todos os erros que Odyssey. É um game extenso, seja pela metragem do mapa, seja pelos conteúdos disponíveis. São diversos os objetivos disponíveis para ser feito no jogo. Começa com simples partidas de Orlog, o mini-game da vez, em que jogamos dados e usamos cartinhas de poderes especiais concedidos pelos deuses nórdicos; porém logo nos vemos cumprindo uma miríade de objetivos como empilhar pedras e ouvir diálogos com toda calma e paz de jesus espacial; destruir símbolos amaldiçoados que estão em locais filha-da-puta de acertar (em cima de arvores, em baixo da terra, etc); coletar itens importantes como livros de skills ou peças de set de armaduras em baús de complicado acesso (dentro de uma casa trancada, dentro de uma tumba, em baixo de um poço, e assim vai); derrotar animais lendários em extensas batalhas (pq esses bichos são esponja de dano, que raiva kkk); consumir cogumelos alucinógenos para ficar doidão, digo, para resolver puzzles ou cumprir desafios de combate; Locais de Fragmentos de Memórias variantes de glitch do Animus que revelam a trama real entre os Isus; e claro, o clássico coleta-coleta em que temos que pegar dezenas de máscaras romanas para dar pra um npc em troca de prêmios ou coletar penas (aiai Ezio) para ganhar tatuagens. Além disso também tem uma grande quantidade de peixes para perscar e animais para caçar... Porém o que, ao meu ver, brilhou no game foi o sistema de eventos. CADA SINGLE UM desses eventinhos que ocorrem dentro do mapa são diferentes um do outro, bastante surpreendentes e algum são engraçados à beça, enquanto outros são melancólicos. Por exemplo, ajudamos um menino encontrado na mata a se reencontrar com sua mãe urso; encontramos uma moça numa torre que aguarda que algum pretende a salve; somos desafiados por um velho que se acha o dono do maior “sopapo” da Inglaterra; e assim vai. São dezenas de mini historiazinhas de 3/5 minutos que, no mínimo, levantam interesse no jogador!

    A Ubi, mantendo seu primor em construção de cenário e trabalho de ambientação, entrega uma Inglaterra inteira à disposição de Eivor, além de uma boa parte da Noruega, e um pedacinho da América no Norte, região chamada pelos Vikings de Vinlândia, e como não lembrar dos mapas transcendentais de Asgard e Jotunheim? Além desses, a Ubi também acrescentou com o tempo outros mapas, como o da Ilha Skye (da expansão de Kassandra), e os mapas das incursões fluviais (Rio Exe, Rio Severn, Rio Dee, Rio Berbha, Rio Erriff e o Rio Reno – na França!). Sim, são muitas regiões. E cada região contém um determinado número de objetivos e pontos de interesse, assim como um arco da história principal; é assim que o game é divido, no fim das contas, por região do mapa. O maior mapa – Inglaterra – se divide em 13 regiões, porém acrescenta-se mais 3 que são as cidades de Lunden, York e Winchester, totalizando 16 arcos narrativos apenas no mapa principal. Além disso temos também dois arcos na Noruega (um no começo e outro no final do jogo), além dos já citados arcos em Vinlândia e dois nas áreas “mitológicas”. Por esse motivo, a main line de AC Valhalla é um tanto fragmentada, e isso se justifica na história ao definirem que o Clã do Corvo tem como objetivo formar uniões com todos os territórios da Inglaterra a fim de fortalecer laços, ou até mesmo dominar algumas regiões e colocar Vikings no poder. A hub do jogo é Ravensthorpe, o nosso assentamento no jogo, fica no meio do mapa e é de lá que iniciamos cada um dos vários arcos narrativos pelas regiões do mundo. Legal que é nosso dever evoluir o local, construir casas, fornecer materiais, ajudar moradores, e tudo mais! É bastante legal ver nosso Clã evoluindo junto com Eivor, ao final fica um local realmente aconchegante como era a Vila Auditore de Ezio em AC II.

    São tantas histórias, mas tantas histórias que confesso que meio que se diluiu na minha cabeça aquele tanto de personagem que esse game possui. Eivor faz amizades com muitos governantes de cada um dos feudos, e o legal é que muitas dessas figuras aparecem nos capítulos chaves para ajudar em combate! Cria-se uma relação de parceria, é muito legal ver que após ajudarmos essas dezenas de personagens em suas questões locais, eles aparecem para nos ajudar em nossos objetivos. Os secundários mais marcantes são Halfdan, Ivarr e Ubba, filhos de Ragnar Lothbrock; Brothir e Broder, dois irmãos guerreiros de nomes... peculiares; Vili, o parça de Eivor e jovem governante; Guthrum, o grande líder viking; Stowe e Erke, os comandantes de Lunden; entre uns outros. Acredite: o jogo tem realmente personagens secundários em excesso, e todos tem uns nomes lazarentos de lembrar. No fim das contas é como se cada uma desses arcos narrativos fossem como um episódio de uma série procedural, e somente alguns realmente avançam a trama central do game que envolve os Isus. Isso é algo relativamente negativo, porém como adentrei “na pele” de Eivor e comprei o objetivo de conseguir alianças com governantes de toda Inglaterra e fortalecer o Clã do Corvo e Ravensthorpe, acabei por aproveitar bastante. Mas que fique claro: quem procura a clássica trama envolvendo a ordem dos assassinos vai se decepcionar. Sério, temos uma cabana na vila em que Hytham, um líder assassino recebe os colares de membros do culto dos anciões que a gente caça, tenta fazer Eivor se juntar aos ocultos e ela nega do começo ao fim do game kkkk. O foco do jogo é mesmo a jornada Viking de Eivor, porém também entrega pontos importantes envolvendo os Isu. E tome-lhe plot twist! Os dias atuais ganharam destaque nesse game, com acontecimentos de deixar qualquer fã da franquia hypado pelos próximos games. Desde AC III eu não me empolgava tanto com a trama dos dias atuais (tbm né, a Ubi tava cagando pra isso na era das Américas e nos seguintes...).

    Porém o que fica, no final das contas, é o sentimento de que tive uma grande jornada com Eivor por esse mundo, conquistei honra e glória basicamente do zero, construí laços com figuras de poder importantes daquele período, namorei a irmã do meu irmão escondido, construí minha vila e a fiz prosperar e claro, derrubei muito sangue de centenas de soldados não-vikings e também de membros dos anciões e até mesmo desmantelei a ordem deles (com a ajuda de um inesperado insider). Ótimos personagens desse jogo, além do sempre sábio e forte Eivor, que é tão foda que usa a hidden balde em cima do braço pra mostrar para seus oponentes sua bela arma, é seu enigmático irmão Sigurd, o líder do Clã do Corvo; Randvi, que era a esposa do irmão e a estrategista do Clã, mas vira nossa namorada; Valka, a curandeira da vila e Basin, o oculto fodão enigmático e meio cuzão kkkk Mas também não poderia me esquecer do parça Gunnar, o ferreiro do Clã, que inclusive se casa bem na cena de final da história base de Eivor. É um sentimento recompensador, eu gosto de fazer o "role-play" em games como esse, e Assassin's Creed sempre foi bom nisso devido seus ótimos protagonistas, coadjuvantes legais e o mundo ao redor sempre feito com todo esmero e capricho.

    Enfim, não preciso dizer que eu entrei na pele de Eivor, empunhei o machado e lutei por espaço e por glória! AC Valhalla apresenta um mundo enorme e bastante recompensador de se explorar, bastante conteúdo diverso para não ficar repetitivo e aposta em quase que em um “simulador de viking”, porém não esquece de empolgar os fãs mais antigos com uma trama no presente mais ativa e acontecimentos chocantes! Sem falar que o jogo é um espetáculo em ambientação, trilha sonora e gráficos. Conta com alguns personagens marcantes e uma grande quantidade de secundários que fazem parte de núcleos interessantes na história da dominação da Inglaterra. Poderia apenas ter dado uma importância maior à ordem dos ocultos, o que deveria ser o cerne desta franquia. É um jogão e que vale o tempo investido, mas que fique o aviso: é necessário QUERER viver nesse mundo, comprar a jornada de Eivor e dai é só alegria!

