Medium picture

thecriticgames Matheus Pontes

Autor do livro Canções de Bruxas e Rapsódias de Fadas Negras disponível na Amazon em ebook.


about 1 year ago 2020-05-19

BioShock Infinite

A busca por uma utopia, a construção e a idealização de uma são sonhos antiquíssimos da humanidade, sonhos tido como impossível para muitos, não para Andrew Ryan e sua cidade submersa de Rapture, um paraíso para as grandes mentes que se mostrou um verdadeiro pesadelo e inferno aquático nos dois impressionantes jogos anteriores que marcaram a industria com temas em torno de destino, identidade, poder e consequência das escolhas, ganancia e laços familiares (e cujas criticas podem ser lidas aqui aqui respectivamente). Mas é chegada a hora de sairmos enrugados do fundo do mar para um paraíso, um paraíso mais alto, acima da superfície e das nuvens, um tão incrível como Rapture, mas sem nenhum de seus problemas, é hora de viajarmos a Columbia de Bioshock Infinite.

Infinite é o terceiro jogo da franquia Bioshock, mesmo não seguindo direta dos jogos anteriores (ainda bem porque Bio 2 terminou lindamente e com chave de ouro aquilo ali, meu Deus do céu coisa maravilhosa), aqui saímos do fundo do mar para uma outra utopia, o paraíso aéreo de Columbia, carregado de inspirações americanas do século XIX. A trama toda tem inicio no ano de 1912, 48 anos antes do primeiro Bioshock com Booker DeWitt, um investigador particular e ex-agente Pinkerton (uma agencia nacional dos EUA que existiu e existe de verdade até hoje, famosa por ter prevenido o assassinato do Presidente Lincoln) com um passado triste ligado tanto a questões particulares de sua família quanto a sua participação no Massacre de nativos americanos no Wounded Knee em 1890 (outro fato real) alem dos seus problemas de apostas e bebidas que criaram o seu presente atual afundado em dividas. Para sanar todas elas Booker aceita uma proposta, resgatar de uma cidade conhecida como Columbia uma jovem de nome Elizabeth e com isso limpar todo o seu débito. A missão o leva até um farol (assim como no primeiro jogo) onde o mesmo é lançado ao ar por um foguete automático, nada mais que o acesso ao paraíso oculto do mundo sob as nuvens onde Elizabeth estaria.

Parte da historia do game é contada por meio de diálogos gravados nos Voxophones, os Audio Diary de Columbia alem dos Cinetoscópios, aparelhos onde o jogador pode assistir micro-filmes em preto e branco que revelam um pouco da historia da cidade.

O game já se destaca em sua trama e mundo pela forte presença do protagonista, já que diferente de Jack e Delta Booker fala, tem face e modelo fixo e tem toda uma personalidade forte montada e decidida e isso e´algo totalmente aproveitando durante a trama. Columbia logo de cara assim como Rapture parece um paraíso maravilhoso mas a seu próprio modo, ao invés de um lugar para reunir os gênios em um propósito de criação e prosperação Columbia visa ser o lugar ideal para pessoas de boa índole e esforçados viverem sem problemas. Idealizada por Zachary Hale Comstock Columbia é uma cidade flutuante movida a tecnologias que envolvem tanto hélices, balões, propulsores e levitações quânticas providas por uma das varias descobertas cientificas da cidade a partícula Lutece, (pois Columbia é também uma cidade de inovações tecnológicas como Rapture) de uma cultura fortemente atrelada ao patriotismo e idealismo americano, com forte presença religiosa extremista que tem Comstock como seu pastor. Tudo parece lindo, incrível e futurístico em Columbia, mas como um espelho com reflexos "diferentes mas idênticos" a Rapture a cidade tem de seus problemas, racismo institucional, elitismo, supremacismo branco, divisão de classes, pureza racial, extremismo religioso, ultra nacionalismo, temas tensos e pesados que remetem não apenas a realidade mas dependendo da sua realidade remetem a atualidade também e que fazem parte da realidade de Columbia sendo temas fortes e presentes no jogo, como a pressão contra as minorias que puderam adentrar Columbia com o mero propósito de realizar os piores trabalhos da cidade o que gerou um enorme conflito que se encontra no ápice na nossa chegada, conflito esse entre Os Fundadores como é denominado o grupo extremista leal a Comstock e a Vox Populi, latim para Voz do Povo, um grupo formado majoritariamente por negros, latinos e outras minorias demonizadas e exploradas pela elite, que iniciaram sua luta por liberdade se tornando eventualmente radicais mais violentos que Os Fundadores.

