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hard_waters David Waters


over 3 years ago 2019-03-08

The Last of Us

Eu pensei em não escrever essa critica, por causa que vai ter fã se rasgando de alguém criticar "essa perfeição em forma de jogo", mas eu tenho que falar sobre minha experiência com ele!

Não é o meu tipo de jogo por diversos motivos, ele é estritamente linear, o foco é uma história a ser contada acima de tudo e com os pés fincados numa parada mais real querendo ou não, logo, tinha tudo pra eu continuar detestando a experiência jogar dele, mas no fim das contas, não, eu agora dou meu valor a ele, principalmente por ter me mantido firme até zerar mesmo com todas essas paradas que me levariam a flopar.

*Essa é uma critica com um linguajar bem informal, espero que compreendam. Estão avisados!*

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- Introdução:

Eu não sei exatamente por onde começar pois um assunto vai acabar se relacionando com o outro sobre os quesitos do jogo, mas uma parada eu vou lhes falar, chamar ele estritamente de Survival Horror não tem como, primeiro por que mesmo se levasse a temática acima de tudo pra isso (o que seria chamar Mega Man de jogo de robô, Mario de jogo de drogas...), não teria muito jeito pois você sai muito no tiro com outros humanos, e outra que o gerenciamento de recursos e a escassez deles não é essa parada toda, pois sempre vai ter pra gastar o suficiente na resolução de cada situação, a área em si vai te dar o suficiente pra resolver ela sem medo de usar o que tem de forma natural. Ok da pra chamar, mas eu consigo sentir de forma firme que o foco mesmo está em stealth e ação, da pra chamar de Action Adventure / Third Person Shooter sem ninguém se ofender né?

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- A Estrutura:

Vamos falar de "estar em aventura"? Nem, estamos em uma jornada... Uma parada que não da pra criticar é a ambientação e a beleza desse jogo, é incrível nisso, sem tirar nem por, mas, ae que vem a parada, as vezes ele é contemplativo de mais, você está em um caminho linear de atravessar uma área resolvendo os "puzzles" pra chegar com a Ellie no ponto B, o mapa vai dar certas aberturas, ae fui naquela de sempre tentar achar algo escondidinho, e na grande maioria das vezes não vai ter nada, é só um canto bonito pra você observar, e isso é tão frustrante pra mim, esses momento poderiam ser mais fechados na minha visão ja que o jogo se propõe a isso, e focar mais na resolução dos problemas de trajeto que é o core dele, eu vejo que muitos jogos modernos tem esse problema do "mais, só pra nada útil", e posso afirmar que essa parada é influencia do queridíssimo Zelda Ocarina of Time nos jogos modernos... Ta ok, pelo menos é mais fechadinho o cenário, o que deixa menos maçante, mas não menos frustrante.

Mas claro que nem tudo é choro, nem tudo é horrível, a parada é que quando o bicho pega, na parte de lidar com inimigos o jogo brilha, seja fugindo correndo feito um animal quando possível (sim, uma das minhas primeiras missões eu passei pulando tudo e correndo que nem um animal, fugindo de bala pra chegar no ponto B, chamei de estilo Mario de se jogar), seja na maciota procurando rotas e se escondendo dos inimigos, seja na base da porrada limpando tudo na porrada na bala ou usando das armas construidas, ou misturando todas essas possibilidades, pois sim, é possível conseguir moldar sua estratégia pra superar aquela área, é muito de boa meter bala, dar uma corrida se esconder e sair de vista e vice versa, o jogo é bem justo e gostoso nesse quesito. Falando em ser justo, os check-points são a parada mais justa que tem, pois como você é um humano, se levar bala ou muita porrada, ou for bater de frente com um infectado cabuloso, vai morrer, mas tudo bem pois é tudo muito dinâmico, vai voltar do ultimo check-point exatamente como estava pra tentar novamente resolver aquela situação de outras formas, curti bastante esse "faça certo ou dê um jeito".

