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over 3 years ago 2019-04-02

Yu-Gi-Oh! Forbidden Memories

Me lembro quando um amigo da família emprestou o Playstation 1 FAT, fiquei muito contente, e a primeira coisa que queria fazer era ligá-lo. O jogo que veio junto com o console era Yu-Gi-Oh! Forbidden Memories, e se eu já estava contente por ter um Playstation( Mesmo que emprestado), fiquei mais ainda quando vi o jogo, pois eu era muito fã do anime e do card game. O enredo se passa no antigo Egito, lá existia um faraó que sempre saía escondido para jogar card game com seus amigos Jono e Teana( antepassados de Joey e Téa), só que nessa mesma noite um mago chamado Seto que acabará de vencer Jono, desafiou o faraó para um duelo, mas o mago acaba perdendo. Depois do duelo, Simon Muran( Simon era quem tomava conta do faraó) aparece e conta que o mago Henshin tinha invadido o palácio e feito seus pais de refém; só que antes de fazerem alguma coisa, Henshin aparece e desafia o faraó; o mago acaba vencendo o duelo com facilidade e após isso, Seto, o braço direito de Henshin, diz para entregar o enigma do milênio; Simon entrega para o faraó e o pede para destruir, só que após destruir, ele acaba ficando preso dentro do enigma. Depois disso o jogo pula para milhares de anos depois, onde um jovem chamado Yugi está participando de um torneio organizado pela Corporação Kaiba, e no meio desse torneio ele acaba encontrando um duelista chamado Shadi, que também uma tinha uma relíquia do milênio; Yugi, através da chave do milênio de Shadi, consegue entrar em contato com o espírito preso do faraó, que explica tudo o que aconteceu com ele e pede ajuda para voltar ao passado, só que para isso ele entrega 6 cartas em branco e diz que Yugi tem que recuperar as relíquias milenares através dessas cartas para poder retornar a sua época e impedir o reinado de Henshin.

A história pode parecer um pouco familiar para quem acompanhou o mangá ou o anime, e a explicação disso tudo era que Kazuki Takahashi, o criador de Yu-Gi-Oh! estava participando do desenvolvimento do game, só que na época do desenvolvimento, o mangá estava apenas no começo, então o enredo do jogo acabou servindo como uma espécie de "teste" para o último arco do mangá, que aconteceria muito tempo depois do lançamento do game, mas é lógico que há algumas diferenças, por exemplo: No mangá eles duelavam através de pedras, as cartas só foram inventadas milhares de anos depois por Pegasus, enquanto no jogo eles já duelavam usando cartas mesmo no antigo Egito. Como Forbidden Memories foi lançado enquanto o mangá ainda estava no começo, a Konami utilizou as regras em que não precisava fazer nenhum sacrifício para invocar monstros, pois os sacrifícios só foram colocados no arco das batalhas da cidade, que ainda não tinha começado. Outro ponto interessante na gameplay foram as fusões, que era algo que já existia na obra original, mas utilizavam uma carta chamada de polimerização, e era apenas alguns monstros específicos que fundiam e não todos, enquanto no jogo não precisava de nenhuma carta para fundir os monstros, por exemplo: Se colocássemos o direcional para cima em uma carta tipo dragão e depois em uma carta tipo planta, poderíamos fazer o B. Dragon Jungle King com 2100 de poder de ataque; só que como na época não tinha tantas dicas pela internet, eu tinha que descobrir sozinho, então eu sempre testava e escrevia em um papel, até eu acabar decorando.

A estratégia do jogo era bem simples: invocar sempre o monstro mais forte e utilizar de mágicas e armadilhas para destruir os monstros fortes do seu oponente, além de reduzir todos os 8.000 pontos de vida de seu adversário. Isso pode parecer simples no começo, mas o jogo é totalmente desbalanceado, seus inimigos sempre começam com as cartas mais poderosas logo no começo da partida, enquanto suas cartas são completamente aleatórias, esse é o jogo da serie que mais precisa de sorte e acreditar no coração das cartas, principalmente na reta final do game, onde você enfrenta mais de 5 inimigos seguidos e extremamente poderosos sem poder salvar seu progresso. Sempre que ganhar de um oponente, você irá conseguir uma carta e um número de estrelas, dependendo do seu Rank, você poderá conseguir de 1 até 5 estrelas, e quanto melhor o Rank, é maior a probabilidade de conseguir uma carta boa, mesmo a porcentagem disso acontecer ser bem pequena. Com as estrelas você poderá comprar cartas através do password, só que nós só podemos comprar apenas uma carta de cada.

Temos o Build deck onde customizamos nossos baralhos, mas podemos ter apenas 40 cartas no deck principal, o Libray serve para vermos quantas cartas conseguimos e quantas tem no jogo, sendo 722 cartas( Dizem que existem 82 cartas impossíveis de dropar no game, mas algumas cartas "impossíveis" eu consegui duelando contra alguns adversários), além do Free Duel, onde passamos a maior parte do jogo, pois para avançar na campanha precisamos de cartas boas, só que para isso precisamos ficar fazendo um grind totalmente exagerado, duelando várias vezes com os personagens e torcer para conseguir uma carta boa, pois conseguir Rank S não é garantia de que você irá conseguir alguma carta forte. Outro ponto negativo é o 3D do game, pois temos a opção de ver as lutas, o problema é que mesmo para época é bem mal feito, além dos gráficos que são bem simples; fora que o jogo não utiliza CGI, as cenas são feitas com imagens estáticas e bastante texto.

A campanha é curta, mas por conta da falta de balanceamento e da dificuldade em conseguir boas cartas, o jogo acaba rendendo muitas horas de gameplay, mas tem que ter bastante tempo e paciência, para acabar não frustrando o jogador. A trilha sonora é boa, o problema é que são poucas músicas e elas se repetem pelo jogo inteiro; podemos também trocar nossas cartas com outras pessoas, através do Memory Card do console, colocando ambos no Playstation e fazendo a troca, além do modo multiplayer, mas que não ficou muito bom. Yu-Gi-Oh! Forbidden Memories foi um game que marcou muito a minha infância, além de ser o primeiro jogo que tive no Playstation(Mesmo sendo a versão pirata), pode não ter tantas qualidades quantos outros jogos lançados na mesma época, mas para mim foi um dos games mais divertidos que joguei, passando noites duelando para conseguir as melhores cartas e vencer os duelistas mais fortes.

8.5 8.5 10
Overall
7.5 Gameplay
8.5 Story
7.5 Music
6.0 Graphics
Trilha sonora, que embora tenha poucas músicas, são bem legais
Enredo
Gameplay
Grind exagerado para conseguir boas cartas
O jogo não é balanceado
Batalhas em 3D

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