    Nota: 9/10!

    Conteúdos Extras:

    Valhalla é um jogo lotado de conteúdo, objetivos diferenciados, mas mesmo assim recebeu MUITA atenção da Ubi nesses 2 anos desde que lançou. Atualizaram o jogo frequentemente.

    Expansões Gratuitas:

    - 1 expansão de Desafios de Maestria com muito conteúdo, eram vários challenges boas e realmente ... desafiadores.
    - 1 expansão com Mapas Fluviais que foram 5 mapas enormes para fazer raid com os vikings
    - 1 expansão com as Tumbas dos Caídos para explorar, foram 4 tumbas com personalidades antigas da era do império romano.
    - 1 expansão com um mapa novo e uma história crossover com AC Odyssey com a presença de Kassandra (A Fated Encounter)
    - 1 expansão com elementos Roguelike em mapas doidos da mitologia (The Forgotten Saga)

    Além de:

    - Eventos sazonais a cada 3 meses de acordo com a estação do ano com várias missões para fazer e minigames
    - Várias missões de contratos de assassino para se fazer com o Reda.

    E AINDA está para sair mais 1 expansão gratuita contando o fim da história de Eivor (The Last Chapter)

    Expansões Pagas:

    - 2 expansões pagas com conteúdo, mapa e história novas (War of the Druids e Siege Paris)
    - 1 mega expansão com um mapa enorme com mais de 30hrs de duração paga (Dawn of Ragnarok)

    Sério, a Ubi tá de PARABÉNS com esse tanto de conteúdo que lançaram para AC Valhalla

    Isso que o jogo já é enorme!!

    Assassin's Creed: Valhalla

    Platform: Playstation 5
    39 Players
    11 Check-ins

    9
    • Micro picture
      natnitro · 5 months ago · 2 pontos

      Ae, parabéns pelas platinas da trilogia RPG ai porque essas sim são baita testes de paciência e resistência... kkkkkkk
      O Valhalla foi uma boa surpresa mesmo especialmente na parte de não ficar repetindo tanto as missões e também por ter diminuído a cobrança por grinding que era no Odyssey e só foi uma pena que escolheram um período histórico tão chatinho como esse, que deve fazer mais sentido só para o pessoal nórdico e lá da UK, sendo que para os outros jogadores é bem provável que vão ver a cena final e nem lembrar mais do nome dos personagens que apareceram na história... xD

      1 reply
    • Micro picture
      mateusmaster · 5 months ago · 2 pontos

      Que venha o evento de sábado! expectativa alta!

  • mateusmaster Mateus Antonio da Silva
    2022-08-19 18:52:40 -0300 Thumb picture

    Jogo finalizado #277 – Guardians of the Galaxy (PS5)

    6º em 2022

    Primeiramente, to mais de um mês atrasado pra postar esse check out kkk Desde que zerei esse jogaço pela Plus Extra, engatilhei de novo no AC Valhalla (o jogo infinito) e fui enrolando para escrever heheh

    Aproveitando que lançou o serviço de assinatura do PlayStation, baixei esse game da equipe mais improvável da galáxia para jogar. E realmente, esse é um game subestimado, porque ele tem muitas qualidades e faz tudo que se propõe a fazer com esplendor. Uma aventura linear de vez em quando não faz mal à ninguém! Em suas 30 horas de duração (explorando tudo e ouvindo cada um dos muitos diálogos) entramos na pele de Peter Quill, o Starlord, e enquanto disparamos com sua aram de laser podemos dar comandos aos outros guardiões. Rocket é o estrategista da metralhadora e bombas, Drax é o tanque com ataques poderosos, Gamora é a assassina e ataca com sua espada em vários alvos, e o Groot bem, o Groot é o Groot kkk na verdade ele prende os inimigos e também heala a turma. Mas não é só nos combates que os companheiros nos ajudam, mas como também em desafios e obstáculos do cenário. A campanha se divide em 18 capítulos, e passamos por diversos planetas e locais espaciais, como A Zona de Quarentena, LugaNenhum, Seknarf Nove, a Fortaleza da Lady Hellbender, Lamentis, Marklu IV e outros menores como a nave do culto inimigo ou da Tropa Nova. E como é legal voltar para a Milano (a nave) após cada fase. Lá podemos interagir com coletáveis, ler documentos, e conversar com os guardiões. Os gráficos são excelentes, os cenários todos lotados de detalhes, referências às HQs, e sempre inventivos, coloridos e que enchem os olhos

    O jogo é primoroso em suas partes técnicas. A Gameplay é boa, tudo flui bem e o sistema de dar comandos na batalha é algo inédito e bem fácil de aprender, além de que cria momentos bacanas visualmente falando. A parte sonora não fica para trás, com todos os sons meticulosamente gravados. A dublagem em PTBR é excelente também, e foi a que eu joguei, porque olha... esses personagens todos não param de falar em momento algum do game kkk uns tagarelas completos! E para não me distrair coma legenda não teve jeito... E as músicas.. ahhh as músicas. A seleção só não é tão boa quanto as faixas presentes nos filmes, mas tem boas pérolas aqui, de A-HA à Mötley Crüe, mas também apresenta ao jogador diversos rocks deliciosos e que grudam na mente. A progressão é competente, não inova mas faz o arroz com feijão ao permitir que façamos upgrades em cada um dos heróis. E também no decorrer do game é possível encontrar diversas roupas alternativas a cada um da equipe; algumas fazendo referência à arcos e momentos das HQs e outras só viajadas mesmo kkk Acredite: esse game é um espetáculo! Creio que só possa chatear algumas pessoas devido sua longa duração.

    O enredo não fica para trás não. O jogo apresenta os Guardiões da Galáxia já formados, mas em começo de carreira. As relações entre Drax e Gamora ainda é espinhosa; assim como a de Peter com Rocket. Cada personagem tem dilemas e conflitos emocionais a serem resolvidos, e o game brilha ao desenvolver cada um deles, dando destaque especial a todos da equipe, até mesmo ao Groot. É realmente uma campanha em que sentimos o carinho dos desenvolvedores com esses personagens. Em meio à trama megalomaníaca envolvendo o culto religioso da Igreja Universal da Verdade almejando dominar a mente da galáxia toda, os Guardiões aprendem a confiar um no outro, atuar em equipe e aprender o que é uma família. No desenrolar disso enfrentamos diversas figuras do universo cósmico da Marvel, como a Legião Letal, o dragão lendário Fin-Fang-Foom, e o próprio Thanos (mas em visão kkk). Outros personagens amigáveis que participam da trama é a doidinha da Mantis, a comandante da Tropa Nova e ex-amante de Peter, Ko-Rel e sua filha, Nikki (a todo um suspense dela ser ou não filha do protagonista), Cosmo, o cão espacial e, por fim, o herói mais badalado do espaço: Adam Warlock. A história é boa, bem construída e sabe explorar bem o universo Marvel, mas o brilho está mesmo nas relações entre personagens e o desenvolvimento emocional de cada um.

    Bom, deu para perceber que é um jogaço né? Um dos melhores de 2021, sem dúvidas. Uma pena que a má fama que o outro jogo da Marvel da Square, The Avengers, respingou no jogo dos Guardiões. Uma ventura divertida, engraçada e que exala capricho e carinho. A platina vem!!

    Nota 9/10!

