2017-11-07 13:56:24 -0200 2017-11-07 13:56:24 -0200
marcusmatheus Marcus Vinicius de Paula Matheus

​E 8 ANOS DEPOIS, CONHEÇO KILLING FLOOR...

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Uma das minhas estratégias para seguir jogando, mesmo com um computador simples (sem nenhuma peça alterada e placa de vídeo Intel Graphics 2000!) é jogar muitos games indies e títulos antigos.

Na minha busca por “joguinhos simples” e com “pouco objetivos” me deparei com uma série de títulos que, na falta de nomenclatura melhor, eu considero simplesmente como “Survival Waves”: Jogos de FPSs basicamente Arcades onde história não é o foco, as fases não possuem objetivos ou itens para serem coletados e a única missão do jogador é matar uma quantidade especifica de inimigos (ondas e ondas de inimigos – daí a ideia de chamar estes jogos de Survival Waves...).

Depois de finalizar alguns ao longo deste mês, notei que um deles tinha um considerável destaque na Steam e era significativamente antigo para eu ter certeza que rodaria no meu PC.

Killing Floor, conforme descobri depois, foi lançado em 2009, um ano após o lançamento de Left 4 Dead e, seja por coincidência ou por outros motivos, possui bastante elementos em comum com o título da Valve: É um jogo com foco no cooperativo online, onde você praticamente apenas mata um monte de zumbis diferentes em fases rápidas. Mas basta iniciar a jogatina para notar as grandes diferenças entre ambos os jogos.

Acho que praticamente todo mundo conhece ou já ouviu falar de Left 4 Dead, por isso não vou focar nas características deste, mas em relação à Killing Floor, ao menos quando consideramos o pessoal mais novo, não é tão comentado assim, por isso é interessante informar: Em Killing Floor o foco na cooperação é levado ao extremo, pois os personagens jogáveis são divididos em classes que possuem seu papel “mais ou menos” determinado dentro da aventura. Além disso, as classes funcionam com um leve elemento de RPG, se fortalecendo a cada novo nível conquistado pelo jogador. Esse “nível de classe” possui influência direta na dificuldade que você deve jogar o game. Apesar de KF não possuir zumbis especiais que incapacitam o jogador e obrigam um aliado à resgata-lo da morte certa, os infectados mais fortes podem matar um personagem com poucos golpes; deixando praticamente tudo na mesma, apesar de você possuir mais chances de sair vivo sozinho em KF (se tiver uma boa experiência!).

E ai começaram os meus problemas no game; problemas estes que justamente me fizeram gostar bastante dele: O absurdo salto de dificuldade de um modo para o outro e o papel que a classe deve representar dentro das partidas!

Inocentemente, após instala-lo  no PC e chagar cansado de um dia de trabalho, o plano era “me distrair” explodindo umas cabeças de zumbis. Iniciei o game, aprovei na hora a trilha sonora agressiva, gostei das classes que podia escolher e escolhi a minha com base nas armas que usava; resolvi jogar de Comando, pois era a única classe que ganhava bônus de ataque utilizando rifles automáticos (que são minhas armas preferidas em qualquer FPS). Depois da classe vi os níveis de dificuldade e, como padrão em qualquer jogo novo que experimento, resolvi iniciar no “Normal”.

Uma hora depois, após tentar jogar 6 fases diferentes no “solo mode” e perder em TODAS elas, percebi que estava fazendo alguma coisa errada... ^_^

Killing Floor havia sido O PRIMEIRO jogo de Survival Waves que eu não havia conseguido terminar NENHUMA fase jogando sozinho e no nível de dificuldade normal. Isso me chamou atenção de maneira positiva e resolvi pesquisar um pouco mais sobre o game para descobrir onde estava errando....

Descobri que deveria ter feito isso ANTES de jogar, pois eu estava fazendo tudo errado... :D

Pra começar existe esse lance do “papel que as classes devem representar numa partida”: Após ler vários artigos sobre Killing Floor e umas dicas da comunidade, descobri que a classe que eu escolhi e que utiliza minhas armas preferidas, é basicamente um personagem de suporte dentro de uma fase; ela é ótima para controlar multidões de inimigos, matar pequenos tipos de zumbis mas totalmente fraca contra os monstros maiores (sendo justamente na hora que os monstros maiores aparecem em grande quantidade que eu perco a partida!).

E por fim tem o nível de dificuldade do jogo, diretamente afetado pelo level da sua classe: Para novatos que ainda não conhecem as manhas dos mapas, as estratégias para vencer cada tipo de zumbi e que armas usar em cada situação (ou seja: Para quem está iniciando no título!) é recomendado jogar no nível “Beginner” até upar a sua classe preferida à um level intermediário e começar a se arriscar no normal...

Estas são praticamente as dicas básicas de todos os guias de Killing Floor que você irá ler; seja na Steam ou na Wiki do próprio game!

É claro que é totalmente possível terminar o game forever alone usando classes de suporte, mas é o tipo de coisa que vai exigir do jogador uma boa dose de dedicação, paciência e treinamento! Justamente o que precisei fazer nas 30 horas inicias que estive jogando KF!!!

Só depois que consegui upar a classe Comando ao level máximo (seis!), entender como matar os zumbis maiores com as limitações do meu conjunto de equipamentos e decorar alguns locais de certos mapas onde era possível evitar que os ZEDs me cercassem, eu consegui terminar uma partida em Solo Mode, na dificuldade Normal, como minha classe preferida kkkk. ^_^

Apesar de ainda achar o salto de dificuldade entre o modo Beginner e o Normal absolutamente bizarro (enquanto no primeiro eu conseguia terminar tudo com pouca dificuldade, mesmo jogando com o maior número de ondas inimigas possível, no segundo eu raramente consegui chegar no chefão final, mesmo jogando com o menor número de ondas inimigas possível!), Killing Floor me conquistou pelo desafio proposto.

É visivelmente um título que não foi feito para ser jogado sozinho, mesmo existindo um modo Solo para escolher no menu inicial, mas acredito que posso termina-lo na maior dificuldade (Hell on Earth) e destravar todas as conquistas. Vou precisar de bastante pratica e paciência é claro, mas como estourar cabeças de zumbis em vídeo-games é uma prática quase terapêutica, acredito que posso dar conta do desafio.

Killing Floor

Platform: PC
1635 Players
125 Check-ins

22
  • Micro picture
    jcelove · over 3 years ago · 2 pontos

    Foi um dos poucos jogos que eu joguei bastante online anos atrás (mas não cheguei em level 6 com nenhuma classe XD)

    Ele roda em qq pc pq usa a unreal engine 2,chegou a olhar no online se ainda tem alguém? tinha uma comunidade gigante e os deves deram suporte adcionando novidades por anos, até sair o 2,

    Terminar todos os mapas sozinho é MUITO dificil e cansativo, ve se arruma aguem pra jogar em grupo que o jogo fica muito melhor e a dificuldade se mantém. A hell on earth no solo acho que é meio impossivel.hehe

    7 replies
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