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rafaelurameshi Luiz Alberto

Impressão Minha — Luigi’s Mansion Dark Moon

Quando eu li uma matéria na querida e extinta revista Nintendo World que falava sobre o lançamento de Luigi’s Mansion Dark Moon (LMDM), que aconteceria em 2013, eu corri atrás da primeira aventura do encanador verde caçando fantasmas no Nintendo Game Cube, pois ainda não tinha jogado (Foi uma experiência incrível, mas deixo para falar dele em outro texto). Muita coisa aconteceu desde o lançamento do jogo até o ano atual (2020), e somente agora consegui jogar a continuação daquela aventura, desta vez para o Nintendo 3DS.

E isso foi um erro. Eu deveria ter jogado LMDM muito antes.

Após os eventos do primeiro jogo, o Professor E. Gadd continuou com os seus estudos sobre os fantasmas e as energias sobrenaturais em seu laboratório no Vale Evershade (Evershade Valley no original), utilizando seus amigos fantasmagóricos como assistentes. Eles mantinham uma relação de amizade e cooperação até o momento em que o Rei Boo (King Boo) decide roubar a Dark Moon, a Lua Sombria que dá nome ao jogo, partindo-a em pedaços e deixando sob a guarda de alguns fantasmas mais poderosos.

Sem alternativa, o Professor faz contato com Luigi, que está descansando tranquilamente em sua casa, e o teleporta através do Pixelador (Pixelator no original) para o laboratório. Chegando lá, nosso herói fica sabendo do ocorrido e, superando seu medo, decide ajudar o Professor a recuperar os fragmentos da Dark Moon, e a devolver a paz e a tranquilidade ao Vale Evershade.

Diferente do primeiro jogo, que se passava em uma única mansão, LMDM conta com cinco áreas diferentes que vão sendo liberadas conforme Luigi vai recuperando os fragmentos da Lua, e todas elas são divididas em missões com objetivos específicos, conforme orientações do Professor E. Gadd. Certamente esta nova abordagem foi idealizada com base no fato de o Nintendo 3DS ser um console portátil, permitindo assim que o jogador progrida no jogo de forma particionada de acordo com a sua disponibilidade de tempo para jogar. Concluir alguma missão pode ser o tempo exato de chegar à próxima estação do metrô, ou ao ponto de ônibus próximo à sua casa.

Enquanto tenta recuperar os fragmentos da Dark Moon, Luigi precisa lidar com diversos tipos de fantasmas e, para isso, conta com um dispositivo que lembra muito um aspirador de pó: o Poltergust 5000, a versão melhorada do Poltergust 3000 que foi usado na primeira aventura para Nintendo Game Cube. Além do dispositivo, Luigi também utiliza sua lanterna. Ao disparar um flash de luz, os fantasmas ficam vulneráveis por alguns segundos, permitindo assim que o encanador os sugue para dentro do Poltergust. Claramente a inspiração foi o clássico Os Caça-Fantasmas (Ghostbusters — 1984).

Os carismáticos Espíritos Zombeteiros que surgem para atrapalhar a missão de Luigi têm características e abordagens diferentes: alguns são mais ágeis, outros mais fortes, e outros ainda se escondem ou desaparecem para assustar o encanador e se divertir neste processo. Por sua vez, os chefes de cada uma das áreas são fantasmas mais poderosos influenciados pelos fragmentos da Lua, que estão sob sua guarda. As batalhas com eles envolvem descobrir e atingir seus pontos fracos para capturá-los com o Poltergust, e são sempre muito divertidas e criativas.

Os Boos, clássicos personagens da franquia, estão presentes aqui também, assim como aconteceu no primeiro jogo. Além de terem um papel importante na trama, também são colecionáveis que podem ser encontrados em cada uma das missões escondidos em objetos pelo cenário. O jogador pode ainda tentar encontrar gemas escondidas em cada uma das áreas, que também servem como colecionáveis.

