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  • 2022-10-02 11:33:11 -0300 Thumb picture

    The Revenge of Shinobi - Sega Genesis/Mega Drive

    Shurikens infinitos: 

    Vá até a tela Options, e em seguida coloque a quantidade de Shurikens em 0.

    Aguarde 10 segundos, e em seguida irá exibir automaticamente que a quantidade de shurikens estarão infinitos. 

    10
    • Micro picture
      santz · 2 months ago · 2 pontos

      Olha o macete brabo rapá. Ficar sem shuriken nesse jogo é uma bosta.

  • 2022-09-16 15:47:51 -0300 Thumb picture

    Estreia às 18:00! Unbox e conferindo a Shinobi Collection

    Mais um lançamento Mega ZDX, parceria da Retro X Eletronics com a ZEITDRIVE, trazendo a versão cortada da live com o unbox e mostrando um pouco os jogos.

    Quem quiser ver o VOD completo (incluindo os spoillers / segredos do cartucho) pode conferir aqui: 

    8
  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-08-13 01:17:10 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: The Revenge of Shinobi

    Zerado dia 13/08/22

    Mais um jogo da saga Shinobi terminado esse ano! Terminei o III há uns meses achando que seria mesmo o terceiro lançado, mas depois descobri que havia pulado alguns outros, incluindo uns de Game Gear (que não devo jogar) e The Revenge of Shinobi.

    Eu nunca coloquei esse jogo na minha lista de pendências urgentes, mas de fato eu tenho uma história de longa data com TRoS pois eu o joguei um bocado na infância na casa do meu primo (que morava ao meu lado). Ele tinha um NES apenas com Super Mario Bros. 3 que amávamos e uma vez na vida e outra na morte emprestava o console em troca de ficar um tempo pelo que aparentemente seria um Sega Mega Drive/Genesis. Não lembro de muita coisa pois isso deve ter sido lá para 1995 ou 96, quando eu era bem molequinho, mas lembro que jogamos esse daqui e California Games.

    Eu achava o jogo do ninja maneiro, mas definitivamente não era um jogo para a nossa faixa etária. A temática era mais séria e o desafio bem mais alto do que estávamos acostumados. E na verdade eu não gostava muito daquele console. Achava as cores meio feias, os gráficos nada carismáticos e tudo mal feito, zoado demais. Visão essa que demorei para mudar (mas ainda acho o SNES muito superior em diversos quesitos).

    Apesar de não progredirmos muito, sempre dávamos mais uma jogada no Shinobi até finalmente pegar o NES de volta e passar a tarde zerando Mario 3 pela bilionésima vez.

    Depois disso eu acho que me esqueci completamente desse jogo até dar uma pesquisada na franquia Shinobi querendo ir atrás de terminá-la. Basicamente podemos dizer que o jogo ficou uns 24 anos em standby, haha.

    Voltando a jogar agora, fiquei bem contente em saber que duas horinhas eram o bastante para o terminar. Ainda dei a sorte de ter que pegar ônibus duas vezes por longos trajetos hoje e deu para ir atrás da pendência calmamente.

    TRoS se abre com uma animação bacana do ninja da tela título se mexendo e refletindo shurikens com a sua espada. Muito bacana! Vou dar uma olhada nas opções e havia a opção de baixar o nível de dificuldade (o que não fiz) e aumentar o número de kunais suas (esse eu aumentei ao máximo, 90). Nesse jogo você derrota os inimigos atirando essas kunais de longe como você atiraria em jogos como Super Metroid ou Super Turrican, diferentemente de Ninja Gaiden que é mais focado em ataques mais próximos através de sua katana.

    O problema é que esse número de ataques é finito por algum motivo e embora tenham mais pelos cenários para reabastecer, no final da aventura eu tive muitos problemas por causa disso (sem kunais ele só ataca com uma faquinha de perto).

