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mateusfv Mateus Vailate

Half as Long, Twice as Bright


12 months ago 2020-12-04

Uncharted 3: Drake's Deception

Uncharted 3: Drake’s Deception é o terceiro jogo na franquia do homem que atrai tiroteios por onde passa, sendo este o último jogo da franquia a lançar para o finado PS3, ele foi lançado no dia 1 de novembro de 2011.

Assim como no segundo jogo, desta vez a capa mostra novamente uma cena do jogo.

E afinal de contas oque Drake está aprontando desta vez? Após destruir uma cidade milenar e salvar o mundo no jogo anterior, Drake desta vez está à procura de um tesouro que já possui uma longa história em sua vida, um decodificador que assim como o seu anel, pertenciam a seu antepassado Sir Francis Drake.

Porém para obter este, ele deverá descobrir os segredos por de trás de uma mulher e sua sociedade secreta, ao longo do caminho também descobrindo mais sobre o passado de seu antepassado.

Jogabilidade

Diferente de Uncharted 2 que não chegou a mudar muito de gameplay comparado ao primeiro jogo, Uncharted 3 fez algumas mudanças significativas, sendo a primeira e maior mudança, a revisão no sistema de combate, que agora lembra bem vagamente o da série Arkham do Bátima, com até o esquema de botões similar, porém esse é bem mais simples, mais lento, e mais tranquilo, não necessitando que o jogador seja extremamente preciso com o apertar de botões.

Outra mudança que não parece muito grande, mas afeta todo o gameplay, é que agora Drake pode jogar de volta as granadas dos inimigos caso estas estejam perto o suficiente, e ele acertar um “mini game” de ritmo aperto no momento certo para jogar a granada de volta. Porém caso errar, é nececessário sair correndo como o de costume, isso muda todo o ritmo do gameplay, pois agora caso uma granada cair no seu pé, não é mais necessário sair correndo a mil km por hora para não morrer, por boa parte do tempo.

Com apenas uma simples mudança, o gameplay se torna bem mais dinâmico.

Mas deixando agora as mudanças de lado, vamos falar sobre o que realmente interessa na franquia, os set pieces, e assim como Uncharted 2, o jogo possui alguns, porém os únicos 2 de real destaque, são as cenas do barco e avião respectivamente, o jogo possuí alguns outros mas eles não são tão memoráveis quanto o deu antecessor, e além disso ambos estão bem próximos, então não chega a rolar um espaçamento tão bom. Não que eles sejam ruins, o jogo mantém a qualidade destes aspectos, porém eles realmente não são tão marcantes.

Agora que terminamos de falar das partes boas, e hora de falar dos pequenos problemas do jogo, já que assim como os seus antecessores, este terceiro não escapa de ter os seus problemas.

Bem vamos começar falando da IA dos seus companheiros, ou melhor falta dela, por algum motivo, quando você está acompanhado da IA, diferente dos jogos anteriores, ela não te ajuda em nada, se você for agarrado por um inimigo ou alguma outra situação normal, ela simplesmente fica olhando sem fazer nada, o que é realmente estranho.

Outro ponto é novamente no balanceamento, ou melhor falta dele em alguns momentos no meio do jogo, e principalmente no final, algo que já foi dito em ambas as críticas dos jogos anteriores e voltou a se repetir aqui, apesar que depois de dois jogos era imaginado que no 3º isso não ocorreria mais, já que muitas vezes a quantidade e tipo de inimigos é exagerada, normalmente com um combo de snipers, granadeiros e caras da shotgun.

Para dar uma quebrada nessa linha de problemas, vamos ver aqui uma imagem de uma parte boa do game.

Uma coisa que talvez não seja para todos, e é algo bem relativo, a o quão enrolado este jogo é comparado aos seus antecessores, mais ainda sim está longe de ser o jogo mais enrolado da franquia (o vencedor deste título é o seu sucessor) existem alguns capítulos que você não faz nada além de andar e conversar, algo que o jogo anterior também fazia, mas em menor quantidade, além disto o capitulo 18 inteiro podia ser removido e transformado em uma cut scene, pois você não faz nada além de andar por um deserto sozinho e delirar.

Algo que também não é surpreendente ser um ponto negativo a essa altura é o elemento sobrenatural do jogo, que novamente assim como nos jogos anteriores é bem desnecessário, além de os djins serem uns bullet sponge que precisam de literais 2 pentes e meio uma metralhadora pra matar, eles podem se teleportar e jogar uma bomba que é insta kill, divertido não?