Capturar os fantasmas é quase um mini game: após atordoá-los com o flash da lanterna, o jogador precisa iniciar a sucção com o Poltergust. O fantasma vai então tentar fugir e nesse momento o analógico precisa ser direcionado para o lado oposto ao que fantasma está tentando escapar. De acordo com o nível de poder, este processo pode ser mais rápido ou demorado. Ainda há também a opção de se usar o giroscópio do console para movimentar o Poltergust com controles de movimento.

Além de sugar (botão R), o Poltergust também tem a habilidade de expelir (botão L), o que proporciona momentos de solução de quebra-cabeças ou a caça por coletáveis bem criativos e divertidos.

Igualmente ao primeiro jogo, Luigi vai encontrar muito dinheiro pelo cenário. Contudo, diferente da aventura anterior onde esta grana apenas servia para aumentar o seu score no final do jogo, desta vez sua função é fazer upgrades no Poltergust 5000, aumentando seu poder de sucção, por exemplo.

Preciso dizer que LMDM é um dos jogos mais bonitos que já vi no Nintendo 3DS. A modelagem dos personagens aliada à animação deixa o jogo com um charme ainda maior que no Game Cube. O nível de carisma é altíssimo, tanto do Luigi quanto dos personagens que interagem com ele, como os fantasmas e os Toads. Estes protagonizam missões onde participam ativamente da resolução de enigmas e quebra-cabeças com o Luigi, que são sempre muito divertidos. Preciso destacar também a participação do Polterpup: um simpático cão fantasma que só quer se divertir e brincar, mas acaba atrapalhando e dando trabalho ao Luigi no decorrer da aventura. O efeito 3D do console é muito competente também e, diferente de outros jogos, utilizei durante a maior parte do game enquanto jogava e não senti nenhum incômodo. Foi muito interessante ver alguns efeitos como a neve caindo em 3D, por exemplo, e isso abrilhantou ainda mais o jogo.

Charles Martinet, a voz de Mario, Luigi, Wario, Waluigi entre outros, faz um brilhante trabalho aqui e ouso dizer que foi a sua melhor atuação dentro dos jogos que pude presenciar. Sua performance eleva o carisma do Luigi e casa perfeitamente com o trabalho de animação. Ele conseguiu me arrancar risadas em vários momentos ao longo da aventura.

O jogo conta ainda com um modo multiplayer online ou local, onde você e até mais três amigos precisam caçar os fantasmas em um determinado limite de tempo. Foi o meu primeiro contato com o jogo, inclusive, em um dos antigos encontros Street Pass que fazíamos em minha cidade, e pude experimentá-lo no modo Download and Play, através do qual é possível que o proprietário de um único cartucho ou versão digital do jogo compartilhe com mais três amigos uma “cópia digital” deste modo específico de jogo. Desta forma, não é preciso que todos tenham o game para curtir estas jogatinas mais casuais.

Com uma trama simples, assinatura de todos os jogos da franquia Mario, Luigi’s Mansion Dark Moon entrega uma aventura divertida e agradável com uma boa jogabilidade e com gráficos e animações muito bem feitos. O problema é que a aventura é relativamente curta e me deixou com um gosto de quero mais. Por sorte, ainda há coletáveis e Boos para encontrar, que desbloqueiam uma missão extra em cada área.

Por sorte também, Luigi’s Mansion 3 foi lançado para o Nintendo Switch. Mas isto fica para outro texto.

Luigi's Mansion: Dark Moon

Platform: Nintendo 3DS
2291 Players
402 Check-ins

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    longnplay · 6 months ago · 1 ponto

    Comprei esse jogo na loja do shopping (que era mais caro que ML) no dia do lançamento por 140 reais.
    Saudades da época que dava pra comprar pelo menos uns 3 jogos mídia física por mês.

    1 reply
  • Micro picture
    augus · 6 months ago · 1 ponto

    Comecei a franquia com o Dark Moon e devo dizer que adorei tudo desse jogo. É um dos meus favoritos do 3DS e tudo só melhorou no terceiro. Luigi's Mansion não tem o reconhecimento que merece.

    1 reply
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