Comstock diz poder prever o futuro e as ações de seus inimigos mantendo a cidade segura, ele alega a população tambem fortemente da presença do falso profeta um homem com a marca AD nas mãos que trara a ruína para a cidade, o homem com tal marca não é ninguém menos que Booker.

O gameplay do jogo é assim como os jogos anteriores um FPS com uso de armas e poderes e ação intensa, as primeiras novidades a se citar aqui é a alta destreza de Booker o que da uma jogabilidade muito ágil bem diferente dos Bioshocks antigos e os mapas que por serem aéreos oferecem maior liberdade para o jogador com o claro limite de que você não vai querer se jogar para fora da cidade para uma queda mortal. Booker pode atirar, correr, pular e conta com um sistema de escudo em forma de uma barra amarela que se recupera sozinho (vida, escudo e a mana podem ser evoluidos em até 10 níveis com poções de upgrades encontradas), mas Booker só pode andar com duas armas ao mesmo tempo dentre 14 armas diferentes dividas entre as duas facções da cidade, a dOs Fundadores sendo armas azuis e a as armas da Vox Populi marcadas em vermelho mais poderosas mas com suas próprias fraquezas e cada arma podia sofrer até 4 upgrades diferentes em algumas maquinas, contrario a Bio 2 os upgrades utilizavam dinheiro e as maquinas não quebravam após o uso. Uma arma em questão que devo citar é o Sky-Hook que trata-se na verdade de uma ferramenta sem upgrades obtida logo no começo que não apenas serve como arma branca para os ataques a curta distancia, como também permite ao jogador realizar finalizações violentas e viajar por algumas das localizações da cidade através dos Sky-Lines linhas que passam entre os blocos flutuantes da cidade ao qual o jogador pode se pendurar com o Sky-Hook permitindo saltar do chão e grudar neles com auxilio de elementos magnéticos de ambos apetrechos o que também confere ao jogar a chance de saltar dos Sky-Lines direto sobre os inimigos com uma pancada.

O jogo de forma similar a um RPG usa um sistema de armaduras, os Gears que permitem a você equipar itens com diferentes efeitos em até 4 slots: chapéu, calça, camisas e sapatos que dão bonus para o jogador, escolher o melhor equipamento para o combate é parte do preparo.

Assim como em Bioshock tínhamos os plasmides Infinite nos confere nossa própria leva de poderes através dos vigores, nome diferente, uso diferente (é bebido não injetado), poderes similares mas sem os contra-tempos do primeiro e encontrado em abundancia, usa da mesma mecânica de mana e funciona de forma similar ao segundo jogo onde podemos usar a arma e o poder ao mesmo tempo. Os vigores podem todos ser utilizados de duas formas diferentes, normal ou carregado como armadilhas similar aos plasmid-traps do segundo jogo, os upgrades feitos nas maquinas conferem novas funções aos vigores ao invés de elevar o nível dos mesmos como nos games anteriores sendo 2 efeitos extras para cada vigor a sua escolha; há 8 vigores no jogo ao todo: Bucking Bronco que faz os inimigos flutuarem sem defesa e ao ser carregado vira uma armadilha que os faz flutuar temporariamente , Charge que realiza investidas com o Sky-hook ou investidas ainda mais mortais quanto mais tempo é carregado o ataque, Devil's Kiss que dispara bombas explosivas de fogo e que vira uma mina explosiva de chamas quando carregado, Murder of Crows que invoca corvos carnívoros similar aso ratos de Dishonored para atacar os alvos ou os deixa estacionados em um ponto fixo quando carregados, Possession que controla maquinas (e com o upgrade certo humanos) a lutar pelo seu lado fazendo também maquinas de vendas soltarem moedas para você como um hack e que ao ser carregado é depositado no lugar como armadilha estacionaria,  Return to Sender que cria uma barreira que bloqueia todos os tiros e ao ser carregado absorve tiros enquanto carrega e os libera como um orbe explosivo que vai de encontro ao alvo ou fica parado como uma mina, Shock Jockey que dispara choques elétricos de forma similar ao plasmid elétrico dos games anteriores mas que ao ser carregado solta cristais eletrificados que eletrocutam todos os alvos próximos, e não menos importante Undertow que dispara um jato d'água que empurra o alvo ou carregado gera um tentáculo de água que puxa o inimigo de longe o imobilizando na sua frente como escudo humano ou alvo fácil para seus tiros.

Uma das maiores mudanças também de Infinite que tem um teor meio negativo para uns é que o jogo sumiu com todo e qualquer elemento de terror ou survival horror que ele tinha nos jogos anteriores.