    Marvel's Guardians of the Galaxy

    Platform: Playstation 5
    47 Players
    35 Check-ins

    6
  • mateusmaster Mateus Antonio da Silva
    2022-05-18 21:07:30 -0300 Thumb picture

    Jogo finalizado #276 –Trek to Yomi (XBOX ONE)

    5º em 2022

    Enquanto eu estou penando para platinar AC Valhalla, esse indie de samurais lançou no Gamepass e eu não perdi tempo kkk 

    Se trata de um jogo de ação em side scrolling em que basicamente temos que fatiar inimigos no combate de katanas, enquanto procuramos coletáveis que contam mais sobre o lore do jogo e também sobre a mitologia japonesa. É um joguin curto, não leva mais do que 5 horas passar por seus seis níveis, no entanto o fato de possuir 3 finais diferentes pode prolongar a experiência.

    O ponto mais forte desse jogo são seus visuais, uma vez que é praticamente uma homenagem ao clássico diretor japonês de filmes de Samurai, Akira Kurosawa. Eu, sendo fã desses filmes, adorei a estética, e esse é o primeiro jogo que eu nao retiro o filtro de granulado kkk Os cenários também são muito bem feitos, construindo bem o Japão feudal, as vilas e os campos, sem falar que na segunda metade apresenta cenários exóticos e sinistro que também casam bem com o estilo artístico apresentado. Ah, e se tem uma coisa que me agradou são as modificações em tempo real que o cenário sofre, seja uma torre desabando durante um combate, uma cascata de água surgindo para afogar inimigos ou até mesmo um cenário destruindo sofrendo um rewind em nossa frente para conseguirmos passar. E claro, a trilha sonora acompanha sempre a temática, com suas músicas orientais e batidas típicas no tambores e outros instrumentos da época e local. É um espetáculo visual, massss a modelagem de personagens é probíssima, e a performance no já ultrapassado Xbox One é sofrível, uma vez que apresenta muito delay de render e engasgos ao começar uma fase nova ou recarregar o jogo. 

    A gameplay do jogo é competente, apesar de básica. Em cenários de exploração a movimentação funciona como nos Resident Evil de GameCube, com a câmera fixa e o personagem se movimentando de acordo com a perspectiva. Já em partes de combate o jogo fica total side scroller, e só podemos ir para frente ou para trás. Confesso que isso às vezes confunde um pouco, porque às vezes demora para percebersmo em que parte o jogo fica livre ou mais fechado "de ladinho"... E o combate, ahhh o combate... ele é competente, porém não brilha muito - e é o que mais fazemos no decorrer do game -, só não fica repetitivo porque o jogo é curto. O legal é que progressivamente habilidades são liberadas (movimentos como dar "katanadas" para inimigos que estão atrás, golpes atordoantes, sequências, etc) e também novos acessórios (arco e flecha, arma de fogo e kunais). 

    Temos basicamente 4 personagens aqui, o protagonista e jovem samurai Hiroki, o mestre samurai Sanjuro (olha a homenagem ao Kurosawa aí), a filha do mestre Aiko (típica dama indefesa) e o vilão Warlord Kagerou. A história é simples também mas surpreende ao levar o protagonista ao Yomi, um local diferenciado em que tudo fica mais sobrenatural e é onde ele reflete sobre suas escolhas de vida, sobre quem ele é e que caminho seguirá. E é nesse sentido que vamos escolhendo entre os caminhos do jogo: amor, dever ou vingança. Eu fui pelo caminho da vingança e me lasquei kkkk saiu o pior final. Mas tudo bem, quem sabe rejogue para ver outros finais.

    Nota 8/10

    Trek to Yomi

    Platform: Xbox One
    8 Players
    1 Check-in

    5
  • mateusmaster Mateus Antonio da Silva
    2022-04-20 03:27:39 -0300 Thumb picture

    Jogo finalizado #275 – Elden Ring (PS5)

    4º em 2022

    Sim, eu tava sumido. Afinal, maioria das minhas postagens são acerca de games que zerei, e bem... desde o lançamento desse game ele é tudo que eu tenho jogado! Foram 50 dias jogando apenas Elden Ring, 200 horas contabilizadas e não parei de jogar até após a platina pipocar! Como grande fã dos games da From Software eu afirmo: é como se Elden Ring fosse o TCC do estúdio, reunindo qualidades de cada um de seus games passados, agregando toda sua experiência e feedback dos fãs para criar sua obra suprema.  O ano não está nem em sua metade e eu já considero este como o GAME OF THE YEAR 2022 kkk Fazia tempo que eu não ficava tão instigado com um jogo, que não jogava tantas horas um único game em um período relativamente curto. São poucos games que conseguem isso, então, admiro ainda mais Elden Ring.

    Um jogo viciante calcado na gameplay, um mundo aberto delicioso de se explorar, nunca me senti tão instigado à explorar um game como esse, até mais do que Breath of the Wild. E isso sem um monte de ponto de referência no mapa. A gameplay continua primorosa como de costume, porém aqui temos um elemento que deixa tudo muito mais dinâmico: o pulo! Como é bom pular. Também é sensacional as funções do nosso corcel espectral, o Torrent. Cara... ele tem pulo duplo!!! É o cavalo mais usual de todos os games já feito, o pé de pano faz tudo! Além disso o jogo contém uma mecânica que facilita bastante os combates contra bosses: o summons. Com um sino podemos chamar praticamente qualquer mob inimigo do jogo para batalhas, desde que encontrado seu item no decorrer do game. E o mais apelão de todos é o Mímico, uma gosma que se transforma em uma cópia exata do jogador no momento da invocação... Se upado então.... além de distrair o chefe ainda tira grande quantidade de HP. Além disso, outra facilitada que o jogo dá é que agora exitem muito mais pontos de graça (antigas bonfires) e podemos dar fast travell a partir de qualquer ponto do mapa, isso sem contar os pontos de check point que tem perto de qualquer chefinho ou chefão, as estátuas de Marika. Sim, o jogo está BASTANTE FACILITADO, creio que é o jogo mais de boa da From Software, mas tudo bem, tudo depende de quanto o jogador explora, de quanto farma, de quantos itens usa e tudo mais. Ainda é possível encontrar desafio aqui, porém o jogo dispõe de muitas opções para contornar isso.  Creio que o único defeito do jogo seja a repetição de mini bosses que encontramos em dungeons e pelo mundo aberto. Creio que encontramos pelo menos 8 variações de cada mini boss existente, seja versão de algum elemento específico ou um mash up com dois desses inimigos juntos em uma arena. Porém isso não chegou a me tirar do sério não, afinal, o jogo tme tanto conteúdo, que a gente perdoa. 

    O mapa do jogo é denso e lotado de coisas para se fazer, seja derrotar inimigos básicos, seja derrotar mini bosses, se aventurar por cavernas, minas de escavação ou criptas (todas com um mini boss no final). E é impressionante o quanto NÃO CANSA! Explorei ao máximo cada cantinho das Terras Intermédias, esse mapa maravilhoso de Elden Ring: redescobri a forma "souls" de se jogar nos belos campos verdes de Limgrave, onde certa vida ainda existe; sofri pra dedéu com seres terríveis e desafios intensos no hostil mapa de Caelid, a terra tomada pela podridão escarlate; me encantei com o belo mapa de Liurnia, região dos feiticeiros e onde se encontra a prestigiada Academia de Raya Lucaria; sofri bastante no montanhoso mapa do Monte Gelmir, local em que se encontra a Mansão Vulcânica; me surpreendi com os amarelados campos do Platô Altus, área que circunda a capital e possui um tenebroso pântano; fiquei embasbacado com a belíssima cidade da Capital Real de Leyndell, local onde se encontra a imponente Térvore; penei para fazer tudo nas gélidas terras das Montanhas dos Gigantes, parte proibida onde jazem centenas de gigantes; sofri bastante também na região da Arvore Sacra de Miquella, onde se encontram os inimigos mais difíceis do jogo; explorei deslumbrado todas as Terras Subterrâneas, seja a cidade de Nokron, de Nokstella, o Mausoléu de Moghwyn, entre outros locais; e claro, o derradeiro mapa flutuante de Farum Azula, local amaldiçoado por um redemoinho e lotado de bosses. Sérião, fiz tudo que dava para fazer nesse game em uma run, se formos levar em consideração a exploração do mundo. 

