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mateusmaster mastershadow

Jogo finalizado #259 – Resident Evil: The Umbrella Chronicles (PS3)

20º em 2021

Queria entender o motivo de tanta coisa importante para o lore da franquia ser mostrado em um spin off de tiro em trilhos lançado originalmente para um console casual como o Wii kkk Esse game tem o objetivo de preencher diversos buracos existentes na trama relacionados ao ano de 1998 (ahh esse ano...), além de apresentar um capítulo totalmente novo - e fundamental - para a história da saga, em que nos é mostrada a derrocada da Umbrella. Porém para alongar a experiência o jogo conta, com fases que recontam resumidamente a história de games como o Zero, 1 Remake, o 2 e o 3. 

Ahhh e Albert Wesker... o grande vilão da série é a estrela nesse game! As histórias são contadas a partir de seu ponto de vista, pois ele que reabre o arquivo da Umbrella e conta como saiu vivo do Laboratório Arklay, como obteve a amostra do G-Virus em Raccoon e como ocorreu a queda da Umbrella. Sem falar o tom de deboche na voz, toda frase é excepcional. Jogamos com ele três cenários, porém sua presença é forte durante o game todo, porque a narração sobre os fatos ocorridos nas outras fases também é dele, é como se as missões maiores fossem a forma com que Wesker vê os acontecimentos. Uma boa sacada também ele ser o responsável por Chris e Jill irem acabar com a Umbrella de uma vez por toda, sem que soubessem que eram peões em sua mão, 

Sobre a gameplay, trata-se de um jogo de tiro em trilhos no qual o jogador tem controle somente sobre uma mira que é utilizada para dar cabo dos monstros que infestam os cenários. O jogo é dividido em capítulos, cada um contando histórias específicas e envolvendo alguns personagens. Os cenários maiores, que recontam a história de RE zero, REmake 1 e do 3 não são canônicos, pois nada de novo trazem ao enredo da franquia, pelo contrário, só trariam mais contradições por serem versões resumidas dos acontecimentos. Achei um pouco preguiçosos esses cenários... sem falar que houve reaproveitamento brutal do mapas e assets contidos nos games citados, com exceção do capítulo de Jill e Carlos que usa uma Raccon City bem diferente da que aparece no RE 3 (no entanto parece que reaproveitaram o cenário do RE Outbreak.... pô Capcom kkk). 

Levei boas 15 horas para terminar esse game. Joguei grande parte dele com o DualShock mesmo, porém deu vontade e desenterrei meu PSMove! Depois de quase uma década liguei a PSEye e usei o vibradorzão para jogar um pouco kkk é bem preciso, funciona muito bem, mas depois voltei pro controle mesmo hahah O jogo é bem simples, movimentamos o cursos da mira, atiramos, jogamos granada e damos facada. Simples assim. Mas temos que saber os pontos fracos dos inimigos para nos livramos dele mais rápido. Durante a gameplay também temos que atirar nos objetos do cenário para coletar ervas verde, munição, novas armas e files para ler depois. O jogo é chato em um sentido: ás vezes exige ranking A para liberar outras fases! Putz, perdi um BOM tempo com isso, chato bagarai isso, sem falar que até destruição do cenário conta pontos... Os gráficos são normais para a época, quase chegando a serem feios. E a trilha sonora é boa, mas a música dos menus... é fora de série hah gruda na cabeça e dá tom ao jogo!

Agora, quando o jogo se propõe a mostrar novidades, aí o fã de Resident Evil fica ouriçado! No cenário "Beginnings" vemos Wesker saindo dos laboratórios da Umbrella durante os eventos de RE zero. Logo aí já aparece Sergei Vladmir e seu Tyrant de estimação (e controlado), Ivan, para atrapalhar os planos do loirão. Sergei era o líder da U.B.C.S, e braço direito de Ozwell Spencer (como diria Jack Black, The Man). Em outra oportunidade, no cenário "Nightmare", jogamos com Rebecca Chambers e Richard Aiken, ambos membros do time Bravo da S.T.A.R.S. , e vemos eles dentro da mansão Spencer custando para sobreviver, e sendo atacados por Yawn, a maledita cobra gigante que, como sabemos, acaba ferindo gravemente Richard. No mesmo embalo do REmake 1, também jogamos com Wesker no cenário "Rebirth", que como o nome indica, mostra como Wesker voltou a vida após ser "morto" pelo Tyrant no jogo original. Interessante que nesse cenário somos perseguidos por Lisa Trevor, rolando até uma boss fight final entre eles, wow! 

