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  • mabuwah Mabuwah
    2021-09-08 16:20:58 -0300 Thumb picture

    17/07/2021 - Double Dragon Neon - Nintendo Switch

    Medium 3881366 featured image

    Segunda vez que finalizo este que, pra mim, é um dos beat ’n ups mais legais disponíveis por aí. Lembro que ele não foi muito bem falado na época do lançamento - sendo pouco lembrado até hoje na real - e me surpreendi bastante quando joguei ele a primeira vez.

    A estética dele é bem retrô ’80, coisa que eu acho meio batida nos dias atuais (offtopic - tem um design característico que é tipo um triângulo invertido de borda brilhante com algo escrito em neon azul ou rosa no meio que já vi até em carrinho de cachorro quente), mas em 2012 (ano do lançamento) não era tanto assim. A princípio dá um estranhamento, chega a ser brega com tanta cor estourando...mas acostuma e no fim das contas achei tudo muito bem feito.

    Uma coisa que pra mim faz diferença em qualquer beat ’n up é o feedback das porradas, e esse não decepciona. O inimigo sente o impacto e achei bem legal terem mantido o esquema de alternar a esquerda/direita nos murros... pequeno detalhe visual, mas pra quem curte a série ajuda a se sentir em casa. 

    O jogo é relativamente curto, com 10 fases que não se estendem muito. Porém, achei todas bem variadas, principalmente por beber na fonte do DD2 do NES em vários momentos, com mudanças de perspectiva pra lateral, partes de plataformas, acesso a níveis superiores com escadas, chefes que saem do lugar comum etc. Pra beat `n up, que muita gente não tem saco por ser um estilo meio reto no gameplay e sem muita variação no desafio, já dá um baita diferencial.

    E por ser curto, terminando dá aquela vontade de futuramente  jogar de novo , coisa que eu fazia e faço com o maior prazer em jogos com pegada mais retrô.

    Double Dragon: Neon

    Platform: Nintendo Switch
    Players

    9
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      denis_lisboadosreis · 14 days ago · 2 pontos

      E nesse caso, ser brega faz parte do espetáculo num jogo tão cheio de autoreferências e paródias. Não entendo a rejeição do público.

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      santz · 13 days ago · 2 pontos

      Eu joguei um pouco dele e achei tudo bem genérico.

  • mabuwah Mabuwah
    2021-07-08 15:34:32 -0300 Thumb picture

    03/07/2021 - Alex Kidd in Miracle World DX - PS5

    Medium 3873459 featured image

    Este aqui é complicado de emitir opinião. Adoro o original, tinha a fita (meu Master System era o primeiro) e finalizei diversas vezes até hoje. Outro ponto é que remakes/remasters/reimaginações/atualizações (seja lá que nome vão dar pro negócio) de jogos clássicos sempre me fisgam, compro quase todos que saem, seja pra prestigiar a franquia, incentivar o/a developer e, claro, pois fico muito curioso em ver como o jogo ficou.

    Dito isso, fiquei muito triste com a decepção que foi jogá-lo, em todos os aspectos possíveis. Fui até o final por questão de honra e me recusei a utilizar a opção de vidas infinitas, apesar de ter coçado o dedo diversas vezes por conta da jogabilidade no mínimo duvidosa que implantaram (tentarei detalhar mais pra frente). O jogo possui continues infinitos que te colocam no início da fase, zerando o dinheiro e os itens comprados, sendo que ligar a opção, pelo que vi depois, te coloca na mesma tela mantendo tudo.

    O original já tinha um esquema de controle bem sabonete que muita gente reclamava, mas pelo menos pra mim era questão de costume e conforme as fases avançam, os saltos naturalmente vão ficando mais calibrados. No remake, mesmo tendo finalizado, não entendi até agora a lógica nos pulos: às vezes na aterrisagem, ao dar um leve toque no sentido contrário pra evitar aquela derrapada, o boneco anda um centímetro a mais pro outro lado e cai no buraco. Em outras a coisa não funciona e ele pousa já derrapando no bloco pro lado certo e cai. Tem horas que a orientação do personagem altera no meio do saldo, permitindo dar uma corrigida na distância ou acertar alguma coisa no outro sentido, mas na maioria das vezes isso não funciona e o boneco não vira. Resumindo, a tarefa de pular em um simples bloco se torna um suplício, o que é bem complicado num jogo de plataforma.