    Outro fator altamente instigante de Elden Ring é sua história e toda sua lore. Sim, a forma de contar história da From Software continua a mesma: curtas cut scenes , muita conversa com npc, leitura de itens importantes, e descrição da maioria dos itens do inventário. Porém, como bem sabemos, o jogo conta com a participação criativa de George R. R. Martin, e realmente até dá para sentir a diferença aqui. Com uma trama que consiste com intrigas palacianas e muita mistura familiar, se é que me entendem. O mundo se chama Terras Intermédias, e é um local que se encontra em caos desde que os deuses que governavam o local foram atacados por um grupo conhecido como os Facas Negras, o que ocasionou a morte de Godwyn, filho da deidade suprema desse mundo, Marika. Muitos combates entre os semideuses ocorreram, até mesmo embates que devastaram regiões dessa terra, como um entre Malenia e Radahn, que fez Caelid virar uma terra castigada.  O Elden Ring é um artefato de poder, e quem mantinha sua posse era conhecido como Elden Lord, o governante dessas Terras. Acontece que após esses ataques e desavenças, Marika quebrou o Elden Ring, e foi aprisionada dentro da Térvore, uma gigantesca árvore dourada de origem divina. E é nesse cenário de um mundo em crise, semideuses em guerra e corrompidos que nós somos introduzidos, como um guerreiro Maculado, soldados de outrora que foram banidos das Terras Intermédias, com o intuito de recuperar o Elden Ring e nos tornarmos o Elden Lord. Contamos com a ajuda de nossa donzela improvisada Melina, com nosso fiel ferreiro Hewig, a canalizadora de espíritos Roderika, o dúbio sábio Gideon, a velha leitora de dedos Enia, além de diversos outros personagens a quem podemos fazer sidequests, alguns de maior importância que alteram o final, como a bruxinha Ranni, a misteriosa guerreira Millicent e a companheira do leito de morte Fia, além de outros de menor importância mas ainda assim com quests interessantes como a do Lobinho Amigo Blaidd, a do Potão Alexander, da Feiticeira Sellen, do Comedor de Estrume, da Caçadora Nepheli, da consorte Tanith, do clérigo Irmão Corhym, do medroso e careca Patches (que aparece em quase todo jogo da From), além de vários outros npcs com quest de menor relevância, como o Kenneth Haight, Diallo, Rogier, Irina, Thops, Seluvius, Varré das máscara branca e alguns outros. Minha vergonha é que perdi algumas quests terciárias como algumas da mansão vulcânica e uma ou outra de pequena importância. 

    Enfim, é um jogaço sem sombra de dúvidas! Mais uma obra prima de Hidetaka Miyazaki (caraca escrevi o nome dele de primeira e acertei!) que marcou época. Acertaram em cheio em trazer um mundo aberto que todo fã de Souls pedia. Tem gameplay excelente,  Bosses principais marcantes, uma lore interessantíssima, trilha sonora muito boa (amo a música tema e de alguns bosses como o Godfrey, do Radagon ou da Malenia), gráficos que apesar de simples, são sim muito bonitos e a direção de arte compensa e muito com cenários de tirar o fôlego e cada área com sua personalidade própria. Obra perfeita tanto para fãs dos games da From Software, assim como uma porta de entrada ideal para quem deseja se aventurar. Já pode entregar o prêmio Geoff Keighley (eita que escrevi certo de prima tbm kkk) 

     Nota 9,9/10!

    Só para constar: comecei o jogo com a classe Confessor, meio que um clérigo de combate. De início era uma espada na mão, um escudo na outra e eventuais recorridas à um milagre de cura ou bolas de fogo.  No entanto no decorrer da aventura abandonei a ideia de castar milagres ou magias e foquei basicamente em upar força e destreza, além, é claro, de vitalidade, vigor e fortitude. Por grande parte do jogo minha fiel companheira foi a Presa do Cão de Caça, uma espada grande mas ágil, com um excelente golpe especial que dá um golpe giratório e depois uma investida com teleporte para perto do inimigo. Porém também alternada para outras espadas menores e rápidas como a katana Moonveil, que tem propriedades mágicas e uma outra que aplica sono nos inimigos. Porém lá no endgame tive acesso à famosa katana Rivers of Blood e não teve outra... kkkkk virei praticamente o mestre do sangramento, usando essa katana na mão direita e outra katana na mão esquerda com efeito de sangramento (Cinzas da guerra do Sepuku), utilizando ainda a máscara branca e talismãs propícios ao sangramento! Gostoso demais kkk juro que derrotei a Malenia sem maiores problemas xD

    SPOILERS:

    Acontece que essa entidade Marika chegou às Terras Intermédias para governar com o poder do Elden Ring, e nisso ela se casou com Hoarah Loux, um poderoso guerreiro daquelas terras, que após o matrimônio passou a se chamar Godfrey, o Primeiro Elden Lord. Ambos tiveram filhos, Godwyn, Mohg e Morgott. No entanto esses dois últimos nasceram com a maldição do agouro, com chifres crescendo de seu corpo. Além desse núcleo, é sabido que um nobre guerreiro chamado Radagon enviara seus soldados para tomar as terras de Liurnia da feiticeira e dinvidade lunar Rennala, porém ambos se apaixonaram nos campos de batalha e tiveram como filhos Radahn, Rykard e Ranni. Porém eventualmente Radagon abandona sua esposa e se casa com Marika. Porém o que é oculto é a real origem de Radagon: ele é o lado masculino de Marika, ambos são parte da mesma divindade. E o bizarro é que eles possuem filhos advindos dessa união, Malenia, Miquela e (supostamente) Melina.  Além deles, ainda temos Godrick, parente distante de Godwyn, portanto ainda tem sangue divino da ordem dourada e Malekith, que supostamente seria irmão de Marika. E bem, nem preciso falar que enfrentamos e damos cabo em cada um dessa complexa árvore genealógica, com exceção de Godwyn que já está morto no início da história do game kkkk Após tanta matança de sangue divino, finalmente nos tornamos o Elden Lord. 

    Ahhh e eu cheguei a ver todos os finais para a Platina, porém o que eu mais gosto é o final básico, em que simplesmente derrotamos Radagon/Marika, colocamos sua cabeça de volta ao corpo e nos sentamos no trono de Leyndell, dando início à uma era próspera para as Terras Intermédias, um período que será lembrado como o período de Ruptura. Os outros finais são interessantes, porém o final da Ranni me pareceu meio que o Maculado fica como um "gado" da bruxinha, que aparentemente traria uma era sombria para o local. Não gostei também do final em que somos tocados pelos três dedos, situação em que a loucura do Frenesi domina o Maculado, que destrói de vez a Térvore e lança chamas de insanidade por todo o continente. Aliás, os outros finais alternativos são somente variações do final básico, eu vi apenas o relacionado à quest da Fia e ao da quest do Comedor de Estrume, e o que muda, é a coloração do ambiente e a denominação da Era que se inicia kk

    Elden Ring

    Platform: Playstation 5
    66 Players
    84 Check-ins

    11
    • Micro picture
      santz · 9 months ago · 2 pontos

      Todo mundo que pega esse jogo some do Alvanista por um tempo.