    Já na primeira fase, dei uma testada nos controles. E eu sempre esqueço como era o controle do Mega Drive, com apenas 3 botões frontais e nada mais. A, B e C. Um para pular, outro para atirar as kunais e o último para ativar uma habilidade especial. Nada de Select, L ou R.

    O botão Start, além de pausar o jogo, ainda permite trocar a habilidade especial para poder ser usada já que por padrão ele usa a do raio, ficando invencível, mas há outras como pulos maiores e ataques que acertam a toda a tela.

    É perceptível como o jogo é um ponto de transição entre os dois primeiros jogos da franquia Shinobi com o que seria a ser o 3. A movimentação ainda é lenta e meio dura e muitos inimigos são meio injustos, mas os visuais são muito legais e a série ficou muito mais estilosa e boa de se olhar. O 3 basicamente adicionou mais movimentação e dificuldade.

    Mas TRotS não é um jogo fácil. O primeiro estágio mostra isso bem com inimigos que mal aparecem na tela e já te atacam e demandam rápidos reflexos do jogador. Mas a temática tradicional japonesa e a nostalgia de volta àqueles lugares estava muito confortável. E depois que você pega o jeito nem é tão difícil assim, só requer um pouco de decoreba para atacar rápido os inimigos com base em suas posições, tipo um Contra, mas sem o respawn infinito.

    Nesse jogo há apenas 8 estágios, sendo que cada um deles segue a seguinte lógica: 2 fases + 1 chefe.

    A primeira fase costuma ser um pouco mais light e a segunda está lá para testar sua paciência. Muitos inimigos e mortes injustas, como ser jogado no buraco ao tomar um dano qualquer, prometem arrancar boas vidas suas. É daqueles jogos para se jogar mil e uma vezes.

    Percebi que nunca havia terminado essa primeira fase. Acho que chegava no chefão e morria por lá mesmo.

    Passei, mas com um pouco de dificuldade de me adaptar à dificuldade do jogo e a jogabilidade mais lenta depois do 3. Deu até uma preguicinha de terminar e pensei em fazer isso ao longo de uma semana, mas eu realmente peguei o jeito e fui destruindo na campanha. Também não minto que usei do auxílio do savestate, mas não faço isso a cada pulo que dou, mas sim depois de passar de grandes desafios, como um checkpoint merecido que poderia muito bem ser do próprio jogo.

    As fases seguintes me decepcionaram um pouco ao deixar a temática ninja dos cenários para trás e embarcar em lugares nada a ver, como prédio de Nova Iorque, bases militares e assim por diante.

    O 3 tem um pouco disso, mas sempre me senti em lugares tecnológicos japoneses. Esse daqui parece seguir uma premissa mais Hollywood 80's, como um filme da Sessão da Tarde da época, e isso realmente quebrou bastante o clima da experiência pra mim.

    O jogo foi indo e foi ficando mais irritante. Inimigos posicionados em lugares inesperados e que já atiram a aparecer na tela, te dando pouco tempo de reação e sua vida é consumida muito rápido. Tenso.

    Mas é aquilo, não é ruim e está indo rápido. Chegaram momentos que parecia que eu estava enfrentando um chefe depois do outro!

    Uma coisa super bizarra é que um chefe é nada mais nada menos que o próprio Homem-Aranha! What? Matei ele e veio um demônio para eu enfrentar. Que coisa mais viajada!

    Mais tarde descobri que aparentemente esse demônio era originalmente o Batman. Que loucura! Mais louco que isso é que esses dois são justamente meus heróis favoritos, e olha que nem curto muito toda essa coisa de Marvel e DC.

    Logo cheguei na última. Até que foi rápido e mil vezes mais tranquilo que a campanha do 3.

    Porém essa última fase deu um trabalhão da preula! Ela é um labirinto da mesma forma que o 3 seria também em seu final. É um labirinto bem cruel, longo e cheio de portas que te voltam muitas posições em seu progresso, difícil de fazer um mapa mental.