É nessa """maravilhosa""" cidade de jogos, extremismos politico-sociais e poderes insanos que Booker topa com Elizabeth a donzela a ser resgatada, uma jovem bela e carismática que vive trancafiada numa torre tendo como companhia principal mas não exclusiva livros através dos quais a mesma aprendeu muito sobre o mundo afora, uma vez resgatada por Booker o qual a convence a segui-lo pela perspectiva de leva-la a Paris um de seus sonhos Booker terá de lidar com o companheiro principal da moça, seu guardião e carcereiro Songbird, um tipo de pássaro monstruoso enorme com obvia alusão ao Big Daddy que ira perseguir Booker e Elizabeth por parte da trama e que serve como uma espécie de bicho-papão de Columbia. Elizabeth não é apenas carismática e bonita ela é inocente, cativante, curiosa sobre o mundo a sua volta sobretudo com respeito as musicas e as pessoas a sua volta, e a mesma é dono do misterioso poder de abrir os "teares" versões de uma realidade alternativa de um local ou objeto encontrado pelos personagens, por exemplo, ela pode utilizar o poder em um prédio trazendo ali um gancho que havia apenas em outra realidade para ser usado com o sky-hook quando não trazer uma arma ou item, o que esses poderes tem a ver com o mundo de Infinite você terá de jogar para saber, mas so posso salientar que tais poderes vão apresentar mais um elemento importante do mundo e trama de Infinite, as infinitas realidades temporais alternativas sendo a origem do nome do jogo também. Elizabeth pode ser facilmente colocada como uma das melhores ajudantes do mundo dos games assim como Atreus, ela não precisa ser resgatada, pode abrir fechaduras com grampos encontrados, procura dinheiro para o jogador durante a exploração e ainda se da ao trabalho de caçar armas, itens de cura e "salts" a mana do jogo para você quando se tem necessidade, e ela te passa isso tudo em meio ao combate jogando para Booker os itens sem necessitar que você vá até ela.

O gameplay de Infinite é o mais ágil e funcional da série até então o que é ótimo, só é esquisito o mesmo nunca ter recebido um modo multiplayer online como o jogo anterior, Infinite parece perfeito para isso.

A dificuldade do jogo é a melhor até então, sendo a mais equilibrada de todas e que por consequência disso fazer de Infinite também o jogo menos massante, não há nenhuma parte dele que seja tão chata ou entediante de se fazer (ao menos não no nível de uma ou outra parte dos jogos anteriores). Diferente dos jogos anteriores onde a facilidade era imensa e o desafio era fraco Infinite é beeeem desafiante, ele te obriga a usar estratégia e a cabeça com os diferentes usos dos poderes para sobreviver. Inimigos são bem mais inteligentes avançando com cautela, utilizando coberturas e tentando não te atacar sozinho, dentre eles destaco dois, os Fireman que são caras presos em armaduras inspiradas em fornos de combustão que avançam sobre você enfurecidamente soltando fogo e o outro é Handyman, o ser mais desafiante que encarei até então nos 3 jogos da série sendo idosos presos em corpos robóticos com um coração artificial, são verdadeiros pesadelos saltando por toda a cidade, podendo te perseguir por QUALQUER lugar te pegando mesmo caso você se pendure nos Skyliners (eles podem eletrocutar as linhas) alem da resistência acima da média. Nos aspectos técnicos e visuais o jogo como os anteriores vai super bem, a direção de arte do jogo é acertada com a construção da cidade, dos habitantes te colocando naquela época e naquele mundo e isso fica até assustador quando se vê o lado mais sombrio da cidade com as propagandas extremamente xenofóbicas espalhadas em posteres e brinquedos que seriam demais para citar aqui aumentando ainda mais o tamanho da critica, o feio talvez sejam alguns modelos humanos, existe muita gente feia mesmo para os padrões de Bioshock não passando nem nos padrões de realismo nem nos padrões de cartunesco, é esquisito, alem de não ter um elemento visual impressionante pelo realismo como a água dos primeiros Bioshocks (tem água aqui numa praia em uma parte, mas não é nada como a dos primeiros jogos), alem do cenário ser bem menos destrutivo. A trilha sonora é como sempre aquele marco esperado, tanto com as musicas próprias do jogo, como com as musicas licenciadas que estão aqui para dar a atmosfera da coisa toda e pasmem, são mais de 50 delas te colocando na época e são musicas muito boas, o voice acting também é show de bola e presente muito mais por conta de Elizabeth e Booker do que através de personagens secundários como nos jogos anteriores, nisso eu sinto falta de alguém excepcional aqui como alguns dos guias e vilões dos jogos anteriores, Elizabeth é a melhor mas não chega ainda no nível de figuras como Andrew Ryan ou Sofia Lamb, embora isso seja muito mais da construção dos personagens do que do VA em si.