      1 reply
  • mateusmaster Mateus Antonio da Silva
    2022-02-14 23:40:44 -0200 Thumb picture

    Jogo finalizado #274 – Kena: Bridge of Spirits (PS5)

    3º em 2022

    O indie mais bonito que eu já joguei, além de ser um game gostosinho de explorar, uma aventura leve para acalmar a alma. Não se engane com as carinhas fofinhas dos Rots, tirando toda a doçura dessas criaturas, as músicas bonitinhas e todo o visual cartoon a lá Pixar, Kena esconde batalhas contra chefes desafiadoras e itens razoavelmente bem escondidos. É um jogo estilo aventura da era PS2 e PS3. Um mundinho semi aberto conectado, com inimigos no caminho, postais bloqueados que só abrem após completar certos requisitos e coletáveis honestos a serem pegos. É muito bom jogar algo assim às vezes: simples e direto. 

    Em pouco menos de 20 horas me aventurei por esse mundo com a guia espiritual Kena, que se encontra em um vilarejo tomado por malícia. O objetivo é ajudar a libertar a alma dos moradores e de personagens chave na trama, como Taro e seus irmãozinhos, a construtora Adira e sua namorada, e o antigo líder da tribo, Toshi e o ancião. Na jornada vamos recrutando aos poucos os capetinha mais fofos que o mundo dos games já viram: os Rot! Começa com um e quando nos damos conta temos dezenas e dezenas nos rodeando pelas fases! E eles são úteis, ajudam movendo objetos nas fases, a potencializar golpes meele e também no arco e flechas, além de paralisar inimigos momentaneamente - e esses peludinhos fazem a diferença, que fica nítido no final do game em um momento em que deles somos privados!

    Bom, eu me diverti bastante, fiz TUDO que poderia ser feito nesse jogo, explorei cada cantinho do mapa, coletei todos os Rotzinhos, todas os chapéus e outros itens. A história fica no segundo plano, sendo contada meio que nem em Ori, meio que nem em Dark Souls kkk na verdade muito desse game lembra os games da From Software (mapeamento dos botões de ataque, defesa e rolamento, etc) mas numa versão facilitada e.. FOFA! Gostei bastante desse game, bonito demais também. Minha mulher que comprou o jogo porque achou muito fofo, e eu que terminei antes que ela por ter curtido a jogabilidade kkkkk Só não platinei pq tem que terminar de novo (não curto platinas assim) e no momento tenho muita coisa pra jogar xD 

    Nota 9/10!

    Kena: Bridge of Spirits

    Platform: Playstation 5
    84 Players
    14 Check-ins

    13
  • mateusmaster Mateus Antonio da Silva
    2022-01-31 03:18:39 -0200 Thumb picture

    Jogo finalizado #273 – Spider-Man: Miles Morales (PS5)

    2º em 2022

    Insomniac é um monstro a produção de games, muitos lançamentos de altíssima qualidade e com aspectos técnicos incríveis. Alguns menosprezam esse game por ser uma expansão Stand Alone do jogo do Miranha, mas não sabem a besteira que estão fazendo ao perder esse excelente capítula na história dos aracnídeos. O game do Aranha tem todas as qualidades que o jogo original tinha, mas modifica o suficiente para dar personalidade própria tanto ao personagem quanto ao game como um todo.  A gameplay em si não foge muito do game original, mas tem um acréscimo muito bem-vindo que são as habilidades venom para o combate - com choques - e de invisibilidade para o stealth. 

    Fiquei impressionado com a movimentação do Miles, as animações são diferentes das do Peter praticamente para tudo, ele tem gingado no web swing, se pendura de ponta cabeça, às vezes fica desengonçado, da uns "pedala" no ar, nas batalhas também tem uns tiques divertidos de se ver. Um movimento legal também é poder apertar o R3 para dar um mergulho veloz e em seguida soltar a teia em velocidades insanas. Sem falar da possibilidade de fazer manobras ao apertar o bolinha durante os saltos. A trilha sonora também é envolvente para caramba com as batidinhas estilosas kkk E no cenário a única diferença é que o game se passa no natal e a New York está repleta de neve. 

    A história é bem empolgante, eu curti pra caramba, eles fazem um bem-bolado ali e tornam todos os antagonistas (o Gatuno e A Pensadora - adaptação do clássico vilão das HQs do Peter, o Pensador) ligados de alguma maneira ao Miles, e tendo um grande vilão na figura do CEO da Roxxon, Simon Krieger. Ao mesmo tempo que deve se envolver no conflito do grupo da Pensadora com a Roxxon, Miles se aproveita do suporte de Ganke, seu Man in the Chair, e com o apoio de sua mãe Rio, a candidata à vereadora. Com pontos bem emocionantes - principalmente no final - a trama segue bem do começo ao fim do jogo, e caraca Miles não fica UM MINUTO sem que alguém o ligue no celular kkk é diálogo o tempo todo, e se não são ligações são podcasts de J. J. Jamenson e Danika Hart. Os moradores do Harlem chama Miles de "Nosso Homem-Aranha" o que é algo bem bonito e simbólico.

    Ótimo jogo, quando  passar a preguiça eu rejogo no new game+ para a platina pioocar kkkk Longe de ser apenas uma DLCzinha, tem bastante conteúdo, levei mais de 20 horas para fazer 100% na primeira jogada. Tem várias side quests, várias bases, coletáveis e graças a Deus nada de caçar pombo ou desafios da Screwball kkkk Só vem Spider-Man II, esse vai ser de explodir cabeças!

    Nota 9/10!

    Marvel’s Spider-Man: Miles Morales

    Platform: Playstation 5
    180 Players
    35 Check-ins

    10
  • mateusmaster Mateus Antonio da Silva
    2022-01-13 02:03:28 -0200 Thumb picture

    Expansão finalizada #42 – Spider-Man The City That Never Sleeps (PS4)

    1º em 2022

    Feliz Ano Novo!  Pra começar bem 2022 já iniciei com um bom game exclusivo da Sony... aiai como são bem feitos kkk Enfim, primeiramente foi bom jogar algo diferente de Resident Evil depois de tantos meses nessa maratona insana que eu fiz! E pra esse ano pretendo fazer breves comentários ao invés de longos textos que fiz para os RE hehe só para não passar em branco e sobrar mais tempo para jogar ao invés de ficar escrevendo kkk Esse ano pretendo estudar muito pra um concurso ai, então se eu terminar pelo menos metade do número de games que terminei nos últimos 2 anos de pandemia já fico feliz!

    Enfim, The City That Never Sleeps é a expansão do jogo do teioso que joguei lá atrás em 2018 mas deixei passar e só fui pegar agora porque em breve começo Spider do Miles Morales! Essa expansão é boa e se divide em três atos. No primeiro há uma investigação acerca da Gata Negra, no segundo o jogo foca no combate contra a gangue do Cabeça de Martelo e os Maggia e, por fim, no terceiro ato Sabre de Prata é introduzida nessa bagunça toda! Além disso ainda se costura o background da Yuri Watanabe, que pra quem conhece as HQs sabe que ela sai de policial e vira uma vigilante na cidade. Personagens queridos como Mary Jane ligam o tempo todo  para Pete, assim como Miles, que está ansioso para começar seu treinamento - inclusive ao final nos é dado um gostinho do que viria pela frente. 

    Mas que jogo fantástico esses do Miranha. Eu tinha me esquecido o quão bom era me balançar por NY, combater o crime de forma natural pela cidade, meter a porrada em grupos e grupos de inimigos (apesar de ter excesso de combate em alguns desafios secundários), enfim, ser o próprio cabeça de teia! Porém os desafios da Screwball são tantos e chegam até a irritar em alguns momentos. No geral a experiência é muito boa, e a expansão tem MUITO conteúdo, e coisa relevante viu, me espanta tudo isso em conteúdo adicional. Se é fã do herói e curte o game base, tem que jogar essa expansão!

    Nota 9!

