You aren't following mandaloriano_95.

Follow him to keep track of his gaming activities.

Follow

  • mandaloriano_95 Henrique
    2021-07-30 18:28:43 -0300 Thumb picture
    mandaloriano_95 checked-in to:
    Post by mandaloriano_95: <p>Com o fim de Higurashi, prontamente parti para o
    Muv-Luv

    Platform: PC
    29 Players
    1 Check-in

    Com o fim de Higurashi, prontamente parti para outro grande clássico dos romances visuais: Muv-Luv. E após pouco menos de 17 horas de leitura, eu concluí a história das duas heroínas principais, chamadas Sumika e Meiya.

    Logo de início, é impossível não se impressionar com a qualidade gráfica do título, especialmente por ter sido originalmente lançado em 2003. Pensando bem, acho que é a primeira vez que eu leio uma visual novel em que os sprites dos personagens se movem tanto durante as cenas. Eles são posicionados mais próximos ou mais distantes da câmera dependendo de onde estão localizados no cenário (o que afeta até mesmo o volume de suas vozes), viram de costas quando há outro personagem atrás deles, se movem para cima e para baixo como se estivessem andando e, ainda por cima, piscam e abrem a boca durante as falas de forma bastante natural. É tudo bastante dinâmico.

    A apresentação geral de Muv-Luv é como se fosse a de um anime. Os personagens não apenas aparentam estar "vivos" em tela, se mexendo a todo momento, como a própria narração (ou falta dela) é sucinta e nada descritiva. Ao contrário de algo como Higurashi, que é narrado de forma muito mais similar à de um romance convencional, Muv-Luv conta sua história majoritariamente através dos diálogos entre os personagens, com os pensamentos do protagonista sendo expostos ocasionalmente, e de como os elementos visuais são utilizados em cena. Até mesmo o texto é disposto de forma a parecer uma simples legenda.

    Como se isso não bastasse, ainda há uma quantidade bastante generosa de CGs desde o começo, cenários detalhados que apresentam inclusive personagens de fundo (assim como acontece em CLANNAD) e voz para todos os personagens, exceto o protagonista. Outro aspecto fascinante são os elementos de qualidade de vida que, novamente, vejo pela primeira vez em uma visual novel, como salvamento automático durante as escolhas e as trocas de dia, bem como a possibilidade de resumir a leitura instantaneamente do ponto exato em que o programa havia sido anteriormente fechado, sem precisar passar por qualquer menu ou tela de carregamento, o que é inacreditavelmente prático.

    Agora, tratando da história em si, essaa primeira parte de Muv-Luv, nomeada "Extra", é um romance e comédia escolar bastante ordinário. Divertido, graças a um humor muito eficaz na maior parte do tempo, mas um tanto desenxabido e previsível na questão dramática que envolve o triângulo amoroso entre o protagonista, chamado Takeru, a sua amiga de infância Sumika e a ricaça Meiya. Os personagens são excêntricos e carismáticos, desde os de apoio, como as empregadas, às heroínas. O protagonista, todavia, falha em causar impacto, possuindo uma personalidade um tanto insossa, ainda que ele ofereça algumas sacadas cômicas.

    A rota da Sumika e da Meiya é basicamente uma só. Dependendo de qual das duas o leitor beneficia durante os momentos de escolha, algumas cenas são alteradas para protagonizar a garota preferida, mas a grande mudança mesmo fica reservada apenas aos últimos ~30 minutos finais (o primeiro que fiz foi o da Sumika, mas ainda não consegui decidir qual delas é a minha personagem favorita). Reforço que a trama até agora não é exatamente marcante (longe de ser como as melhores histórias da Key, por exemplo), porém o humor e os personagens a tornam interessante o bastante, sobretudo considerando-se que a verdadeira faceta da obra vem somente depois.

    Acho que hoje em dia é praticamente impossível se interessar por Muv-Luv sem já conhecer a grande reviravolta e a verdadeira natureza de sua trama. Embora eu não vá me aprofundar em tal coisa agora para deixar ao menos este primeiro check-in livre de spoilers (até porque, eu mesmo ainda não cheguei nessa parte da história), acredito que a ideia por trás do Extra seja de fato fabulosa, contanto que aproveitado da forma correta: como uma simples história bem-humorada de romance escolar, sem esperar por tudo o que vem a seguir.