     O jogo permite trocar a qualquer momento o padrão gráfico pro clássico e a impressão é que suaviza um pouco o caos que é controlar a bagaça, mas pelo menos com base na minha experiência com o original, ainda assim é bem pior. Pessoalmente, acredito que boa parte das pessoas ligará a opção de vidas infinitas não pela dificuldade natural do jogo, mas sim por perder a paciência com os controles, e talvez isso esconda um pouco esse problema.

    Outra coisa que achei bem torta é o hitbox, aumentaram bastante e muitas vezes fica bem claro que o inimigo nem chegou perto de encostar quando você tomou o dano. E olha, quem der uma lida em posts anteriores meus vai perceber que eu sou bem tolerante em questões de jogabilidade, comigo não tem muito essa de estar “datada” e procuro sempre me adequar a proposta do jogo e vou em frente. Agora esse aqui foi difícil, pois se trata de um jogo moderno e com jogabilidade muito piorada em relação ao original lançado em 1986, pelo menos na minha opinião.

    Outra coisa que não curti foi a pixel art, achei tudo meio lavado, genérico e com os planos de jogo às vezes meio confusos. Deixei até alguns exemplos nas fotos abaixo, em que confundi buracos com o background ou que colocaram um elemento no primeiro plano na frente do personagem na tela em algum momento nada a ver.

    Achei estranho também a questão dos baús: no original, o dinheiro coletado serve pra comprar itens nas lojas e acionar continues no jogo ao custo de $400 (pelo que me lembro) na tela de game over (tem que fazer um código). No DX, o jogo tem continues infinitos e a última loja fica algumas fases antes do final do jogo, o que inutiliza toda a quebradeira de baús desse ponto em diante.

    De ponto positivo, ficou pra mim apenas a inclusão de algumas fases novas pra dar uma encorpada no jogo.

    Fiquei triste em escrever essas linhas e acho que não fui tão incisivo assim em nenhum post desde que comecei a escrever aqui em 2016, mas é que a decepção foi bem grande e de todos os remakes de jogos clássicos que eu lembro de ter jogado, esse foi o que menos gostei até hoje, de longe.

    Alex Kidd in Miracle World DX

    Platform: Playstation 5
    Players

    5
  • mabuwah Mabuwah
    2021-07-07 22:11:01 -0300 Thumb picture

    29/06/2021 - Power Blade - NES

    Medium 3873379 featured image

    É impressionante como o NES sempre surpreende e alguns jogos que não são muito badalados passam a figurar entre os favoritos do console. Ainda mais no meu caso, em que tive mais contato com os videogames da SEGA quando moleque e por isso a fonte parece que está bem longe de secar.

    A princípio o Power Blade segue aquele esquema Megaman, apresentando 06 estágios que podem ser finalizados em qualquer ordem. A principal mudança é que não tem liberação de arma de chefe ou qualquer outro bônus, então vai do jogador em ir tentando os estágios  como bem entender,

    No meu caso fui na ordem normal mesmo e no geral achei o jogo bem tranquilo de finalizar, sendo a exceção o chefe dragão da 2ª. fase que possui aquele padrão de ataques bem randômico e sacal na linha da Morte no primeiro Castlevania. Que inferno foi aquilo, matei completamente na cagad*, ainda mais que não usei savestates...mas pelo menos o jogo dá passwords no início de cada fase. Curioso que todos os demais chefes têm padrões bem reconhecíveis, bem diferente desse dragão.

    A jogabilidade é impecável, com precisão nos pulos e ataques superiores a muito jogo 2d moderno por aí. Temos apenas um tipo de arma no jogo todo, um bumerangue que vai aumentando a distância e a velocidade conforme recolhemos powerups pelas fases, mas o negócio funciona tão bem que não senti falta de mais variedade. Temos ainda 3 tipos de itens, pra recuperar vida, limpar a tela (que podem ser selecionados quando quisermos) e outro que imediatamente transforma o personagem numa espécie de robô bem foderosão com apenas 3 pontos de vida (acabando, o personagem volta ao normal).