    Marvel's Spider-Man: The Heist

    Platform: Playstation 4
    36 Players
    2 Check-ins

    4
  • mateusmaster Mateus Antonio da Silva
    2021-12-27 14:15:15 -0200 Thumb picture

    Filme visto - Resident Evil: Welcome to Raccoon City

    Eu realmente esperava que esse filme fosse bom, mesmo que alterasse os eventos dos games, eu queria que tivesse qualidade, que fosse algo bem feito e honrasse o tamanho da franquia nós videogames. Mas infelizmente os maiores vilão de Welcome to Raccoon City são o baixo orçamento e escolhas equivocadas, para não dizer preguiçosas. Há tempos acompanhava as declarações do diretor do filme, que sempre pareceu ser tão fã do mateiros original, dizendo que faria algo fiel, até nos ângulos de câmera (para emular o posicionamento fixo de câmera dos games originais). No decorrer desse ano ele também deu várias declarações dizendo que traria a essência dos personagens e.... bem, não foi bem o que entregou no fim das contas.

    Além de ter sérios problemas de roteiro (diálogos expositivos, frases pobres, simplificações, etc), quiseram fazer dessa história um total MIX do primeiro e do segundo game e Mãe Miranda!!! Como isso foi prejudicial ao filme. O projeto claramente teve orçamento limitado e ainda me inventam de contar DUAS histórias em 1h45m?! Não dá né, ficou corrido, ficou atropelado, não conseguem aproveitar o potencial de nenhum dos pontos marcantes da obra original, como a Mansão Spencer, RPD e até mesmo o Orfanato de Raccoon. Tem poucas cenas em cada local, nada tão relevante sendo revelado, aparições jogadas (que quem nunca jogou o game deve ter boiado totalmente).

    Para não ser injusto preciso dizer: algumas ideias até que agregam à experiência, como darem um passado substancial para os irmãos Redfield, os habitantes de Raccoon se transformando em zumbis e tal. Mas de resto... é um desperdício atrás de outro. Da pra sentir o baixo orçamento do filme em cada cena. Poxa temos o que no filme? 10 zumbis, 1 cão zumbi, 1 Licker e uns corvos kkkkkk sem falar que o CGI não é dos melhores (mas está melhor do que estava no trailer). Só me incomodou mesmo o G na forma final, ainda mais seus olhos vermelhos. Eu até admiro a estética que trouxeram agora o filme, apesar dos pesares ele tem certo estilo, remetendo a filmes B de terror, com cenários até que bem feitos e fiéis na medida do possível. Ver o a da delegacia e da mansão dão certo afago para o fã da franquia, no entanto as salas paralelas em nada se parecem com os originais.

    Agora os personagens, não tem um que seja unanimidade! Cada um tem suas falhas evidentes. A Claire é bem atuada, até se parece -mas custava pôr um rabo de cavalo nela?!- porém sua personalidade está durona até demais. Chris tem um péssimo ator interpretando, e as vezes toma decisões imbecis como toda aquela cena do isqueiro. Jill também conta com uma atriz razoável no papel, mas de Jill só tem o nome e a áurea de fodona. E por fim chegamos nele: Leon de Taubaté kkkk gente, eu até aceitei trocarem a etnia dele, mas não precisavam ter feito dele um total idiota funcionando como alívio cômico do filme!!! Poxa vida, tem cenas lamentáveis com o cara... que dorme enquanto um caminhão explode em sua frente ou que fica totalmente sem ação frente a um zumbi se aproximando.

    Agora vamos para a polêmica: é melhor ou pior que o Resident Evil de Paul W. S. Anderson? Olha, a comparação é injusta, porque a partir do terceiro capítulo os filmes de fantasia pós apocalíptica de Alice tem escopo (orçamento) muito maior que este filme. Porém podemos comparar o primeiro filme, o clássico (?) Hóspede Maldito. O primeiro filme com Milla Jovovich é contido em si mesmo, e nisso, podemos facilmente dizer que explora seu potencial melhor do que Welcome, que tenta correr mais do que as pernas aguentam. Então sim, PASME, Hospede Maldito é melhor que esse filme B novo aqui de Resident Evil!

    Enfim, Welcome to Raccoon Cityy acaba por ser um desperdício de potencial. A intenção até que foi boa, mas foi muito mal executada, o baixo orçamento prejudicou demais a obra também, a franquia merecia mais... E pelo flop que foi, pelo jeito vão engavetar um pouco Resident Evil nos cinemas - é o correto a fazer, pelo menos por alguns anos, e depois voltar com mais grana e aprender com todos esses erros cometidos e fazer algo com calma, com fidelidade e que não insulte aos fãs da obra original. Capcom, TIRE OS DIREITOS DE RE DA CONSTANTIN FILM!!! kkkkk

    2/5 estrelas

    Resident Evil

    Platform: Playstation
    9171 Players
    93 Check-ins

    9
    • Micro picture
      rshadowss · about 1 year ago · 3 pontos

      Eu gostei do filme, achava que ia ser uma bomba, mas foi menos pior do que imaginava, só foi extremamente corrido, se bobear até dava pra cortar a parte da mansão e focar só no RE2, talvez fazer uma prequel depois.

      A história é interessante, mas é tudo jogado, o cara quis colocar muita coisa em pouco tempo de filme, o Mr.X tava no filme mas foi cortado. Seria melhor se fosse contado a mesma história do filme em uma série ou um filme mais longo, ia explorar mais coisas e desenvolver os personagens.

      Eu gostaria de ver mais desse universo, só acho que não vai rolar.

      1 reply
    • Micro picture
      jcelove · about 1 year ago · 2 pontos

      És em verdadeiro fã. Nem ferrando eu pagaria pra assistir isso (ou baixaria pirata). O que vi dele ja era suficientemente zoado pra nao querer ver mais nada.hehe

      1 reply
  • mateusmaster Mateus Antonio da Silva
    2021-12-13 20:52:30 -0200 Thumb picture

    Jogo finalizado #272 – Resident Evil Village (PS5)

    44º em 2021

    Após nove meses somente jogando games da franquia Resident Evil – uma gestação – cheguei ao último capítulo da saga até aqui. Nasceu um fã dos jogos de terror da Capcom nesse meio tempo! Na realidade eu terminei Village dois dias antes da cerimônia do The Game Awards, cujo qual este game concorreu como um dos melhores games do ano de 2021. Apesar de não ter levado o prêmio máximo do mundo dos games, para mim foi o melhor game desse ano (mas eu não cheguei a jogar os outros concorrentes, então... :p) Porém após terminar o game eu precisei REjogar toda a última hora para absorver bem os acontecimentos. Village é um ótimo game, não tão voltado às raízes da franquia como o 7, porém pegando elementos de diversos games passados fazendo referências diretas, principalmente, é claro, a Resident Evil 4. O jogo é todo bem feito, gameplay, gráficos, sons... somente a história tem certos deslizes, exageros na parte final e certas escolhas duvidosas vindo da Capcom. Mas que jogo bonito... Foi o primeiro jogo versão de nona geração que eu termino! Um primor visual do começo ao fim no PS5, jogando no modo fidelidade.

    Levei 13h30 para terminar essa macabra jornada de Ethan Winters nesse vilarejo quase medieval na Romênia. Na época que saiu eu via o pessoal zerando o game em meras 5 ou 6 horinhas e fiquei pensando que era um jogo curto, mas poxa, tem conteúdo para caramba, esse povo joga rushando, não é possível kkk Pra quem reclamava que o VII não tinha muitos inimigos e – olha lá – zumbis, Village é um prato cheio, porque tem grande variedade de inimigos e até o seu próprio “zumbi” para chamar de seu: os Moroaicã. Além deles - e de sua versão voadora - temos é claro os licanos e suas variações, diversas versões dos soldats, e uma cacetada de minichefes e chefes um mais monstruosos que os outros – e muitos parecem ter saído diretamente de Bloodborne, o que NUNCA é ruim. O jogo também recompensa muito qu gosta de explorar, são dezenas de tesouros para coletar, vinte cabars de madeira para destruir, peças de armas em locais secretos, e até animais comuns e raros para caçar a fim de fazer refeições que, por sua vez, servem para fazer upgrade na vitalidade e mobilidade de Ethan.  Sim, esse game refina a jogabilidade em alta potência. 