    Por fim, apesar de eu já ter concluído os dois finais necessários para acessar a segunda parte da visual novel, conhecida como "Unlimited", vou antes concluir as rotas de todas as três heroínas secundárias, que não devem ser muito longas.

    10
    • Micro picture
      zefie · 6 days ago · 2 pontos

      A última vez que eu vi o VNDB o Muv Luv era a VN com a maior nota lá, o que chamou minha atenção, mas ela é grande demais então provavelmente nunca jogareihahuahua. Mas tenho curiosidade de saber por que é tão bem conceituada assim na questão da história.

      4 replies
  • mandaloriano_95 Henrique
    2021-07-27 01:14:19 -0300 Thumb picture
    mandaloriano_95 checked-in to:
    Post by mandaloriano_95: <p><em>O que é preciso para realizar um milagre?</e
    Higurashi When They Cry Kai

    Platform: PC
    19 Players
    3 Check-ins

    O que é preciso para realizar um milagre?

    Durante a madrugada de dois dias atrás, as conspirações em Hinamizawa chegaram a sua conclusão. Terminei Matsuribayashi, o capítulo final de Quando as Cigarras Choram, após 22 horas de leitura (sim, é o capítulo mais longo entre todos os oito). Ao todo, em torno de 114 horas foram percorridas em Higurashi até que o destino cruel do dia 19 de junho de 1983 pudesse ser por fim vencido.

    Eu acabei rompendo minha sequência de check-ins ao não postar nada sobre o sétimo capítulo, Minagoroshi, então eu também vou utilizar deste espaço para comentar brevemente sobre ele. Até porque, Matsuribayashi é consequência direta de Minagoroshi em todas as formas.

    Como insinuado pelo próprio Ryukishi07, um mistério só é interessante enquanto ainda houver um mistério, e acho que isso acaba se aplicando bem a Higurashi. Não querendo exatamente desmerecer os dois últimos capítulos, mas as partes mais intrigantes da história realmente se encontram nos seis primeiros. Todavia, após uma sensação de estranheza inicial, as soluções reveladas durante Minagoroshi e aprofundadas no capítulo seguinte até que são satisfatórias. O motivo por trás da maldição de Oyashiro-sama seria absurdamente ridículo, não estivesse ele diretamente ligado ao grande elemento sobrenatural da narrativa: a amorosa Hanyuu, "au au au"!

    Se Minagoroshi elimina os mistérios da história, boa parte da força de sua trama é depositada sobre a problemática envolvendo a Satoko, introduzida lá atrás em Tatarigoroshi. E esse foco promove alguns momentos impactantes, como o discurso poderoso de Keiichi perante os idosos da vila e a sequência angustiante em que a Satoko, enquanto ameaçada por seu tio, fala com a Rika ao telefone.

    Porém, eu diria que o maior destaque mesmo é a sequência final, quando o resultado dos esforços de Rika e seus amigos é colocado em prática, em um clímax merecedor do nome "Massacre", no português, que o capítulo carrega. É melancólico saber que o grupo de amigos simplesmente não possui forças para lidar com os agentes por trás da conspiração ao redor de Hinamizawa. Lamentavelmente, eles ainda careciam de uma peça importante neste grande tabuleiro...

    E é precisamente para isso que vem o oitavo e último capítulo. Em uma introdução um bocado expositiva relatando o passando e motivações de um personagem importante, Matsuribayashi abala durante toda a sequência de fuga do orfanato. O desafio a "Deus" em meio à tempestade é especialmente comovente. É o que vem depois, no entanto, que irá permitir a virada do jogo: a imprevista Conexão de Fragmentos.

    A narrativa linear de Higurashi dá lugar a uma sessão em que o leitor é dado a tarefa de montar o "quebra-cabeça" por meio dos mais de 50 diferentes Fragmentos dispostos a ele. Cada Fragmento apresenta um pequeno pedaço de história para, pouco a pouco, elucidar o passado de Hinamizawa e das mortes que ocorrem durante o festival de Watanagashi. Algumas dicas são disponibilizadas para que esses Fragmentos, ordenados em tela de forma embaralhada, sejam lidos na sequência correta, para que então seja possível reunir toda a sabedoria necessária para continuar a história. Ao mesmo tempo que é um pouco frustrante, é um formato interessante de exposição não-linear.

