2021-06-17 01:17:28 -0300 2021-06-17 01:17:28 -0300
mateusmaster Mateus Antonio da Silva

Jogo finalizado #255– Resident Evil Zero (GCN)

#13º em 2021

Mais um Resident zerado, menos um para a conta da maratona!

Essa é a prequel do primeiro game, conta os acontecimentos da noite anterior aos fatos ocorridos no game clássico, tudo pela perspectiva de Rebecca Chambers, a jovem enfermeira que Chris ajuda no original, e Billy Coen, suposto assassino condenado. A história do game trás mais detalhes importantes para a lore da franquias, porém tem certos deslizes... A gameplay é boa, mas a Capcom pecou rude em tirar certos elementos fundamentais da saga. Tem boas adições, entretanto... O legal é que o jogo é bonito até hoje!

O jogo dura cerca de 10 horas, trás uma boa dose de desafio em determinados momentos e ainda tem uma bom ritmo nas andanças pelo cenário. O jogo tem quase tudo que um bom Resident Evil tem que ter MENOS um elementar: o uso de baús para guardar itens! Putz, fez uma falta do caramba! Várias vezes tive que correr boa parte do cenário para buscar tal arma ou item que tive que deixar para trás, geraram um obstáculo a mais no gerenciamento do inventário, sorte que nunca mais fizeram isso novamente! Como que fica o TOC numa situação dessas?! kkk

O jogo começa já no cenário do trem, que, eventualmente, começa a rodar cada vez mais rápido. No decorrer do jogo passamos pela mansão de James Marcus (que é uma unidade de treinamento), por laboratórios da Umbrella (ah vá!), uma igrejinha sinistra, uma local de tratamento de esgoto fake e olha que surpresa: a mesma fábrica que aparece no segundo game. Nesses locais escuros e aterradores enfrentamos uma variedade de inimigos já conhecidos da franquia: clássicos zumbis, cerberus, corvos, morcegos, aranhas gigantes, hunters e afins. Porém esse jogo tem diversos inimigos novos, entre eles chefões, como as sanguessugas irritantes, os plague crawler: insetões venenosos, os eliminator: macacos ágeis e agressivos modificados por experiências, lurker: basicamente um sapo gigante que te dá uma bela linguada (ui!), Stinger: o escorpião gigante, Centurion: a lacraia gigante, e claro, o morcegão gigante que nos ataca na capelinha. Além disso tudo ainda enfrentamos duas vezes o T-001, chamdo de Proto Tyrant (oh bixo feio!), além da Rainha Sanguessuga.

Tudo se passa em apenas uma noite: a de 23/07/1998. No começo do jogo um homem misterioso no topo de uma colina assiste um grupo imenso de sanguessugas tomarem conta de um trem. Pouco depois, chega um helicóptero com os S.T.A.R.S a bordo. A equipe Bravo cai nas montanhas Arklay, eles tinham ido ao local para investigar os casos de canibalismo que estavam acontecendo na área montanhosa de Raccoon City. Assumindo o controle de Rebecca Chambers, membra dos S.T.A.R.S., ela descobre o trem que foi atacado por sanguessugas mutantes e o encontra infestado de zumbis. Ela se junta ao condenado fugitivo, Billy Coen, e os dois vão sobrevivendo ao horror usando um sistema de gerenciamento de estoque exclusivo, que pode ser chato para alguns. Eles são abordados pela figura sinistra da abertura do jogo e são levados para uma instalação secreta sob as instruções de Albert Wesker e do cientista da Umbrella, William Birkin. Rebecca e Billy derrubam o trem em seu caminho para o destino das instalações, jogando-o contra uma casa aparentemente abandonada.

SPOILERS:

Durante a investigação da propriedade, Billy e Rebecca descobrem que a casa era um centro de treinamento para a Umbrella Company, onde desenvolveram o vírus Progenitor e viram seu potencial como arma biológica. Depois que Billy e Rebecca se separam, ela vai à procura dos S.TA.R.S. Capitão Enrico diz a ela que os outros membros do time Bravo irão encontrá-la na casa abandonada. Um Tyrant ataca Rebecca, mas ela pede a ajuda de Billy Coen e consegue sobreviver. A dupla confronta o homem misterioso, e eles descobrem que se trata de uma sanguessuga rainha, que adentrou o organismo de James Marcus no momento de sua morte. Marcus era um dos fundadores da Umbrella que havia sido assassinado por seu sócio, Ozwell E. Spencer. Com a ajuda do T-Virus, a sanguessuga entra no corpo do criador do vírus Progenitor, assumindo suas memórias enquanto manipula seu corpo para mudar de forma. Tentando fugir para a superfície, eles acionam o mecanismo de autodestruição da instalação enquanto a Rainha Sanguessuga os persegue. Depois de expor a Rainha à luz do sol, eles a derrotam. Rebecca promete manter o envolvimento de Billy em segredo o deixando livre, e ela segue para a Mansão Spencer para encontrar a equipe Alpha, que havia sido mandada para averiguar o que tinha ocorrido com a equipe Bravo. Sabemos bem o que aconteceu após os eventos de Resident Evil 0...

Enfim, achei um bom jogo, a narrativa bastante previsível, a falta do baú realmente irrita, mas de resto é um jogo digno da franquia clássica! Até hoje os gráficos são bonitos, e a jogabilidade remodelada (aos moldes do remake do 1) o tornam um pouco mais acessível à novas audiências. Gostei dos protagonistas, uma pena que nenhum tenham sido explorados mais a fundo na franquia. O vilão é caricato demais e as soluções encontradas para justificar sua existência são meio chulas, e caraca, PORQUÊ o lazarento fica cantando na chuva? kkkkk É um prólogo legal para o primeiro jogo, mas poderia ser pouquinho menos cafona na parte do vilão. e acrescentar, talvez, mais ainda ao lore, como faz Code Veronica.

4/5 estrelas.

Resident Evil Zero

Platform: Gamecube
1728 Players
48 Check-ins

9
  • Micro picture
    saulovyny · 4 months ago · 1 ponto

    Cara, sobre o baú, nesse jogo você pode simplesmente colocar o item no chão e ele fica lá, então eu escolhia um lugar central e usava como se fosse meu baú kkk
    O que convenhamos, é bem mais realista do que você colocar em um baú e ele se teletransportar para todos os baús kkkk

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