Mesmo Comstock é um personagem bem fraquinho e sem graça comparado aos vilões dos episódios anteriores. Em contra-partida Elizabeth é uma otima personagem, tanto em história quanto em gameplay.

Apesar destes elementos Infinite traz algumas falhas um tanto tristes, a primeira e mais obvia de todas é a ausência de um Big Daddy e de sua Little Sister, eles fazem muita falta aqui mesmo tanto em gameplay como em construção de mundo e atmosfera (alias o jogo é bem menos atmosférico) e Songbird não é nem de longe um substituto a altura porque simplesmente, SPOILER, você nunca o enfrenta furante o jogo, ele não é um chefe nem nada, é apenas uma peça da trama para mover a própria trama tendo relevância apenas em um momento do gameplay e não é como um inimigo o que é frustrante uma vez que ele era um dos marketings do jogo e isso porque o bicho tem uma ideia até maneira. Um mapa também faz muita falta aqui porque os cenários são imensos, cheios de itens e objetos importantes a se coletar e você se vera perdido tamanho são os lugares, principalmente porque é possível revisitar boa parte dos cenários visitados anteriormente, no máximo ao apertar o Select uma seta pelo chão vai lhe dizer o caminho. Outra mudança drástica é a ausência de um sistema de escolhas, sem Little Sisters o jogo não encontrou forma de remediar isso, assim como no jogo anterior há algumas escolhas ligadas há NPCs mas são de efeito minimo na trama e no gameplay e não mudam o final, visto que até isso pode chocar os jogadores dos games anteriores pois mesmo abordando como parte de sua trama linhas do tempo alternativas e tal ele se limita a ter um único final, que merece ser dito é um profundo AME ou ODEIE há pessoas que o cultuam como um dos melhores finais de todos os tempos enquanto há um outro time de jogadores que diz que o final não faz sentido algum e isso vai influenciar bastante como você vai ter o jogo para si após zera-lo, só lhe digo que não é uma questão tão pratica de se debater e nem de se compreender.

Os gêmeos Lutece são um par de gêmeos misteriosos e com propósitos tão misteriosos quanto que aparecem para a dupla de heróis durante a trama dando informações de forma enigmática.

E QUANTO AS DLCs????

Houveram 3 DLCs para Infinite e todas otimas, a primeira que destaco aqui é a Clash in the Clouds, praticamente o Protector Trials daqui sendo séries de desafios para o jogador encarar e são muito, mas muito divertidas. Tendo a forma de um museu interativo onde o jogador pode habilitar modelos, concept arts e kinetoscopios extras cabe ao jogador encarar em até 4 mapas ondas de inimigos diversos onde o jogador deve sobreviver e alternativamente cumprir algum objetivo secundário em combate. São 15 ondas em cada mapa totalizando 60 ondas e o legal é que se você não se julgar um cara muito bom você ainda sim tem chance de melhorar, tentativas fracassadas ainda te fazem manter uma grana que pode ser utilizada em upgrades para os vigores e armas, todas elas estão disponíveis aqui e se você jogou uma vez o game e se arrependeu de não usar ou evoluir o suficiente uma arma esta na hora de eliminar esta necessidade. O detalhe fica por conta do modo possuir um objetivo e um final, o objetivo aqui esta em comprar todos os itens e vencer ao menos uma vez a ultima onda de cada um dos 4 mapas. O museu tem seus próprios segredos como uma area secreta relacionada aos gêmeos com voxophones contendo maiores detalhes da história e um tear liberado ao se descobrir tudo que funciona como final da DLC e um puta de um mind-blow para a época como ja li em relatos, efeito que se perdeu hoje com as DLCs seguintes já lançadas.

O modo possui assim como o desafio da rosa das Challenge Rooms do primeiro o desafio dos lanços azuis, cada desafio de Clash in the Clouds possui um objetivo secundário a ser cumprido, os selos apenas são desculpa para um troféu, mas vale a pena cumprir e recumpri-los sempre que puder pra obter mais grana.

