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pauloaquino Paulo Aquino

Eu viajo pelos games. Eu vivo aventuras. E eu jogo pra bater nos outros.


about 6 years ago 2016-09-20

Street Fighter Alpha 3 MAX

Street Fighter tem se firmado como referência entre os fighting games, apesar de seus altos e baixos.

No caso de haver algum indivíduo pertencente à massa de pouca instrução, que diga “Street Fighter? Que bicho é esse?”, aqui vai uma breve dissertação.

STREET FIGHTER NUMA CASCA DE NOZ

Em 1987, surgiu Street Fighter 1, que de cara rompeu com alguns padrões, mas quase passou batido por culpa de seu controle travado.

Veio 1991 e o mundo conheceu Street Fighter 2, criando uma autêntica revolução, gerando um estilo totalmente novo.

Dentro de alguns altos e baixos, destaca-se no lado positivo Super Street Fighter 2 Turbo, que apresentou Akuma, que domina uma técnica mortal, e levou o Ansatsuken a um novo patamar.

A partir de 1995, uma sub-série surgia: Street Fighter Alpha.

Depois dos dois primeiros Alpha, em 1998 veio o mais impactante deles. Street Fighter Alpha 3.

Típico da Capcom, já em 2006, junto da coletânea Street Fighter Alpha Anthology (Street Fighter Zero Fighters’ Generation no Japão) para Playstation 2, saía o foco desta crítica: Street Fighter Alpha 3 MAX para PSP.

Pra mim, principalmente porque as outras coisas que este jogo tem e o arcade não tem, apareceram desde o Dreamcast, o ponto de maior destaque de SFA3 MAX atende pelo nome de Ingrid.

Que por si só, merece um tópico a parte.

GRÁFICOS

Talvez por se tratar de um fighting game 2D, SFA3 MAX faz seu “dever de casa”.

Aqui, os gráficos estão mais polidos e brilhantes do que no Dreamcast. Os cenários estão super detalhados e bem feitos. Nesse ponto, não falta absolutamente nada do arcade, e as outras coisas das demais versões caseiras também estão presentes. O brucutu acéfalo Balrog continua lutando na icônica fase de Las Vegas, enquanto as belas garotas de biquíni continuam dançando no cenário dele (agora são três).

E tudo é executado de forma simples, sem as pirações da série VS.

O único senão seria pelo fato de que Maki, Yun e Eagle não possuírem cenário próprio.

SOM

Um ponto no qual este game já aplica um Super Combo, e pra vencer a luta. A parte sonora foi toda refeita do zero, e criou-se uma OST fantástica. Ao lado de casos como King of Fighters 98 e toda a série BlazBlue, uma das OSTs mais incríveis que eu já ouvi.

O tema do chefe final, “Brave or Grave”, já passa um ar de “agora o negócio ficou sério”, como se a intenção fosse fazer da última fase o ponto onde os adultos são separados das crianças.

E o que dizer do tema de Ryu com o “Hadou Assassino”?

Só não leva 10 porque o som poderia ser um pouco mais nítido, mesmo assim, as músicas e as vozes (todas elas) estão muito bem perceptíveis.

CONTROLE

Aqui é o maior problema deste jogo.

Por um lado, os comandos respondem bem, você aperta um botão pra disparar um ataque básico e tem o seu ataque básico. Podia ser pior.

Por outro, se trata de um portátil cujo controle não foi feito para jogos de luta da Capcom. Imagine “dar um nó nos próprios dedos” pra se lançar qualquer ataque com os três socos ou os três chutes…

Mesmo assim, é algo contornável, o controle (aparentemente não sendo o mais adequado para esse tipo de jogo) é fluido e bem funcional.

DIVERSÃO

Se nota que, como eu mesmo já vi em outra crítica, Okamoto-san e Funamizu-san, ao criar este game, se dispuseram a dar ao público o que o público queria.

Praticamente todos os modos das outras versões caseiras aparecem aqui.