    Outro diferencial desse jogo é a construção das fases, muito caprichada. São mapas mais abertos, em que primeiro precisamos localizar um NPC que entregará um código pra liberar a porta de acesso ao final da fase. Gostei de todas, muito bem feitas mesmo. A cereja do bolo é a trilha, empolgante pra caramba e na minha opinião não deve nada pra um Megaman 2 da vida.

    Agora é partir pro segundo e espero que pelo menos mantenha o nível.

    Power Blade

    Platform: NES
    85 Players
    9 Check-ins

    8
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      santz · 3 months ago · 2 pontos

      Se você pegar a versão original japonesa, vai ver que até o protagonista é idêntico ao Mega Man.

  • mabuwah Mabuwah
    2021-06-29 14:23:19 -0300 Thumb picture

    29/02/2021 - Metro 2033 Redux - PS4

    Medium 3872265 featured image

    Finalizando pela 2ª. vez (a primeira em 2014) pra fazer o final “ruim”, jogando de uma forma mais descompromissada. Resolvi passar esse 1º. Metro a limpo pois quero jogar as sequências, que passei batido mesmo tendo o Last Light no pacote com o 2033.

    Lembro que adorei o jogo quando zerei a primeira vez. Fiz o final limpo que exige bastante cautela na progressão e exploração dos cenários, por conta do sistema de moral que foi implementado e por ter colocado na opção que dá menos recursos. Não dá pra meter o Rambo nos confrontos e escutar certos diálogos conta pontos pra esse sistema, de forma que a imersão foi absurda.

    Dessa vez, jogando na por*a louquice e com recursos a rodo, a jogatina não teve tanta graça pra mim. Não rolou aquela tensão principalmente nas áreas abertas, em que temos que gerenciar o oxigênio que tem tempo pra acabar (sendo possível ganhar minutos com filtros espalhados pelo cenário). Outra coisa é que o 2033 é um FPS bem mais cadenciado, com bastante pausa pra diálogos e cenas de transição, o que nessa 2ª. vez não me prendeu tanto assim pela maneira que resolvi encarar o game. 

    Claro que foi legal passar pelas áreas do jogo, principalmente pela ambientação, que é fora de série. De todos os jogos de cenários pós apocalípticos que eu joguei, acho que esse é o mais deprimente... as condições de vida são precárias e é interessante acompanhar como funcionam as facções do jogo...pra variar os humanos são mais difíceis de lidar do que os mutantes.

    Enfim, apesar da experiência não ter sido tão marcante quanto a primeira jogada (culpa da forma que encarei mesmo), valeu pra dar uma lembrada antes de encarar os próximos. 

    Metro 2033 Redux

    Platform: Playstation 4
    136 Players
    29 Check-ins

    11
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      rafaelssn · 3 months ago · 2 pontos

      Muito bom mesmo, eu nem tava ligado nesse lance de moral até o Exodus, onde passei a jogar mais na boa depois da metade do jogo ainda haha

  • mabuwah Mabuwah
    2021-03-01 15:08:54 -0300 Thumb picture

    06/02/2021 - Demon's Souls - PS5

    Medium 3854506 featured image

    Bom, antes de tudo deixo claro que faço parte do time de fanboys da FromSoftware, apesar de admitir que muitas vezes enche o saco essa glorificação do Miyazaki e, principalmente, essa coisa de comparar tudo que é jogo que sai com algum soulsborne. Mas, há que se admitir, para o bem ou pro mal, que muita gente foi beber nessa fonte (o que é normal quando alguma coisa faz sucesso), seja em alguma mecânica ou na chupação total do jogo, sempre com resultados bem diversos.

    Não vou entrar no mérito de que o jogo X já tinha barra de stamina ou Y tinha um combate cadenciado baseado em moveset da arma e etc etc. Na minha opinião é um conjunto de características que faz esses jogos da From terem um feeling parecido, mesmo ao se mudar a ambientação (do dark fantasy dos Souls/Kings Field pra uma coisa mais Lovecraft/Cthulhu/Vitoriana do Bloodborne por exemplo) ou a mecânica de combate (da 1ª. pessoa nos jogos antigos pra 3ª. pessoa nos atuais); criando uma espécie de assinatura da empresa que inclui a filosofia de level design, o jeitão dos inimigos, comportamento dos NPCs etc.