    Já o último chefe é um chato! Cheio de ataques difíceis de prever e que te matam rápido enquanto ele demora a cair. Há ainda uma menina prestes a ser esmagada pelo teto que desce e você pode tentar salvá-la enquanto luta para conseguir o melhor final. Esse final eu não fiz por preguiça da batalha, mas acabei vendo na internet. Ambos consistem em uma imagem apenas e são sem graça, mas com certeza o dever moral e a curiosidade + desafio acendem aquela chama de ir tentar fazer o final definitivo!

    Resumindo: The Revenge of Shinobi é disparado o melhor da série até então e embora ele não seja tão caprichado e estiloso quanto o 3, achei que ele é uma experiência mais justa e totalmente jogável com pouco tempo de replay e costume, diferentemente de seu "sucessor" que é bem tenso as vezes.

    De bom: bons visuais. Jogabilidade simples e funcional. Gosto dos chefes, fora que alguns são famosos do cinema!

    De ruim: alguns momentos frustrantes. Odeio a mecânica de pulo duplo que as vezes sai e as vezes não da franquia. Achei que a temática ferra demais levando o personagem à ambientes americanizados.

    No geral, gostei bastante e chegaria a recomendar ele ao invés do 3 a depender da pessoa a quem eu estaria o recomendando. Curiosidade: há um jogo com quase o mesmo nome totalmente sem ligação com ele no GBA! Bom jogo.

    16
    • Micro picture
      jcelove · 4 months ago · 2 pontos

      Caramba, como assim recomendaria mais ele que o 3 homi? Shinobi 3 é facil top 3 de jogo de açao plataforma do mega. A evoluçao foi absurda e é muito mais legal de jogar mesmo sendo bem dificil no final.

      O pulo duplo frustra demais pq so aciona se apertar o botao no ponto exato. Eu sempre errava.

      Aqui na epoca ninuem jogava sem o cheat de shuriken infinita. Era bem simples de fazer e ficar sem elas era muito ruim.hehe

      O lance ee ninja americanizafo era moda nos anos 90.

      4 replies
    • Micro picture
      jcelove · 4 months ago · 1 ponto

      Caramba, como assim recomendaria mais ele que o 3 homi? Shinobi 3 é facil top 3 de jogo de açao plataforma do mega. A evoluçao foi absurda e é muito mais legal de jogar mesmo sendo bem dificil no final.

      O pulo duplo frustra demais pq so aciona se apertar o botao no ponto exato. Eu sempre errava.

      Aqui na epoca ninuem jogava sem o cheat de shuriken infinita. Era bem simples de fazer e ficar sem elas era muito ruim.hehe

      O lance ee ninja americanizafo era moda nos anos 90.

  • neilson1984 Neilson Lopes De Carvalho
    2022-06-20 18:28:01 -0300 Thumb picture
    20
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      thiagobrugnolo · 6 months ago · 2 pontos

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!

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      tassio · 6 months ago · 2 pontos

      Teve um tempo que eu achei que isso aí era erro do jogo, porque NÃO ERA POSSÍVEL PASSAR DESSA PARTE!!

      Mas depois que pega o jeito, pulando na pontinha ou usando o poderzinho de pulo, até que fica normal.

      1 reply
  • jean_michel Jean Michel Seixas
    2022-06-04 12:28:31 -0300 Thumb picture
    Post by jean_michel: <p>Platinado em 08/08/2020, modo hardcore.</p>

    Medium 825856 3309110367

    Platinado em 08/08/2020, modo hardcore.

    0
  • 2022-03-13 01:18:05 -0300 Thumb picture
    subzero_amarelo checked-in:
    Post by subzero_amarelo: <p><strong>Finalizado!</strong></p><p><strong>#08</

    Finalizado!

    #08 de 2022

    Todo jogo de ninja dos 8 e 16 bits são uma desgraça de difíceis. Revenge of the Shinobi não é exceção. Bom jogo, mas rende uns rage absurdos.