    Continuando a pegada do soft reboot que foi o jogo passado, Village é um game de ação e terror em primeira pessoa, porém nesse capítulo o que predomina são os momentos de ação. Tanto que a movimentação é mais solta e a mira mais precisa, devido agora Ethan ter passado por um treinamento militar. Além disso, temos um arsenal muito maior de armas e bombas, sem falar da grande quantidade de recursos para criação de munição além da já farta encontrada pelo cenário. Sem falar, é claro, da grande quantidade de inimigos encontrados e a grande variedade de chefes. Porém o terror não foi deixado de lado não, as primeiras horas na primeira jogatina são tensas pra caramba, poucas armas, sem saber o que fazer, barulhos sinistros e atmosfera pesada (esse jogo PRECISA ser jogado com um bom headset, e o Pulse3D ajuda muito na imersão). Até a metade do jogo eu diria que o terror é bastante presente, chegando em seu ápice na casa da Beneviento. O tanto que eu ouvi por cima de relatos de que esse trecho seria aterrorizante e o momento mais assustados da franquia não estão escritos mas... não é que estão corretos mesmo? Joguei até do jeito certo: de madrugada, sozinho, no escuro e com o Pulse3D. Foi realmente TENSO. Que bom que não fui spoileado antes e pude me surpreender com as cosias terríveis que ali acontecem! E que sufoco, sem arma é dose, realmente parecia muito com P.T. ou um Outlast da vida. Porém após essa parte o jogo dá uma aliviada e as próximas áreas de terror mesmo só tem o clima e inspirações.

    Ahhh esse jogo tem uma jogabilidade gostosa demais, é responsiva, é bem ajustada, realmente digna de um jogo do ano. Funciona como no 7, porém mais dinâmica. Como esse jogo se inspira e homenageia demais o quarto game da saga (un forastero!) muitos elementos são parecidos: o inventário em forma de maleta (tchau tchau baú :c), o sistema de economia com dinheiros a serem coletados e objetos de valor, itens que dropam de todos os inimigos, armas que podem ser melhoradas e adereços que podem ser acoplados, e claro, temos o Duque, um mercador enigmático parceiro que aparece em todos os cenários do game! Realmente, se RE 7 está para RE 1, RE Village está para RE 4! Ah e o vilarejo. Esse cenário funciona como a hub central do game, após cada outra área que exploramos voltamos para o vilarejo e podemos abrir novas passagens, portas, baús e etc. Fora isso, temos mais quatro cenários que são respectivos a cada um dos quatro lordes presentes no game: O castelo luxuoso de Alcina Dimitrescu, que remete ao terror gótico de vampiros; a casa mal assombrada e cheia de bonecas de Donna Beneviento, seguindo um terror mais psicológico; a caverna e as partes úmidas da vila ao redor do lago, domínio de Salvatore Moreau , área totalmente inspirada em RE 4 (quase um Del Lago 2.0) que tem elementos de terror corporal; e a fábrica de Karl Heinsenberg, enorme local subterrâneo todo industrial com cenários apertados e criaturas frankenteinzescas (até algumas plagiadas do filme Frankenstein’s Army – olha o processinho).

    A história de Village começa de forma muito impactante. Como mostrado até em trailers, o jogo começa mostrando Ethan vivendo com Mia em família, já tendo uma filha bebe chamada Rose, quando do nada Chris Redfield e sua tropa invadem a casa à tiros metralhando Mia, sequestrando Rose e Ethan. Por causa disso fiquei o jogo todo me perguntando o que teria acontecido para que Chris tivesse se tornado um vilão, se Mia havia morrido mesmo e como Ethan iria recuperar a pobre Rose. Os mistérios ficam ainda maiores após adentrarmos toda a loucura que acontece naquela afastada vila na Romênia, envolvendo criaturas licanas, vampirescas e um culto à figura misteriosa da Mãe Miranda e seus quatro filhos, os lordes que citei anteriormente. No desenrolar do game vamos lendo diversos files que aos poucos vão dando dica do que está acontecendo de fato por detrás dessa seita macabra de Miranda e o sequestro de Rose. No entanto, todavia, porém... penso que esse game viajou um pouquinho demais na trama. Assim, ainda se justifica TUDO na trama, como se todos esses inimigos folclóricos, poderes especiais e transformações dos lordes e outros exageros que beiram o sobrenatural na realidade fossem provenientes de agentes biológicos conhecido como Megamiceto (encontrado por Mirando nas cavernas subterrâneas em baixo do vilarejo). Achei um pouco exagero, não que em games passados da franquia não tivéssemos exageros (desde Code Veronica já temos seres “final fantasiescos” na franquia, ou até mesmo gigantecas criaturas disformes como as obscenidades de RE 6) porém eu estava curtindo a pegada mais pé no chão que a Capcom trouxe com RE VII. Mas beleza, pelo menos tudo isso funcionou para trazer um game divertido e bastante diversificado em seus ambientes e chefões.

    !!!COM SPOILERS!!! Sobre a trama em si, devo dizer que em um primeiro momento fiquei desapontado em ver que na realidade Chris estava no lado dos mocinhos e que na realidade a Mia que ele matou no começo do game era Miranda transmutada, e que ele havia agido da forma que agiu para “não ter civis atrapalhando em seu caminho’. Poxa vida kkkk Forçaram um pouco a barra para criar um início impactante, porque dava sim para ter informado o pobre do Ethan sobre o que estava acontecendo ali, não precisavam ter sido tão rudes e misteriosos com Ethan, coitado... E sobre Miranda, a vilã já tem mais de 130 anos de vida, conseguiu a vida eterna devido ter encontrado o Megamiceto em uma tentativa de suicídio após sua filha Eva ter morrido em decorrência da gripe espanhola. Nesse pouco mais de um século Miranda passou a estudar as propriedades do Megamiceto, fazendo de cobaia os moradores da vila – até mesmo membros da nobreza, como Dimitrescu – tudo com o objetivo de encontrar o receptáculo perfeito para trazer de volta a vida sua falecida filha. Nesse meio tempo até mesmo Ozwell Spencer foi seu aluno e veja só, um pequeno retcon foi feito na franquia: o símbolo da Umbrella foi criado com inspiração em um brasão encontrado nesse vilarejo. Sem falar que Spencer foi influenciado por Miranda para encontrar meios de conquistar a vida eterna para si próprio. Inclusive os acontecimentos todos de RE VII são derivados de ações de Miranda: ela entrou em contato com a The Conections e deu uma amostra do Megamiceto, criando assim a variante Mutamiceto e todos os experimentos com Eveline (uma tentativa de trazer Eva de volta a vida, mas fracassada). Esse background todo é apresentado em importantes files e fotos encontrados na parte final do game.

    Agora o Ethan... aiai coitado do cara, a Capcom não pegou leve com ele! O cara do nada perde a esposa (é o que achava), perde a filha, tem metade da mão comida pelo licano, é perfurado diversas vezes pelos vilões, tem o coração arrancado, volta dos mortos e depois se sacrifica. Poxa, TUDO isso, e a Cacpom vergonhosamente escondeu o rosto do cara até não poder mais, chega a ser hilário (como nas cenas finais do Chris carregando ele e a câmera se esforçando para esconder seu rosto...) Pra que isso?!? Kkkk faz sentido algum isso, ainda mais que nesse jogo Ethan está muito mais cabreiro, com personalidade forte e bem interpretado... Não é um RPG em que criamos um personagem, é um personagem já montado, não havia necessidade de continuar a esconder desse jeito o cara... vacilo kkk Mas enfim, eu já gostava do personagem no jogo passado (ao contrário da maioria das pessoas), mas aqui ele tá realmente mais brabo e com grande perseverança para salvar Rose. O louco é que no final explicam que na realidade ele havia morrido pelas mãos de Jack Baker logo após ele enfrentar a Mia no game passado, e só estava vivo porque seu corpo havia sido dominado pelo mofo, ele não só estava infectado, como era 100% um mofo ambulante o.O Isso explica as diversas vezes que ele se curava tão rápido de ferimentos graves e até “colava” membros decepados. Por essa razão que Rosemary é tão especial: ela é uma filha natural de um homem 100% contaminado pelo mofo e uma mulher com anticorpos ao mutamiceto, isso tudo sem falar que foi “desmontada” por Miranda que tentou a usar como receptáculo para Eva. Rose – além de muito fofa – é uma arma biológica perfeita. A cena pós créditos é emocionante e instigante, mostrando que certamente jogaremos com ela no próximo game da franquia.