    O Demons já é velho conhecido, terminei ele 2x em 2013 no PS3 quando deram na Plus (meu primeiro Souls foi o Dark logo que lançou). Curti bastante na época - apesar de ter achado o Dark ainda superior – e curti novamente esse remake da Bluepoint, que na minha visão, apesar de ter ficado lindo, deu uma alterada na ambientação do jogo...ficou um pouco menos sinistra, não dá tanto aquela sensação de “que raio de lugar é esse” que o anterior dava.

    De resto é o mesmo Demons do PS3, só que desta vez com uma fluidez muito maior a 60fps. Pessoalmente, não vejo problema com a manutenção da jogabilidade, mais limitada em relação aos posteriores...algumas pessoas consideram um retrocesso, mas pro meu gosto é só uma forma diferente de jogar e é isso que eu esperava no jogo.

     Claro que seria legal também se tivessem incluído a 6ª. archstone, mas se a proposta foi outra, vamos que vamos: passar novamente pelo ótimo level design do Boletarian Palace, a tensão da Tower of Latria, a dificuldade em dar aquela volta e abrir o atalho em Swamp of Sorrow (esse é de chorar mesmo)...muita coisa eu não lembrava, então foi bem legal toda a experiência. Mas talvez pro pessoal que acaba o jogo do PS3 uma vez por ano a coisa seja um pouco decepcionante mesmo.

    16
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      santz · 7 months ago · 2 pontos

      É mesmo, os caras podiam ter colocado a 6ª Archstone que ia dar um belo retoque para esse remake. No final das contar, é só mesmo jogo velho com um preço novo.

      1 reply
  • mabuwah Mabuwah
    2021-02-22 12:17:32 -0300 Thumb picture

    23/01/2021 - Ori and the Blind Forest - Nintendo Switch

    Medium 3853399 featured image

    Joguei Ori a primeira vez assim que lançaram a Definitive Edition no Steam, mas sei lá por qual motivo acabei dropando depois de mais ou menos 1/3 do jogo. Lembro que até estava curtindo, achando a arte linda e tal, mas alguma coisa não estava me prendendo no geral.

    Com o lançamento pro Switch, resolvi começar de novo e pude ir mais a fundo. Acabei curtindo, mas ficou claro o que me deixou de bode da outra vez: a mecânica básica de combate, que consiste, explicando de forma bem rudimentar, em soltar uns orbes nos inimigos com mira automática e range limitado (pode-se aumentar um pouco via upgrades).

    Pelo menos da forma que eu joguei, o negócio virou um button mash meio sacal, sem muita estratégia a não ser desviar de vez em quando de projéteis dos inimigos. Reforça um pouco a minha impressão o fato de não haver combate com chefes ou algum desafio adicional que exija essa mecânica.

     Dito isso, ficou meio claro pra mim que a atenção dos desenvolvedores foi direcionada aos segmentos de plataforma mesmo, que são bem legais (senti um feeling parecido com os últimos Rayman em vários trechos), mas nada muito de explodir cabeça. O aspecto narrativo dele é bem bacana também, apelando bastante pro sentimental.

    Enfim, achei um bom jogo, mas estou na dúvida se parto pro segundo...preciso dar uma olhada antes se mudaram essa mecânica de combate e se for mais do mesmo, acho que vou passar ou deixar bem mais pra frente.

    Ori and the Blind Forest: Definitive Edition

    Platform: Nintendo Switch
    45 Players
    9 Check-ins

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  • mabuwah Mabuwah
    2021-02-17 12:46:15 -0200 Thumb picture

    20/01/2021 - Portal - PC

    Medium 3852559 featured image

    Joguei Portal a primeira vez na coleção Orange Box que saiu pra Xbox 360. Eu desconhecia completamente a existência do jogo e achei na época que era algum tipo de mini game...olha a heresia.