Os personagens das versões caseiras também estão inclusos. Até mesmo a kunoichi Maki, o garoto Yun, e Eagle (que pensa que é Freddie Mercury), introduzidos pela POBREZA que é aquela versão para Game Boy Advance.

A trama do jogo é simples mas bem executada. M. Bison tem um terrível trunfo: o Psycho Drive. Um mecanismo que capta as emoções negativas das pessoas, principalmente o ódio, e transfere a Bison, dando a ele um incrível poder maligno. 

Por outro lado, o corpo de Bison já está sobrecarregado com tanta energia, e Bison precisa de um novo corpo, ou será muito tarde. Um provável “candidato” a próximo corpo de Bison é Ryu.

As três opções de barras de energia de Super Combo e os ISMs estão presentes, bem como os modos Classic, Saikyo e Mazi.

Eu mesmo gostaria que houvesse também o mais completo deles, o Shadaloo ISM, surgido no Dreamcast.

Mesmo nas dificuldades mais altas, o computador poderia ser mais difícil.

Diferentemente da porquice que foi a versão de GBA, os storylines de TODOS os personagens estão presentes.

E isso nos leva a um fator em particular, que eu gostaria de destacar nesta crítica.


INGRID, A META-ENTIDADE DO SOL

http://www.youtube.com/watch?v=iAUr3qaqFco

MAIKO KUBO - Heat Haze

Era pra fazer parte de um game 3D tipo Street Fighter EX, mas o jogo foi cancelado.

Ela apareceu de fato em Capcom Fighting Evolution, aquela colcha de retalhos de sprites (e depois tem gente que acha Capcom vs SNK 2 fraquinho…).

Mas foi lá que a moça ganhou seu tema próprio, com letra e tudo.

Inclusive a introdução da música lembra uma outra música. Ouçam e comparem.

IRON BUTTERFLY - In-A-Gadda-Da-Vida

http://www.youtube.com/watch?v=ZCkHanF4v1w

Sobre a personagem em si?

Ingrid é uma misteriosa mulher que viaja pelas diferentes dimensões, pelo tempo e pelo espaço. Possui uma energia colossal, uma versão benéfica do Psycho Power de M. Bison, lembrando mais o Soul Power de Rose.

Alem de irradiar uma energia semelhante à do sol, Ingrid tambem possui astronômicos poderes psíquicos, e é muito sábia e inteligente.

Ingrid abomina o sinistro Hadou Assassino. Ela desconfia que Bison tenha roubado a energia dela pra usar pra seus propósitos malignos

Inclusive, se vocês quiserem mais detalhes, vejam este outro artigo:

http://enjoynstick.wordpress.com/2015/08/25/ingrid-a-personagem-enigmatica-da-capcom/

Muita coisa na bela Ingrid faz dela a chamada “Mary Sue”.

Muitos torcem o nariz pra ela, a acusam de “srta. perfeita”, dizem que Ingrid “caiu de pára-quedas” no universo Street Fighter.

EU SIM acho a Ingrid legal! Se vocês preferem o Satan Goss, problema de vocês! Pronto, falei!...

SUPER COMBO FINISH!!!...

No fim das contas, mesmo que se estranhe o controle, SFA3 MAX cumpre bem seu papel, rendendo muitas horas de jogo e muitas partidas com a montanha de modos de jogo e os quase quarenta personagens.

É um jogo de luta que é bem sucedido onde outros jogos de luta de PSP fracassam.

Obrigatório para qualquer adepto de Street Fighter.

INGRID: “Jovenzinho, você não devia ter lutado tão desesperadamente!...”

9.5 9.5 10
Overall
9.0 Gameplay
9.0 Story
10 Music
10 Graphics
Ampla variedade de personagens
Os finais são bem feitos
A parte sonora foi toda refeita, e a OST é sensacional
Ingrid
Parece que o controle do PSP não foi feito para fighting games da Capcom

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