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- Se aprofundando em  Jogabilidade / Mecânicas:

Resolver os puzzles com a Ellie não deixam de ser divertidos, como ela não nada geralmente temos que dar um jeito pra ela atravessar partes inundadas, ou mesmo usar da estrutura do obstáculo com os dois personalizes, somando a força do Joel com a leveza e tamanho da Ellie.
As partes de "ação" geralmente são meio que labirintos que tem que atravessar do ponto A ao ponto B, como o jogo é uma jornada a parada é essa, vc tem que chegar em tal lugar, então a parada é atravesse essa área, e acabou que algumas vezes me perdi tentando encontrar o caminho e sendo pego de surpresa pelos inimigos enquanto tentava me esgueirar, "poxa que level design bagunçado", mas nem! A parada é que nesses momentos o jogo te da tanta possibilidade, recursos em certas salas, que acaba meio que sendo uma parada positiva pra possibilitar essas diversas formas de resolver a área, somado ao dinamismo de reiniciar e aprender errando e experimentando, que uma hora vc vai achar seu modo de chegar onde deveria, e vou falar procês, é realmente divertido resolver essa situação e é muito bem pensado diferente do que eu achava. Maaaaaaaaaas, uma coisa que não curti (até por que ja falei que não curto esse pé na realidade) foi a movimentação e principalmente a câmera, a movimentação é meio enroscadona, você se move e o turn do boneco ta todo na câmera, que é tão enroscada o quanto, então fica nessa da total dependência de uma coisa com a outra, não acho que é algo negativo pro que o jogo se propõe, em um ponto negativo a ser considerado, eu quem realmente não sou chegado e ja curto algo por mais que mais pesado, mais livre, não sei o quanto isso ficou compreensível mas espero que tenham sacado de alguma forma...Aqui é o unic ponto que vou falar do infectados, pois acabam não sendo o foco do jogo e sim a culpa da situação do mundo, mas eles complementam muito bem o combate. os infectados comuns são humanos ferozes que correm como loucos e atacam desesperadamente que ainda da pra sair na mão, os estaladores são cegos e muito mais fortes, pegou você é HK, sem chance, o bagulho é meter bala antes de se aproximatrem se for enfrentar ou pegar na surdina, e os baiacus são o estagio final da evolução, paredes de fungos humanoides, só foge, se não vai ter que despejar munição / recurso neles.

Os upgrades do jogo são bem bacanas, os coletáveis não tão ae de mão beijada mas tão por aí sim pra que isso seja possível, logo há uma progressão bacana nas melhorias do personagem e você pode focar no que melhor se adequar a você, no meu caso HP, agilidade, e balanço de mira (pois sou um ruim que pqp pra mirar), essas pequenas liberdades do jogo são bacanas, assim como a variedade de armas, que apesar de pequena faz a diferença e da boas possibilidades, além de que as armas não dependem só dos pontos coletáveis pra distribuir, você tem que achar ferramentas pra que possibilite subir seu nível de aprimoramento, além de que as armas só é possível em lugares específicos, o balanceamento da jornada é bom (dica do meu irmão, upem tudo do lança chamar e sejam felizes na reta final do jogo). E por fim temos os itens "secundários" como garrafas e tijolos que são bons pra ajudar a se esconder, a bomba de fumaça que mal usei, coquetel molotov e a maravilhosa granada de pregos. É, na porrada esse jogo não tem limites, tenho que dar o braço a torcer e admitir que ele faz isso muito bem!

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- Arte / Aspectos Técnicos:

Sobre a parte artística e aspectos técnicos, caras, é simplesmente impecável! O gráfico da pra afirmar que é o melhor da geração fácil, a ambientação é animalesca, a direção de arte é muito boa, a direção de som é foda (apesar de dar umas zoadas as vezes do boneco tar longe falar pra cacete e não conseguir alcançar ele), a trilha é muito boa e só tem a somar com a ambientação visual e situacional. Poucas vezes eu achei o jogo dar aquelas engasgadas, porém tem uns bug bonitão, tipo eu tentar passar de um lugar de cavalo, ele não ir, eu tentar fazer a volta com o cavalo e ele ser catapultado pra onde eu queria ir inicialmente (alias, foi o jogo que mais curti andar de cavalo), e coisas como no penúltimo capitulo do jogo, no jogo de gato e rato da Ellie com um filho de uma puta escroto lá, tem como você acessar uma janela e cair lindamente no limbo, ou o Joel cair tremelicando, mas nada que atrapalhe efetivamente a jogatina. E por fim os cortes de cena meio nada a ver, você sai da cutscene e tipo, ja deu um skip que não era pra ter dado aparentemente no continuísmo da bagaça, maaaaas, pra entrar na cutscene nunca vi nada zoado, pelo contrario, sempre vi um encaixe muito do bem feito, acho que faltou dar uma polida pra sair de algumas delas só... E apesar dos cenários bonitos meus amigos, o mundo é um lugar fodido, que jogo brutal e violento!
Sabem o que é mais engraçado disso tudo? A trilha não faz nem um pouco meu estilo, temática pós apocalíptica não é minha favorita, não me importo com gráficos realistas e essa coisa quase sempre marrom verde e cinza, suja, eu não curto, mas achei tudo muuuuito bom pro contexto dele, na proposta e realização.

