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danilodlaker Danilo Rodrigues

Nem ganhar nem perder!


7 months ago 2021-12-14

Halo Infinite

Realmente é um retorno as origens da franquia com as coisas boas e talvez ruins, dependendo do seu ponto de vista. Antigamente quando estava jogando pela primeira vez detestei a ideia dos cenários no interior do Halo (o anel) ser extremamente repetitivo, entendo que isso se deve muito provavelmente por conta de limitações da época e meio que com o tempo se tornou um charme da franquia esse estilo de arquitetura que também está presente no Zeta Halo, não poderia ser diferente, eu entendendo a ideia de manter assim como era lá atrás e por conta de todo o contexto da proposta da série, porém se eu disser que não cansa eu estou mentindo para vocês. O mundo aberto ficou realmente num estilo Ubisoft- Game da vida sabe, pegar territórios inimigos para UNSC, resgatar soldados, destruir silos de energia e pegar muitos coletáveis que dão pontos para fazer upgrade na armadura de Master Chief ou alguns arquivos de áudio contando fatos acontecidos anteriormente na franquia em diversos períodos. Provavelmente eu fiz umas três missões de cada uma dessas citadas e logo me cansou, foi aí que decidi focar em progredir somente na história principal deixando de lado essas coisas secundárias.

O grappling hook foi a melhor adição na franquia, sabe explorar o mapa utilizando ele, ou jogando no chão pra correr mais rápido é até melhor do que utilizar os carros que continuam com a mesma dirigibilidade já conhecida pelos jogadores da franquia. A liberdade dada no mundo aberto de Halo Infinite permite passar por inimigos de diversas formas para chegar ao objetivo final e em alguns casos da até para evitar certos combates e indo direto ao assunto, confesso que na reta final já estava cansando e acabei fazendo isso.

Agora a história me deixou muito, mas muito mesmo a desejar, coisas que foram deixadas em aberto lá no Halo 5 são mencionadas de forma bem rápida, já que o jogo em tese continua direto do Halo Wars 2, porém se você jogar o segundo jogo tático da franquia e for direto para o Halo Infinite ainda vai ficar uma lacuna aberta no começo do jogo, para preenche-la é necessário que o jogador leia o livro Halo Shadows of Reach que até o momento não tem nem previsão de ser lançado no Brasil. Vendo vídeos na internet sobre os acontecimentos do livro citado ainda é confuso o começo do jogo, e eu só fui começando a entender melhor conforme a trama ia se desenrolando e ainda assim ainda teve certas partes que ficaram em aberto. Mas pra ser sincero acho que faltou coragem nesse Halo Infinite, é complicado ver um jogo da franquia tentando dar um foco maior no lado sentimental de Master Chief, porque o que fez muitas pessoas gostarem da franquia não é só sobre protagonista, mas sim sobre toda a trama com suas histórias complexas usando religiões e raças alienígenas. Echo-216, mais conhecido como piloto é um personagem bem humano e isso é legal, esse é um personagem que no meu ponto de vista foi bem aproveitado no jogo nos momentos em que ele lembra de sua família e como ele estava desesperado para sair do meio daquela confusão toda, aliás quem não estaria, estar utilizando uma armadura e ser um Spartan facilita bastante as coisas.

A história num geral me decepcionou, coisas citadas nos jogos anteriores que pareciam ser o grande chamariz foram tratadas de forma rápida e rasa, isso as que foram tratadas. Adorei a gameplay e é disparado o Halo com a melhor jogabilidade, mas em questão de história ficou devendo muito para os jogos da primeira trilogia.

8.0 8.0 10
Overall
10 Gameplay
6.0 Story
10 Music
8.0 Graphics
Jogabilidade
Trilha Sonora
Liberdade pelo mundo aberto
História
Certos cenários faltou um pouco mais de capricho

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