Para finalizar esta parte da crítica assim como as anteriores, a boss Battle final desse jogo é melhorzinha que a do 2, porém no final se resume a fazer um monte de QTEs até você vencer, ao menos ela não tem alto fator de bullshit que nem a boss Battle final de QTE do primeiro jogo.

Gráficos

Como é de praxe em qualquer série, a cada jogo passado os gráficos melhoram, com raras exceções acontecendo volta e meia por este plano terreno, porém Uncharted 3 não é desses casos, pois o segundo jogo já é um dos mais bonitos do PS3, esse aqui então talvez só perca para o primeiro The Last of Us.

Apesar de um deserto não ser o melhor exemplo para se falar de gráfico (já que estes normalmente não têm nada) o deste jogo é bem bonito, e com bastante detalhe, nas pegadas, areia voando, Drake se sujando todo quando cai, etc.

O jogo possui muitos cenários bonitos, mas os destaques ficam para o Chateau na França, que está abandonado e todo coberto de mato (lembra um pouco o que a ND ia fazer com o TLOU futuramente), a parte do deserto com o Drake explorando a cidade abandonada, e principalmente a parte dos barcos, o jeito que eles se movimentam com as ondas e o set piece no barco principal são demais.

História

Assim como os seus antecessores Uncharted 3 ainda segue o mesmo esquema de história aventurosa, com Drake indo atrás de algum tesouro muito valioso, mas que no final tem algo mágico destruído e pode acabar com o mundo, porém dessa vez ela é levada um pouco mais séria que os outros, e bem mais presente também, algo que iria aumentar em dobro no seu sucessor.

Drake ainda faz piadas como é de praxe, porém em um nível bem menor que nos jogos anteriores, sendo que em alguns momentos ele até age meio fora de personagem, estando obcecado em encontrar o tesouro que seu antepassado não quis encontrar.

Pela primeira e única vez também temos uma vilã principal, ao invés de vilão, esta que é líder de uma sociedade secreta do qual no passado Sir Francis Drake fez parte, ela é até interessante, e ameaçadora, porém infelizmente não aparece muito no jogo, e tem um final bem qualquer coisa.

Marlowe é até interessante, pena que foi tão mal aproveitada.

Falando em final, o deste jogo dá uma sensação de ter sido bem corrido, muitas coisas ocorrem no ultimo capitulo que parecem ter sido planejadas para mais capítulos, inclusive até rola a leseira sobrenatural, mas diferente dos antecessores não é tão grande, e nem chegamos a ver o monstrão que é citado por boa parte do jogo...

Música

Apesar de a música em todos os jogos da franquia serem similares, cumprindo o seu papel de uma música para uma história de aventura, tenho que dizer que a deste jogo é um pouco mais legal que a dos seus antecessores, com algumas músicas que podem até ficar na sua cabeça, e você relembrar delas quando jogar o jogo novamente.

Além disto este jogo é detentor do melhor tema do Drake até hoje:

https://www.youtube.com/watch?v=Z14c3VCw640

Considerações finais

Uncharted 3: Drake’s Deception apesar de ter certos problemas como os seus anteriores, está longe de ser tão quebrado quanto o primeiro jogo, e a sua enrolação não chega nem perto do 4º jogo da franquia, ele acaba por ser tão bom quanto o 2, porém de maneira diferente, trazendo um tom um pouco mais sério, algo que o 4 iria trazer de volta e fazer de forma bem melhor, pois aqui algumas coisa do enredo acabaram ficando mal aproveitadas, principalmente a vilã principal que mal aparece.

8.5 8.5 10
Overall
8.5 Gameplay
7.5 Story
8.5 Music
10 Graphics
Adição de mais possibilidades no gameplay, o tornando mais dinâmico
Gráficos muito bonitos, e realmente incríveis na parte dos barcos
A história é mais dinâmica, ocorrendo em alguns lugares ao redor do globo
Loadings basicamente inexistentes
O jogo ainda sofre com desbalanceamento em alguns momentos
Vilã mal aproveitada, e a história é meio enrolada (principalmente no gameplay)
Péssima IA dos companheiros
Leseira sobrenatural ainda existe, apesar de em menor volume
Boss battle final, apesar que melhor se comparada ao do jogo anterior, ainda sim é um QTE safado

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