    @desafioanual

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      jcelove · 9 months ago · 2 pontos

      Boa! Pegou a rom com o miranga e o batma onde? Geralmente soacho a rom revisada.hehe

      5 replies
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      thiagobrugnolo · 9 months ago · 2 pontos

      Conseguiu salvar a Naoko no final ou pegou o bad ending?

      3 replies
  • umtaldedeh dedeh do ***** - twitch.tv/dedehdv
    2021-09-28 14:49:09 -0300 Thumb picture

    Como aprendi a gostar do clássico The Revenge of Shinobi

    Medium 3883829 featured image

    Ainda lembro bem da primeira vez em que peguei The Revenge of Shinobi, do Mega Drive, para jogar. Foi uma sensação curiosa… os movimentos do jogo eram extremamente simples: andar, pular, atirar armas ninjas e ainda alguns outros poderes extras para ajudar. Nada difícil de aprender em uma primeira olhada, ao menos aparentemente. Os inimigos também não eram lá os mais complexos do mundo, ainda que apresentassem uma certa variedade já na primeira fase: eles eram outros ninjas capazes de pular e atacar com projéteis, samurais capazes de defender meus ataques e cachorros ensandecidos que corriam em minha direção sem pensar em mais nada…

    A própria fase não era nada de muito extravagante: primeiro um simples corredor onde só podia ir para a direita, no máximo variar entre avançar em um plano mais baixo e outro mais alto. E depois algumas outras estruturas um pouco mais complexas, casas com armadilhas e alavancas que abriam lugares novos pelos quais eu poderia prosseguir, mas ainda assim bem lineares…

    Uma boa fase inicial, acho, tudo bem considerado: ensinando-me os pormenores do combate e do level design que com certas modificações e evoluções seriam encontrados no restante do jogo.

    Mas… como dizer? Essa primeira fase não “clicou” comigo da forma como pensei que clicaria. E em verdade foi a mesma coisa com o restante do jogo, ou ao menos o restante do jogo que consegui ver na primeira vez que joguei… O que confesso não foi muito.

    Na segunda fase encontrei novos inimigos e novos obstáculos. Tive que aprender a usar melhor o pulo duplo do jogo que, digamos assim, não me pareceu o mais confiável em um primeiro momento. E diante desses novos desafios eu apenas morria e morria, recomeçava a fase apenas para mais uma vez não a terminar, mais uma vez despencar das cachoeiras ou dos prédios que vinham logo depois.

    Digamos que… o jogo não estava sendo a experiência mais prazerosa para mim naqueles primeiros instantes. Não que não houvessem coisas para admirar ou com as quais me divertir ali, e não que já não as reconhecesse: desde o começo só de olhar para o jogo todo o climão que ele me passou foi agradável. Um pouco “cru”, se posso me exprimir assim, e é até natural que assim fosse considerando que ele saiu num estágio bem inicial da vida do Mega Drive. Mas toda essa crueza me atraía, toda a estética parecia tirada diretamente de algum filme de ação de Hong Kong dos anos 80, com todos os cenários mais clichês disponíveis, mas sem que isso realmente diminuísse em nada a experiência, muito pelo contrário…

    E aí havia a música. Ah… Yuzo Koshiro entregando mais uma de suas obras primas, coisa que não é novidade para quem está habituado com os trabalhos do cara, mas não era só isso: as trilhas casavam muito bem com as situações, com toda a ambientação, com os inimigos que vinham e me surpreendiam e em verdade, ao menos naquele começo do jogo, não paravam de me destruir… A música casava com o ritmo do próprio jogo, por assim dizer. Com a forma que ele era jogado ou, melhor dizendo, deveria ser jogado… ou qualquer coisa parecida com isso.