    Após tudo isso, quando a história finalmente volta a junho de 1983, as coisas aceleram de forma tão rápida que a leitura se torna imparável. Assim que todas as peças fundamentais para a luta contra a conspiração se reúnem, entram em palco grandes sequências de ação extremamente estimulantes e cheias de reviravoltas. Todo o conflito na residência dos Sonozaki, por exemplo, vem em mente como o evento mais acirrante em Higurashi. Há também a fuga do Tomitake, a batalha na montanha, o segmento de resgate... Enfim, todo o clímax de Maturibayashi cativa profundamente. Pode ser um desvio enorme do clima de mistério e terror do restante da visual novel, mas é definitivamente prazeroso.

    Pode-se dizer que até mesmo o aparente deus ex machina envolvendo a Rika durante o conflito final é aceitável, considerando que se conecta ao tema geral da história e que toda a ideia da obtenção de um milagre foi trabalhada desde Minagoroshi. Um desfecho caloroso para um elenco de personagens imensamente memorável.

    Porque de agora em diante,
    Eu irei viver uma vida muito mais alegre.

    Eu não irei me contentar apenas com isso.
    Nós iremos recuperar toda a felicidade que perdemos.

    O equivalente a 100 anos para mim.
    O equivalente a 1.000 anos para você.

    10
  • mandaloriano_95 Henrique
    2021-06-23 11:47:37 -0300 Thumb picture

    Novo Melty Blood chegará ao PC

    Melty Blood Type Lumina, o novo jogo de luta desenvolvido pela French-Bread em parceria com a TYPE-MOON, será lançado para os computadores via Steam, com suporte aos idiomas japonês, inglês, chinês e coreano.

    Conforme mostrado no trailer inédito acima, o jogo tem previsão de lançamento para o dia 30 de setembro em duas edições digitais: uma básica por 50 dólares e outra por US$ 70 contendo a trilha sonora da série e um livro guia. Além disso, a pré-venda deve ser iniciada em breve, oferecendo uma DLC com a voz da Arcueid para os anúncios dos rounds a quem adquirir o jogo durante o período. Por enquanto, as edições físicas continuam limitadas ao Japão.

    Fora a Steam, Type Lumina será lançado também para PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch. Infelizmente, não haverá crossplay entre as plataformas. Mais informações podem ser encontradas no site oficial do jogo: https://meltyblood.typelumina.com/en/sp/shopguide/

    Para mim é compra praticamente garantida. Só é uma pena que o remake de Tsukihime não vá acompanhar o lançamento desse Melty Blood por aqui.

    Edit: Cadastro da versão para PC realizado.

    Melty Blood: Type Lumina

    Platform: PC
    3 Players

    17
    • Micro picture
      zefie · about 1 month ago · 1 ponto

      Eu joguei só o Act Cadenza uns 10 anos atrás e até gostava bastante, mas esse tipo de jogo normalmente eu não tenho com quem jogar e acabo largando. O que me lembra que eu comprei algum BlazBlue aqui faz um tempo e não terminei o modo história ainda huahuauha

      1 reply
  • mandaloriano_95 Henrique
    2021-06-17 00:31:06 -0300 Thumb picture
    mandaloriano_95 checked-in to:
    Post by mandaloriano_95: <p><em>"You must have a thing for high frequency de
    Cruelty Squad

    Platform: PC
    1 Players
    1 Check-in

    "You must have a thing for high frequency depression."

    Após 5 meses de atualizações e diversas adições durante a fase de Early Access, hoje Cruelty Squad recebeu sua versão 1.0! Eu comprei-o e finalizei-o ainda durante o período de acesso antecipado (já era um jogo praticamente completo desde que foi lançado em janeiro, mas agora ele conta com diversas armas, equipamentos e fases secretas a mais), e ele certamente merece a atenção e o status que detém como um dos First Person Shooters mais bem avaliados na Steam em tempos recentes.

    Um jogo que transmite, em toda a sua exoticidade estética e jogabilidade selvagem, um conteúdo tão impactante quanto desafiador. No meio ao caos das missões de assassinato dos alvos designados pela corporação que carrega o nome do jogo, Cruelty Squad ironiza e circunda um capitalismo grotesco. A postura de alguém resultou na redução de lucro das empresas ou em condições favoráveis demais às classes mais baixas? Cruelty Squad está preparada para enviar um de seus especialistas desvairados e "cuidar" do problema. Materialismo, transtornos mentais, canibalismo, compra e venda de ações (além de órgãos coletados das vítimas durante as fases) e execuções em nome de grandes executivos são alguns elementos que compõem o gameplay.