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- Enredo / Estória:

Agora o ponto mais alto do jogo, que poxa, aí é o show do bagulho! Como um jogo de jornada compreendo que ele seja linear e te jogue do ponto A ao B da fase pra continuar, não gosto dessa estrutura como jogo, mas pra contar a história não teria como ser feito de outra forma e agora aceito bem isso. E o brilho dele não é por que a história em si vai crescendo e os cacete, mas pelo como o jogo aborda as interações humanas no geral e personalidades dos protagonistas, a evolução deles. É um mundo cheio de desgraças, cheio de gente tentando sobreviver e nisso encontramos gente de todo tipo, de todo tipo mesmo, o que gera vários conflitos e tipos de empatia diferentes, mundo cão do cacete, cada um por si, mas todo mundo fodido igual, sacam? Por mais lixo que certas pessoas sejam, você consegue ao menos conceber o por que das ações dos personagens que vai conhecendo, por mais que não concorde e tenha asco de tais atitudes escrotas ou desesperadas. Eu não vou dar spoilers pois essas jornada, sentir essas interações é a parada que mais vale a pensa do jogo, então joguem (viram, a coisa dos infectados é bem plano de fundo da profundidade do que o jogo representa, é muito mais uma motivação).

Pra fechar, a única coisa que quero falar nesse sentido é sobre os protagonistas, que não são simples estereótipos, são humanos cheios de camadas. Ellie é uma adolescente pentelha, ao mesmo tempo que é uma guria casca grossa que faz o que tem que fazer pra se livrar do problema, é compenetrada pra caralho em cumprir sua meta, mas também é compreensiva e doce do jeito dela quando tem chance pra isso, além de sonhadora e até um pouco idealista, as vezes até se aborrecendo com isso, mas sem deixar sua coragem de enfrentar o mundo, apesar de seu nível de raiva e stress só subir no decorrer da jornada por esse mundo desgraçado. Joel é um velho cansado, mas que é bom no que faz, faz por merecer da reputação que tem pelo seu trampo, por mais que amargo com a vida bosta que tem e de tudo o que a vida tirou dele é sim um paizão, mas também é um filho da puta com um lado obscuro, mexeu com ele, fodeu, pois o cara é extremamente sádico e brutal! Excelentes personagens!

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- Conclusão

Resumindo, The Last of Us é uma jornada, em um mundo desgraçado, mas em rumo a esperança, mas que isso no fim das contas não importa, o que importa são as interações durante esse grande ponto A ao ponto B. Quase tudo que se propões faz bem, apesar das ressalvas que faço sobre contemplação a toa, e de ser uma linha reta movida pra cumprir a continuidade do enredo, mas que não poderia ser diferente pra poder contar essa éstória. Não tem naaaaaadaa ver com meu gosto no geralzão mesmo, apesar que a parte de "combate" armas e tal realmente me agradou, mas mesmo não cabendo em muitos dos meus gostos eu vou dar o braço a torcer, pode não ser a perfeição como se rasgam por aí, mas é sim um jogo muito bom!

9.0 9.0 10
Overall
8.0 Gameplay
10 Story
8.0 Music
10 Graphics
Ambientação perfeita.
Melhores gráficos da geração.
Enredo excelente.
Soluções variadas para situações de combate.
Areas vazias simplesmente comtemplativas.
Linearidade de mais, apesar da proposta.

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