    Pois bem… no fim das contas não desisti. Alguma coisa ali ainda me atraía, e por isso depois da tela de Game Over resolvi dar mais uma chance para o jogo. Foi aí que algo começou a acontecer, mesmo que eu não tenha necessariamente percebido isso naquela hora: a primeira fase foi muito mais tranquila do que havia sido antes, e também muito mais rápida. Os pequenos desafios que havia encontrado na primeira vez que a havia jogado tinham se transformado em desafios menores, mais palpáveis, e assim sendo acho que é importante dizer também que acabei me divertindo muito mais nessa segunda jogatina do que o havia na primeira.

    Mas… no fim das contas a primeira fase não havia sido o meu problema nem mesmo antes, as coisas começaram a complicar mesmo na segunda. Ir bem em uma não significava necessariamente ir bem na outra e… e enfim, recomecei a segunda fase, ansioso para ver se as coisas dariam tão certo ali quanto haviam dado na fase anterior.

    E fiquei muito satisfeito em perceber que sim… subitamente os pulos que antes pareciam praticamente impossíveis haviam se tornado muito mais contornáveis. Subitamente armadilhas que antes apenas me deixavam paralisado dessa vez arrancavam uma reação que, se nem sempre me fazia superar o perigo, ao menos deixava um pouco mais claro o que deveria fazer da próxima vez que encontrasse tais situações não só ali, mas também em outros casos semelhantes que viriam…

    Resumindo: mais uma vez eu fui vencendo a fase que o jogo colocava diante de mim muito mais rápido do que havia feito antes. Mas uma vez me diverti mais do que da primeira vez que havia jogado. E assim o Game Over não veio, o que veio foi a terceira fase. Pensei comigo que o ciclo outra vez se repetiria, que apanharia até não poder mais e quem sabe da próxima vez que tentasse jogar o jogo as coisas fossem um pouco mais simples. Pensava que seria assim com todas as fases do jogo, em verdade… Mas… no fim das contas a terceira fase não foi um choque tão grande quanto esperava que fosse, quanto a segunda havia sido.

    E não que ela não fosse qualquer pouco diferente, não apresentasse suas particularidades, inimigos e armadilhas novas. Mas é que, acho, de uma forma ou de outra o jogo como um todo havia se tornado mais familiar para mim. Acho que naquele ponto estava começando a entender alguma coisa que antes não havia ficado muito clara para mim e, por isso, mesmo que talvez não tenha vencido essa fase na primeira tentativa, lembro de ter me divertido com ela.

    Pensei que foram apenas por detalhes e meus próprios erros que não consegui avançar um pouco mais, ir até a fase que estava depois… e eu queria isso, eu precisava, o jogo havia me deixado com vontade de tentar tudo ainda uma outra vez… e foi exatamente isso que fiz.

    Reiniciei o jogo. Aí a primeira fase foi um passeio. A segunda não foi nem sombra do monstro que havia parecido ser da primeira vez. Mesmo a terceira já parecia algo que conhecia de longa data, seus meandros, seus detalhes, suas estratégias… os caminhos que me levariam de maneira mais rápida e segura até exatamente onde eu queria chegar já começavam a se tornar incrivelmente familiares. No fundo da minha consciência tudo ficava mais e mais claro conforme eu avançava, e essa sensação era maravilhosa.

    Tudo estava indo tão bem que venci o terceiro estágio sem muitos problemas, e então veio a inédita quarta fase. E notei: por mais que tudo fosse relativamente novo, eu sabia o que fazer. Tinha a noção do que precisava para passar. Eu via um inimigo se aproximando e imediatamente reagia. Via um novo tipo de obstáculo ou plataforma e tinha a noção de quais eram os movimentos que precisava executar, quais os poderes que talvez devesse utilizar para deixar tudo mais fácil, mais eficiente… e assim foi até o final daquela fase, e mais: assim foi na próxima fase também, e na próxima, e na próxima…

    Não que eu tenha magicamente finalizado o jogo naquela run sem tomar mais nenhum Game Over. The Revenge of Shinobi é um jogo difícil, e encontrei aqui e ali ainda um outro obstáculo que conseguiu deter meu progresso, ao menos por algum tempo. Mas em nenhum outro momento me desanimei, sempre que recomeçava o jogo isso não era nenhum sacrifício: de alguma forma continuava ansioso para outra vez reiniciar o jornada e ver até onde seria capaz de chegar, e o quão rápido. Queria ver até que ponto minhas habilidades haviam sido forjadas, aprimoradas.