    E é também um gameplay singular e muito charmoso. Cada fase é elaborada com diferentes rotas e estruturas de forma a possibilitar o maior número de abordagens que vierem à cabeça do jogador, inclusive as mais inusitadas envolvendo o uso dos diversos gadgets coletáveis, que vão desde algo corriqueiro como armadura e óculos de visão noturna, até um intestino externo usado para se agarrar e se balançar em superfícies. Devo mencionar também a mecânica distinta e bacana para recarregar as armas: o jogador precisa segurar o botão direito do mouse enquanto o arrasta para trás e, logo em sequência, para frente, simulando a troca dos pentes de munição.

    São 19 fases no total, representando 13 principais e 6 secretas, e cada uma delas contém localidades e layouts bastante variados (e que não raramente desafiam a sanidade). Enquanto em uma missão o objetivo é eliminar um governador dentro de um enorme shopping center, outra envolve invadir um prédio comercial e remover alguns executivos de seus cargos (se trata da minha missão predileta, inclusive). O dinheiro arrecadado pelas missões e pelo investimento no mercado de ações pode ainda oferecer uma chance ao jogador de comprar sua casa própria em um campo verde e esbelto, para então dar um jeito nos líderes do culto religioso da vila vizinha. Só é preciso tomar cuidado para não investir todo o dinheiro em alguma empresa que pode acabar tendo o seu CEO morto durante o progresso do jogo.

    Todavia, o jogo não é nada fácil. Mesmo sendo praticável concluir cada uma das fases em pouquíssimos segundos, o jogo exige certa cautela e aprendizado do design dos mapas, já que os seguranças e guarda-costas inimigos podem acabar com o jogador em um piscar de olhos. Hoje mesmo eu demorei mais de duas horas entre erros e acertos para conseguir completar a fase secreta final adicionada nessa última atualização do jogo.

    Em conclusão, eu recomendo Cruelty Squad fortemente. Não somente é divertido encontrar um jeito para eliminar os alvos de cada missão, ir à procura dos gadgets e armas escondidos é igualmente estimulante. Além disso, há um item secreto que habilita um modo mais difícil no jogo, adicionando inimigos e alvos extras em cada uma das fases para incrementar um pouco a rejogabilidade. É um dos poucos exemplos de jogos que me cativam a ponto de tentar rejogar as missões de forma rápida para alcançar um ranking mais alto em cada uma delas. Na verdade, o grande problema do jogo, que não posso deixar de citar, é a sua performance abismal. Ele foi programado no interessantíssimo motor gráfico open-source Godot, por meio de sua linguagem própria, o GDScript, mas a otimização de fato está longe de ser boa o bastante.

    E lembrem-se: "Definam metas. Tenham um plano de dez anos. Invistam. Acordem cedo. CEO Mindset."

    11
  • mandaloriano_95 Henrique
    2021-06-10 15:58:53 -0300 Thumb picture

    A newsletter do GOG

    Talvez seja algo já conhecido por muitos aqui, mas eu achei que poderia ser útil compartilhar o quanto vale a pena se inscrever na newsletter do GOG para aqueles que ainda não o fazem. Quase toda semana são enviados e-mails contendo ótimos descontos exclusivos para um ou mais jogos, descontos estes mais altos do que os disponíveis normalmente em promoções na própria loja do GOG ou mesmo na Steam.

    O e-mail que recebi hoje, por exemplo, oferecia um desconto de 85% no Hellblade: Senua's Sacrifice (resultando em um valor de meros R$ 8,39), sendo que o menor preço pelo qual o jogo é ofertado comumente é de R$ 13,99, a 75% de desconto.

    O menor preço em Hellblade registrado pelo SteamDB.

    Ontem também, devido ao início da Summer Sale do GOG, foi enviado um e-mail ao assinantes do boletim com descontos exclusivos para mais de 30 jogos dos mais diversos gêneros! Graças a isso, eu aproveitei para comprar Mirror's Edge por 3 reais e 99 centavos - a última vez que ele ficou por esse preço na Steam foi em 2014 e, atualmente, ele se encontra em oferta na página do GOG por R$ 4,99 - e NecroVision por somente R$ 1,89. Mas há ainda outros jogos na lista por bons descontos, como o RPG de 1999 Revenant e o action-plataformer Valfaris, lançado em 2019.