    Resident Evil Village é um ótimo game, eu fiquei muito envolvido com a trama (apesar de ter me desapontado com a resolução de parte dela), emocionado com o final, e também bastante investido na gameplay, que é excelente! Em questões técnicas não tem do que reclamar, visuais e cenários e personagens primorosos, parte sonora agrega demais na imersão, a jogabilidade é ótima, as áreas são distintas uma das outras e entregam formas diferentes de se jogar, além de referenciar um estilo diferente de gameplay de títulos passados da franquia. A história tem seus deslizes e conveniências de roteiro aparentes, mas entrega bons momentos e fecha com intensidade. Com toda certeza é um dos melhores games do ano. Não é o melhor Resident Evil, mas está juntos dos mais prestigiados, para mim está com certeza no TOP 10 – levando em conta que a franquia tem mais de 25 games e eu finalizei todos kkkk A história do pai chega ao fim...

    4/5 estrelas

    Resident Evil Village

    Platform: Playstation 5
    89 Players
    33 Check-ins

    7
  • mateusmaster Mateus Antonio da Silva
    2021-12-01 13:58:12 -0200 Thumb picture

    Expansão finalizada #41 – Resident Evil 7: End of Zoe (PS4)

    43º em 2021

    Ok... essa expansão realmente me surpreendeu! (Para o bem ou para o mal) Pelas artes que eu havia visto, pelos banners nos menus e tal eu sempre achei que fosse algo na pegada The Last of Us e tal, com um velho acompanhando uma garota em um ambiente hostil com infectados e tal (isso misturado com Final Fantasy devido o visual todo Frozen que Zoe se encontra), mas dei de cara com uma campanha malucaça e galhofa em que o foco é ser porradeiro com um caipira bruto comedor de inseto que mete o sopapo nos mofados e tudo que se move – exceto crocodilos! É, eu cheguei à conclusão que curti a proposta, é bem diferenciado do jogo base e dá uma dinâmica nova ao adicionar uma função de combate tão atípica em games do estilo. Peca um pouco no enredo pois apresenta menos contexto ainda que Not a Hero, mas vale demais a pena pelo conjunto da obra.

    A gameplay se diferencia porque jogamos com um personagem forte que consegue derrotar mofados com apenas quatro socos e um pisão, e também é capaz de chegar em stealth por detrás dos monstros e praticamente estourar a cabeça dos infelizes. É dahora, é engraçado e ainda desafiador se tentar pegar o troféu que premia quem mata todo e qualquer inimigo apenas na base da porrada! Eu consegui. Se não fossem os trechos com crocodilos, em que é necessário desviar deles, correr desesperadamente no lodo e até decorar seu padrão de rota, seria até que fácil. Mas teve um trecho em que temos que atravessar um rio com construções de madeira que estava lotado de mofados e crocodilos que me deu raiva, ainda mais devido o mofado de quatro pernas eu é bem chato de matar no soco e nos derrota com double-kill! De resto, o jogo segue linear, nosso objetivo é sempre achar uma cura para Zoe, derrotar tudo que se move, comer bixos repugnantes para se curar e derrotar um mofadão lutador misterioso em algumas batalhas contra chefe. O louco é que no final do game é possível utilizar uma luva high tech de procedência da Umbrella Azul que nos permite dar um socão carregado e dezenas de vezes fortificado. Esse é arrebatador, pena que usamos por pouco tempo.

    Bem, a história continua do ponto do jogo base em que Ethan cura Mia em vez de Zoe, que passa a vagar pelos pântanos e tem seu corpo calcificado por Eveline. No entanto, dois soldados da Umbrella Azul encontram seu corpo e descobrem que ela ainda está viva. E é nesse momento que somos apresentados à Joe Baker, tio de Zoe, que vive afastado nos pântanos próximos ao terrenos dos Bakers. Joe inicialmente acredita que a Umbrella é responsável pela condição de Zoe, por isso embosca os soldados e prende um deles, que afirma que eles têm uma cura para Zoe armazenada em uma cabana próxima. Joe vai para a cabana, encontrando uma cura parcial, e retorna para encontrar sua cabana em chamas, o soldado morto e um mofado forte e raivoso rugindo, esse ser é conhecido como Monstro do Pântano. Joe foge com Zoe em um barco para encontrar a base da Umbrella abandonada. Eles descobrem que a cura foi transferida para um barco a remo próximo. Joe embarca no barco e, depois de encontrar e batalhar com o Homem do Pântano mais uma vez, encontra uma dose completa da cura. O Mofadão captura Zoe e Joe é forçado a passar por grande parte do pântano até encontrar Zoe em uma igreja abandonada. Lá dentro, Joe é emboscado pelo Homem do Pântano, que se revela ser Jack Baker fortemente mutado, que bate em Joe, coloca-o em um caixão e o joga na água do pântano para morrer. Joe se lava perto da mansão Baker e se encontra no meio de uma batalha entre as Mofados e soldados da Umbrella Azul. É nesse ponto que encontra a luva poderosa e high tech da Umbrella e a utiliza para fazer dos Mofados um purê. Após explorar um pouco o terreno dos Bakers, agora todo sitiado, Joe encontra Zoe dentro da sala principal da grande casa, porém é surpreendido por Jack e a batalha derradeira se inicia. Mesmo com a ajuda do aparato energizante, seu irmão dá trabalho, mas é finalmente trucidado com vários socões que até explodem metade de seu corpo, que calcifica definitivamente. Assim Joe pôde salvar sua sobrinha, e logo são resgatados por Chris Redfield! No finzinho Zoe, após se recuperar da “Frozencinação”, recebe um telefonema de Ethan, que diz que sempre cumpre suas promessas (no caso de enviar ajuda).

    É meio forçado Jack ter sobrevivido à batalha com Ethan que aconteceu no jogo base? Sim, é forçado, mas vá lá, dá pra aceitar, ainda mais que ele está quase completamente sem consciência e aparenta agir de forma bestial. Porém o jogo é omisso em relação à aparência “gelada” de Zoe, que é tão marcante visualmente mas sem explicações, apenas podemos presumir de é porque a garota é “do bem”, por isso calcifica de forma elegante. É legal jogar com um caipira como Joe, e é até crível pensar que um irmão de Jack morava nas redondezas e é bruto de nascença. Essa expansão tem ainda menos files para ler, o que diminui ainda mais o lore que poderia ter sido agregado. 

    Mas enfim, é uma experiência bem divertida e diferente do jogo base, que me agradou bastante por ser focada na porradaria contra os monstros, algo nunca mostrado na franquia. Poderiam ter dado uma atenção especial para o enredo, explicar um pouco mais certas condições e tal, mas acaba bem e deixa um gostinho de querer ver novamente tais personagens. Sei que muita gente não aceitou muito a proposta da gameplay dessa expansão, mas poxa, eu curti, apensar de não ser nada que eu esperava, acabei por achar legal ir socando os mofados tudo pelo caminho kkk

    4/5 estrelas

    Resident Evil 7: End of Zoe

    Platform: Playstation 4
    30 Players
    4 Check-ins

    6
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