Após o cenário em Raccoon City, jogamos com Ada Wong em "Death's Door", que mostra como a ferida espiã se safou da destruição do laboratório da Umbrella em baixo da cidade, com uma dose do G-Vírus em mãos. Descobrimos que Ada trabalhava para Wesker, ambos para a "Outra Organização" rival da Umbrella. O chefão da vez é o Tyrant T-103, uma aberração furiosa, mas que é fácil de derrubar! Aqui nos é mostrado a arma de gancho da personagem, e ela foge no mesmo helicóptero que Sergei estava usando para fugir (e levar embora o servidor da Red Queen, IA da Umbrella). Nesses mesmo tempo também jogamos com Hunk! Novamente em um cenário chamado "The Fourth Survivor", temos o objetivo de escapar da delegacia de Raccon City, não importe quantos zumbis e monstros estejam à nossa frente! É legal também, não tem chefes nesse cenário, mas a munição é mais escassa, deu trabalhinho, mas nada perto do mesmo cenário existente em RE 2 original ou no REmake 2 hehe Well well Mr. Death!

Agora sobre o Gold: As missões "Umbrella's End" e "Dark Legacy"... Ambas se passam em 2003,cinco anos após os terríveis acontecimentos em Raccoon City, e são as melhores partes do game, sem dúvidas. Na primeira, jogamos com Chris Redfield e Jil Valentine, e FINALMENTE, eles vão fazer aquilo que tanto prometiam nos finais dos outros games: derrubar a Umbrella Corporations! agora fazem parte de uma unidade regional de contenção biológica, e ouvem rumores de que um complexo da Umbrella em algum lugar da Rússia estaria produzindo armas biológicas em massa e testando a mais nova criação da empresa. Eles seguem para o local e descobrem que realmente há uma nova arma biológica sendo testada lá, e seu nome é TALOS (Tyrant Armored Lethal Organic System). É claro que conseguimos passar por todos - LITERALMENTE TODOS - inimigos existentes na franquia até aquele ponto e derrotam o Tyrant todo cheio de armadura e canhões no local dos braços! Hell Yeah!!! Porém... tudo isso não passava de um plano de Wesker, que os usou como distração para chegar ao seu objetivo final: derrotar Sergei (não sem antes acabar com seus dois Tyrants guarda-costas Ivan), roubar todos os dados da Umbrella que estavam na Red Queen, tudo isso para seu interesse próprio, esse maluco é brabo!

O jogo é divertido, mas eu só recomendaria esse jogo ou pra quem curte games de tiro em trilhos, ou para alguém que gosta muito de Resident Evil e quer conhecer a história por completo. As missões com novidade são realmente muito boas, e acrescentam demais à serie. Achei um pouco preguiçoso da parte da Capcom reaproveitar os cenários de outros games e recontar a história de forma resumida, mas blz... É um jogo essencial para os fãs, eu joguei focado no enredo mesmo. Wesker brilha demais aqui, o jogo é dele! Bye bye Umbrella! 

3,5/5 estrelas

Resident Evil: The Umbrella Chronicles

Platform: Playstation 3
614 Players
14 Check-ins

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    jcelove · over 1 year ago · 2 pontos

    Boa!Queria muito jogar o umbrela e darkside chronicles. A capcom aproveitou os spin ofs pra remendar de forma legal todos os furos grandes no lore ate então, pena q nem todo mundo curte a pegada rail shooter e muita gente sequer viu os games.

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    mastershadow · over 1 year ago · 2 pontos

    Amo mt esse jogo! Tenho umas 30 horas nele, adoro os capitulos do Wesker, e o Hunk & Ada.

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    mastershadow · over 1 year ago · 2 pontos

    Alias, sabe pq a mudança dos cenarios do RE3? É porque o game foi contado pelo Wesker, ele nao esteve presente nesse jogo,oq ele sabe é que Jill e Carlos passaram pelas ruas, pois a umbrella tinha cameras espalhadas pro Raccon City, por isso o cenario e´diferente do RE3,pq ele sabe que eles estiveram la, mas nao os lugares especificos!

    1 reply
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