    Enfim, é o tipo de coisa que compensa muito se inscrever, mesmo que seja para meramente ficar de olho. Às vezes pode ser um tanto incômodo ter a biblioteca de jogos fragmentada em múltiplos lugares (até porque, o GOG não oferece uma comunidade integrada, nem mesmo cartas para reverter parte do dinheiro gasto como faz a Steam), mas esses descontos mais altos, além do conforto em ter os jogos sem qualquer forma de DRM, são um belo atrativo na hora de realizar alguma compra.

    Hellblade: Senua's Sacrifice

    Platform: PC
    190 Players
    92 Check-ins

    18
  • mandaloriano_95 Henrique
    2021-06-05 22:36:19 -0300 Thumb picture
    mandaloriano_95 checked-in to:
    Post by mandaloriano_95: <p><em>Os pecados cometidos...</em></p><p>Eu havia
    Higurashi When They Cry Kai

    Platform: PC
    19 Players
    3 Check-ins

    Os pecados cometidos...

    Eu havia dito que ainda precisava comprar os capítulos 6 a 8 de Higurashi e que, graças a isso, estava em dúvida entre esperar pela Summer Sale ou não. Bem, aproveitei que eu tinha em torno de 8 reais na minha carteira da Steam derivados da venda de cartas e prontamente comprei o capítulo 6. Como precisei desembolsar meros 8 reais para complementar o valor cobrado, é praticamente como se eu o tivesse adquirido com 50% de desconto.

    E já terminei-o. Com pouco mais de 14 horas de leitura, Tsumihoroboshi se provou o capítulo mais emocional de Quando As Cigarras Choram até o momento.

    Assim como Meakashi é uma resposta a Watanagashi, Tsumihoroboshi responde – de um jeito bastante inusitado, devo acrescentar – questões apresentadas precisamente no começo da história, lá em Onikakushi. Essas revelações colocam um peso sentimental extraordinário sobre as ações de Keiichi, Rena e Mion, e demonstram a extensão de seus laços vigorosos de amizade, de forma a causar aperto no coração após relembrar cenas do primeiro capítulo. Seguindo esta linha, o momento em que Keiichi compreende seu pecado é sinceramente enternecedor.

    Porém, este sexto capítulo guarda ainda outras situações airosas. O encontro dos cinco amigos no depósito de lixo acaba por ser um dos momentos mais belos em toda a trama de Higurashi, sem sombra de dúvidas (com direito até mesmo a uma CG, o que é uma novidade para esta visual novel). E há ainda o desfecho frenético envolvendo os dois protagonistas do capítulo, Rena e Keiichi, durante o episódio derradeiro dentro da escola.

    Sim, desta vez a narrativa experimenta diversas trocas durante o percurso da história, estando ora sob a perspectiva do Keiichi, ora sob a visão da Rena (inclusive, o texto é efetivo em transmitir o estado mental dos personagens através de uma mudança gradual na cor de sua fonte). Reencenando a paranoia que assolava o primeiro capítulo, Tsumihoroboshi elucida como o acúmulo de vários pequenos medos e incertezas são capazes de avassalar as ações dos personagens.

    Apesar de tudo isso, pela primeira vez é possível, embora ainda indefinitivo, que eu tenha uma crítica mais negativa a fazer em relação ao roteiro. Isto porque, como apresentado durante a primeira metade do capítulo, as ações que levam aos grandes acontecimentos da história são todas inteiramente dependentes de uma coincidência tão pontual e originada de aleatoriedades tão específicas que chega a ser absurda. Todavia, eu ainda vou dar o benefício da dúvida a esta questão, já que teorizo que possa haver algo maior manipulando esses ocorridos. Se há realmente uma explicação por trás ou se trata de fato de uma coincidência inacreditável, isso ainda será respondido até o capítulo final.

    Agora estou novamente no impasse de esperar quase 20 dias até a Summer Sale na Steam para poder dar sequência à história. É torturante, mas desta vez fica difícil justificar a compra dos dois capítulos remanescentes antes de uma promoção que acontecerá em breve. Talvez se eu conseguisse vender mais algumas cartinhas...