    Pelo que me lembro, fui do começo ao fim no mesmo dia...normalmente fico meio saturado de encarar jogos que enfiam sequencias de puzzles por horas seguidas sem variação, mas com esse foi diferente e na jogada de agora quase repeti a dose, fazendo a parte das chambers num dia e o final em outro.

    Os puzzles são bem engenhosos e intuitivos. Dá umas travadas de vez em quando, mas a progressão da dificuldade é tão bem feita que muitas vezes basta dar uma geral na sala que já se sabe o que fazer. Destaque, claro, vai pra arma de portais, que explodiu a cabeça de muita gente na época e influenciou uma porrada de jogos que implementou essa mecânica naqueles tempos.

    Na época me surpreendeu também a parte final. Eu pelo menos estava esperando o fim do jogo depois última sala, mas daí vem aquele plot twist sensacional e a “pós graduação” em utilizar todas as mecânicas e abusar da física do jogo. 

    E assim como o texto começou falando em heresia, vai terminar com outra: eu nunca joguei Portal 2. Já coloquei na minha lista de desejos pra tirar isso da frente o quanto antes.

    Portal

    Platform: PC
    13028 Players
    240 Check-ins

    10
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      santz · 7 months ago · 2 pontos

      Esse jogo é sensacional. Os puzzles dele são até bem tranquilos, mas é tão gostoso você ir descobrindo aos pouco o que deve fazer, top demais. E a musiquinha do final é do cacete.

  • mabuwah Mabuwah
    2021-02-12 11:57:32 -0200 Thumb picture

    11/01/2021 - Shadow of the Colossus - PS4

    Medium 3851769 featured image

    Terceira vez que finalizo esse jogo, sendo a 1ª. no PS2, a 2ª. no PS3 em 3d e agora nesse remake espetacular feito pela Bluepoint. Pois é, gosto pouco desse jogo.

    A geração PS2 pra mim foi um pouco esquisita, pois com a grande oferta de jogos pelas “lojas” nas esquinas por aí eram poucos os que eu me aprofundava. Caía bastante naquelas de colocar um DVD, jogar uns 20 minutos, trocar pra ver como é o outro...no fim das contas jogava bastante coisa, mas terminava poucos jogos.

    O SOTC estava em uma dessas baciadas, mas nesse caso fui do começo ao fim sem tirar (o disco). Aquela ambientação inicial, o vazio no mundo, a mecânica de se guiar pelo reflexo da luz da espada...fui indo pela curiosidade e quando me deparei com o primeiro colosso (até ali eu não tinha ideia da estrutura do jogo) e fui entender a forma de derrubá-lo, fiquei de cara e a partir daí foi um momento inesquecível depois do outro.

    Admito que fui um dos que torci o nariz com a notícia do remake. A arte do jogo é bem única e achei que fossem partir pra um lado mais realista, estragando a atmosfera misteriosa de cada segmento do mapa. Porém, assim que acaba a cena introdutória e assumimos o controle, vi que estava completamente errado. 

    De resto é o mesmo jogo de antes, o que pra mim já o categoriza como uma obra-prima, daqueles poucos que aparecem de tempos em tempos e que fazem a gente enxergarem os videogames de outra forma.

    8
  • mabuwah Mabuwah
    2020-12-28 12:44:04 -0200 Thumb picture

    21/12/2020 - Hexen - PC

    Medium 3844462 featured image

    Continuando a saga iniciada no post passado, assim que finalizei o Heretic resolvi pagar mais uma dívida histórica: finalizar Hexen pela primeira vez.

    Acho que quando eu era moleque, depois de jogar na sequência Wolf 3d, Doom, Doom 2, Heretic e outros clones, não entendi muito bem a proposta deste jogo, que é bem diferente dos anteriores. Ficava travado direto, circulando pelas áreas e progredindo de vez em quando, mas sem saber exatamente o que estava acontecendo.

    Apesar de tudo, adorei o jogo: o foco em exploração aumentou bastante a imersão e a impressão foi de estar jogando algo diferente e à frente das minhas capacidades na época. Algo parecido aconteceu comigo no Ultima Underworld, mas nesse estranhamente consegui chegar bem mais longe (apesar de não ter conseguido finalizá-lo).