    Resumindo: eu me tornava cada vez mais conhecedor do jogo, e não falo apenas de decorar quais eram as arquiteturas das fases e os seus perigos, mas sim de entender os detalhes mais básicos de como o tudo funcionava: como não perder meus upgrades de poder, onde e como utilizar cada habilidade especial para transformar as fases em algo que nunca imaginaria no começo que elas pudessem ser, de que maneira me esgueirar até meus inimigos para os atingir sem que eles fossem sequer capazes de reagir, em quais cantos do mapa descobrir mais itens que poderiam me ajudar… e mais.

    O que no começo era extremamente difícil e não muito divertido foi se transformando gradativamente em algo que me dava uma satisfação e uma alegria cada vez maiores.

    E tudo culminou comigo conseguindo chegar na fase final e derrotar o seu boss. Aquele era o ápice da jornada até ali: havia escalado a montanha, havia triunfado. Mas… coisa engraçada: justamente logo depois disso fiquei um pouco decepcionado por saber que não haveria mais nada de novo que fazer no jogo que, em verdade, pode ser considerado até que relativamente bem curto, ainda mais para os padrões atuais…

    Porém… será que o jogo havia realmente acabado ali? A minha vontade de continuar jogando The Revenge of Shinobi não havia diminuído em nada depois que eu o havia vencido pela primeira vez. Pelo contrário, não estaria exagerando se dissesse que foi justamente depois de o terminar que tive mais vontade de o jogar. E foi isso mesmo que fiz… joguei uma, duas vezes mais. Aumentei a dificuldade e então joguei de novo. E de novo, e de novo…

    E o jogo não perdia seu brilho, não enjoava. Foi rejogando tantas vezes assim que percebi coisas que cada vez me fizeram gostar ainda mais do que via: comecei a apreciar mais profundamente como cada uma das fases era tão única em sua proposta, estética e mecânicas, em como novos elementos eram adicionados em um momento e então davam lugar para qualquer coisa nova e diferente logo depois, assim nunca me cansando, assim sempre me mantendo interessado não importando quantas vezes revisitasse cada uma delas.

    Em uma fase estava escalando os andares de uma fundição de um ferro velho, desviando e fazendo meu próprio caminho entre as plataformas; na outra havia uma rodovia movimentada de um lado, e um exército do outro, e eu precisava cuidar para não ficar a mercê fosse dos meus inimigos, fosse dos perigos da estrada; em outra estava no teto de um metrô em movimento escapando de vigas de ferro que vinham na minha direção em alta velocidade; e em outra ainda estava em um porto enfrentando ninjas mergulhadores que saltavam e me surpreendiam nas piores horas possíveis, e onde minha maestria na mecânica do pulo era testada da forma mais impiedosa de todas…

    Pode ser um fato estranho para alguns: mas em cada vez que recomecei o jogo, mesmo depois de seu “fim”, ele se tornou melhor para mim. Em cada nova tentativa aprendia ou ao menos tentava aprender uma forma nova de avançar, e raramente o próprio jogo não me recompensava por essa tentativa. Terminar ele pela primeira vez não havia em verdade sido o fim do jogo, mas apenas o seu começo… tanto que para ser sincero até hoje não tenho a sensação de que o finalizei de fato, porque sei que da próxima vez que tentar o jogar poderei experimentar ainda coisas novas, mudar minhas estratégias, fazer com que minha experiência mais uma vez se transforme, melhore e aprofunde, reinvente-se… e acho isso incrível.