    11
    • Micro picture
      noyluiz · 2 months ago · 2 pontos

      Vou ver se pego os outros capítulos tbm

      1 reply
  • mandaloriano_95 Henrique
    2021-05-30 23:44:04 -0300 Thumb picture
    mandaloriano_95 checked-in to:
    Post by mandaloriano_95: <p><em>Vingança...</em></p><p>Com 12 horas de leitu
    Higurashi When They Cry Kai

    Platform: PC
    19 Players
    3 Check-ins

    Vingança...

    Com 12 horas de leitura, terminei Meakashi, o primeiro dos Answer Arcs em Higurashi Kai. Um começo bastante impactante para esta segunda metade da obra.

    Como eu já havia imaginado, cada capítulo dos Answer Arcs serve como resposta para cada um dos primeiros quatro capítulos de Higurashi. Com isso em mente, Meakashi, por meio da perspectiva da Shion, releva os mistérios que assolavam o segundo capítulo, Watanagashi, de forma muito rebuscada e até mesmo subversiva. Se o capítulo ao qual ele responde já possuía um momento bastante intenso, Meakashi é ainda mais chocante (uma determinada sequência envolvendo a Rika é, para mim, o maior destaque).

    A troca de narrador consegue ser surpreendentemente eficiente em mostrar, sob a nova perspectiva, alguns eventos vistos anteriormente sem promover repetição em excesso. E é efetiva também em apontar que nenhum dos personagens, narrador ou não, tem realmente conhecimento sobre tudo, especialmente se tratando dos sentimentos dos terceiros. Não é porque o Keiichi dizia que alguém estava "honestamente" feliz ou triste, que a pessoa de fato se sentia assim. E isso tudo também oferece uma visão sobre a Shion completamente transformada em relação àquela que o Keiichi passava através de sua narração. Em alusão ao nome japonês do capítulo, é de "abrir os olhos" com certeza.

    Com os mistérios que envolvem Hinamizawa finalmente sendo aos poucos revelados, não é de se espantar que algumas teorias comecem a fazer sentido. Eu, por exemplo, já havia suposto a reviravolta que ocorre logo após o festival, embora eu tenha sido incapaz de preencher sozinho alguns buracos antes que a trama realmente o fizesse. Então, mesmo sendo factível prever a principal ideia por trás do mistério, a revelação não perde o impacto. Mesmo porque, parte da graça da leitura é justamente a tentativa de solucionar esses enigmas, acertando ou não.

    E muitos dos enigmas de Higurashi ainda permanecem. O que está por trás das seringas? Os passos que alguns escutam são de fato Oyashiro-sama, ou seriam alguma espécie de delírio coletivo? Quem conduz os assassinatos e desaparecimentos no dia do Watanagashi? Essas e outras tantas perguntas me levam a querer continuar a história o quanto antes. Mas, tenho um enorme problema: eu ainda não comprei os três próximos capítulos. Em meados de 2017, houve um pacote no Humble Bundle (na época em que o site ainda prestava) contendo diversas visual novels publicadas pela MangaGamer e, entre elas, estavam o primeiros cinco capítulos de Higurashi. Eu obviamente não deixei passar. Só que eu nunca cheguei a comprar o restante, o que agora se provou algo bem ruim. 

    Quando comecei a ler Higurashi no começo deste mês de maio, minha ideia era comprar os três capítulos que me faltavam durante a Summer Sale da Steam, que deve acontecer já no final de junho, mas eu não tinha noção de que eu leria todos os cinco capítulos tão rapidamente, muito menos que eu necessitaria saber o que acontece nos próximos de forma imediata. Agora estou no impasse entre já comprar ao menos o capítulo 6 pelo preço cheio (16 reais é certamente justo, ainda mais levando em conta que nos dias de hoje um mangazinho padrão sai por 30) ou aguentar quase um mês inteiro por uma promoção.

    Mais uma vez aquecendo o meu coração de fanático com uma pequena referência à TYPE-MOON. O mais engraçado é que, quando Meakashi foi lançado originalmente, Fate/stay night tinha saído há meros 11 meses! Ryukishi07 é decerto um dos meus.

    9
    • Micro picture
      noyluiz · 2 months ago · 1 ponto

      Entao...
      Tem tbm os capítulos "extra" da "versão" de DS, de PS2 e do mangá (não tenho certeza se foi traduzido 100%) que ai estão Japonês Only...