    Hexen não segue aquela estrutura convencional de pegar chaves, achar a saída e mudar de mapa. Aqui começamos em uma área introdutória que cai em uma espécie de hub com 6 portais, que se conectam a partes diferentes de 3 cenários em que temos que achar uma forma abrir o 7º. portal e progredir no jogo.

    O legal é que os demais 4 mundos não seguem a mesma linha, pois os objetivos de cada um são diferentes, sendo que os hubs vão ficando cada vez menos com cara de hubs: uma hora estamos em um monastério resolvendo um puzzle que consiste em preencher uma espécie de mapa celeste com gemas, progredindo pra um castelo onde temos que ativar o elevador da torre central e outra hora em um cemitério cujo objetivo é localizar e combater 3 espíritos visando recolher os artefatos pra abrir uma tumba que dá acesso ao boss final.

    E pasmem, tudo sendo descoberto na hora, na intuição, sem necessidade de aparecer um log de missões escrito: “colete 6 engrenagens pra acessar o elevador da torre central”. Decisões que podem gerar um certo backtracking, mas aumenta muito a imersão, mesmo sendo objetivos, na teoria, bem simples.

    Hexen pra mim é a cereja do bolo dos FPS pixelados, ele expande o escopo e arrisca em relação aos diversos clones de Doom na época, o que já é um baita de um mérito.

    Hexen: Beyond Heretic

    Platform: PC
    437 Players
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      msvalle · 9 months ago · 2 pontos

      Joguei bastante esse, e apesar de gostar muito não cheguei a finalizar. Parabéns!

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      mastershadow · 9 months ago · 2 pontos

      Esse eu tenho o cartucho, jogao da porra, zerei com o Knight!

  • mabuwah Mabuwah
    2020-12-23 17:04:32 -0200 Thumb picture

    12/12/2020 - Heretic - PC

    Medium 3843886 featured image

    Finalizei pela primeira vez os 5 episódios, que incluem os 3 originais e os 2 da expansão Shadow of the Serpent Riders. Sempre fui fissurado por estes FPS dos anos 90 e assim como os adventures, jogava tudo que caía na minha mão na época, sempre com base na cópia da cópia da cópia que algum amigo arrumava.

    Agora não me lembro exatamente se tive contato com todos os episódios originais...o 1º. finalizei quando me arrumaram os disquetes com a versão shareware, o 2º. quando caiu na minha mão a versão completa, mas o 3º não lembro de absolutamente nada. Devo ter abandonado no meio quando instalei o Hexen...nessa época as coisas chegavam atropeladas pro pessoal, toda semana aparecia um colega cheio de caixa de disquete.

    O jogo segue a linha dos Doom mesmo, explorar os mapas à procura de 3 chaves, sendo a última levando pra área final que dá na saída...mas tem algumas passagens secretas com saídas pra cenários alternativos também.

    E é ai que mora o pulo do gato: a construção dos mapas é sensacional, sendo que à medida que o jogo progride as interconexões vão ficando cada vez mais complexas. Não ouso dizer que é no nível do primeiro Doom, mas tudo flui muito bem o tempo todo, com bastante variação entre as áreas e decisões artísticas bem interessantes, mesmo com as limitações conhecidas da engine.  

    Muita gente considera esses FPS antigos datados, mas pelo menos pra mim essa filosofia de level design é altamente viciante. Recomendadíssimo pra quem, assim como eu, não tem essa barreira de gameplay e gráficos pixelados em FPS.

    12
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      rax · 9 months ago · 2 pontos

      Esse cheguei a jogar um pouco esse ano e curti mas não cheguei a finalizar.
      Quais são as 3 campanhas originais?

      2 replies
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      rax · 9 months ago · 2 pontos

      Concordo com você que esses FPS retro são viciantes de jogar.Até hoje eu jogo e rejogo Doom por exemplo (sei que tem outros mas Doom eu rejogo bastante,o de 93.)

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      mastershadow · 9 months ago · 2 pontos

      Eu instalei esse no WII e to na ultima expansão, tem uma fase la que to perdido, preciso retomar. MEu favorito desses ai é o Hexen do N64!

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