    Seria The Revenge of Shinobi um jogo infinito? Talvez nem tanto, e também não o único que possui essa característica de instigar outras jogatinas mesmo depois que “oficialmente” o jogo acaba. Parando para pensar, ele não é nem mesmo o melhor nesse quesito, por mais que certamente o faça muito bem. Mas a lista de jogos que tentam e conseguem inspirar o mesmo sentimento de continuidade é longa.

    É o tal do “fator replay”, muito comentado tempos atrás e hoje um pouco esquecido, talvez porque no fim das contas graças às mudança e evoluções tecnológicas os jogos passaram a com o tempo ficar cada vez maiores e mais preocupados em fazer com que essa experiência mais longa fosse prazerosa ou fizesse o que tivesse que fazer logo em sua primeira vez sendo jogada. E não que isso seja melhor ou pior, é só diferente, mas isso já é outro assunto…

    O assunto agora é The Revenge of Shinobi.

    Claro, ele jogo não é perfeito. Mesmo depois de o jogar tantas vezes ainda acho que algumas coisas permanecem um tanto quanto questionáveis. Por exemplo: alguns inimigos, em alguns momentos, podem ser capazes de te atingir antes que você os veja: e isso em lugar nenhum para mim pode ser considerado bom level design ou qualquer coisa parecida. As hitboxes também nem sempre parecem funcionar como acho que deveriam, com a informação visual não concordando exatamente com o dano que está sendo desferido ou recebido. E a última fase… bom, digamos que um labirinto onde é necessário se guiar pela pura tentativa e erro também não seja uma das coisas que mais aprecio em qualquer tipo de jogo…

    Mas nenhum jogo é perfeito, no fim das contas, e alguns erros não apagam os diversos acertos e principalmente aquilo que essa obra tem de único.

    Talvez Revenge of Shinobi tenha sido um dos jogos que melhor me ensinou como o jogar, por assim dizer: sem nenhum tutorial, sem nenhuma dica escancarada ele foi me mostrando com uma velocidade incrível o que eu precisaria fazer, como precisaria, e de qual maneira me tornaria melhor nisso… mesmo depois de todas as derrotas (e não foram poucas) que tive que enfrentar, ele me deixava com vontade de continuar mais e mais… tentar e tentar até que… bom, até quando não sei, porque ainda estou tentando, ainda estou melhorando, ainda estou jogando a aproveitando os mínimos detalhes desse jogo. Quem sabe ele não canse de me ensinar nunca, e espero que eu continue sem cansar de aprender… 

    0
  • onai_onai Cristiano Santos
    2021-09-17 21:06:13 -0300 Thumb picture

    Round 3 Start

    Continuando a jornada Shinobi agora o ninja enfrenta até o exército, e os soldados não estão aqui para capinar mato!

    A primeira parte é um pouquinho complicada e em alguns momentos faz-se necessário usar os poderes. 

    A segunda parte parece ser dentro de um estranho avião, cheio de portas defeituosas, que perigo! Passando perto delas o ninja é sugado instantaneamente.

    É curioso também como os efeitos sonoros e a fonte do jogo, letras e números, são a mesma de Street of Rage.

    O desafio é moleza. Só um cérebro muito curioso que fica dando uma olhadinha ao sair de uma máquina. É muito fácil pegar o padrão de ataque dos lasers que o protegem.

    20
    • Micro picture
      andre_andricopoulos · about 1 year ago · 2 pontos

      Jogo bom demais...