      1 reply
  • mandaloriano_95 Henrique
    2021-05-26 19:13:25 -0300 Thumb picture
    mandaloriano_95 checked-in to:
    Post by mandaloriano_95: <p>Mesmo sendo um capítulo muito mais curto do que
    Higurashi When They Cry

    Platform: PC
    55 Players
    14 Check-ins

    Mesmo sendo um capítulo muito mais curto do que os três anteriores (terminei em apenas 7 horas), acabei consumindo muitos dias a mais para ler. No entanto, é um capítulo interessante, e a demora na leitura se deu na verdade ao fato de eu ter usado mais do meu tempo livre jogando Deep Rock Galactic.

    A história mais curta de Himatsubushi é condizente com sua proposta. No lugar da trama acompanhando o personagem Keiichi, desta vez a história retorna 5 anos no passado, sob a visão do policial Akasaka, quando os protestos contra a construção da represa estavam no acme. E uma das coisas mais interessantes dessa troca de perspectiva, além de tornar possível conhecer Hinamizawa em um momento anterior ao caos ocasionado pelas mortes do Watanagashi, é ter belos momentos ao lado do Ooishi e de uma Rika muito mais jovem.

    Falando em Rika, este capítulo volta a colocar em dúvida a possibilidade de todos os eventos serem frutos da ação humana ou de algo místico. O intrigante é que, ao contrário dos capítulos passados, os momentos finais deste fazem referência direta aos ocorridos do Tatarigoroshi, como se fosse de fato uma sequência direta dele, e as novas suposições levantadas por Ooishi e Akasaka tentam contradizer justamente o que eu havia dito na última vez acerca de ser o sobrenatural por trás de tudo (ainda que algumas coisas continuem difíceis de ser explicadas pela lógica mundana, vide o epílogo do segundo capítulo). 

    É muito engraçado como Higurashi continua manipulando os mistérios incessantemente, sempre com o objetivo de desmentir as teorias formuladas por quem o lê. "Você acha que são ações humanas, então como você explica isto? Agora está convencido de que é o sobrenatural, mas e se a verdade for esta?". É realmente aliciante em toda a sua desilusão.

    Destaque também para as referências a Tsukihime durante o extra "Review Session". A professora Chie já era obviamente uma alegoria à personagem Ciel da TYPE-MOON desde que teve a sua aparência e gosto por curry revelados, e agora ficou simplesmente escancarado. Dei boas risadas.

    Agora que terminei de forma definitiva os "Question Arcs", equivalentes à primeira metade da história de Higurashi, é hora de partir para os "Answer Arcs" em Higurashi Kai!

    9
  • mandaloriano_95 Henrique
    2021-05-23 13:55:24 -0300 Thumb picture
    mandaloriano_95 checked-in to:
    Post by mandaloriano_95: <p><em>Rock and stone, Brothers! Rock and Stone - t
    Deep Rock Galactic

    Platform: PC
    5 Players
    16 Check-ins

    Rock and stone, Brothers! Rock and Stone - to the bone!

    Comprei este joguinho há 6 dias por conta do desconto de aniversário e já acumulei quase 30 horas de jogatina!

    É um FPS cooperativo com bastante personalidade e um loop de jogabilidade realmente engajador. Provavelmente um dos melhores jogos desse tipo hoje em dia.

    Por enquanto eu tenho jogado inteiramente com a classe Gunner, e estou a um nível de conseguir realizar a primeira promoção para o personagem. Eu gosto bastante desse estilo dele mais focado em defesa, mas as outras três classes são igualmente interessantes. E ao contrário de outros FPS coop (vide Payday ou mesmo Killing Floor), as funções e habilidades que cada classe representa aqui servem para, de fato, complementar umas às outras e são relevantes à composição do time como um todo. O engenheiro, por exemplo, pode criar plataformas de forma a estabelecer uma sinergia com o gancho do batedor com o intuito de alcançar minérios distantes.

    A variedade de missões até que me surpreendeu também. Embora não sejam realmente muitas, eu esperava que a quantidade fosse ser menor. Pessoalmente, eu gostei muito do tipo que envolve escoltar uma escavadeira durante todo um trajeto até um grande pedra. Destaque também para a missão da refinaria e a de eliminação. As cavernas procedurais com mutadores e os diferentes biomas, que adicionam minerais e visuais distintos às missões, também somam um pouco à diversidade da jogabilidade. 