Burial at Sea é a DLC de duas partes de história lançado posteriormente. A primeira delas o Episode 1 coloca o jogador novamente na pele de Booker em uma trama que ocorre em 1959, prefiro não revelar muitos detalhes para não estragar a surpresa mas ela coloca o jogador no papel do protagonista em uma investigação de busca por uma jovem desaparecida e o lugar onde Booker realiza tais investigações? Nenhum outro se não Rapture, em seu auge e prosperidade anos antes do desastre que a acometeria. A DLC faz a derradeira ligação com os dois primeiros jogos da série e devo falar o quão lindo é visitar Rapture e vê-la com os novos gráficos, vendo também como era aquela realidade utópica com plasmids tendo seu uso original e casual em ação, e Big Daddies marcando presença como os reparadores da cidade que eles eram, e nosso favorito dos Big Daddies, Bouncer. A DLC traz 6 armas, algumas delas contra-partes das armas de Infinite como o Air Grabber que é uma cópia do Sky Hooker alem de uma arma nova a Radar Range, uma arma bizarra na forma de um radar-ventilador que faz inimigos explodir, alias os inimigos sãos os Splicers em seu retorno triunfante que trazem consigo todo o ar de survival horror e terror do jogo original. 5 vigores estão disponíveis com destaque para estreante Old Man Winter, que dispara projéteis congelantes conseguindo criar pontes nos vazamentos de Rapture e que vira uma mina congelante quando carregado. A unica coisa que estraga essa DLC mas bem estragado para mim é a construção de mundo em dados pontos, por exemplo ao invés de voxophones você encontra os bons e velhos audio diarys, só que você encontra também cinetoscópios que são tecnologia de Infinite e não de Rapture estragando muito a sensação de imersão da coisa, some isso aos vigores que alias, não são vigores, são plasmides, mesmo não existindo vigores em Rapture, custava trocar o Devil Kiss pelo Incinerate! ao invés de fingir que trocou?

Esse ventilador não é só inusitado, é divertido pra caralho de se usar.

O segundo episódio da DLC segue após o perturbador final da primeira DLC onde assumimos o papel da ajudante de Booker da primeira DLC que busca resgatar a todo custo Sally a jovem que Booker estava tentando resgatar. A heroína é muito mais frágil que Booker e não possui o sistema de escudo obrigando o jogador a seguir no modo stealth durante todo o gameplay o que deixa tudo mais tenso, mesmo porque a DLC tem o dobro da duração da anterior, em contra-partida podemos coletar kits médicos, até 5 deles, carregar varias armas como no game original e entrar em dutos de ventilação. 5 armas estão disponíveis, alem do Radar Range do episódio anterior temos como novidade uma besta que usa 3 munições diferentes, tranquilizante, bombas de gás e projeteis que emitem ruídos para atrair inimigos em uma dada direção, ótimos para o gameplay furtivo. 4 vigores estão disponíveis aqui, alem do Old Man Winter outro há duas novidades do episódio, Ironsiders que cria um escudo que bloqueia projéteis e coleta munição não possuindo versão carregada e o Peeping Tom que leh faz enxergar inimigos através de paredes e quando carregado te deixa invisível desde que se mantenha parado, essencial para se vencer a DLC, os upgrades deste e do Ironsiders se dão na forma de itens encontrados no mapa e recomendo muito que os procure e os use pois são essenciais. A DLC é ótima, ainda melhor que a primeira e tem a presença marcante de algumas figuras chaves da lore de Rapture como Atlas, Suchong e Andrew Ryan e é muito, mas muito triste e ao mesmo tempo muito recomendada pra quem jogou o primeiro game, não por Rapture, mas pela sua conclusão (esta sim em minha opinião me conquistou da forma que o final do jogo não me conquistou) batendo na tecla das escolhas te fazerem, o tema do primeiro jogo e mostrando como Jack, o protagonista do primeiro jogo não era apenas uma figura especial para aquele game, mas uma figura importante para o próprio destino sendo uma peça crucial para por fim ao ciclo de violência em Rapture.

Um dos momentos mais comoventes da saga em minha sincera opinião, onde vemos a primeira ligação de sucesso ocorrendo entre Little Sisters e um Big Daddy e de forma natural e tocante.

Bioshock Infinite é mais um episódio incrível da saga, ainda que tenha seus obvios pontos fracos ele não é desmerecido de forma nenhuma comparado aos seus predecessores, acaba no fim sendo muito mais uma questão de preferencia, prefiro os outros a ele, mas não nego sua qualidade.

9.0 9.0 10
Overall
8.5 Gameplay
9.0 Story
10 Music
8.5 Graphics
Gameplay ágil e dinâmica, temáticas e tratamento das mesmas temáticas, personagem da Elizabeth, DLCs.
A maldita falta de um mapa, falta do sistema de escolhas que tornam a historia mais linear, falta de um multiplayer e o fato de possuir apenas um final.

8 of users found this review helpful.


Outras críticas do mesmo autor:

Keep reading → Collapse ←
Loading...