    • Micro picture
      ramonplayerone · about 1 year ago · 1 ponto

      Streets of Rage e Revenge of Shinobi compartilham alguns assets msm. Mais que isso na real, o compositor de ambos os jogos é o mesmo cara, Yuzo Koshiro. Isso explica porque o som de ganhar vida por exemplo é o mesmo nos dois jogos.
      Mas acima de tudo, creio que foi uma sacada da Sega pra cortar custos kkkkk

      1 reply
  • onai_onai Cristiano Santos
    2021-09-13 21:39:08 -0300 Thumb picture

    Round 2 Start

    Iniciando a segunda fase logo numa bendita cachoeira. Fiquei com traumas delas quando joguei o Batman Returns do Master System. Hehe...

    Mas o segredo aqui é só dominar o pulo duplo, na calma, bem zen. Não é uma questão de pular duas vezes e sim pular e no momento certo pular novamente.

    A segunda parte achei mais legal, apesar dos buracos. Você pode ir por cima ou ir pelo chão mesmo, no final a saída é numa danceteria, bem estilo Street of Rage II...

    E por falar nisso muita coisa lembra Street of Rage, os efeitos sonoros, as músicas obviamente e a fonte que usam nas letras e números.

    O desafio da vez me pareceu o último desafio do primeiro Shinobi. Agora na boa, o que um ninja estaria fazendo numa discoteca? Hehe...

    21
    • Micro picture
      volstag · about 1 year ago · 2 pontos

      Joguei muito esse jogo nos bons e velhos tempos, clássico total, mas cheguei no final uma vez e fiz o final ruim.
      Muitos anos depois, na emulação, aí sim fiz o final bom, mas puta que pariu, é tenso.

      7 replies
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      vinicios_santana · about 1 year ago · 1 ponto

      Lembro que tive um Mega com 3 Shinobis na memória, gostava desse. Mas não lembro do último printi epilético. O problema desse jogo nem são as cachoeiras, mas sim uma fase adiante de um precipício.

      1 reply
  • onai_onai Cristiano Santos
    2021-09-11 23:12:55 -0300 Thumb picture

    Round 1 Start

    Estava aqui meio desanimado para jogar jogos mais longos e decidi pegar alguns do Mega Drive, e o primeiro foi o The Revenge of Shinobi!

    Primeiramente gostei logo de ver que quem criou as músicas do jogo foi o Yuzo Koshiro, o mesmo jovem que compôs a trilha sonora da saga Streets of Rage.

    Até então o único Shinobi que joguei pra valer foi o primeiro, sendo a versão do Master System, que também é difícil pra caramba, nunca consegui terminar aquele jogo.

    Aqui logo de cara da pra ver como os gráficos são bonitos e uma coisa interessante é que o ninja já começa com quatro poderes pra usar quando bem entender, mas apenas uma vez por vida e fase.

    Jogando no normal e em posse de 50 shurikens sofri um pouquinho pra passar da primeira fase! O primeiro desafio por exemplo só consegui vencer usando um poder que deixa o ninja momentaneamente invencível!

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    • Micro picture
      jcelove · about 1 year ago · 1 ponto

      O revange eu nunc terminei, na verdade empacava no estágio 2 acho, o da cachoeira, sempre errava os pulos e dava rage.hehe

      Esse primeiro oss da pra passar fácil SE dominar o ataque no pulo, sem a mnha fica difição

      Ah, se essa rom for a que tem o batman e o spiderman me avise que ai animo de ogar.hehe

      6 replies
    • Micro picture
      raniejogos · about 1 year ago · 1 ponto

      Se você colocar as shurikens no zero e deixar por alguns segundos sem mexer elas viram infinitas.
      Te recomendo macetar as vidas em uma fase que é uma grande fábrica (level 4 depois do ferro velho/desmanche) tem umas esteiras rolante bem no começo, abaixo dela tem uma caixa com 2 vidas, vc pega e morre, lucrando uma vida. E quando renascer a caixa estará lá de novo e você vai aumentar o quanto quiser de vida, não sei como os devs deixaram isso kkkk mesmo que visualmente não apareça estará aumentando, acho que visualmente só aparecem 9

      1 reply

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