    No quesito estética, a temática do jogo é muito legal. Anões contratados por uma mineradora para explorar e coletar recursos em um planeta alienígena hostil? Sim, por favor. E uma coisa que eu sempre acho interessante é quando, ao invés de um menu principal, um jogo consegue integrar tudo a um cenário interativo jogável. Em Deep Rock, toda a customização de personagens (que é bem ampla, diga-se de passagem, com cosméticos, habilidades e diferentes armas para experimentar), a seleção de missões e a formação de grupos com outros jogadores acontece dentro de uma estação espacial situada na órbita do planeta Hoxxes IV. É bacana ser capaz de sair de uma missão intensa para simplesmente dançar e tomar cerveja com os anões companheiros na base.

    (Recomendo o uso de TAA no lugar do FXAA habilitado por padrão, com uns 35-40% de sharpening, para tirar melhor proveito do visual do jogo).

    Acho que o grande problema mesmo é que Deep Rock Galactic claramente não funciona da mesma forma no modo solo. O jogo até oferece um robozinho controlado via IA para ajudar o jogador a enfrentar os insetos alienígenas e a coletar minérios, mas ele não é útil o bastante para todas as situações apresentadas durante o gameplay. Uma vez, por exemplo, eu enfrentei sozinho um Hiveguard (que é basicamente um chefão bastante resistente) e, por ser uma tarefa extremamente árdua acertar o ponto fraco nas costas da criatura quando não se tem outro jogador para distraí-la, a batalha se estendeu a ponto de ser realmente exaustiva. Em suma, o jogo foi projetado por completo como uma experiência cooperativa, e deve ser aproveitado como tal.

    17
  • mandaloriano_95 Henrique
    2021-05-16 02:42:23 -0300 Thumb picture
    mandaloriano_95 checked-in to:
    Post by mandaloriano_95: <p><em>Assassinato e maldições...</em></p><p>Após a
    Higurashi When They Cry

    Platform: PC
    55 Players
    14 Check-ins

    Assassinato e maldições...

    Após aproximadamente 15 horas, terminada a leitura de Tatarigoroshi, o terceiro capítulo da história.

    Um capítulo tão angustiante quanto maluco, que começa a ficar infeliz mesmo antes do festival de Watanagashi. Eu disse anteriormente que a Satoko não me interessava muito, mas neste capítulo se torna improvável não torcer e, junto do Keiichi, sofrer por ela. Toda a trama envolvendo abuso infantil e os traumas causados por algo tão ignóbil é de fato pungente. 

    Ao mesmo tempo, as bizarrices ainda sem respostas que assolam a vila de Hinamizawa fritam os neurônios - quando uma explicação parece estar na ponta da língua, algo ainda mais sem sentido acontece para derrubar as teorias passadas. Se Onikakushi já causava confusão, este capítulo vai ainda além. É difícil não descartar a ideia dos ocorridos como simples frutos de paranoia e ações humanas e não partir para o sobrenatural como a principal carta por trás de tudo.

    Com isso, já estou praticamente no fim do "Question Arc" de Higurashi. O próximo e último capítulo do arco é, aparentemente, um extra bem curtinho e, após ele, as respostas devem começar a enfim aparecer. O melhor de tudo é que o quinto capítulo será protagonizado pela queridinha da Shion (a minha preferida do elenco feminino até o momento), então estou ansioso.

    Uma crítica que preciso fazer desta vez é quanto à tradução da MangaGamer. Enquanto o primeiro capítulo era perfeitamente revisado, praticamente sem erros, este terceiro tem com frequência letras e palavras às vezes faltando, outras vezes repetidas, além de palavras que são claramente traços antigos que deviam ter sido apagados de quando algumas orações foram reestruturadas pelo tradutor ou editor.

    10
    • Micro picture
      zefie · 3 months ago · 2 pontos

      Revi o primeiro anime de Higurashi inteiro uns meses atrás com alguns amigos por conta do lançamento do Higurashi Gou e ele ainda é de longe o meu anime favorito de terror psicológico. Acho sensacional demais toda a história, os desfechos, os personagens e tudo.
      Eu comecei de novo a ler o Umineko e já parei de novo, preciso voltar já que esse provavelmente nunca vai ser continuado em anime...

      1 reply
Keep reading &rarr; Collapse &larr;
Loading...