2021-04-15 00:25:52 -0300 2021-04-15 00:25:52 -0300
mateusmaster Mateus Antonio da Silva

Jogo finalizado #281 – Resident Evil 3: Nemesis (PS1)

#8º em 2021

O terceiro game da franquia de survival horror e experimentos biológicos da Capcom há 22 anos atrás consolidava essa trilogia original como um clássico imperdível dos videogames! Não tem muito o que falar da qualidade geral do game, são notórios seus acertos. Eu sempre tive receio de jogar por motivos de ser um cagão e de ter medo da perseguição desenfreada do Nemesis. Porém, agora em minha maratona criei coragem e me joguei na aventura sinistra de Jill Valentine para sobreviver a este pesadelo! A jogabilidade, a estrutura de jogo e os gráficos são os mesmo que vimos nos games passados, mas com melhorias. Ponto alto para o posicionamento de câmeras, que aqui se encontram no ponto alto desses games clássicos, várias cenas formam uma imagem com ângulos bem posicionados.

Em exatas 6h30m com o game, explorei o máximo que pude os cenários, coletei o máximo de itens que encontrava, gerenciei demais meu inventário e baús, enquanto transitava pra cima e pra baixo por uma Raccoon City devastada pelas confusões causadas por causa dos testes da vil Umbrella. O game segue a linha dos anteriores e trás mapas interconectados com level desing bem feito, muito backtracking, gerenciamento de itens e munição, além de ainda mais momentos de jump scare. Na aventura, percorremos a região downtown e uptown da icônica cidade, revisitamos a consagrada delegacia de polícia do título anterior, fazemos o maior ‘vai e vem’ pela cidade a fim de obter itens que façam o bondinho funcionar, adentramos a mansão da torre do relógio (melhor cenário, e que lembra bastante o clima da mansão Spencer de RE1), passamos pelo parque municipal e o cemitério (não poderia faltar também trechos em esgotos), além de, claro, instalações aparentemente inocentes mas que contam com laboratórios e galpões secretos da Umbrella: no caso, o hospital e a fábrica abandonada. Na Gameplay em si adicionaram função de esquiva para a protagonista, que realmente é uma mão na roda em momentos de aperto e também para não ser estraçalhado por Nemesis. Além disso, temos a possibilidade de mirar automaticamente em pontos específicos como barris de combustível. Também nos é permitido criar munições com diversos combinações de pólvora. 

E o que falar do monstrengo com gengivite mais odiado do mundo? O maluco realmente honra seu nome e não sai do pé de Jill! STARS!!! Durante metade do game eu confesso que só corri dele, fugia com o brioco fechado, mas fugia. Depois quando fui acumulando armas melhores e ganhando confiança comecei a combatê-lo, e não há nada melhor do que derrubar o fia da mãe e lootá-lo! Dá um alivio que se derrubarmos ele, ele da uma trela e não aparece tanto para encher o saco! Ah e gostei das variações que ele sofre durante o game: ganha um rocket laucnher, perde o casaco protetor, tentáculos saindo do corpo, ficando desfigurado, até o ponto de virar aquela massa nojenta soltadora de ácido na luta final...

Nesse game temos uma predominância de zumbis para enfrentar, sem falar que agora estão ligeiramente mais ágeis e até dão uma corridinha para agarra Jill. Além deles, retornam os cães zumbis, as aranhas gigantes, os corvos, as cobras... Mas também voltam os malditos hunters (nas formas Beta e Gamma). Aqui temos uma versão de Lickers, os Drain Deimos e Brain Suckers. Se movem e tem comportamento igualzinho dos linguarudos, e morrem também com dois tiros de escopeta kkk Ah e RE3 não vive só de Nemesis: existe outro boss no jogo, o verme maldito Grave Digger – o clássico minhocão gigante com boca dentada que entra e sai da areia pra atacar. O jogo se esforça pra fazer jump scares com os inimigos frequentemente pulando de algum local não visto, quebrando janelas, etc.

A história do game é simples mas diverte mais pelo contexto. Umbrella manda a equipe de mercenários para “resgatar civis”, enquanto envia Nemesis para caçar os membros remanescentes da S.T.A.R.S. Conhecemos o time de mercs chefiado pelo infame Nicholai, e composta pelo moribundo Mikhail e nosso fiel ajudante, Carlos Oliveira (brasileiro? Eu acho que sim!). Jill só quer sobreviver e escapar da cidade, mas para isso tem que se livrar do encosto desfigurado. Já os mercenários tentam cumprir sua missão, mas Nicholai é, secretamente, um supervisor da Umbrella e tem como objetivo estudar o comportamentos das bestas criadas pela empresa (B.O.Ws) e colher dados. Ahh e também vemos alguns membros deste time mortos ou sendo mortos por Nico... Além disso temos participação especial de Brad Vickers, que está aqui só pra morrer tadinho kkkk Sobre as escolhas que temos que fazer em determinados momentos: gostei e não gostei. Era ainda a Capcom colocando escolhas em RE que depois geraram discussões sobre o que é cânon ou não. (Ah, e na parte final eu empurrei o Nemesis! Então no meu final é ele quem trucida Nicholai, além de Jill e Carlos fugirem sozinhos de helicóptero).

Jogaço em todos os sentidos, não achei tão curto como falavam, demorei para zerar o mesmo tempo que tive com o RE1 ou a run A do RE2. A história é mais simples que a do jogo anterior, mas ainda assim agrega demais para a franquia e fecha bem os acontecimentos dessa trilogia inicial da franquia. Segue o mesmo padrão de qualidade do 2, que para a época era alto, diverte e instiga até hoje. You want S.T.A.R.S? I'll give you S.T.A.R.S!!!

4,5/5 estrelas

Resident Evil 3: Nemesis

Platform: Playstation
12276 Players
121 Check-ins

6
  • Micro picture
    santz · about 2 months ago · 1 ponto

    Acompanhei esse jogo com meu irmão do começo ao fim. Um dia ainda pretendo zerar ele por conta própria, pois já não lembro de quase nada dele.

    1 reply
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